segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Moacyr Scliar



Moacyr Scliar morreu por volta da 1h do dia 27 de fevereiro de 2011, aos 73 anos, de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde o dia 11 de janeiro, quando deu entrada para a retirada de pólipos (formações benignas) no intestino.


A cirurgia foi bem sucedida, mas o escritor acabou tendo um acidente vascular cerebral (AVC) no dia 17 de janeiro, durante o período de recuperação, falecendo quase cinquenta dias depois de sua entrada no hospital

Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Américas (1989).

Suas obras frequentemente abordam a imigração judaica no Brasil, mas também tratam de temas como o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos. O autor já teve obras suas traduzidas para doze idiomas.

Em 2002 ele se envolveu em uma polêmica com o escritor canadense Yann Martel, cujo famoso romance A Vida de Pi, vencedor do prêmio Man Booker, foi acusado de ser um plágio da sua novela Max e os felinos.

O escritor gaúcho, no entanto, diz que a mídia extrapolou ao tratar do caso, e que ele nunca teve o intuito de processar o escritor canadense.

Entre suas obras mais importantes estão os seus contos e os romances O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O exército de um homem só e O centauro no jardim, este último incluído na lista dos 100 melhores livros de temática judaica dos últimos 200 anos, feita pelo National Yiddish Book Center nos Estados Unidos.

Em 1998, o romance "Um Sonho no Caroço do Abacate" foi adaptado para o cinema, sob a direção de Luca Amberg, com participação dos atores americanos Elliott Gould (Friends) e Talia Shire (Rocky, O Poderoso Chefão). Esse filme lançou atores como Taís Araújo, Caio Blat,Mariana Ximenes, Fábio Azevedo e Edward Boggiss.

A versão nacional foi lançada com o título "Caminho dos Sonhos" e participou dos festivais de Gramado, Miami, Trieste e outros. O filme narra a história do filho de um casal de imigrantes judeus lituanos que se estabelece no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, nos anos 1960. O jovem Mardo (Edward Boggiss) apaixona-se por Ana (Taís Araújo), uma estudante negra. Os jovens encontram no amor a força e a determinação para enfrentarem a discriminação na escola onde estudam e o preconceito entre as famílias.

Em 2002, o romance Sonhos Tropicais foi adaptado para o cinema sob a direção de André Sturm, com Carolina Kasting, Bruno Giordano,Flávio Galvão, Ingra Liberato e Cecil Thiré no elenco.

O filme relata o combate à febre amarela no Rio de Janeiro, comandado pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, e a resistência da população à vacinação obrigatória, que resultou na chamada Revolta da Vacina. Em paralelo, é narrada a história de uma jovem judia polonesa, que imigra para o Brasil em busca de uma vida melhor, mas acaba por se prostituir.

Oscar 2011


Infelizmente eu assisti o Oscar desse ano pela tv aberta, e foi um sacrifício, a cerimônia foi apresentada pela metade graças ao lixo do Bosta Bosta Bosta, perdi alguns prêmios importantes,inclusive a apresentação do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Direção de Arte, prêmios que a Globo não acha importante. 

Outra coisa irritante é que os apresentadores da Globo interrompem a toda hora pra comentar coisas mais banais, e quando finalmente consegui acionar a tecla SAP já tinha perdido metade da música do Randy Newman, que  ódio disso !!!

Mas com a tecla SAP tudo se resolveu e daí pra frente pude curtir a premiação sem a tradução medíocre ou os comentários do José "Roque Santeiro" Wilker. 

O favorito O Discurso do Rei recebeu 4 prêmios, melhor filme, diretor, ator e roteiro original, já A Origem ganhou 4 prêmios técnicos como melhor fotografia, mixagem de som, efeitos visuais e edição de som.

Natalie Portman ganhou o prêmio de melhor atriz com muita justiça, o filme Cisne Negro é uma pancada na cabeça e a atriz suou muito para criar a personagem desequilibrada da trama.

