terça-feira, 29 de junho de 2010

Desafio Literário - parte 8

Seguindo com o desafio literário, hoje escrevo sobre o livro que eu menos recomendo.

É sempre complicado isso de não recomendar algum título porque o que é bom para mim não é bom para alguns amigos meus ou seguidores desse blog.

Por isso eu não vou dizer sobre nenhum título específico, e sim falar sobre um gênero que para muitos é uma enganação, os livros de auto-ajuda.

Acredito que o livro é momento, às vezes um bom título se torna insuportável por causa do momento que estamos passando, às vezes não conseguimos ler algo que todos dizem que será benéfico para nós.

É o caso de muitos livros de auto-ajuda, eu trabalhei na Editora Gente e sempre pensei que nunca iria ler um livro desse gênero, mas passei por momentos onde minhas dúvidas e receios não encontravam soluções nos amigos então inconscientemente encontrei respostas para alguns problemas nos livros de auto-ajuda.

E acredito que as respostas para nossos problemas estão em nós mesmos, em nossa atitude, em nossa opinião e nossos valores, a função dos livros de auto-ajuda, é de nos dar exemplos de pessoas que passaram pelos mesmos problemas ou até mesmo piores que os nossos e nos inspirarem à responder de acordo com a situação.

Livros são tesouros, que guardam jóias e ensinamentos para os momentos mais delicados de nossa vida, mas temos o livre-arbítrio para decidirmos se usamos as jóias ou acatamos os ensinamentos.

Não recomendo nenhum livro que faça você se sentir mal ou manipular seus sentimentos.

Marcello Lopes

Menina que roubava livros




A trajetória de uma menina que se chama Liesel e é contada por uma narradora fora do comum e um tanto mórbida, mas que se apresenta para os leitores de maneira simpática.

A Morte sente um misto de simpatia e perplexidade pela menina e segue suas aventuras de 1939 a 1943, que tem traços de uma verdadeira sobrevivente: a mãe foi perseguida pelo nazismo e envia Liesel e o irmão para um subúrbio de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los apenas por dinheiro. 

No caminho seu irmão morre e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai roubar ao longo da história.

Ao chegar na casa dos pais adotivos, aprende a ler com o padrasto sob vistas grossas da madrasta, os tempos são conturbados na Alemanha, os preparativos pra outra guerra são imensos e cruéis, quem não se filia ao partido nazista sofre com incriminações, falta de empregos, o culto a Hitler leva às cidades uma euforia terrível de que o ditador possa melhorar o país.

Os livros nessa época são queimados, autores presos ou mortos pelas idéias contrárias à Hitler, Liesel inicia uma carreira de ladra dos livros pela cidade e encontra um santuário literário na casa do prefeito da cidade.

Diante de tanta violência, psicológica e física, a garota demonstra um coração puro ao ajudar o padrasto a esconder um judeu que escreve livros para contar sua história nesse período negro da Alemanha.

A Morte narra a história de forma leve apesar do tema pesado da Guerra, seu olhar recai na menina e não nas hediondas ações nazistas, ela reflete principalmente sobre a natureza humana,que a assombra e também na pureza das ações de Liesel, da sua inocência de ter esperanças em um momento desesperador.

Um livro que merece ser lido e guardado para uma posterior reflexão do que o homem é capaz de fazer para dominar e subjulgar os outros, mas também sobre a bondade e a caridade, valores que sobrevivem à tudo e todos.

Marcello Lopes

sábado, 26 de junho de 2010

A Sombra do Vento


A Sombra do Vento é uma narrativa escrita em prosa poética.

A Barcelona de Franco na primeira metade do século XX transforma o romance em uma obra sedutora, além de ser uma homenagem ao poder místico dos livros, um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias.

Tudo começa em Barcelona, no ano de 1945. O garoto Daniel está completando 11 anos, mas nem se lembra do rosto da mãe já falecida, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos.

O lugar, pouco conhecido pelas pessoas é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra e assim Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do autor Julián Carax. 

O livro desperta no jovem e sensível um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta, obcecado, o garoto começa uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.

Em sua busca de início aparentemente inocente,Daniel acaba adentrando os mistérios e segredos mais obscuros de Barcelona, e conhece diveros personagens que vão ajudá-lo a resolver o mistério de Carax.
A procura pelos livros para desvendar os segredos de Carax transforma Daniel de garoto em homem, e incentiva ainda mais o leitor criar um fascínio pelos livros e pelo poder que eles tem. 

Ao ler A Sombra do Vento, nosso desejo é o mesmo de Daniel, de encontrar um Cemitério dos Livros Esquecidos e descobrir em suas desconhecidas estantes o livro que mudará nossas vidas.

Marcello Lopes

Georges Braque


Georges Braque (1882-1963), pintor francês, seu pai negociava com a pintura e a decoração e, por sua vez, era um consagrado pintor aficionado. Georges introduziu-se na tradição familiar graças a seu próprio pai, convertendo-se, à vez, em aprendiz de decorador: tinha que imitar o mármore, a superfície da madeira e as superfícies douradas; iniciou-se também como rotulista.

A aprendizagem técnica lhe fez entrar adulto na escola de Belas Artes do Havre e posteriormente no ateliê do pintor Lécin Bonnat,um bom retratista de personagens famosos. Contudo, a influência decisiva que Paris exerceu sobre ele foi através das salas do Louvre dedicadas à escultura egípcia e grega primitiva; influência à qual temos que acrescentar a de Renoir com sua Moulin da Galette,pintura que admirou e saboreou até saciar-se.

Atraído por Matisse e por seu movimento,se uniu ao Fauvismo durante dois anos (1905/7). A posterior admiração por Cézanne e o deslumbramento causado pelo autor das Les demoiselles d' Avigon,com quem tinha estabelecido uma sólida amizade, o conduzem para a experiência cubista.


De 1910 a 1912, realizou as obras que hoje são conhecidas como cubismo analítico. Um exemplo desse estilo é Violino e jarro (1910). Em seguida fez experiências com colagem até 1914, quando começou a I Guerra Mundial.

A I Guerra Mundial separou a ambos artistas.

Mobilizado, Braque recebeu uma séria ferida na cabeça que o deixou cego, embora lentamente conseguiu recuperar a vista. Recebeu a Cruz de Guerra e da Legião de Honra. Concluído o conflito, continuou sua amizade com Picasso, mas não seu vínculo artístico.

Braque seguiu o seu próprio caminho, que com o passar do tempo o levou a freqüentar Varengeville, uma localidade na Normandia francesa cuja fria luminosidade parecia adaptar-se muito bem a seu próprio temperamento.

Desta forma, em suas produções posteriores aparecem paisagens e temas normandos.

Morreu com oitenta e um anos.


Fotos: Google

terça-feira, 22 de junho de 2010

Constantin Brancusi


Pioneiro da escultura abstrata, Brancusi tentou chegar às formas mais despojadas, libertando-se das aparências de superfície para revelar a beleza intrínseca dos próprios materiais utilizados.

