segunda-feira, 31 de maio de 2010

Literatura Inglesa - IV


Uma das escritoras mais cultuadas deste século, Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882 e após a morte do pai em 1904 mudou-se com a irmã, a pintora Vanessa Bell para Bloomsbury, um bairro localizado no centro-oeste de Londres onde mais tarde diversos intelectuais e artistas discutiriam sobre arte, literatura e outros aspectos da vida.

Esse grupo ficou conhecido como Grupo de Bloomsbury e era formado por Vanessa Bell, Virginia, o economista John Keynes, Edward Morgan Forster e Leonard Woolf, este se transformaria no marido de Virginia e principal apoio dela em suas constantes crises de saúde.

Esse grupo tem uma influência muito grande na obra de Virginia e inspirou a escritora e o marido a abrirem uma editora, chamada de Hogarth Press que publicou trabalhos importantes de Virginia, Katherine Mansfield e T.S. Eliot.

Seu primeiro romance foi A Viagem, publicado em 1915, depois o segundo romance Noite e Dia de 1919, esses dois romances são densos mas com pitadas líricas e envolventes, um culto à seu fascínio pelos autores russos, principalmente por Dostoievski.

Seus próximos romances foram O Quarto de Jacó de 1922, Mrs.Dalloway de 1925, Passeio ao Farol de 1927, As Ondas de 1931, nesses romances já se nota a transposição de estilos, antes desses a narrativa era realista, agora as histórias seguem o que se passa na consciência das personagens.

Para essa mudança de estilo, Virginia utilizou-se de várias linhas literárias e influências que vão desde os seus próprios pensamentos e ensinamentos de Wordsworth.

Virginia escreveu o que os críticos literários chamam de obra-prima, o romance As Ondas, onde a autora omite a divisão por capítulos, usando apenas um pequeno intervalo de linha em branco para marcar a mudança de narrativa de uma das seis personagens que participam da trama contando suas experiências.

A autora inovou usando o que o psicólogo William James chamou de Fluxo da Consciência em seu estudo Princípios de Psicologia de 1890 em uma análise do funcionamento aleatório do subconsciente.

Infelizmente, a autora se suicidou em 1941, deixando uma grande quantidade de ensaios, cartas e correspondências.


A autora tem diversos títulos traduzidos em português principalmente com a editora Novo Século, e indico a coletânea Contos Completos da Ed.Cosac Naify.

Marcello Lopes

Desafio Literário - parte 2

Continuando o desafio literário, hoje escrevo sobre o livro que eu menos gostei, mesmo porque odiar é uma palavra muito forte e se tratando de livro eu não odeio nenhum deles.

Apesar de eu não gostar desse livro, eu o li inteiro mesmo porque detesto deixar uma história mesmo que seja uma ruim.


Uma biografia imaginária de Dimitri Borja Korozec, um anarquista especializado em assassinatos políticos, que se caracteriza por uma espantosa dificuldade em atingir as metas às quais se propõe. Sua "propensão natural pela catástrofe" fará dele eternamente o homem certo na hora errada. Porém, não lhe falta perseverança e ele vai mudando de cidade e de país, sempre convencido de que sua missão é matar tiranos.

Curiosamente, Dimitri está sempre no meio de algum acontecimento interessante. É assim que Jô Soares traça um roteiro geográfico para o seu assassino, e através dele, conta 40 anos de história.

Por que não gostei :

-> A resenha parece interessante, não é ? Mas não é, o gordo Jô Soares quer mostrar o quanto ele é inteligente e nos enche com dezenas de informações inúteis e fora do contexto para "enriquecer" a narrativa, que acabou que ficou muito chata e pedante.

Marcello Lopes

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Desafio Literário

Recebi um desafio literário da minha querida amiga Cel do blog Uma Janela Secreta, escrever sobre 10 livros em 10 dias. Sendo que existem algumas regras como essa de postagem :

01° dia - Livro que você mais gostou

02° dia - Livro que você mais odiou

03° dia - Livro mais barato que você comprou

04° dia - Livro mais caro que você comprou

05° dia - Livro que mais te fez ter a atenção nele

06° dia - Livro que menos te fez ter a atenção nele

07° dia - Livro que você mais recomenda

08° dia - Livro que você menos recomenda

09° dia - Livro que série você mais gosta

10° dia - Livro mais velho que você tem ou leu

Depois indicar 4 ou mais blogs para o mesmo desafio e informar quem o indicou (já fiz lá em cima).
 
Bem, eu vou começar a escrever sobre o livro que eu mais gostei e será bem difícil escolher entre tantos que li e adorei. Por isso vou escrever sobre o que mais me marcou.

 
A história é de um grupo de cientistas americanos que descobrem como voltar no tempo, e escolhem entre diversas datas voltar à época de Jesus, para isso contam com a auda de um major da Força Aérea que também é um cientista, além de ser fluente em Aramaico, língua falada na época em Jerusalém e uma diferença entre os outros militares que seus superiores apreciam, ele é ateu.
 
Aí começa toda uma narrativa científica e histórica sobre o tempo de Jesus e como é possível reverter as finas camadas do tempo e explicações científicas com diversos rodapés, e descrições precisas sobre Israel e seus bairros.

Mas o que marcou minha leitura foi a descrição da força que Jesus exerceu sobre aqueles que o rodearam e que tiveram o privilégio de acompanhá-lo através dos tempos de pregação.
 
O autor J.J.Benítez é católico, mas critica e muito a Igreja por alterar de acordo com sua conveniência os ensinamentos de Jesus e seus apóstolos, a história se passa antes dos primeiros milagres de Jesus, o militar chamado agora de Jasão, parte juntamente com seu co-piloto, chamado de Eiseu para descobrirem mais sobre essa figura misteriosa que é Jesus.
 
Os primeiros momentos na terra do Nazareno são de extrema emoção, imaginem se pudéssemos realmente voltar no tempo, sentirmos sobre nossos pés a mesma terra que o Mestre caminhou e sentir os aromas e sensações dos mercados árabes onde Jesus caminhou nos ensinando e consolando.

O militar aos poucos consegue furar a proteção dos apóstolos e encontra-se com Jesus, a narrativa aí nos emociona quando o autor descreve Jesus nos mínimos detalhes e também quando o militar se sente abalado em suas convicções ao testemunhar diversas palestras do nazareno.

O livro é ao meu ver,um dos melhores retratos de Jesus e sua pregação, mesmo o livro sendo considerado realismo-fantástico,acredito muito que a história deve ser lida por todas as pessoas,independente de acreditar que seja possível uma viagem no tempo.

Fica aqui minha dica.

Os blogs que eu repasso o desafio são :
  1. Iris do blog 365 livros por ano
  2. Bruna do blog Feitiço Literário
  3. Sérgio do blog Momento do Livro
  4. Luka do blog Quem Lê faz seu filme
Só lembrando que esse desafio não é obrigatório.

Marcello Lopes

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Bússola de Ouro

Antes da viagem até Poços de Caldas comecei a ler A Bússola de Ouro e depois de 2 dias terminei-o com aquele gostinho de quero mais, e como tive a sorte de comprar a coleção toda, assim que voltar pra Bh, lerei o segundo volume.

O primeiro capítulo desse trilogia é muito bom, a história de humanos com seus dimons que são animais que se transformam em outras espécies e são conectados à nós como a nossa alma é muito interessante.

