quarta-feira, 21 de maio de 2014

Diário para um viajante - Damasco

A viagem se inicia no Oriente Médio, na Síria, hoje um país devastado pela guerra civil, e que tenta resistir à destruição da sua história e arquitetura.

Entre as alamedas arborizadas e os mercados antigos caminhe admirando todo o trabalho da arquitetura islâmica nas mesquitas onde se pode ouvir ao fundo o azaan ou o chamado para prece feitas pelo muézin.

Interior da mesquita em Damasco

A Síria foi o centro das civilizações mais antigas do mundo, há cerca de 3 mil antes de Cristo, as terras férteis à beira do Eufrates já eram disputados por grandes impérios como o da Mesopotâmia e Egípcio.

Diversos povos habitaram seus territórios entre eles os macedônios como Alexandre, o grande e os romanos.



Na capital Damasco, veja a cultura islâmica em todo o esplendor, a cada passo pode-se lembrar dos omíadas, dos mamelucos que caminharam por aqui desde o séc. VII d.C, e no séc. XVI ao séc. XX o país ficou sob domínio turco-otomano.

É a cidade mais antiga do mundo, a rainha das águas, dos céus benditos, a esmeralda do deserto como foi chamada desde a antiguidade. Foi fundada há quase 4000 anos sobre o Guta, um oásis de dois rios, o Barada e o Aawah.

O núcleo da cidade é constituído pela cidade antiga, murada, onde se desenvolveu a vida durante milênios e que hoje depois de tantas invasões e novos habitantes apresenta uma mistura de raças com diferentes religiões, que convivem trabalhando tomando chá e conversando incansavelmente.

As ruas estreitas escondem pátios com laranjeiras, mesquitas, palácios, e lares herdados através dos séculos. Os muros da cidade velha são da época romana.

A muralha conta com 7 portas: Bab Tuma, Bab al-Jabieh, Bab Sharqi, Bab Kessian, Bab al-Jeniq, Bab Shaghir y Bab al-Faradiss.

Depois da 1° Guerra a Síria foi dividida, de um lado domínio francês e do outro lado britânico.

Templo romano dedicado a Júpiter

Andei até o final do mercado al-Hamidiyya, e vi a porta ocidental do templo romano dedicado a Júpiter.

A luz do dia banha seus pórticos evocando todo o poder romano naquela área, hoje suas paredes dão guarida ao mercado de especiarias, aos vendedores do Alcorão, nas escadas da mesquita dos omíadas estudantes sentam ao sol para descansar ou apenas esperar outros colegas.

Os estudantes irão abordá-los, primeiro em árabe, depois em francês e finalmente em inglês, perguntando de onde é, o que faz aqui. Responda que é viajante, sem pátria, a mochila é o seu lar e que está visitando os países onde seus ancestrais nasceram.

Vendedor no mercado sírio
O mercado é lotado, centenas de pessoas se empurrando ao som dos vendedores com suas mercadorias, as cores, o som e o cheiro das especiarias tem o poder de transportar as pessoas para uma outra era.

Especiarias, frutas
Entrada do mercado
Passeie pelo mercado, o palácio Azem localizado apenas 3 km de distância do mercado.

O palácio tem um aroma fresco de flores de seus jardins e é adornado com fontes que vertem suas águas em cascata, e é onde se situa o Museu de Arte e Tradições Populares.

Aproveite para comer suas refeições mais típicas.

Existe um provérbio árabe que diz que a “A nobreza do árabe se detecta pela mesa que oferece ao hóspede".

Encontrei o que só pode ser descrito como um banquete dos deuses, travessas de salada, homus, labneh e frutas secas, frango e charutinhos de folha de uva, laban mah khiar e muito mais.





Conheça a história das atividades artesanais em seda e em metal na cidade, os artesãos ainda usam teares de madeira como faziam seus ancestrais e veja os sopradores de vidro, atividade essa que remonta 3 mil anos quando seus antepassados inventaram como colorir o vidro, desenhando neles heróis épicos iguais aos que estão gravados nas pedras por seus antepassados.




Quando o dia amanhece, acorde com o chamado do muézin para a prece, tome um breve café em um bar próximo ao hotel, e com as instruções do funcionário do bar chegue até Bimaristan Nur er Din, é um interessante marco na cidade, fundado em 1154 como hospital escola de medicina, sustentado com dinheiro que os cruzados pegavam como resgate de seus prisioneiros, era um modelo de organização e um famoso centro de pesquisa e ciência.




