quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lançamentos Editora Record - Parte 3



5° Volume da série Crônicas Saxônicas, Terra em Chamas chega finalmente às livrarias e acaba com a ansiedade dos fãs ( eu, inclusive!!) do enredo medieval que mostra as aventuras de Alfredo, O Grande e seus descendentes.

Ainda não li e os exemplares devem chegar na primeira semana de Maio na Leitura Savassi, se você não mora em Bh peça por aqui.

Bernard Cornwell é um dos meus autores preferidos, tenho quase toda a coleção e é um autor que sabe trabalhar muito bem a história com a ficção.

Marcello Lopes

Lançamentos Editora Record - Parte 2

Continuando a mostrar alguns lançamentos da Editora Record, apresento aqui o novo livro de Lya Luft, Múltipla Escolha.



Lya está mais madura nesse novo livro, muito mais confiante e sua prosa poética ainda emociona e faz refletir sobre assuntos como drogas, relacionamento e outros assuntos do nosso cotidiano trazendo o leitor à escolhas de atitude ou somente de opinião.

Seu último livro Silêncio dos Amantes tinha um teor mais pesado, mais denso e cinza que outros que ela escreveu, mesmo assim vendeu quase 200 mil exemplares, ficando na lista dos mais vendidos várias semanas.

Sou fã de Lya Luft, como disse sua prosa me inspira e emociona, seus poemas também vertem toda a realidade do seu olhar poético sobre as coisas mais banais.



Lya Luft começou sua carreira literária em 1980, aos 41 anos, com a publicação do romance As parceiras, seguido por A asa esquerda do anjo (1981), Reunião de família (1982), Mulher no palco (1984), O quarto fechado (1984), Exílio (1987), O lado fatal (1988), A sentinela (1994), O rio do meio (1996, Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes), Secreta mirada (1997), O ponto cego (1999), Histórias do tempo (2000), Mar de dentro (2002), Perdas & Ganhos (2003), Pensar é transgredir (2004) e, no mesmo ano, Histórias de Bruxa Boa, sua estréia na literatura infantil, tema que retornaria em 2007 com A volta da Bruxa Boa.

Em 2005, publicou o volume de poesias Para não dizer adeus e, em 2006, a reunião de crônicas Em outras palavras. Em 2008, após quase uma década afastada da ficção, Lya retorna ao gênero com O silêncio dos amantes.

Formada em letras anglo-germânicas e com mestrados em Literatura Brasileira e Lingüística Aplicada, Lya trabalha desde os 20 anos como tradutora de alemão e inglês, e já verteu para o português obras de autores consagrados, como Virginia Woolf, Günter Grass, Thomas Mann e Doris Lessing, além de ter recebido o prêmio União Latina de melhor tradução técnica e científica em 2001 pela tradução de Lete: Arte e crítica do esquecimento, de Harald Weinrich. Desde 2004, assina a coluna Ponto de vista, da revista Veja.

Texto: Marcello Lopes
Fotos e Info sobre o autor: Grupo Editorial Record

Lançamentos Editora Record

Olá.

Depois da reunião com a Editora Record para decidirmos sobre alguns itens da Bienal,fiquei sabendo sobre alguns lançamentos para Maio,em destaque o livro do Felipe Pena que está sendo lançado com a promessa de uma possível noite de autógrafos no estande da editora na Bienal de Bh. Fique ligado !!



Esse primeiro livro de Felipe Pena é uma coleção de narrativas onde a emoção e o riso são manipulados para o deleite do leitor.

Professor com doutorado em Literatura pela PUC-RJ, o autor escreve sobre a dificuldade dos relacionamentos entre marido e mulher,incomunicabilidade e a dificuldade em entender o outro, são assuntos que domina já que é psicólogo e trabalha com terapia de casais.

Cada capítulo tem um tema ligado à psicologia, de acordo com o autor em sua palestra hoje em Belo Horizonte, sua missão ao escrever o livro era trazer a psicologia aos leigos em uma linguagem acessível, com capítulos curtos e ágeis.



Felipe Pena é psicólogo, jornalista e professor da Universidade Federal Fluminense. Doutor em Literatura pela PUC-Rio, com pós-doutorado pela Sorbonne, é autor de dezenas de artigos científicos publicados no Brasil e no exterior, além de oito livros acadêmicos e do romance O analfabeto que passou no vestibular. Foi sub-reitor da UNESA, repórter e apresentador da TV Manchete e comentarista da TVE-Brasil.
Assina uma coluna mensal no Jornal do Brasil e no site http://www.felipepena.com/

Texto: Marcello Lopes
Informações sobre o autor e fotos : Grupo Editorial Record
Hoje temos uma reunião aqui em Belo Horizonte com a Editora Record para sabermos sobre as novidades e lançamentos para a Bienal, e também para definirmos os livros em promoção.

Aguardem novidades !!

Marcello Lopes

terça-feira, 27 de abril de 2010

As Irmãs Makioka


Sempre me interessei pela cultura japonesa, tanto que aprendi a falar japonês (um pouco só) para tentar absorver o máximo possível dos seus ensinamentos, e recentemente li um dos melhores livros sobre a cultura japonesa, e o autor Tanizaki é um dos meus preferidos junto com Haruki Murakami.

O autor que passou a Segunda Guerra levando a família de um lado para o outro, para evitar os bombardeios, aproveitou para escrever esse longo romance que não tem nada a ver com a guerra, tido pelos críticos como sua obra-prima.

O livro conta a história de uma família rica e tradicional procurando um marido para uma das irmãs que já está em uma idade complicada para se casar na época, 30 e poucos anos, pela tradição além de ser errado uma mulher não se casar com essa idade atrapalha a irmã caçula, já que o casamento acontece pela ordem de idade, primeiro as mais velhas, depois as mais novas.

