quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Berkeley - Biblioteca Pública




 Missão

A Biblioteca Pública de Berkeley apoia o direito do indivíduo a conhecer através do acesso livre à informação.

A Biblioteca Central e quatro bibliotecas no bairro estão empenhadas em desenvolver coleções, recursos e serviços que atendam as necessidades culturais, informativas, recreativas e educacionais da comunidade diversificada e  multi-cultural de Berkeley.

A Biblioteca apoia a aprendizagem independente, crescimento pessoal, e necessidade do indivíduo para obter informações.

A equipe está preparada para prestar o atendimento e serviços de qualidade.

A Biblioteca Pública de Berkeley - uma instituição moldada por tradições de Berkeley, as características e ambiente - pertencem a toda a comunidade.

Adotada pelo Conselho de Curadores da Biblioteca em dezembro 1987.



Serviços e Recursos 

  • Pesquisa on-line - A maior parte do acervo da biblioteca pode ser acessada pelos usuários com cadastro, há o recurso de download de alguns documentos. 
  • American Film Institute - Tem acesso on-line ao catálogo compreendendo o período do cinema americano de 1893-1975 com registros completos e curta-metragens do período de 1976-2010. 
  • Arte - Dá acesso a textos completos de mais de 170 publicações e de mais de 490 publicações indexadas desde 1984, incluindo arte, arquitetura. 
  • Discover & Go - Oferece acesso a mais de 30 museus e instituições culturais da região utilizando seu cartão de acesso. 
  • Música - Uma base de dados oferece streaming de músicas, vídeos, fontes de referência e partituras em uma única plataforma. 
  • Naxos - Streaming de música do selo da gravadora. 
  • Instituto de arte de Oxford - Acesso a documentos de referência, inclusive ao Dicionário Grove de Arte, Oxford Companion de Arte Ocidental, todas fontes de informação importantes na área artística.
  • Oxford Música - Acesso a documentos de referência, inclusive ao Dicionário Grove de Música, Dicionário de Jazz, onde podem ser buscados informações sobre artistas, gêneros, entre outros.
  • Centro de Estudos afro-americano - Acesso a textos completos da Enciclopédia de História Americana Africana 1619-1895 , Mulheres Negras da América (2 ª ed). Conteúdo adicional com detalhes de biografias Afro-americanas, na arte, arquitetura e literatura afro-americana.


Programa de alfabetização - Berkeley Lê é um programa que oferece uma variedade de serviços de aprendizado para adultos, e mesmo aqueles que querem melhorar sua qualidade de leitura e escrita, a maioria dos participantes desse programa participam de um atendimento pessoal, feito pelos voluntários, além desse serviço, existe o reforço escolar para crianças, aulas de computação. 

Deficientes - Na biblioteca estão disponíveis serviços e documentos para pessoas com deficiência, incluindo estações de trabalho adaptadas com tecnologia de acordo com a pessoa.

Recursos multilingues - A biblioteca tem livros, revistas, jornais e música em várias línguas. A Biblioteca Central tem livros para adultos em árabe, chinês, francês, japonês, russo, espanhol e urdu.

Biblioteca Infantil tem livros em algumas línguas, também. As bibliotecas anexas têm pequenas coleções de livros em espanhol e chinês. O catálogo utiliza apenas alfabeto latino. Línguas que não usam o alfabeto latino são mostrados lá na transliteração.


  • Livros 
  • Filmes em DVD 
  • Filmes em VHS 
  • CDs de música
  1. Árabe
  2. Chinês
  3. Francês
  4. Alemão
  5. Italiano
  6. Japonês
  7. Coreano
  8. Português
  9. Russo
  10. Espanhol
  11. Urdu        
  12. Vietnamita

A biblioteca também disponibiliza um blog para a postagem de sugestões em livros, música e filmes, e está disponível no endereço < http://www.berkeleypubliclibrary.org/bookblog/