E a variedade de personagens que compõem essa obra me agradou bastante, feiticeiras, gípcios (ciganos), tártaros, Lorde Asriel, ursos com armaduras, e a sempre temida Igreja como a vilã, tendo sua personagem principal na sra.Culter, uma adorável dama com um passado conturbado.

A heroína, Lyra tem apenas 12 anos mas tem a esperteza de um adulto, e nos conquista desde as primeiras linhas, o autor nos faz mergulhar em diversas aventuras ao lado de Lyra na procura à crianças desaparecidas, a travessia do ártico em um balão, com os gípcios sendo atacados pelos tártaros e seus dimons-lobos.

A narrativa é ágil e flui muito bem, não deixando a história ficar morna em nenhum momento.

Ação e emoção do começo ao fim.

Vale a pena !!!



Marcello Lopes

sábado, 22 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bienal de Belo Horizonte - parte 6


Ontem foi lançamento do livro da Bruna Longobucco na Bienal do Livro no estande da Livraria Leitura.

A Bruna é uma pessoa super-hiper-mega simpática, bem articulada e fez do lançamento um momento de descontração e profissionalismo. Ganhei o livro Centúrias autografado com uma dedicatória linda, e espero que nessas férias pós-Bienal eu possa lê-lo com calma.

Por isso devo avisá-los que eu estou me afastando da Leitura após a Bienal, já que passo por alguns problemas pessoais quero ter calma e paciência pra resolvê-los, por isso os últimos eventos da Bienal eu não irei acompanhar.

Mas falando do lançamento do Centúrias, muitas pessoas estavam lá para prestigiar o evento, e apesar do preço caro da entrada e do estacionamento, foi bom ver o estande cheio de pessoas em volta da Bruna.


Houve um momento engraçado quando eu reconheci a mãe da Bruna como uma das clientes da Leitura na Cristóvão Colombo, nos olhamos e eu disse que já a tinha atendido e ela não se lembrou de mim. :(

Mas tudo bem, Bruna quero agradecê-la pela paciência e pelo profissionalismo com que atuou nesses dias que antecederam o lançamento.

E espero que você me inclua no seu projeto independente de autores que ficamos de conversar,lembra-se ?


Fotos/Texto: Marcello Lopes

Bienal de Belo Horizonte - parte 5



Sim, esse foi um momento de tietagem explícito, Rubem Alves ao lado da equipe que trabalhou, suou e ralou para que o evento fosse um sucesso.

14hs : Percebemos que os banners não haviam ficado prontos, lá vou eu correr pra gráfica rápida para esperar o Bruno enviar a arte pro meu e-mail, chegando na gráfica decidi por 4 banners do tamanho A3 com fundo vermelho e eles ficaram prontos em pouco menos de 20 min.

17hs : De volta para Bienal, colei os banners nos estandes, escolhi os livros para vender na porta do auditório onde o autor iria dar uma palestra e fiquei responsável pelo troco,sacolas, marca páginas, e todo um conjunto de quinquilharia que acompanha esses eventos.

18hs: Fiz um esquema com a assessora de imprensa dele e Adriana da Ed.Record para limitar o n° de autógrafos, já que o autor estava muito gripado e cansado da viagem.

Ficou decidido que ele autografaria no máximo 50 pessoas, por ordem de chegada e com uma senha própria da editora.

19hs : O auditório estava lotado, mais de 450 pessoas se acotovelaram pra assistir esse gigante da educação brasileira falar por 40 min da sua pedagogia dos caracóis.

Essa pedagogia leva em consideração não a rapidez do ensino, mas a qualidade dele mesmo tomando um tempo maior de aprendizado.


20hs: a palestra terminou e a fila se forma em frente ao estande da Record, e a Adriana começa a distribuição de senhas para os autógrafos informando o n° exato de assinaturas que o autor iria conceder e explicando o motivo.

20:20hs: Rubem Alves chega ao estande visivelmente cansado e abatido pela gripe.


Alguns clientes se irritaram com o atraso e sairam da fila gerando um pequeno tumulto, do qual Adriana com a experiência de quem sobreviveu à Meg Cabot serenou os ânimos e colocou ordem no espaço.

Rubem é mineiro de Boa Esperança, e transpira calma e bom humor, mesmo cansado procurava ser o mais gentil possível com todos os que o esperavam, tirou muitas fotos e autografou bem mais que os 60 livros combinados.

O evento terminou às 22:00hs mas o aprendizado que o autor deixou na Bienal permanecerá por muito tempo.

Se você quer conhecer mais sobre o livro Pedagogia dos Caracóis entre no site da LEITURA e leia a resenha, aproveite e compre o livro também !!!

Fotos/Texto: Marcello Lopes

Bienal de Belo Horizonte - parte 4



Ontem foi a noite de autógrafos da Dna.Lucinha, uma senhora de 78 anos, professora aposentada, mãe de onze filhos e hoje comanda com mãos mágicas 4 restaurantes que levam seu nome, 3 endereços em Bh e 1 em Sp.

Teve uma vida difícil na fazenda, trabalhando como professora e cozinhando para fora assim ajudava a família que cada vez mais crescia.

Mas com determinação venceu os obstáculos e hoje conta com a ajuda dos filhos nos restaurantes.

Fui responsável pela recepção da Dna.Lucinha e da simpática Márcia, filha que a acompanhava, ficamos conversando sobre comida mineira (óbvio !!!) e outros assuntos, quando recebi o convite da Márcia pra almoçar com elas qualquer dia desses, e ainda ganhei um livro autografado para dar de presente à minha mãe....



Nesse dia eu estava correndo como louco por causa de outro evento que estava acontecendo no estande da Editora Record, o autor Rubem Alves estava fazendo uma palestra e iria autografar alguns livros, então imaginem a loucura que estava, por isso na foto eu estou suado e todo desengonçado, mas a Dna.Lucinha foi um amor e me disse pra correr lá na Record e mandar um beijo pro Rubem.

A Dna.Lucinha tem um instituto com um trabalho muito bonito que você pode conhecer aqui e o site do Restaurante da Dna.Lucinha é só clicar aqui.

P.S: Assim que possível publico as fotos do restaurante e do almoço. Como minha querida amiga virtual Luka diria, fiquem verde abacate de inveja !!!! hahahaha

Foto/Texto: Marcello Lopes

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Bienal de Belo Horizonte - parte 3





Visitas ilustres no estande da Editora marcaram os dias de ontem e hoje, como Dado Villa-Lobos, Henrique Rodrigues e a simpática Celsina do blog Uma Janela Secreta.


Dado foi muito simpático comigo, deixando-se fotografar antes de entrar na Arena Jovem para participar de um debate cujo tema foi Ser roqueiro é atitude ? com a participação do escritor Henrique Rodrigues que organizou o livro Como se não houvesse amanhã que trata-se de uma coleção de contos baseados em músicas do Legião Urbana, e nem preciso dizer que ganhei um exemplar autografado, né ?

Aliás, Henrique faz parte da nova geração de autores contemporâneos e lançou seu primeiro livro de poesias em 2006 chamado A Musa Diluída, além de escritor trabalha com diversos projetos de incentivo à leitura em comunidades carentes.

Conversei com ele no estande e pedi à ele que me respondesse 5 questões sobre literatura e processo de criação que irei publicar assim que ele responder, provavelmente em Junho por conta da Bienal que tem tomado muito do tempo (meu e dele).

Gostei muito de conversar com ele, e foi muito paciente em responder algumas das minhas indagações sobre como foi pra ele publicar seu primeiro livro, como foi sua emoção ao ver em mãos a obra pronta pra ser vendida nas Livrarias.



