quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E o Sol também se levanta









Marcello Lopes

Com o término da 1° Guerra Mundial, Paris ainda se reestruturava e Hemingway soube como ninguém narrar usando metáforas a perda da inocência, a falta de perspectiva que atingia à todos.

Usando como cenário para seu romance, Paris e Pamplona durante o Festival de San Firmin, o jornalista norte-americano Jacob Barnes é o narrador da história, repórter em Paris que voltou impotente da Guerra, se apaixona por uma mulher de personalidade fraca, fútil chamada Brett Ashley que se envolve com diversos outros homens.

A guerra é retratada na forma como os personagens se mostram capazes de lidar com a sociedade pós-guerra que começa a florescer na Europa.

O uso dos estereótipos é bastante claro quando comparamos os personagens ao grupo de amigos íntimos de Hemingway, o autor usou suas idiossincrasias para construir uma narrativa vibrante e ao mesmo tempo amarga dos anos loucos pós-guerra.

Estamos em Paris, década de 20, os artistas americanos fogem do puritanismo da América e com o dólar valorizado pela quedo do franco encontram em Paris o refúgio perfeito para extravasar seus desejos e sua criatividade.

Nessa foto na cidade de Pamplona estão Hemingway (de bigode), Harold Loeb, Lady Duff Twysden, Hadley, Don Stewart e Pat Guthrie, após terem assistido a uma tourada, esporte que Hemingway conheceu através de Gertrude Stein.

Esses cincos amigos se tornaram modelos para os personagens de Hemingway em seu livro O Sol também se Levanta.

O Sol Também se Levanta retrata bem essa época de loucura e criatividade que Paris significou para centenas de artistas, escritores, ingleses ou americanos. 

Bienal do Livro no Paraná

1.ª Bienal do Livro Paraná que começa amanhã e segue até o dia 10 de outubro, acontece em um contexto no qual eventos similares multiplicam-se em todo o Brasil. De Manaus a Porto Alegre, feiras de livros se tornaram fonte de renda para os escritores brasileiros. Afinal, se a venda das obras, de modo geral, não garante o leitinho das crianças, a solução financeira, para quem escreve e publica, é participar de bate-papos remunerados.

Curitiba, uma das poucas metrópoles brasileiras onde feira do livro não vingava, dá sinais de mudança. Há poucos dias, a capital paranaense sediou a Semana Literária, no Paço da Liberdade Sesc Paraná.
Nomes relevantes do cenário da prosa dialogaram entre si e com o público. André e Sérgio Sant’Anna, Joca Terron, Nelson de Oliveira, Michel Laub e João Paulo Cuenca foram atrações que atraíram dezenas de interessados para o Salão de Atos, no terceiro piso do prédio histórico.
Agora, nesta Bienal, uma constelação de prosadores estará no palco do Café Literário para mais debates. O mesmo Cuenca, que falou para sete dezenas de curitibanos no Paço, retorna a Curitiba. 
Além dele, destaque para as participações de Eduardo Gianetti, Xico Sá, Marçal Aquino, Laerte, Ana Miranda, Sérgio Rodrigues e Marcelo Madureira. No dia 7, às 20h30, os jornalista Sandro Dalpícolo e Jorge Naroz niak, mediados por Heri velto Oliveira, falam sobre os 50 anos da RPCTV.
A principal diferença desta Bienal, em relação, por exemplo, à Bienal do Livro de Curitiba, realizada no ano passado dentro do campus da Universidade Positivo, no Campo Comprido, é a localização. Desta vez, toda a programação, incluindo as atrações para os públicos infantil e infantojuvenil, terá como cenário as dependências do Estação Convention Center, dentro do Shopping Es tação, no centro de Curitiba.
“Esse é o nosso diferencial. Temos experiência em feiras do livro realizadas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. O nosso know-how é o que pode fazer desta bienal um sucesso”, afirma Tatiana Zaccaro, que atua na Fagga, empresa que está à frente da Bienal do Livro Paraná.
O eterno retorno
Ao conferir a relação de autores que estarão em cartaz na Bie nal, chama a atenção os nomes de Moacyr Scliar, Carlos Heitor Cony, André Vianco, Rubem Al ves, Arnaldo Bloch e Ruy Cas tro, que estiveram na feira do li vro de Curitiba em 2009 e participam de debates em todo o país, o que provoca, no público, uma certa sensação de “mais do mesmo”.
O curador do Café Literário, o jornalista Rogério Pereira, argumenta que a ideia foi oferecer uma programação variada, para atender a todos os públicos. “É importante ter nomes conhecidos. Não temos como fugir de alguns escritores que estão em evidência”, diz Pereira.
Expositores
No site da Bienal, há uma lista de expositores, mencionando dezenas de empresas editoriais, o que, em um primeiro momento, dá a entender que o evento foi muito prestigiado do ponto de vista comercial.
No entanto, 16 editoras, entre as quais Rocco, Record, Intrínseca, Sextante, Planeta, Ediouro, Leya, e Ática, não terão estandes próprios, mas encaminharam os seus livros para o espaço da Livrarias Curitiba que, com 270 metros quadrados, será um dos maiores da feira.
Serviço:
Bienal do Livro Paraná. Estação Convention Center (Av. Sete de Setembro, 2.775). De 1.º a 10 de outubro. 2ª a 6ª, das 9 às 22 horas. Sáb e dom, das 10 às 22 horas. R$ 8 e R$ 4 (meia).
Fonte: Caderno G

