segunda-feira, 30 de julho de 2012

Hobbit - Trilogia



Depois de Peter Jackson dizer, por cima, que gostaria de continuar o seu trabalho na Terra Média por mais um filme — que teria cenas gravadas no início do ano que vem, pra completar a adaptação das anotações de J.R.R Tolkien no que seria um filme “ponte” entre o que acontece em O Hobbite O Senhor dos Aneis — e surgirem as informações de que a Warner e toda a galera teria embarcado na ideia, só faltando mesmo conseguir acordos com os atores, que teriam de passar mais dois meses na Nova Zelândia…

Há pouco, no twitter, Sir Ian McKellen, também conhecido por aí como Magneto ou, muito mais legal, Gandalf, afirmou que “os dois filmes d’O Hobbit se tornarão três”. Logo depois, no Facebook, o próprio Peter Jackson confirmou a informação. “Em nome da New Line Cinema, Warner Bros. Pictures, Metro-Goldwyn-Mayer, Wingnut Films e todo o elenco e equipe dos filmes O Hobbit, eu gostaria de anunciar que os dois filmes se tornarão três”.

" É só no fim das filmagens que você finalmente tem a chance de sentar e olhar para o filme que você fez. Recentemente Fran, Phil e eu fizemos isso quando assistimos pela primeira vez um corte inicial do primeiro filme — e uma boa parte do segundo. Ficamos muito felizes com a maneira que a história estava acontecendo, em particular, a força dos personagens e o elenco que os trouxe à vida. Tudo isso fez surgir uma questão simples: aproveitamos a chance de contar mais da história? E a resposta da nossa perspectiva, como cineastas, e como fans, era um “sim”, sem reservas.

Nós sabemos o quanto da história de Bilbo Bolseiro, Gandalf, os Anões de Erebor, o surgimento do Necromancer, a Batalha de Dol Guldur, não será contada se nós não aproveitarmos essa chance. 

A riqueza da história de O Hobbit, assim como alguns dos materiais nos apêndices de O Senhor dos Anéis, nos permite contar a história completa das aventuras de Bilbo Bolseiro e no papel que ele teve na, algumas vezes perigosas, mas sempre excitante, história da Terra Média.

Então, sem delongas e em nome da New Line Cinema, Warner Bros. Pictures, Metro-Goldwyn-Mayer, Wingnut Films e todo o elenco e equipe dos filmes O Hobbit, eu gostaria de anunciar que os dois filmes se tornarão três.

Foi uma jornada inesperada, realmente, e nas palavras do próprio Professor Tolkien, “uma história que cresceu enquanto foi contada”.

Cheers,

Peter J

Fonte: Judão 


Lou Xiaoying


Uma chinesa de 88 anos ficou conhecida por ter salvado a vida de mais de 30 crianças abandonadas nas ruas de Jinhua, na província de Zhejiang, e de ter criado várias delas com seu trabalho de reciclagem de lixo.

Lou Xiaoying, que sofre de insuficiência renal, recolheu as primeiras quatro crianças quando ainda estava com o marido, que morreu há 17 anos. Desde então, ela recolheu outras dezenas de bebês, que repassou a parentes e amigos para que pudessem adotá-los, segundo o “Daily Mail”.

O filho mais novo, Zhang Qilin, que tem 7 anos, foi achado numa lixeira por Lou quando ela tinha 82 anos.

“Mesmo que eu esteja ficando velha, eu simplesmente não podia ignorar aquele bebê e deixar ele morrer no lixo. Ele olhava tão doce e tão necessitado que tive que leva-lo para casa comigo”, disse ela.

Segundo a chinesa, os fihos mais velhos ajudaram a tomar conta de Qilin, que foi batizado com uma palavra em chinês que significa "algo raro e precioso".

Lou conta que tudo começou quando encontrou o primeiro bebê, uma menina, quando estava coletando lixo em 1972, abandonada na rua. “Vê-la crescer e se tornar forte nos deu tanta alegria que eu percebi que tinha um verdadeiro amor por tomar conta de crianças.”