Como o movimento de público ainda não tem me atrapalhado tanto pude receber a visita da Celsina e namorado no estande, onde conversamos um pouco sobre livros e Umberto Eco (essas coisas chatas e sem importância..rs).

Aproveitei para presenteá-la com o novo livro do Marcelo Gleiser e pedi à ela que escolhesse um título para sortear em seu blog que eu adoro ler, mas nem sempre comento por falta de tempo...

Conversamos sobre outros blogueiros(as), e acabou gerando um papo agradável já que lemos os mesmos blogs literários e debatemos sobre a razão para que tantas mulheres escrevam sobre literatura e tão poucos homens o façam. Chegamos à conclusao de que as mulheres dominam a área por causa das escolhas disciplinares na Universidade, como Letras e História que obrigam os alunos a lerem uma carga enorme de literatura e textos enquanto os homens escolhem disciplinas que usam mais o raciocínio e não são obrigados à leituras intermináveis.



Gostei muito de tê-la conhecido, e espero que possamos nos encontrar nos eventos culturais espalhados por esse pobre e rico país.

Como tinha dito o público continua fraco e infelizmente tem gerado medo e apreensão nos expositores que gastaram muito com a compra de espaço e contratação de pessoal para o trabalho na feira, e hoje tivemos uma reunião com a organizadora para cobrar uma atitude quanto à baixa visitação e uma das idéias foi de abaixar o preço do estacionamento, para facilitar o acesso das pessoas aos estandes.

É esperar para ver se teremos resultados satisfatórios.

Texto e Fotos: Marcello Lopes

P.S: Esse livro do Henrique me fez lembrar da minha querida irmã que me mostrou de forma indireta a poesia de Renato Russo, ela é fã dele !!!! Sister, aguarde nosso encontro, terei um exemplar novinho desse pra você.

P.S²: Transpiro cultura nesses dias, escrevo quase que diariamente e durmo cada vez menos e anseio ouvir todas as palestras e debates, mas me falta tempo !

terça-feira, 18 de maio de 2010

Café Literário - Bienal do Livro Belo Horizonte


Logo do Espaço


Italo, Letícia e Jaime debatendo sobre criação literária.


Italo, Letícia e Jaime


Eu e o autor Jaime Prado Gouvêia

Fotos: Marcello Lopes

Bienal de Belo Horizonte - parte 2


Estimulado pela campanha que li aqui, decidi acompanhar alguns autores nacionais da Editora Record que estão participando dos eventos como Café Literário e Arena Jovem.

Uma autora que eu acompanhei hoje foi a Letícia Wierzchowski  autora do romance A Casa das Sete Mulheres, que participou com Café Literário, acompanhada do também autor Italo Moriconi responsável por grandes antologias de nossa literatura e de Jaime Prado Gouvêia, autor de Fichas de Vitrola, 3° lugar no Prêmio Jabuti de Contos e Crônicas.


Muito simpática, Letícia percorreu o estande da Editora conversando com os funcionários que ali estavam e ainda tirou foto comigo e autografou o livro A Casa das Sete Mulheres para mim.

conhecia a obra pelo que eu vi na tv e mesmo assim foi muito pouca coisa, pretendo ler e entregar de presente à uma pessoa que eu sei que vai adorar.

No Café Literário Letícia conversou com o público à respeito do processo de criação de um romance, como ele se origina, como o autor o esquematiza em sua cabeça antes de colocá-lo no papel.

Ítalo Moriconi também falou sobre processo criativo principalmente em contos e crônicas, a tarde de hoje foi muito proveitosa para todos os que amam a literatura seja nacional ou estrangeira.


Letícia, Italo e Henrique Rodrigues

Foto e texto : Marcello Lopes

Bienal de Belo Horizonte - parte 1




A Bienal do Livro aqui em Belo Horizonte ainda não bombou, e aponto alguns motivos óbvios :

  1. O preço do estacionamento é de R$ 15,00
  2. O preço da entrada para adulto é de R$ 10,00
  3. O preço da entrada para criança é de R$ 5,00
  4. A falta de interesse do público com cultura
Então façamos uma conta rápida e simples, um pai de família com 2 filhos e a esposa gastam só para pisar no carpete vermelho da Bienal o valor de R$ 45,00 sem contar os gastos com alimentação e óbvio, com os livros.

E estamos falando de um país de analfabetos e pessoas em sua grande maioria que lêem livros por obrigação, então a parcela mínima do público que ama as letras sofre amargamente pela dificuldade de se visitar a Bienal mais de uma vez na semana.

Fora todos os problemas enfrentados nesse primeiro passo, não há disponibilidade de um transporte gratuito como em Sp, isso por si só resolveria metade dos problemas de visitação.

Então fica aqui uma dica, se você estiver em Bh, vá de ônibus e economize R$ 15,00 e compre seus livros.


Texto: Marcello Lopes
Fotos: Marcello Lopes

domingo, 16 de maio de 2010

Momento de tietagem - parte 1



A Bienal de Belo Horizonte já começou, o movimento não está agradando os expositores e há expectativa de que no domingo seja melhor.

O Estande da Editora Record recebeu algumas visitas ilustres, recebi com muita alegria a Nanda do blog Viagem Literária, o autor Alberto Mussa autografou um livro para mim, além de me proporcionar momentos agradáveis de conversa sobre livros.


Um momento profundo de tietagem foi quando encontrei o Jayme Mendes,ele escreve aqui e é Gerente Comercial da Editora Jorge Zahar.

Bom, eu leio seu blog e comento constantemente nele, mas nunca o conheci pessoalmente e foi uma surpresa muito agradável encontrar com um homem que fez e ainda faz uma bonita história no mercado editorial/livreiro.

Ele fundou uma livraria chamada Bruzundangas dentro da Faculdade de História no IFCS/UFRJ, em 1992 foi um dos sócios-fundadores da Contra Capa Livraria em Copacabana.

O legal de encontrar esse pessoal é que o mercado livreiro é pequeno e todos conhecem todos, então trocamos impressões sobre o mercado mineiro e principalmente sobre as pessoas que conhecemos em comum.

Fora que eu sempre nessas ocasiões ouço mais do que falo, assim aprendo cada vez mais.

Amanhã tem Luis Ruffato no Café Literário e espero ganhar um livro autografado....

Marcello Lopes

sábado, 15 de maio de 2010



Heroes morreu....

A emissora de tv americana NBC cancelou a série mas informou que vai fazer uma espécie de filme para encerrar as tramas.

-> Bom, eu não concordo com a emissora. Para mim a série se perdeu, os personagens ficaram superficiais e toda uma história de salvação e descoberta ficou parecendo um pega-pega adulto.

A última temporada terminou com a Claire pulando de uma torre com toda a mídia filmando e se regenerou em frente às câmeras, explicando sobre as pessoas com habilidades especiais.

Ótimo, agora cada um imagina um final diferente, pode até ser parecido com a trama de True Blood, depois de "Heroes" podem tentar se adaptar à sociedade com todos os problemas e facilidades.

Mas vamos esperar pra assistir esse "filme".

Marcello Lopes

terça-feira, 11 de maio de 2010

Escritores Nacionais, quem os lê ?

Pegando carona na matéria que a Iris escreveu em seu blog, em que lança um desafio aos amigos para que leiam mais autores nacionais contemporâneos e assim façam resenhas, produzam virais, criem correntes e contem suas promessas (idéias minha), aproveito para declarar a minha absoluta falta de conhecimento sobre a literatura nacional não obrigatória dos vestibulares e escolas.

