segunda-feira, 30 de agosto de 2010

1001 Discos para ouvir antes de morrer



Em 1001 Discos para ouvir antes de morrer, 90 jornalistas e críticos de música apresentam uma seleção de álbuns que abrangem desde as origens do rock'n roll nos anos 50 aos sucessos contemporâneos.

Cada álbum citado é contextualizado historicamente e os comentários sobre as músicas são acompanhados de curiosidades sobre as gravações, os bastidores ou a vida dos artistas.

Muita coisa resenhada nesse livro eu não conhecia, bandas indies e de rock pra lá de alternativo, baixei quase tudo que eu não conhecia e muitas me decepcionaram, tive poucas surpresas com esse livro.

Para minha felicidade existem algumas referências às minhas bandas preferidas, como Led, Jethro Tull e Live!.

Um livro agradável para se conhecer novos artistas mas não é necessariamente uma bíblia do assunto porque nem sempre mostra os grandes álbuns da história do rock.

Marcello Lopes

Lançamento Jorge Zahar


Neste livro, Bauman analisa algumas questões morais e políticas. Instigado pelas perguntas da jornalista e pesquisadora Citlali Rovirosa-Madrazo, o sociólogo fala, entre outros temas, da crise financeira mundial, do fundamentalismo religioso, e até de fenômenos como a engenharia genética e a clonagem humana.

O autor desenha o cenário do mundo e explica como se passa de uma sociedade de produtores para uma de consumidores. Nesse panorama, homens e mulheres, velhos ou jovens, se transformam numa verdadeira raça de devedores.

Notícias do Mundo Livreiro

1) O americano Nicholas Sparks, que entre anjos e vampiros cavou espaço para seus romances açucarados e hoje aparece em dose dupla nas listas de mais vendidos, com Querido John e A Última música, chega ao Brasil na primeira semana de dezembro para visitar Rio, São Paulo e Porto Alegre. Antes disso, a Novo Conceito publica outro título dele, Diário de uma paixão.

2) A Livraria Saraiva lançou, na sexta-feira, seu aplicativo de leitura e compra de livros para o iPad, tablet da Apple. O software grátis pode ser baixado na loja de aplicativos App Store. Ele dá acesso à livraria digital on-line da Saraiva, com 1.500 títulos nacionais e 160 mil livros estrangeiros.

A expectativa, segundo Marcílio Pousada, presidente da empresa, é atingir 5 mil livros brasileiros em 2010. O aplicativo da Saraiva para iPad é o primeiro entre as grandes redes de livrarias no país. Fnac e Livraria Cultura já comercializam livros digitais, mas as versões não são compatíveis com o aparelho. O aplicativo levou três meses para ser desenvolvido pela equipe da Saraiva e também funciona no iPhone.

3) O nova-iorquino James Patterson foi o escritor mais bem pago do mundo entre julho de 2009 e junho de 2010, segundo ranking publicado pela "Forbes". Com US$ 70 milhões pagos, o autor de suspenses como Dupla Cilada para Cross e 2ª chance já assinou contrato de US$ 100 milhões até 2013, que prevê a escrita de outros 17 romances.

De acordo com a coluna Painel das Letras, em seguida na lista da revista americana figuram Stephenie Meyer (US$ 40 milhões), autora de Crepúsculo; Stephen King (US$ 34 milhões), Danielle Steel (US$ 32 milhões), e, em quinto lugar, Ken Follett (US$ 20 milhões).

4) Morreu ontem (29), aos 91 anos, por falência múltipla dos órgãos, Dorina de Gouvêa Nowill. Cega desde os 17, foi uma das grandes responsáveis pela inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão na sociedade brasileira.

Percebendo, naquela época, a carência de livros em braille no Brasil, criou em 1946, com a participação de outras normalistas, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que mais tarde recebeu seu nome.

Foi presidente do Conselho Mundial para o Bem estar de Cegos, atual União Mundial de Cegos, e recebeu diversos prêmios e medalhas nacionais e internacionais ao longo de seus mais de 63 anos de trabalho à frente da Fundação.

Fonte: Publishnews

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

13 Porques



O que uma mentira pode fazer em uma vida ?

O que as pessoas podem fazer com um boato a ponto de transformá-lo em verdade absoluta ?

Essas são apenas as primeiras perguntas que são feitas quando se começa a ler o romance juvenil Os 13 Porquês de Jay Asher.

A personagem central do romance é a garota Hannah Baker, e ela está abrindo seu coração e sua vida para algumas pessoas e de uma forma curiosa, em gravações de fitas k7.

Diversas pessoas já ouviram sua história e dessa vez é a vez de Clay e ele nem imagina como essas fitas irão mudar sua vida e sua visão do colegial.

A história me pareceu bem juvenil no começo,mas trata de assuntos importantes como suicídio, maledicência e como as pessoas julgam as outras sem conhecê-las na verdade.

O colégio é uma fase difícil e que pode deixar marcas para toda uma vida, é isso que Clay e outras pessoas vão entender após ouvirem as fitas,mesmo por que a vida de Hannah nunca mais será a mesma.

Recomendo.

Marcello Lopes

sábado, 21 de agosto de 2010

Explicações para o sumiço...



Pelo cronograma eu não deveria escrever hoje aqui, mas meu novo trabalho está consumindo semanas inteiras em viagens, congressos e reuniões.

Passei a semana inteira em Salvador, no Bahia Othon Palace participando de um congresso sobre Licitações e Pregão Eletrônico representando a editora onde agora trabalho.

Um novo desafio surgiu e me tirou do ócio e da imobilidade, estou viajando freneticamente agora, terça-feira estarei em Curitiba no Congresso de Direito Administrativo durante a semana inteira.

Depois não sei onde estarei.

Se o ritmo continuar assim precisarei de um 3G.....

Até a volta, aproveitem para ler minhas resenhas ou sei lá, pra ler outros espaços.

Marcello Lopes

sábado, 14 de agosto de 2010

Fotografia



José Boldt é português, natural do Porto, dedica-se a fotografia desde 1983, realizou exposições em Paris e outras cidades européias.