“Percebi que se tinha força o suficiente para coletar lixo, como não poderia reciclar algo tão importante quanto vidas?”, questiona ela.

Lou, que tem apenas uma filha biológica, de 49 anos, dedicou sua vida desde então a cuidar de bebês abandonados.

O exemplo da chinesa se espalhou pelo país, onde milhares de bebês são abandonados nas ruas por pais atingidos pela pobreza.

Infanticídio de crianças não planejadas ainda é um problema em algumas áreas rurais da China, mas é raro em cidades, onde os pais costumam a abandonar as crianças, mas não matá-las.

Fonte: Globo.com

Apocalipse Z



Em uma pequena cidade espanhola, um jovem advogado leva uma vida tranquila e rotineira. Um dia, porém, começa a ouvir notícias sobre um incidente médico ocorrido em um país remoto do Cáucaso. 

Apesar de aparentemente corriqueiras, as notícias chamam tanto sua atenção que ele resolve registrar suas impressões em um blog. Aos poucos, o que eram apenas acontecimentos incomuns ocorridos em um país distante começam a se espalhar por toda a Europa. 

Em menos tempo do que poderia supor, o terror se instala. Ruas, bairros e cidades inteiras são tomados por criaturas com um comportamento assustador. Sem nunca ter visto nada parecido e completamente vidrado pela notícia, ele mal se dá conta de que, enquanto acompanha o desenrolar dos fatos de sua casa, a cidade onde mora também está sendo invadida por aquelas bizarras criaturas. 

Isolado, apenas com seu gato Lúculo, só lhe resta criar uma estratégia de fuga até conseguir encontrar outros sobreviventes. Entretanto, ao conseguir refúgio, ele logo descobrirá que a guerra está apenas começando.

Escrito em forma de diário, o livro é assustador no começo, ao detalhar a situação de pânico e caos que toma as cidades sem ainda o aparecimento dos walkers, mas cai na mesmice de quase todos os livros e filmes com temática de mortos-vivos ao relatar confrontos e mortes. 

Acredito que seria mais produtivo se ele detalhasse mais o medo e sentimento de vazio que esse tipo de situação deve criar em uma pessoa, no entanto, eu gostei do final do livro, deixando em aberto para que o leitor imagine o que acontece depois.

Em tempos de The Walking Dead, esse livro é apenas um razoável interlúdio de tudo que já vimos na série.

Marcello Lopes 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Em Busca do tempo perdido

Uma xícara de chá, uma porção de madeleines e o mergulho nas lembranças de uma época já inacessível. Elementos proustianos que, para Jennifer Egan, em seus 20 anos, eram um tédio: quem se importa com esse tipo de assunto? Sentia-se eterna.

Hoje com 49 anos, Jennifer, que venceu o Pulitzer de ficção de 2011 com "A Visita Cruel do Tempo" (Intrínseca, 466 págs., R$ 29,90), percebe uma mudança: até quem tem 20 anos se sente defasado e percebe visceralmente os impactos da passagem do tempo. Efeito dos avanços tecnológicos?

Em um encontro com a reportagem do Valor durante a mais recente Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde participou de uma mesa com o britânico Ian McEwan, a escritora americana falou sobre o passado, o presente e o que a preocupa e empolga quando pensa no futuro.

Valor: "A Visita Cruel do Tempo" tem uma estrutura curiosa, com idas e vindas no tempo e várias vozes. Como foi o processo de escrita?

