sexta-feira, 30 de julho de 2010

Literatura Inglesa



A literatura inglesa tem um papel importante na Literatura do Ocidente, devido aos inúmeros estilos e diversas vozes e também pela proximidade de suas fronteiras, recebeu muitas influências de franceses, alemães, etc...

Assim como as fronteiras influenciaram, também trouxeram novos escritores que foram absorvidos pela língua inglesa como o polonês Joséf Korzeniowski ou rebatizado como Joseph Conrad.

Além da adoção de pátria e língua, a fronteira Inglaterra – Irlanda trouxe à literatura a contribuição inestimável de autores como Jonathan Swift, Laurence Sterne, George Bernard Shaw,William Butler Yeats, James Joyce e Samuel Beckett.

A invasão normanda fez com que o inglês arcaico dividisse o espaço com o francês e o latim, suavizando a língua através de influência dos invasores.

É sobre esta mistura de línguas que Chaucer que é contemporâneo da Guerra dos Cem anos com a França, escreve sua obra mais conhecida, Os Contos da Cantuária, uma história sobre um grupo de pessoas viajando juntas em peregrinação e que para passar o tempo, alguns contam histórias pelo caminho para serem julgados pelos demais.

Cada personagem é escrito de uma forma diferente, com dialetos e traços próprios, assim ajudou a construir um painel sobre a Inglaterra e sua língua, de acordo com os mestres em literatura essa obra escrita entre 1387 e 1400, ano da morte do autor, é considerada como marco do início da transição da literatura estritamente medieval para a modalidade que viria a caracterizar a obra literária do Renascimento.



A idéia de Chaucer para o Contos da Cantuária era escrever 50 contos na ida do grupo à peregrinação e 50 contos na volta dessas pessoas, mas infelizmente o autor faleceu antes deixando-nos com apenas 24 contos.


Não há uma edição no Brasil dos contos, achei uma edição da Ed.Nova Alexandria de 1991 com tradução de Paulo Vizioli mas estava esgotada, talvez sendo encontrada em sebos.

Abaixo transcrevo um conto retirado dessa edição :

O Cavaleiro


Havia um cavaleiro, um homem digno,
Que sempre, tendo as armas como signo,
Amou a lealdade e a cortesia,
A honra e a franqueza da cavalaria.

Nas guerras de seu amo lutou bem,
E mais distante não andou ninguém,
Entre os pagãos ou pela cristandade;
E sempre honrado por sua dignidade.

Já vira Alexandria prisioneira
Muitas vezes tomara a cabeceira,
Precedendo às demais nações na Prússia;
A Lituânia visitara, e a Rússia,
Onde cristão tão nobre não se vira.

Em Granada, no cerco de Algecira,
Estivera também, e em Belmaria.

Passou depois por Ayas e Atalia
Quando Caíram, e no Grande Mar
Pôde altos desembarques presenciar
Travou lutas mortais, uma quinzena,
E pela fé bateu-se em Tramassena,
Em três justas, matando ao inimigo,

A este bravo levou então consigo
Certa vez o senhor de Palatia,
Contra um outro pagão lá na Turquia:
Louvores mereceu de todo lábio.

E, além de ser valente, ele era sábio,
Modesto qual donzela na atitude,
Pois jamais dirigiu palavra rude,
Em toda a vida, a estranho ou companheiro.

Era um gentil, perfeito cavaleiro.
Quanto à aparência, era isto que vos falo:
Simples no traje; bom o seu cavalo.

Via-se a grossa túnica manchada
Pela cota de malha enferrujada,
Pois voltava de mais uma missão,
Saindo logo em peregrinação.

Texto: Marcello Lopes
Conto: Extraído do livro Os Contos de Cantuária, traduzido por Paulo Vizioli.
Fotos: Google

Criatividade com livros


O artista americano Mike Stilkey faz esculturas usando livros usados e abandonados, transformando-os em obras de arte.












No site aqui vocês podem conferir mais sobre o artista e sua obra.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Hoje é dia de Musicólatras Anônimos


Quinta é dia de Musicólatras Anônimos, e eu lá escrevo sobre Jacques Loussier Trio.

Não perca !!!

Marcello Lopes

É uma daquelas histórias que já entraram para o folclore da literatura universal: munido de uma bobina de telex com 40 metros, o escritor norte americano Jack Kerouac (1922-1969) escreveu em três semanas uma obra que eternizaria sua juventude para sempre: On the Road, publicado originalmente em 1957, atualizou o mito clássico da travessia para as estradas americanas.

E fez muito mais: escrito na cadência maliciosa do jazz, o livro foi o abre alas da geração beat, talvez o primeiro movimento jovem a sacudir as convenções do século 20, antes dos hippies.

Por meio de seu alter-ego Sal Paradise e do grande parceiro Dean Moriarty (na verdade, o outsider Neal Cassidy), Kerouac descortina os Estados Unidos e apresenta um país diferente daquele dos eufóricos anos do pós-guerra.

Povoado de marginais, drogados, jovens sem esperança e noites insones, a América de On the Road parece a versão em negativo daquele paraíso de aspiradores de pó e Cadillacs. O livro é um chamado à liberdade hoje e para todas as idades.

Resenha: LP&M

Lançamento Phaidon


Take 100 é um compêndio dos mais promissores diretores do mundo todo, feito a partir de entrevistas com os diretores artísticos dos 10 mais importantes festivais cinematográficos do mundo, cada diretor escolheu 10 nomes e o resultado é uma excelente visão do mundo do cinema.

