sábado, 30 de abril de 2011

Percy Jackson e o Mar de Monstros


Segundo volume da série Percy Jackson.

Após salvar o mundo de uma guerra entre os deuses, e devolver o raio-mestre à Zeus, Percy sonha com seu amigo sátiro Grover sendo perseguido por um monstro, quando Percy chega no acampamento descobre que a árvore de Thalia foi envenenada.

A única salvação é trazer o velocino de ouro que está com o Ciclope Polifemo em uma ilha guardada por monstros, Percy quer ir em missão de salvamento com Annabeth e seu meio irmão Tyson, mas essa missão é dada à Clarisse, filha de Ares, não satisfeito com a decisão, Percy ajudado pelo Deus Hermes foge do acampamento junto com seus amigos.

Após a saída do acampamento eles encontram um navio onde Luke está treinando monstros e meio-sangues rebeldes para a guerra contra o Olimpo, ao conseguir escapar do navio eles chegam a uma ilha onde reencontram Clarisse e partem em busca do Mar de Monstros.

Uma história repleta de aventuras e novos personagens vão sendo apresentados nessa trama à medida que Percy vai superando os obstáculos para a conclusão de sua missão.

Livro que também será adaptado para o cinema.

Texto: Marcello Lopes

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Percy Jackson e o ladrão de raios



Primeiro volume da coleção Percy Jackson do autor Rick Riordan.

O livro conta as aventuras de Percy Jackson, um garoto que descobre ser um meio-sangue, ou seja, filho de um Deus com uma mortal. 

Narrado em 1° pessoa, Percy vai nos apresentando pela sua vida desastrada de estudante, seus conflitos com outros alunos e problemas de aprendizado. 

Percy tem certeza de que não se ajusta aos padrões sociais exigidos pela cultura americana já que em 6 anos frequentou e foi expulso de 6 escolas diferentes. Seus únicos amigos são o também desleixado Grover e o professor de latim Senhor Brunner que parece acreditar no seu potencial, mesmo quando o próprio Percy não acredita.

Em uma excursão ao Museu de Arte Metropolitano, Percy se depara com algumas situações inusitadas, quando consegue jogar uma aluna na fonte de água sem tocá-la, e após isso é atacado pela sua professora de álgebra que se revela bem mais que apenas uma velhinha amarga.

Esses eventos obrigam Percy a percorrer uma jornada através de mitos gregos, guerras contra montros épicos e o mais importante, a verdadeira busca pela sua identidade.

Com a ajuda de Grover, eles partem em direção ao acampamento dos Meio-sangues que é o local onde os filhos dos Deuses são treinados e protegidos contra os monstros que tentam aniquilá-los, para complicar, Percy está sendo acusado de roubar a arma mais mortífera dos deuses, o raio de Zeus, e ele só tem poucos dias para provar sua inocência antes que uma guerra divina aconteça.

O autor soube equilibrar história com aventura na medida exata, compondo um enredo que agrada à todas as idades misturando os heróis antológicos da Grécia com paisagens modernas. 

O livro ganhou uma versão no cinema. 

Marcello Lopes

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ovídio



Reconhecido como o último dos grande poetas da era de Augusto, Ovídio superou todos os seus predecessores em inteligência, elegância e charme. Depois de abandonar uma carreira política em favor de uma vida de poesia dentro dos círculos da moda e dos redutos literários de Roma, Ovídio encontrou sucesso imediato com suas primeiras investidas nas elegias de amor.

Embora devotasse a maior parte de sua carreira ao gênero elegíaco, talvez seja mais conhecido pelo grandioso poema mitológico Metamorfoses, sua única obra na tradição épica. Tendo como motivo unificador a mudança de corpos, o tema central do amor e narrativas afins que continuamente se reproduzem, Metamorfoses constitui o ápice de todo o virtuosismo de Ovídio.

O poema é ao mesmo tempo um catálogo de mitologia e um exame erudito da convenção e herança literárias.

No auge do sucesso, em 8 d.C, Ovídio foi exilado em Tomis, uma das paragens mais distantes do império, por razões ainda envoltas em mistério. A suspeita é de que, por trás da acusação formal de imoralidade de sua poesia, tenha sido punido por um escândalo de adultério envolvendo a neta do imperador.

Longe dos holofotes, Ovídio retornou às raízes elegíacas, lamentando a separação da sociedade para a qual escrevera sua poesia e que havia aplaudido sua excelência poética de forma tão ardente.

O exílio marcou uma mudança abrupta no tom e no estilo de seus escritos, que se tornaram taciturnos e introspectivos. A produção do exílio, porém, trai a mesma paixão pela própria fama e pela permanência de sua poesia que já caracterizavam seus trabalhos em Roma.

Foi, de fato, adequado que Ovídio tenha permanecido como uma presença influente no cânone ocidental.


A arte de amar é um título que seduz por sua simplicidade e inquieta por sua ingenuidade. Pode-se perguntar se é necessário, útil ou conveniente ensinar esta arte, que parece evidente, fazendo parte dessas coisas tão compartilhadas e tão comuns a todos sem que seja preciso ensiná-las. 

Mas Ovídio não ensina o sentimento, mas a habilidade; não o amor, mas a sedução. Reconcilia os dois sexos e dá à mulher sua participação e sua iniciativa neste jogo sério e leviano do qual séculos de 'civilização' a excluíram.


A obra retrata uma série de poemas de amor - não apenas o amor de uma jovem por um jovem e vice-versa, mas também o amor do pai pelo filho, da filha pelo pai, do irmão pela irmã, do deus pelo mortal, do mortal pela deus...

Em A luta de Perseu, A batalha dos Centauros e O Rapto de Filomena, o leitor conhecerá um pouco do lado sádico de Ovídio.

Texto: 501 Escritores
Resenhas e capas: Madras/LpM

segunda-feira, 18 de abril de 2011

2° Temporada de Lost Girl


A série sobrenatural canadense foi renovada pelo canal Showcase para a segunda temporada. A produção estreou em setembro desse ano, tornando-se uma das maiores audiências do canal. A primeira temporada registrou cerca de 700 mil telespectadores.

A história, que tem como referência uma lenda medieval, apresenta uma jovem com poderes de sugar a energia sexual dos seres humanos. Buscando descobrir os segredos que cercam sua origem, Bo (Anna Silk) enfrenta o desafio de controlar seus poderes, fugir da persguição de outros seres como ela e manter uma relação com um detetive, que se transforma em lobisomem.

A segunda temporada deverá trazer episódios que levam Bo a questionar sua ética e crenças. No elenco também estão Ksenia Solo e Kris Holden-Reid. A data de estreia ainda não foi divulgada.


As informações são de Fernanda Furquim

Horácio


A vida de Horácio foi condizente com a expressão que ele mesmo criou Carpe Diem, tendo inúmeras oportunidades aproveitadas.

Filho de um escravo liberto, que possuía a função de receber o dinheiro público nos leilões, recebeu uma boa educação para alguém com suas origens sociais, graças aos recursos que seu pai conseguiu. Seus estudos literários de Roma foram completados em Atenas, onde estudou filosofia.

Se envolveu em lutas políticas e tomou com entusiasmo o assassinato de Júlio César. E depois de Brutus ter formado um exército para lutar em Filipos (42 a.C.), recebeu deste uma legião para comandar. Apesar da derrota obtida na batalha, pôde retornar à Roma graças a uma anistia do segundo triunvirato que permitia os adversários regressarem.

Mas apesar de ter conseguido a anistia, Horácio perdeu o que lhe restava dos bens paternos, tendo que trabalhar em Roma como escrivão, o que lhe permitiu divulgar seus primeiros versos, resultando em uma amizade com outro poeta romano, Virgílio.

