terça-feira, 15 de março de 2011

31 poetas, 214 poemas


Antologia em nove línguas.

Conduzidos pelo poeta, tradutor, crítico e romancista Décio Pignatari, partimos dos hinos do Rig-veda, no século XVI a.C., e desembarcamos em pleno século XX, com Os versos a Lou, de Guillaume Apollinaire.

A natureza abrangente e díspar do livro só acentua o desafio que há no projeto desta antologia pessoal que, além de aproximar Oriente e Ocidente, transporta 31 poetas e carrega, na bagagem de Babel, 214 poemas escritos em sânscrito, grego, latim, chinês, provençal, inglês, italiano, alemão e francês.

O tradutor confirma mais uma vez sua versatilidade, revelando-se tanto um libertino da língua, na recriação das peças lírico-eróticas de Safo, Catulo e Marcial, como um "zemiótico", pela precisão vocabular empregada na tradução dos poetas da dinastia Tang.

Sobre Décio Pignatari :

Nasceu em Jundiaí, SP, em 1927, mas passou grande parte da sua vida em São Paulo, capital. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, todavia nunca exerceu essa profissão.

Em 1954 viajou para a Europa onde adquiriu conhecimento das novas tendências resultando no lançamento da Poesia Concreta no Brasil, em seu retorno, juntamente com os irmãos Campos, através da Revista Noigandres. Foi professor em diversas Instituições de Ensino Superior, tais como a USP, ESDI, PUC-SP e atualmente(2004) está lecionando há cinco anos para o Curso de Pós Graduação em Comunicação e Linguagens na Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba.

Suas principais obras, fora as contribuições em diversos jornais e revistas e suas crônicas de futebol, são: O rosto da memória (poesia concreta), Panteros (romance), Errâncias (memórias fotográficas), Poesia Pois é Poesia (poesia completa) e Céu de lona (peça teatral). Além disso, ainda tem publicações na área de comunicação e política.

Obra de referência. 

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