Arthur Penn



Morreu, na noite de da última terça-feira, aos 88 anos, em Nova York, o cineasta norte-americano Arthur Penn. O diretor era reverenciado por, entre outros trabalhos, ter dirigido o clássico Bonnie & Clyde– Uma Rajada de Balas. 
O longa-metragem sobre o famoso casal de criminosos, interpretados por Warren Beatty e Faye Dunaway, teria sido a primeira produção hollywoodiana a incorporar elementos estéticos propostos pela nouvelle vague francesa, como os cortes secos e uso da câmera no ombro. 
Lançado em 1967, apesar de contar uma história que se passa durante a depressão econômica nos Estados Unidos (1929-1930), é considerado extremamente moderno para os padrões da época em que realizado.

Nascido em 1922 na Filadélfia e filho de um relojoeiro, Penn começou a estudar Literatura, mas teve de abandonar a faculdade para lutar na Segunda Guerra Mundial. Depois, continuou os estudos na Itália (nas cidades de Perugia e Florença), antes de entrar no famoso Actor’s Studio, escola de atores de Nova York.
O sueco Ingmar Bergman foi seu cineasta mais admirado e, em alguns de seus filmes, Arthur Penn lança mão da precisão psicoanalítica de seu mestre na construção tridimensional e complexa dos personagens, sobretudo de heróis frustrados, um de seus temas favoritos.
Durante a Guerra, Penn montou espetáculos teatrais para entreter os soldados e, antes de fazer cinema, trabalhou para a emissora de televisão NBC. Essas raízes televisivas ficaram impressas em seus três primeiros trabalhos para o cinema.
O primeiro longa-metragem de ficção assinado por Arthur Penn foi Um de Nós Morrerá (1958), western intimista sobre caubóis dedicado ao herói-ladrão Billy The Kid.
Depois veio O Milagre de Anne Sullivan (1962), adaptação de uma peça de teatro de William Gibson sobre a educação de Hellen Leller, uma menina surda e cega. Por sua interpretação no papel de Anna, professora de Helen, Anne Bancroft venceu o Oscar de melhor atriz. Seguiu-se Mickey One (1965), uma parábola anti-macarthista com forte influência europeia.
Profundidade
O cinema de Arthur Penn ganhou profundidade com o longa Caçada Humana (1966), filme encomendado pelo produtor Sam Spiegel, com roteiro da escritora e dramaturga Lillian Hellman, sobre o clima de violência em um povoado do sul dos Estados Unidos.
Mas foi mesmo como Bonnie & Clyde– Uma Rajada de Balas que Penn chegou ao auge de sua carreira. Três anos depois, ele rodou Pequeno Grande Homem, estrelado por Dustin Hoffman e novamente por Faye Dunaway. O filme também teve boa recepção de público e crítica.
Entre vários longas irregulares e fracassados, Penn filmou dois de seus melhores e menos conhecidos títulos: Um Lance no Escuro (1975), um policial de cores eróticas estrelado por Gene Hackman; e Amigos para Sempre (1981), um relato sobre a juventude a partir do roteiro de Steven Tesich com claros componentes autobiográficos.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lost Girl