Virgílio apresentou Horácio ao confiante ministro do imperador Augusto, Caio Mecenas. Este, por apreciar as qualidades e o talento de Horácio, se tornou amigo do poeta e o incluiu nos círculos literários. Graças à amizade entre Horácio e Mecenas, o poeta conquistou sua ascensão, visitando frequentemente o palácio imperial, se tornando também amigo do imperador. Horácio se tornou o primeiro literato profissional de Roma.

Mecenas ainda concedeu a Horácio uma casa de campo, próxima a Tibur, hoje Tivoli. Daí em diante Horácio dedicou-se totalmente à poesia, chegando a recusar o pedido de Augusto para ser seu secretário particular. Dessa forma passou o resto de sua vida, se dedicando às suas obras e gozando de visitas de amigos e intelectuais que iam até sua casa.

Morreu em 27 de Novembro do ano de 8 a.C., pouco tempo após a morte de seu amigo Mecenas. Horácio ficou conhecido como o deus da Poesia.

Epodos e Odes incluem poemas curtos em variadas métricas líricas, cujos temas se relacionam com amor e amizade, vinho, alegrias da vida no campo e mudanças de estações, a grandeza romana e o caráter do cidadão ideal.

Os poemas urbanos e inteligentes em Sátiras zombam suavemente das sandices e dos vícios dos homens. O poema II, é a famosa sátira da vida na cidade e no campo, conhecida como a fábula do rato da cidade e o rato do campo.

Principais Obras: 

  • Sátiras 
  • Epodos
  • Odes
  • Arte poética ou Epístola aos pisões
Texto: 501 Escritores/Wikipédia

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Platão


Platão se mantém ao lado de seu professor Sócrates e de seu discípulo Aristóteles como um dos três fundadores da tradição filosófica ocidental.Mas, enquanto o próprio Sócrates nunca escreveu nada e o que sobrevive da obra de Aristóteles é pouco mais do que anotações para palestras, temos a sorte de possuir mais de 30 trabalhos filosóficos completos de Platão, obras que prestam testemunho tanto da sua flexibilidade e riqueza de pensamento como também da sua condição de um dos grandes mestres da prosa grega.

Platão cujo verdadeiro nome pode ter sido Aristocles, descendia de famílias notáveis por pai e mãe. Uma tradição informa que o pai de Platão, Ariston, alegava descender de Codro, rei mítico de Atenas. Ariston morreu enquanto Platão ainda era uma criança e sua mãe, Perictione, casou com Pirilampes, amigo do grande estadista democrático Péricles.

Apesar de suas poderosas ligações políticas, Platão desprezou uma carreira política e devotou-se à filosofia. As razões para essa escolha não estão claras, mas a execução do seu amigo e mestre Sócrates pode ter sido decisiva para que Platão rejeitasse não apenas a política democrática de Atenas, mas também a própria democracia como um sistema viável.

Da vida adulta de Platão existem poucos detalhes confiáveis.É provável que tenha feito muitas viagens , possivelmente ao Egito e com toda a certeza ao sul da Itália e à Sicília.Ao voltar para Atenas em 387 a.C, fundou a Academia, um instituto de pesquisa e ensino devotado à filosofia(incluindo a matemática e a teoria política). A maior parte do resto da sua vida foi dedicada ao ensino e à escrita, mas ele realizou mais duas viagens à Sicília em 367 a.C (ou pouco depois) e 361 a.C.

O objetivo seria educar Dionísio II, tirano de Siracusa, e torná-lo um rei-filósofo, iniciativa que fracassou.

A história apócrifa relatada por Diógenes Laércio conta que a primeira composição de Platão foi uma tragédia, mas que ele a teria queimado depois de ouvir Sócrates falar. Os verdadeiros trabalhos de Platão foram todos escritos sob a forma de diálogos em prosa (a única exceção seria Apologia, que tem como objetivo ser o discurso de defesa do julgamento de Sócrates).


O diálogo representa tanto uma escolha estilística quanto filosófica.Do ponto de vista estilístico, permite que Platão apresente uma discussão filosófica de forma eloquente e envolvente, com total comando de suas consideráveis habilidades. O banquete, por exemplo, não é apenas uma discussão da natureza do amor, é também um tour de force dramático.

Do ponto de vista filosófico, o diálogo reforça a crença de Platão de que o conhecimento só é valoroso quando conquistado por meio do esforço individual.Cada diálogo inclui uma gama de perspectivas e objetivos para estimular o questionamento filosófico do leitor.

A importância de Platão para todos os ramos da filosofia é vasta, mas as contribuições mais duradouras foram na epistemologia e na teoria política.Sua epistemologia é construída em torno de uma cosmologia dualista, segundo a qual o mundo cotidiano é uma imitação pálida de um mundo separado de "formas" perfeitas e imutáveis.


O mundo das formas não está aberto à percepção sensorial e só pode ser alcançado mediante contemplação filosófica. A teoria política de Platão é baseada na idéia de que a estrutura do Estado deve refletir a estrutura da alma.A justiça no Estado, como no indivíduo, existe no funcionamento harmonioso de suas partes: a classe dominante, a militar e a econômica.Tais teorias são primorosamente desenvolvidas em A República.

O diálogo rapidamente estabeleceu-se como um gênero filosófico e foi usado por autores desde Aristóteles a David Hume. A concepção dualista da realidade de Platão foi revivida no fim da Antiguidade pelos neoplatonistas e por intermédio deles exerce uma profunda influência na filosofia cristã.

Principais Obras

  • Eutifron
  • Protágoras
  • Apologia
  • Criton
  • Fédon
  • A República
  • O banquete
  • As leis
Texto: 501 Escritores

terça-feira, 12 de abril de 2011

Face oculta do Japão


É inegável que os eventos que ocorreram no Japão nos deixam conscientes de que a natureza não pode ser contida e de que somos meros espectadores dela nesse planeta.

Uma face desconhecida do Japão (para muitos) é a selvageria com que militares japoneses tratavam seus prisioneiros durante a 2° Guerra Mundial.

Após a vitória na primeira guerra entre China e Japão, ocorrida de 1894 a 1895, o Japão se tornou uma grande potência militar, mas não assinou a Convenção de Genebra até o final da 2° Guerra Mundial, apesar da libertação de prisioneiros na Guerra contra a Rússia, e no final da 1° Guerra Mundial.

Mas no fim da década de 30, os militares japoneses se pareciam cada vez mais com os militares nazistas, criando uma força militar secreta muito parecida com a Gestapo chamada Kempeitai. 

Soldados da polícia secreta : Kempeitai
Como em outras ditaduras, brutalidade irracional, ódio e medo tornaram-se corriqueiros. Falhas percebidas ou insuficiente devoção ao imperador atraíam punições, frequentemente do tipo físico. Entre os militares, oficiais atacavam e espancavam homens sob seu comando, os quais tinham de repassar o castigo para os escalões inferiores, até o último. Em campos de prisioneiros, isto significava que os prisioneiros recebiam as piores surras.

Para se ter uma idéia da selvageria nipônica, o historiador Chalmers Johnson explica : 

"Pode não ter sentido tentar estabelecer qual dos dois agressores do Eixo na II Guerra Mundial, Alemanha ou Japão, foi o mais brutal para as pessoas que vitimou. Os alemães mataram 6 milhões de judeus e 20 milhões de russos [isto é, de cidadãos soviéticos]; os japoneses assassinaram algo como 30 milhões de filipinos, malaios, vietnamitas, cambojanos, indonésios e burmeses e pelo menos 23 milhões de chineses étnicos. Ambas as nações saquearam os países conquistados, numa escala monumental, embora os japoneses tenham pilhado mais, por um período mais longo, do que os nazistas. Ambos escravizaram milhões e os exploraram como trabalhadores forçados — e, no caso dos japoneses, como prostitutas [forçadas] para tropas nas linhas de frente. Se você era um prisioneiro de guerra dos nazistas de origem britânica,americana e, australiana, neo-zelandesa ou canadense (mas não russa) tinha 4% de chance de morrer antes do fim da guerra; [comparativamente,] o índice de mortalidade dos prisioneiros de guerra aliados mantidos pelos japoneses era de quase 30%".