A lista dos 100 incluem nomes como Sarah Polley, Ari Folman, Carlos Reygadas, Florian Henckel von Donnersmarck, Gianfranco Rossi, So Yong Kim Takahashi Izumi.

Take 100 é um dos melhores guias para se conhecer o que existe de melhor no cinema e acompanhar de perto os diretores que estão fazendo história.

Marcello Lopes

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lançamento Ateliê Editorial



Esse é o segundo volume de textos essenciais para universitários e pessoas que queiram aprofundar seus conhecimentos em ética e democracia.

O ex-professor Aziz Ab´Sáber da USP selecionou textos de autores brasileiros importantes em nosso país, como Monteiro Lobato, Euclides da Cunha e Orlando Villaboas.

Aziz Ab’Sáber é um dos mais importantes nomes das ciências no Brasil. Sua extensa obra é resultado de trabalhos de campo feitos no país todo. Essas pesquisas contribuíram para diversas áreas do saber, como a geografia, a geo­logia e a arqueologia.

Destaca-se sua produção acadêmica sobre meio ambiente, que o torna a maior autoridade em ecologia no país. Professor titular aposentado do Departamento de Geografia da USP, está também ligado ao Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade.

Nas melhores livrarias, com um preço de R$ 20,00.

Ou pelo site da Ateliê Editorial.

Notícias do Mundo Editorial



1) Boas notícias para quem gosta de ler livros com qualidade e preço justo.

A editora inglesa Peguin Books fechou acordo com a Companhia das Letras, para mim a melhor editora brasileira, e vai editar seus livros do selo Classics.

Chegam às lojas no próximo dia 26 os quatro primeiros títulos: O Príncipe, de Maquiavel, Pelos Olhos de Maisie, de Henry James, e dois títulos organizados pelo historiador Evaldo Cabral de Mello, Joaquim Nabuco Essencial e O Brasil Holandês.

Os títulos lançados custarão de R$ 15 a R$ 35, com tiragens que podem chegar a 18 mil cópias (caso de O Príncipe). Por exigência da Penguin, todos os volumes sairão também no formato digital, com preços de 30% a 40% menores que os das edições impressas.

2) Os profissionais ligados à preservação da história do país estão se mobilizando contra o Projeto de Lei n.º 166, que tramita no Senado Federal.

O motivo do descontentamento é o artigo n.º 967, que propõe a destruição de autos judiciais arquivados há mais de cinco anos. Se aprovada, a nova lei reativaria um mecanismo promulgado pelo governo do general Emílio Garrastazu Médici, durante o período da ditadura militar. O Projeto de Lei prevê a preservação dos documentos judiciais somente em duas situações: se a guarda dos mesmos for reclamada por alguém ou se a autoridade jurídica decidir que determinado processo tem valor histórico.

Os historiadores e arquivistas argumentam que todo e qualquer documento pode servir de fonte histórica, e que não cabe ao judiciário julgar o “valor” dos autos penais. A Associação Nacional de História (ANPUH) enviou essa semana uma carta ao presidente da casa e autor do projeto, o senador José Sarney, pedindo a reformulação do texto.

A luta contra a proposta de lei não se restringe aos profissionais da área: no site da ANPUH é possível acessar um abaixo assinado pela revogação do artigo 967 do projeto.

3) Está com a estante cheia e tem dó de se desfazer daqueles livros que foram importantes, mas que já não fazem mais tanto sentido?

Sabrina Dotto Billo, uma gaúcha de Santa Maria, receosa quanto ao futuro de 250 obras essenciais para sua formação – todas nas áreas de psicologia e educação, criou um blog onde indica o livro, publica a resenha e deixa um espaço para os leitores manifestarem seu interesse por aquele título e comentarem a obra.

Depois, ela sorteia o livro. Simples assim. Quem ganha paga o sedex. Fica a dica para quem tem problema semelhante ou para aqueles que queiram seus livros! O dessa semana, por exemplo, é sobre psicanálise e está esgotado.

Todas as Informações do Publishnews

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tron Legacy



Para quem tem mais de 25 anos e não morava em Marte, deve-se lembrar do filme Tron protagonizado por Jeff Bridges filmado em 1982, um dos primeiros filmes a utilizar a computação gráfica de forma integral.

O filme conta a história de um ex-programador de computadores Kevin (Jeff Bridges) que tenta acessar o computador de sua ex-firma para provar que foi trapaceado por um empresário, nesse processo ele é levado literalmente para dentro dos programas de computador e tem que lutar contra um programa de computador inteligente que ameaça sua vida.


Tron original - 1982

As filmagens da sequência já ficaram prontas e inúmeros pôsters começaram a invadir a web e na Comic Con em Chicago foi apresentado o 1° trailer do filme, que você assiste aqui.


Jeff Bridges no Tron Original

A sequência conta a história do filho de Kevin chamado Sam com 27 anos,que ainda procura seu pai que sumiu por mais de 20 anos, e em uma noite recebe uma suposta mensagem vinda de uma máquina de jogos que estava guardada em um depósito abandonado, ao checar o depósito Sam é transportado para o mesmo mundo em que seu pai lhe contava quando ele era criança.

Pelo trailer dá pra perceber que esse filme será muito bom, mais pelo visual do que pela narrativa, mas isso nem interessa tanto.





Fotos da Comic Con pelo Borbs que cobre o evento e mostra tudo para gente através do excelente site Judão.

Fotos: Borbs e Google
Texto: Marcello Lopes

Jung e o Livro Vermelho


Inédito no Brasil e guardado durante décadas antes da primeira edição, o enigmático livro que está no centro da obra de Carl Gustav Jung (1875-1961) descreve a jornada interior do psicanalista suíço em busca do autoconhecimento.

