segunda-feira, 18 de abril de 2011

Horácio


A vida de Horácio foi condizente com a expressão que ele mesmo criou Carpe Diem, tendo inúmeras oportunidades aproveitadas.

Filho de um escravo liberto, que possuía a função de receber o dinheiro público nos leilões, recebeu uma boa educação para alguém com suas origens sociais, graças aos recursos que seu pai conseguiu. Seus estudos literários de Roma foram completados em Atenas, onde estudou filosofia.

Se envolveu em lutas políticas e tomou com entusiasmo o assassinato de Júlio César. E depois de Brutus ter formado um exército para lutar em Filipos (42 a.C.), recebeu deste uma legião para comandar. Apesar da derrota obtida na batalha, pôde retornar à Roma graças a uma anistia do segundo triunvirato que permitia os adversários regressarem.

Mas apesar de ter conseguido a anistia, Horácio perdeu o que lhe restava dos bens paternos, tendo que trabalhar em Roma como escrivão, o que lhe permitiu divulgar seus primeiros versos, resultando em uma amizade com outro poeta romano, Virgílio.

Virgílio apresentou Horácio ao confiante ministro do imperador Augusto, Caio Mecenas. Este, por apreciar as qualidades e o talento de Horácio, se tornou amigo do poeta e o incluiu nos círculos literários. Graças à amizade entre Horácio e Mecenas, o poeta conquistou sua ascensão, visitando frequentemente o palácio imperial, se tornando também amigo do imperador. Horácio se tornou o primeiro literato profissional de Roma.

Mecenas ainda concedeu a Horácio uma casa de campo, próxima a Tibur, hoje Tivoli. Daí em diante Horácio dedicou-se totalmente à poesia, chegando a recusar o pedido de Augusto para ser seu secretário particular. Dessa forma passou o resto de sua vida, se dedicando às suas obras e gozando de visitas de amigos e intelectuais que iam até sua casa.

Morreu em 27 de Novembro do ano de 8 a.C., pouco tempo após a morte de seu amigo Mecenas. Horácio ficou conhecido como o deus da Poesia.

Epodos e Odes incluem poemas curtos em variadas métricas líricas, cujos temas se relacionam com amor e amizade, vinho, alegrias da vida no campo e mudanças de estações, a grandeza romana e o caráter do cidadão ideal.

Os poemas urbanos e inteligentes em Sátiras zombam suavemente das sandices e dos vícios dos homens. O poema II, é a famosa sátira da vida na cidade e no campo, conhecida como a fábula do rato da cidade e o rato do campo.

Principais Obras: 

  • Sátiras 
  • Epodos
  • Odes
  • Arte poética ou Epístola aos pisões
Texto: 501 Escritores/Wikipédia

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