A taxa de mortalidade dos prisioneiros de guerra chineses era muito maior porque — sob uma diretriz ratificada em 5 de agosto de 1937 pelo imperador Hirohito — as restrições da lei internacional quanto ao tratamento daqueles prisioneiros foram retiradas. Somente 56 prisioneiros de guerra chineses foram libertados após a rendição do Japão.

Soldados australianos recém libertados
R. J. Rummel, professor de ciência política na Universidade do Havaí, declara que entre 1937 e 1945, os militares japoneses assassinaram de 3 milhões a mais de dez milhões de pessoas, sendo o número mais provável em torno de 6 milhões de chineses, indonésios, coreanos, filipinos e indochineses, entre outros, incluindo prisioneiros de guerra ocidentais. Este democídio deveu-se a uma estratégia moral e politicamente falida, conveniência e costume militar, e cultura nacional."

De acordo com Rummel, apenas na China, no período 1937-45, aproximadamente 3,9 milhões de chineses foram assassinados, principalmente civis, como resultado direto das operações japonesas e 10,2 milhões no curso da guerra.

O incidente mais infame durante este período foi o Massacre de Nanquim de 1937-38, quando, de acordo com as descobertas do Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, o Exército Imperial Japonês massacrou cerca de 200 mil civis e prisioneiros de guerra, embora existam estimativas ainda maiores, na casa das centenas de milhares.

Crime semelhante foi o Massacre de Changjiao. No Sudeste Asiático, o Massacre de Manila, resultou nas mortes de 100.000 civis nas Filipinas, e no massacre Sook Ching, entre 25 mil e 50 mil chineses étnicos de Cingapura, foram conduzidos para as praias e massacrados.

O historiador Mitsuyoshi Himeta afirma que o "Sanko Sakusen" (Política dos Três Tudos), uma estratégia de terra queimada usada pelas forças japonesas na China entre 1942-45, e sancionada pessoalmente pelo imperador Hirohito, foi sozinha responsável pelas mortes de "mais de 2,7 milhões" de civis chineses.

Unidade 731 - A Auschwitz Nipônica
Unidades militares especiais japonesas realizaram experimentos em civis e prisioneiros de guerra na China. Uma das mais infames foi a Unidade 731. As vítimas foram submetidas a amputações e vivissecção sem anestesia, e foram usados para testar armas biológicas, entre outros experimentos. A anestesia não era usada porque considerava-se que seu uso afetaria os resultados. Em algumas vítimas, sangue de animais foi injetado em seus corpos.

Para determinar o tratamento para queimaduras de frio, prisioneiros eram levados para fora no inverno e tinham um dos braços expostos e molhados periodicamente com água, até que esta congelasse. O braço era então amputado; o médico então repetia o procedimento, do antebraço da vítima até o ombro. Depois que ambos os braços não mais existiam, os médicos repetiam o procedimento nas pernas, até que restasse somente uma cabeça e um torso. A vítima era então usada para experimentos com pestes e patógenos.

De acordo com a GlobalSecurity.org, apenas os experimentos realizados pela Unidade 731 provocaram 3.000 mortes.

Mais informações sobre a unidade 731 aqui no blog Abutre e Costela.


General Shiro Ishii (1892 - 1959), médico e comandante da unidade 731
Além disto, "dezenas de milhares, e talvez cerca de 200.000 chineses, morreram de peste bubônica, cólera, antraz e outras moléstias…", resultantes do emprego da guerra biológica.

Um dos casos mais notórios de experimentação com seres humanos ocorreu no próprio Japão. Ao menos nove dos 12 membros da tripulação sobreviveram à queda de um bombardeiro B-29 da United States Army Air Forces, em Kyushu, em 5 de maio de 1945.

O comandante do bombardeiro foi enviado para interrogatório em Tóquio, enquanto os outros sobreviventes foram levados para o departamento de anatomia da Universidade Kyushu, em Fukuoka, onde foram submetidos à vivissecção e/ou mortos.

Em 11 de março de 1948, 30 pessoas, incluindo vários médicos foram levados a julgamento pelo tribunal de crimes de guerra dos Aliados. Acusações de canibalismo foram descartadas, mas 23 pessoas foram declaradas culpadas de vivissecção e/ou remoção criminosa de partes do corpo. 

Cinco foram condenadas à morte, quatro à prisão perpétua e o resto a penas menores. Em 1950, o governador militar do Japão, general Douglas MacArthur, comutou todas as sentenças de morte e reduziu significativamente a maioria das penas de prisão. Todos os condenados relacionados à vivissecção na universidade foram libertados em 1958.

Em 2006, o ex-oficial do Exército Imperial Japonês Akira Makino declarou que lhe foi ordenado — como parte de seu treinamento — que efetuasse a vivissecção em cerca de 30 prisioneiros civis nas Filipinas, entre dezembro de 1944 e fevereiro de 1945. A cirurgia incluía amputações.

De acordo com os historiadores Yoshiaki Yoshimi e Seiya Matsuno, o imperador Hirohito autorizou através de ordens específicas (rinsanmei) o uso de armas químicas na China.

Por exemplo, durante a Batalha de Wuhan, de agosto a outubro de 1938, o imperador autorizou o uso de gás tóxico em 375 ocasiões diferentes, apesar do artigo 23 do Convenções de Haia (1899 e 1907), do artigo V do Tratado em Relação ao Uso Bélico de Submarinos e Gases Venenosos e de uma resolução adotada pela Sociedade das Nações em 14 de maio, condenando o uso de gás venenoso pelo Japão.

Em 2004, Yoshimi e Yuki Tanaka descobriram documentos nos arquivos nacionais australianos, evidenciando que o gás cianureto havia sido testado em prisioneiros de guerra australianos e holandeses em novembro de 1944, nas ilhas Kai (Indonésia).

Corpos amontoados na Unidade 731
Mortes causadas pelo desvio de recursos para as tropas japonesas em países ocupados, são também consideradas como crimes de guerra por muitos povos. Milhões de civis na Ásia Meridional — especialmente no Vietnã e nas Índias Orientais Neerlandesas (Indonésia), os quais eram grandes produtores de arroz — morreram durante uma fome evitável em 1944–45.

O uso pelos militares japoneses do trabalhado forçado de civis asiáticos e prisioneiros de guerra também causou muitas mortes. De acordo com um estudo conjunto de historiadores, incluindo Zhifen Ju, Mitsuyoshi Himeta, Toru Kubo e Mark Peattie, mais de dez milhões de civis chineses foram mobilizados pelo Koa-in (Comissão de Desenvolvimento Japonês da Ásia) para trabalhos forçados.

Mais de 100.000 civis e prisioneiros de guerra morreram na construção da Ferrovia Birmânia-Siam.

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos calcula que, em Java, entre quatro e dez milhões de romusha ("trabalhador braçal"), foram forçados a trabalhar pelos militares japoneses.

Cerca de 270 mil destes trabalhadores javaneses foram enviados para outras regiões de domínio japonês no Sudeste da Ásia. Somente 52 mil foram repatriados para Java, o que significa uma taxa de mortalidade em torno de 80%.

De acordo com o historiador Akira Fujiwara, Hirohito pessoalmente ratificou a decisão de remover as restrições do direito internacional (Convenções de Haia (1899 e 1907)) no tratamento de prisioneiros de guerra chineses pela diretriz de 5 de agosto de 1937. Esta notificação também alertava aos oficiais do estado-maior para que parassem de usar a expressão "prisioneiros de guerra".