Na busca pelo marido certo para a irmã mais velha, Tanizaki nos mostra uma série de conflitos culturais entre ocidentais e orientais, entre a imobilidade da tradição e as mudanças da modernidade já que a história cobre um período de transição dos anos 30 para os anos 40 sob os efeitos da 2° Guerra Mundial.

Repare nas descrições que o autor utiliza de tratamentos médicos da época, já que uma das irmãs mais novas está sempre doente. O livro foi inspirado pela própria família do autor e também em seus amigos e conhecidos.

Um dos locais que acontece a trama, existe realmente e foi transformado em museu no Japão. Os primeiros capítulos do livro foram publicados em uma revista mas censurado logo depois pelo governo, fazendo com que Tanizaki fizesse com seu próprio dinheiro o lançamento do primeiro volume, após o término da Guerra, lançou os outros dois volumes.

Em 1983 o livro teve uma adaptação para o cinema com relativo sucesso de público e crítica, do diretor Kon Ichikawa.

Texto: Marcello Lopes
Foto: Ed.Estação Liberdade

Novidades da Bienal de Belo Horizonte



Pessoal, é com muita alegria que trago notícias da Bienal do Livro de BH, como estou cuidando de 2 estandes por lá, a da Livraria Leitura e da Editora Record, estou fechando noites de autógrafo no estande da Leitura.

Os nomes até agora confirmados são :


Ronaldo Morado - Larousse da Cerveja




Dona Lucinha - Receitas Mineiras de Dna. Lucinha


Bruna Longobucco - Centúrias

As datas eu informo assim que os contratos estiverem fechados, ok ???

Pessoal de Belo Horizonte não deixem de prestigiar o lançamento do livro da Bruna, ela é da cidade e é uma das revelações da literatura brasileira.

Abraços.

Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

domingo, 25 de abril de 2010

Resenha Filme


Ok, dessa vez eu desisto de assistir filmes depois de ler o livro.

Mais uma vez Hollywood detonou com uma história que tinha tudo para ser ótima e no final das contas transformou-se um bom filme e só não é pior porque Amanda Seyfried é muito fofa e é perfeita no papel de Savanahh.

O filme começa confuso, mostrando John sendo baleado ( no livro não acontece isso), as linhas de tempo do filme e do livro são totalmente diferentes, quando os dois vão jantar juntos depois do 1° encontro, no filme é Savanahh que leva John até o restaurante de frutos do mar, no livro é ele que a leva, inseriram uma ameaça de um grupo de "amigos" à John que no livro não existe.

Na construção da casa, no livro John não ajuda na montagem, no filme sim. Mudaram até o país onde ele executava uma missão pelo exército.

E o final ??????????? Hollywood sucks !!!!!!!!!!!

A pergunta que eu faço é simples :

- Por que é tão difícil seguir o roteiro original sem mudar a idéia original ?????

Assistam o filme sem problemas, ele não é ruim, pelo contrário visto sem preconceitos é um ótimo filme, de qualidade inferior ao Diário de uma Paixão, mas mesmo assim vale ser visto.

Marcello Lopes

Larousse da Cerveja



Nessa obra, Ronaldo nos apresenta o surgimento da cerveja dos Romanos até os dias de hoje, passando pela Idade Média e pelos santos relacionados à bebida.

O livro nos mostra os diversos ambientes onde a cerveja pode ser degustada, como botequim, pub e em feiras pelo mundo inteiro. Além da parte histórica, o autor apresenta um pequeno resumo de cada país produtor de cerveja e suas particularidades, matéria-prima e processos de fabricação.

O livro é bem ilustrado e conta ainda com informações para apreciadores mais seletos que se importam com características e propriedades da cerveja como aparência, paladar e efeitos fisiológicos.

Ahhh.. e para os que querem dicas de harmonização com comida, existe um capítulo inteiro dedicado à cerveja e suas interações culinárias.

Recomendo ler com uma bohemia preta bem gelada !!!!!!

Marcello Lopes

TechnoBar


Após 3 dias de intensa movimentação, a Feira de FoodService de Belo Horizonte deixou saudades, a Technobar foi realizada no pavilhão do expoMinas e contou com diversas empresas ligadas á prestação de serviço no ramo de restaurantes, bares e similares.


Nosso estande foi cedido pelo autor Ronaldo Morado, do livro Larousse da Cerveja que participou da feira fazendo uma palestra muito interessante sobre a arte da cervejaria no mundo. Pena que não houve degustação !!

O estande de 12 m foi o suficiente para os três dias de feira, e o saldo da feira foi muito positivo, diversos contatos e inclusive 3 novos projetos que irei me dedicar assim que a Bienal tiver terminado, aguardem novidades muito boas !!!!


Visitei outros estandes da feira para conhecer os produtos e novas tendências desse mercado que eu conheço um pouco ( já trabalhei em Hotel em sp e fiz um curso de gastronomia), vi um fogão capaz de cozinhar 3 alimentos diferentes sem transferência de cheiro pra nenhum deles por apenas 38 mil reais, comi vários aperitivos deliciosos, como o bacalhau desfiado criado pela Pif Paf, e muitos sushis de uma distribuidora de comida japonesa, bebi cerveja preta da Bohemia em uma tarde de degustação e me surpreendi com as mais lindas promotoras da feira, afinal estou em Belo Horizonte a cidade com o maior número de mulheres bonitas do país.


Estou satisfeito pelo trabalho na feira, e existe a possibilidade muito grande de que em 2011 participaremos com um estande próprio da Leitura.

Falando um pouco sobre o dia mundial do livro que passou despercebido pelas livrarias aqui em BH, acredito que os livreiros não utilizem de forma adequada essas pequenas datas para alavancar suas vendas e nem para fixar a idéia de que sua loja esteja sempre buscando novos negócios, e não somente esperando o cliente entrar em sua loja.