Apesar de ter lido pouco Machado de Assis, muito Monteiro Lobato e Jorge Amado, não conheço muito a obra de autores contemporâneos como Alberto Mussa, Milton Hatoum, Bruna Longobucco, Roberta Polito, Ricardo Lísias entre outros feras que escrevem tão bem quanto os autores estrangeiros consagrados.

Tenho lido e muito, Manoel de Barros e João Cabral de Melo Neto que postei abaixo sua biografia, bem como seus livros, mas eles não fazem parte dessa geração que utiliza todas as ferramentas possíveis para disseminar suas idéias.

O que ocorre no Brasil é justamente o que se vê em outras áreas de produção de bens de consumo, tudo que é estrangeiro é "melhor".

E isso infelizmente é cultural, quase tudo que fazemos é inferior aos outros, coisa que eu concordo em partes, mas deixa pra lá isso.

Mesmo não lendo muito os autores contemporâneos que aqui sobrevivem com outras profissões, acredito que André Vianco escreva muito melhor que Stephenie Meyer, ah e desculpe se eu ofendo as menininhas que adoram vampiros que brilham no sol (affff).

Tenho certeza que Raduan Nassar escreve muito melhor que centenas de escritores que figuraram na lista de mais vendidos do New York Times.

A culpa por essa falta de conhecimento de autores nacionais se divide em dois problemas graves:
  1. Falta de Interesse : As editoras não tem muito interesse em ter em seus catálogos autores desconhecidos nacionais, sei que não se pode bater o volume de vendas de uma série como Amanhecer ou como a coleção excelente de Bernard Cornwell, mesmo porque as editoras precisam sobreviver, mas existem editoras que nem querem tentar trabalhar 01 título em sua grade por ano !!!! Nem estou falando por mês, porque um autor publicado e bem trabalhado pode render bons frutos.
  2. Cultural : Nossa cultura é bombardeada pela cultura estrangeira, em sua grande maioria americana, filmes, séries de tv, HQs, música, livros e muito mais, temos a falsa impressão de que só é publicado autores internacionais aqui no Brasil.
Trabalhei em uma editora que escolheu em sua grade autores estrangeiros que tínhamos a certeza de que não venderiam à procurar autores nacionais que pudessem ser apresentados ao mercado editorial mesmo não vendendo muito, pelo menos o investimento ficaria por aqui, não é ?

Eu li em uma entrevista que uma autora nacional após anos tentando conseguir aprovação de seu texto, consegui ter seu livro aceito por uma editora mas teve que esperar 2 anos para publicá-lo, isso é coisa que não acontece com Nora Roberts e afins...

Será que é tão ruim o mercado nacional de escritores ?

Eu duvido, só passar um dia navegando em diversos blogs de literatura, ou de contos, ou de poemas  que encontraremos diversos bons escritores, alguns regulares como eu, outros sensacionais como Lara Amaral, Ari, Filipe, Bruna Longobucco enfim, colegas que eu tenho o prazer de ler e conhecer virtualmente, mas existem centenas por aí, esperando apenas uma chance de mostrar que quem escreve quer ser lido, sempre.

Iris em seu blog comenta sobre outros autores nacionais que merecem destaque como Paula Pimenta, Enderson Rafael, Leila Rego, Raphael Draccon, Felipe Pan, Vivianne Fair, Kamila Denlescki, Albarus Andreos.

São autores que utilizam as ferramentas da web para marketing dos seus textos, que conseguem pouco a pouco penetrar nesse mercado tão injusto e desleal para o autor nacional, e eu sei por experiência própria o quanto é complicado achar uma editora que deseje publicar um livro de poemas sem ter que dividir custos com o autor.

Mas vou correr atrás do meu sonho, e acima de tudo fazer a minha parte ao ler o máximo de autores nacionais e resenhá-los aqui, mesmo que seja uma resenha negativa.

Colocá-los em destaque na Livraria onde eu trabalho, enfim ajudá-los a conquistar uma fatia maior desse bolo imenso.

Marcello Lopes

Bruna Longobucco - Lançamento


20 de maio de 2010 – Quinta-Feira
Horário: 20h
Local: Expominas
Avenida Amazonas, 6030
Estande da Livraria Leitura, Rua D Gameleira - Belo Horizonte/Minas Gerais

segunda-feira, 10 de maio de 2010


A atriz e cantora Lena Horne morreu neste domingo aos 92 anos no hospital Manhattan's New York-Presbyterian/Weill Cornell, informa o jornal "The New York Times".

Sua morte foi anunciada pelo seu genro Kevin Buckley. A saúde da atriz já estava debilitada há algum meses, segundo fontes disseram à revista People.

Lena Horne foi a primeira atriz negra a assinar um contrato com um grande estúdio de Holywood, o MGM, em 1942.

"Acho que o garoto que engraxava sapatos e eu éramos os únicos negros --exceto os faxineiros -- que trabalhavam com as estrelas", disse Horne em uma entrevista à rede de TV CNN. "Era muito solitário e eu não estava feliz".

Ainda à CNN, Hone disse que se sentia feliz por ter participado de filmes que, durante a 2ºGuerra Mundial, foram vistos por soldados negros e brancos, como 'Cabin in the Sky' e o 'Stormy Weather'.

Na MGM, Horne estrelou o musical 'Cabin in the Sky' (1943), no qual todos os atores eram negros. Porém, em vários outros musicais do estúdio, ela atuou somente como membro das "Big Bands" para que as cenas nas quais ela aparecesse pudessem ser cortadas nos estados mais racistas -- como nos filmes "I Dood It", "Thousands Cheer" and "Swing Fever" (1943); "Broadway Rhythm" (1944) e "Ziegfeld Follies" (1946).

Seu primeiro musical de sucesso na Broadway foi "Jamaica", em 1957.

Nos anos 60, Horne foi uma das celebridades mais visíveis nos movimentos de direitos civis, contra a segregação racial.

Em 2002, quando Hale Berry se tornou a primeira mulher negra a ganhar o Oscar, em seu discurso ela agradeceu a Horne. "Este momento é para Dorothy Dandridge, Lena Horne, Diahann Carroll. (...) É para cada mulher negra, sem nome nem rosto, que agora tem uma chance nesta noite. Porque esta porta foi aberta".

Fonte: Folha de Sp on line

domingo, 9 de maio de 2010

Biografia


João Cabral de Melo Neto nasceu na cidade de Recife - PE, no dia 09 de janeiro de 1920.

Aos 18 anos começa a freqüentar a roda literária do Café Lafayette, que se reúne em volta de Willy Lewin e do pintor Vicente do Rego Monteiro, que regressara de Paris por causa da guerra.

Em 1940 viaja com a família para o Rio de Janeiro, onde conhece Murilo Mendes, esse o apresenta a Carlos Drummond de Andrade e ao círculo de intelectuais que se reunia no consultório de Jorge de Lima.

No ano seguinte, participa do Congresso de Poesia do Recife, ocasião em que apresenta suas Considerações sobre o poeta dormindo.

Em 1942 marca a publicação de seu primeiro livro, Pedra do Sono. Em novembro viaja, por terra, para o Rio de Janeiro.

Convocado para servir à Força Expedicionária Brasileira (FEB), é dispensado por motivo de saúde. Mas permanece no Rio, sendo aprovado em concurso e nomeado Assistente de Seleção do DASP (Departamento de Administração do Serviço Público). Freqüenta, então, os intelectuais que se reuniam no Café Amarelinho e Café Vermelhinho, no Centro do Rio de Janeiro. Publica Os três mal-amados na Revista do Brasil.