A Convenção de Genebra eximiu prisioneiros de guerra do posto de sargento ou acima, de realizarem trabalho manual, e estipulou que os prisioneiros que realizassem trabalhos deveriam ser abastecidos com rações extras e outros itens essenciais. Todavia, o Japão não assinou a Convenção de Genebra na época e as forças japonesas não seguiram a mesma.

As expressões ianpu ("mulheres de conforto") ou jongun-ianpu ("mulheres de conforto militar") são eufemismos para mulheres usadas em bordéis militares em países ocupados, muitas das quais recrutadas à força ou através de fraude, e que consideram-se vítimas de agressão sexual e/ou de escravidão sexual.

Em 1992, o historiador Yoshiaki Yoshimi publicou material baseado em sua pesquisa nos arquivos do Instituto Nacional para Estudos de Defesa japonês. Yoshimi afirmou que havia um vínculo direto entre instituições imperiais como o Kôa-in e os "postos de conforto". Quando as descobertas de Yoshimi foram publicadas na imprensa japonesa em 12 de janeiro de 1993, causaram sensação e forçaram o governo, representado pelo Secretário-Chefe do Gabinete, Koichi Kato, a reconhecer alguns dos fatos no mesmo dia.

Em 17 de janeiro, o primeiro-ministro Kiichi Miyazawa apresentou desculpas formais pelo sofrimento das vítimas, durante uma viagem à Coréia do Sul. Em 6 de julho e 4 de agosto, o governo japonês emitiu duas declarações pelas quais reconheceu que os "postos de conforto eram operados em resposta às exigências militares da época", "militares japoneses estiveram, direta ou indiretamente, envolvidos na instituição e administração dos postos de conforto e na transferência das mulheres de conforto" e que as mulheres eram "recrutadas, em muitos casos, contra sua vontade através de engodo e coação".

Vários historiadores afirmam que o governo imperial e membros das forças militares japonesas envolveram-se em pilhagem sistemática durante o período que foi de 1895 a 1945.

As propriedades roubadas incluíam vários tipos diferentes de bens valiosos, saqueados de bancos, caixas-fortes, templos, igrejas, mesquitas, galerias de arte, escritórios comerciais, bibliotecas (inclusive de mosteiros budistas), museus e residências particulares.

Na Coréia, estima-se que cerca de 100.000 artefatos e bens culturais inestimáveis tenham sido pilhados por autoridades coloniais e colecionadores privados japoneses durante os quase 50 anos de ocupação militar.

Nenhum país que se envolveu em uma guerra pode dizer que não cometeu atrocidades, já que a invasão e a guerra são por si só, atrocidades cometidas em nome de uma falsa e pretensa desculpa.

Fotos e Texto: Google

Aristófanes


O primeiro perfil de Aristófanes encontra-se em Simpósio, de Platão, um retrato amistoso de um homem que apreciava os prazeres da vida e era, como suas comédias, ao mesmo tempo divertido e sério. A maior parte do material biográfico sobre ele, porém, não é comprovada e provavelmente se baseia em suas peças.

Os acarnenses, sua obra mais antiga a sobreviver, incorpora preocupações altamente atuais e enredos fantásticos característicos das peças "políticas" da velha comédia na Atenas do século V antes da era cristã: um herói simpático, frustrado com a situação, emprega toda a sua sagacidade maliciosa para superar seus inimigos com meios sobrenaturais.

O pobre fazendeiro Dicaeopolis passa a perna nos demagogos linha-dura de Atenas ao obter, em particular, a paz com os espartanos, garantindo para si, dessa forma, todos os prazeres impedidos pela Guerra do Peloponeso - comida, vinho e sexo.

Acompanhando a obscenidade onipresente e o humor grosseiro, tais interesses genéricos da antiga comédia colocavam a ação no mundo cotidiano, no aqui e agora, em contraste extremo com o passado mitológico, altivo, austero e distante empregado pelo gênero rival, a tragédia grega.

Os acarnenses também prima por conter o trecho indiscutivelmente mais picante da literatura antiga, na qual o herói negocia as filhas de um comerciante recorrendo a uma série de trocadilhos explícitos sobre a vagina.

Aristófanes estilhaçou a ilusão dramática preservada a todo custo pela tragédia graças ao abuso do ad hominem, recurso adotado pela mais antiga tradição de poesia iâmbica. Para provocar riso, o poeta cômico desfazia dos políticos, de cidadãos, de outros poetas e da própria platéia com deboche disperso e persistente. O implacável retrato de Sócrates em As Nuvens, onde aparece como um charlatão excêntrico e representativo do crescente movimento sofista, levou fama de ter contribuído para a execução do filósofo.

Principais Obras: 


  • Os acarnenses
  • Os cavaleiros
  • As nuvens
  • As vespas
  • A paz
  • As aves
  • Lisístrata
  • As tesmoforiantes 
  • As rãs
  • A revolução das mulheres
  • Um deus chamado dinheiro
Texto: 501 Escritores

segunda-feira, 11 de abril de 2011

The Transporter


"The Transporter", adaptação do filme “Carga Explosiva”, teve seu projeto divulgado em abril de 2010, mas na época, a produção da série já tinha sido aprovada pela empresas Lagardere Entertainment, em associação com a Europa Corp, mas ainda não tinha um canal definido.

Este mês o Cinemax acertou a compra da produção, que terá 12 episódios para sua primeira temporada, a qual já tem exibição garantida na França, pelo canal M6, e Alemanha, pelo RTL.

A série acompanha as atividades de Frank, um ex-soldado americano que vive na Europa onde opera uma empresa de transportes. Através de sua empresa, ele realiza vários negócios legais ou ilegais, inclusive transportando cargas para o submundo do crime. 

A previsão de estreia é para o final de 2011.

Informações do blog da revista Veja

Sidney Lumet


Faleceu ontem o diretor de cinema Sidney Lumet.

Lumet começou sua carreira como um diretor teatral off-Broadway, tornando-se depois diretor de televisão altamente eficiente. Seu primeiro filme foi um de seus melhores trabalhos: uma obra bem dirigida e escrita, considerada por muitos sua obra-prima, Doze Homens e uma Sentença, de 1957. No elenco, Henry Fonda e Martin Balsan. 


A maior parte do filme é ambientada em um tribunal, onde um jovem está sendo acusado de matar o próprio pai a facadas. Todas as evidências apontam para ele como o responsável pelo crime e 11 jurados estão convencidos de sua culpa. Porém, um último jurado crê na sua inocência e vai tentar convencê-los de que o jovem não deve ser condenado.

Lumet se especializou em filmes idealísticos e adaptações de romances, sempre com roteiros inteligentes e humor negro. 


Em 1976, filmou Rede de Intrigas, com Peter Finch, Faye Dunaway, William Holden e Robert Duvall sobre um programa jornalístico onde o foco era o terrorismo.


Um dos seus melhores filmes de Lumet e um dos meus preferidos, Um dia de cão de 1975, com Al Pacino.

Baseado em fatos reais. Movidos por um motivo insólito, dois assaltantes planejam um assalto a banco, que deveria durar 10 minutos. Porém, o plano sai errado, e o assalto se estende por horas, com a companhia da polícia, curiosos e da imprensa. 