Seu blog aqui.













sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Crimes do Mosaico

rimes 


Um romance policial com fundo histórico, na Itália do século XIV, o grande poeta Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia assume o posto de investigador para desvendar uma série de assassinatos.

Além do enigma a ser desvendado o poeta encontra dificuldades em lidar com o papa Bonifácio.

Esse é o primeiro de uma série de 4 títulos.

Marcello Lopes

Guerra Civil Espanhola



A Guerra Civil Espanhola estourou em 1936. Tanto Mussolini como Hitler enviaram soldados e armamentos para ajudar as forças de Francisco Franco, que tentavam derrubar o governo republicano.

A URSS e voluntários de diversos países, EUA inclusive, ajudaram os legalistas espanhóis. Franco depôs o governo espanhol e, em 1939, estabeleceu uma ditadura semelhante à existente na Alemanha e na Itália.

Alguns historiadores referem-se à guerra na Espanha como o campo de provas da Segunda Guerra Mundial, pois nela os alemães, os italianos e os soviéticos testaram armamentos e táticas militares.

A Espanha foi convulsionada pela guerra civil que deixou meio milhão de mortos. Concluída há 70 anos, a luta dos republicanos contra os nacionalistas do general Franco.


Aproximadamente 60 mil pessoas, de 53 diferentes nacionalidades, se alistaram nas Brigadas Internacionais, um grupo de apoio aos defensores da República. Os brigadistas perderam a luta para Franco, que tinha mais homens e armas, mas tornaram-se exemplo de sacrifício por uma causa.

Um grupo de 15 brasileiros esteve lá. Vários deles tiveram participação marcante.

Esses soldados eram jovens que, em 1935, haviam participado da Intentona Comunista, a mal sucedida tentativa de golpe contra o governo Getúlio Vargas. Em 1937, eles foram para a Espanha. Saíram de diferentes locais, com destinos variados.



Em 1938, quando os brigadistas foram desmobilizados, começou uma nova aventura para os brasileiros. Vários ficaram em campos de concentração na Argélia e na França. Os que voltaram para casa foram presos. Com o tempo, suas experiências ficaram esquecidas.

Hoje todos os veterenos estão mortos e apenas dois deles, Apolônio de Carvalho e José Gay da Cunha, escreveram memórias, os livros Vale a Pena Sonhar e Um Brasileiro na Guerra da Espanha.

Vindos de todos os lugares, os brigadistas atuaram na base do improviso, apesar do apoio da União Soviética, os armamentos usados pelas Brigadas eram ultrapassados. Muitos soldados usavam canhões da Primeira Guerra Mundial.


Em geral, os voluntários eram operários. Mas os artistas fizeram a fama do grupo. O escritor George Orwell, por exemplo, foi ferido no pescoço.

Em 1996, o governo espanhol cumpriu uma promessa feita 60 anos antes: todos os brigadistas ainda vivos receberam cidadania espanhola. Foi o caso de quatro brasileiros.

Brigadistas que falavam idiomas parecidos lutavam juntos. Vários brasileiros foram incorporados ao Batalhão Garibaldi, formado por italianos e espanhóis.

Nacionalistas

  • 600 mil homens
  • 600 aeronaves
Republicanos

  • 450 mil homens
  • 350 aeronaves
Brigadas Internacionais

  • 60 mil pessoas
  • 53 nacionalidades
Em julho de 1938, as forças republicanas fizeram uma travessia surpresa em um trecho do Ebro, o mais volumoso rio espanhol. Durante os 100 dias seguintes, o Exército de Franco perdeu 30 mil homens, mas conseguiu matar 60 mil inimigos.

Terminava assim, em tragédia, a última grande ofensiva das Brigadas Internacionais. Considerada por muitos historiadores como o conflito mais decisivo da Guerra Civil Espanhola, a batalha do Ebro contou com a participação de dez brasileiros.

Nesse dia, o tenente pernambucano David Capistrano usou uma metralhadora para imobilizar os inimigos tempo suficiente para que seus homens batessem em retirada. Outra batalha que ficou marcada pela participação decisiva de um brasileiro foi a de Piedras de Aolo, quando o tenente gaúcho Hermenegildo de Assis Brasil lançou mais de 100 granadas de mão para repelir quatro assaltos consecutivos.

Entre os compatriotas promovidos, destaque para Apolônio de Carvalho, que começou como capitão, alcançou a patente de coronel e chegou a comandar batalhões. Dois brasileiros morreram na Espanha.

Um deles foi o piloto Eneas Jorge de Andrade. O outro, Alberto Besouchet, é uma possível vítima de fogo amigo. Pouco depois de chegar à Espanha, no primeiro semestre de 1937, ele desapareceu em Barcelona, durante um confronto entre dois grupos de brigadistas. Há suspeitas de que ele tenha sido fuzilado. "A morte do tenente ocorreu em condições ignoradas", afirma Paulo Roberto de Almeida, diplomata e pesquisador do assunto.

Fonte: Revista História
Fotos: Google

sábado, 7 de agosto de 2010

O Corvo



Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,

Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,

Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho

E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."


Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia

A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora

Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,

E que ninguém chamará jamais.
E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido


Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada

Que bate a estas horas tais.

É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minhalma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.

Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,

Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:

Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.

Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.

Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.

Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.

Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.

Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,

Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.

Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!

Perderei também este em regressando a aurora."

E o Corvo disse: "Nunca mais."
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado

Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo

Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.

Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado

Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?
"E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.

Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."

E o Corvo disse: "Nunca mais."
E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora

Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

Edgar Allan Poe

Tradução de Machado de Assis

Literatura



O que Lost, Indiana Jones e House tem em comum ?

Simplesmente a influência desse autor que viveu muito pouco, mas criou e produziu muito, Edgar Allan Poe.

Sua idéia de um detetive ou alguém se dedique a descobrir um caso usando apenas o intelecto é usada em milhares de séries e filmes ao redor do mundo.