"O Livro Vermelho" assim chamado devido à cor da capa que cobria os originais deixados por Jung e é pontuado pela descrição de sonhos, fantasias e visões e foi concebido entre 1913 e 1930, como decorrência de um autoexperimento: o "confronto com o inconsciente".

"O espírito dessa época em mim queria muito conhecer a grandeza e amplidão do sentido supremo, mas não sua pequenez. Mas o espírito da profundeza venceu este orgulho, e eu tive de engolir o pequeno como um remédio da imortalidade", diz Jung.

A obra, escrita em alemão arcaico, é intercalada por imagens criadas pelo próprio psicanalista. "Minha linguagem é imperfeita. Não que eu queira brilhar com palavras, mas por incapacidade de encontrar aquelas palavras é que falo em imagem. Pois não posso pronunciar de outro modo as palavras da profundeza", escreve.

Editado pelo historiador junguiano Sonu Shamdasani, "O Livro Vermelho" (Vozes,Trad. Edgar Orth, Gentil A. Titton e Gustavo Barcellos, 372 págs., R$ 480) só foi publicado pela primeira vez em 2009, na Europa e nos EUA. A edição brasileira, bilíngue, traz o fac-símile do texto original manuscrito.



Quem é Jung ?

Graduou-se em medicina em 1902, pelas universidades de Basiléia e Zurich, teve amplo conhecimento cultural e intelectual.

Jung elaborou uma variação sobre a obra de Sigmund Freud e a psicanálise, interpretando os distúrbios mentais como uma forma patológica de procurar a auto-realização pessoal e espiritual.

Ele nasceu no ano de 1875, em Kesswil, Suíça. Seu pai era um pastor protestante, e, sua vivência, aguçou o pensamento analítico de Jung acerca da espiritualidade.

Iniciou seus trabalhos pesquisando as associações verbais, estes estudos proporcionaram-lhe reconhecimento internacional, além de, um período de bastante proximidade com Freud.

Entretanto, com a publicação do livro “Transformações e símbolos da libido” (1912), ocorreu o rompimento do relacionamento entre Jung e Freud. Posteriormente, Jung estabeleceu um estreito paralelismo entre os mitos arcaicos e as fantasias psicóticas, explicando as motivações humanas em termos de energia criativa.

Dois anos depois, abandonou a presidência da Sociedade Internacional Psicoanalítica para fundar um movimento denominado psicologia analítica.

Nos últimos 50 anos de sua vida, Jung dedicou-se a desenvolver suas teorias, aplicando uma ampla erudição sobre mitologia e história, realizou viagens com o objetivo de conhecer as diversidades culturais, além de trabalhar os sonhos e fantasias de sua infância.

Em 1921, publicou outra de suas principais obras: “Tipos Psicológicos”. Nesta obra, ele abordou a relação entre o consciente e o inconsciente propondo a diferenciação de tipos de personalidade: extrovertida-introvertida.

Por último, fez uma diferenciação entre o inconsciente individual e o inconsciente coletivo, que, segundo ele, possuía sentimentos, pensamentos e recordações que condicionavam cada sujeito (desde seu nascimento), inclusive, em sua forma de simbolizar os sonhos.


O inconsciente coletivo contém arquétipos, imagens primitivas, primordiais, as quais se recorrem em situações como a confrontação com a morte, ou na escolha de um parceiro, ou, ainda, na manifestação de elementos culturais como a religião, os mitos e lendas populares.

O enfoque terapêutico de Jung se dirigia a reconciliar os distintos estados da personalidade, que não está somente dividia em introversão e extroversão, mas, em sensações e intuição, em sentimento e pensamento.

A partir do momento em que compreende como ocorre a integração do inconsciente pessoal com o coletivo, o paciente alcançará um estado de individualização, ou seja, a totalidade em si mesmo.

Jung escreveu várias obras, especialmente sobre os métodos analíticos e as relações entre psicoterapia e crenças religiosas. Faleceu em 1961, em Kusnacht, Suíça.

sábado, 24 de julho de 2010

Fora da Lei



Muito já se escreveu sobre Robin Hood, a sua primeira aparição em contos origina-se de um poema de William Langland em 1370 no entanto, documentos originais da primeira metade do século XIII relatam que o xerife de Yorkshire confiscou bens de um homem que se chamava Robin Hood.

Em outro documento oficial de 1244 outro Robin Hood de Burntoft, no condado de Durnham é citado como proprietário de terras.

Robin Hood seria uma pessoa ou a personificação de uma marca que muitos criminosos usaram para se promover ?

Ninguém sabe, talvez seja por isso que há inúmeras versões na literatura, no cinema e na tv.

Veja as versões mais importantes :


O primeiro filme sobre Robin Hood é com Douglas Fairbanks em 1922, na época Fairbanks era um astro do cinema e estabeleceu alguns tópicos básicos para todo os outros filmes do gênero.

Errol Flynn

Em 1938, o astro da época era Errol Flynn, citado entre os críticos de cinema como o melhor filme sobre Robin Hood, ganhou Oscars de Trilha Musical, Direção de Arte e Montagem.

Robin and Marian

Outro grande filme sobre o ladrão das florestas é Robin and Marian com Sean Connery e Audrey Hepburn de 1976, com a narrativa um pouco diferente das anteriores onde depois de lutar nas Cruzadas com o Rei Ricardo, Robin retorna à sua floresta para resgatar Marian que se tornou freira e combater o novo rei.