Constantin Brancusi nasceu em Hobita, Romênia, em 21 de fevereiro de 1876. Descendente de uma família de camponeses, na infância foi pastor de ovelhas e aprendeu a ler e escrever sozinho. 

Em contato com a arte popular romena do entalhe em madeira, estudou na Escola de Artes e Ofícios de Craiova (1894 a 1898) e, graças a uma bolsa, na Escola de Belas-Artes de Bucareste (1898-1902).

No segundo trimestre de 1904, após breve permanência em Munique, foi a pé para Paris, onde passou a maior parte da vida. 

A princípio trabalhou num restaurante e, como cantor, na Igreja Ortodoxa. 

Até 1907, estudou com Antonin Mercié, escultor acadêmico de tradição florentina. Recusou-se a freqüentar o ateliê de Rodin, por desejar romper com o naturalismo.

A partir daí, graças sobretudo a suas relações com artistas de vanguarda, como Max Jacob, Apollinaire, Picasso, Léger e Modigliani, Brancusi criou estilo próprio, abandonando o nu e toda a temática romântica.



Seu primeiro grande trabalho foi "Le Baiser" (1908; "O beijo"). Na primeira versão de "La Muse endormie" (1908; "A musa adormecida"), em mármore, os traços fisionômicos apenas sugeridos e o tipo do modelado ainda lembram a escola de Rodin.

Já na segunda versão, em pedra (1909), e nas posteriores, em bronze (1910, 1911 e 1912), os volumes já estão reduzidos aos ovóides fundamentais, tornando-se puramente vestigiais as feições remanescentes. 

O ovo, essência das coisas, aparece com freqüência na obra de Brancusi, como em "Prométhée" (1911; "Prometeu") e "Le Nouveau-Né" (1915; "O recém-nascido"). Em 1924 o escultor criou um ovo propriamente dito, de mármore, a que chamou "Le Commencement du monde" ("O começo do mundo"). Era, disse, "escultura para cegos".

A elaboração repetida de um assunto é típica de sua maneira: os "Oiseaux" ("Pássaros") começa com seu "Maiastra", pássaro do folclore romeno, em mármore (1912), hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York.

O tema progride até chegar à sua 28a versão (1940), em que o ser mitológico já é apenas "L'Oiseau dans l'espace" ("O pássaro no espaço"), representações em bronze polido daquilo que Brancusi tentava figurar desde o princípio, a "essência do ovo".

Em 1925 o artista enfrentou o governo americano em controvertida disputa judicial, por ter a alfândega dos Estados Unidos procurado impedir a entrada de uma das versões dessa obra.

Ignorantes da arte abstrata, os fiscais criaram uma polêmica inusitada, insistindo que "L'Oiseau dans l'espace" não era obra de arte, mas contrabando de bronze. 

Nesse episódio prevaleceu a lógica e o escultor ganhou a questão, firmando jurisprudência no assunto.

Considerado em sua época um "artista difícil", só na maturidade Brancusi conseguiu sucesso de público. 

Em 1937-1938 compôs um conjunto de esculturas monumentais ao ar livre para a cidade romena de Targu-Jiu, dominado pela "Colonne sans fin" ("Coluna sem fim"), em metal dourado e com mais de trinta metros de altura. 

Abraçando a França como sua segunda pátria, Brancusi morreu em Paris, em 16 de março de 1957.

P.S : Estou lendo o livro História da Beleza de Umberto Eco e terminando de ler o livro Exilados de Montparnasse, com isso tenho aprendido muito sobre artes e conhecendo o trabalho e vida de vários artistas, por isso resolvi compartilhar com todos vocês. 

Espero que apreciem.

Texto: daqui.
Fotos: Google

Ezra Pound


Ele foi para a poesia deste século o que Einstein foi para a física", disse E.E.Cummings, corroborado por Hemingway: "Um poeta deste século que afirme não ter sido influenciado por Ezra Pound merece mais a nossa piedade que a nossa reprovação.

Poeta e crítico norte-americano (30/10/1885-1/11/1972).

Desenvolve um dos principais estudos sobre literatura moderna, criando critérios para análise da poesia baseados na ciência. Nascido em Hailey, no estado de Idaho, Ezra Loomis Pound forma-se em filosofia e estuda várias línguas, além de gramática e literatura inglesa.

Em 1908 muda-se para Londres com a intenção de conhecer Yeats e trabalha como seu secretário-conselheiro.

Escreve sobre literatura para pequenos jornais londrinos e publica, em 1909, Personae e Exultations e, no ano seguinte, The Spirit of Romance (O Espírito das Línguas Românicas).

Em 1920 muda-se para a França, indo morar em Paris por considerá-la o centro efervescente das artes, participa ativamente em divulgar as obras dos escritores preferidos, inclusive consegue convencer James Joyce a morar em Paris.

Travou amizade com artistas importantes como Braque, Brancusi, Cocteau e também com artistas unanimistas como Jules Romains, Charles Vildrac, Georges Duhamel.

Pound é um poeta excêntrico, fascista e um fanático anti-semita.

Em Paris conhece o jovem escritor Ernest Hemingway na casa de Gertrude Stein e convence o escritor e editor Ford Madox Ford a contratá-lo para o cargo de secretário de redação da Transatlantic Review.

A amizade entre Pound e Hemingway é grande e eles compartilham desde os esportes até digressões sobre literatura.

Considerado mentalmente incapaz, foi internado durante 13 anos num hospital psiquiátrico em Washington DC. A acusação de traição foi retirada em 1958 e Pound voltou a Itália depois da sua libertação. Trabalhou nos seus Cantos até 1972, ano da sua morte.

A obra, carregada de citações e alusões históricas, permanece uma das mais controversas da poesia deste século. A influência de Ezra Pound e do seu projeto de renovação da linguagem poética teve influências nos trabalhos de Joyce, Yeats, William Carlos Williams e particularmente em T. S. Eliot, que submeteu o manuscrito da sua obra The Waste Land à apreciação de Pound antes de o publicar em 1922.

TENZONE

Será que as aceitarão ?
(i.é., estas canções).
como tímida fêmea perseguida por centauros
(ou por centuriões),
Elas já vão fugindo, urrando de terror.

Ficarão comovidos pelas verossimilitudes ?
Sua estupidez é virgem, é inviolável.
Eu vos imploro, meus críticos amistosos,
Não saiais por aí procurando-me um público.

Deito-me com quem é livre em cima dos penhascos;
os recessos ocultos
Já têm ouvido o eco de meus calcanhares
na frescura da luz
e na escuridão.

Tradução do Poema : Mauro Faustino
Texto: Marcello Lopes

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Desafio Literário - parte 7

Continuando a saga do desafio Literário em seu 7° dia não consecutivo, hoje eu escrevo sobre o livro que eu recomendo.

Outra tarefa ingrata com os milhares de bons títulos existentes e diversos gêneros, por isso vou escrever e compartilhar 3 títulos que eu tenho muito carinho e sempre indicava quando trabalhava em Livrarias.