Aos 17 anos lança seu primeiro livro, Tamerlão e outros poemas, depois em 1838, publica A narrativa de Arthur Gordon Pym, em 1841 escreve Os crimes da Rua Morgue onde seu personagem mais conhecido aparece pela primeira vez, o detetive M.Dupin.

Em 1843, escreve O corvo, um poema que narra a visita de um corvo à um homem melancólico que havia perdido a mulher.

Esse poema tem influenciado uma série de escritores e poetas ao longo dos séculos, para se ter uma idéia de sua força, Baudelaire fascinado pelo trabalho de Poe, traduz para o francês seus trabalhos e publica textos críticos influenciando Mallarmé e todo o movimento surrealista.

Júlio Verne, Conan Doyle, Dostoiévski, Valéry, Fernando Pessoa e Machado de Assis são escritores que cultuam suas idéias, admiram suas criações e o utilizam como modelo em suas obras.


Além do Corvo, Poe escreveu inúmeros contos de terror que influenciaram todas as artes, como Berenice, A queda da casa de Usher, O Poço e o pêndulo, O Retrato Oval. 

Em seus contos, Poe se concentrava no terror psicológico, vindo do interior de seus personagens ao contrário dos demais autores que se concentravam no terror externo, no terror visual se valendo apenas de aspectos ambientais.

Geralmente, os personagens sofriam de um terror avassalador, fruto de suas próprias fobias e pesadelos, que quase sempre eram um retrato do próprio autor, que sempre teve sua vida regida por um cruel e terrível destino.

Nenhum de seus contos é narrado em terceira pessoa, desse modo, vê-se como realmente é sempre "ele" que vê, que sente, que ouve e que vive o mais profundo e escandente terror.

São relatos em que o delírio do personagem se mistura de tal maneira à realidade que não se consegue mais diferenciar se o perigo é concreto ou se trata apenas de ilusões produzidas por uma mente atormentada.

O personagem M.Dupin aparece em 3 contos, Os crimes da Rua Morgue, O mistério de Marie Rogêt e A Carta Furtada.


Dupin é o protótipo de todos os grandes detetives da literatura contemporânea, esquisito, fora dos padrões de uma sociedade, se vale de um amigo para acompanhar o caso, a solução de enigmas utilizando a análise.

Obras para Download:


Contos

  • A Máscara da Morte Escarlate
  • Berenice
  • Wlliam Wilson
  • A Queda da Casa de Usher
  • O barril de Amontillado
  • O Gato Preto
  • O Poço e o Pêndulo
  • O Retrato Oval
  • Silêncio
  • Sombra
  • Leonor
  • Coração Denunciador
  • Uma Descida no Maelstrom
  • O Caixão Quadrangular
  • O Rei Peste
  • Os Crimes da Rua Morgue
  • Revelação Mesmeriana
Poemas


  • O Corvo
  • A Cidade do Mar
  • Annabel Lee
Essas obras estão disponíveis para download aqui

Texto: Marcello Lopes/Spectrum Gothic
Fotos: Google

Batalha de Stalingrado



A maior batalha da 2° Guerra Mundial.

A batalha de Stalingrado, marcou o início do fim da guerra para os alemães,
no dia 2 de fevereiro de 1943 o último foco de resistência alemã se entregou aos soviéticos.

Entregues aos soldados vermelhos estava 24 generais, 2.500 oficiais e 90 mil soldados.

A Batalha de Stalingrado contou com a participação de 5 exércitos, 2 alemães, 2 romenos e 1 italiano, foram 32 divisões totalmente destruídas, 3 brgadas e mais de 1 milhão e meio de mortos.

Foram 3.500 tanques destruídos, 3 mil aviões e 75 mil viaturas perdidas, bem como 12 mil peças de artilharia e morteiros destruídos.

Com a derrota, os alemães não concluíram a conquista completa do Cáucaso e nem conseguiram se unir através do sul da antiga URSS com as tropas do marechal Rommel que haviam chegado ao Egito em 1942.


O plano incluía também o encontro das forças com os japoneses no Oceano Índico para ajudar na invasão da Índia.


O erro de estratégia alemão foi abrir uma guerra no front russo sem antes derrotar de forma completa os britânicos que estavam isolados na Europa e não contavam com o apoio americano, os nazistas já haviam conquistado a frente Ocidental ( Noruega até os Pirineus), incluindo a ocupação em Paris.

Hitler resolveu atacar a URSS para garantir o abastecimento de suas tropas com cereais da Ucrânia e o petróleo do Cáucaso.

Nos primeiros meses de invasão da frente oriental, os alemães obtiveram resultados espetaculares conquistando diversos países bálticos ajudados pelos aliados finlandeses, húngaros, romenos e italianos.

Após essa sucessão de vitórias, os alemães invadem Leningrado, a 2° maior cidade russa, depois tomam Minsk em menos de um mês, Smolensk cai em seguida, com um total de 600 mil prisioneiros.


No lado Sul, os alemães capturaram Kiev, depois Odessa, Vyasma.

Em todas essas batalhas o número de prisioneiros chegou a 1 milhão e 800 mil soviéticos.

Em dezembro forças nazistas chegam aos arredores da capital russa em pleno inverno, e enfrentaram a contra-ofensiva soviética com tropas russas descansadas e bem alimentadas.

A Batalha de Moscou se tornou o prenúncio do desastre alemão, quando os russos fizeram o ataque aos alemães, estes estavam despreparados para o rigoroso inverno russo, sua divisão panzer estava inoperante e suas linhas de apoio estavam muito afastadas da cidade.

A importância de Stalingrado é que a cidade era uma importante ponte de comunicações entre a parte européia da Rússia e a Ásia Central, por ali se estendiam estradas que uniam as regiões centrais do país com o Cáucaso onde se escoava todo o petróleo de Baku.

O escritor soviético Konstantin Simonov (1915-1979) deixou o seguinte relato sobre o cenário de Stalingrado: “todas as casas da cidade queimavam e durante a noite a fumaça delas se espalhava no horizonte. Dia e noite a terra era sacudida por milhares de bombas e pela barragem da artilharia.