Colin Firth mereceu a premiação, sua performance no filme O Discurso do Rei é fabulosa, na medida de um grande ator e desde o filme Direito de Amar ele já tinha dado mostras disso.

Ano que vem tv a cabo com tecla SAP. 

Melhor Filme
O Discurso do Rei

Melhor Diretor
Tom Hooper (O Discurso do Rei)

Melhor Ator
Colin Firth (O Discurso do Rei)

Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale (O Vencedor)

Melhor Atriz
Natalie Portman (Cisne Negro)

Melhor Atriz Coadjuvante
Melissa Leo (O Vencedor)

Melhor Roteiro Adaptado
A Rede Social (Aaron Sorkin)

Melhor Roteiro Original
O Discurso do Rei (David Seidler)

Melhor Animação Longa-Metragem
Toy Story 3

Melhor Animação Curta-Metragem
The Lost Thing

Melhor Filme Estrangeiro
Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)

Melhor Documentário Longa-Metragem
Trabalho Interno

Melhor Documentário Curta-Metragem
Strangers No More

Melhor Curta-Metragem
God of Love

Melhor Direção de Arte
Alice no País das Maravilhas

Melhor Fotografia
A Origem

Melhor Figurino
Alice no País das Maravilhas

Melhor Montagem
A Rede Social

Melhor Trilha Sonora Original
A Rede Social

Melhor Canção Original
We Belong Together (Toy Story 3)

Melhor Edição de Som
A Origem

Melhor Mixagem de Som
A Origem

Melhores Efeitos Visuais
A Origem

Melhor Maquiagem
O Lobisomem 


Marcello Lopes
Fotos: Google

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ligeiramente fora de foco


Robert Capa foi pra mim um dos maiores fotógrafos que existiu, dono de uma sensibilidade única e de uma coragem para registrar os mais importantes eventos da guerra.

Nesse livro, o fotógrafo conta como foi contratado para ser correspondente de guerra, recheado de histórias bem humoradas, Capa nos lança na realidade civil da 2° Guerra.


É nesse momento que existe uma descoberta, a do escritor antes do fotógrafo, Capa sempre quis ser escritor, repórter e romancista, mas foi levado a escolher a fotografia. 

Ainda bem para nós, pobres mortais, que ganhamos as mais fabulosas imagens de conflitos armados pelo mundo afora, como a Guerra Civil Espanhola, a 2° Guerra Mundial e a invasão da Indochina.

O livro além de conter fotografias sensacionais de momentos marcantes na história mundial, é recheado com histórias de um homem comum lançado em um combate cruel e intenso, também fala de suas amizades, dos amigos escritores John Steinbeck e Ernest Hemingway, da odisséia que empregou para conseguir um visto de entrada para a Inglaterra. 



Chama a atenção a simpatia que Capa provoca nos soldados e civis, casos engraçadíssimos como a bebedeira dele com um funcionário da embaixada britânica, entre outras...

Ligeiramente fora de foco não é um livro sobre um fotógrafo cobrindo um conflito armado, é sobre um homem com princípios e gostos refinados cobrindo uma realidade impossível de ser evitada.


Capa não fotografava cenas de violência gratuita, mas sim cenas de forte impacto como mães chorando os filhos mortos, soldados deitados em abrigos ou cochilando antes de uma invasão.

Capa preferia acompanhar o exército na invasão de uma cidade do que chegar ao local após a vitória.


Outra história contada no livro é do romance entre Capa e uma inglesa chamada Elaine, dona de cabelos vermelhos, que recebeu o apelido carinhoso de Pink, às vésperas de seu embarque para a África.

Capa além de grande fotógrafo, era um conquistador, além de Elaine, outras sucumbiram aos seus encantos inclusive a estrela de cinema Ingrid Bergman.

Capa morreu em 1954 ao pisar em uma mina terrestre.



Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

127 Horas





Ontem assisti 127 Horas do diretor Danny Boyle, com o ator James Franco. 