Robin Hood - Disney

Não poderia faltar uma animação da Disney sobre o tema, essa é de 1973 e na história todos são bichos, Robin é uma raposa, João Pequeno é um urso, o conselheiro do rei, Chio é uma cobra, e o xerife de Nottingham, um lobo.
 Até uma série da BBC foi feita, mas durou apenas 39 episódios e é inédita aqui no Brasil.

Robin Hood – Prince of Thieves 1991


Umas das melhores versões que eu assisti e nem é por causa do Kevin Costner e sim por causa de dois excelentes atores, Morgan Freeman e Alan Rickman que para mim é excelente na pele do xerife.



Versão "Gladiador" de Robin Hood

A última versão de Robin Hood é com Russel Crowe e Cate Blanchett, mas acho que eu só vou assistir por conta dela : 


Falando do livro, a história dessa vez é contada pelo já idoso Alan Dale que com 13 anos de idade integrou o bando dos fora da lei que habitavam a floresta de Sherwood.

Ele conta sua infância miserável em Nottingham onde sobrevivia de pequenos furtos, um dia em que resolve roubar uma torta de carne no mercado Alan é preso pelos homens do Xerife Sir Ralph Murdac e condenado a perder a mão direita.

Mas consegue escapar dos homens do Xerife e alguns dias depois sua mãe o leva ao acampamento dos fora da lei onde trava amizade primeiramente com o gordo frei Tuck e depois com Robin Hood.

Na reunião com Robin Hood o garoto descobre que seu pai, anteriormente assassinado pelos homens do xerife, foi amigo dos fora da lei e mais especificamente de Robin, o que causa no garoto uma grande emoção e assim ele decide fazer um voto de lealdade até a morte para o ladrão das Florestas.

A história que Alan conta mostra o Príncipe dos Ladrões como um homem sedento por vingança contra a Igreja que tanto despreza, de opiniões fortes e ações ainda mais cruéis que o Xerife para impôr suas leis.

Alan conta ainda nos primeiros capítulos, o que acontece com quem tenta trair Robin Hood descrevendo a aplicação da justiça nos termos dos fora da lei, cortando a língua fora de um homem que passou informações secretas ao Xerife.

Em pouco tempo, Alan é disciplinado como guerreiro e também trovador graças à sua límpida voz, e com isso consegue se transformar em um dos principais soldados do bando, atraindo a amizade dos homens mais íntimos de Robin e a inveja de outros.

A opinião de Alan sobre Robin é marcada por contradições, em um momento ele questiona as ordens de Robin para em outro momento acatá-las sem considerações, nada mais compreensível para um garoto de 14 anos que enxerga no fora da lei a imagem de um pai rigoroso e ao mesmo tempo gentil com os amigos.

Robin Hood em diversos momentos do livro se torna tão cruel quanto os homens que combate, multilando informantes, matando traidores e dando proteção aos pobres por um preço, seu silêncio, e isso é o que atraí o garoto, essa dualidade tem um preço na vida do garoto.

As batalhas sangrentas são recriadas com muita qualidade, os banquetes também, como eu sou um viciado em livros com notas históricas ao ler sobre as batalhas pude enxergar nitidamente a formação da cavalaria, os arqueiros e a infantaria formando a segunda linha de ataque e principalmente os combates homem a homem são descritos com detalhes.

Recomendo a leitura.

Fotos: Google
Texto: Marcello Lopes

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Por que ler os clássicos



  • O que é um clássico ?
  • O que existe no livro, na narrativa ou no autor que o transforma em um clássico ?
  • Por que nem todos os críticos concordam em uma lista coesa de títulos para chamá-los de clássicos ?
Essas e outras perguntas são respondidas através de um trabalho rico e objetivo de um dos maiores escritores do nosso século.

O autor inumera o que pode ser um clássico em sua opinião :

  1. Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: "Estou relendo... " e nunca "Estou lendo... ".
  2. Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado; mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira .vez nas melhores condições para apreciá-los.
  3. Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecfveis e também quando se ocultam nas dobras da memória, mimetizando-se como inconsciente coletivo ou individual.
  4. Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira.
  5. Toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura.
  6. Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.
Entre outras definições que Calvino vai aos poucos delineando para o leitor, com informações sobre "clássicos".

Ele excluí a juventude dessa categoria por causa da imaturidade literária, diz que o jovem não aproveita os livros clássicos de uma forma integral, profunda.

Cito uma parte do livro que ele explica a exclusão :

"[...]Isso confirma que ler pela primeira vez um grande livro na idade madura é um prazer extraordinário: diferente (mas não se pode dizer maior ou menor) se comparado a uma leitura da juventude.

A juventude comunica ao ato de ler como a qualquer outra experiência um sabor e uma importância particulares; ao passo que na maturidade apreciam-se (deveriam ser apreciados) muitos detalhes, níveis e significados a mais.

[..]as leituras da juventude podem ser pouco profícuas pela impaciência, distração, inexperiência das instruções para o uso, inexperiência da vida."

O autor ainda desmistifica a intenção de que se leia todos os livros considerados clássicos pela simples imposibilidade de que lê-los integralmente é uma tarefa homérica.

Recomendo a leitura para conhecer o autor e entender a definição de Clássicos.

Marcello Lopes
Fotos: Google

P.S: Na resenha usei várias partes do livro para ilustrar melhor seu conteúdo aqui.

Literatura Italiana



Hoje falo sobre um dos meus escritores preferidos, Ítalo Calvino, ensaísta, jornalista, editor e professor que nasceu em Cuba mas foi morar na Itália ainda criança, é em minha opinião um dos mais fascinantes autores que eu conheço.