De todas as séries que eu assisto e baixo, uma das que mais me chamou a atenção foi LOST GIRL, mas não foi só pela beleza da personagem principal, Anna Silk, mas também pela temática mítica que os produtores resolveram abordar, as fadas.

Anna Silk

Mas antes que você pense em Sininho do Peter Pan ou algo mais ingênuo, é bom que se lembre que desde os tempos imemoriais houveram relatos de seres bons ou ruins dentro de florestas ou matas, espíritos protetores das árvores, dos animais e que assustavam ou protegiam seres humanos que entravam em seus domínios.

A palavra fada ou fairy em inglês, deriva de fay (fee em francês antigo), que por sua vez vem da raiz latina fata ou deusa do destino, esses seres viviam em grupos chamados faerie, entre a Terra e o Céu.

Foram divididos em seis tipos : ígneos (fogo), áereos, terrestres, aquáticos, subterrâneos e toda a classe de fadas e ninfas. Conhecidos por muitos nomes diferentes como gênios, faunos, sátiros, pucks, leprechauns, trolls, etc.

O mito da fada ou desses seres são característicos dos contos celtas, anglo-saxões, germânicos e nórdicos.

Explicado pelo menos sua origem (em outro post eu falo mais sobre esses seres) a série de tv divide os fays em duas ordens, a da luz e a da escuridão, tendo um local como ponto de equilíbrio ou neutro.

A personagem de Anna é uma fay do tipo Súcubo ( em latim succubus) chamada Bo, um ser em forma feminina que usa a relação sexual ou pelo menos a intenção para se alimentar da energia vital dos seres humanos.

O único problema é que Bo não sabe como controlar esse seu poder por ter sido criado por humanos e desde cedo foi ensinada que o sexo de qualquer tipo era sujo ou proibido.

Bo salva uma ladra chamada Kenzi de um possível estupro e acidentalmente mata o criminoso, sem ter como deixar Kenzi sozinha acaba levando-a para sua casa, onde pouco tempo depois as duas passam a ser amigas.



Logo são descobertas por uma dupla de detetives fays que trabalham disfarçados de humanos e são levadas ao conselho para que Bo possa se decidir qual lado ela escolherá, luz ou escuridão.

A série foca no personagem principal e na sua busca por respostas, quem são seus verdadeiros pais, como ela controla sua fome, e como ela lida com uma vida dupla.

Kenzi faz uma personagem que é ladra e inteligente, dando um tom humorístico à série.

A cada episódio vão sendo mostrados outros seres, alguns bons outros nem tanto, muitos fazem parte da mitologia das fadas.

Acredito que se os produtores não transformarem a série em um sex and city mágico, a série pode render bons episódios.




Texto: Marcello Lopes
Pesquisa Sobre Fadas : Guia Completo de Lendas Celtas
Fotos: Google

sábado, 25 de setembro de 2010

Lista de Livros - Os títulos que marcaram minha vida - parte 1


Rolou no Facebook um memê ou brincadeira (você escolhe o nome) em que deveríamos listar 15 livros em 15 minutos ou 15 álbuns em 15 minutos, e percebi que ao fazer essa lista muita coisa boa ficou de fora, muita coisa que influenciou minha vida e os famosos livros de formação.