Contém um spoiler ou outro....

A história conta a aventura e a agonia de um alpinista chamado Aron Ralston que fica 5 dias (127 horas) preso em uma fenda onde uma pedra mantém seu braço esmagado impossibilitando-o de se mover.

O filme tem a premissa muito parecida com a de Enterrado Vivo com Ryan Reynolds, poucos atores no elenco, muita claustrofobia e cenas de tirar o fôlego, Danny Boyle conduz o filme sem cair nos clichês hollywoodianos como transformar o personagem em um herói, coisa que Aron passa longe.

Nos primeiros dias preso na fenda, o alpinista consegue manter a calma, ordenando seus pertences, racionando a água e tentando se soltar usando um canivete barato, usando a câmera para documentar seu próprio acidente.

A cada hora que passa sem uma solução, aos poucos transforma o alpinista, que passa a divagar sobre seus relacionamentos amorosos, os momentos em família, a infância cercado de carinho e amor, a relação com a irmã, com os amigos, mas principalmente com sua própria vida, Aron percebe que mesmo vivendo uma vida repleta de aventuras, ele é um solitário, e assim, enquanto a morte o espreita, ele consegue enxergar o quanto não viveu realmente.




Quando o desespero realmente invade seu cérebro, a imagem de um garoto o faz retornar à realidade, e nesse instante ele toma uma decisão extrema, amputar o próprio braço para se libertar.

A cena de amputação é bem realista, com bastante sangue, nervos e pele, mas não é para desmaiar como muitos jornais ao redor do mundo tem noticiado.

127 Horas nos leva à diversas reflexões, uma delas é que não estamos sozinhos no mundo, não podemos viver sozinhos, o individualismo exarcebado do personagem mostra que precisamos um dos outros, mesmo que seja apenas para informar onde vamos.

E o filme levanta uma pergunta, até onde vamos para salvar nossa própria vida ? 

Assista e reflita.






Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

Verdadeiro Aron

Apesar do incidente, Aron continua a escalar.
Aron casou e tem um filho que nasceu em 2010, ele continua a escalar e se aventurar pelo mundo, mas agora ele avisa as pessoas onde vai.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

The Hobbit


Com roteiro de Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro, O Hobbit tem filmagens previstas para começar em fevereiro de 2011.

A primeira parte do filme chegará às salas de cinema em dezembro de 2012 e a segunda em dezembro de 2013, ambas em formato 3D.

Cate Blanchet voltará a interpretar o personagem de Galadriel, princesa dos elfos na saga "O Senhor dos Anéis", baseada nos livros de Tolkien

O elenco ainda inclui Martin Freeman, Richard Armitage, Aidan Turner, Rob Kazinsky, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Peter Hambleton, James Nesbitt e Adam Brown.

Por enquanto, e apesar dos rumores, a presença de Ian McKellen ( Gandalf na trilogia de Jackson) não foi confirmada.

Outra notícia sobre o filme é que a equipe técnica finalizou os preparativos e está pronta para rodar a obra na Nova Zelândia, após meses de contínuas dificuldades, como problemas de financiamento, greve de atores e a úlcera do diretor Peter Jackson puseram em risco a produção.

Os atores que viveram os pequenos seres da Terra Média treinaram durante um mês no ginásio, praticando equitação e o dialeto hobbit.

No início deste mês, Jackson deixou o hospital no qual foi operado de urgência por causa de uma úlcera e se recupera em casa.

O diretor assegurou na segunda-feira que começará a filmar no dia 21 de março nos estúdios Stone Street de Wellington e daí passará às cenas externas em várias paisagens da Nova Zelândia.

Em outubro de 2010, a produtora Metro Goldwyn Mayer esteve a ponto de realizar a produção em outro país após os problemas salariais com os sindicatos de atores locais, mas o Governo neozelandês intermediou e aceitou modificar a lei trabalhista para salvar o projeto.

Marcello Lopes
Foto: Google

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quixote nas Trevas



Você conhece Luiz Martins de Souza Dantas ?

