domingo, 28 de fevereiro de 2010

José Mindlin


O bibliófilo e empresário José Mindlin morreu na manhã deste domingo no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Mindlin, que tinha 95 anos e era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), estava internado havia um mês. O velório será realizado a partir das 13h no próprio hospital. O enterro está marcado para as 15h no Cemitério Israelita, na Vila Mariana, também na Zona Sul.

O bibliófilo era formado em direito pela Universidade de São Paulo e um apaixonado por livros. Em junho de 2009, ele doou sua biblioteca, a maior coleção particular de livros do Brasil, para a USP, transformando-a na a biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Viúvo, o empresário deixa quatro filhos, 12 netos e 12 bisnetos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Entrevista.

Li no site da revista Bravo e não pude deixar de reproduzir a entrevista com o filósofo Tzvetan Todorov, confiram :

Nascido em 1939 em Sófia, na Bulgária, e naturalizado francês, o filósofo e linguista Tzvetan Todorov é um dos mais importantes pensadores do século 20. Traduzida para mais de 25 idiomas, sua obra inspira críticos literários, historiadores e estudiosos do fenômeno cultural do mundo todo. Em seu mais recente livro publicado no Brasil, A Literatura em Perigo, Todorov faz um mea culpa raro entre intelectuais.

Ele diz que estudos literários como os seus, cheios de "ismos", afastaram os jovens da leitura de obras originais - dando lugar ao culto estéril da teoria. De Paris, ele falou a BRAVO! por telefone:

BRAVO!: Gostaria que o sr. falasse sobre o seu primeiro contato com a literatura quando criança, e como ela se transformou em uma paixão.

Tzvetan Todorov: Eu cresci na Bulgária durante a Segunda Guerra, quando quase ninguém vivia em Sófia, sob constante bombardeio. A maior parte da população vivia fora da capital, em apartamentos divididos por várias famílias. Dentro da coletividade em que habitávamos, havia um especialista em literatura.

Foi ele que me ensinou a ler, antes que eu atingisse a idade escolar. Ele me incentivou a praticar a leitura nos livros infantis, e logo comecei a gostar dos contos populares.

Apreciava especialmente as histórias dos irmãos Grimm e As Mil e Uma Noites. Essas obras faziam minha alegria. Eu já tinha um sentimento do enriquecimento pessoal que o contato com a ficção podia proporcionar.

BRAVO : Por que o contato com a ficção é tão importante?

- Os livros acumulam a sabedoria que os povos de toda a Terra adquiriram ao longo dos séculos. É improvável que a minha vida individual, em tão poucos anos, possa ter tanta riqueza quanto a soma de vidas representada pelos livros.

Não se trata de substituir a experiência pela literatura, mas multiplicar uma pela outra. Não lemos para nos tornar especialistas em teoria literária, mas para aprender mais sobre a existência humana.

Quando lemos, nos tornamos antes de qualquer coisa especialistas em vida. Adquirimos uma riqueza que não está apenas no acesso às idéias, mas também no conhecimento do ser humano em toda a sua diversidade.

BRAVO : E como fazer para que as crianças e os jovens tenham acesso a esse conhecimento tão importante?

- A escola e a família têm um papel importante. As crianças não têm idéia da riqueza que podem encontrar em um livro, simplesmente porque eles ainda não conhecem os livros.

Deveríamos então ser iniciados por professores e pais nessa parte tão essencial de nossa existência, que é o contato com a grande literatura. Infelizmente, não é bem assim que as coisas acontecem.

BRAVO : Por quê?

Quando nós professores não sabemos muito bem como fazer para despertar o interesse dos alunos pela literatura, recorremos a um método mecânico, que consiste em resumir o que foi elaborado por críticos e teóricos. É mais fácil fazer isso do que exigir a leitura dos livros, que possibilitaria uma compreensão própria das obras.

Eu deploro essa atitude de ensinar teoria em vez de ir diretamente aos romances, por que penso que para amar a literatura - e acredito que a escola deveria ensinar os alunos a amar a literatura - o professor deve mostrar aos alunos a que ponto os livros podem ser esclarecedores para eles próprios, ajudando-os a compreender o mundo em que vivem.

BRAVO: Ao comentar esse assunto no livro, o sr. fala em "abuso de autoridade". Poderia explicar melhor?