  1. Elegância do Ouriço
  2. Sombra do Vento
  3. A Menina que roubava livros

Esses são sem dúvida, os 3 melhores livros que eu li nos últimos anos e que fazem parte da minha lista de clássicos da literatura.



Muriel Barbery é uma autora francesa da qual eu nunca havia ouvido falar e foi indicado pela minha querida amiga Márcia que trabalhava comigo na Saraiva do Morumbi-Sp.

O livro trata de 2 personagens principais que dão voz à narrativa de maneira surpreendente, Renée e a menina Paloma.

Renée é a zeladora do condomínio luxuoso de oitos enormes apartamentos em Paris, Paloma é uma menina de 12 anos que mora em um desses apartamentos e que está descontente com a sua vida.

A zeladora é uma viúva que por timidez e por vergonha esconde sua inteligência e cultura dos moradores, quase todos fúteis e indiferentes à suas opiniões, e a menina é muito inteligente também mas está desgostosa da vida que leva e decide se matar ao completar 13 anos de idade por que não vê um sentido filosófico na vida que leva.

Enquanto a vida corre na capital francesa, e os moradores do condomínio continuam suas vidas vazias, a zeladora se alegra com óperas e livros de autores clássicos, mantendo sempre o cuidado para ocultar esse seu lado intelectual por achar que os patrões nunca entenderiam que uma pessoa simples como ela teria um alto nível cultural.

Paloma não tem nenhum amigo, vive solitária em seu apartamento, se escondendo entre as escadas e jardins do condomínio onde aproveita e escreve seu diário onde descreve os movimentos do mundo.

Mas um dia isso muda, quando um morador chamado Kakuro Ozu se muda e com ele grandes transformações na vida dessas duas personagens.

O livro é um romance com personagens reais, em situações plausíveis que a autora francesa escreveu com maestria, trata de temas preciosos para alguns de nós como o amor às letras, a arte e a beleza.

Como um ouriço, o livro apresenta seus espinhos e obstáculos, apenas para nos presentear com uma das histórias mais delicadas e sensíveis que eu li nos últimos anos.

Recomendo.

Marcello Lopes

Saramago



Não li todas as suas obras, mas sempre que possível lia seu blog, e lembro de uma das suas inúmeras polêmicas onde Saramago comparou a situação nos territórios palestinos com o campo de concentração nazista de Auschwitz.

Lógico que os israelenses opressores não gostaram, mas a verdade dói não ?

Saramago pautou sua vida de forma radical e lírica, o único autor de língua portuguesa a ganhar um Nobel, tinha uma visão comunista e ácida da vida,
se envolveu em discussões com o governo português, italiano, com a Igreja.

Muitas coisas que Saramago falou foram apenas besteiras como no caso de Nossa Senhora e algumas verdades como em relação aos territórios palestinos ou a Igreja Católica, mas se podemos contestar suas opiniões, o mesmo não  podemos fazer em relação à qualidade dos seus textos como História do Cerco de Lisboa ou Memorial do Convento e Intermitências da Morte, os meus preferidos.

  • O Ano da Morte de Ricardo Reis (1988)
  • A Jangada de Pedra (1988)
  • História do Cerco de Lisboa (1989)
  • O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)
  • Manual de Pintura e Caligrafia (1992)
  • In Nomine Dei (1993)
  • Objecto Quase (1994)
  • Ensaio sobre a Cegueira (1995)
  • A Bagagem do Viajante (1996)
  • Memorial do Convento (1996)
  • Cadernos de Lanzarote (1997)
  • Todos os Nomes (1997)
  • Viagem a Portugal (1997)
  • Que Farei com Este Livro? (1998)
  • O Conto da Ilha Desconhecida (1998)
  • Cadernos de Lanzarote II (1999)
  • A Caverna (2000)
  • A Maior Flor do Mundo (2001)
  • O Homem Duplicado (2002)
  • Ensaio sobre a Lucidez (2004)
  • As Intermitências da Morte (2005)
  • Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido (2005)
  • A Jangada de Pedra (2006, edição de bolso)
  • As Pequenas Memórias (2006)
  • A Viagem do Elefante (2008)
  • O Caderno (2009)
  • Caim (2009)
Todos os livros foram publicados pela Ed. Cia das Letras

Texto: Marcello Lopes
Lista de Publicações: Folha de Sp
Foto: Google

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Desafio Literário - parte 6


Continuando o desafio literário hoje no 06° dia não consecutivo onde falo sobre o livro que menos me fez ter a atenção nele.

A falta de atenção não foi pela qualidade do livro ou do autor, talvez tenha sido por causa do momento em que eu vivia.

O livro se chama Abril Despedaçado do autor albanês Ismael Kadaré.

É o mês de abril de algum ano da década de 30. O cenário, os montes Malditos do norte da Albânia. Ali o século XX se manifesta apenas na fugaz passagem de um avião.

Sob os cumes nevados há um reino de bruma, lenda e epopéia, um universo medieval que deita suas raízes nos remotos tempos homéricos. Um código de leis não escritas, o Kanun, implacável, draconiano, rege a vida e a morte dos montanheses. Seu valor supremo é o culto da honra.

Famílias, aldeias inteiras passam gerações a se matar ('recuperar o sangue') em infindáveis vendetas. É à sombra do Kanun, 'a Constituição da morte', que Ismail Kadaré recorta a silhueta de suas personagens, exibe sua sensibilidade para as miudezas do cotidiano e mergulha nos abismos da alma humana até as fronteiras da loucura.

Albânia é uma nação ímpar. Isolada do mundo após a 2.ª Guerra Mundial, ela encontrou no escritor Ismail Kadaré sua grande voz de resistência.


Abril Despedaçado tem como principal mote o kanun, ou seja, um código de direito secular que rege as vinganças de sangue na província de Miredite. É nessa área isolada do resto do país que a justiça é feita de acordo com leis particulares e estritas, que incluem como, quando e onde as vinganças podem e devem ser efetuadas, mostra como leis milenares podem construir um código de ética violento, é verdade, mas rigorosamente respeitado. Isso inclui desde o almoço fúnebre em homenagem ao assassinado, em que o matador comparece, até as regras para que o seu sangue limpe o que ele derramou anteriormente.


O conflito familiar exposto no livro envolve os Berisha e os Kryeqyq. Essa interminável vendeta envolve 45 mortes e rituais. Um dos mais curiosos e significativos é que a camisa de um morto só pode ser lavada quando a vingança for efetuada. Esta só pode ocorrer com arma de fogo, inclui o pagamento de um tributo à família do morto e um aviso antes do tiro, além de virar o morto de frente.

Por ser uma história onde a vingança é glorificada e a morte e insanidade sejam parte da cultura albanesa, talvez em algum momento tenho me cansado de tanta crueldade.

Marcello Lopes

terça-feira, 15 de junho de 2010

COPA DO MUNDO.



Vai começar mais um sofrimento para os amantes do futebol, nossa seleção estréia hoje contra a enigmática Coréia do Norte, e a paixão brasileira é maior que as dificuldades que o país enfrenta, maior que o desemprego e políticos safados.