Muitos poucos vão dizer que sim já que nosso país é injusto com os verdadeiros heróis, basta ver o tratamento que o País dá aos que lutaram na 2° Guerra Mundial que foram esquecidos e quem hoje comanda nosso país nada mais é que uma ex-terrorista e assassina.

Outro exemplo de como nossos políticos tratam os heróis desse país, existia uma rua Souza Dantas na Vila Santa Catarina em São Paulo, foi mudada sem explicações, o nome do Embaixador não consta em nenhum livro de história desse país.

O embaixador brasileiro Luiz Martins de Souza Dantas, chefiou a delegação brasileira na França durante 20 anos, alguns dos quais passados durante a Segunda Guerra e o Holocausto, ele desafiou de uma só vez o Terceiro Reich e as orientações de política externa de Getúlio Vargas para ajudar judeus, comunistas e homossexuais vítimas do nazismo que se espalhava pela Europa.

Ajudou aproximadamente oitocentas pessoas, dentre os quais 425 judeus. Arriscando sua posição e a própria vida, ele garantiu vistos de entrada brasileiros a judeus perseguidos pelas tropas de Hitler na Europa, além de conseguir documentos de viagem por meio de amigos em outras representações diplomáticas, como os cônsules de Cádiz, na Espanha, e Casablanca, no Marrocos.

Esse fato, desconhecido até mesmo pela maioria dos conterrâneos de Dantas, foi o tema da tese de mestrado de Koifman e base para o processo de premiação do embaixador pelo Museu do Holocausto, em Israel.

Souza Dantas preenchia as três condições para se tornar um Justo entre as nações, honraria que reconhece não-judeus que salvaram judeus durante a guerra:

  1. Arriscar cargo e posição social
  2. Arriscar a própria vida
  3. Salvar pessoas
Luís Martins de Souza Dantas nasceu no Rio de Janeiro em 1876, com a iminência da invasão alemã no Norte da França, o governo francês se retirou para o Sul, instalando um governo colaboracionista na cidade de Vichy. 


Naturalmente, o corpo diplomático estrangeiro o acompanhou. Registros dessa época mostram que Souza Dantas já vinha intercedendo em favor de refugiados do nazismo desde a sua saída de Paris. É possível comprovar o envolvimento pessoal e direto do embaixador, que começou a emitir os primeiros vistos diplomáticos “irregulares” de próprio punho. A maioria desses documentos foi concedida em Vichy e beneficiava não apenas judeus, mas também homossexuais, comunistas e qualquer pessoa ameaçada pelo nazismo.

No entanto, de acordo com a legislação vigente na época, era raro um embaixador conceder pessoalmente um visto, e isto só costumava ser feito em casos excepcionais. Para um “indesejável” receber um visto – mesmo o que se encaixava nas poucas exceções preestabelecidas –, era necessário apresentar uma série de documentos, como atestados negativos de antecedentes criminais, de “não ser de conduta nociva à ordem pública”, de saúde e prova de profissão lícita, entre outros.

Era muito difícil conseguir estas declarações, principalmente para os refugiados que se encontravam longe de seus países de origem. A autoridade consular brasileira que emitia o visto, por sua vez, tinha a obrigação de informar a “origem étnica” do estrangeiro.

Uma grande quantidade de pessoas que requeriam vistos era apátrida, portadoras de passaportes “Nansen” – fornecidos pela Liga das Nações para indivíduos expatriados por causa de problemas políticos. 

Outras não possuíam qualquer tipo de documento para viajar. Algumas provinham de países que se encontravam tecnicamente extintos naquele momento devido aos conflitos ou cujos governos não os reconheciam mais como cidadãos. A exigência de uma série de documentos e certidões dos imigrantes tinha, na realidade, a função de impedir a entrada de refugiados no Brasil.