- É um abuso de autoridade na medida em que é o professor quem decide mostrar aos alunos o que é importante, com base em um programa definido previamente pelo Ministério da Educação. E isso é sempre uma decisão arbitrária. Não temos o direito de reduzir a riqueza da literatura.

O bom crítico - e também o bom professor - deveria recorrer a toda sorte de ferramentas para desvendar o sentido da obra literária, de maneira ampla. Esses instrumentos são conhecimentos históricos, conhecimentos linguísticos, análise formal, análise do contexto social, teoria psicológica.
São todos bem-vindos, desde que obedeçam à condição essencial de estar submetidos à pesquisa do sentido, fugindo da análise gratuita.

BRAVO: Como conciliar esse desejo de liberdade num sistema em que o professor tem que atribuir notas, como ocorre no Brasil e na França?

Acredito que o essencial é escolher obras literárias que sejam, por sua complexidade e temas, acessíveis à faixa etária a que se destinam.

Cabe ao professor mostrar o que esses livros têm de enriquecedor para os alunos, levando em consideração a realidade deles. O importante é não ter medo de estabelecer pontos em comum entre o presente dos alunos e do sentido dos livros.

BRAVO : O escritor italiano Umberto Eco fala que o livro, ao lado da cadeira, é o objeto de design mais perfeito criado pela humanidade. Num momento em que se questiona isso, o senhor vê futuro para o livro?

- É verdade que hoje lemos muito diante da tela, mas não acho que o livro vá desaparecer. Ele estabelece uma relação de possessão e de interiorização que nós não podemos estabelecer com algo tão imaterial quanto o texto na tela do computador.

Claro que eu mesmo, quando busco uma referência, o faço facilmente diante da tela. Mas se eu desejo me embrenhar em um livro, se eu quiser me render a seu interior, é preciso que seja com o objeto "livro". A isso ele se presta maravilhosamente.

A Literatura em Perigo, de Tzvetan Todorov. Difel, 96 págs., R$ 25.

Por Anna Carolina Mello e André Nigri (Revista on Line Bravo!)


O País que inventou a indústria pornô e a playboy protesta contra a capa dessa revista !!!

A rede Borders informou que não irá vender a revista se a Editora não colocar uma tarja sobre os seios de Lady Gaga....

Nada como a hipocrisia para alegrar nosso sábado.



Essa é uma das fotos do próximo episódio de The Big Bang Theory, no ep. chamado The Excelsior Acquisition, Sheldon perde a sessão de autógrafos com o mestre Stan Lee por causa de Penny.

O episódio será exibido nos EUA no dia 1° de Março.



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Séries de TV...HQ´s e Literatura

- O mestre Steven Spielberg está negociando para transformar o mundo dos dinossauros uma série de tv que se chamaria Terra Nova, os diretores do canal estão tão ansiosos que talvez fechem o contrato sem nem assistir um episódio-piloto.

É esperar para ver, já que nos últimos anos, Steven só não fez chover no cinema.

- A rede de tv americana FOX anunciou as datas do fim de temporada das séries de tv, entre várias séries estão as que eu sigo :
  1. House dia 17/05
  2. Human Target dia 05/05
  3. Fringe dia 20/05.
- Ontem nos EUA o gibi Action Comics nº 1, lançado em 1938, foi vendido por U$ 1 milhão de dólares, ele mostra a primeira aparição do Super-Homem.

Para se chegar a esse preço, os especialistas analisaram como a qualidade da conservação e a raridade - existem apenas mais outras duas edições da Action Comics #1 com essas características.



- Amanhã tem o lançamento do livro Amazônia de Euclides do escritor Daniel Piza na Livraria da Vila Lorena em Sp.

Em Amazônia de Euclides, o jornalista refaz a viagem realizada por Euclides da Cunha (1866-1909) no ano de 1905 – quando foi designado para liderar a comitiva mista brasileiro-peruana de reconhecimento do Alto Purus – e faz uma leitura comparativa da época com a realidade do local hoje.

Além de realizar um detalhado levantamento daquele rio, Euclides também fez uma importante análise histórica, social e geográfica do extremo oeste da Amazônia.

O livro conta também com os ensaios amazônicos, compostos por três artigos escritos por Euclides da Cunha e publicados, no ano de 1904, pelo jornal O Estado de S. Paulo. Neles (“Conflito Inevitável”, “Contra os Caucheiros” e “Entre o Madeira e o Javari”), o escritor fundamenta a urgência e a importância da expedição à fronteira com o Peru.

