quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Morte é uma farsa



O livro narra uma odisséia através da vida e do desencarne, trata com muita propriedade sobre o apego às coisas materiais, sobre ciúmes doentios, intolerância e assassinato.

A trama transcorre no sul do Brasil em duas linhas de tempo, no passado, onde a família de Humberto, Pedro são donas de uma próspera fazenda na década de 20-30, e a outra linha é narrada na mesma fazenda em nossos dias.

Os irmãos vivem para seu trabalho na fazenda, apenas preocupados em ganhar dinheiro, João é o mais velho e o mais intolerante e apegado ao dinheiro, uma pessoa que não mede esforços para conseguir lucro em seus negócios, Humberto é o segundo em comando na fazenda, mais sensível e tolerante consegue "viver" um pouco, e Dionisio é o mais novo, sem experiência nos trabalhos da fazenda, quando uma tragédia acontece e abala toda a família, João toma pra si a incubência de cuidar da fazenda de uma forma cruel e insensível.

No outro momento da trama, a fazenda é comprada por uma família para a criação e venda de gado, sem religião, eles enfrentam dificuldades desde a reforma do casarão e não sabem como explicar algumas reações de sua filha pequena.

Ao adquirir um imóvel estamos herdando toda uma história daquele lugar, muitas vezes com forte presença espiritual.

Gostei muito das explicações para os fenômenos mediúnicos de uma forma clara e bem objetiva.

Ensina muito que devemos trabalhar, amar as pessoas, mas não retê-las de forma definitiva.

Marcello Lopes

Um comentário:

Bípede Falante disse...

De forma definitiva é sempre uma fantasia. Não é de verdade uma opção. Sei lá. Eu acho isso com a minha bipedice rs
beijoss