O engenheiro é publicado em 1945, em edição custeada por Augusto Frederico Schmidt. Faz concurso para a carreira diplomática, para a qual é nomeado em dezembro. Começa a trabalhar em 1946, no Departamento Cultural do Itamaraty, depois no Departamento Político e, posteriormente, na comissão de Organismos Internacionais. Em fevereiro, casa-se com Stella Maria Barbosa de Oliveira, no Rio de Janeiro. Em dezembro, nasce seu primeiro filho, Rodrigo.

É transferido em 1947 para o Consulado Geral em Barcelona, como vice-cônsul. Adquire uma pequena tipografia artesanal, com a qual publica livros de poetas brasileiros e espanhóis. Nessa prensa manual imprime Psicologia da composição. Residindo na Catalunha, escreve seu ensaio sobre Joan Miró, cujo estúdio freqüenta. Miró faz publicar o ensaio com texto em português, com suas primeiras gravuras em madeira.

Transferido para o Consulado Geral em Londres, em 1950, publica O cão sem plumas. Dois anos depois retorna ao Brasil para responder por inquérito onde é acusado de subversão. Escreve o livro O rio, em 1953, com o qual recebe o Prêmio José de Anchieta do IV Centenário de São Paulo (em 1954). É colocado em disponibilidade pelo Itamaraty, sem rendimentos, enquanto responde ao inquérito, período em que trabalha como secretário de redação do Jornal A Vanguarda, dirigido por Joel Silveira. Arquivado o inquérito policial, a pedido do promotor público, vai para Pernambuco com a família. Lá, é recebido em sessão solene pela Câmara Municipal do Recife.

Em 1954 é convidado a participar do Congresso Internacional de Escritores, em São Paulo. Participa também do Congresso Brasileiro de Poesia, reunido na mesma época. A Editora Orfeu publica seus Poemas Reunidos. Reintegrado à carreira diplomática pelo Supremo Tribunal Federal, passa a trabalhar no Departamento Cultural do Itamaraty.

Recebe o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras.

A Editora José Olympio publica, em 1956, Duas águas, volume que reúne seus livros anteriores e os inéditos: Morte e vida severina, Paisagens com figuras e Uma faca só lâmina. Transferido para Barcelona, como cônsul adjunto, vai com a missão de fazer pesquisas históricas no Arquivo das Índias de Sevilha, onde passa a residir.

Em 1958 é transferido para o Consulado Geral em Marselha. Recebe o prêmio de melhor autor no Festival de Teatro do Estudante, realizado no Recife. Publica em Lisboa seu livro Quaderna, em 1960. É transferido para Madri, como primeiro secretário da embaixada. Publica, em Madri, Dois Parlamentos.

Em 1961 é nomeado chefe de gabinete do ministro da Agricultura, Romero Cabral da Costa, e passa a residir em Brasília. Com o fim do governo Jânio Quadros, poucos meses depois, é transferido outra vez para a embaixada em Madri. A Editora do Autor, de Rubem Braga e Fernando Sabino, publica Terceira feira, livro que reúne Quaderna, Dois parlamentos, ainda inéditos no Brasil, e um novo livro: Serial.

Com a mudança do consulado brasileiro de Cádiz para Sevilha, João Cabral muda-se para essa cidade, onde reside pela segunda vez. Continuando seu vai-e-vem pelo mundo, em 1964 é transferido como conselheiro para a Delegação do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra.

Como conselheiro, em 1966, muda-se para Berna. O Teatro da PUC de São Paulo produz o auto Morte e Vida Severina, com música de Chico Buarque de Holanda, primeiro encenado em várias cidades brasileiras e depois no Festival de Nancy, no Théatre des Nations, em Paris e, posteriormente, em Lisboa, Coimbra e Porto.

Em Nancy recebe o prêmio de Melhor Autor Vivo do Festival. Publica A educação pela pedra, que recebe os prêmios Jabuti; da União de Escritores de São Paulo; Luisa Cláudio de Souza, do Pen Club; e o prêmio do Instituto Nacional do Livro. É designado pelo Itamaraty para representar o Brasil na Bienal de Knock-le-Zontew, na Bélgica.

Em 1967 marca sua volta a Barcelona, como cônsul geral. No ano seguinte é publicada a primeira edição de Poesias completas. É eleito, em 15 de agosto de 1968, para a Academia Brasileira de Letras na vaga de Assis Chateaubriand. É recebido em sessão solene pela Assembléia Legislativa de Pernambuco como membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT).

Toma posse na Academia em 06 de maio de 1969, na cadeira número 6, sendo recebido por José Américo de Almeida. A Companhia Paulo Autran encena Morte e vida severina em diversas cidades do Brasil. É transferido para a embaixada de Assunção, no Paraguai, como conselheiro. Torna-se membro da Hispania Society of America e recebe a comenda da Ordem de Mérito Pernambucano.

Após três anos em Assunção, é nomeado embaixador em Dacar, no Senegal, cargo que exerce com o de embaixador da Mauritânia, no Mali.

Em 1974 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. No ano seguinte publica Museu de Tudo, que recebe o Grande Prêmio de Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte. É agraciado com a Medalha de Humanidades do Nordeste.

Em 1976 é condecorado Grande Oficial da Ordem do Mérito do Senegal e, em 1979, como Grande Oficial da Ordem do Leão do Senegal. É nomeado embaixador em Quito, Equador e publica A escola das facas.

A convite do governador de Pernambuco, vai a Recife (em 1980) para fazer o discurso inaugural da Ordem do Mérito de Guararapes, sendo condecorado com a Grã-Cruz da Ordem. Ali é inaugurada uma exposição bibliográfica de sua obra, no Palácio do Governo de Pernambuco, organizada por Zila Mamede. Recebe a Comenda do Mérito Aeronáutico e a Grã-Cruz do Equador.

No ano seguinte vai para Honduras, como embaixador. Publica a antologia Poesia crítica. Em 1982 é agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Vai para a cidade do Porto, em Portugal, como cônsul geral. Recebe o Prêmio Golfinho de Ouro do Estado do Rio de Janeiro. Publica Auto do frade, escrito em Tegucigalpa.

Ganha o Prêmio Moinho Recife, em 1984 e, no ano seguinte, publica os poemas de Agrestes. Nesse livro há uma sessão dedicada à morte ("A indesejada das gentes"). Em 1986 é agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco. João Cabral reassume o Consulado Geral no Porto.

Em 1987 publica Crime na Calle Relator, poemas narrativos. Recebe o prêmio da União Brasileira de Escritores. É transferido para o Rio de Janeiro.

Em Recife, no ano de 1988, lança sua antologia Poemas pernambucanos. Publica, também, o segundo volume de poesias completas: Museu de tudo e depois. Recebe o Prêmio da Bienal Nestlé de Literatura pelo conjunto da obra, e o Prêmio Lily de Carvalho da ABCL, Rio de Janeiro.

Aposenta-se como embaixador em 1990 e publica Sevilha andando. É eleito para a Academia Pernambucana de Letras, da qual havia recebido, anos antes, a medalha Carneiro Vilela. Recebe os seguintes prêmios: Criadores de Cultura da Prefeitura do Recife, Luis de Camões (concedido conjuntamente pelos governos de Portugal e do Brasil), em Lisboa. É condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Judiciário e do Trabalho. A Faculdade Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro publica Primeiros Poemas.

