terça-feira, 3 de abril de 2012

A Lebre com olhos de Âmbar



Li na última semana A Lebre com olhos de Âmbar do escritor e ceramista britânico Edmund de Waal, à princípio achei que fosse um livro de literatura ficcional, mas ao longo da narração pude perceber que é uma narração sobre a história de uma família que adquiriu uma coleção de pequenas esculturas japonesas, chamadas netsuquês.

Essa coleção foi comprada por um antepassado de Edmund, e ele investiga a história das pessoas que possuíam essas esculturas antes da compra, e ao longo das páginas o escritor combina relatos das viagens que ele fez nas cidades em que as esculturas estiveram juntamente com fatos históricos da época nessas mesmas cidades.

A história começa em Paris em 1871 quando Charles Ephrussi compra a coleção completa (são 264 no total), esse mesmo Charles era grande amigo e patrocinador de diversos pintores impressionistas, depois disso a coleção aparece em Viena no começo do século 20, com o nazismo ganhando força a família foge do país deixando para trás a coleção. 

Só mais tarde a coleção seria resgatada de forma inusitada e repassada à família onde permanece no Japão até que Edmund a conheça em 1990.

O livro carrega aquela aventura que os colecionadores conhecem tão bem, e uma ótima leitura sobre memória, conservação dos objetos que contam por si só uma saga repleta de significados. 

Vale a pena.

Para ver a coleção de Edmund clique aqui

Marcello Lopes

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