O prédio abaixo é o Mausoléu de Saladino, o personagem mais conhecido no Ocidente a partir da época das Cruzadas.

Na verdade, este mausoléu, originalmente, era uma madrassa construída por Saladino.

Há muitas pessoas no interior, de modo que o acesso é bastante controlado. O quarto é pequeno, e em todos os cantos pode-se achar telhas otomanas. Há dois túmulos no interior.

Um deles é o original de Saladino, no século XII. E outro de mármore, um presente do Kaiser Wilhelm II.

Um retrato de Salah el Din Yusuf Ayubi está acima da tumba de Saladino, já que ele representa o Emir e o ideal árabe da união entre os povos.

Ao longo de sua vida, suas lutas, negociações e batalhas, Saladino conseguiu unir povos que antes eram irreconciliáveis, mais interessados ​​em guerras internas, e derrotaram os cruzados a partir dos territórios árabes.

Estátua em homenagem a Saladino
Fora dos muros da cidade antiga há uma grande avenida que segue o rio Barada que divide a cidade em duas partes.

Ao sul, localiza-se o Museu Nacional e ao norte, a Biblioteca Nacional com mais de 250 mil volumes, entre eles milhares de incunábulos (livros impressos entre 1450 e 1500).

A cidade se estende em direção ao Monte Casin.


O Museu nacional de Damasco não é o que estamos acostumados a ver em museus ocidentais, é como visitar um museu na década de 30 ou 40, o interior é caótico e tive dificuldades em encontrar o que mais me interessava.

O museu conta com uma grande coleção de escritos ugaríticos (primeiro alfabeto, criado por volta do século 14 a.C.), estatuária síria, têxteis e versões antigas do Alcorão.


A primeira coisa que você vê são muitos sarcófagos, estátuas, capitéis, colunas, lápides e portões de pedra impressionantes arbustos e belas lagoas.

As portas de pedra são muito populares nesse tipo de arquitetura da época bizantina e há inúmeros exemplos nos jardins do Museu Nacional de Damasco.

Jardins do museu nacional de Damasco

Esculturas no jardim do museu

Jardins do museu de Damasco

Fachada oeste

A fachada oeste deste palácio tem formas geométricas e decorações florais de todos os tipos (muitos deles, com um forte conteúdo simbólico, como símbolo quadrados dos quatro elementos, círculos, símbolo do ciclo de vida, octógonos, hexágonos.

Seus construtores tentaram representar em suas portas os exemplos de arte de diferentes fontes.

Romana, bizantina, mesmo egípcia (algumas de suas colunas tentam capturar a essência das colunas do Templo de Karnak, em Luxor.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Minhas séries favoritas - Ficção científica Doctor Who


Doctor Who apareceu pela primeira vez na televisão pela BBC em 23 de novembro de 1963.

O programa foi originalmente concebido para apelar a um público familiar,14 como um programa educacional com viagens no tempo como um meio para explorar ideias científicas e momentos famosos da história, é referenciada no Guiness como “a mais longa série de ficção científica do mundo” e que também se transformou num ícone da cultura popular britânica.

A série é muito conhecida pelas suas histórias imaginativas, pelos efeitos especiais e foi pioneiro na utilização de música eletrônica. A série já passou por diversas fases, com diferentes elencos.

Cada temporada inclui várias histórias individuais ou de múltiplas partes, apenas ligadas entre si por um enredo secundário que apenas é revelado no fim da temporada.

Desde 1963 já foram produzido cerca de 751 episódios, incluindo um filme de 1996 e os três episódios especiais de Natal.


O Doutor é assim, sem nome nem sobrenome. Dessa maneira é como sempre vem se apresentando o enigmático viajante no tempo, um alienígena que, apesar de sua forma humana, pertence ao grupo dos Senhores do Tempo.

Seu nome verdadeiro jamais foi revelado. Ele se chama Doutor porque, em suas próprias palavras, para os Senhores do Tempo "o nome que você escolhe é como uma promessa que você faz".

O Doutor é um personagem que busca a justiça e "curar" o universo de seus males. Como ninguém sabe seu nome, a pergunta constante é: "Doutor quem?" (em inglês, "Doctor who?").


Hoje em dia a série Doctor Who tem fãs em várias partes do mundo, mas tudo começou em 1963 com William Hartnell, o primeiro Doutor, viajando no tempo e no espaço em preto e branco.

Nos primeiros anos, a série misturava episódios com fatos históricos com os de ficção científica. Mas logo a série se concentrou no futuro e no espaço.