Outros prêmios: Pedro Nava (1991) pelo livro Sevilha andando; Casa das Américas, concedido pelo Estado de São Paulo (1992); e também nesse ano o Neustadt International Prize for Literature, da Universidade de Oklahoma. Viaja a Sevilha para representar o presidente da República nas comemorações do dia 7 de Setembro, que tiveram lugar na Exposição do IV Centenário da Descoberta da América. No Pavilhão do Brasil, foi distribuída sua antologia Poemas sevilhanos, em edição especial. No Rio de Janeiro, na Casa da Espanha, recebe do embaixador espanhol a Grã-Cruz da Ordem de Isabel, a Católica.

Em 1993 recebe o Prêmio Jabuti, instituído pela Câmara Brasileira do Livro.

João Cabral era atormentado por uma dor de cabeça que não o deixava de forma alguma. Ao saber, anos atrás, que sofria de uma doença degenerativa incurável, que faria sua visão desaparecer aos poucos, o poeta anunciou que ia parar de escrever.

OBRAS DO AUTOR

POESIA

- Pedra do sono. Recife: Edição do autor, 1942

- Os três mal-amados. Rio de Janeiro: Revista do Brasil, 1943.

- O engenheiro. Rio de Janeiro: Amigos da Poesia, 1945.

- Psicologia da composição com a fábula de Anfion e Antiode. Barcelona: O livro inconsútil, 1947.

- O cão sem plumas. Barcelona:0 livro inconsútil, 1950. 2a. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1984 (com Fotografias de Maureen Bisilliat).

- O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife. São Paulo: Edição da Comissão do IV Centenário de São Paulo, 1954.

- Dois parlamentos. Madri: Edição do autor, 1960.

- Quaderna. Lisboa: Guimarães Editores, 1960.

- A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1966.

- Museu de tudo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1975.

- A escola das facas. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1980.

- Auto do frade. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1984; 2a. edição, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira 1984 (da 2a. edição foi feita uma tiragem de 100 exemplares em papel vergê).

- Agrestes. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985 (tiragem especial em papel vergê).

- Crime na Calle Relator. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1987.

- Primeiros poemas. Rio de Janeiro: Edição da Faculdade de Letras da UFRJ, 1990.

- Sevilha andando. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1990.

POEMAS REUNIDOS

- Poemas reunidos. Rio de Janeiro: Edição de Orfeu, 1954.

- Duas águas Rio de Janeiro: Editora José Olympio. 1956 (tiragem especial em papel Westerprin).

- Terceira feira. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961.

- Poesias completas. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1968; 4a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1986.

- Poesia completa. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986.

- Museu de tudo e depois (Poesia Completa II). Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988.

ANTOLOGIAS

- Poemas escolhidos. Seleção de Alexandre O'Neil. Lisboa: Portugália Editora, 1963.

- Antologia poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1965; 8a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1991.

- Morte e vida severina. São Paulo: Teatro da Universidade Católica, 1965.

- Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1966; 6a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1974 (inclui O rio, Morte e vida severina e Dois parlamentos); 34a. edição, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1994 (inclui O rio, Morte e vida severina, Dois parlamentos Auto do frade).

- Morte e vida severina. Rio de Janeiro: Editora Sabiá 1969.

- O melhor da poesia brasileira (Drummond, Cabral, Bandeira, Vinicius). Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1979.

- João Cabral de Melo Neto. Seleção de José Fulaneti de Nadal. São Paulo: Abril Educação, 1982.

- Poesia crítica. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1982.

- Morte e vida severina. Litografias de Liliane Dardot. Recife: Grandes Moinhos do Brasil S/A, 1984.

- Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. Recife: Moinho Recife, 1984.

- Os melhores poemas de João Cabral de Melo Neto. Seleção de Antonio Carlos Secchin. São Paulo: Global Editora, 1985.

- Poemas pernambucanos. Centro Cultural José Mariano. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira 1988.

- Poemas sevilhanos. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1992.

PROSA

- Considerações sobre o poeta dormindo. Recife: Renovação 1941.

- Joan Miró. Barcelona: Editions de l'Oc, 1950 (com gravuras originais de Miró).

- Joan Miró. Rio de Janeiro: Cadernos de Cultura do MEC, 1952.

- O Arquivo das Índias e o Brasil [pesquisa histórica]. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, 1966.

- Poesia e composição. Coimbra: Fenda Edições, 1982.

TRADUÇÕES

PARA O ALEMÃO

- Der Hund ohne Federn. Tradução de Willy Keller. Stuttgart: Rot, 1964.

- Ausgewählte Gedichte. Tradução de Curt Meyer-Clason. Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1968.

- Der Hund ohne Federn. Gedichte. Tradução de Curt Meyer-Clason. Hamburgo e Dusseldorf: Classen Verlag, 1970.

- Poesiealbum. Tradução de Curt Meyer-Clason. Berlim: Verlag Neues Leben, 1975.

- Tod und Leben des Severino. Tradução de Curt Meyer-Clason. Wuppertal: Peter Hammer Verlag, 1975.

- Tod und Leben des Severino. Tradução de Curt Meyer-Clason, St. Gallen/Wuppertal: Edition diá, 1985.

- Tod und Leben des Severino. Tradução de Curt Meyer-Clason. Munique/Zurìque: Piper, 1988.

- Der Weg des Monchs. Tradução de Curt Meyer-Clason. St. Gallen/Colônia: Edition diá, 1988.

- Erziehung durch den Stein. Tradução de Curt Meyer-Clason. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 1989.

- Der Fluss (Das Triptychon des Capibaribe). Tradução de Curt Meyer-Clason. St Gallen: Edition diá, 1993.

PARA O ESPANHOL

- Seis poemas de "Serial". Tradução de Angel Crespo. Madri: Separata da Revista de Cultura Brazileña, 1962.

- Poemas sobre España de João Cabral de Melo Neto. Tradução de Angel Crespo e Pilar Gómez Bedate. Madri:Separata de Cuadernos Hispanoamericanos, 1964.

- Muerte y vida severina.Tradução de Angel Crespo e Gabino-Alejandro Carriedo. Madri: Primer Acto, 1966.

- Muerte y vida severina.Tradução de Angel Crespo e Gabino-Alejandro Carriedo. Lima: Instituto Nacional de Arte Dramatico, 1969.

- Antología poética. Seleção e tradução de Margarita Russotto. Caracas: Fundarte. 1979.

- Poemas. Tradução de Carlos Germán Belli. Lima: Centro de Estudos Brasileños, 1979.

- Dos parlamentos. Tradução de Gabino-Alejandro Carriedo, Madri: Poesia, 1980.

- La educación por la piedra.Tradução de Pablo del Barco. Madri: Edicion Visor, 1982.

- Muerte y vida severina. Auto del fraile. Tradução de Santiago Kovadloff. Buenos Aires: Edición Legasa, 1988.

- Antología poética. Tradução de Angel Crespo. Barcelona: Editorial Lumen, 1990.

PARA O ITALIANO

- Morte e vita severina (inclui Il cane senza plume e Il fiume). Torino: Giulio Einaudi Editore, 1973.

- Museo di tutto. Tradução de Adelina Aletti. Milão: Libri Scheiwiller, 1990.

PARA O INGLÊS

- Two parliaments and Poems. Tradução de Richard Spock. In Brazilian Painting and Poetry. Rio de Janeiro:Spala Editora, 1979.

- A Knife all Blade. Tradução de Kerry Shawn Keys. Pennsylvania: Pine Press, 1980.