Na segunda-feira começa a reta final para a Bienal,falta pouco para os 10 dias mais insanos do mercado livreiro, mas estou ansioso porque a feira promete muito tanto no quesito público como no de vendas.

É esperar para ver !!!

Texto e Fotos: Marcello Lopes

terça-feira, 20 de abril de 2010

LUTO NA MÚSICA

O rapper Keith Elam, 43, mais conhecido como Guru Jazzmatazz, morreu ontem. Ele sofria de câncer, segundo o site da revista britânica especializada em música "NME".

Guru ficou mais conhecido após formar, em 1985, a dupla GangStarr com o DJ Premier, um dos mais influentes grupos de hip-hop da costa oeste americana.

"De acordo com o [produtor] Solar [seu mais recente parceiro], Guru sofria com a doença há mais de um ano e após inúmeros tratamentos especiais sob a supervisão dos médicos, o lendário MC sucumbiu à doença", informa um comunicado reproduzido pelo site da MTV britânica.


No final de fevereiro, Guru teve um infarto e foi internado em um hospital, em coma.

Nascido em 1966, em Roxbury, Massachusetts, Guru alcançou a fama ao lançar o Gang Starr, em 1987, lançando álbuns clássicos como "Step in the Arena" (1991) e "Daily Operation" (1992).

Em 1993, ele lançou seu primeiro álbum solo, intitulado "Jazzmatazz, Vol. 1", que continha várias participações especiais, como Donald Byrd, N'Dea Davenport e Roy Ayers. O segundo volume, lançado em 1995, tinha Ramsey Lewis, Branford Marsalis e Jamiroquai.

Depois de lançar o álbum "The ownerz" em 2003, o GangStarr entrou em hiato por tempo indeterminado.

Em 2005, ele lançou o álbum "Version 7.0: The Street Scriptures" (2005) em parceria com o MC Solar, de quem se tornou grande amigo e lançou outros álbuns

Guru para mim é uma lenda viva do hip hop, conheci sua música quando trabalhava na Livraria Cultura do Shop. Villa Lobos e era responsável pela área de jazz com todas as suas nuances e variações, Guru JazzMatazz eu ouvia todos os dias, em seu cd, conheci artistas como Common, Solar (ótimo rapper francês) entre outros artistas.

Não é qualquer um que pode se dar ao luxo de ter em seu estúdio feras como Bob James, Branford Marsalis, Courtney Pine e suas músicas iam contra a a violência e o chamado rap de bandido nos EUA.




Vídeo: Guru and Chaka Khan
Notícia: Folha de Sp
Comentários: Marcello Lopes
Fotos : Google

Recebi a excelente notícia de que serei o encarregado do estande da Editora Record na Bienal do Livro de Belo Horizonte, um espaço de 80m repleto de livros e lançamentos dessa editora e de seus respectivos selos.

Teremos promoções e lançamentos de livros, e muitas surpresas no estande que ficará localizado entre as ruas M e L na Expominas.



Se você mora em Belo Horizonte não perca essa oportunidade de encontrar grandes lançamentos e bons títulos com preços baixos, ao que tudo indica teremos 30 títulos com preço de R$ 9,90 !!!!!!!!

Estamos localizados em frente a arena Jovem, e muito provavelmente teremos novidades para o público infanto-juvenil.

Estou esperando todos lá.

Abraços.

Marcello Lopes

Essa semana tem em Belo Horizonte uma reunião com a gerente de negócios da Leya, editora portuguesa que está entrando no país com todo o gás.

Vou participar e em breve trago novidades dessa reunião.

Marcello Lopes.

sábado, 17 de abril de 2010

Querido John


Em 2 dias eu devorei esse livro, e quase todos que lêem meus blogs sabem que eu sou fã de Nicholas Sparks, por suas histórias amorosas e por eu ser um romântico inveterado sempre os temas que ele propõem me fisgam de uma forma que é quase impossível largar o livro.

Foi dele o primeiro livro em inglês que eu li, que me inspirou em alguns poemas como esse aqui e filmes maravilhosos como Noites de Tormenta, Diários de uma paixão e Uma carta de amor.

O livro nos mostra o poder das escolhas em nossa vida, o quanto um acontecimento mal resolvido pode alterar toda uma vida. A história conta a história de John um rapaz rebelde e em conflito com o pai decide se alistar no exército e tempos depois em uma de suas licenças na cidade natal, conhece a mulher da sua vida, Savannah.

E em pouco tempo surge uma paixão avassaladora, mas pontilhada pelo respeito e pelo desejo de compartilhar as mínimas nuances do sentimento, cada luar, cada momento é vivido em sua intensidade.

O casal tem que enfrentar a distância devido ao alistamento de John, sua base é na Alemanha, e também com seus dramas particulares, especialmente John que tem problemas de relacionamento com seu pai.

Em meio à toda essa turbulência o casal continua a se encontrar durante as licenças de John, mas alguns eventos começam a transformar os sentimentos e as oportunidades começam a desaparecer, e quando acontece os atentados de 11 de Setembro, uma carta de Savannah vai selar seus destinos para sempre.

O livro realmente me fisgou, não só pelo romance vivido pelo casal, mas pelo problema de relacionamento de John com o pai, igual ao que eu tive com o meu, e no final desse relacionamento as coisas se desenrolam muito parecidas com a que eu vivi com ele.

O livro tem um final sem clichês, de uma verdade bem realista, e no fim nos brinda com o reflexo do que é realmente o amor em sua concepção mais pura como um dia Paulo, o apóstolo descreveu.

Espero que todos leiam, e se emocionem como eu.