Os destroços provocados pela explosão das bombas espalhavam-se pelas ruas e o ar achava-se tomado pelo silvo dos projéteis, mas em nenhum momento o bombardeio parava. Os que a cercavam tentavam transformar Stalingrado num inferno na terra. Mas era impossível ficar-se inativo – era preciso lutar, defender a cidade apesar do fogo, da fumaça e o do sangue. Esta era a única maneira que se poderia ficar vivo, era a única maneira que se tinha de viver.”


 
 
Entre 25 e 31 de julho, 32 navios e balsas foram afundados no rio.
 
A batalha começou sob pesado bombardeio da força aérea alemã a Stalingrado, com cerca de mil toneladas de bombas jogadas sobre a cidade e seus arredores,transformando-a quase em destroços, apesar de algumas estruturas de fábricas ainda sobreviverem e continuarem sua produção de guerra em turnos de 24 horas.
 
Stalin havia impedido os civis de deixarem o lugar, sob a premissa de que sua presença ali encorajaria ainda mais as forças soviéticas a defenderem-na, sendo postos a ajudar cavando trincheiras e fortificações defensivas em todo o perímetro urbano.
 
Em 23 de agosto, um forte bombardeio aéreo causou um grande incêndio, matando milhares de civis e transformando Stalingrado numa paisagem de repleta de destroços e ruínas fumegantes. Noventa por cento do bairro de Voroshilovsky foi totalmente destruído.
 
A impotente força aérea soviética foi esmagada pela Luftwaffe, perdendo 201 aviões no período de uma semana no fim de agosto.
 
Apesar de reforços aéreos trazidos, as perdas continuaram grandes durante o mês de setembro, fazendo com que a força aérea alemã tivesse o domínio completo dos céus sobre Stalingrado e regiões próximas, durante as primeiras semanas de combate.
 
A defesa inicial da cidade ficou com um regimento de artilharia antiaérea, composto por jovens mulheres voluntárias, sem treinamento específico de tiro para alvos terrestres.
 
Apesar disto, e sem nenhum apoio de outras unidades soviéticas, suas atiradoras continuaram em seus postos disparando contra os tanques panzers.
 
O comando da divisão panzer que as enfrentou, comunicou que foi necessário eliminar uma a uma até que todas as baterias estivessem destruídas. Neste começo da batalha, os soviéticos se valeram de milícias de trabalhadores que não estivessem diretamente envolvidos na produção de guerra.
 
Por algum tempo, tanques continuaram a ser produzidos nas fábricas e a ser tripulados por operários. Eles eram transportados direto da fábrica para a frente de combate, muitas vezes sem pintura nem aparelho de mira do canhão.
 
 
No fim de agosto, o Grupo de Exércitos Sul havia finalmente atingido o Volga, ao norte de Stalingrado, seguido de outro avanço pelo rio até o sul da cidade.
 
No começo de setembro, os soviéticos podiam apenas reforçar e realimentar suas tropas dentro da cidade por perigosos caminhos ao longo do Volga, sob constante bombardeio aéreo e de artilharia terrestre alemã.
 
Em 5 de setembro, dois exércitos soviéticos organizaram um ataque maciço contra o Panzerkorps – as divisões blindadas nazistas, mas foram contidos pela Luftwaffe, que bombardeou a artilharia soviética de apoio ao ataque e as linhas defensivas. Dos 120 tanques usados na ofensiva, 30 foram perdidos nos bombardeios.
 
Nos dias seguintes, ataques de Stukas alemães ajudaram a destruir mais tanques russos da contra-ofensiva blindada soviética.
 
Na cidade em ruínas, dois exércitos russos estabeleceram suas linhas de defesa entre casas e fábricas destruídas, numa luta dura e desesperada.
 
A expectativa de vida de praças recém-chegados à batalha era de menos de 24 horas e a dos oficiais, três dias.
 
Em 27 de julho, Stalin havia baixado uma ordem geral, Nº 227, decretando que todos os comandantes locais que ordenassem uma retirada não-autorizada em sua área devessem ser levados imediatamente a um tribunal militar. O slogan soviético era: "Nem um passo atrás". Isto fez com que o avanço alemão para dentro de Stalingrado lhes custasse pesadas baixas.
 
A doutrina militar alemã era baseada no principio do combate com forças armadas combinadas e uma cooperação próxima e conjunta dos blindados, infantaria, engenharia, artilharia e bombardeio aéreo do solo inimigo. Para conter isto, os soviéticos adotaram a tática de simplesmente se colocar nas linhas de frente o mais próximo que fosse fisicamente possível, escapando o máximo que pudesse da artilharia e bombardeios aéreos, geralmente feitos às suas costas.
 
Isto fazia com que as tropas alemãs tivessem que avançar por seu próprio risco num combate corpo a corpo. Combates cruéis aconteciam em cada rua, sótão, fábrica ou porão de cada casa ou construção.
 
Os alemães brincavam amargamente com isso, ao dizerem que capturavam uma cozinha, mas ainda lutavam na sala de estar. A estação de trem de Stalingrado mudou de mãos quatorze vezes em seis horas de combates.
 
A luta na proeminente colina Mamayev Kurgan, que se ergue sobre a cidade, era particularmente sem piedade. A posição mudava de mãos diversas vezes.
 
Durante um contra-ataque soviético, eles perderam uma divisão inteira de 10 mil homens num único dia, a 13ª Divisão de Guardas de Rifle, que matou um número aproximado de inimigos alemães.
 
 
Em 1944, durante o começo da restauração da cidade, dois corpos foram encontrados na colina, um alemão e um soviético, que, aparentemente haviam matado um ao outro simultaneamente a golpes de baioneta no peito e que haviam sido sepultados por tiros de artilharia na colina.
 
Quando os alemães finalmente tomaram a posição, apenas quarenta corpos soviéticos foram encontrados, apensar do número muito maior de combatentes estimado por eles, devido a ferocidade e a demora do combate, que perdurou por semanas. Todos os grãos estocados foram queimados pelos soviéticos quando se retiraram.
 