PARA O HOLANDÊS

- Gedichen. Tradução de August Willlemsen. Leiden, Uitgeverij de Lantarn, 1981.

PARA O FRANCÊS

- Joan Miró. Tradução de Henri Moreu. Barcelona: Editions de l'Oc, 1950.

PREFÁCIOS

- Collor, Fernando, e Lafer, Celso. Prefácios a Poemas sevilhanos. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1992.

- Lewin, Willy. Prefácio a Pedra do sono, Recife: Edição do Autor, 1942.

- Lopes, Oscar. Prefácio a Poesia completa. Lisboa: Editora da Imprensa Nacional/Casa da Moeda,1986.

- Maranhão, Gustavo de Albuquerque. Prefácio a Poemas pernambucanos. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira,1988.

- Oliveira, Marly de. Prefácio a Museu de tudo e depois (Poesia completa II). Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988.

- Rodrigues, José Honório. Prefácio a O Brasil no Arquivo das Índias de Sevilha. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, 1966.

- Secchin, Antonio Carlos. Prefácio a Os melhores poemas de João Cabral de Melo Neto. São Paulo: Global Editora, 1985.

- Prefácio a Primeiros poemas. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras da UFRJ, 1990.

- Torres, Alexandre Pinheiro. Prefácio a Poemas escolhidos. Lisboa: Portugália Editora, 1963.

LIVROS SOBRE O AUTOR

- Afonso, Antonio José Ferreira. João Cabral: uma teoria da luz. Braga: Faculdade de Filosofia,1993.

- Andrade, Eugênio de, et alii. O TUCA no Porto. Porto: Plano, 1966.

- Barbosa, João Alexandre. A imitação da forma. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1975.

- Bechara, Eli Nazareth. Cabral: dois momentos no tecer da manhã. São José do Rio Preto: Centro de Publicações, Ibilce, UNESP, 1991.

- Brasil, Assis. Manuel e João. Rio de Janeiro: lmago Editra, 1990.

- Cafezeiro, Alice F.L.A. A estrutura semântica em "Tecendo a Manhã", de João Cabral de Melo Neto. Petrópolis: Editora Vozes. 1966.

- Camlong, André. Le vocabulaire poétique de João Cabral de Melo Neto. Toulouse: Cahier nº. 1, Centre d'Étude Lexicologique, Université de Toulouse, 1978.

- Carone, Modesto. A poética do silêncio. São Paulo: Editora Perspectiva, 1979.

- Ciampa, Antônio da Costa. A estória do Severino e a história da Severina. São Paulo: Editora Brasiliense 1987.

- Crespo, Angel e Gómez Bedate, Pilar. Realidad y forma en la poesia de Cabral de Melo. Madri: Revista de Cultura Brasileña, 1964.

- Escorel, Lauro. A pedra e o rio. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1973.

- Gledson, John A. Sleep, Poetry and João Cabral's "false book": a revaluation of Pedra do Sono. Liverpool: Separata do Bulletin of Hispanic Studies, University of Liverpool, 1978.

- Gonçalves, Aguinaldo. Transição e permanência. São Paulo: Iluminuras Produções Editoriais Ltda., 1989.

- Lima, Luís Costa. Lira e antilira. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1968.

- _______. O espaço da percepção. Petrópolis: Editora Vozes, 1968.

- Lobo, Danilo. O poema e o quadro. Rrasília: Thesaurus Editora, 1981.

- Lopes Filho, Napoleão. Interpretação silenciosa de dois poemas de João Cabral de Melo Neto. Lisboa: Ocidente, 1964.

- Mamede, Zila. Civil geometria [bibliografia crítica]. São Paulo: Livraria Nobel, EDUSP, 1987.

- Martelo, Rosa Maria. Estrutura e transposição. Porto: Fundação Eng. Antonio de Almeida. 1989.

- Mendes, Nancy Maria. Ironia, sátira, paródia e humor na poesia de João Cabral de Melo Neto. Belo Horizonte:Universidade Federal de Minas Gerais, 1980.

- Nadal, José Fulaneti de (seleção). João Cabral de Melo Neto. Notas e estudos de Samira Youssef Campedelli e Benjamin Abdala Jr. São Paulo: Abril Educação, 1982.

- Nunes, Benedito. João Cabral de Melo Neto. Petrópolis: Editora Vozes, 1971.

- Oliveira, Célia Terezinha Guidão da Veiga. O lexema seda num poema de João Cabral de Melo Neto. Petrópolis Editora Vozes, 1971.

- Oliveira, Marly de. O deserto jardim. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1990.

- Peixoto, Marta. Poesia com coisas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1983.

- Pires Filho, Ormindo. A contestação em João Cabral de Melo Neto. Recife: Instituto Joaquim Nabuco, 1977.

- Prado, Antônio Lázaro de Almeida. Rosa tetrafoliar, uma leitura de "A educação pela pedra". Assis: UNESP, Separata da Revista de Letras, 1976.

- Sampaio, Maria Lúcia Pinheiro. Os meios de expressão na obra de João Cabral de Melo Neto. São Paulo, Universidade de São Paulo, 1973.

- _________. A palavra na obra de João Cabral de Melo Neto. Assis: Separata da Revista de Letras, 1975.

- _________. Processos retóricos na obra de João Cabral de Melo Neto. São Paulo: HUCITEC, 1980.

- Secchin, Antonio Carlos. João Cabral: a poesia do menos. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1985.

- Senna, Marta de. João Cabral: tempo e memória. Rio de Janeiro: Antares, 1980.

- Soares, Angélica Maria Santos. O poema, construção às avessas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1978.

- ______. The Rigors of Necessity. Oklahoma: World Literature Today, The University of Oklahoma, 1992.

ENSAIOS EM LIVROS SOBRE O AUTOR

- Almeida, José Américo de. Discurso de recepção de João Cabral de Melo Neto. Rio de Janeiro: Discursos acadêmicos, Academia Brasileira de Letras, 1969.

- Aslan, Odette e Meyer, Marlyse. Les voies de la création théatrale. Paris: Centre National de Recherches Scientifiques, 1970.


- Ávila, Afonso. O poeta e a consciência crítica. São Paulo: Summus Editorial, 1978.

- Barata, Manuel Sarmento. Canto melhor. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1969.

- Barbosa, João Alexandre. A metáfora crítica. São Paulo: Editora Perspectiva, 1974.

- ______. As ilusões da modernidade. São Paulo: Editora Perspectiva, 1986.

- Brito, Jomar Muniz de. Do modernismo à bossa nova. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1966.

- Campos, Augusto de. Poesia, antipoesia, antropofagia. São Paulo: Cortez & Moraes, 1978.

- Campos, Haroldo de. Metalinguagem. Petrópolis: Editora Vozes, 1967.

- ______. Verso reverso controverso. São Paulo: Editora Perspectiva, 1978.

- Carone, Modesto. Os pobres na literatura brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1983.

- Casado, José. Livro branco da crítica literária, Maceió: s.n., 1966.

- Castro, Sílvia. A revolução da palavra. Petrópolis: Editora Vozes, 1978.

- Ceribelli, Dirce Teresa. Poética e função metalingüística. São Paulo: PVS, 1974.

- Chamie, Mario. A linguagem virtual. São Paulo: Quiron, 1976.

- ______. Casa da época. São Paulo: Conselho Estadual das Artes, 1979.

- Coelho, Eduardo Prado. O reino flutuante. Lisboa: Editora 70, 1972.