Conversando com o Fernando que é livreiro aqui em BH, fomos lembrando aos poucos alguns títulos que ficaram de fora e sua importância em nossa vida.

Esse post é uma pequena referência à essas listas e livros. E sim, muitos ainda vão ficar de fora, como sempre.


  • Memórias de um cabo de vassoura
Meu primeiro livro na vida, li para a escola (não me lembro qual ano), mas lembro-me da história até hoje, Origenes Lessa escreveu boa parte dos títulos que eu li na minha infância e pré-adolescência.


  • Mistério do Cinco Estrelas
Meu primeiro livro de gênero policial/mistério, Marcos Rey também fez parte da minha vida pré-adolescente.


  
  • Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel 
Eu o li pela primeira vez com 16 anos e depois disso nada foi igual, nem mesmo meu sonho de ser um soldado em plena 2° Guerra pôde rivalizar com a fantasia de Tolkien, li anos mais tarde na revista Set que Peter Jackson estava na Nova Zelândia começando a produzir o filme e isso me fez ler novamente o 1° volume, seguido dos outros livros. Mais tarde, meses antes da estréia do filme no Brasil, eu e alguns amigos fomos passar o ano novo na praia e todos estávamos lendo o volume integral de Senhor dos Anéis em plena praia !!

Tolkien exerce uma influência muito grande em minha imaginação, o simbolismo de suas histórias é muito forte e perdura até hoje.



  • Germinal 
Um clássico francês de Émile Zola, Germinal é nome do 1° mês da primavera no calendário francês e Zola associa a idéia de sementes de plantas com as germinação de novas idéias e ideais na classe operária francesa escravizada e sem direitos da época.

Eu só li o livro após assistir o filme baseado no livro com um dos meu atores preferidos, Gerard Depardieu.

Já conhecia o nome de Émile Zola por causa de sua amizade com os pintores impressionistas, mas foi só depois do filme que tive contato com sua obra. 


  • Ivanhoé 
Romance de Walter Scott sobre a história medieval da Inglaterra no século 18, conta sobre as aventuras de um nobre cavaleiro que participa da guerra entre saxões e normandos, e tem como pano de fundo as intrigas de João Sem-Terra para destronar o rei Ricardo Coração de Leão.

Foi meu primeiro romance medieval.

  • Nome da Rosa 
Meu primeiro romance de Umberto Eco, e novamente li após assistir o filme com Sean Connery.

A história se passa na Baixa Idade Média onde estranhas mortes ocorrem em um mosteiro beneditino na Itália.

Em 7 dias 7 monges são encontrados mortos com os dedos e a língua roxos, e a chegada de um monge franciscano para investigar o caso mostra a competição entre as diversas ramificações dentro da própria Igreja ao se instalar no monastério um tribunal da Inquisição.

O Nome da Rosa é uma narrativa sobre a vida monástica do século XIV, e o relato de acontecimentos heréticos dentro e fora do mosteiro, a imensa biblioteca mostrada no filme onde centenas de obras de sabedoria grega e latina eram conservados por poucos monges que tinham permissão para acessá-la me impressionou muito, talvez seja aí que começa o meu amor e desejo de ter um dia uma biblioteca em casa. 

O Nome da Rosa é uma expressão muitas vezes usada na Idade Média para traduzir o poder das palavras. 

Anos mais tarde, li novamente usando como ferramenta o Google para entender as diversas citações em latim e referências às obras desconhecidas para mim, foi uma nova experiência muito mais rica e satisfatória que a primeira leitura. 

Essa é a primeira parte da minha lista. 

Marcello Lopes

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alfredo Bosi



Falar sobre Alfredo Bosi é uma tarefa das mais agradáveis,esse descendente de italianos licenciado pela USP em Letras Neolatinas ( Português - Italiano - Espanhol e Francês) é um dos mais respeitados professor, editor e crítico de literatura do país. Edita desde 1989 a revista Estudos Avançados.