Jennifer Egan: No começo, eu tinha apenas um tempo e um lugar: o momento em que uma mulher vê a carteira de outra e a furta. E isso veio da vida real. Minha mãe estava me visitando em Nova York, e nós fomos almoçar no restaurante do hotel. No banheiro, vi uma carteira e pensei: "Meu Deus, alguém poderia pegar isso". E, em seguida: "Eu poderia pegar essa carteira!" Foi um ponto de vista interessante, e decidi escrever sobre aquele momento, o que se tornou o primeiro capítulo de "A Visita Cruel do Tempo". Meu processo de escrita é guiado por isto: tento acessar algo em meu inconsciente, pois é onde as coisas mais divertidas estão. Terminei esse texto e voltei ao livro em que estava trabalhando na época - e que continuo tentando escrever até hoje, na verdade. Mas me vi pensando no chefe de Sasha [a personagem que furta a carteira], um produtor musical decadente chamado Bennie. "Ok, vou fazer mais uma pausa e escrever sobre esse cara." E fiz o que se tornou o segundo capítulo do livro. O curioso é que a história se passava num momento anterior ao do primeiro capítulo, algo que eu não havia planejado. Aí voltei ao trabalho, mas me peguei pensando: "E a ex-mulher de Bennie?" Decidi escrever só mais um texto, sobre ela, e a história recuou ainda mais no tempo. Aí percebi que não ia fazer o outro livro e sim esse. Foi ótimo que tenha sido assim, porque muitas decisões já haviam sido tomadas: a história seria contada em partes independentes, cada uma diferente das outras e focada em um personagem. Eu só precisava seguir minha curiosidade.

Valor: Tinha a impressão de que a história havia sido construída em torno de Sasha.

Jennifer: Os homens geralmente acham que o livro é sobre Bennie [risos]. Mas eu acho que é sobre os dois. Para mim, são como protagonistas "gêmeos".

Valor: Vi em uma entrevista que a ficção científica não desperta muito seu interesse. Por que escreveu sobre seus personagens no futuro?

Jennifer: Seguindo as regras do livro - que pareciam ser: pegue um personagem periférico e siga-o -, eu era levada a diferentes épocas. Assim que percebi isso, soube que a certa altura teria que escrever sobre Alex, o cara com quem Sasha sai no primeiro capítulo. Ele era perfeito: jovem, ingênuo, meio arrogante... Como ele estaria na meia-idade? Alex tem 20 e poucos anos em 2006, então, para saber como ele seria, tive que "ir" para o futuro. Resisti a isso, mas a outra opção era mover todo o resto do livro para trás, de modo que Alex estivesse na meia-idade agora. Isso não fazia sentido: eu sairia de minha época e, musicalmente, teria que escrever sobre Elvis Presley! Então respirei fundo e fui em frente.

Valor: Em sua visão de futuro, aquecimento global e tecnologia são temas centrais.

Jennifer: Tecnologia é uma escolha óbvia porque muda tão rapidamente... A questão era: como sugerir que as coisas continuaram a mudar sem fazer previsões específicas que, claro, rapidamente se mostrariam erradas? E minhas imagens tecnológicas já estão defasadas. Quando escrevi o livro, o iPhone não havia sido lançado. Eu descrevo um telefone "touchscreen" que crianças amam usar - basicamente, um iPhone. Quanto ao aquecimento global, sempre penso nisso e realmente culpo os americanos. Poderíamos liderar uma mudança, fazendo um sacrifício em prol de um bem maior, mas essa ideia não parece ter nenhuma tração política em meu país. Como eu me preocupo muito com esse tema, isso transpareceu. Não selecionei categorias, só fui imaginando como seria o mundo mais à frente. Se fizesse isso agora, o resultado seria outro, porque alguns anos se passaram e qualquer imagem do futuro é sempre uma projeção do presente.

Valor: O capítulo feito apenas com gráficos de PowerPoint é uma das coisas mais inusitadas no livro. De onde surgiu essa ideia?