Para mim que estou assistindo todos os jogos da Copa, essa edição tem tudo para ser nossa mais pelo ritmo medíocre das outras equipes do que pela qualidade do nosso time.

Outra coisa boa da Copa é o show de imagens das emissoras, lances do jogo, o visual das cidades, a torcida e mais importante, a torcida feminina.

Quem disse que mulher não gosta de futebol ?



As melhores imagens da Copa são sempre das torcedoras, sejam elas brasileiras ou estrangeiras.

Vamos bombardear Pyongyang !!!!!!!!!

Marcello Lopes

Um Estudo em vermelho


Um Estudo em Vermelho foi publicado em 1887 na revista Betton´s Christmas Annual.

Essa história é narrada pelo amigo de Sherlock Holmes, o Dr.Watson que escreve em seu diário como o detetive solucionou um enigma terrível de um homem encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue.

Um clássico da literatura policial e uma das melhores histórias do personagem.

Texto: Marcello Lopes

Literatura Inglesa - VI


Arthur Conan Doyle nasceu em Maio de 1859, e se tornou famoso por escrever mais de 60 histórias do detetive Sherlock Holmes.

Quando estava na faculdade de medicina, Conan teve um professor que o ensinou a importância da utilização da observação no momento do diagnóstico. Para exemplificar o ensino, o professor costumava pegar um estranho e deduzir qual era sua profissão e suas atividades recentes.

Sua fonte de inspiração literária foi marcada pelos textos de Walter Scott e Edgar Allan Poe.

Após sua formação médica, onde trabalhou em vários locais como médico, como um barco baleeiro, e como médico-aprendiz em uma pequena cidade, começou a escrever quando abriu seu consultório em Portsmouth, enquanto esperava os clientes.

Para Doyle a escrita era apenas um passatempo, e em uma desses momentos criou uma história de um detetive que usava o mesmo método que seu professor na faculdade para esclarecer os crimes, a narrativa cresceu e se transformou em Um Estudo em Vermelho em 1887, nascia então Sherlock Holmes.

Doyle tentou matar Sherlock em uma história para se concentrar em outros assuntos, mas sua popularidade já era tão grande que o público protestou com uma avalanche de cartas pedindo a volta do detetive, com isso o autor escreveu um novo conto onde explicava que Sherlock não tinha morrido e sim forjado sua morte por causa dos inimigos, depois disso seguiu-se o livro O Cão de Baskerville em 1902.

Depois desse lançamento, Holmes se tornou um mito literário servindo de modelo para outras criações literárias entre eles Hercule Poirot de Agatha Christie.

Não é só pela literatura que Doyle é conhecido, após a perda da esposa e de diversos familiares, inclusive 2 netos, o autor encontrou consolo no espiritismo e na sua prova de vida após a morte, tanto que escreveu um livro sobre o assunto chamado A Terra da Neblina.

No livro A História do Espiritualismo (1926), Doyle aclamou os fenômenos físicos e as materializações espirituais produzidas por Eusápia Paladino e Mina "Margery" Crandon. O seu trabalho sobre o tópico foi um dos motivos pelos quais a sua compilação de pequenas histórias As Aventuras de Sherlock Holmes, foi proibida na União Soviética em 1929 por suposto ocultismo. A proibição foi retirada mais tarde.

Por algum tempo, Doyle foi um amigo do mágico Harry Houdini, quem se tornaria um grande oponente do movimento espiritualista na década de 1920 após a morte de sua amada mãe.

Embora Houdini insistisse que os médiuns espiritualistas faziam truques de ilusionismo (e tentava revelar as fraudes por trás desses truques), Conan Doyle já estava convencido de que o próprio Houdini possuía poderes sobrenaturais, um ponto de vista expresso em O Limite do Desconhecido.

Aparentemente, Houdini não foi capaz de convencer Conan Doyle de que seus feitos eram simples ilusões, levando a uma amarga e pública quebra de relações entre os dois.

Texto: Marcello Lopes

P.S: Sobre o envolvimento de Doyle no espiritismo copiei esse pequeno texto do Wikipédia e achei outros textos interessantes que vocês podem ler aqui

segunda-feira, 14 de junho de 2010



Mais um livro que vira filme, é a vez de "O Fantasma" ou Ghostwriter que conta a história de um escritor fantasma britânico de sucesso (Ewan MacGregor) que concorda em completar as memórias do ex-primeiro-ministro britânico Adam Lang (Pierce Brosnan), por incentivo de seu agente, após outro escritor fantasma morrer em um acidente suspeito e logo o escritor se vê numa teia de intrigas políticas internacionais.

O livro é de Robert Harris, pela editora Record que eu gostei muito tem uma narrativa bem ágil e repleta de mistérios e situações estranhas, onde nada é o que parece ser.

O final é muito bom, com uma descoberta assustadora !!!!

Autor de Pátria Amada, vale a pena ser lido por quem se interessa por relações internacionais e conspirações.

Texto: Marcello Lopes

Entrevista de Ferreira Gullar para a Folha de Sp

Reproduzo aqui a entrevista que o poeta Ferreira Gullar concedeu à Folha de Sp, e grifo as partes que mais me marcaram e comento logo abaixo em vermelho quando me convém.

Folha - Por sua história política, muita gente estranha o senhor ser um dos principais críticos do Lula.

Ferreira Gullar - Não é que seja um crítico ferrenho, tento ser objetivo. Eu me preocupo com o futuro do meu país. O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz. Como abraçar o Ahmadinejad [presidente do Irã], de um regime que é uma ditadura teocrática, que realizou uma eleição fraudada. O povo protestou contra o resultado e o Lula disse que aquilo é choro de perdedor, como se fosse uma partida de futebol.

E o povo tá na rua, sendo reprimido, gente morrendo. Por que um presidente brasileiro vai dar apoio a um governo desse? Não entendo o interesse do Lula lá. Por que reatou relações com a Coreia do Norte? A Coreia é um regime atrasado, o povo morre de fome, muito atrasado. O povo com fome e o governo fazendo bombas. Não entendo o Lula. É um governo para enganar as pessoas.

- O poeta esqueceu de dizer que o idiota do LULA está financiando estradas naquela merda de país chamado Cuba, que tem em seu governo um ditador.

Folha : O senhor já declarou admirar o presidente Barack Obama. O que achou quando ele disse que Lula é o "cara"?

Ferreira Gullar : Isso foi uma brincadeira. O fato de o Lula ser um operário que chegou aonde chegou desperta a simpatia das pessoas. Mas ele não quis dizer que o Lula é o "cara" do mundo. É uma bobagem, é provincianismo brasileiro ficar dando atenção a isso. Quero saber é do destino do país. Não quero saber de piada, mas o que vai acontecer com nossa democracia.

Outra grande bobagem é o Marco Aurélio Garcia [assessor da Presidência] querer impedir a exibição de filme americano na TV a cabo. Alguém tem que falar para ele que já estamos em 2010. É muito atraso.

- O pensamento petista geralmente se mostra antiquado e patético.

Folha: O senhor ainda se considera de esquerda?