Sete Doutores formam parte da série clássica, entre 1963 e 1989, quando ela parou de ser transmitida pela TV e continuou apenas em áudio, livros e revistas.

Desse período, 97 episódios, dos seis primeiros anos da série, estão desaparecidos, pois a BBC costumava destruir as fitas por não ter espaço para guardá-las e por sua relação com o sindicato de atores, que via com maus olhos a repetição dos episódios, considerada uma ameaça para o trabalho de seus associados.

Os episódios que foram recuperados são normalmente de TVs estrangeiras que compravam os episódios.


Cada Doutor teve acompanhantes que viajam com ele na TARDIS. Algumas vezes são mulheres, outras são homens.

Em geral o Doutor costuma ter um acompanhante, mas em mais de uma ocasião ele contou com dois, três ou mais assistentes.

No fundo, o papel dos acompanhantes é o de representar a audiência. São personagens com os quais é fácil se identificar, na maioria das vezes humanos deslumbrados como nós com as coisas que o Senhor do Tempo é capaz de fazer.

Além disso, eles servem de contrapeso para assegurar que o Doutor não faça nenhuma loucura e o resgataram em mais de uma ocasião.

Até hoje, mais de 35 atores e atrizes compartilharam o cenário com o Doutor.

Entre os favoritos do público estão Sarah Jane Smith, acompanhante dos Doutores 3 e 4 interpretada por Elizabeth Sladen, e Rose Tyler, interpretada por Billie Piper, que viajou com os Doutores 9 e 10.


Quando o ator que protagonizava o primeiro Doutor - William Hartnell - começou a ter problemas de saúde, em 1966, os produtores da série pensaram em uma forma de continuar o programa: o Doutor poderia se regenerar antes de morrer e mudar de rosto.

São 11 os atores que interpretaram o viajante, sendo que dois deles assumiram o papel pelos tempos mais longos. O quarto Doutor - Tom Baker, caracterizado por sua excentricidade e pelo cachecol colorido longo - ficou sete anos no papel, protagonizando 41 episódios diferentes.

O décimo Doutor - David Tenant, famoso por seu terno, por sua intensidade e pelos sapatos esportivos - manteve-se no papel durante cinco anos e 36 histórias diferentes.

Talvez por isso, os dois são sempre eleitos como os mais populares nas pesquisas entre os fãs.


Sua nave espacial - que também é uma máquina do tempo - se chama TARDIS, que é o acrônimo em inglês de Tempo e Dimensão Relativa no Espaço.

Por fora, ela é uma cabine azul de polícia, semelhante às que existiam nas ruas da Grã-Bretanha nos anos 1960 (ela continha um telefone com o qual era possível se comunicar com a polícia), mas por dentro ela é muito mais do que isso.

Do lado de dentro, ela é uma nave espacial de bom tamanho. Uma frase recorrente na série quando alguém entra na TARDIS pela primeira vez é: "É maior por dentro".

A história diz que as naves dos viajantes no tempo assimilavam a forma de um objeto do lugar ao qual chegavam para não chamar a atenção.

Mas a TARDIS do Doutor era defeituosa e ficou com a mesma forma ao aterrissar na Grã-Bretanha.

Desde então, se tornou um ícone.


"Exterminar!", é o grito de guerra dos mais poderosos inimigos do Doutor: os Dalek, seres mutantes que vivem em uma couraça de metal e vivem enfrentando o Doutor.

Eles são considerados uma das chaves do sucesso da série, apesar de que por pouco não apareceram nela.

Os produtores originais não gostavam da ideia de ter monstros robóticos quando leram o roteiro com sua primeira aparição.

Entretanto, como não havia tempo para escrever outra história, tiveram que mantê-los. Os Daleks se converteram em um sucesso instantâneo.

Aos Daleks se somam os Cybermen, que são humanos dos quais foram retiradas as emoções para transformá-los em seres cibernéticos.

Outra menção honrosa na era moderna são os Weeping Angels, que são estátuas que só se movem quando ninguém está vendo. São absolutamente aterrorizantes.


A produção original de Doctor Who era realizada com poucos recursos. Cada episódio de 25 minutos era registrado em vídeo (cenas de estúdio) e filme de 16mm (cenas em locação). A maquiagem, cenários e efeitos visuais eram precários, quase amadorísticos, mas a série fez enorme sucesso na Inglaterra graças, principalmente, aos roteiros criativos que colocavam O Doutor e seus amigos em mirabolantes aventuras que aconteciam em diversos locais do espaço e do tempo.