Jennifer: Eu sabia que cada capítulo deveria ter uma abordagem técnica diferente e, a certa altura, vi que estava ficando sem opções. Tentei poesia, mas sou uma poeta bem ruim. Tentei teatro, só que a história que queria contar não funcionava naquele formato e ficou ruim em todos os sentidos possíveis. Mas fiquei de olho no PowerPoint. Nos Estados Unidos, ele é usado o tempo todo, até nas escolas, então por que não na ficção? O problema é que o PowerPoint soa meio corporativo... Você se sente no meio de uma reunião de negócios, que não é a sensação que a gente busca quando lê ficção. Desisti da ideia e vendi o livro sem o capítulo do PowerPoint. Porém, na hora de fazer a revisão, tive uma ideia que ainda resolvia um outro problema que eu tinha com a história. Eu não sabia como chegar à vida futura de Sasha e estava insatisfeita com isso, pois tornava Bennie mais importante que ela - nós víamos o futuro dele, mas não o de Sasha. Pensei em gráficos de PowerPoint feitos por uma criança, que não soariam corporativos. E, se essa criança fosse filha de Sasha, eu poderia vê-la no futuro. Além disso, com o PowerPoint, eu poderia descrever o deserto onde Sasha vai morar com a família - sei que isso soa estranho, mas tempo e espaço são importantes para mim e eu me empolguei. Além disso, é uma história que não poderia ser contada de outro jeito: o PowerPoint é descontínuo, o que dificulta narrar uma ação. E, naquele capítulo, muito pouco acontece. É um trecho doce, sobre uma família que se ama. Seria um tédio escrever aquilo de uma maneira convencional. Passei o verão de 2009 possuída com o PowerPoint e, na hora de entregar a revisão, disse: "Ah, adicionei um pedacinho... Um capítulo em 'slide show'". E minha agente: "O quê?!?"

Valor: Quem é seu primeiro leitor?

Jennifer: Tenho um grupo de escrita com outras cinco pessoas. Lembro que mostrei a eles o capítulo sobre Bennie, e estava superlongo, totalmente fora de controle. Eles ficaram um pouco céticos [risos]. Quando li o capítulo do PowerPoint, eles pareciam pensar: "O que ela está fazendo agora?" Mas, só de ler aqueles 'slide shows', percebi que tinham um pequeno poder.

Valor: "A Visita Cruel do Tempo" tem música, gráficos, mudanças temporais... Quais seriam as conexões entre esse livro e "O Torreão" [livro de 2006, lançado recentemente no Brasil]?

Jennifer: A conexão é basicamente temática. Ambos envolvem a colisão entre diferentes mundos. Acho também que o interesse em tecnologia é claro. Em "O Torreão", eu pensei na conexão do gótico com nosso mundo hiperconectado. Nas histórias góticas, alguém sempre é "cortado" da vida que conhecia e entra em uma estrutura na qual coisas estranhas acontecem. Tentei colidir nosso vício em comunicação com a essência do gótico, que é esse corte: vou tornar a comunicação é impossível. Mas descobri que não havia o contraste que eu tinha previsto. O gótico sempre pergunta: isso é real ou não? No livro, vejo que essa questão não faz mais sentido. O que é real hoje? Como o definimos? É o que ocorre diante de nós? Nesse caso, a maioria de nossas experiências não é real. Quis investigar esse tipo de questão, mas de um jeito leve. O gótico deve ser divertido.

Valor: Alguns escritores parecem bem entusiasmados com as possibilidades de novas tecnologias para a literatura, enquanto outros veem essas mudanças com apreensão. Como se sente?

Jennifer: No meio. Fico pensando se as pessoas serão capazes de se concentrar, em como será o futuro dos livros... Mas também fico empolgada, claro. Escrevi um conto usando o Twitter. Trata-se de encontrar novas formas para contar histórias. Se você olhar a história do romance, verá que sempre foi assim. Os livros de Laurence Sterne [1713-1768] trazem uns quadrados pretos no início. Gosto da ideia de usar qualquer coisa que a cultura possa oferecer para a criação ficcional. E acho que cabe aos escritores manter a ficção relevante. Se a única razão para alguém ler for porque dissemos que, caso contrário, você vai se dar mal, estamos acabados! Vai ser como obrigar as pessoas a tomar vitaminas, ir à academia... Elas só lerão alguma coisa se for divertido. Só que o bom entretenimento, claro, sugere um mundo que vai além, permite que vejamos nossa vida de modo diferente.

