quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A culpa é das estrelas



O romance entre dois adolescentes com câncer tinha tudo para ser piegas e até mesmo melodramático, mas o autor conseguiu imprimir um ritmo, uma prosa que domina os efeitos colaterais de se contar uma história de duas crianças sem nenhuma perspectiva de futuro e ainda assim nos fazer ler o livro de um gole só. 

A maioria dos personagens com câncer tem uma abordagem cinza e deprimida, mas os personagens de John Green transbordam força de vontade e realismo, e Hazel Grace é uma delas, com um intelecto acima do normal para sua idade, a jovem vai delineando sua estória e seus medos à medida que avançamos no livro.

O romance de Hazel Grace e Augustus se inicia quando ela começa a frequentar um grupo de apoio em uma igreja, ela sobrevive à doença graças a uma droga que atrasa a metástase em seus pulmões e ele perdeu a perna por causa de um osteosarcoma. 

Além da doença, o que os une é a vontade imensa de viver, de sobreviver e acima de tudo, amar. 

Ao longo do romance, eles se conhecem, trocam ideias sobre o mundo saudável e sobre o câncer, e Hazel apresenta seu livro predileto, e juntos embarcam em uma viagem à Amsterdã para conhecer o autor da história que os aproximou mais ainda. 

Nessa viagem eles buscam respostas para as lacunas que o autor deixou no seu único romance, e também respostas para seus próprios desejos.  


Gostei muito do livro, a linguagem é simples, os personagens são cativantes e a ideia do sofrimento que as pessoas passam com qualquer tipo de câncer é muito realista.

O modo como o autor dá importância aos personagens secundários me agradou bastante, Isaac que é amigo de ambos os adolescentes, Mônica que termina o namoro com Isaac após a perda da visão, os pais de Hazel e Gus, nos mostra que o câncer atinge outros além do doente.



Marcello Lopes

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