Em outra parte da cidade, um pelotão de soldados sob o comando do sargento Yakov Pavlov, transformou um edifício de apartamentos numa fortaleza impenetrável. O prédio, mais tarde conhecido como a "Casa de Pavlov" dominava uma praça no centro da cidade.
 
Seus soldados a cercaram com minas, montaram metralhadoras nas janelas e selaram as janelas no porão para melhor comunicação.
 
Eles não tiveram substituição nem reforços por dois meses e agüentaram a posição até o fim do conflito. Muito tempo depois, o general Chuikov brincava que talvez mais alemães tenham morrido tentando capturar a Casa de Pavlov que tentando tomar Paris.
 
Após cada onda de ataques, durante todo o segundo mês da batalha, os russos tinham que sair do prédio e chutar e empurrar as pilhas de corpos dos alemães mortos, de maneira a que a linha de tiro para a praça das metralhadoras e armas antitanques ficasse livre. Após a batalha, o sargento Pavlov recebeu a medalha e o título de Herói da União Soviética, maior condecoração militar da URSS, por sua bravura e heroísmo.
 
Sem possibilidade de vitória rápida à vista, os alemães começaram a transferir artilharia pesada para a cidade, incluindo o gigantesco canhão de 800 mm, transportado por estrada de ferro.
 
Os alemães, entretanto, não fizeram grandes esforços para mandar tropas através do Volga, permitindo aos soviéticos instalar um grande número de baterias de artilharia ao longo do rio, que continuava a bombardear as posições alemãs. Os russos, na cidade, usavam as ruínas resultantes destes bombardeios como posições de defesa. Os panzers se tornavam inúteis no meio de montes de destroços que chegavam a formavam pilhas de oito metros de altura e eram varridos pela artilharia antitanque inimiga.
 
Franco-atiradores soviéticos fizeram história na Batalha de Stalingrado, ao usarem as ruínas para infligir pesadas baixas entre as tropas alemãs. O mais bem sucedido e famoso deles – que viria a ter suas façanhas contadas em livros e filmes – foi Vasily Zaitsev.
 
 
Zaitsev teve creditadas 242 mortes confirmadas durante a batalha e um total geral de mais de 300. Ele fixava uma mira Mosin-Nagant a um rifle antitanque de 20mm, que facilmente penetrava os capacetes dos alemães, causando dezenas de mortes por tiros certeiros na cabeça.
 
 
A história de Zaitsev foi contada no filme Círculo de Fogo ou Enemy at the Gates com Jude Law, Joseph Fiennes.
 
Texto e pesquisa: Marcello Lopes/Wikipédia
Fotos: Google

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Morte de alguém


Publicado em 1911, é considerado um grande livro da literatura francesa, onde o autor cria um anti-herói chamado Jacques que nos primeiros capítulos duvida da sua própria existência, mas que aos poucos desperta atenção em diversos personagens apresentando-os à uma série de acontecimentos, pensamentos e situações que como uma vibração vai expandindo-se em círculos e atingindo todos.

O livro se encontra esgotado na Editora Record.

Texto: Marcello Lopes
Foto: Google

Jules Romains


Jules Romains foi poeta, dramaturgo e jornalista francês nascido em Saint-Julien-Chapteuil, departamento do Haute-Loire, fundador, junto com o poeta Georges Chennevière, do unanimismo, movimento que associava a crença numa fraternidade universal ao conceito psicológico de consciência de grupo.

Filho de um professor, lançou (1905) o manifesto unanimista, proclamando os escritores a trabalharem, nos planos lírico e épico, em busca das emoções unânimes do homem contemporâneo.

Entrou na École Normale Supérieure (1906), em Paris, onde estudou ciências naturais e filosofia. Como poeta e escritor de peças teatrais adotou o pseudônimo, mais tarde legalizado,de Jules Romains, posteriormente destacou-se também como escritor em prosa.

Refugiou-se nos Estados Unidos até o fim da guerra, durante a ocupação alemã da França (1940), quando voltou a Paris, cidade onde ficaria até sua morte. Uma de suas obras mais populares foi a peça Knock, ou le triomphe de la médecine (1923), sátira que aborda, na tradição de Molière, o poder obtido pelos médicos sobre à credulidade humana.

Tornou-se membro da Academia Francesa (1946) e entre poemas, peças e romances, suas mais renomadas publicações foram La vie unanime (1908), Mort de quelqu'un (1911), Knock (1923), Les Hommes de bonne volonté (1932-1946), Éros de Paris (1932), Le Crime de Quinette (1932) e Verdun (1938).


Foto: Google

O Milagre da blogsfera


Por John Brant, da INC.

Em janeiro de 2009, a crise econômica mostrava sua face mais opressiva. Por toda parte, o que se via eram negócios fechando as portas e funcionários antigos perdendo seus empregos. Era um fim de tarde quando parei na livraria do meu bairro em Portland, estado de Oregon, para pegar alguns livros que minha mulher precisava para um curso. Eu era o único cliente. O silêncio parecia assustador. "Como vão as coisas?", perguntei à proprietária, Roberta Dyer, enquanto ela recebia o meu pagamento. Eu era um cliente habitual da Broadway Books havia mais de uma década, mas há meses não entrava na loja. Roberta fez uma pausa antes de responder, e imaginei o pior. "Nosso ano foi péssimo", admitiu. "Mas, em dezembro, aconteceu um milagre."

Há 17 anos, Roberta enfrentava com coragem o desafio de manter a loja aberta, mesmo diante da concorrência das franquias e das livrarias on-line. Nunca pensei nela como alguém que acreditasse em milagres. Por isso, ao ouvir sua resposta, imaginei que ela ainda estivesse abalada pelos fatos do ano anterior.

Qualquer que fosse o golpe de sorte que havia salvado a livraria - uma herança de família, uma doação de um cliente ou outro fato inesperado, o mais provável era que ainda estivesse muito emocionada para pensar claramente.

Eu estava enganado. A história que ela me contou a seguir era absolutamente surpreendente. Não é todo dia que as novas tecnologias, consideradas as destruidoras das antigas tradições, colaboram para manter de pé dois pilares da velha cultura - os livros e a tradicional loja de bairro, comandada pelo dono. Mas não era só isso.

