domingo, 18 de setembro de 2011

Monet

Auto-retrato
Buscar a verdade.

Esse era o principal objetivo do pintor francês, ele não queria a perfeição em seus quadros, mas sim a verdade do que ele enxergava, usando cores puras para mostrar inúmeras tonalidades que a paisagem adquire à luz do sol. A luminosidade do sol era um dos mais importantes estudos em sua arte, tanto que pintou um mesmo retrato cerca de 30 vezes para mostrar as diferenças que ela causava na paisagem.

Foi seu estilo que deu origem ao movimento Impressionismo, um dos mais consagrados na história da Arte.

Monet gostava especialmente de pintar paisagens e os tons do inverno, diferente de outros artistas que pintavam a neve como branco puro com cinza nas sombras, ele usava as cores cintilantes que via na verdade em um dia brilhante de inverno.

Foi o pintor holandês Johan Jongkind que transmitiu ao jovem Monet as muitas idéias sobre como pintar o mesmo tema sob diferentes luzes.

A pega, 1869 Museu d´Orsay

Nesse quadro de 1869, Monet acrescentou dourado, creme, limão e rosa onde a luz do sol penetrava obliquamente através das árvores, e azul, cinza e lilás nas sombras dos arbustos.

Monet era de certa forma, um rebelde, por que achava difícil se ater a regras, pintando como via e não como o mandavam fazer.

Monet encontrou eco de sua rebeldia em outros pintores que frequentavam o mesmo ateliê em Paris, como Renoir, Sisley e Bazille. Esses jovens artistas pintavam seus quadros com pinceladas rápidas, captando a cor e a luz, fazendo com que a forma convencional de se retratar a paisagem fosse totalmente desafiada.

Em 1870, Monet se casa com Camille e quando rompe o conflito entre França e Prússia, Monet abandona o País e a família e foge para a Inglaterra para não ter que se alistar no exército, infelizmente, seu amigo e pintor Frédéric Bazille se oferece como voluntário e morre no início do conflito.

Em Londres, Monet se encontra com os pintores Camille Pissarro e Alfred Sisley que também haviam fugido do conflito, juntos eles visitam galerias e museus estudando as obras de artistas como John Constable e Joseph Mallord William Turner. 


Monet pintou cenas da cidade londrina, parques e monumentos. 

Para Monet e seus amigos, a cor era o aspecto mais importante do trabalho, e até o século XIX os pigmentos que estavam disponíveis na época eram muito limitados, aos poucos foram surgindo novas técnicas químicas e de tingimento que ajudaram o pintor a descobrir novas cores.

Originalmente, as cores precisavam ser misturadas a partir do pó, o que limitava o trânsito dos pintores fora do ateliê, a medida que as tintas começaram a ser vendidas prontas e em embalagens de metal, os artistas começaram a sair para pintar a natureza in loco. 

Monet percebeu que a sombra nunca é só preto ou cinza, mas colorida. Notou também que a cor da luz altera a cor dos objetos, observando um monte de feno amarelo, ele percebeu que sob a luz diferente ele pode parecer dourado, azul ou mesmo vermelho. 

Em 1883, Monet e Renoir viajaram para o sul da França e para a Riviera Italiana em busca de inspiração.



Dessas viagens, podemos destacar Ruen na Normandia em 1892, onde Monet pintou a sua famosa série de telas sobre a catedral de Rouen sob diversas luzes do dia. 

Monet viajou para a Noruega em 1894-1895 para visitar um enteado e pintou algumas paisagens, assim como viagens para Madri, Veneza e breves estadias em Londres. 

Catedral em Rouen em plena luz do sol

Catedral de Rouen em outra condição climática


Paisagem norueguesa

Em 1900 Monet sofreu um acidente em seu jardim, ferindo um dos seus olhos, obrigando-o a parar de trabalhar por algum tempo. Esse incidente marca o início de inúmeras dificuldades com sua visão, em 1908 começou a perder a visão, em 1915 perdeu a habilidade de distinguir as cores, isso durou até 1923 depois de cirurgias e óculos especiais pôde obter certa melhora. 

Monet se preocupava muito com esses problemas de visão, já que dois de seus amigos artistas perderam a visão, Degas e Cassat. 



Monet passou seus últimos anos pintando seu lago, as ninféias e salgueiros, falecendo em 5 de Dezembro de 1926, aos 86 anos. 

Estação de trem em Sain Lazare

Rio Tâmisa perto do Parlamento 


Barco ateliê

Ponte de Argenteuil

Chegada do trem na estação Saint Lazare

Jardim do Artista em Vétheuil

Um comentário:

Pulha Garcia disse...

Belíssimo post, belíssima escolha. Também gosto de abordar a vida de alguns pintores no meu blog e já falei mais do que uma vez de Claude Monet. Felicidades para o seu.