Valor: Em "A Visita Cruel do Tempo", um dos temas é o envelhecimento e as coisas que se perdem nesse processo. Por que esse assunto a atraiu? Trata-se de algo também relacionado à tecnologia e à sensação que ela pode trazer de que tudo passa mais rapidamente?

Jennifer: Interessante... Eu não acho que o livro seja sobre envelhecimento.

Valor: Talvez porque um dos personagens impressione, o Lou...

Jennifer: Lou tem um fim triste. E é interessante como os fatos relacionados a ele parecem permanecer com os leitores. A maioria dos personagens se dá bem ao longo do livro; ainda assim, as pessoas ficam com a sensação de que é sobre a tristeza do envelhecimento. Mas você disse algo interessante em que eu tenho pensado também. Quando escrevi o livro, achei que ninguém com menos de 40 anos se interessaria por ele. Afinal, é sobre o impacto da passagem do tempo, um tema que não me atraía de jeito nenhum aos 20 anos. Eu achava duro ler Proust, pensava: "Quem se importa?" Quando cheguei perto dos 40, isso mudou. Embora eu não fosse velha, já tinha idade suficiente para ter presenciado as mudanças que o tempo traz. E foi uma surpresa ver a reação dos jovens ao livro. Isso me fez pensar se eles estão mais interessados no tema "tempo" do que eu estava na idade deles. E, caso estejam, se isso tem a ver com a tecnologia. Há alguns anos, dei aulas na NYU, para alunos de 21 anos, e eles me contaram como estavam ansiosos com o fato de os adolescentes serem mais versáteis que eles tecnologicamente. Embora eu tivesse idade para ser mãe de meus alunos, era como se eu e eles estivéssemos de um lado, e os adolescentes de outro. Eles se sentiam defasados aos 21! Talvez exista um tipo de aceleração decorrente da tecnologia que nos faz sentir o tempo de modo mais visceral.

Valor: Como seus filhos [um menino de 11 anos e outro de 9] lidam com a tecnologia?

Jennifer: Eles se sentem brutalmente privados dela [risos]. Realmente têm pouco acesso. Como eles estarão rodeados pela tecnologia no futuro, quero que a imaginação deles possa se desenvolver antes. Mas vamos encarar os fatos: eu sei usar a televisão lá de casa? Não mesmo. Meu iPhone? Esqueça. E eles sabem naturalmente como utilizar esses aparelhos, parece que está no sangue deles. Mas, voltando ao livro e à questão do tempo... Meus filhos são saudáveis, engraçados, e minha vida é muito mais fácil agora que eles cresceram. Ainda assim, sempre que vejo fotos de quando eles eram bebês, fico triste. Há sempre uma sensação de perda quando percebemos a passagem do tempo, mesmo quando nada foi perdido.

Valor: O conto que publicou no Twitter é sobre Lulu, que aparece em "A Visita Cruel do Tempo". Continua ligada aos personagens do livro? Pretende voltar a "encontrá-los"?

Jennifer: Sim, acho que vou voltar a escrever sobre eles. Não sobre Sasha e Bennie - em relação à geração deles, acho que já acabei. Mas estou interessada nos filhos deles. O único problema é que isso me levaria para um futuro ainda mais distante e eu teria que lidar com essa coisa da ficção científica de novo. Também quero ir para trás. Estou interessada nos anos 1960. Mas, se escrever outro livro, tem que ser totalmente diferente de "A Visita Cruel do Tempo". Se não conseguir, acho que vou só publicar ocasionalmente histórias sobre essas pessoas.

terça-feira, 10 de julho de 2012

The Walking Dead - vídeos



Greg Nicotero é o profissional responsável pelo departamento de efeitos visuais e maquiagem de The Walking Dead, série do canal AMC que no Brasil é exibida pela Fox. 


No vídeo, ele mostra algumas de suas ‘criaturas’ zumbis, que serão utilizadas na terceira temporada, em fase de produção. 