Tais textos foram escritos antes mesmo de Euclides ter a confirmação, por parte do barão do Rio Branco (então organizador das comissões demarcadoras dos limites brasileiros), de que seria membro integrante da comitiva que percorreria o Alto Purus.

Euclides da Cunha não chegou a escrever um livro sobre a Amazônia, mas seus estudos, após os trabalhos da comissão de reconhecimento, formam um dos conjuntos mais expressivos sobre a região – pouco depois da morte do escritor, tais estudos foram reunidos no livro À Margem da História.

Através de entrevistas e fotografias, o leitor tem a oportunidade de se aproximar um pouco mais da cultura e da realidade histórica de uma das regiões mais afastadas dos grandes centros do País.

Sinopse: Editora Leya

Pesquisa e Texto : Marcello Lopes

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Obras-primas e suas influências - parte 1



Ontem eu estava atendendo uma cliente na livraria enquanto sua filha não parava de reclamar sobre a imposição dos professores com a leitura de alguns clássicos, perguntei à ela qual seria o livro da vez, e ela me respondeu de forma desleixada, " um tal de Tristão e Isolda".

Bem, como eu amo literatura e suas influências em nossa vida, quis fazê-la entender que esse livro é um clássico romântico, disse è ela que é uma história de cavaleiros e damas, de romances impossíveis pelos contratos sociais da época e é carregado de arquétipos e lendas que permanecem atuais.

A história tem um passado celta, sendo citado em diversos documentos e textos medievais de língua galesa chamados Tríades Galesas.

Disse também enquanto sua mãe escolhia alguns livros, que a história de Tristão remonta a Idade Média, que o cavaleiro foi incorporado à história do Rei Arthur e que sua influência atravessou as fronteiras da literatura, Wagner compôs uma ópera em 3 atos, Messiaen compôs também uma sinfonia inspirada na lenda, e disse com orgulho que um dos meus poetas preferidos Tennyson escreveu um poema chamado Idílio do Rei, até Ridley Scott filmou uma versão da história em 2006 com o ator James Franco ( o amigo do Peter Parker). 

Ao terminar minha exposição sobre o livro, a garota já catatônica com todas as referências, simplesmente sorriu e se foi, provavelmente se perguntando o que eu tinha de errado.... 

Com essa história quero mostrar o quanto a literatura/leitura é importante em nossa vida, uma história atravessa séculos podendo influenciar poetas, artistas, compositores e outros escritores, criando uma ligação profunda entre diversas artes e de diferentes épocas.


E ler esse tipo de livro mesmo que seja imposto pelos professores é importante para a formação clássica da pessoa, sei que isso se tornou tão desvalorizado hoje que ninguém mais fala sobre isso, desde o começo do mundo a formação clássica era o maior tesouro que uma pessoa poderia ter.

Ler os clássicos é importantíssimo, um exemplo é a Ilíada e a Odisséia de Homero que além de lançar as bases da literatura ocidental, teve influências em diversas áreas de nossa vida cultural, HQ´S de Frank Miller à Hollywood...

O que dizer de Shakespeare ? Boa parte de sua obra foi adaptada para o cinema, como :

  • Hamlet, em 1948 com Laurence Olivier.
  • MacBeth em 1948 com Orson Welles.
  • Otelo em 1952 com Orson Welles.
  • Trono manchado de sangue de Akira Kurosawa em 1957 (MacBeth).
  • Romeu e Julieta de Zeffirelli em 1968.
  • Tragédia de Macbeth de Roman Polanski em 1971.
  • Ran de Akira Kurosawa em 1985 baseado em Rei Lear.
  • Hamlet de Kenneth Branagh em 1996.
  • Romeo+ Juliet de Baz Luhrmann em 1996. (Lixo !!!)

Shakespeare influenciou não só o cinema, mas a filosofia de Nietzsche, a poesia de Goethe, a psicanálise de Freud ( confronto com o pai, complexo de Édipo).

Dom Quixote de La Mancha, é considerado o fundador do romance, Dostoievski considerou a história como a peça mais profunda e poderosa da literatura, e após esse romance os cavaleiros substituíram os heróis clássicos na imaginação da época.

Um clássico que influenciou muito, dessa vez toda a forma de pensar européia foi Os Ensaios de Montaigne, uma das obras mais lidas no mundo ocidental. Os primeiros dois livros de Os Ensaios foram publicados em 1580, o terceiro foi publicado oito anos depois.