Ferreira Gullar: Essa coisa de direita e esquerda é bastante discutível. Quem é de esquerda hoje? O Lula é de esquerda? Não me faça rir. Eu nunca tive medo de pensar por mim mesmo. Não fico preso a uma verdade indiscutível.

Outro dia li na internet uns jornalistas falando que quem foi de esquerda e não é mais se vendeu. Parece o fundamentalismo islâmico. A verdade indiscutível, quem ficar contra é traidor.

Folha: Arrepende-se de ter sido filiado ao Partido Comunista na década de 1960?


Ferreira Gullar: Eu aprendi na minha luta política, no preço que paguei no exílio, a ter uma visão diferente do marxismo que não tenho medo de expressar. O marxismo foi uma atitude correta e digna diante do capitalismo selvagem do século 19. Surgiu como uma alternativa contra aquela coisa inaceitável. Mas a projeção da sociedade futura, com a ditadura do proletariado, é um sonho equivocado.


Na minha experiência, durante a queda de Salvador Allende, eu vi a extrema esquerda e o Partido Socialista de Allende trabalharem a favor do golpe, pensando que estavam sendo mais de esquerda do que todo mundo. Na verdade, colaboraram com a CIA para derrubar Allende. O marxismo tem uma visão política generosa, mas equivocada.

Folha: O senhor, então, também se equivocou?

Ferreira Gullar: Eu também cometi muitos erros na época [anos 60]. A fúria fundamentalista só conduz ao erro. Queria me sacrificar pelos interesses do país, mas não basta ter razão para estar certo.

Tem que ter lucidez, resolver com a cabeça e com a inteligência. Quando me convidaram para participar da luta armada, eu disse a eles: mas nós vamos derrotar sozinhos o Exército, a Marinha e a Aeronáutica?

Tem que ter lucidez. Eu não vou chamar o Mike Tyson para lutar boxe comigo. Eu o chamo para discutir poesia, que aí ele tá ferrado.

Folha: E quanto às eleições, quais são suas expectativas?

Ferreira Gullar: A Marina Silva é uma excelente pessoa, dá um conteúdo ético para a disputa eleitoral. É preciso alguém com a estatura dela, com a pureza dela num país onde a corrupção impera. Mas a chance de ela ganhar é pouca.

Eu espero que a Dilma não ganhe. Se ganhar, nós corremos o risco de ter 20 anos de PT no governo, o que seria um desastre nacional.

- Infelizmente a Marina não tem força política, mas vou torcer para que o Serra vença as eleições. Dilma "Terrorista" Russef nem pensar !!!!

Folha: Vai então votar no Serra?

Ferreira Gullar: Vou. Pelo que sei, ele fez um ótimo governo em São Paulo. Não conheço nenhuma acusação de que seja corrupto ou safado.

Foi excelente ministro da Saúde. Se não votar nele, vou votar em quem?

- É poeta, vamos votar no mais honesto e quem sabe possamos passar 4 anos nos recuperando dos "heróis" do PT.

Folha: Como definiria o novo livro?

Ferreira Gullar: Todos os meu livros são diferentes. Neste ["Em Alguma Parte Alguma"] predomina uma certa relação entre ordem e desordem. Eu escrevi no limite da ordem, ou seja, no limite da desordem.

A maneira de fazer os poemas foi diferente, mais desordenada.

Comecei a escrever sem saber o que iria acontecer, sem planejar nada, sem preconceber. A poesia foi para mim uma grande aventura. Ao contrário dos outros livros, em que os poemas já nasciam quase prontos, já que ficava sempre refletindo e elaborando antes de escrever. Já hoje começo sem saber o que vai acontecer. Tanto que o primeiro poema, que abre o livro, tem o nome "Fica o Não Dito por Dito". Eu tô dizendo que, já que não posso dizer o que quero dizer, faz de conta que eu disse.

Folha: E qual é a sensação quando o senhor encontra o verso?

Ferreira Gullar: Ah, dá muita felicidade. Os poetas têm mania de dizer que escrever poesia é um sofrimento. Pode ser pra eles, para mim é uma alegria.

"O Poema Sujo", que escrevi no exílio, nasceu de um "transe", um "barato" que durou por cinco meses. Sentia-me impelido a escrever.

Folha: No final do "Poema Sujo" está um dos seus mais famosos versos, "a cidade está no homem/quase como a árvore voa/no pássaro que a deixa".

Ferreira Gullar: Para você ver como a poesia é uma coisa totalmente sem lógica, certo dia eu acordei lembrando de uma frase que tinha lido do Hegel [filósofo alemão, (1870-1831)] citada por Lênin [líder soviético, (1870-1924)]: "na frase o ramo da árvore estão o universal e o particular". Parei pra pensar: a árvore é o universal, é o todo, e o ramo é parte dela, então é o particular. Essa frase me fez escrever o final do "Poema Sujo".

Eu posso arrancar o ramo da árvore, mas a árvore continua nele. Como São Luís, no Maranhão, está em mim mesmo quando estava em Buenos Aires. Aí entrei no "barato". Quando é que o Hegel imaginou que a frase dele ia fazer um poeta brasileiro terminar um poema escrito em Buenos Aires? (risos)

Folha: O senhor fala em "transe", "barato", sensações geralmente associadas às drogas. Já experimentou alguma?

Ferreira Gullar: Uma vez, quando tinha 15 anos, um amigo me chamou para fumar uma diamba, que é como chamam a maconha em São Luís. Dei uma tragada e senti um gosto de mato velho. Achei uma porcaria, nunca mais experimentei.

Folha: Tem gente que compara o estado de criação com o "transe" da droga.

Ferreira Gullar: É bobagem dizer que as drogas ajudam na criação. Ela é outro tipo de "transe", que requer lucidez. Sem isso é impossível criar.

Durante a criação, você está, por um lado, livre da lógica rudimentar e, ao mesmo tempo, muito lúcido. Você está altamente emocionado, mas tem uma outra lucidez, que não é a da lógica pura e simples.

Folha: A lucidez costuma ser também um remédio contra o sofrimento em muitos de seus poemas, como "A Alegria".

Ferreira Gullar: Quando escrevi esse poema estava no máximo do sofrimento, exilado em Buenos Aires. Não sabia o que fazer da minha vida. Comecei a valorizar o sofrimento. Pensei: '"sou um herói do sofrimento, um novo Cristo?".

Mas quando você está numa situação sem saída, resta sempre a poesia. Aí escrevi: "O sofrimento não tem nenhum valor". Não quero saber do sofrimento, quero é felicidade. Não gosto de fazer lamúrias. Detesto o passado.

Uma vez, discuti feio com a Cláudia [Ahimsa, companheira de Gullar há 15 anos]. Fiquei sozinho em casa, cheio de razão e triste pra cacete. Então, pra que querer ter sempre razão? Não quero ter razão, quero é ser feliz.

Folha: Como é iniciar um relacionamento depois dos 60 anos?