A série iniciou como um programa educacional para crianças, onde O Doutor conhecia figuras famosas do passado e participava de fatos históricos. Mas em breve passaram a predominar as aventuras de ficção científica onde os heróis encontravam estranhas civilizações e criaturas extraterrestres.

Normalmente um grupo de episódios formava um seriado ou história completa, e cada temporada era composta por alguns desses seriados. Em 1989, a BBC suspendeu Doctor Who, mesmo ainda com uma boa audiência, sob a alegação de que haveria apenas um hiato maior entre a 26ª e a 27ª temporada.

Na verdade, a BBC estava diante de um impasse - frente a outras séries contemporâneas de ficção científica norte-americanas, de produção bem mais sofisticada, Doctor Who não tinha como competir com elas tecnicamente, e para enfrentar a concorrência seu orçamento teria de ser multiplicado.

Como a BBC à época era comandada por executivos que não gostavam muito de ficção científica e que optaram por não liberar os recursos necessários, a série entrou num limbo do qual saiu apenas em 1996, com a tentativa frustrada de trazê-la de volta numa parceria com a Fox e a Universal. Apesar de sofisticado, o telefilme foi considerado americanizado demais.

Finalmente em 2005 a BBC do País de Gales trouxe de volta a série, com um nível de produção muito superior ao da original. A versão atual possui um orçamento que permite a utilização de elaboradas maquiagens e efeitos em computação gráfica (CGI).

Cada nova temporada é composta por 13 episódios de 45 minutos e um especial de Natal com 60 minutos, gravados em vídeo de alta definição e posteriormente passados para película de 35mm.

O personagem do "O Doutor" está sempre envolta em mistério.

No início da série, apenas se sabia que ele era um extraterrestre viajante e excêntrico, com um grande conhecimento sobre as mais variadas matérias, que combatia as injustiças que encontrava ao explorar o Universo na sua nave espacial TARDIS. TARDIS é uma abreviatura para Time And Relative Dimensions In Space (Tempo e Dimensões Relativas No Espaço).

A TARDIS é maior por dentro do que por fora, e, devido a uma avaria permanente num circuito, a sua aparência exterior assemelha-se à de uma cabine da polícia londrina dos anos 60.

Eventualmente descobre-se que a figura sinistra e misteriosa do "Doctor" é uma espécie de renegado da sua própria espécie, os "Time Lords" ("Senhores do Tempo"), oriundos do planeta "Gallifrey" na constelação de Kasterborous.

Sendo um "Senhor do Tempo", "O Doutor" tem a capacidade de regenerar o seu corpo, como forma de evitar a morte. Este conceito foi introduzido em 1966, quando os argumentistas se confrontaram com a partida do ator principal William Hartnel, como forma de prolongar a série.

Desde então tem sido uma característica definidora da série, sendo utilizada sempre que é necessário substituir o ator principal.

Contudo, foi estabelecido num episódio que um Senhor do Tempo apenas pode regenerar 12 vezes, a um total de 13 encarnações (apesar de ser possível contornar a situação). Até à data, "O Doutor" passou por este processo onze vezes, tendo cada uma das suas encarnações o seu estilo e particularidades, mas partilhando as memórias, a experiência e o seu sentido de moral:

Outros atores também interpretaram "O Doutor" em outras histórias, como é o caso de Rowan Atkinson, contudo estas não são consideradas canônicas tanto pelos fãs, como pela própria BBC.

Ao longo da história da série várias revelações, algumas controversas, foram realizadas acerca do "Doutor". Por exemplo, que o Primeiro Doutor pode não ser a primeira encarnação do Doutor; que O Doutor é mais que um simples Senhor do Tempo, podendo ser "meio humano" por parte da mãe (apesar de esta afirmação ser altamente contestada).

No primeiro episódio da série é revelado que o "Doutor" tem uma neta, Susan Foreman, e, na temporada de 2006, é o próprio Doutor quem afirma que já foi pai.

Em 2005 é revelado que o Nono Doutor é o último sobrevivente da sua raça, e que o seu planeta foi destruído em um evento conhecido como a Última Grande Guerra do Tempo, cujo trágico desfecho teve participação direta do Doutor, mas é descoberto mais um senhor do tempo, um velho amigo do Doutor, O mestre.

Para impedir os Senhores do Tempo de causar a destruição do Universo e do tempo em si (tornando-os criaturas de pura consciência e sem corpo físico apenas para escapar da guerra), o Doutor criou um bloqueio temporal em torno da guerra e causou a destruição de Gallifrey, tornando impossível que alguém voltasse no tempo para impedir tal desfecho.