Em seus ensaios, entre o clássico consagrado do pensamento crítico História Concisa da Literatura Brasileira — Bosi não se limita a simples descrição de uma obra e de seu alcance sobre os leitores e sim ressaltar o valor e o papel dessa obra em diversos segmentos culturais, históricos e sociais.


Suas descrições não limitam a obra apenas como um objeto ou mercadoria descartável, mas transforma a obra em um tesouro a ser descoberto e compartilhado.


Obras : 

  • O Pré-Modernismo (1966)
  • História Concisa da Literatura Brasileira (1970)
  • O Conto Brasileiro Contemporâneo (1975)
  • A Palavra e a Vida (1976)
  • O Ser e o Tempo na Poesia (1977)
  • Araripe Jr. — Teoria, Crítica e História (1978)
  • Reflexões sobre a Arte (1985)
  • Cultura Brasileira, Temas e Situações (1987)
  • Graciliano Ramos (1987)
  • Céu, Inferno: Ensaios de Crítica Literária e Ideológica (1988)
  • Dialética da Colonização (1992)
  • O Enigma do Olhar (1999)
  • Brás Cubas em 3 versões (2006) 
  • Ideologia e ContraIdeologia (2010) 
  • Literatura e Resistência (2002) 


Formação escolar


Licenciado em Letras Neolatinas – Português, Italiano, Francês e Espanhol. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1955-1958).

Curso de Especialização em Filologia Românica e em Literatura Italiana na mesma Faculdade (1959-1960).

Bolsa de Estudos na Faculdade de Letras da Universidade de Florença – Cursos de Filosofia da Renascença (E. Garin), Literatura Italiana (W. Binni), História da Língua Italiana (Migliorini), Filosofia Geral (C. Luporini) e Estética (Pesce) (1961-1962).

Doutorado – Itinerário della Narrativa Pirandelliana. Universidade de São Paulo, 1964. Tese inédita.

Livre-Docência – Mito e Poesia em Leopardi. Universidade de São Paulo, 1970. Tese inédita.

Adjunto à disciplina de Literatura Brasileira, Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (1975).

Titular da disciplina de Literatura Brasileira, Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (1985).

Marcello Lopes

domingo, 19 de setembro de 2010

Goya


O crítico de arte Robert Hughes escreve sobre uma das figuras mais conturbadas da arte: Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828).


O crítico narra a vida do pintor espanhol, compartilhando biografia com a produção artística utilizando como pano de fundo o contexto histórico em que viveu: a transição do século XVIII para o XIX.


A Espanha ainda era um grande império colonial e resistia, com a ajuda da Inquisição, às idéias iluministas e libertárias vindas de outros países da Europa, sobretudo da França.


A análise de Hughes esclarece ao leitor como Goya conseguia criar suas obras e mesmo assim manter-se livre da repressão eclesiástica.


Dos primeiros trabalhos comissionados pela Igreja, passando pela extensa produção do pintor oficial da Corte, até as obscuras e enigmáticas Pinturas negras, as últimas do artista isolado pela surdez.



Goya foi um artista complexo: o funcionário público servil e dedicado à família real, que apesar disso teve de fugir para o exílio no fim da vida, o mestre dos retratos; o observador meticuloso de costumes, gestos e classes; o pintor satírico e indignado, crítico da guerra, da injustiça e da Inquisição; e o amargo cronista da loucura e da morte violenta. 


Com isso Hughes nos apresenta um pintor que tinha inúmeras facetas e que soube como poucos assimilar as lições de outras épocas como a neoclássica e a romântica e desenvolver à partir disso um estilo único.


Marcello Lopes
Fotos: Google

Séries de Tv


Como todo mundo sabe, eu sou um viciado em séries de tv, acompanho quase 13 séries :
  1. House
  2. Dark Blue
  3. Dexter
  4. True Blood
  5. Sons of Anarchy
  6. The Fringe
  7. Leverage
  8. Lost Girl
  9. Nikita
  10. Spartacus
  11. The Big Bang Theory
  12. V
  13. Human Target

E li na Folha de Sp a boa notícia de que muitas séries voltam esse semestre com episódios inéditos :
  • Dia 20 - Segunda-Feira-> House
  • Dia 23 - Quinta-feira -> The Big Bang Theory & The Fringe
  • Dia 26 - Domingo -> Dexter
  • Dia 1° - Sexta-feira -> Human Target

Agora é preparar o HD para baixar todos os episódios e torcer para que as novas temporadas de Spartacus e V comecem logo.