Fonte: Temporadas Veja

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mercenários 2 - Posters

Se você não viveu os anos 80/90 do cinema americano, então nem saberá do que estou falando, Mercenários 2 além de ser um filme de ação é simplesmente a reunião dos mais fodas atores-brucutus de Hollywood em uma mega produção. 

Essa façanha foi idealizada pelo eterno Rambo-Rocky Stallone!!! 

O primeiro filme já trouxe boas surpresas mesclando os atores da velha guarda com os novos e alguns lutadores de MMA e agora no segundo ele traz Chuck Norris e Van Damme juntos no mesmo filme, demais isso não? 

Todos os atores tem em sua carreira grandes sucessos da telona, e muitos deles são meus preferidos para passar uma tarde regada de coca-cola e pipoca, como Chuck Norris em Bradock e Comando Delta, Van Damme em Grande Dragão Branco e O Alvo, Bruce Willis em Duro de Matar e mais uma porrada de filmes bons, Stallone eu gosto de todos os seus filmes, Statham tem alguns bons filmes de ação, Couture era sensacional lutando no UFC, Jet Li tem um ou outro filme legal de lutas marciais, Crews eu o conhecia pela série Todo mundo odeia o Chris, como pai do personagem principal.

Nunca vi nenhum filme do Lundgren, por que eu só lembro dele como Ivan Drago no Rocky IV !!!!! E Schwarzenegger tem uma porrada de filmes fodões, posso citar Exterminador do Futuro, Conan e Vingador do Futuro para ficar breve.

Esse filme é para ser visto no cinema e depois adquirido em dvd.
















Fotos: Google
Texto: Marcello

Faltam 161 dias para a estréia do filme The Hobbit


Baseado no livro de J.R.R Tolkien, o filme conta, em 3D, a trajetória de Bilbo Baggins (outrora conhecido como Bilbo Bolseiro), que enfrenta uma jornada épica para retomar o Reino de Erebor, terra dos anões que foi conquistada há muito tempo pelo dragão Smaug. Levado à empreitada pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo viaja ao lado de um grupo de treze anões liderados pelo lendário guerreiro Thorin Oakensheild. 



Embora o objetivo aponte para o Leste e ao árido da Montanha Solitária, eles devem escapar primeiro dos túneis dos goblins, onde Bilbo encontra a criatura que vai mudar sua vida para sempre… Gollum. A sós com ele, nas margens de um lago subterrâneo, o despretensioso Bilbo Baggins não só descobre sua profunda astúcia e coragem, que surpreende até mesmo a ele, mas também ganha a posse do “precioso” anel, que possui qualidades inesperadas e úteis… 

Um simples anel de ouro que está ligado ao destino de toda a Terra-Média, de uma maneira que Bilbo nem pode imaginar.



O Hobbit tem no elenco Ian McKellen, Martin Freeman, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Ian Holm, Christopher Lee, Hugo Weaving, Elijah Wood, Andy Serkis, Richard Armitage, Jed Brophy, Adam Brown, John Callen, Stephen Fry, Ryan Gage, Mark Hadlow, Peter Hambleton, Stephen Hunter, William Kircher, Sylvester McCoy, Bret McKenzie, Graham McTavish, Mike Mizrahi, James Nesbitt, Dean O’Gorman, Lee Pace, Mikael Persbrandt, Conan Stevens, Ken Stott, Jeffrey Thomas, Aidan Turner, Luke Evans, Benedict Cumberbatch, Evangeline Lilly e Barry Humphries.







Fotos e informações: Judão

Nova literatura brasileira busca caráter cosmopolita

Ele já foi definido por Luiz Schwarcz, fundador e editor da Companhia das Letras, como "um concorrente agressivo, mas leal". Os sinais de agressividade são nítidos em Roberto Feith, sócio e diretor geral da editora Objetiva, desde 2005 integrada ao grupo espanhol Prisa Santillana. Feith quer abraçar o mundo, mas não sozinho.

