terça-feira, 10 de março de 2015

Alexandre Dumas


O célebre escritor nasceu em 24 de julho de 1802 em Villers-Cotterêts, região de Aisne, e morreu em Paris, em 5 de dezembro de 1870.

Dumas Davy de la Pailleterie (seu nome de nascimento) é um dos pilares do gênero do romance de aventuras. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas.

Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época que serviu nas guerras napoleônicas.

Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Côrte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça Christine também obteve popularidade.

Como resultado, ele se tornou financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral.

Entretanto, em 1830, ele participou da revolução que depos o rei Carlos X da França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão.

Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances.

Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um astuto divulgador de sua obra.

Com a alta demanda dos jornais por romances em folhetim, em 1838 ele simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance.

Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) conduziu-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal.

Em 1840, ele se casou com a atriz Ida Ferrier, mas continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento.

Um destes filhos, que recebeu o seu nome, (Alexandre Dumas, autor de A dama das camélias) seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais.

Alexandre Dumas escreveu romances e crônicas históricas de muita aventura que estimulavam a imaginação do público francês, e de outros países nos idiomas para os quais foram traduzidos.

Alguns destes trabalhos foram:

  • Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousqetaires, 1844)
  • Vinte anos depois (Vingt Ans Après, 1845)
  • Visconde de Bragelonne (Le Vicomte de Bragelonne, ou Dix ans plus tard, 1847, do qual faz parte O homem com a máscara de ferro)
  • O conde de Monte Cristo (1845-1846)
  • A filha do regente (1845)
  • As duas Dianas (1846)
  • Rainha Margot (1845)
  • A dama de Monsoreau (1846)
  • A tulipa negra (1850)
  • O quebra-nozes (1844 – mais tarde adaptada por Tchaikovsky para um balé)
  • Os ladrões de ouro (escrito após 1857)
  • Napoleão
  • O colar de veludo 
  • Memórias Garibaldi 
Seu trabalho como escritor lhe rendeu bastante dinheiro, já que na época áurea dos folhetins, Dumas e Balzac eram os mais célebres e requisitados autores.

Porém, devido ao seu alto padrão de vida, em 1851 Dumas teve que ir embora para Bruxelas para fugir de seus credores. Passou dois anos na Rússia antes de se mudar em busca de aventuras e inspirações para mais histórias.

Em março de 1861, o reino da Itália foi proclamado, com Vítor Emanuel II como rei. Nos 3 anos seguintes, Alexandre Dumas se envolveria na luta pela unificação da Itália, retornando a Paris em 1864.

Deste período vem a sua amizade com Giuseppe Garibaldi que resultou no magnífico relato Memórias de Garibaldi, onde o grande aventureiro narrou as suas aventuras ao grande escritor.

Apesar do sucesso e das conexões aristocráticas de Alexandre Dumas, sua vida sempre foi marcada pelo fato de ser mulato.

Em 1843, escreveu uma curta novela intitulada Georges, que chamava atenção para alguns aspectos raciais e para os efeitos do colonialismo.

Sepultado no local onde nasceu, o corpo de Alexandre Dumas ficou no cemitério de Villers-Cotterêts até 30 de novembro de 2002.

Sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, numa cerimônia televisiva, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.





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