O que eu ouvi de Roberta Dyer era uma história sobre uma mãe e um filho que se conectaram, apesar de sua diferença de gerações; sobre blogs, burritos e tempestades de neve; e sobre o poder de resistência quase místico das pequenas empresas locais. Só o cético mais insensível não chamaria aquilo de milagre.

Tudo começou na manhã de 8 de dezembro de 2008, durante a temporada de compras de fim de ano, quando a Broadway Books normalmente alcança 25% de suas vendas anuais. Sentada atrás do balcão de sua livraria vazia, cercada de pilhas de livros não vendidos, Roberta percebeu que o seu faturamento estava prestes a desabar. Ela havia aberto a livraria em 1992, depois de passar duas décadas trabalhando para uma loja de departamentos. Quando eu me mudei para o bairro, no ano seguinte, a Broadway Books já estava estabelecida. Era pra lá que os moradores do bairro se dirigiam quando queriam encontrar um bom livro.

Foi assim até setembro do ano passado. Mas aí tudo mudou. "Comecei a ver um olhar triste nas pessoas", lembra Roberta. "Era como se elas tivessem perdido a fé nas coisas mais básicas. Ninguém comprava mais nada nas lojas do bairro." Os meses de outubro e novembro foram igualmente sombrios. Diante dos maus resultados do início de dezembro,Roberta começou a perder a fé: talvez fosse mesmo hora de fechar as portas. Antes de tomar qualquer decisão, porém,decidiu ligar para o filho.

Precisava dizer a ele que não encontrara aquele livro de música encomendado havia alguns meses. Mas, acima de tudo, precisava ouvir a voz do único filho.

Aaron Durand, de 28 anos, estava em seu trabalho, numa empresa de calçados Birkenstock USA em Novato, na Califórnia, quando recebeu a ligação.

"Não consegui aquele livro para você", disse ela. "Tudo bem", respondeu o filho. "Não tenho pressa." Ela insistiu. "Você não entendeu, eu não posso te ajudar. Meus distribuidores não trabalham com essa editora. Você vai ter de entrar on-line, fuçar um pouco e encomendar o livro." Estranhando o tom desanimado da mãe, Aaron perguntou: "Está tudo bem com você?". Ela disse apenas: "Sinto muito, filho, não posso te ajudar". Encafifado, Aaron mandou um e-mail para o pai. "O que está acontecendo com a mamãe?" Foi David Durand quem deu a notícia ao filho: a Broadway Books ia fechar suas portas.

Aaron ficou atônito. Ele tinha 12 anos quando sua mãe abriu a loja. Roberta era tão dedicada à livraria que a família costumava dizer que ela era sua filha. Perdê-la seria um golpe terrível. Sem pensar, Aaron abriu o laptop, entrou em sua página no Twitter e começou a digitar: "Se você estiver em Portland, pode me fazer um favor? Compre um livro na Broadway Books. Não, espere, compre 3...". Ele costumava entrar no Twitter para contar aos amigos que música estava escutando ou falar sobre minigolfe. Mas, naquele momento, as palavras vieram com mais força. Aaron teve uma inspiração, e completou: "...e eu lhe pagarei um burrito na próxima vez que for à cidade", digitou.

Durand e seus amigos usavam burritos (o famoso prato mexicano) como um código. Era mais simpático dizer: "Eu te pago um burrito", do que: "Eu te devo 5 dólares". Ele não sabia por que havia associado os burritos às dificuldades de sua mãe, mas gostou do resultado final. Depois, decidiu que seu blog, chamado Everydaydude, também precisava entrar nessa batalha. O site recebia pouco mais de 20 acessos por mês, mas ainda era a melhor ferramenta que ele tinha à disposição.

Naquele dia, escreveu: "A loucura que é a nossa situação econômica não estava me incomodando. O dono da empresa onde eu trabalho havia dito que não ia demitir ninguém. Não tenho ações, nem sequer sei como comprá-las. Vivo um dia de cada vez e gosto que seja assim. Então, foi preciso levar um tapa na cara para acordar. Isso aconteceu comigo ontem, e eu despertei."

Aaron continuou digitando, contando a história da mãe e explicando a importância da Broadway Books, tanto para a comunidade de Portland quanto para Roberta. Contou como havia descoberto que a loja estava em dificuldade. Confessou que quase havia chorado, mas disse que o desespero havia sido substituído pela raiva, e finalmente por uma decisão. "Então, vai ser assim.

Vou estar em Portland de 15 a 19 de janeiro de 2009. Encontrem-me no Cha Cha Cha, no dia 16 de janeiro, às seis da tarde. Se você tiver um recibo da Broadway Books de mais de US$ 50, eu te pagarei um burrito. Passe isto adiante.

Ganhe um burrito grátis! Apoie as empresas locais! Saia da internet!" Aaron fez uma pausa. Ele não era um escritor, mas sabia que seu texto precisava de um final atraente. "As dificuldades econômicas vão desaparecer. Se você acha isso impossível, tente ver as coisas com mais otimismo.

Essa é uma virtude que aprendi com a minha mãe."

Depois de postar a mensagem, Aaron voltou ao Twitter a fim de colocar um link para o seu texto no blog. Seu raciocínio era simples: mesmo que apenas algumas pessoas comprassem na livraria, pelo menos seria um reforço psicológico para sua mãe. Ao entrar no Twitter, viu que sua mensagem havia sido retransmitida por um amigo de Portland. Depois disso, outros amigos "retwitaram" o texto. No total, a mensagem foi repassada 30 vezes.

A PROMESSA...



No dia 10 de dezembro, Aaron Durand prometeu pagar um burrito a todas as pessoas que comparecessem ao restaurante Cha Cha Cha, em Portland, no dia 16 de janeiro, com um recibo da livraria Broadway Books de mais de US$ 50.

A COBRANÇA...


No dia 16 de janeiro, diante de uma equipe de televisão local, Aaron e sua mãe pagaram 80 burritos e o restaurante bancou mais 40 para todos que compareceram. Algumas pessoas, porém, fizeram questão de pagar a própria conta.