Filmografia: 

  • Doze Homens e uma Sentença
  • Quando o Espetáculo Termina
  •  Mulher daquela Espécie
  • Vidas em Fuga
  • Equus
  • Armadilha Mortal
  • Até os Deuses Erram
  • Daniel
  • Chamada para um Morto
  • Sob Suspeita
  • O Golpe de John Anderson
  • Q & A - Sem Lei, Sem Justiça
  • Quando o Espetáculo Termina
  • Sombras da Lei
  • O Grupo
  • Panorama Visto da Ponte
  • O Impaciente
  • A Gaivota
  • Mulher Daquela Espécie
  • Fala Greta Garbo
  • Os Donos do Poder
  • Negócios de Família
  • A Manhã Seguinte
  • Brincadeira de Criança
  • Lovin' Molly
  • King: A Filmed Record... Montgomery to Memphis
  • Grotesca Despedida
  • Uma Estranha Entre Nós
  • Tudo o Que Sempre Quis Ouvir
  • O Encontro
  • Brutalidade Desenfreada
  • Culpado Como o Pecado
  • O Mágico Inesquecível
  • Gloria - A Mulher
  • Rede de Intrigas
  • Um Dia de Cão
  • Longa Jornada Noite Adentro
  • O Homem do Prego
  • A Colina dos Homens Perdidos
  • Serpico
  • O Veredicto
  • Limite de Segurança
  • Assassinato no Orient Express
  • Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto
  • O Príncipe da Cidade
  • O Peso de um Passado

Eurípides


Fascinado por monstros e deuses, Eurípides poderia ser chamado de "o primeiro dramaturgo moderno". Embora evitasse a política, ao contrário dos seus contemporâneos mais velhos e de Sófocles, seu rival, Eurípedes deixava clara sua desilusão pela cultura ateniense, vestindo seus heróis com farrapos.

Em As Troianas, chegou a criticar abertamente a política de relações exteriores da cidade-estado ao comparar o massacre de Melos com a destruição de Troia, vista de forma incomum, pelo ponto de vista dos troianos.

Para protestar contra a guerra do Vietnã em 1971, Michael Cacoyannis filmou As Troianas valendo-se de uma tradução feita por Edith Hamilton em 1937, que via Eurípides como um pacifista vivendo em uma era beligerante. Certamente, suas outras peças sobre os mitos fundadores da Grécia - Helena, Ifigênia em Áulis e Hécuba - perguntam "Guerra? Para que serve?".

Peças como As bacantes, que satirizam os fundadores da Grécia, revelam o autor como um iconoclasta.Seus deuses, como Baco selvagem e carismático, são monstros.Mais do que isso, são políticos.

Enquanto as peças de Ésquilo sugerem um temor ritual pela incompreensão das ações dos deuses, e os dramas de Sófocles exploram sua lógica a longo prazo, Eurípides vê os deuses e os seres humanos envolvidos em uma dança do poder volúvel, egoísta, profunda e dolorosamente constrangedora. Embora considerado um poeta menor em comparação aos predecessores, Eurípides demonstra uma sagacidade selvagem ao olhar o lado oculto das palavras e dos personagens.

Em Medeia, várias vezes atribui-se à heroína a qualidade de sophronsyne, o mais alto nível de sabedoria masculina para os gregos. Eurípides quer demonstrar, em parte, que sophronsyne é diferente para as mulheres e também que o pensamento, como todos os dons dos deuses, é uma faca de dois gumes.

Principais Obras:


  • Medeia
  • Hipólito
  • Hécuba
  • Electra
  • As troianas
  • Helena
  • Ifigênia em Áulis
  • As bacantes
Texto: 501 Escritores

sábado, 9 de abril de 2011

Sófocles


Durante a sua longa vida, Sófocles de Atenas escreveu 123 peças e competiu tanto com Ésquilo quanto Eurípedes. As sete tragédias remanescentes exploram a grandeza e o sofrimento de seres humanos excepcionais, com habilidades quase divinas, que precisam escolher entre um desastre certeiro ou um compromisso que trairia a natureza heróica que os separa dos mais comuns dos mortais.

A habilidade dramatúrgica de Sófocles foi reconhecida desde Aristóteles, que elogiava seu domínio de ritmo narrativo e da tensão dramática , até então sem paralelos.

Quando a loucura enviada pelos deuses faz com que Ajax traga desgraça para si em Troia, Aias, um feroz senso de honra e de vergonha não permite que reste ao mais poderoso guerreiro grego outra opção além do suicídio.

Édipo Rei dramatiza como a própria inteligência que outorga poder ao monarca conduz sua busca implacável pela verdade, levando em seguida à loucura, à cegueira autoprovocada e ao exílio. Esses dilemas trágicos podem ser compreendidos em termos políticos mais amplos como confronto entre os valores de um passado homérico, que privilegiava o indivíduo, e os contemporâneos, da democracia ateniense do século V, que servia aos interesses da comunidade e desencorajava comportamentos extremos.

A intransigência heróica leva a um isolamento total e assustador, até mesmo dos deuses, em um mundo governado por um destino misterioso e cruel. As traquínias nos mostra que Zeus não salvará nem mesmo seu filho Héracles (Hércules, na versão latina), modelo de heroísmo grego, de uma morte torturante que o despe tanto de sua carne como da sua celebrada masculinidade. Porém, a opção livre e autônoma do sofrimento no lugar da aceitação das limitações humanas dota os heróis de Sófocles de assombro e poder num mundo onde o passado não lega qualquer conhecimento, o futuro não reserva esperanças e o presente traz apenas padecimentos.

Antígona

Peças 


  • Aias
  • Antígona
  • As traquinias
  • Édipo Rei
  • Édipo em Colono
  • Electra
  • Filoctetes
" Sófocle pintava os homens como deveriam ser.Eurípedes como eram." - Aristóteles, em Poética.


Antígona ( Ἀντιγόνη) é uma figura da mitologia grega, filha de Édipo e Jocasta.

Esta obra é uma das três que compõe o que ficou conhecido como Trilogia Tebana, da qual também fazem parte Édipo Rei e Édipo em Colono. Essas três peças foram unidas posteriormente, e não faziam parte da mesma trilogia quando Sófocle as escreveu. Na verdade, cada uma era parte de uma trilogia diferente, mas apenas essas três peças chegaram aos dias de hoje.

A peça é feita pelo prólogo, que nesse caso é dialogado, onde as irmãs Antígona e Ismênia conversam e nos dão uma visão geral dos acontecimentos; cinco episódios; cinco estásimos, que são as entradas do coro em cena trazendo informações ao público sobre o assunto da peça; e o êxodo, parte final.

Filha de Édipo e Jocasta, que tinham mais três filhos, Etéocles, Ismênia e Polinice. Foi um exemplo tão belo de amor fraternal quanto Alcestes foi do amor conjugal. Foi a única filha que não abandonou Édipo quando este foi expulso de seu reino, Tebas, pelos seus dois filhos. Seu irmão, Polinice, tentou convencê-la a não partir do reino, enquanto Etéocles ficou indiferente com sua partida. Antígona acompanhou o pai em seu exílio até sua morte. Quando voltou a Tebas, seus irmãos brigavam pelo trono.

Polinice se casa com a filha de Andrastos, rei de Argos, e junto dele arma um ataque contra Tebas, que é chamado de expedição dos "Sete contra Tebas" onde Anfiarau prevê que ninguém sobreviveria, somente o rei de Argos. Como a guerra não levou a lugar nenhum os dois irmãos decidem disputar o trono com um combate singular, onde ambos morrem. Creonte, tio deles, herda o trono, faz uma sepultura com todas as honras para Etéocles, e deixa Polinice onde caiu, proibindo qualquer um de enterrá-lo sob pena de morte. Antígona, indignada, tenta convencer o novo rei a enterrá-lo, pois, quem morresse sem os rituais fúnebres seria condenado a vagar cem anos nas margens do rio que levava ao mundo dos mortos, sem poder ir para o outro lado.