Ferreira Gullar: Não tem muita diferença não, do ponto de vista de relacionamento em si. Você se apaixona e começa um romance. Eu tinha 64 no inicio e ela tinha 30 anos. Relacionamento é interesse um pelo outro. Hoje sou uma pessoa mais tolerante, mais reflexiva, tento compreender melhor o outro. Tento não me achar o dono da verdade. Já me enganei tantas vezes na vida que posso estar enganado de novo.

Folha: E como fica a relação sexual durante a fase de maturidade?

Ferreira Gullar: [Risos] Eu acho que você se torna mais refinado, menos vulgar. Acho sexo uma coisa maravilhosa, mas não fico pensando muito nisso. Penso mais sobre arte, política. Sexo eu não penso, eu faço.

Mas também não acho que seja o mais importante da vida, que o cara tenha que comer 300 mulheres. Legal é ter afeto, ter carinho.

Folha: O senhor falou sobre vulgaridade. Acha que o mundo está mais vulgar?

Ferreira Gullar: Acho que sim. A vulgaridade tomou conta das coisas. As pessoas devem achar que é um escândalo o que falo. Devem achar que estou velho e tal.

Mas essa ideia de que ir contra o que é tradicional é bom é uma besteira. Olhe a própria arte contemporânea. Quer ser diferente de tudo, não respeita norma nenhuma. Mas a vida é inventada, cara. Se não houvesse norma a civilização não existiria. É só isso.

Um quadro do Monet, do Picasso, é uma coisa elaborada, um produto que vem de quadros anteriores. O significado está na linguagem, se acabar com a linguagem não tem significado.

Hoje tem gente que pensa que o século 19 era atrasado porque as mulheres se vestiam da cabeça aos pés, não mostravam nenhuma parte do corpo. Hoje a mulher está de fio dental mostrando a bunda na praia. Isso é ser mais avançado do que ser elegante? Hoje é mais avançado mostrar a bunda? Para mim isso é mais primário, mais escroto. Perde todo o mistério da mulher. É muito mais legal, rico, sensual, erótico e poético se comover com o pé da moça.

- Então nasci no século errado...realmente um belo pé de moça faz vibrar cada fibra do meu ser...rs

Fonte: Folha de Sp on line
Comentários : Marcello Lopes

domingo, 13 de junho de 2010




É Hoje !!!!!!!!!!!!

A nova temporada dos vampiros mais fodas da história começa hoje no canal HBO, como eu não tenho tv a cabo fico à espera dos blogs que disponibilizam downloads.

Se você passou alguma temporada em Marte ou Plutão e não conhece True Blood, procure no Google porque eu não vou explicar.

Só para saber, esse dois motivos que explicam porque eu assisto True Blood :






Bons motivos para assistir, não? Bem melhor que aquela adolescente chata e sem sal da outra série..pfffff...

Texto: Marcello Lopes
Fotos: HBO e Google

The Time Traveler's Wife



Uma história de um amor pode sobreviver aos saltos temporais, aos problemas matrimoniais e também à morte ????

Você descobre lendo A Mulher do Viajante do Tempo ou assistindo o filme Te Amarei para Sempre que contam a história do bibliotecário Henry que descobre poder viajar pelo tempo devido a uma doença genética, embora suas viagens sejam descontroladas.

Nessas viagens a autora conseguiu dar credibilidade à história ao colocar o personagem principal se deslocando na fina camada espaço-tempo sem roupa, detalhe que é sempre mostrado em filmes de ficção, inclusive do Exterminador do Futuro.

A narrativa é apresentada em diversos fragmentos que o leitor aos poucos consegue alinhar como um quebra-cabeças, já que a vida de Henry é um eterno vai e vem.

Ele conhece a sua futura esposa Clare, na biblioteca em que trabalha e à partir disso sua vida é mostrada em flashbacks e breves visitas à um futuro desconhecido.

O que eu achei do filme que acabei de assistir ??

O filme eu comprei ontem de manhã por dois motivos :
  1. O filme é com a Rachel McAdams
  2. O filme é com a Rachel McAdams

Ela se tornou a minha musa desde que estrelou o filme The Notebook ou Diário de uma paixão, que é sem dúvida nenhuma um dos melhores filmes que eu assisti nessa vida !!!

Eu até escrevi um poema sobre a história aqui.

Bom, assisti o filme ontem mesmo e fiquei bastante surpreso pela qualidade do filme, não só pelo enredo, mas pelo elenco encabeçado por Rachel e Eric Bana (1° Hulk).

Fotografia muito bem realizada, uma trilha sonora fantástica composta por Mychael Danna, que já fez álbuns de música celta ótimos e outras trilhas muito boas(tenho algumas em cd).

O filme na minha opinião é seguro e não ambiciona nada além de ser uma boa história.

Espero que vocês leiam o livro e assistam o filme.

Marcello Lopes
Fotos: Google

sábado, 12 de junho de 2010

Promoção no blog Ediverdade



Olá pessoal.

A Edilza do blog Ediverdade está com uma promoção super bacana, sorteando o livro Caixa dos Desejos da autora Ana Cristina Melo.

Não percam !!!!

Marcello Lopes

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Médico e o monstro




Todos nós temos nosso lado negro, em muitos adormecido ou domesticado, em muitos à flor da pele.

O Médico e o Monstro narra a história de um médico que tenta à todo custo reter seu lado monstruoso que se revela como Mr.Hyde com uma fórmula química que ele desenvolve em seu laboratório.

São dois lados de uma mesma moeda, de um lado o médico é um homem honrado e de boa posição social, do outro, um assassino e perverso homem que dá vazão às suas tendências primitivas aterrorizando Londres.

O livro foi escrito na mesma época que muitos estudos sobre o inconsciente estavam sendo publicados com isso foi visto pelos críticos como um estudo sobre conceitos e temas psicanalíticos, e Stevenson consegue captar as diferenças da sociedade londrina pelos diferentes olhares, a cidade culta e respeitada pelos olhos do médico e o lado pobre e violento por parte do seu alter-ego.

O livro inspirou diversos filmes, musicais e até outros escritores, como Stephen King, que acredito tenha se utilizado muito dessa dualidade para escrever um livro chamado Metade Negra.

Texto: Marcello Lopes
Foto: Google

Literatura Inglesa - V



Esse escocês escreveu uma das obras mais fascinantes e que muitos críticos e estudiosos dizem que ele soube mesclar como ninguém o estilo de Dumas e Flaubert.

Seu nome é R.L.Stevenson e O Médico e o Monstro e A Ilha do Tesouro são dois dos seus maiores sucessos de crítica e público.

Escreveu peças de teatro, poesias, romances e ensaios. Mas foi no gênero romance que Stevenson se destacou e se firmou como um dos maiores escritores da língua inglesa, inclusive renovando a prosa inglesa pela precisão vocabular e limpidez da frase tornando suas obras clássicos da literatura.


Stevenson viajou muito em sua vida, França, Bélgica, Estados Unidos onde casou-se, sempre deixando relatos de suas inúmeras viagens, e quando voltou à Inglaterra para se dedicar ao ofício de escritor, criou a maioria de suas obras-primas :
  • Médico e o Monstro em 1886
  • Raptado em 1886
  • The Black Arrow em 1888
Após esse último livro deixou a Inglaterra e foi morar em Samoa onde escreveu outros títulos importantes na literatura inglesa.