Existem verdades que a coragem ou a sociedade não apaga, todos nós precisamos amar e sermos amados, do soldado ao escravo, do homem comum ao presidente, o único problema é que temos medo de mostrarmos o que estamos sentindo.

Marcello Lopes.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Inferno


Tenho lido muito sobre a França e sua influência no mundo das artes (Literatura e Pintura, principalmente) e estou lendo além do Querido John, do Os Mensageiros de André Luiz, o livro Inferno da editora 34.

Segundo os críticos o autor, August Strindberg ajudou na renovação do teatro no século 20 com suas obras.

O livro é em forma de diário onde o autor viaja entre Paris e Suécia e filosofa sobre os tormentos da alma humana, leio não tanto pela narrativa sufocante e lamentosa do autor, mas pelas descrições de locais como Montparnasse, o Jardim de Luxemburgo e o Quartier Latin na Paris do século 20.

Leitura densa e pra poucos.

Marcello Lopes

La Rotonde



Quando estiver em Paris, a cidade das luzes, procure visitar os locais onde inúmeros artistas e escritores passeavam, o mais conhecido do período entre-guerras é o restaurante La Rotonde, aberto desde 1911 por Victor Libion.

O restaurante hoje guarda apenas as memórias desse tempo boêmio onde Modigliani jantava com Picasso e Van Dongen, onde escritores caminhavam entre as mesas atrás de fama, vinho, éter e cocaína.

Até mesmo Lênin visitava o café antes de emigrar para a Suíça e de lá virar um revolucionário.



Com fama internacional, vira ponto turístico como a torre Eiffel, e atrai em 1921, artistas como Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks visitam suas mesas e experimentam seu café.

É preciso dizer que esse tipo de café/restaurante era um estabelecimento de encontro entre falsos artistas e os de talento, ricos americanos que vieram a Paris que vivem bem devido ao câmbio do dólar ser superior ao do franco.

La Rotonde ficava próximo da livraria mais conhecida em toda a Paris dos anos 20, Shakespeare and Company atraindo todos os escritores e pretendentes para conhecer o maior acervo de obras em inglês na França.

Durante os anos de criatividade exarcebada e liberalidade, os escritores, artistas, modelos e gigolôs encontraram abrigo no La Rotunde.



LA MONTPARNASSE ROTONDE - 105, Boul. Montparnasse - 75006 PARIS

E-mail: infos@rotondemontparnasse.com

http://www.rotondemontparnasse.com/

Marcello Lopes
Fotos: Site oficial do La Rotunde

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Livros, letras e notícias....

 
-> Realizada desde 2007 na paradisíaca Porto de Galinhas, a Fliporto vai mudar, este ano, para as ladeiras de Olinda, Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade. 
 
Seu nome, que antes significava Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, teve ligeira mudança e passa agora a ser Festa Literária Internacional de Pernambuco. O tema central desta edição, marcada para o período de 12 a 15 de novembro, é a literatura judaica e a homenageada será Clarice Lispector.
 
Entre os autores já confirmados estão os brasileiros Arnaldo Niskier e Moacyr Scliar e os argentinos Ricardo Piglia e Alberto Manguel (que cresceu em Tel-Aviv e é também cidadão canadense).
 
Para falar sobre Clarice, foram convidados Nádia Gotlib, autora de Clarice – Fotobiografia (Imprensa Oficial/Edusp, 668 pp., R$ 90) e o americano Benjamin Moser, que lançou recentemente Clarice, (Cosac Naify, 648 pp., R$ 79 – Trad.: José Geraldo Couto).
 
A escolha da cidade se deve, em parte, ao próprio alinhamento institucional da Fliporto, os seus caminhos ideológicos e seu compromisso com a discussão, o distanciamento e a escolha de reunir, receber, dialogar, compartilhar e diminuir a distância entre grandes autores e os conceitos que permeiam a literatura e as novas configurações do homem contemporâneo.
 
“Esse ano vamos para Olinda com a missão ousada de aproximar, ainda mais, as discussões em torno de nossas raízes literárias e consolidar Pernambuco e, mais precisamente o Brasil, enquanto o local para a compreensão dos novos espaços de afirmação e conflitos multiculturais travados em todo o mundo”, afirma o coordenador do evento, o escritor e advogado Antônio Campos.
 
Ainda de acordo com Antônio Campos, a expectativa de público agora gira em torno dos 25 mil visitantes, enquanto no ano passado esse número alcançou a marca dos 15 mil.
 
A curadoria literária é do escritor Mário Hélio Gomes, doutor em Antropologia pela Universidade Salamanca (Espanha) e coordenador na Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco. 


A Fliporto Criança, o Cine Fliporto e a Fliporto Digital continuam sendo os principais pilares de construção dos debates dos novos rumos e intercâmbios literários.


-> Moacyr Scliar confirmou participação na Bienal do Livro de Minas, que acontece no Expominas, em Belo Horizonte, de 14 a 23 de maio.

Ele participa de debate no Café Literário sobre o tema “O papel transgressor da ironia: o escritor mostra o avesso das convenções?".

A mediação será da curadora do evento e professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Guiomar de Grammont, e o debate está marcado para o dia 21 de maio, às 19 horas.

->  Começou nesta semana a primeira série do Curso de Aperfeiçoamento e Multiplicador dos Profissionais que atuam nas Bibliotecas Públicas do País: Noções básicas para a implantação, funcionamento e manutenção de uma Biblioteca Pública.

Iniciativa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), da Fundação Biblioteca Nacional (FNB), atenderá, aproximadamente, cinco mil profissionais em decorrência do efeito multiplicador dos presentes aos cursos, que saem com o compromisso de repassarem em suas instituições o aprendizado. 

Essa segunda etapa do projeto, que teve início em 2009, contemplando 11 estados, chegará a todo o Brasil. 