Não se conformando, ela rouba o cadáver insepulto que estava sendo vigiado, e tenta enterrar Polinice com as próprias mãos, mas é presa enquanto o fazia. Creonte manda que ela seja enterrada viva. Sua irmã Ismênia tenta defendê-la e se oferece para morrer em seu lugar, algo que Antígona não aceita, e Hemon, seu noivo e filho de Creonte, não conseguindo salvá-la, comete suicídio. Ao saber que seu filho havia suicidado Eurídice, mulher de Creonte, também se mata.

Texto: 501 Escritores/Google

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Píndaro


Poucos nomes da poesia lírica foram capazes de rivaliza com Píndaro em nobreza de expressão, inventividade de linguagem e domínio de forma.

Como acontece com muitos autores da Antiguidade, os detalhes da vida de Píndaro são obscuros.Nasceu na cidade de Cinoscéfalas no fim do período arcaico e manteve-se ativo como poeta durante o início do período clássico.

Descendente dos átridas, chegou aos dez anos em Atenas, onde aprendeu música com os mestres Agatidese Apolodoro. Estudou em Delfos e Egina, colhendo as tradições que o fizerem brilhar na vida artística.

De origens aristocráticas, Píndaro manteve implacavelmente o ponto de vista dessa classe social por toda a carreira, escrevendo sob o patrocínio de algumas das principais famílias da Grécia.

Na "Décima Pítica", seu primeiro poema, parece alertar os homens sobre o perigo da guerra e convencê-los à paz. Em 447 A.C., o rei Hierão de Siracusa, chamou-o, livrando-o de inúmeras dificuldades. Isto é relatado na "Quarta Pítica".

Não alcançou sucesso na atividade pacificadora, sendo preso na batalha de Patea. Depois seus cantos alcançaram grande fama em toda Grecia cultivando todas as formas líricas conhecidas (hinos, odes, cantos, ditirambos e epinícios).

Mais tarde, editores organizaram suas poesias em 17 livros, dos quais apenas 4 sobreviveram. 

Esses contém as odes de vitória de Píndaro, poemas corais líricos escritos para celebrar os êxitos dos atletas em competições olímpicas, píticas, nemeias, e ístmicas.

Conservam-se, a parte de outros fragmentos, quatro livros de "Epinícios" ou "Cantos Triunfais", que se referem às diferentes festas "pan-helênicas". As odes epinicianas louvavam os jogos olímpicos, embora Píndaro não tenha conseguido clareza na descrição. 

A maioria dos poemas é dividida em estrofes, mas a estrutura é principalmente triádica. O dialeto usado nas odes visava a fazê-las compreensíveis da Ásia Menor à Sicília, embora não fosse fácil seguir o seu pensamento muito fragmentado. Só há clareza na sua obra quanto a sua pessoal devoção religiosa.

As odes fornecem pouco material para a descrição dos jogos em si. Em vez disso, concentram-se em louvações aos atletas, a suas famílias e cidades.

Píndaro chama a atenção para o mérito nos feitos ao acompanhar cada um deles com episódios cuidadosamente selecionados da mitologia, em geral protagonizados por um herói da cidade do atleta.

Muitas odes, porém, também soam como um alerta, e o vitorioso é aconselhado a evitar atrair a inveja dos deuses. A poesia de Píndaro revela um alto nível de consciência do seu papel. Constantemente se compara com os atletas que celebra e lembra a eles da reciprocidade de seu relacionamento: a vitória atlética fornece uma oportunidade ao poeta.A poesia,por sua vez, imortaliza o atleta.

Principais Obras : 


  • Odes píticas 
  • Odes olímpicas
  • Odes nemeias
  • Odes ístmicas
Texto: 501 Escritores

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Revista Serrote



A revista serrote é a revista quadrimestral (sai em março, julho e novembro) de ensaios, literatura, fotografia e arte publicada pelo Instituto Moreira Salles. Inspirada em publicações como a britânica Granta, a americana The Virginia Quarterly Review e a franco-americana The Paris Review, entre outras, pretende ser um dos veículos que promovem a recuperação do prestígio do ensaio mais pessoal na cultura brasileira.

Com formato de livro e 80% das páginas impressas em quatro cores, traz em cada número cadernos que reproduzem obras de arte e fotografias – quase sempre inéditas no Brasil - impressas em papel especial. 

Os ensaios, de autores brasileiros e estrangeiros, falam sobre arte e cultura em geral, mas serrote também publica textos sobre política, ciência, esportes e questões atuais.

A sétima edição da revista 'Serrote' traz o texto de Geoff Dyer - 'Sobre ser filho único', que está em seu livro de ensaios, 'Working the Room'. Nesse texto, o jornalista explica como o fato de não ter tido irmãos influenciou toda sua vida, desde a recusa em ser pai até seu prazer pela pressa.

No capítulo sobre fotografia, imagens inéditas de Edu Marin, que, a convite da serrote, viajou para a região serrana fluminense uma semana depois das enchentes em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. No conjunto de imagens, da capa a um ensaio de 32 páginas, não aparecem, de forma explícita, a natureza e sua ação devastadora, tão pouco as vítimas. As fotos revelam vestígios de violência, marcas de vidas interrompidas de diversas formas.

Em uma entrevista cedida à The Paris Review na época do lançamento de seu último romance, Liberdade (que será publicado no Brasil neste semestre pela Cia. das Letras), o escritor americano Jonathan Franzen fala sobre o início de sua carreira, suas influências e explica por que seu livro é um romance político. Liberdade recebeu, em 2010, o título de romance do século e rendeu a Franzen a capa da revista Time, que havia dez anos não estampava nela a foto de um escritor. A entrevista, bem pessoal, é acompanhada de imagens do americano Gregory Crewdson feitas no início de sua carreira e publicadas no livro Early Work (1986-1988).
  1. serrote também antecipa aos brasileiros um capítulo do próximo livro de Beatriz Sarlo, La audácia y el cálculo: Kirchner 2003-2010, que será lançado na Argentina ainda neste primeiro semestre. A escritora, que define o livro como uma análise culturalista de seu país sob o governo de Néstor e Cristina Kirchner, fez uma crítica pesada ao uso, pelos políticos, do Facebook e do Twitter, ferramentas que, para ela, usam a lógica do boato. Ilustrações de dinossauros sendo carregados por pássaros (uma alusão à imagem usada pelo Twitter quando o site está fora do ar) feitas por Veridiana Scarpeli acompanham o ensaio da argentina.
  2. O crítico de música e escritor Arthur Dapieve escreve sobre a forte influência que o vocalista da banda britânica The Smiths, Morrissey, sofreu do escritor, poeta e dramaturgo Oscar Wilde. Segundo Dapieve, “se se pensar em Morrissey como alguém que persegue o ideal estético wildiano de fusão entre vida e obra, entre homem e artista, ele surge como um discípulo particularmente feliz”.
  3. Famoso por não gostar de se pronunciar e pela crueza com que retrata seus modelos, o pintorLucian Freud, neto de Sigmund Freud, escreveu em 1954 (aos 32 anos) um texto tido como sua primeira e única formulação teórica sobre o ato de pintar. Serrote #7 publica esse texto ao lado de um ensaio fotográfico de Bruce Bernard e David Dawson, que, dos anos 1980 até os anos 2000, registraram o dia a dia do pintor em seu ateliê, em Londres.
  4. “Holden aos sessenta”: o texto do ensaísta Louis Menand foi publicado originalmente em 2001, nos 50 anos de O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger. Menand descreve como a história de Holden Caulfield, protagonista do livro, mudou a escrita americana e influenciou de maneiras distintas várias gerações de escritores, tornando-se um gênero literário em si. 
  5. Contratada pela revista Time, a fotógrafa Gisèle Freund acompanhou James Joyce em Paris por três dias, às vésperas do lançamento de Finnegans Wake, em 1938. Por conta do adiamento do lançamento do livro para o ano seguinte, Gisèle fotografou novamente o escritor em 1939, desta vez em cores. As imagens publicadas na serrote #7 revelam a rotina de Joyce: sua relação com o trabalho, com os editores, com a família e os amigos. Gisèle Freund não mostrou todas as imagens a Joyce. Segundo a fotógrafa, por serem muito reveladoras e trágicas, poderiam assustá-lo.
  6. O jornalista Otavio Frias Filho é autor do texto sobre a escritora americana Janet Malcolm. Para Frias Filho, a autora expõe contradições de um ofício – o jornalismo – que considera “moralmente indefensável”. O ensaio será publicado como posfácio de uma nova edição do livro O jornalista e o assassino, da coleção Jornalismo Literário da Cia. das Letras.
  7. Durante a primavera de 1956, Theodor Adorno e Max Horkheimer discutiram sobre o trabalho por três semanas. A conversa foi registrada por Gretel Adorno, mulher do pensador. Os filósofos discutem alienação e satisfação, já numa época em que, pela primeira vez, não conseguiam imaginar um mundo melhor. O diálogo é acompanhado por cenas de Se meu apartamento falasse, filme dirigido e escrito por Billy Wilder, de 1960, no qual um funcionário de uma empresa, com o objetivo de ser promovido, empresta seu apartamento a executivos casados que precisavam de um lugar para encontrar suas amantes.
  8. Humor: serrote 7 publica textos divertidíssimos de duas escritoras americanas: Dorothy Parker (1893-1967) e Fran Lebowitz. Enquanto Dorothy Parker escreve um desabafo sobre a meia-idade – “As pessoas deveriam ser uma coisa ou outra: jovens ou velhas. Não, para que me enganar? (...) Jovens ou mortas” –, a nova-iorquina Fran Lebowitz, considerada filha espiritual de Dorothy Parker, fala sobre o comportamento ridículo da sua cidade. “Os estudos sociais de Fran Lebowitz”, divididos em quatro partes – modos, crianças, roupas e música – são inéditos no Brasil e são acompanhados de desenhos do ilustrador Al Hirschfeld.
  9. Única ficção desta edição da revista, “Montaigne – uma narrativa” é um texto de Thomas Bernhard sobre um filho que se refugia na própria casa com um livro do escritor francês. Desenhos do escultor Richard Serra ilustram a história de Bernhard.
  10. Dois verbetes compõem o alfabeto serrote desta edição. No primeiro, a escritora Noemi Jaffe desbrava o “Lá” e seus diversos significados. Já o professor do departamento de filosofia da USP,Vladimir Safatle, desvenda a palavra “Esquerda”.
A Revista serrote tem 250 pág e custa R$ 32,50