Falece em 1894 enquanto escrevia Weir of Hermiston, vítima de uma hemorragia cerebral.

Texto e pesquisa : Marcello Lopes
Fotos: Google

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mudanças

Olá pessoal.

Como podem ver houve mudanças no layout e no nome do Blog.

O nome é mais adequado por causa do principal conteúdo desse blog que são as resenhas dos livros que eu leio e as mudanças foram feitas por que o provedor possibilitou-as sem custo nenhum e eu já queria mudar o visual faz tempo.

Agora peço a paciência de vocês e as sugestões para melhorar cada vez mais esse espaço que se tornou tão querido para mim, ele é uma ferramenta útil de aprendizado e uma maneira de criar grandes amizades.

Marcello Lopes

A Faca sutil



Terminei essa semana de ler o segundo volume da Trilogia de Fronteiras do Universo - A Faca Sutil.

O livro conta a história da garota Lyra e sua jornada para entender o que é o Pó e encontrar o seu pai, o lorde Asriel.

No primeiro livro, Lyra atravessa a fina camada que separa os universos entre si, e encontra do outro lado uma outra Oxford com algumas similaridades e grandes diferenças, no entanto o destino faz com que ela conheça Will, um garoto de 12 anos que cuida da mãe com problemas psicológicos e que está repleto de culpa por ter assassinado um homem que invadiu sua casa.

Os dois unidos pela necessidade de obter respostas para seus problemas se unem e entram em um outro universo, chamado de Citágazze repleto de espectros que roubam a vitalidade dos adultos tornando-os mortos-vivos, somente as crianças são poupadas, acredito que seja por causa do Pó.

Eles participam de diversas aventuras, repletas de armadilhas e perigos, até que um homem no Universo de Will consegue roubar o aletiômetro de Lyra e propõe uma troca às crianças, o aletiômetro por uma faca especial.

À partir daí a história ganha mais emoção e novos personagens são inseridos
na narrativa, como anjos, feiticeiras, espectros e gatos são levados à busca por objetos perdidos, reencontros familiares e mais algumas descobertas importantes.

O livro me fez viajar na imaginação, guerras e seres míticos, luta contra a Igreja e a fé imposta pelo medo e não pela razão, todos os elementos de uma grande história estão nessa trilogia.

É uma pena que tenham feito um filme tão medíocre acabando por eliminar as possibilidades do segundo capítulo virar película.

Mas o livro vale a pena.

Marcello Lopes

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tá chegando a hora !!!!


Que Copa que nada !!!!!

Dia 13 de Junho começa mais uma temporada dos reais vampiros, daqueles que não brilham no sol (?) e nem muito menos namoram com aborrecentes  chatas e sem sal.

Lá os vampiros são sanguinários, gostam de mulheres sensuais e matam sem dó os humanos !!

Vamos aguardar a temporada dos vampiros e transmorfos, feiticeiras !!!!

Para comemorarmos o início dos episódios vampirescos, assistam o vídeo de abertura do seriado com a música Bad Things de Jace Everett.



I wanna do bad things with you !!!!!!

Texto: Marcello Lopes

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Desafio Literário - parte 5

Continuando a saga do desafio literário proposto por vários blogs, eu hoje falo sobre o livro que mais me prendeu a atenção.



Ok. Sou fã dos livros de Stephen King, assisti a série em 1994 baseada na obra e tempos depois já estava lendo o livro que me deixou sem dormir direito por alguns dias.

A trama com mais de 1000 págs fala de uma arma biológica chamada de Capitão Viajante que acaba com mais da metade da população, enquanto a outra parte é imune ao vírus letal.

A primeira parte do livro apresenta os primeiros 20 dias após o desastre e mostra como a sociedade aos poucos desaparece.

Na segunda parte, um pequeno grupo de sobreviventes, (faço uma pausa para atentar vocês sobre as coincidências com LOST) que é formado por Frances, (colegial grávida), Stuart (operário), Harold (nômade), Nick (surdo-mudo), Larry (cantor de rock) e Glen (professor) que encontram ao longo do percurso uma mulher chamada Abigail ou chamada de Mãe Abigail que se torna a líder espiritual desses sobreviventes.

-> Os produtores de Lost sempre se reuniram para escrever episódios com uma cópia de Dança da Morte em mãos.

-> J.J. Abrams, Damon Lindelof & Carlton Cuse sempre disseram em entrevistas que Dança da Morte era um exemplo para uma trama longa e com diversos personagens.

-> Dos personagens Frances = Claire, Larry = Charlie

-> Em um episódio o clube do livro de Juliet está lendo "Carrie" de Stephen King e a primeira cena discute o seus méritos. Juliet diz que é o seu livro favorito quando Adam afirma que Ben não leria aquele livro nem no banheiro. O interessante é que quando Ben, ainda como o falso Henry Gale, está preso na escotilha, ele pede a Locke um livro de Stephen King.

-> Sam Anderson que interpreta Bernard também participou da mini-série de adaptação de A Dança de Morte como Whitney Horgan !!

Enfim, depois desses temas compartilhados entre as séries, vamos apresentar os "outros" :

O outro grupo de sobreviventes é formado por um incendiário, um ex-chefe de polícia e Randall Flagg ou mais conhecido pelos outros sobreviventes como Homem Negro.

Na 3° parte do livro, os grupos percebem de uma maneira ou de outra a presença entre si e aí começa a corrida para a sobrevivência com os dois líderes disputando o destino de cada um dos sobreviventes, inclusive o uso de uma arma nuclear perdida.

O livro é genial, a trama é sensacional, existem momentos de ternura onde os sobreviventes liderados por Mãe Abigaill se lembram de seus melhores momentos e se esquecem por um momento de sua condição.

Outro momento genial é o confronto entre Mãe Abigaill e Flagg, me interessa muito esse combate entre forças do mal e do bem, muito simbolizado nos livros de King.

A mini-série contou com um elenco muito bom na época como Gary Sinise, Molly Ringwald, Miguel Ferrer, Rob Lowe, Laura San Giacomo.

Estou procurando na net para baixar a série quem souber me avisa, please.

Marcello Lopes

domingo, 6 de junho de 2010

Iberê Camargo

Livro de memórias que reúne breves textos de Iberê Camargo (1914-93), um dos mais importantes pintores brasileiros do século XX.

Esses exercícios de memória da infância e de sua formação como artista extravasam o caráter de autobiografia e, extremamente lapidados, apresentam uma literatura doce e dolorida a um só tempo. Iberê recorda a infância distante do epicentro da arte que frequentaria anos mais tarde; o erotismo inocente e incisivo do adolescente; a autonomia e o mistério do universo da pintura.

Um precioso esboço biográfico, que, mais do que ajudar a compreender o artista, desdobra o homem, ser envolto em silêncio e tragédia.

Com organização e apresentação de Augusto Massi, a edição inclui 37 imagens, que retratam o artista e momentos de sua vida.