Criado em San Remo, na Itália, em 1941, matricula-se na Faculdade de Agronomia de Turim, abandona os estudos ao engajar-se na Resistência Italiana contra o exército nazista. Ao final da guerra, Calvino vai morar em Turim, onde se doutora em letras com uma tese sobre Joseph Conrad.

Sua obra é na verdade um documento completo da evolução da literatura italiana, na maioria da sua obra o autor escreve em forma de fábulas, contestadora, inquieta e acima de tudo límpida e precisa.


Autor de livros como Visconde partido ao meio, O Barão nas árvores, O cavaleiro inexistente, uma trilogia marcada pela fábula carregada de intenções educativas onde Calvino analisa os temas de sua época.

Visconde Partido ao Meio é um dos livros mais importantes de sua carreira, onde Calvino escreve uma espécie de árvore genealógica do homem contemporâneo, alienado, dividido, incompleto.

O Visconde na verdade é Medardo di Terralba, o visconde que, na defesa da cristandade contra os turcos, leva um tiro de canhão no peito, mas sobrevive, ficando partido ao meio.

Calvino me parece que brinca de Médico e o Monstro fazendo o visconde ter a sua metade direita atormentada pela maldade, e a esquerda, pela bondade.

Nos anos 60, Calvino morando na França escreve o livro As Cosmicômicas (1965) utilizando a ficção científica para construir narrativas surpreendentes.

Na década de 70, escreveu O Castelo de Destinos Cruzados, As Cidades Invisíveis e Se um Viajante numa noite de inverno este romance construído na década de 80 junto com Palomar em 1983.

Após o início da década de 80, Calvino organiza seus ensaios e aulas em livros que formarão sua carreira de crítico literário, posso citar sem dúvida nenhuma seus livros mais conhecidos nessa área Seis Propostas para o próximo Milênio de 1988, e Por Que Ler os Clássicos.

Calvino morreu em 1985.

Obras:

• A trilha dos ninhos de aranha (Il sentiero dei nidi di ragno) 


O Barão nas Árvores (Il barone rampante)


• Os Amores Difíceis (Gli amori difficili) 


• O Caminho de San Giovanni


• O Castelo dos Destinos Cruzados


• O Cavaleiro Inexistente


• As Cidades Invisíveis


• As Cosmicômicas


• O Dia de um Escrutinador


• Fábulas Italianas


• Um General na Biblioteca


• Marcovaldo ou As Estações na Cidade


• Os Nossos Antepassados


• Palomar


• Perde Quem Fica Zangado Primeiro


• Porque Ler os Clássicos


• Seis Propostas para o Próximo Milênio - Lições Americanas


• Se um Viajante Numa Noite de Inverno


• Sob o Sol-jaguar


• O Visconde Partido ao Meio


• A Trilha dos Ninhos de Aranha - Il sentinero dei nidi di ragno
 
Marcello Lopes
Fotos: Google

Hoje é dia de falar de música no Musicólatras Anônimos

Confiram !!!!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Homenagem


A semana está repleta de homenagens não ? Primeiro com os combatentes e agora com um piloto que fez história na Itália e no Brasil, e que infelizmente não conheci pessoalmente, ele era pai de uma grande amiga minha.


Luigi Ciai, nasce na Itália, em Roma ,em 18 de outubro de 1922, filho de Remo Ciai e Emma Alegreti. A paixão pelas motos veio no sangue, seu pai em 1919 também corria de moto,com uma PM Panter, 500 cc junto ao seu irmão, Enrico Ciai . Luigi, Luigino, como era chamado pela família, depois de fazer os anos de escola normal, aos 16 anos no Instituto Carlo Grella, se forma em perito mecânico. Começa a trabalhar com o pai na oficina da família, que consertava motos e carros.

Luigi ou Luigino, como era chamado pela família, depois de fazer os anos de escola normal, aos 16 anos no Instituto Carlo Grella, se forma em perito mecânico. Começa a trabalhar com o pai na oficina da família, que consertava motos e carros.



Aos 17 anos, em 1942, serve o exército em plena segunda guerra mundial, destinado para setor da milícia da estrada, departamento que fazia a escolta de motocicletas para o estadista, Benito Mussolini.


Em 1945, depois dos percalços da guerra, Ciai começa a sua vida de corredor de motocicletas. Faz sua estréia com uma benelli de rua, preparada pelo seu pai, Remo, e vence no circuito de Riccione/Adriático/ e Tortoreto de Abruzzo.



Em 1947, vence o 1º prêmio Nacional e Internacional de Motociclismo, na cidade de Torino.


Depois de vários prêmios conquistados , em 1947 , Luigi Ciai, é convidado pela fábrica da Benelli , para competir com uma moto preparada por eles. Aí começa a famosa parceria Benelli – Ciai .


Ciai usava o número de inscrição 63 e este lhe dava muita sorte.


Segue correndo pela Itália e também pela Europa ganhando em vários circuitos.




Em 1949, Ciai muda de equipe e corre com Parilla, outra marca muito conhecida na Itália.


Em 1955, Ciai vence mais uma importante prova, O Giro de Itália, uma prova que acontecia em circuito de rua, rodando por várias cidades italianas.


Essa, subiu as montanhas de Dolomite, no Norte da Itália.


Nesse ano de 1955 , Ciai encerra a sua carreira de corredor na Itália.


