terça-feira, 3 de julho de 2012

Papisa Joana


A história da Papisa Joana é cercada de mistérios e negações, a Igreja nega a sua existência enquanto alguns historiadores dizem ser uma lenda. 

Nesse livro da escritora e historiadora Donna Woolfolk Cross narra a história de uma mulher nascida na pequena aldeia de Ingelheim em plena idade das Trevas. 

As invasões vikings e dos sarracenos são constantes após o colapso do Império Romano com a morte do Imperador Carlos.

Essa época foi uma das mais negras para as mulheres que não tinham direito nenhum e eram consideradas propriedade de seus maridos, valendo menos que os animais da fazenda, a lei dessa época permitia que o marido batessem nelas, a educação era desencorajada e as mulheres eram consideradas inferiores aos homens intelectualmente e moralmente falando.

Uma ilustração datada de 1560(aproximadamente) da Papisa Joana com a Tiara Papal, absolvendo um monge em confissão. Do acervo da Biblioteca Nacional da França.
Era uma época misógina, forjada pela ignorância, pois acreditava-se que o sangue menstrual azedava o vinho, tirava o fio das lâminas, enferrujava os metais, não era a toa que algumas mulheres tenham se vestido de homem para obter conhecimento. 

Página do poema "Le Champion des Dames", escrito por Martin le Franc, (1410-1461), poeta francês, referindo-se à Joana.


A ordem sócio-econômica que hoje chamamos de feudalismo ainda não existia. A Europa ainda era um único país, a Alemanha não existia como nação autônoma, nem a França, nem a Espanha, nem a Itália. As línguas românicas ou neolatinas ainda não tinham se desenvolvido a partir da sua língua-mãe, o latim. O que existia era uma variedade de formas de latim degenerado e dialetos locais.

É esse o pano de fundo para a história de Joana, uma mulher corajosa, à frente do seu tempo que desafiou leis e homens, se vestindo de homem, estudando e superando todos os obstáculos em sua vida. 

Quando seu irmão mais novo é morto em um ataque viking, Joana assume sua identidade e ingressa em um mosteiro beneditino, onde aos poucos com sua brilhante inteligência se destaca como intelectual e médica.

Os caminhos a levam para Roma, onde ela se depara com os desafios perigosos da política religiosa na cidade santa, é lá que ela fará as escolhas mais difíceis de sua vida.  

Representação medieval da Papisa Joana, como João VII, gravura constante do livro Crônica de Nuremberg, de 1493 de Hartmann Schedel.

Um comentário:

Débora Lauton disse...

Tenho a maior curiosidade para ler esse livro... parece ser muito interessante...

beijos,
Dé...