Carretéis


Iberê Bassani de Camargo (Restinga Seca RS 1914 - Porto Alegre RS 1994). Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor. Em 1928 estuda pintura com Frederico Lobe e Salvador Parlagreco (1871 - 1953) na Escola de Artes e Ofícios, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Entre 1936 e 1939, em Porto Alegre, faz o curso técnico de arquitetura do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre e estuda pintura com Fahrion (1898 - 1970).

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1942 e, com bolsa de estudos concedida pelo governo do Rio Grande do Sul, freqüenta por pouco tempo a Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Não satisfeito com a proposta acadêmica, estuda com Guignard (1896 - 1962) e funda, em 1943, com outros artistas, o Grupo Guignard. Em 1947 recebe o prêmio de viagem ao exterior e vai para a Europa no ano seguinte.


Em Roma, estuda com Giorgio de Chirico (1888 - 1978), Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e Leone Augusto Rosa, e em Paris, com André Lhote (1885 - 1962). Volta ao Brasil em 1950 e, em 1952, torna-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas.

Funda, em 1953, o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro, hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage. Em 1954, participa com Djanira (1914 - 1979) e Milton Dacosta (1915 - 1988), da organização do Salão Preto e Branco e, no ano seguinte, do Salão Miniatura, ambos realizados em protesto às altas taxas de importação de material artístico.


Promove curso livre de pintura no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, em duas temporadas entre 1960 e 1965. Em 1966 executa painel de 49 metros quadrados oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde - OMS, em Genebra.

A partir de 1970, leciona na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Em 1980 Iberê Camargo mata a tiros um homem que o agride na rua. É absolvido sob o argumento de legítima defesa, mas o episódio marca profundamente sua vida e sua obra.

Em 1986, recebe o título de doutor honoris causa da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Entre suas publicações, constam o artigo Tratado sobre Gravura em Metal, 1964, o livro técnico A Gravura, 1992 e o livro de contos No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico, 1988.

Biografia: Google
Resenha: Cosac Naify

Desafio Literário - parte 4




No quarto dia (não consecutivo) do desafio, vou falar sobre o livro mais caro que eu comprei, e dessa vez infelizmente, eu tive que comprá-lo.

Eu sou um fanático pelo Jazz, não só pela sonoridade incrível, mas pela história social que esse gênero musical teve nos EUA, foi uma ferramenta importante de inserção dos negros na comunidade, ajudou-os a combater a segregação racial e lhes deu uma vantagem absurda sobre os brancos até hoje, todos os negros que surgiram na vida social americana eram muito melhores e mais criativos que os brancos.




O livro Jazz Life foi uma cooperação entre o escritor William Claxton e o fotógrafo e musicologista alemão Joachim E. Berendt que através dos EUA foram em busca da história do Jazz, o ano era 1960, e através das câmeras e do texto puderam construir uma história que é ao mesmo tempo musical e social de um país que creceu dividido e integrou-se através da música.

O livro é riquíssimo em fotografias de grandes músicos como Ornette Coleman, Mahalia Jackson, Bill Evans, e o texto de William é uma aula de história, escrita em 3 línguas, inglês, francês e alemão.


Uma preciosidade para os amantes do Jazz !!!




Texto: Marcello Lopes
Fotos: Ed.Taschen

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Livros da Bienal

A minha querida amiga Cel do blog Uma Janela Secreta postou os livros que ela comprou na Bienal, e eu também fiquei com vontade de colocar os que eu ganhei lá na Bienal.

São diversos títulos, e alguns tive a oportunidade de ganhá-los autografado.


Vamos à lista :

  1. Vivendo e Aprendendo
  2. Como se não houvesse amanhã
  3. Entre a mentira e a ironia
  4. Múltipla escolha
  5. Fichas de vitrola e outros contos
  6. Os Limites da Lei
  7. Poemas de Gonçalo Tavares
  8. Queime antes de ler
  9. As Damas do Vento
  10. Feios
  11. Não contem com o fim do livro
  12. Fora da Lei
  13. Soldados Fantasmas
  14. Os poemas suspensos
  15. Criador em sua absoluta perfeição
  16. Anna Kariênina (Não está na foto)
  17. Love (Não está na foto)
  18. Sombras da Noite (Não está na foto)
  19. Caçada ao assassino de Lincoln (Não está na foto)
Muitos eu ganhei por coordenar o estande da Editora Record durante a Bienal, e outros porque eu pedi aos representantes de distribuidoras ou das próprias editoras.

Vamos aos autografados :





Os Poemas Suspensos é o título de uma antologia de poesia dos poetas Imru al-Qays,Tárafa,Ântara, e Labid. Poemas traduzidos diretamente do árabe por Alberto Mussa.






Roberto foi meu chefe na Editora Gente e sempre me incentivou a buscar as melhores coisas para a minha vida e nada melhor que receber seus ensinamentos sem custo nenhum.





Henrique Rodrigues é um dos autores nacionais que eu mais gostei de conhecer, pessoalmente e por suas palavras, lançou seu primeiro livro A Musa Diluída em 2006 pela Ed.Record e participa de diversos projetos de incentivo à leitura. Esse livro é uma coletânea de contos baseados nas canções do Legião Urbana.

No próximo post coloco os outros livros autografados.

Marcello Lopes

Pátria Amada



Os aliados perderam o confronto mais sangrento da história mundial, foram rechaçados pelo eixo formado por Alemanha-Itália-Japão, e passados 20 anos da vitória de Hitler, uma nova Europa cresce e estamos nos anos 60, a Alemanha se prepara pra comemorar o aniversário de Hitler e da vitória sobre os aliados.

Em meio à possível guerra com os russos, os alemães costuram um acordo com seus velhos inimigos, os EUA, que vivem a guerra-fria em seus momentos mais delicados.

Com isso, é enviada à Alemanha a repórter Charlie Maguire que cobre a celebração do aniversário do Fuhrer e as possíveis negociações com os militares americanos.

Na Alemanha repleta de bandeiras com suásticas e fotos de Hitler e seus generais, Charlie conhece um oficial da SS, chamado Xavier March que está em meio à uma investigação muito perigosa, e que pode acabar com os planos de aliança com os americanos, a morte dos judeus.

No país ninguém sabe ou especula e as autoridades dizem que foram deportados para outros países da Europa, mas o oficial começa a encontrar lacunas em várias dessas declarações.

E junto com a repórter começam uma corrida para descobrir a verdade antes que o acordo militar seja assinado.

Essa é a trama do livro de Robert Harris, chamado Pátria Amada ou Fatherland em inglês e esse estilo de literatura se chama hoje de “história contrafactual” ou “virtual”.

Robert Harris escreveu depois Enigma (resenha em breve), O Fantasma(resenha em breve) e outros livros de sucesso.

Infelizmente o livro se encontra esgotado nas Livrarias, sendo encontrado apenas nos sebos.

O livro ganhou uma versão cinematográfica chamada A Nação do Medo, de 1994 com Rutger Hauer e Miranda Richardson.


Resenha: Marcello Lopes
Fotos: Google