Nos três dias seguintes, o Everydaydude recebeu três vezes mais visitantes do que o total dos dois meses anteriores. Amigos contaram a Aaron que haviam recebido e-mails de estranhos com um link para o seu blog. Nos escritórios da Nike e da Adidas em Portland, o texto de Aaron foi parar no e-mail de alguns funcionários, que o retransmitiram para toda a empresa.

Na agência de publicidade Wieden+Kennedy, em Portland, Jeff Selis, um antigo cliente da Broadway Books, recebeu um e-mail com um link para o blog de Aaron. Selis repassou a mensagem para toda a empresa. Em resumo: o pedido sincero de Aaron havia se tornado viral. Quem não estava colocando nenhuma fé nessa história era sua mãe. "Eu não sabia se era a favor daquilo tudo", diz Roberta. "Fiquei comovida com a atitude do meu filho, mas estava muito abalada com a situação da loja."

Um dia depois da publicação do texto no blog, a Broadway Books teve 12 vendas a mais que na mesma data no ano anterior. O crescimento se manteve nos cinco dias seguintes. Em vez dos clientes habituais da loja, geralmente de meia-idade, os novos clientes tinham 20 ou 30 anos: eram jovens desenhistas de calçados da Nike e da Adidas; pessoas que usavam gorros, fones de ouvido, bicicletas. Todas compraram pelo menos três ou quatro livros - ou seja, estavam atendendo ao apelo de Aaron. Roberta assistia àquilo tudo com surpresa e gratidão, mas não tinha esperança de que as coisas fossem realmente mudar.

Assim que a neve chegar, pensou, os clientes vão desaparecer de novo. A primeira tempestade de neve do ano aconteceu na segunda-feira, 15 de dezembro. O ar adquiriu um tom cinza, um vento ártico soprou e o gelo quebrou galhos de árvores e derrubou cabos de eletricidade. Ao ver as ruas cobertas de neve, Roberta teve certeza de que a festa havia acabado. Mal sabia ela que estava apenas começando.

Em busca de histórias com clima de Natal, a mídia de Portland decidiu apostar na história emocionante que envolvia livros, blogs e burritos. Um artigo sobre a batalha quixotesca de Aaron para salvar a livraria da mãe foi publicado na edição on-line de um jornal semanal.

Uma afiliada de uma rede de TV produziu uma matéria para o noticiário noturno. Enquanto isso, a neve cada vez mais alta impedia que os caminhões entregassem as encomendas da Amazon e de outras livrarias on-line. Dirigir era impossível, mas o Natal se aproximava e as pessoas precisavam comprar. Foi aí que caiu a ficha dos habitantes de Portland: por que não fazer a coisa certa e ir até a livraria do bairro?

Enquanto tudo isso acontecia, Aaron Durand, o autor da mágica, acompanhava o movimento de longe. "Fiquei surpreso com a reação das pessoas", diz. "Achei que meus amigos leriam meu blog, e talvez uns poucos comprassem alguns livros. Jamais imaginei que minha mensagem atingiria tantas pessoas." Ao fechar as contas de dezembro, Roberta percebeu que o impossível havia acontecido: ela havia vendido 7% a mais do que no ano anterior. Mais do que isso: dezembro de 2008 ficaria para a história como o melhor mês de vendas da Broadway Books de todos os tempos. "Ganhei o ano", diz Roberta. "Paguei todas as contas e ainda entrei no ano novo com folga para respirar."

Agora, só faltava Aaron cumprir o acordo que havia feito com a blogosfera e pagar um número desconhecido de burritos para todo mundo que aparecesse no Cha Cha Cha, em Portland. No dia 16 de janeiro, uma equipe de televisão compareceu ao local para registrar o grande evento.

Aaron e sua mãe pagaram 80 burritos e o restaurante preparou mais 40. O comparecimento foi pequeno, mas entusiástico: eram principalmente amigos de Aaron e de seus pais. A maioria dos convidados não fez questão de comer de graça, apenas participou da festa. E a equipe de TV conseguiu sua matéria comovente para o jornal da noite.

Terminadas as férias, o filho de Roberta Dyer voltou para São Francisco, na Califórnia, e retomou seu trabalho na Birkenstock USA, em Novato. Em sua primeira manhã de volta, Aaron foi chamado ao escritório do presidente da empresa. "Pensei que ele fosse me despedir, porque eu havia gasto tempo demais no projeto da Broadway Books quando deveria estar trabalhando", diz Aaron.

"Em vez disso, ele me deu parabéns e disse que tinha ficado impressionado com a maneira criativa como usei as redes sociais. Depois, me deu um aumento e me promoveu para o departamento de marketing da companhia."

Um mês depois da minha primeira visita, em fevereiro de 2009, retornei à Broadway Books. A livraria estava silenciosa. Um casal de meia-idade parou para fofocar e examinar os lançamentos, mas saiu sem comprar nada. "É assim que são as manhãs", disse-me Roberta. "Os negócios melhoram à tarde e durante o fim de semana. Domingo é nosso dia mais movimentado." Depois de uma breve pausa, ela continuou: "É claro que o que aconteceu em dezembro não salvou a livraria a longo prazo.

A reação do público ao blog de Aaron foi uma coisa isolada, e só funcionou porque não foi forçada ou premeditada. Mas serviu para lembrar às pessoas a importância das lojas de bairro.

Serviu para lembrar que o lugar onde você compra seus livros é importante. Por falar nisso, o que você está lendo?".

Infelizmente, tudo o que havia lido nos últimos meses era a seção de esportes do jornal, respondi. "Venha comigo", ela disse, com um brilho nos olhos. "Acho que tenho uma coisinha aqui que você vai gostar."

MILAGRE NA RUA PORTLAND


A QUEDA...


Entre setembro e novembro de 2008, Roberta Dyer viu o seu negócio chegar ao fundo do poço. Com as vendas em baixa e a livraria deserta, só restava à empresária fechar a Broadway Books.

O SALTO...