Os primeiros a receber a capacitação voltada para a gestão da biblioteca são Rondônia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Até o final de abril, serão mais 13 e, em maio, outras 14 unidades da Federação.

Fonte: PublishNews

Flávio de Carvalho


Figura central do modernismo nacional, referência indiscutível para a produção brasileira das últimas décadas, Flávio de Carvalho (1899-1973) tem na diversidade uma de suas características mais fascinantes. Quando se tenta defini-lo por uma das diversas áreas em que atuou, pelos seus trabalhos mais marcantes ou pelos efeitos - algumas vezes bombásticos - de suas ações, tem-se a impressão de estar omitindo um aspecto desse artista multifacetário.

Na tentativa de responder quem foi afinal Flávio de Carvalho, a retrospectiva que será inaugurada esta noite no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo propõe uma abordagem ampla, na qual se mesclam obras, projetos e muita documentação (fotográfica e escrita), organizada em termos cronológicos e de linguagem.
O início da mostra é dedicado aos trabalhos do Flávio de Carvalho arquiteto, com a exibição de uma série de ousados projetos que ele cria no fim dos anos 20 e início dos 30 numa clara estratégia de ruptura com os padrões em voga e tentando abrir o debate para além da tradicional disputa entre o classicismo e o neocolonial, ainda na época defendido por Lúcio Costa. Há também pequenos nichos criados para tratar de aspectos importantes de sua obra, como a relação com o teatro, a dança e o figurino; bem como uma ampla coleção de textos, ilustrações e livros importantes para sua trajetória que pontuam toda a exposição.

Pode-se dizer, no entanto, que a pintura e o desenho são o principal fio condutor que conduz o espectador pela produção de Carvalho, desde as primeiras pinturas dos anos 30 até a última tela pintada por ele, no ano de sua morte. É na década de 30 que ele se engaja ferozmente na tentativa de mexer o circuito artístico local, envolvendo-se em ações como o CAM (Clube de Arte Moderna) e o Salão de Maio. Nesse período, segundo o curador Rui Moreira Leite, ele defende o surrealismo e o abstracionismo - correntes claramente identificáveis em sua obra e presentes no trabalho dos artistas que apresenta ao público local - como sendo as duas forças motoras da produção artística do período. 


O retrato, gênero marcante em sua produção, também tem forte presença ao longo da mostra, tanto por intermédio das autorrepresentações (em distintas fases de sua vida), como pelas já célebres telas retratando amigos como Mário e Oswald de Andrade. Infelizmente o MAC negou o empréstimo da Série Trágica, conjunto de desenhos a carvão em que o artista retrata sua mãe no leito de morte e que é considerada uma de suas obras maiores.

Moreira Leite, que há mais de duas décadas estuda a obra de Carvalho, também reservou um espaço importante para as experiências desenvolvidas por ele, como a realizada em 1931, quando andou em sentido contrário a uma procissão na Rua Direita, em São Paulo, sendo quase linchado (ler acima) ou quando criou, em 1956, um traje masculino em que as calças dão lugar à saia, mais arejada e adequada aos homens dos trópicos.

Flávio de Carvalho e a Cidade do Homem Nu - MAM. Parque do Ibirapuera, Portão 3, telefone: 5085-1300. 10h/ 17h30 (fecha 2ª). R$ 5,50. Abre nesta quinta, 15, 20 h. Até 13/6

Texto: Maria Hirszman
Fotos: Google

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tomada de Montese HOJE...PARABÉNS FEB !!!!!



Hoje centenas de pessoas comemoram o dia internacional do Beijo e como brasileiro é bobo alegre, se alegra com datas fúteis como essa e esquece que hoje o exército brasileiro comemora a Tomada de Montese.

OK crianças, para aqueles que nunca passaram do Descobrimento do Brasil, eu vou explicar.

Em plena 2° Guerra Mundial, os aliados aumentam a pressão para o maldito presidente "Getúlio Nazista Vargas" tomar uma posição, ou estava a favor do eixo do mal (o verdadeiro e não do Bush) ou se posicionaria ao lado dos aliados cedendo bases e enviando uma força expedicionária para lutar contra o facismo e nazismo que assolava o mundo.

Graças à Deus, pressionado e sem apoio de Hitler, e com um incentivo monetário americano o "canalha Vargas" cede e envia uma força à Itália, os pracinhas brasileiros despreparados e sem equipamento ideal são absorvidos pelo exército americano e ficam em terreno italiano para combater as forças alemãs e italianas nas cidades ao sul da Bota.

Nossos bravos soldados apesar de despreparados, sem uniforme de frio, sem armamento adequado, lutavam contra a elite alemã especializados em guerra nas montanhas e anos de experiência no campo de batalha. As baixas foram pesadas no começo do conflito, e em 13 de Abril de 1945 a FEB sob o comando do general Mascarenhas apoiado pelo 5° exército americano e 8° britânico, expulsou os alemães da cidade de Montese, importante cidade para a travessia do Vale do rio Pó.

Na ação militar contra os alemães fizeram parte da batalha, 3 regimentos da infantaria, artilharia, um esquadrão de reconhecimento, sendo que o 3° batalhão de infantaria avançava rumo à Serreto-Paravento-Montelo combatendo rua a rua na cidade.

Ao final do combate arrasador onde os brasileiros varreram a cidade do poder alemão, Montese estava praticamente destruída, das 1000 casas construídas na cidade, 833 foram para o chão, matando 190 civis, e 450 soldados brasileiros.

Foi a batalha mais sangrenta que o exército enfrentou após a Guerra do Paraguai, em homenagem aos brasileiros chamados pelos italianos de Generosos Libertadores, uma das praças ganhou o nome de Piazza Brasile.


Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Solista


O livro conta a história (triste) de Nataniel Ayers, um talentoso jovem musicista que na década de 70 entra para a prestigiosa escola Julliard, simplesmente a melhor do mundo, compartilhando aulas com inúmeros alunos de todas as partes do Globo, inclusive um futuro astro da música erudita Yo Yo Ma.

Mas após o 2° ano o talentoso estudante apresenta uma série de comportamentos inadequados, violentos e alienados dentro e fora da escola, até que é diagnosticado com esquizofrenia.

Nataniel após um surto larga a escola e perambula perdido entre as ruas de Los Angeles, com um histórico de internações, violências e medicamentos em excesso sua noção de realidade está fora dos padrões. É quando o jornalista Stevie Lopez o encontra tocando em uma praça embaixo da estátua de Beethoven e se interessa pelo ex-músico, hoje com mais de 60 anos de idade.

Aí se inicia a batalha de Stevie Lopez para ajudá-lo a recuperar um pouco a dignidade de Nataniel e porque não recuperar a sua própria fé em histórias realmente humanas.

O livro tem uma narrativa muito fácil e demonstra um lado que a América esconde dos turistas e do próprio povo, com algumas leis aprovadas no passado vários hospitais ficaram isentos (nao quiseram) de tratar os pacientes com esquizofrenia, o resultado foi uma avalanche de pacientes em diversos níveis da doença perambulando pela rua, muitos em estado deplorável, sem família ou apoio de quem fosse.

Nessa batalha para tirar Nataniel dos becos sujos, Lopez conhece pessoas que deixaram suas preocupações de lado para trabalhar em prol dos pacientes, no livro Stevie nos apresenta diversas organizações que lutam dia-a-dia para melhorar um pouco a vida dos esquizofrênicos.

Existe um lado muito poético na história, principalmente quando nos é apresentado a relação entre a música erudita e Nataniel, e a troca de experiências que jornalista e paciente fazem ao longo da narrativa.

O livro tem grandes momentos, como a visita ao Disney Hall Music Center onde os dois são convidados à assistir um ensaio da Orquestra residente, ou as opiniões de alguns músicos que ajudaram Nataniel em seu processo de cura, com lições e principalmente com conselhos musicais.

É um livro que emociona, que nos faz pensar em quantas pessoas iguais à nós não perderam tudo por causa de doenças como a esquizofrenia.

Recomendo ler e não assistir o filme.


Bom, enquanto eu escrevo essa resenha ainda assisto o filme baseado (?) no livro.

O filme é terrível, explico por que :

  1. A escolha do ator foi uma falha gritante, Jamie Foxx, porque na narrativa do livro Nataniel tem mais de 50 anos, então pensando nisso, minha escolha seria Morgan Freeman.
  2. A história do filme em relação ao livro é simplesmente aleatória, existem cenas que não existem no livro, exemplos, o início do filme onde Lopez está dirigindo uma bicicleta e se acidenta, no livro não existe.
  3. Stevie Lopez é casado e tem uma filha pequena, no filme Robert Downey Jr é divorciado e tem apenas um filho.
  4. No livro Nataniel se apresenta em um bar para poucas pessoas, mas não consegue tocar direito devido ao nervosismo, no filme uma cena pra lá de lamentável o coloca no palco do Disney Music Hall com a platéia lotada e com um surto psicótico e violento de Nataniel.
  5. A performance como esquizofrênico de Foxx é tão convincente quanto Pamela Anderson recitando versos shakesperianos.
Enfim, tenho tantas críticas para o filme e isso porque ele nem acabou ainda, que prefiro apenas aconselhá-los de não assistir, a não ser que não pretendam ler o livro, aí a perspectiva é outra, mas pensando bem acho que nem se eu não tivesse lido o livro eu acharia esse filme bom, a trama toda se concentra em fazer do personagem principal uma marionete, onde os limites do que é certo ou não são amplamente discutidos pelos outros e sem colocá-lo no debate.

Existem pacientes que conseguem ter uma vida dentro dos padrões da sociedade mesmo sofrendo com a esquizofrenia e parece que o filme se esquece de abordar inteiramente esse fato, além de anular o serviço prestado pelas organizações não governamentais.

Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

AVISO !!!

Pessoal, alguns comentários foram excluídos sem a minha vontade, me perdoem a burrice.

Kézia, obrigado por visitar e comentar, guarde dindim para Bienal sim, vale muito a pena.

Sérgio, a homenagem é justa à Rachel, ela é fantástica !!!!

Gente, mais uma vez, me desculpem pelo erro ....

Marcello Lopes

Começou a Bienal do Ceará

Começou hoje até o dia 18, Fortaleza é sede da IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, que neste ano presta homenagem a uma cearense mais do que especial.

Em 2010, Rachel de Queiroz completaria 100 anos e a organização emprestou de suas histórias nomes para alguns espaços do pavilhão, como o Dôra, Doralina, onde haverá a exposição Livros de Artistas, e a arena cultural Memorial de Maria Moura, dedicada ao debate sobre as relações entre literatura e as demais formas de expressão. 

O tema que norteará a programação é “O Livro e a Leitura dos Sentimentos do Mundo”. Erasmo Carlos faz o show de abertura e aproveita para lançar Minha fama de mau (Objetiva, 360 pp., R$ 44,90). Maurício de Sousa também estará lá.

Maurício de Sousa também estará lá. Organizada pelo Governo do Estado do Ceará através da Secretaria da Cultura, em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Livros do Estado do Ceará (Sindilivros) e a RPS Eventos, a Bienal acontece no Centro de Convenções do Ceará (Av. Washington Soares, 1141 - Bairro Edson Queiroz. Fortaleza/CE. Tel.: 85 3101-4689), das 9 às 22h, e tem entrada gratuita. Confira a programação e outros detalhes no SITE DO EVENTO

Fonte: Publishnews

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Literatura e Arte na França


Em 1903 chega em Paris uma mulher pequena e gordinha, de jeitos masculinos nos modos e no modo como fala, sempre acompanhada do seu irmão Leo, seu nome é Gertrude Stein.