Em 1958, Ciai, fascinado pela aventura, decide mudar de vida e vem para o Brasil. Trajando um belo terno italiano , chega ao Rio de janeiro, num vôo da Pan Air do Brasil,. Sem falar nada do nosso português , aprende suas primeiras palavras: Guaraná ( o refrigerante ) e Continental ( antiga marca de cigarros).


No mesmo ano, abre sua primeira oficina na cidade, na rua Paraíba, n° 9.


Lá ele se dedicava ao conserto das Lambretas, a febre do momento.



Com saudades das pistas, em 58, participou com uma Lambreta, da corrida Rio – Belo Horizonte, onde ganhou e recebeu das mãos do então presidente ,Juscelino Kubitschek, a quantia de 100 mil cruzeiros.


Em 1968 , Ciai firma parceria com a Marca de motos Italiana , Iso , modelo 150cc. Começa a fazer modificações no motor e na carenagem dianteira , adaptando a moto para as corridas nas pistas Brasilieras.


Com essa moto, Ciai vence a prova de 6 horas em Interlagos.


Em 1966, Ciai, abre mais uma oficina própria carioca, agora na rua Afonso Pena, na tijuca. Lá ele se dedicava as berlinetas Wiliams .


Como bom apaixonado por carros, Ciai, em 1968, vai além das pistas e cria uma carro, um fórmula V .



Com chassies e carroceria fabricado para as corridas. O piloto era Nilton Alves e vence a prova na pista de Jacarepaguá.


Em 1668, Ciai se transfere para a Lapa, e começa a sua história com a marca italiana Alfa Romeu.


Ciai nessa época fica sendo uma referência na mecânica dessas máquinas, atendendo até ao consul da Itália no Brasil.


Em 1968, Ciai deixa a vida de solteiro e se casa com sua esposa até hoje, a amazonese, Beth, que ele conheceu em uma festa na embaixada da Itália.


Em 1969,nasce sua única filha, Beatrice, hoje com 39 anos.


Voltando aos motores, em 1970, Ciai, agora na firma Vittori , oficina de luxo na época , servia vários artistas com seus carros importados. Dentre eles, Jô Soares, Juca Chaves e seu famoso Jaguar. Ivon Cury , entre outros.


Em 1980, Ciai volta para a adrenalina das pistas , não mais como piloto mas como preparador técnico.


Na frente da equipe Vittori, preparava velozes Fiats 147, para disputar o campeonato brasileiro da categoria. A equipe era formada pelos pilotos, Fábio Crespi, Murillo Piloto e Pedro La Roque .


Nesse campeonato estavam também os pilotos Xande Negrão, Ricardo Paternostro,Átila Sipos e Renato Conil . Eram todos muito competentes e profissionais, eram amigos reunidos pela mesma paixão .


Em 1987 , nasce a Ciai Auto Sport, na Praça da Bandeira, especializada em carros nacionais e importados, e muito procurado também pelos donos de Ferrari da cidade. Tinha para todos os gostos, da modelo Dino dos anos 80 a uma spider moderna do anos 2000.


Ciai era referência em problemas que ninguém podia resolver, afinal sua experiência era bem conhecida no meio. Por lá ficou até 2004 , quando resolver fechar, se não fosse a filha e a mulher estaria até lá hj, Mas elas o fizeram entender que se aposentar faz bem para qualquer um .


Continuava apaixonado pelos motores e pelas corridas.

Acompanhava de perto os motociclistas mais novos, como Valentino Rossi e Max Biaggi, com quem sempre se encontra e bate papo nas pistas. Não perde uma etapa da Stock Car aqui no Rio, quando encontra os amigos e lembra dos velhos tempo de pista. Muita história para lembrar!!


E ainda como bom italiano é ferrarista doente e sente muita falta do brilhante, Michael Schumacher .


Essa é a história de uma italiano amante das motos, ferraris, motores e muita velocidade ..... recentemente foi homenageado por um museu da Benelli.

A moto que ele corria em 1945 está exposta no Museu Morbidelli em Pesaro, na Itália, terra da Benelli.

Luigi Ciai desencarnou no dia 2 de Julho, e agora corre em outras pistas com a mesma paixão que o movimentou aqui.

Texto e Fotos: Bia Ciai

Resistência - Anônimos e sua coragem



Lendo sobre alguns lançamentos literários, fiquei sabendo sobre mais um livro sobre o massacre dos judeus na 2° Guerra, dessa vez na França e mais precisamente no episódio Velódrome d'Hiver quando 12 mil cidadãos franceses de origem judaica foram presos por dias sem água e sem comida no estádio onde se organizava o tour de France de ciclismo para depois serem deportados.

Já comentei que sou contra as incursões israelenses em território palestino, sou contra a política exterior americana que pra mim é pra lá de hipócrita, já disse milhares de vezes que um dia todo esse ódio dos israelenses e americanos contra os povos que não pensam como eles, nos empurrará para um novo conflito mundial, e culpa será jogada nos árabes que como sempre são rotulados de terroristas, e óbvio que sou contra qualquer ação contra os países que apóiam o Estado Palestino, nada mais que um direito do povo árabe de também ter o seu país.

Mas não quero falar sobre os israelenses e seus conflitos, quero falar de homens e mulheres comuns que se transformaram em heróis, anônimos ou ilustres, por causa do conflito mundial.

Pessoas que se uniram à grupos de resistência, como os da resistência francesa em pleno território ocupado, como os maquis no território rural e montanhoso francês e especialmente na Bretanha e sul da França e que contavam com um efetivo de cerca de 100.000 homens.