Marcello Lopes

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Luto



Morreu esta semana em Lisboa um dos fundadores do grupo Madredeus. Francisco Ribeiro, 45, morreu em consequência de um câncer no fígado, informa o site da revista portuguesa "Blitz"


Madredeus, um dos mais importantes nomes da música portuguesa das últimas décadas, foi formado em 1985 por Ribeiro, Teresa Salgueiro e Pedro Ayres.


O violoncelista deixou a banda em 1997 e afastou-se do público por mais de dez anos para se dedicar a estudos.


Em 2009, ele lançou o primeiro álbum solo.


O enterro será realizado nesta quinta-feira no cemitério dos Olivais, em Lisboa.


Folha de Sp

Rumo ao Nobel ?


A Fundação Biblioteca Nacional vai entregar nesta quinta-feira (16) o Prêmio Camões 2010 ao poeta Ferreira Gullar, no Rio de Janeiro.


Todo ano, a fundação vinculada a instituições culturais de Brasil e Portugal premia com 100 mil Euros os autores em língua portuguesa que tenham contribuído para o património literário e cultural do idioma.


Gullar foi escolhido em uma reunião realizada pelo júri do prêmio em maio deste ano, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.


A cerimônia acontece no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, às 17h. Estarão presentes o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, e o conselheiro cultural de Portugal, presidente do Instituto Camões, Adriano Jordão, além do acadêmico Murilo Melo Filho, da ABL.


Agora é torcer para que o poeta que tem recebido todos os prêmios possíveis possa ser lembrado no Nobel de Literatura, porque somente o Saramago como representante da língua portuguesa é muito pouco.


Marcello Lopes/Folha de Sp

Viagem à Itália




Goethe foi um pensador, escritor, poeta alemão, sendo um dos principais nomes da literatura alemã e do Romantismo Europeu.

Escreveu romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas de arte, literatura e ciências naturais.

Tornou-se famoso em toda a Europa com o livro Os Sofrimentos do Jovem Werther em 1774.

Nesse livro, cartas e diários de viagem foram traduzidos diretamente do alemão, mostrando o arrebatamento de Goethe pela paisagem italiana, viagens essa que o influenciaram muito em sua vida e suas obras.

Goethe foi para a Itália em 1786 por causa da sua insatisfação com o trabalho de funcionário público e por causa do fim de seu relacionamento, viajando sob um pseudônimo já que na época já era muito conhecido na Europa.

Goethe visitou Verona, Veneza até chegar em Roma onde fica até 1788 visitando nesse meio tempo Nápoles e a Sicília.

Na Itália o poeta conheceu as construções e obras de arte da antiguidade e do Renascimento, dedicando-se ao desenho e a poesia, nesse relato estão presentes a sensibilidade e a poesia desse que foi o maior escritor alemão de todos os tempos.


Marcello Lopes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Lançamento



“Como é belo um livro, que foi pensado para ser tomado nas mãos, até na cama, até num barco, até onde não existam tomadas elétricas, até onde e quando qualquer bateria se descarregou.

Suporta marcadores e cantos dobrados, e pode ser derrubado no chão ou abandonado sobre peito ou joelhos quando caímos no sono”.

Essa declaração de amor é a síntese de A memória vegetal (Record, 272 pp., R$ 39,90 - Trad. Joana Angélica D’Ávila), de Umberto Eco.
 
Com sutileza, humor e habilidade, Eco reúne reflexões sobre o antigo e fascinante mundo dos livros, a bibliofilia, a memória e a alegria da leitura e desmistifica a noção de que é preciso muito dinheiro para ser um colecionador.