Os dois se mudaram para um ateliê de dois andares e passaram a frequentar museus e exposições, galerias de arte comprando obras de Renoir, Gauguin e Cézanne. Em 1905 Paris sofre um abalo, mas é de natureza artística, são os coloristas, os defensores das cores no salão de Outono do Grand Palais, e nasce um movimento chamado fauvismo que deriva da frase do crítico Louis Vauxcelles quando viu as obras expostas chamo-os de "Cage aux fauves" ou " Gaiola das feras". Essa denominação era perjorativa e passou a designar os pintores que usavam as formas planas, de contorno pouco elaborado e cores exarcebadas, sem claro-escuro.

São os quadros de Matisse, Braque, Marquet, Friesz, Manguin que causam escândalo do público conservador, o irmão de Gertrude compra por 500 francos um dos quadros de Matisse chamado A Femme au chapeau e o coloca em seu ateliê já ornamentado por quadros de Renoir, Toulouse-Lautrec e Manet.

POr intermédio de um amigo bem relacionado, os irmãos Stein conhecem Pablo Picasso em 1905, tornando-se amigos, com as mesmas opiniões sobre arte, pintores. É rotineiro as visitas de Gertrude no ateliê de Picasso, e é por intermédio dela que Picasso e Matisse se conhecem em 1906.



Em breve a casa de Gertrude se tornará ponto de encontro de diversos pintores e escritores fugindo da moralidade exarcebada dos EUA e pelo câmbio vantajoso na Europa após a 1° Grande Guerra, como Apollinaire, Ezra Pound, Ernest Hemingway e James Joyce entre outros.

Esse período de grande efervescência ficaria pra sempre em um dos seus livros, Autobiografia de Alice B. Toklas, de 1933. Esta obra se tornaria um dos marcos essenciais do movimento vanguardista das décadas de 10, 20 e 30. Embora ela tenha sido criada por Stein, foi narrada do ponto de vista de sua secretária particular e parceira ao longo de vinte e cinco anos, Alice B. Toklas.

Gertrude conta como novos criadores, de origens as mais variadas, foram para Paris e nesta cidade se uniram. Picasso era catalão, enquanto Joyce vinha da Irlanda e Stein dos EUA.

Suas primeiras narrativas, entre elas O Modo de Ser dos Americanos, que ela escreveu de 1906 a 1908, e Três Vidas, de 1909, apresentavam recursos textuais considerados por muitos como uma escrita automática, a qual inspiraria profundamente a futura prosa experimental. Stein criava parágrafos completos sem nenhuma descontinuação.

Ela procurava, assim, estabelecer uma analogia entre este ritmo narrativo incessante e a jornada do próprio Homem. Este seu estilo a levava muitas vezes a ser considerada uma autora genial, mas também muito temperamental. Gertrude escreveu também ensaios significativos que compuseram sua obra O Que É a Literatura Inglesa ? de 1935.


Pesquisa e Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Promoção no blog Momento do Livro



Mande um e-mail para o momentodolivro@editoragente.com.br completando a frase:

- A minha mãe é a melhor mãe do mundo por que...

As 5 respostas mais criativas irão ganhar um livro autografado pelo autor Anderson Cavalcante especialmente para a sua mãe!

Mais informações você pode acessar AQUI.

Boa Sorte, eu já tenho o meu autografado...hehehehe

Marcello Lopes

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Menina que não sabia ler


Uma jovem relegada pelo tio ausente passa os dias brincando e inventando histórias em uma enorme mansão, mas um dia a jovem encontra uma biblioteca e a partir disso, seus dias são repletos de relatos shakesperianos, poesias e autores consagrados.


Mas ela deve manter segredo dessa descoberta, por uma ordem do seu desconhecido tio, mulheres na família não podem ser alfabetizadas, e assim se inicia um ciclo de aprendizado onde surgem dúvidas sobre sua vida, sobre o paradeiro dos seus pais, a proibição do tio.


Tudo se complica quando surge na história uma preceptora misteriosa que esconde suas verdadeiras intenções em relação ao seu pequeno irmão.

Consegui segurar sua atenção ? O livro não é o que parece, com uma narrativa rápida e clara, o autor traça a odisséia dessa jovem em descobrir enigmas criados por parentes que nunca conheceu, e nos brinda com um final surpreendente.


O fim da inocência, a paixão pelos livros, o amor pela família tudo está sedimentado por uma história envolvente e precisa.

Vale a pena ler !!!!

Marcello Lopes
  1. Subiu para 100 o número de mortes provocadas pelas chuvas que atingem o Estado do Rio de Janeiro há mais de 24 horas. A maioria dos óbitos foi causada por deslizamentos de terra ou desabamentos, segundo informações do Corpo de Bombeiros. 
  2. Subiu para dezenove o número de crianças mortas por falta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Imperatriz (MA), cidade a 636 quilômetros de São Luís.
  3.  A Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais dez casos de dengue em Araxá. Até o momento são 36 casos confirmados este ano, sendo 26 registrados no município e dez importados, ou seja, onde a contaminação acontece em cidades vizinhas.
  4. O abacavir, medicamento usado por cerca de 3,7 mil pacientes com aids, está em falta no Brasil. O problema teve início em dezembro, quando o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais informou ter havido dificuldade na aquisição do medicamento.
OK.

E que falta vai fazer a grana que esses safados de Brasília vão gastar com Copa do Mundo, Olimpíada e todo "circo romano" para essa plebe ignorante e alienada que bate palma, grita e pula...