Homens e mulheres que antes viviam uma vida simples transformaram-se em guerrilheiros e sabotadores quase da noite pro dia, a resistência italiana é uma das mais conhecidas pela sua férrea defesa contra os soldados do eixo, eram conhecidos como partigiani e calcula-se que tenham participado da luta armada dessa resistência mais de 300.000 pessoas - das quais, cerca de 35.000 eram mulheres.

A Resistência Belga, chamado de Exército Secreto, contava com cerca de 45.000 homens.


Resistência soviética

Na Polônia além dos civis, cerca de 90.000 soldados poloneses haviam recuado para a cidade, vindos do oeste e do norte. As tropas não haviam se abalado com as derrotas sofridas e estavam prontas para defender Varsóvia até o final.

Na Iugoslávia, os soldados nazistas sofreram com um ferrenho contra-ataque organizado por um marechal comunista de forte personalidade e mente estratégica, conhecido pela alcunha de Tito. Em julho de 1941, ele organizou a resistência e liderou um grupo de guerrilheiros, os partisans, ou NLA (em português, Exército de Libertação Nacional).

O início do movimento de resistência na Iugoslávia à invasão alemã foi o chamado do marechal Tito às armas com o inflamado slogan “Morte ao fascismo, liberdade para o povo!”.

Começaram reconquistando pequenas partes de território por vez. O movimento se multiplicou como um vírus, minando simultaneamente as forças inimigas em diversos pontos.

A causa foi abraçada também por não-comunistas, dando força à resistência.

Em março de 1945, com a ajuda soviética, Tito conseguiu o que nenhum país do Eixo imaginava: ganhou a guerra contra os alemães. Mesmo com a perda de cerca de 10% (1,7 milhão de pessoas) da população iugoslava, o exército germânico saiu humilhado dos Bálcãs.

Infantaria Polonesa

Resistência na própria Alemanha foi marcada pelo grupo chamado Rosa Branca movimento anti-nazista que nasceu da iniciativa de seis amigos de Munique. Cinco eram estudantes: Alexander Schmorell, Hans e Sophie Scholl, Willi Graf, Christoph Probst; e um era professor universitário: Kurt Huber.

Eles foram guilhotinados pela Gestapo em 22 de Janeiro de 1943 depois de Sophie ser presa com panfletos antinazistas.

Seus panfletos tinham trechos do apocalipse e frases antinazistas e eram deixados nas caixas de correio. Em julho de 1943, milhões de cópias do último panfleto da resistência, contrabandeados para o Reino Unido, foram lançadas sobre a Alemanha pelos aviões dos Aliados. Os membros da Rosa Branca, especialmente Sophie, tornaram-se ícones na Alemanha do pós-guerra.

Os membros da Rosa Branca, principalmente Sophie Scholl, são ainda hoje respeitados e muitos lugares na Alemanha têm ruas com os seus nomes, em memória dos estudantes que tentaram, de forma heróica, por fim à crueldade e à enorme indiferença existente no país naqueles tempos.



A Resistência Soviética teve inúmeros conflitos contra os nazistas, mas o que mais se destaca é a Batalha de Stalingrado, um conflito que durou quase seis meses, e foi seguramente o mais sangrento desta guerra.

A Batalha foi de fundamental importância na virada dos soviéticos sobre os alemães, cerca de dois milhões de soldados alemães foram mobilizados rumo à cidade de Moscou, e apenas cinco mil conseguiram retornar para a Alemanha.

Resistência Albanesa soldados e guerrilheiros comandados pelo líder Enver Hoxha  libertaram Tirana das mãos alemãs em Setembro de 1944.

Apesar da Argentina no período da Guerra estar dominada pela ditadura, 4500 argentinos lutaram ao lado de britânicos, sul-africanos e canadenses.

Soldados Australianos

Os Australianos lutaram principalmente na área do Pacífico e no Sudeste Asiático com mais de um milhão de homens.

O xeque do Barein declarou guerra à Alemanha em 10 de setembro de 1939. 

Soldados do Bahrein incluindo a 1° Cavalaria liderada pelo general Benjamin Segal e a 2° Infantaria liderada pelo general Aaron Landberg lutaram ao lado dos britânicos no Oriente Médio.

Nesse conflito foram perdidas 73 milhões de vidas entre soldados e civis dos dois lados.

As inúmeras histórias de coragem e de determinação serão sempre lembradas por mim como uma época onde pessoas comuns se transformaram em homens e mulheres notáveis.


Russas na frente de batalha


Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

P.S: Em breve falarei com orgulho da participação do Brasil na 2° Guerra e da vergonha dos países neutros.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

LOST



Sim, a melhor série já feita na história da tv americana já acabou, mas ainda restam respostas a serem respondidas, enigmas que precisam ser desvendados.

Para isso, os produtores colocaram um mini-episódio chamado "The New Man in Charge" que segue e explicado o diálogo de Hurley e Ben quando ambos se chamaram de codinomes n° 1 e n° 2 respectivamente, no final da série.

Isso quer dizer que os minutos extras irão mostrar o que acontece depois que Jack morre e Hurley e Ben ficam na Ilha para proteger a luz.

O box da série será lançado pela ABC em 24 de Agosto.

Resta-nos torcer pra que a caixa chegue ao mercado nacional logo e com todos os extras da caixa gringa, né ????

Marcello Lopes

Blogs Literários - Entrevista



Hoje eu entrevisto a Cel do Blog Uma Janela Secreta :

Conheci a Cel através de outros blogs e pessoalmente na Bienal do Livro de Belo Horizonte quando eu era responsável pelo estande da Editora Record.