Serviços à comunidade

  • O Berkeley Information Network, ou BIN, é um banco de dados online com informações sobre mais de 2.000 organizações da comunidade, incluindo agências governamentais, organizações sem fins lucrativos locais, clubes, instalações para reuniões e outros recursos da comunidade.
  • As informações não-partidária para a tomada de decisões nas próximas eleições, bem como os resultados da eleição mais atual.
  • Pessoas famosas - Nesse link aqui você pode encontrar pessoas que nasceram na região e se destacaram de alguma forma, inclusive os ganhadores de Nobel, artistas e escritores. 
  • Viver e trabalhar - Nesse link aqui você encontra informações importantes sobre prestadores de serviço, escolas, faculdades e pequenas empresa na comunidade. 
  • Ajuda para pequeno empresário - Nesse link aqui diversas informações para ajudar pequenos empresários a conseguir crédito, parcerias, entre outras.
Revistas


1- Cinema

  • American Cinematographer 
  • Cineaste 
  • Film Comment 
  • Film Quarterly 
  • Filmmaker 
  • Sight & Sound 

2 - Música 
  • Down Beat 
  • Jazz Journal International 
  • Jazz Times
  • Gramophone 
  • Maximum Rocknroll 
  • Mojo 
  • Notes 
  • Opera 
  • Opera News 
  • Rolling Stone

3 - Arte 
  • Art AsiaPacific 
  • Artforum International 
  • Art in America 
  • ARTNews 
  • The Art Newspaper 
  • Art Nexus (Latin American art) 
  • Art Opportunities Monthly (jobs) 
  • Connaissance des Arts 
  • Flash Art 
  • Hi Fructose 
  • International Review of African American Art 
  • Juxtapoz 
  • New American Painting 
  • Oeil: Revue d’Art 
  • Sculpture 
  • Woman’s Art Journal







Endereços: 

  • Central Library
2090 Kittredge at Shattuck
Berkeley, CA 94704
  • Claremont Branch
2940 Benvenue Ave. at Ashby
Berkeley, CA 94705
  • North Branch
1170 The Alameda at Hopkins
Berkeley, CA 94707
  • South Branch
1901 Russell Street at MLK
Berkeley, CA 94703
  • Tool Lending Library
1901 Russell Street at MLK
Berkeley, CA 94703
  • West Branch
1125 University Ave. at San Pablo
Berkeley, CA 94702




Fonte: www.berkeleypubliclibrary.org

Blaise Cendrars

Cendrars' portrait by Amedeo Modigliani (1917)

Conhecido hoje como grande poeta modernista, Cendras alistou-se como voluntário na Legião Estrangeira, foi combatente na primeira Guerra Mundial e perdeu o braço direito. Nessa época ele já havia escrito o poema Prosa do Transiberiano, obra na qual narra a viagem a São Petersburgo. O trabalho foi ilustrado pelas aquarelas de Sonia Delaunay.

Segundo Graziella Beting, jornalista e doutoranda em História da Imprensa pela Universidade de Paris II, Cendrars atuava em várias frentes.

Era poeta editor, designer gráfico, entre outras atividades. “ Ele foi um dos primeiros a ver o livro como objeto, fazia croquis das capas de suas obras, com a mão esquerda”, conta a pesquisadora.

Nos anos anos 20 Cendrars vivia em Paris, cansado do engessamento do dadaísmo e do surrealismo, quando conheceu artistas brasileiros Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.

Pauliceia

Desde o momento desse encontro até a primeira temporada do escritor em São Paulo foi um pulo.

Desembarcou no Brasil com uma máquina de escrever e a cabeça cheia de projetos. Veio respirar o ar dos trópicos.

O deslocamento rendeu Feuilles de Route, o diário de viagem escrito em 1924, que narra o impacto do autor na chegada ao Brasil, e conta com ilustrações de Tarsila do Amaral. “Cendrars tinha projetos para espetáculos de dança e filmes de propaganda sobre o Brasil”, conta Graziella Beting.

“Ele desembarcou no Brasil como grande poeta modernista, dava entrevistas, palestras e dava a entender que era mais valorizado aqui do que França”, completa.