Hoje, em coletiva na 10ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Feith anuncia quais serão os 20 escritores que farão parte da primeira edição da "Granta" - a mais influente revista literária de inglesa - dedicada a autores brasileiros. "Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros" será publicada em novembro no Reino Unido e, em 2013, nos países de língua espanhola. O diretor da Objetiva já fala em edições da "Granta" brasileira na China.

Em entrevista ao Valor, Feith comentou as expectativas para a versão brasileira da "Granta"; mostrou-se otimista com a atual fase da literatura brasileira e, como presidente da Distribuidora de Livros Digitais (DLD), marcou até data para a explosão dos e-books no Brasil: dezembro de 2012.

Valor: Qual a expectativa da editora para o lançamento da "Granta" com brasileiros?

Roberto Feith: É muito boa, por dois motivos: após mais de um ano de trabalho, estamos seguros de que a coletânea alcança seu objetivo principal - identificar a maior parte dos jovens escritores que vão definir o mapa da literatura brasileira na próxima década. Além disso, o projeto é fruto de uma singular parceria com as "Grantas" inglesa e espanhola. Já nasce com a certeza de que alcançará cerca de 50 mil assinantes e, portanto, amantes da boa literatura nos EUA, na Inglaterra, Espanha e América Latina. Há discussões em andamento para publicação da "Granta" em chinês e em alemão. Saber que vamos ajudar a levar o trabalho desses escritores brasileiros para leitores através do globo é especialmente gratificante.

Valor: O que mais o surpreendeu nos 20 textos selecionados?

Feith: Os textos foram avaliados e selecionados por um júri independente e altamente qualificado, de sete pessoas. Li muitos dos 240 textos inscritos, inclusive os 20 escolhidos pelo júri. O resultado é uma coletânea potente, diversa e com uma perspectiva cosmopolita, de escritores cidadãos do mundo e plenamente inseridos no seu tempo.

Valor: Qual é a imagem que o estrangeiro tem da literatura brasileira? O Brasil, mesmo revelando bons autores, ainda é o país de Paulo Coelho e Jorge Amado?

Feith: Existe uma grande curiosidade de leitores de todo o mundo sobre a cultura produzida no Brasil moderno, ascendente, ocupando espaço mais amplo no contexto global. Se a vitalidade econômica já é reconhecida, o mesmo ainda não ocorre no âmbito cultural e, particularmente, literário. Há uma defasagem. Por isso, existe o desejo de editores, jornalistas e leitores de conhecer a produção brasileira para além dos autores consagrados e dos estereótipos. O que essas pessoas têm é menos uma imagem, e mais uma grande curiosidade sobre a nossa literatura.

Valor: O Brasil será homenageado em 2013 na Feira de Frankfurt. Qual é a lição de casa que temos de fazer até lá e como a Objetiva está se preparando para o evento?

Feith: A Feira de Frankfurt é uma oportunidade, mas as oportunidades e a demanda pela produção literária brasileira vão além da feira. Temos sentido isso nos encontros com editores estrangeiros nos últimos anos. Um número crescente pede informações, pergunta por novos autores, expressa um interesse concreto em publicar escritores brasileiros. A publicação da "Granta - Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros" em diversos países é reflexo desse interesse. Também temos divulgado autores da Alfaguara, como Ronaldo Correia de Brito, Francisco Dantas, Ricardo Lísias, Reinaldo Moraes e outros, elaborando traduções de suas obras e distribuindo essas para editores de todo o mundo.

Valor: O senhor é presidente do conselho da Distribuidora de Livros Digitais (DLD). Há um ano, declarou que os livros digitais estavam se preparando para decolar no fim de 2011 e inicio de 2012 e que até 2015 a venda de livros com esse formato irá superar 8 milhões de exemplares por ano. Pesquisas mostram que a venda de e-books é baixa no Brasil. Continua otimista?