No dia em que Souza Dantas deixou Paris rumo a Vichy, já no caminho, ao passar por cidades como Perpignan e Bordeux, começou a assinar passaportes e documentos de viagem de estrangeiros, a maioria refugiados. Não eram pessoas “especiais” ou “importantes”, mas gente comum. Ele não seguiu nenhuma regra do governo brasileiro, não exigiu taxas, transferências bancárias, declarações ou atestados, e tampouco perguntou ou informou a alguém a origem étnica dos pretendentes.

Cerca de 500 vistos diplomáticos foram emitidos entre meados de junho de 1940 e 12 de dezembro do mesmo ano – data em que Souza Dantas foi proibido formalmente de conceder qualquer tipo de visto. Entretanto, de acordo com depoimentos, muitos refugiados estiveram com o embaixador nos primeiros meses de 1941 e receberam vistos com datas anteriores a 12 de dezembro de 1940. Ou seja, ele ainda concedeu alguns vistos, mesmo depois de ter sido repreendido e proibido.

Por causa da presença de soldados brasileiros na guerra, das notícias da resistência de Souza Dantas à invasão da embaixada em Vichy e de seu longo internamento na Alemanha, os jornais brasileiros passaram a tratá-lo como herói. Mas a transformação do diplomata processado pelo governo em herói não agradou ao ditador Vargas.

Ao voltar ao Brasil, em maio de 1944, uma grande festa com desfile em carro aberto pela Avenida Rio Branco e decretação de feriado nas escolas do Rio, foi planejada para homenageá-lo. Assessores do então presidente Getúlio Vargas, porém, desmobilizaram as boas-vindas.

As notícias de homenagens a Souza Dantas sumiram da mídia, então controlada rigidamente pelo Estado. Enquanto durou o Estado Novo, Getúlio tratou de manter o diplomata fora de evidência no Brasil. Com a queda da ditadura em 1945, o velho embaixador saiu do ostracismo graças à influência política de antigos companheiros do Itamaraty.

Já aposentado, Souza Dantas foi convidado pelo Ministério das Relações Exteriores para chefiar a delegação brasileira na Primeira Assembléia Geral das Nações Unidas, em Londres, entre 10 de janeiro e 14 de fevereiro de 1946.

O embaixador foi o primeiro brasileiro a discursar neste órgão precursor da ONU.

Souza Dantas passou seus últimos anos de vida em Paris, falecendo em 1954, mesmo ano da morte de Getúlio.

Existem alguns sites judaicos que mantém a homenagem ao Embaixador como esse aqui.


A revista Veja na época do lançamento do livro publicou uma matéria com algumas informações adicionais aqui.


Marcello Lopes

Pianista de jazz George Shearing morre aos 91 em Nova York


Sir George Shearing, lenda do piano jazzístico e conhecido pelo clássico "Lullaby of Birdland", de 1952, morreu na segunda-feira aos 91 anos, vítima de uma insuficiência cardíaca congestiva.

Shearing foi um prolífico pianista e arranjador, autor de mais de 300 composições. Ele morreu em Nova York, onde viveu nos últimos 25 anos, segundo seu agente Dale Sheets.

"É uma grande perda para o mundo do jazz", disse Sheets à Reuters. "George era um homem absolutamente incrível, além de um talento incrível, ímpar."

Nascido cego e pobre numa família proletária de Londres, Shearing tocava piano em um 'pub' do seu bairro antes de entrar para uma banda só de cegos, na década de 1930. Tocar na rádio BBC fez com que seu público crescesse.

Misturando swing, bop e influências clássicas modernas em suas composições, ele produziu diversos álbuns entre as décadas de 1950 e 90. Ganhou Grammys em 1982 e 83 por gravações feitas em parceria com o vocalista Mel Tormé.

Em 2007, foi condecorado na Grã-Bretanha por sua contribuição à música. Deixa a esposa e uma filha de um casamento anterior.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A estrada para Compiègne





Esse é o segundo volume da trilogia Revolução Francesa, da autora inglesa Jean Plaidy, nesse volume o personagem principal continua sendo Luís XV.