Depois que a livraria virou notícia na internet, os clientes voltaram com força total. Em dezembro de 2008, vendeu 7% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. Foi o melhor mês de vendas na história da loja.

-> Site da livraria aqui

-> Site de outra matéria sobre a livraria em inglês aqui

-> Essa matéria foi publicada pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios,aqui.

CRONOGRAMA TUDO QUE LEIO

Olá.

Estou tentando organizar minha vida, e com isso o blog também sofrerá algumas alterações.

Mas tô bem chateado por que as entrevistas que eu queria tanto postar aqui não deram em nada, quase ninguém respondeu meus e-mails e quase ninguém comentou, então vou postar apenas a da Lia que já tinha respondido e encerrar a questão.

Outra coisa, eu estou lendo 3 livros : Vôo do Flamingo e Os 12 porquês em formato e-book e Feios no formato original, assim que terminá-los publico a resenha.

Não irei escrever mais todos os dias aqui, preciso me focar em outros projetos como lançar meu livro de poemas, tenho toneladas de rascunhos pra revisar e de alguma forma criar um arquivo para os poemas mais antigos, estudar e trabalhar.

2° Feira - Resenha + Artes (Pintura - Cinema - Teatro - Arquitetura )

4° Feira - Notícias do mundo livreiro + biografia (e 1 resenha do livro do autor biografado )

5° Feira - Escrevo no Musicólatras Anônimos

6° Feira - Literatura (e 1 resenha sobre o autor do post) + História das Guerras ( 2° Grande Guerra e Medievais)

Marcello Lopes

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Literatura Inglesa - Teatro



Christopher Marlowe nasceu em 1564 e morreu em 1593, além de nascer no mesmo ano de Shakespeare, Marlowe foi um escritor de dramas que expressou bem a época em que viveu, foi contemporâneo da construção dos teatros londrinos .

Autor de peças como Dido, Rainha de Cartago, Tamburlaine, Tamburlaine - Segunda Parte, O Judeu de Malta, O Massacre em Paris, Eduardo Segundo,
Doutor Fausto, Hero e Leandro (a peça inacabada).

Foi o maior renovador formal do teatro do período com a introdução dos versos brancos, e uma influência forte sobre as primeiras obras de Shakespeare, de quem foi amigo.



Foi assassinado em uma briga em uma taverna aos 29 anos de idade.

Onde os velhos não tem vez



Cormac McCarthy é considerado um dos grandes escritores vivos pela crítica especializada, seus livros tem um pouco da mitologia do velho oeste, e suas narrativas ocorrem geralmente em um teritório árido povoado de personagens trágicos.

Como se decide o que sacrificar na vida?

Essa é a pergunta que motiva todos os personagens ao longo do livro, que é narrado pelo xerife Bell que se prepara para aposentar, mas que ainda se assusta com a maldade do homem.

O livro tem uma leitura bem fácil com bastante ação, já que uma ação no início do livro desencadeia uma dezena de assassinatos e perseguições.

Uma caçada humana entre um homem que encontra milhares de dólares no deserto entre traficantes mortos, um assassino de aluguel e o xerife.

Pelo personagem do Xerife, é passada a idéia de velhice, do desencanto do mundo, da fragilidade das relações sociais, dos outros personagens é possível perceber o questionamento quanto ao tráfico de drogas, violência, barbárie.


Foi feito um filme baseado no livro, o autor participou da produção ajudando no roteiro, com direção dos irmãos Coen e estrelado por Tommy Lee Jones, Jarvier Bardem e Woody Harrelson e Josh Brolin.

Marcello Lopes
Fotos: Google

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Invasão de Campo


Um livro fascinante para quem gosta de marketing, esportes e história.

A jornalista holandesa Barbara Smit conta a história de dois irmãos que transformaram o mundo do esporte moderno, os irmãos Adolf e Rudolf Dassler.

Hoje a ADIDAS é um império mas não foi fácil chegar onde essa empresa chegou, na década de 1920, os irmãos Adi e Rudolf Dassler inovaram ao criar uma fábrica de calçados destinados exclusivamente à prática de esportes.

Na pequena fábrica em Herzogenaurach, Adi criava os modelos e executava a manufatura e Das vendia e distribuía os sapatos por toda a Alemanha.



As dificuldades e traições mútuas vividas durante a Segunda Guerra na Alemanha acirraram a briga pelo controle da sociedade e levaram a uma separação drástica - nasciam a Adidas e a Puma, e o mundo dos esportes nunca mais seria o mesmo.

O livro revela negociações escusas, casos (muitos dos quais apresentados pela primeira vez) e exemplos de lealdade e superação, bem como de tino empresarial.

Expõe os bastidores de uma rede que envolve grandes jogadas de marketing, concorrentes de peso como Nike e Reebok, tramas políticas, cifras multibilionárias, inovações técnicas e celebridades internacionais - no processo de globalização do esporte.

E algumas curiosidades como :

- Pacto Pelé
- Depois dos jogos rodadas de bebidas eram pagas pelos irmãos para que os fotógrafos tirassem closes das chuteiras.
- Ao decidirem fazer bolas de futebol, os irmãos contrataram um goleiro da seleção francesa para invadir o vestiários do árbitro e colocar bolas da marca em seu armário.

Leia sobre os incríveis conceitos das grandes campanhas publicitárias.




As tiras laterais que imortalizaram a marca surgiram para fortalecer as laterais do calçado, e o n° de tiras foi por que duas tiras já eram utilizadas por outros sapateiros, quatro tiras deixariam o modelo esteticamente confuso, então foi escolhido o meio-termo em cores diferentes ao do modelo.

Foi um dos irmãos que fez com que empresas como Coca-Cola começassem a investir em publicidade no futebol, como financiou de diversas maneiras a manutenção de João Havelange na FiFa para que este ajudasse a empresa nos campeonatos internacionais.

Para quem gosta de esporte é um prato cheio, eu adorei o livro por que ele narra momentos importantes como Olimpíadas, Copa do Mundo, Campeonato Mundial de Atletismo.

Recomendo a leitura !

Marcello Lopes