Feith: Eu diria que minha bola de cristal estava defeituosa e as previsões adiantadas em 12 meses. Nesses últimos dois anos as editoras associadas na DLD têm se empenhado em três objetivos: que o mercado do livro digital no Brasil incorpore o que há de melhor de fora, mas também contemple valores brasileiros; que os preços sejam mais baixos do que os destes mesmos livros no formato impresso, mas que permitam remunerar o trabalho de escritores, livrarias virtuais e editoras; e que haja oferta crescente, diversificada e de qualidade de títulos digitais no Brasil.

Valor: O senhor não está, de novo, sendo otimista demais?

Feith: Espero que minha bola de cristal não me deixe na mão, mas creio que o Natal de 2012 será o primeiro no qual o livro digital ocupará um espaço relevante.

Valor: O senhor já foi definido pelo Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, como "um concorrente agressivo, mas leal". Onde estão os sinais de sua agressividade e lealdade na condução da Objetiva?

Feith: Acho que só o Luiz, ou outros colegas, podem responder. Nos últimos anos, o mercado editorial brasileiro vem sendo caracterizado por uma concorrência cada vez mais intensa, que foi o vetor da sua profissionalização e da redução do preço médio do livro de 34% desde 2006, segundo pesquisa feita pela Fipe da Universidade de São Paulo (USP) em 2011. E essa concorrência aumentou ainda mais recentemente, com a entrada de novas e competentes editoras, como a Leya, Intrínseca e Novo Conceito. Aumenta a diversidade e volume da oferta, caem preços e o consumidor ganha. Para editores, os desafios são crescentes, mas isso é o processo natural da evolução de qualquer segmento de mercado.

Por Tom Cardoso para o Valor, de São Paulo

terça-feira, 3 de julho de 2012

Papisa Joana


A história da Papisa Joana é cercada de mistérios e negações, a Igreja nega a sua existência enquanto alguns historiadores dizem ser uma lenda. 

Nesse livro da escritora e historiadora Donna Woolfolk Cross narra a história de uma mulher nascida na pequena aldeia de Ingelheim em plena idade das Trevas. 

As invasões vikings e dos sarracenos são constantes após o colapso do Império Romano com a morte do Imperador Carlos.

Essa época foi uma das mais negras para as mulheres que não tinham direito nenhum e eram consideradas propriedade de seus maridos, valendo menos que os animais da fazenda, a lei dessa época permitia que o marido batessem nelas, a educação era desencorajada e as mulheres eram consideradas inferiores aos homens intelectualmente e moralmente falando.

Uma ilustração datada de 1560(aproximadamente) da Papisa Joana com a Tiara Papal, absolvendo um monge em confissão. Do acervo da Biblioteca Nacional da França.
Era uma época misógina, forjada pela ignorância, pois acreditava-se que o sangue menstrual azedava o vinho, tirava o fio das lâminas, enferrujava os metais, não era a toa que algumas mulheres tenham se vestido de homem para obter conhecimento. 

Página do poema "Le Champion des Dames", escrito por Martin le Franc, (1410-1461), poeta francês, referindo-se à Joana.


A ordem sócio-econômica que hoje chamamos de feudalismo ainda não existia. A Europa ainda era um único país, a Alemanha não existia como nação autônoma, nem a França, nem a Espanha, nem a Itália. As línguas românicas ou neolatinas ainda não tinham se desenvolvido a partir da sua língua-mãe, o latim. O que existia era uma variedade de formas de latim degenerado e dialetos locais.

É esse o pano de fundo para a história de Joana, uma mulher corajosa, à frente do seu tempo que desafiou leis e homens, se vestindo de homem, estudando e superando todos os obstáculos em sua vida. 

Quando seu irmão mais novo é morto em um ataque viking, Joana assume sua identidade e ingressa em um mosteiro beneditino, onde aos poucos com sua brilhante inteligência se destaca como intelectual e médica.

Os caminhos a levam para Roma, onde ela se depara com os desafios perigosos da política religiosa na cidade santa, é lá que ela fará as escolhas mais difíceis de sua vida.  

Representação medieval da Papisa Joana, como João VII, gravura constante do livro Crônica de Nuremberg, de 1493 de Hartmann Schedel.