Marcello Lopes

Ésquilo


O epitáfio de Ésquilo dizia simplesmente que ele havia lutado contra os persas em Maratona, em defesa da sua Atenas natal.Omitia, porém, o vigor de seus feitos literários: suas inovações formais tiveram papel decisivo nos primórdios da tragédia grega, e sua poesia é notável pela força contínua e pela beleza das imagens.

Nascido quando Atenas ainda era governada por um tirano, Ésquilo testemunhou a fundação da democracia ateniense e a aurora da era clássica. Durante uma carreira que durou quase meio século, ele produziu cerca de 80 peças, das quais apenas 7 sobreviveram.Cada uma dessas 7 peças demonstra a influência da era da transição em que foram escritas, caracterizadas por preocupações políticas com a democracia que ainda dava seus primeiros passos.

Acompanhando essa consciência política está uma arraigada sensibilidade religiosa que, ao reconhecer a responsabilidade individual, considera que as ações humanas estão vinculadas à vontade divina. O progresso humano é possível, mas apenas por meio do sofrimento imposto pelos deuses.

A seriedade dos temas enfrentados pelo autor combina com a majestade de seu estilo. Delicia-se em enfileirar uma sequência de adjetivos compostos e misturar imagens, e valoriza mais a grandeza misteriosa de que a clareza.Além de ser um poeta de primeira linha, Ésquilo foi o mais inovador dos antigos autores de tragédias e responsável pela introdução do segundo ator ( a tragédia antes envolvia apenas um ator e o coro).

Com essa combinação de estilo refinado e inovação ousada, Ésquilo abriu caminho para a era de ouro do teatro clássico e preparou o palco para a entrada de seus sucessores, Sófocles e Eurípedes.

Principais obras 

  • Os persas
  • Os sete contra Tebas
  • As suplicantes
  • Prometeu acorrentado
  • Oréstia (Agamenon, Coéforas, Eumênides)
Texto: 501 Escritores

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Safo


Coerente com sua reputação de poetisa e amante, a obra de Safo mistura um lirismo tangível com encantos eróticos. Altamente conceituados por toda a Antiguidade, seus poemas foram reunidos em nove volumes para a extinta biblioteca de Alexandria.

Safo chegou a dar nome a uma métrica inspirada na estrutura de seus versos, com três estrofes longas e uma final, mais curta, como um suspiro de desejo. Sua popularidade permitiu que fragmentos de seus poemas fossem encontrados na prosa de muitos filósofos gregos, bem como de forma mais romântica, em pedaços de papiro no deserto.

A vida de Safo é um enigma, quase tão complexo quanto suas obras, o que não impediu que poetas, de Ovídio a Mary Robinson, escrevessem de modo ardente e fundamentado sobre ela.

A biografia mais aceita, que combina interpretação poética e lendas, sustenta que era uma aristocrata pertencente a uma comunidade artística e religiosa feminina em Lesbos. Teria sido exilada para a Sicília depois de um golpe, e dado luz à uma filha, Cleis. Segundo a lenda, ela teria cometido suicídio por ter sido rejeitada pelo barqueiro Faron.

O Século XIX apresentou uma Safo mais enquadrada, diretora de uma escola para meninas. Os estudiosos do período clássico do século XX discutiram se seus poemas belos e sensíveis, que lamentavam o casamento de amigas queridas, seriam apenas canções tradicionais de núpcias.

Independente dessas objeções, Safo continua sendo uma referência às lésbicas por seu olhar sensual sobre as mulheres, em especial no fragmento 31, em que se imagina em um triângulo amoroso, observando cheia de desejo a mulher que flerta com um homem.

Baseado ou não em fatos biográficos, e sobrevivendo por meio de fragmentos e traduções, os poemas de Safo são capazes de emocionar qualquer homem ou mulher que já tenha experimentado o amor.


1.

Tronirisada, Afrodite imortal,
filha de Zeus, ó tecelã de ardis,
não domes, peço, a audácia com angústia,
senhora do amar.

Mas desce e vem, como vieste antes
quando gritei, e ouvindo ao longe a voz
te apressaste em partir do puro ouro
da mansão de Zeus;

ataste à carruagem teus pardais
velozes - mancha trêmula no céu
à terra negra te trazendo: rápida
seta sangra o ar -

e logo: tu e eles; e de mim
tu riste, eterna deusa, ao perguntar-me
por que de novo eu te chamava e qual
dor a desta vez;

qual era em meu selvagem coração
o afã mais forte; e: "quem eu tenho agora
que convencer a amar-te, Safo? Quem
te quer tanto mal?

prometo: se fugir, perseguirá;
se presentes recusa, ela os dará;
se não te ama, ela virá te amar,
mesmo sem querer?"

Vem agora e esta angústia amarga mata,
sacia tudo que em meu seio é ânsia,
teu corpo em carne desce e une ao meu
teu braço e tua flecha.

2.