Lista, ainda, os inimigos dos livros: brocas, cupins e a ignorância do homem e afirma que leitores digitais são apenas uma evolução.
 
Da memória orgânica, registrada e organizada pelo nosso cérebro, até o aparecimento da escrita, ele acompanha as mudanças na apreensão, e compreensão, do conhecimento. Os livros são os nossos anciãos, nossa memória vegetal. 

A memória histórica escondida entre parágrafos é a nossa própria memória, nossa capacidade de refletir. Um seguro de vida, uma pequena antecipação da imortalidade. Diante do livro, procuramos, mais que decifrar, interpretar. É através da memória vegetal do livro que podemos recordar não apenas nossas brincadeiras de infância, mas também as de Proust.
 
Paixões, desejos, sofrimento, alegria, tudo pode nascer da leitura e a leitura se torna um diálogo com alguém que não está diante de nós.

Um diálogo que a qualquer momento evoca lembranças e conhecimento, emoções e experiências, de outra forma perdidos.  

Hildebrando Moguiê Alves


Hildebrando Moguiê Alves, artista ítalo-brasileiro, nasceu em Paraisópolis, MG, Brasil, em 1954.


Estudou Belas Artes na UFMG, dedicando-se à pintura e ao desenho.


Em 1988 transferiu-se para Roma, onde viveu e trabalhou até 2003. 


Mudou-se para Lisboa, onde permaneceu até 2010, transferindo-se depois para Londres, onde vive atualmente.







Marcello Lopes

Por Onde você andou Robert ?





Robert é um adolescente que tem um problema nos olhos, de vez em quando manchas surgem em seus olhos e ele precisa esfregá-los.


Mas à medida que o tempo passa, essas manchas se transformam em imagens, como um sonho que ele vive acordado e sozinho.

Essas imagens vão se transformar em viagens para lugares totalmente diferentes e em épocas distintas.

Uma das manchas o leva à cidade soviética de Novossibirsk em plena rebelião popular em 1956 !!!

Em outra, ele está em Amsterdã no ano de 1621 e entre essas viagens Robert aprende sobre o mundo, sobre a vida e sobre si mesmo.

Vale a pena ler !!

Marcello Lopes

domingo, 12 de setembro de 2010

Resenha Filme


Assisti ontem esse bom filme de Kevin Spacey chamado Shrink que em português quer dizer psiquiatra.

Na trama Kevin é Henry Carter, um psicólogo de atores e ricos em Hollywood, seu livro está na lista de Best Sellers, ele tem uma bela casa, dinheiro, mas atrás de todo esse sucesso esconde-se um problema não resolvido que o leva ao segundo significado do título do filme.

Na trama há uma citação do escritor Norman Mailer que usa a palavra shrink com o significado de encolher/diminuir :

"I don't think life is absurd. I think we are all here for a huge purpose. I think we shrink from the immensity of the purpose we are here for."

Ou seja, a trama utiliza essa citação quando o personagem de Kevin Spacey se vê rodeado de problemas que ele não consegue resolver, ele se "encolhe" parando de se preocupar com sua aparência, com sua carreira, iniciando assim um caminho de auto-destruição com o uso excessivo de drogas e álcool.


Mas existe uma luz no final do túnel de Henry, seu pai (Robert Loggia) indica uma garota de baixa renda que está sofrendo de problemas psicológicos e precisa de orientação, e ao lidar com a realidade dessa menina Henry terá que enfrentar de frente seus próprios problemas.

Nesse filme que mistura em doses homeopáticas comédia (as cenas de Robin Williams,claro) com drama pelas situações que vive Henry e seus pacientes.

Se você gosta do trabalho de Kevin Spacey não vai se desapontar com esse filme, mas não espere um filme para concorrer ao Oscar, ele cumpre seu papel que é de entreter e nos deixar com a sensação de que Kevin Spacey é um ator de talento para qualquer papel.


Recomendo !!!!!

Marcello Lopes
Foto: Google