Continuem votando nos mesmos, infelizmente nesse país as pessoas se  preocupam mais com a final do BBB  do que com as coisas mais importantes desse país.  

Enfim, é sofrer para ver.

Marcello Lopes

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Eddy Barrows é novo desenhista de Superman



Para quem não acompanha o mercado de HQs, a recente notícia de que Eddy Barrows é o novo desenhista de "Superman" (DC Comics) não se relaciona de imediato com o Brasil.

Mas, apesar do que o nome possa sugerir, o artista nasceu em Belém do Pará e cresceu em Belo Horizonte. Só arranha o inglês. A aparente coincidência entre o nome e o mercado norte-americano é, na verdade, fruto de um mal-entendido. 

"Em 1999, eu enviava desenhos por fax aos EUA", conta o quadrinista por telefone à Folha. "A parte de cima da página, onde estava meu nome, sempre saía cortada, e o agente pensava que era Eddy Barrows." 

Era Eduardo Barros. Mas o artista só percebeu o engano meses depois, quando não havia mais volta. "Eu teria de começar tudo de novo!", afirma.
Hoje, o quadrinista de 35 anos --que abandonou o fax como meio de transmissão de trabalhos-- está em alta no mercado norte-americano.

Ao assumir um personagem de peso como esse, ilustrando roteiros de J.M. Straczynski (ex-queridinho da Marvel), Barrows traçou seu nome no hall da fama das HQs de super-heróis.
A trajetória de Barrows lembra a do também brasileiro Ivan Reis --responsável por "Blackest Night", importante saga do Lanterna Verde. Ambos desenham com contrato de exclusividade para a DC. 

Tanto para Barrows quanto para Reis, no meio do caminho para o sucesso nos EUA havia Joe Prado, agente que faz a ponte entre os artistas daqui e as editoras de lá por meio da agência brasileira Art Comics.
Mas, anos antes de entrar para o primeiro escalão da DC, Barrows havia desistido da carreira em 2000. "Não estava satisfeito com meu traço, eu era ruim em cenários e em anatomia feminina", explica. 

Foi tentar a vida como jornalista, no "Estado de Minas", onde aprendeu "a entregar coisas para ontem". Em 2003, quando achou que estava pronto para voltar ao mercado, assinou contrato com a Image Comics (de Spawn e Whichblade) e desenhou gibis de "G.I. Joe". No ano seguinte, paquerou a Marvel e a DC e ficou com a última. 

Barrows é autor de um traço detalhista e proporcional na anatomia humana. Seus cenários, marcados por formas geométricas regulares, impressionam pelo perfeccionismo.

Ele estreia em "Superman" na edição 700, que deve sair em breve nos EUA. Segundo a Panini, que edita os gibis no Brasil, não há previsão de quando esses desenhos chegarão aqui.

"Há trabalhos meus que nunca foram publicados no Brasil", conta Barrows, que a cada dois meses recebe uma caixa com todos os gibis da DC Comics publicados nos EUA --mas só coloca alguns na estante, por falta de espaço.

Fonte: Folha de Sp

Maior bilheteria do cinema nacional desde 1995

O filme "Chico Xavier", que estreou na sexta-feira passada, foi visto por cerca de 590 mil pessoas, segundo a distribuidora Dowtown. A cinebiografia do médium se torna, assim, a maior bilheteria da história do cinema nacional desde 1995, nos três primeiros dias de exibição.

O número de espectadores de um filme na estreia costuma ser determinante para o resultado global e serve de termômetro para a indústria. 

Dirigido por Daniel Filho, "Chico Xavier" bateu "Se Eu Fosse Você 2" (2009), visto por cerca de 570 mil espectadores em seus três primeiros dias em cartaz. "Lula, o Filho do Brasil" (2010) fez 220 mil no fim de semana de estreia, e "Avatar" (2009) registrou mais de 800 mil.

O filme está em cartaz em 377 salas do país. Na noite de sexta, a reportagem da Folha passou por quatro cinemas da capital paulista e todos estavam com as sessões esgotadas.
"A última vez que vi lotar assim foi com 'Avatar'", disse a gerente Kátia Sousa, do Cinemark do Shopping D. Até as 21h, todas as sete sessões de "Chico Xavier", em duas salas, tinham esgotado. A outra única sessão do dia que encheu foi de "A Caixa". 

No Frei Caneca Unibanco Arteplex 2 e no Cine Marabá, a mesma situação. "Sou católica e espírita, gostamos do Chico", disse a telefonista Cacilda Dias, 63, que ficou sem ingresso no Marabá. A última vez que ela esteve no cinema foi para ver "2 Filhos de Francisco" (2005). 

O estudante Jaime Almeida, 30, teve mais sorte. "Chico prega o amor, não fala só de religião", disse ele, que não tem religião e cujos pais são católicos, e as irmãs, evangélicas. 


CHICO XAVIER
Diretor: Daniel Filho
Produção: Brasil, 2010
Com: Nelson Xavier, Giovanna Antonelli e Tony Ramos

Fonte: Folha de Sp

Palestra: O que realmente importa com o autor Anderson Cavalcante


O autor Anderson Cavalcante fará uma palestra no dia 8 de Abril na Distribuidora Leitura aqui em Belo Horizonte.

O tema da palestra é O que realmente importa ? mesmo nome do seu último lançamento pela editora Gente. 


O livro fala das nossas escolhas e da importância de alguns fatores em nossa vida, mas a essência desse livro é que toda escolha reflete diretamente em nossas vidas. 

Escolhemos as coisas para agradar os outros ? Ou porque nos faz bem ?

É com esse tipo de questionamento que o autor nos leva à uma reflexão da nossa missão aqui na Terra.

E mais do que isso, nos faz perguntar O que realmente importa em nossas vidas ?

Marcello Lopes