E tanto eu quis a morte:
do meu abraço ela caía embora.

me disse o sal das lágrimas:
"que sorte má nos marca;
ah, Safo, o coração não quer partir."

eu disse: "vai e vive
feliz para sempre e lembra-me
no tempo em que o prazer foi nossa presa.

se não, te lembro agora:
com violeta e rosas
teci a tua trança; um toque só

do seio alastra incêndios;
teu colo eu quis guirlanda
de flor corando flor; e ungüentos raros

- olor de longe vindo
que só rainha aroma -
brilhei-te; minha mão te adormeceu

na mais macia cama;
voraz desejo-vento
saciei-te, amantes-ímã.

(tradução de Alvaro Antunes)

3


Não minto: eu me queria morta.
Deixava-me, desfeita em lágrimas:

"Mas, ah, que triste a nossa sina!
Eu vou contra a vontade, juro,
Safo". "Seja feliz", eu disse,

"E lembre-se de quanto a quero.
Ou já esqueceu? Pois vou lembrar-lhe
Os nossos momentos de amor.

Quantas grinaldas, no seu colo,
— Rosas, violetas, açafrão —
Trançamos juntas! Multiflores

Colares atei para o tenro
Pescoço de Átis; os perfumes
Nos cabelos, os óleos raros

Da sua pele em minha pele!
[...]
Cama macia, o amor nascia
De sua beleza, e eu matava
A sua sede" [...}

Cai a lua, caem as plêiades e
É meia-noite, o tempo passa e
Eu só, aqui deitada, desejante.

— Adolescência, adolescência,
Você se vai, aonde vai?
— Não volto mais para você,
Para você volto mais não. 

Tradução: Décio Pignatari

Texto: 501 Grandes Escritores
Poemas: Pesquisa Google

terça-feira, 5 de abril de 2011

Os Bórgias



Ontem assisti ao primeiro capítulo da série Os Bórgias, criado pelos produtores de The Tudors. 

A série narra os primeiros passos da 1° família mafiosa que se tem notícia, e é claro, da podridão que existe no Vaticano. Com um elenco encabeçado por Jeremy Irons, Derek Jacobi, Colm Feore, Sean Harris e Lotte Verbeek, o cineasta Neil Jordan ao lado de Michael Hirst conta a saga de Rodrigo Bórgia que aos 61 anos se tornou papa em 1942, graças à corrupção e luxúria dos membros da cúria. 

No primeiro episódio (com 1:30 h de duração) o papa Inocêncio VIII morre e inicia assim uma corrida ao poder papal disputada por 3 cardeais, Ascanio Sforza, Rodrigo Bórgia e Giuliano Della Rovere, votação foi feita em meio aos distúrbios entre partidários dos 3 cardeais, principalmente por que Rodrigo Bórgia era espanhol, o que para os italianos era considerado uma ofensa ter um "santo" padre fora da tradição italiana.


Principalmente por possuir sangue espanhol e grande sede por poder, Rodrigo e seus filhos bastardos sofreram grande perseguição dos outros cardeais no início de seu reinado como líder da igreja católica. Ao lado de Rodrigo temos seu filho Cesare (François Arnaud), que apesar de seguir os passos do pai na igreja sempre almejou a carreira militar, trabalhando nas sombras para manter sua família no poder através de assassinatos, subornos e conspirações.

Cesare Borgia
Cesare Borgia, personalidade que Maquiavel usou como inspiração para escrever o seu O príncipe e assim mostrar o mais perfeito exemplo de uso amoral de poder.

Rodrigo Bórgia escalou os degraus da hierarquia católica graças à seu tio que também foi papa Calisto III. com isso aos 27 anos já era cardeal, depois se tornou vice-chanceler da Igreja, uma posição abaixo do Papa, estudou direito em Bolonha, se tornando também um grande diplomata servindo a cúria durante 5 pontificados adquirindo assim influência, riquezas e experiência administrativa.


Durante a eleição do novo Papa, Rodrigo usou essa fortuna e experiência para comprar a maior parte dos votos dos cardeais no conclave para definir a sucessão do papa Inocêncio VIII. 

Seu pontificado é um paradigma de corrupção papal ocasionada pela invasão secular dentro da Igreja, mais tarde esse fato foi tido como desculpa para a separação dos protestantes. Alexandre VI foi, sem dúvida, um papa corrupto, pouco dado às virtudes cristãs. Teve pelo menos sete filhos, entre os quais César e Lucrécia Bórgia.


Durante seu pontificado, foram decretadas as Bulas Alexandrinas, tratados responsáveis pela divisão das possessões portuguesas e espanholas no mundo. Dentre eles, vale destacar as bulas Inter Coetera, Eximiae Devotionis e Dudum Siquidem. As negociações ibéricas iriam desembocar no famoso Tratado de Tordesilhas que confirmaria a divisão do mundo entre Portugal e Espanha e seria contestado por outros monarcas, dos quais o mais famoso foi Francisco I, rei da França.

Lucrécia Bórgia
A qualidade da série é incontestável, os fatos históricos estão sendo seguidos, talvez para não cometer o mesmo erro da série The Tudors que não seguia uma linha cronológica muito bem definida, o elenco é afinado e muito competente, principalmente, por causa de Jeremy Irons, ele está perfeito como o Papa santo e casto (ok..risadas agora). 

Eu sou um opositor da Igreja Católica por esses e outros motivos, principalmente por conta da hipocrisia dentro do Vaticano, e eu sei que existem pessoas sérias e honestas lá, mas pra mim é como o congresso brasileiro, um político/padre não muda o mundo.

É engraçado assistir aos cardeais, pessoas que tem a responsabilidade de levar a fé e a palavra de Jesus aos homens se matarem por poder, sexo e status.

Eles (os homens assim) representam tudo que Jesus não foi.


Para quem gosta de séries de época, é um prato cheio.

Homero


Os antigos gregos o chamavam de O Poeta, assim como Shakespeare, Homero faz parte de uma elite da literatura ocidental e sua poesia revela uma compreensão da natureza humana raramente igualada e jamais superada.


Os antigos gregos não tinham muitas informações sobre quem era Homero, os detalhes de sua vida foram recolhidos de trechos autobiográficos de alguns de seus poemas, muitos estudiosos de todas as épocas evitam falar em um autor individual chamado Homero, preferem encarar a poesia homérica como produto de uma longa tradição de poesia oral. A evidência lingüística aponta uma origem jônica para a poesia homérica, datada do fim do século VIII a.C ou início do século VII a.C.

Vivendo provavelmente no século VIII a.C., ele costumava peregrinar pelas cortes e pelas ágoras, os mercados públicos das polis daquela época, a repetir em estrofes candentes, entusiastas, cosendo os cantos uns nos outros, os memoráveis feitos dos aqueus (também designados como argivos e danaos), antepassados dos gregos.


Segundo o costume, apresentava-se em pé, apoiado num bastão, narrando de memória em voz alta para que todos ouvissem, preservando assim a memória dos combates dos másculos heróis do passado.

Os gregos mais tarde atribuíram à Homero vários poemas antigos, mas apenas dois - Ilíada e Odisséia - podem ser verdadeiramente descritos como homéricos. Eles pertencem à mesma tradição de poesia oral e se destacam de outros exemplos da primitiva poesia épica grega em termos de qualidade e tamanho.

A Ilíada é ambientada durante o décimo e último ano da Guerra de Tróia, e traça as consequências complicadas de um desentendimento entre Aquiles e Agamenon, dois dos comandantes gregos no cerco de Tróia.


A Odisséia, narra a árdua viagem de volta para casa de outro herói grego, Odisseu ou Ulisses na versão latina, e sua luta para se restabelecer como rei de Ítaca. Esta história se passa após a queda de Tróia.

Na antiguidade, nunca houve dúvida de que Homero fosse homem, e, durante a maior parte do período moderno, essa conclusão não foi questionada.


Texto: Marcello Lopes/501 Escritores/Google
Fotos: Google