Tudo que Leio: Qual foi o primeiro livro que você leu ?

Cel : O primeiro livro, livro mesmo que li foi Harry Potter e o Enigma Do Príncipe.

Tudo que Leio: O que a fez criar o blog e como você o gerencia com tantos seguidores,promoções e redes sociais ?

Cel: Primeiro que sempre quis criar um blog, só não tinha um tema certo definido, então depois que descobri minha paixão por livros percebi que esse seria um ótimo e interessante tema para um blog.

Já administrar o Uma Janela Secreta não é mesmo uma coisa nada fácil, primeiro tenho que dar atenção a vários outros blogs, sempre ir buscando novidades, e claro, nunca posso deixar o blog abandonado por um dia se quer.

Para conseguir fazer tudo isso e fazer bem, você precisa gostar muito, eu vejo tudo isso como uma diversão, as vezes atrapalha um pouco a vida pessoal como faculdade e amigos, então é preciso saber lidar bem com isso e procurar manter sempre tudo equilibrado.

Tudo que Leio: Além de ler os livros, o que você faz para se manter informada sobre o mercado editorial ?

Cel: Passo o maior tempo possível ligada a esse mundo virtual. Visito um blog ali, leio uma resenha aqui e sempre atenta aos lançamentos das editoras tanto nacionais como internacionais, também sempre peço dicas de leituras para algumas blogueiras.

Tudo que Leio: Qual seu autor preferido e qual o livro dele que você mais gostou ?

Cel: Stephen King, é claroooo! Não tem exatamente só um único livro que mais gostei dele, a serie A Torre Negra mesmo é perfeita, mas como ainda não acabei de ler então digo que foi Sombras Da Noite (primeiro livro dele que ganhei - e muitíssimo bom por sinal).

Tudo que Leio: Escreva o seu top 5 de títulos indispensáveis em uma estante.

Cel:

Em 5º lugar:  Trilogia Millennium – Stieg Larsson


Em 4º lugar: O Morro Dos Ventos Uivantes – Emily Brontë


Em 3º lugar: Sandman – Neil Gaiman


Em 2º lugar: A Saga: Harry Potter – J. K. Rowling


Em 1º(íssimo) lugar: A série: A Torre Negra – Stephen King

Tudo que Leio: De onde você é ? Quantos anos ? No que trabalha ou estuda ?

Cel: Sou de Brumado que fica na Bahia, mas estou ficando mais em Vitória da Conquista também na Bahia, tenho 18, e ainda não trabalho, faço física na UESB.

Celsina Azevedo


Uma Janela Secreta -> http://www.umajanelasecreta.com/


Foto e Texto: Marcello Lopes

sábado, 17 de julho de 2010

A Dama Azul


O escritor espanhol Javier Sierra nos apresenta uma história marcada de mistérios e pautada na fé e evangelização católica.

A narrativa possuí diversas linhas de tempo, e sempre com um personagem importante em cada uma delas, o primeiro a surgir é o padre Baldi, professor de pré-polifonia na Ilha de San Giorgio, e que participa junto com outros padres de um estudo secreto que investigam a frequência musical precisa para viagens no tempo.


O segundo personagem é a freira espanhola Maria de Jesus de Ágreda que possuía o dom de bilocar-se, isto é, aparecer em dois lugares ao mesmo tempo, e sua principal aparição se dá na época da colonização espanhola no México em 1620.

O terceiro personagem é a americana Jenniefer Narody em Los Angeles em 1991.

O quarto e último personagem importante da trama é o espanhol Carlos Albert, repórter de uma revista espanhola que trata sobre assuntos sobrenaturais e que depois de um acidente perdeu sua fé nos ensinamentos da Igreja Católica.

Esses personagens ao longo do livro não se encontram mas desempenham funções importantes para que possamos entender a história, trazendo à luz aos poucos o mistério da Dama de Azul.


O autor nos fala de que não há coincidências na vida, e que existe sincronicidade, quer dizer, o que acontece com uma pessoa tem uma causa oculta.

Em uma conversa do repórter Carlos com seu amigo Martín, ele explica que a sincronicidade e a percepção extrasensorial são bem mais complexas que apenas truques para adivinhar cartas ocultas.

Dito isso, a investigação de todos os personagens do livro em relação à Dama Azul é uma busca da fé em evidências de que o Alto nos assiste todos os dias.

A função da Dama Azul em suas bilocações era transformar os índios em crentes da Nova Fé sem que houvesse violência pelos outros enviados da Santa Fé, a busca do padre Baldi por respostas para ele era a maneira de encontrar a mão dos anjos em nossas vidas, e para o repórter e a americana a solução de inúmeros enigmas que a ciência não pode explicar.

O livro é ao mesmo tempo uma narrativa histórica, já que diversos personagens existiram mesmo, assim como os locais onde se passa a trama, e ficcional, já que em determinado momento os americanos querem usar o dom de bilocação para assuntos militares.

O autor é um seguidor de J.J. Benítez e isso pode ser comprovado em capítulos onde os personagens da trama precisam de explicações sobre viagens no tempo, frequências musicais que induzem estados de êxtase, ou seja, informações técnicas que nos são delineadas com simplicidade e objetividade.

O romance é fascinante, se lermos com atenção podemos nos ver dentro de um mosteiro ou ao lado de inúmeros frades em pleno séc. XVI pregando o evangelho para tribos indígenas.

Recomendo a leitura.

Resenha: Marcello Lopes
Foto1: Freira Maria de Jesus de Ágreda (biografia dela aqui)
Foto2: Vista da Cidade de Ágreda