Ao fim da guerra, O Doutor acreditava ter extinguido não apenas a sua raça, mas também os Daleks, considerados por ele "a espécie mais maléfica de toda criação". No entanto, descobre-se em 2005 que alguns Daleks, incluindo o Dalek-Imperador, sobreviveram à guerra.

  1. William Hartnell 1963–66
  2. Patrick Troughton 1966–69
  3. Jon Pertwee 1970–74
  4. Tom Baker 1974–81
  5. Peter Davison 1981–84
  6. Colin Baker 1984–86
  7. Sylvester McCoy 1987–89, 1996
  8. Paul McGann 1996, 2013
  9. O Doutor da Guerra John Hurt 2013
  10. Christopher Eccleston 2005
  11. David Tennant 2005-10
  12. Matt Smith 2010–13
  13. Peter Capaldi 2013 

Em uma experiência, a BBC se aliou com a Universal e com a Fox para produzir um filme que estreou em 1996, para a alegria dos fãs que estavam havia sete anos sem Doctor Who. No filme, o sétimo Doutor se regenera no oitavo.

A trama não é nada do outro mundo, e o filme em geral é considerado "passável", mas o oitavo Doutor capturou a atenção do público com seu estilo.

O Doutor de Paul McGann somente teve essa aparição na tela, mas se converteu em um ícone da mitologia da série. Como surpresa para os fãs, protagonizou recentemente o mini episódio The Night of the Doctor, que antecede o especial de aniversário.

Dois filmes e uma série animada formam parte da história do Doctor Who, mas não de sua mitologia.

Peter Cushing, famoso pelo seu papel como governador do Império Galático na série Guerra nas Estrelas, protagonizou dois filmes nos anos 1960: Dr. Who and the Daleks (1965) e Daleks – Invasion Earth: 2150 A.D. (1966), baseadas no Doctor Who, mas com alterações importantes na história.

Uma série animada chamada Scream of Shalka foi anunciada em 2003, com o nono Doutor, sete anos após a última aparição do personagem, com o filme oficial.

Mas poucas semanas após seu lançamento, a BBC anunciou o retorno oficial de Doctor Who às telas de TV com o nono Doutor, fazendo com que os fãs descartassem o personagem animado com o nono Doutor.

O anúncio da volta do Doutor foi a melhor notícia para os fãs. Em 2005, o Doctor Who voltou às telas de TV em sua nona encarnação, protagonizada por Christopher Eccleston.

Para justificar sua ausência e a falta de uma regeneração do oitavo Doutor, os escritores decidiram que teria havido uma "Guerra do Tempo" entre os Daleks e os Senhores do Tempo e que o Doutor teria acabado com a guerra e com as duas raças, deixando-o como o último Senhor do Tempo.

A série moderna já teve três Doutores, mais o décimo-primeiro Doutor, interpretado por Matt Smith, será regenerado em um especial de Natal para dar lugar ao décimo-segundo, protagonizado por Peter Capaldi.


Desde seu reinício, a série sempre obteve altos índices de audiência.

Entre os mais de 600 episódios transmitidos, o de maior audiência na Grã-Bretanha foi City of Death, de 1979, com Tom Baker no papel principal e escrito por Douglas Adams (autor do clássico de ficção científica O Guia do Mochileiro das Galáxias).

Mais de 16 milhões de britânicos, ou seja, mais de um a cada quatro pessoas no país, assistiram à transmissão do episódio.

A fama da série é tamanha que na atualidade o Doctor Who é um dos programas da BBC de mais sucesso no mundo, ao lado do automobilístico Top Gear.

Ela é transmitida em dezenas de países.

Na Grã-Bretanha, a série é considerada cult, e seus fãs são conhecido como "Whovians". Por ser uma série acompanhada por várias gerações diferentes, se converteu em parte da cultura britânica.

Mas esse fenômeno também se expandiu para outros lugares.

Nos Estados Unidos há uma grande base de fãs, e nos países latino-americanos também existem vários grupos organizados de seguidores da série.

O sucesso global aumentou com a proximidade do 50º aniversário da série, que será celebrado com um episódio especial neste sábado, dia 23 de novembro, exatamente no mesmo dia - 600 meses atrás - que o programa estreou na TV.

O episódio foi transmitido simultaneamente às 17h50 de Brasília em 80 países do mundo, com uma audiência de mais de 100 milhões de fãs ao mesmo tempo.

Fonte: BBC Brasil
Fotos: Google