- Coelho, Nelly Novaes. Língua e literatura. São Paulo: Faculdade de Filosofia, 1978.

- Crispim, Luiz Augusto. Por uma estética do real. João Pessoa: A União Editora, 1969.

- Ferrara, Lucrécia d'Alessio. O texto estranho. São Paulo: Editora Perspectiva, 1978.

- Ferreira, Nadia Paulo. Teoria de literatura. Petrópolis: Editora Vozes, 1971.

- Fonseca, José Paulo Moreira da. Dez fragmentos e um poema sobre a poesia de João Cabral. Rio de Janeiro:Spala, 1979.

- Fortuna, Felipe. A escola da sedução. Porto Alegre: Editora Artes e Ofícios, 1991.

- Freixeiro, Fábio. Da razão à emoção I. São Paulo: Editora Nacional, 1968.

- ______. Da razão à emoção II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1971.

- Garcia, Othon Moacir. A página branca e o deserto. Rio de Janeiro: Revista da Livro, 1957.

- Goldstein, Norma Seltzer, e Campedelli, Samira Youssef. Literatura brasileira. São Paulo: Editora Ática, 1976.

- Guerra, José Augusto. Testemunhas de crítica. Recife: Editora Universitária, 1974.

- Gullar, Ferreira. Cultura posta em questão. Rio de Janeiro: Editora Civilizaçãn Brasileira, 1965.

- ______. Vanguarda e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1969.

- ______. Augusto dos Anjos: toda a poesia. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1976.

- Hill, Telenia. Estudos de crítica e teoria literária. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves, 1989.

- ______. L'homme dans la modernité. Paris: Sorbonne, 1990.

- Holanda. Sergio Buarque de. Cobra de vidro. São Paulo: Editora Perspectiva. 1978.

- Houaiss, Antonio. Drummond mais seis poetas e um problema. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1976.

- Junqueira, Ivan. O encantador de serpentes. Rio de Janeiro: Editora Alhambra, 1987.

- Leite, Sebastião Uchoa. Participação da palavra poética. Petrópolis: Editora Vozes, 1966.

- ______. Crítica clandestina. Rio de Janeiro: Editora Taurus, 1986.

- Lima, Laurênio. Crônica de letras pernambucanas. Recife: Imprensa Universitária, 1965.

- Lima, Luís Costa. A metamorfose do silêncio. Rio de Janeiro: Editora Eldorado, 1974.

- ______. Dispersa demanda. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, 1981.

- Lins, Álvaro. Os mortos de sobrecasaca. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1963.

- Lopes, Oscar. Ler e depois. Porto: Editora Inova, 1970.

- Mantero, Manuel. La poesia del "yo" al "nosotros". Madri: Editora Guadanama, 1971.

- Mendes, Nancy Maria. Ensaios de semiótica. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 1980.

- Merquior, José Guilherme. Razão do poema. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1965.

- ______. A astúcia da mímese. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1972.

- ______. As idéias e as formas. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1981.

- ______. Crítica. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1990.

- Moises, Carlos Felipe. Poesia e realidade. São Paulo: Editora Cultrix, 1977.

- Monteiro, lrma Chaves. A traição da linguagem. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica/RJ, 1976.

- Moutinho, José Geraldo Nogueira. A procura do número. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1967.

- Nemésio, Vitorino. Conhecimento da poesia. Salvador: Livraria Progresso Editora, 1958.

- ______. Conhecimento da poesia. Lisboa: Verbo, 1970.

- Nist, John. The Modernist Movement in Brazil. Austin: University of Texas Press, 1967.

- Nunes, Benedito. O dorso do tigre. São Paulo: Editora Perspectiva, 1969.


- ______. João Cabral de Melo Neto. Petrópolis: Editora Vozes, 1971.

- Nunes, Cassiano. Breves estudos de literatura brasileira. São Paulo: Editora Saraiva, 1969.

- Pereira Couto, Alberto Novais. As diversas correntes do teatro moderno brasileiro. Coimbra, 1966.

- Picchio, Luciana Stegagno. Letteratura brasiliana. Milão: Sansoni Accademia, 1972.

- ______. La littérature brésilienne. Paris: Presses Universitaires de France, 1981.

- Pignatari, Décio. Contracomunicação. São Paulo: Editora Perspectiva, 1971.

- Pires Filho, Ormindo. O social e outros ensaios. São Paulo: Quiron, 1976.

- Portela, Eduardo. Dimensões I. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1978.

- Ramos, Maria Luiza. Fenomenologia da obra literária. Rio de Janeiro: Editora Forense, 1969.

- Ricardo, Cassiano. O homem cordial e outros pequenos estudos brasileiros. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1959.

- Santa Cruz, Luís. A metapoética de João Cabral através de Joaquim Cardoso. Rio de Janeiro: Senhor, 1962.

- Santos, Vitto. Poesia e humanismo. Rio de Janeiro: Artenova, 1971.

- Saraiva, Arnaldo. Encontros des-encontros. Porto: Livraria Paisagem, 1973.

- Secchin, Antonio Carlos. Morte e vida cabralina. Rennes: Universidade de Rennes II, 1991.

- Silva, Amazildo Vasconcelos. Lírica modernista e percurso literário brasileiro. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1978.

- Silva Ramos, Pericles Eugênio de. O modernismo brasileiro. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1959.

- Simões, João Gaspar. Crítica II. Lisboa: Delfos, 1961.

- ______. Literatura, literatura, literatura... Lisboa: Portugália Editora, 1964.

- Teles, Gilberto Mendonça. La poesia brasileña en la actualidad. Montevidéu: Editorial Letras, 1969.

- Torres, Alexandre Pinheiro. Programa para o concreto. Lisboa: Ulisseia Ltda., 1966.

- Tufano, Douglas. Estudos de literatura brasileira. São Paulo: Editora Moderna, 1975.

- Xavier, Raul. Romance e poesia do Norte. Rio de Janeiro, Categoria; Brasília, Instituto Nacional do Livro, 1980.

- Zagury, Eliane. A palavra e os ecos. Petrópolis: Editora Vozes, 1971.

FILMES

- O curso do poeta. Produtores: Fernando Sabino e David Neves. Roteiro e direção de ]orge Laclette, 1973.

- Morte e vida severina: um filme documento. Direção de Zelito Vianna, 1976.

- O mundo espanhol de João Cabral de Melo Neto. Produção e direção de Carlos Henrique Maranhão,1979.

- Morte e vida severina. Direção de Walter Avancini. TV Globo, 1981.

- O ovo de galinha. Recitado por Ney Latorraca. TV Globo, 1980.

DISCOGRAFIA

- Poesias - Murilo Mendes e João Cabral de Melo Neto. Lp 010. Festa, Discos Ltda., 1956.

- O Teatro da Universidade Católica de São Paulo apresenta Morte e vida severina. P. 932.900 L., Nancy, 1966.

- Morte e vida severina - Música de Chico Buarque de Holanda, Car 4002, Caritas.

- João Cabral de Melo Neto por ele mesmo. IG 79.029. Festa, Serie de Lux. s/d.

- Poemas de João Cabral de Meto Neto. 2 discos. Som Livre, 1982.

ÓPERA

- Severino: Auto de Navidad - Música de Salvador Moreno.Ópera de Bellas Artes, México. 1966 (Apresentado antes no Teatro Lyceu de Barcelona).

P.S: Como não conhecia nada sobre a vida extraordinária de João,a não ser sua obra mais famosa Morte e Vida Severina, resolvi buscar informações no ótimo site http://www.releituras.com/