Inspiração e pão de queijo

Depois da destruição provocada pela primeira Guerra Mundial, o Brasil representava para Cendrars um lugar mais do que inspirador. “Era um país onde a fé no progresso coexistia com a fé em algo mágico”, explica Jeroen Dewulf, professor de Germanística da Universidade da Califórnia, em Berkeley e também autor de publicações sobre as relações entre Cendrars e o Brasil.

“O Brasil deu a Blaise Cendrars uma chance para que resgatasse e até radicalizasse um programa intelectual que corria o risco de se tornar obsoleto”, diz. “Ele não apenas definia o Brasil como um país que não pertencia a ninguém, como se identificava como brasileiro disposto a abandonar a Europa física e intelectualmente, para construir uma nova identidade nos trópicos”, completa Dewulf.

Cendrars viveu no Brasil um momento único, a Semana de Arte Moderna, de 1922, momento de grande efervescência cultural. Tinha uma lista estrelada de amigos da intelectualidade paulistana, que incluía o pintor Di Cavalcanti, o escultor Victor Brecheret, o escritor Sérgio Milliet, entre outros, além de contar com o apoio do mecenas Paulo Prado, cafeicultor, investidor e também escritor.

Nessa temporada no Brasil, Cendrars, incentivado pelos modernistas fez uma viagem a Minas Gerais e se impressionou com a obra de Aleijadinho. Em um momento em que a intelectualidade brasileira se recusava a seguir modelos clássicos europeus considerados “passadistas”, Cendrars viu na arte barroca mineira algo genuinamente brasileiro.

Depois da viagem, Oswald de Andrade escreveu o Manifesto Pau Brasil, publicado pela editora de Cendrars sob o título Au Sans Pareil, documento que apresentava noções estéticas que iriam nortear a produção dos modernistas no Brasil. O volume foi dedicado ao poeta suíço: “A Blaise Cendrars, por ocasião da descoberta do Brasil”.

Valores

Para Graziella Beting, a conexão mais importante entre Cendrars e o Modernismo brasileiro foi o fato de o escritor ter sido o grande incentivador do movimento ligado às bases autenticamente brasileiras e a adoção de uma nova posição em relação aos modelos europeus. Como consequência, Oswald publica o Manifesto Antropofágico, em 1928, reafirmando os valores próprios da cultura brasileira.

Assim como Cendrars era um europeu festejado no Brasil, alguns brasileiros faziam sucesso na Europa, graças à agitação cultural feita por ele. O relacionamento profissional entre Cendrars e Tarsila rendeu frutos. “A primeira exposição de Tarsila foi realizada em Paris, em 1926, montada com apoio e orientações de Cendrars”, conta Graziella. “Seus quadros mais importantes foram produzidos nesse período”, acrescenta.

Passada a euforia modernista Cendrars passou a se dedicar a atividades jornalísticas, foi correspondente de jornais franceses e escreveu suas memórias. Um dos volumes Loteamento do Céu, foi lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras.

Jeroen Dewulf conta que o Brasil sempre representou para o escritor a Terra da Utopia.



Cendrars e o Brasil

O Brasil foi importante para Cendrars em quase toda a produção a partir de 1924:


  • Feuilles de Route (1924),
  • Moravagine (1926),
  • Une nuit dans la forêt (1929),
  • Aujourd’hui (1931),
  • Histoires vraies (1937),
  • La Vie Dangereuse (1938),
  • D’Oultremer à Indigo (1940),
  • Le Lotissement du Ciel (1949),
  • Trop c’est trop (1957)

Texto escrito por Luciano Trigo que é jornalista e escritor, coordenador geral do livro e da leitura da Biblioteca Nacional-RJ. 




Referências Bibliográficas: 


TRIGO, Luciano. Um moderno viajante nos trópicos. Revista de História, Rio de Janeiro, set, 2007. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/leituras/um-moderno-viajante-nos-tropicos#>. Acesso em: 19 Dez. 2013.