Nesse volume são mostradas as guerras, inúmeras revoltas e conflitos religiosos, a fome do povo e alianças com outros países são narradas com uma fidelidade exarcebada.

Luís XV continua alienado para os problemas do povo e prefere se refugiar no mundo das cortesãs, abalado com a morte de Madame de Pompadour, ele se liga à Madame du Barry, filha de uma relação entre um frade e uma cozinheira, Jeanne Bécu recebeu uma educação em um convento, depois de alguns anos longe do convento, sua beleza chama a atenção de um nobre, o Conde Du Barry, transformando-se em sua amante e prostituta de luxo.

O rei então se entrega à nova cortesã, gastando imensas fortunas para agradá-la.

Marcello Lopes

As Pompas de uma Rainha Extravagante



Esse é o último volume da trilogia Revolução Francesa, da autora inglesa Jean Plaidy, nesse volume é retratado os últimos momentos do governo dos Bourbons, a história é concentrada na figura da rainha Maria Antonieta, rainha, que foi casada com Luís XVI.

Maria Antonieta é lembrada por ter sido guilhotinada na Revolução Francesa, e por frases absurdas que mostravam seu desprezo pelo povo, nascida em Viena, arrogante, egoísta e fútil, ela se transformou em exemplo de como a nobreza se sentia em relação ao povo humilde fizeram seu caminho para a morte.

A autora mostra também que o rei Luís XVI era tão ou mais alienado e ingênuo que sua esposa em relação ao povo, gastando imensas somas de dinheiro em festas, encenações de teatro, etc...

O livro termina com a execução dos dois pela Revolução acusados de traição à França.

Marcello Lopes

Luís, o Bem-Amado


Semana passada passei o fim de semana inteiro lendo a trilogia Revolução Francesa da escritora inglesa Jean Plaidy, autora de uma série fantástica chamada A Saga dos Plantagenetas, dessa vez a história se concentra no jovem rei Luís XV que aos 5 anos foi coroado rei de um país cheio de problemas e conspirações.

Seu apelido Bem-amado não veio de sua bondade com o povo, e sim das incontáveis amantes que o rei colecionava, inclusive a lendária Madame de Pompadour, que atuou em seu governo como mecenas de diversos artistas e pensadores, inclusive de Voltaire.


No livro, a autora inglesa narra a educação do futuro rei à partir dos 7 anos de idade quando na época os herdeiros da coroa se afastavam de suas babás e eram entregues à tutores para uma educação clássica.

Os conflitos e conspirações dos conselheiros para tomar o poder são retratados no livro.

Marcello Lopes
Fotos: Ed.Record/Google

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Agente Secreto


O livro O Agente Secreto narra a vida de um espião em Londres que se infiltra no movimento revolucionário trabalhista a fim de influenciar atos de violência para que a polícia pudesse reprimir com mais intensidade.

Uma das suas ações é tentar explodir o observatório de Greenwich que marca as horas do planeta e que na época era um símbolo da sociedade inglesa para o mundo.

Joseph Conrad que escreveu clássicos como Coração das Trevas, narra como ninguém o submundo da espionagem,dos revolucionários e seus ideais captando com perfeição a época vitoriana inglesa.

Marcello Lopes

The Stand

A série dos anos 90 baseado no romance de Stephen King vai virar filme.

The Stand estreou aqui no Brasil com a Dança da Morte, narra a história de alguns sobreviventes após um acidente em um laboratório militar que elimina 80% da população dos Estados Unidos e do mundo, transformando o país em um grande deserto.

O grupo então é divido entre os sobreviventes que sonham com Randall Flagg, um homem misterioso e demoníaco que se tornou o personagem maligno preferido de King já que aparece também nos livros Olhos de Dragão e na série Torre Negra, e a outra parte sonha com Mãe Abigail, uma senhora negra que aos poucos se transforma em uma líder espiritual do grupo.



Marcello Lopes