Eu lembro de pelo menos uns 50 livros que influenciaram gerações de poetas, pintores, diretores e artistas...

Voltarei a escrever sobre eles em outro post.

Por isso leiam os clássicos, sempre.

Ler é um direito de todos e, ao mesmo tempo, um instrumento de combate à alienação e à ignorância.
 
Marcello Lopes

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Lojas Físicas x Ponto.com

Dono de um sebo no centro de Belo Horizonte por cinco anos, Renato Ribeiro decidiu no fim de 2008 fechar a loja. Manteve-se, porém, no comércio de livros usados: alugou uma sala menor, para onde transferiu seu acervo de 20 mil títulos, e hoje vende somente pela internet, nos portais que intermedeiam transações entre livreiros e leitores.

O mesmo fez o paulistano Gunter Zibell, que trocou a loja física pela virtual, cadastrando em alguns sites os seus 60 mil volumes. Ambos afirmam que o corte de despesas com pessoal e contas justificou a opção.

O movimento reflete a reviravolta no mercado de livros usados e raros detonada pela evolução das redes de sebo no ciberespaço brasileiro. São portais que reúnem muitos livreiros numa mesma página, onde o cliente compara preços e pesquisa o conteúdo e/ou o estado do volume.

Escolhidos os títulos, o negócio se dá entre o sebo e o leitor interessado --o intermediário lucra com comissão e mensalidades cobradas aos cadastrados.
Soberana no setor, a Estante Virtual, criada em 2005 e que reúne 1.600 sebos e 6 milhões de livros, ganhou nos últimos anos concorrentes que, se não chegam a ameaçar sua liderança, já provocam reações típicas de uma guerra comercial.

A sombra maior é a Gojaba. Subsidiária brasileira da gigante canadense AbeBooks, comprada em 2008 pela Amazon, a Gojaba chegou no mesmo ano ao Brasil com uma tática agressiva: não cobrar mensalidade nem comissão dos livreiros.

A Estante, que cobra 5% de comissão sobre as vendas e mensalidades que variam de R$ 29,90 (2.000 livros) a R$ 132 (60 mil livros) reagiu, ameaçando levar o concorrente aos órgãos de defesa da concorrência. "Isso é 'dumping' total [venda por preço inferior ao do mercado]. Sem cobrança aos livreiros, não há como sustentar um portal assim. Pensamos em entrar com uma ação no Cade, mas, como eles não afetam nossa liderança, não entramos", revelou André Garcia, dono da Estante.


"Não comento. Eles têm seu ponto de vista, temos o nosso. Se entrarem com ação, tomaremos medidas", disse o diretor do Gojaba, Giovanni Soltoggio, baseado na Alemanha.

Trata-se de um mercado ascendente. A Estante Virtual não revela o faturamento, mas informa que em 2009 o volume de vendas no portal foi de R$ 28 milhões, 2.800% maior que em 2006 (primeiro ano medido) e crescente desde então. Garcia diz ter 98% do mercado. Livreiros independentes estimam que ele domine 80%.

Soltoggio não cita números, mas se diz "muito satisfeito" com os resultados da Gojaba no Brasil. "Estamos chegando a 3 milhões de livros on-line [240 livreiros] e a oferta só cresce." Além do Gojaba, outras redes menores de sebo disputam terreno com a líder.


Entre os livreiros, a Estante é em geral elogiada e de longe a favorita, representando parcela expressiva do total de vendas das lojas. "Vamos falar claro: sinônimo de livro usado hoje não são o Brandão nem o Messias, é a Estante Virtual", diz Eurico Brandão Jr., do sebo Brandão, há 58 anos no mercado e com lojas em três cidades, São Paulo, Recife e Salvador, nas quais 60% das vendas são pelo portal.


Há também queixas. "Tem livro que vale R$ 100, mas tem gente que não sabe do valor e põe à venda na Estante por R$ 10, depreciando o produto", diz o gerente do sebo paulistano Nova Floresta, José Amorim.


Para Luiza Tsuyama Cardoso, do Traças e Troços, o caráter virtual dos portais atrapalha os livreiros. "Não há contato humano, você não tem chance de argumentar com eles, gera uma sensação de impotência."


A Estante, como o nome diz, tem toda a operação virtual. O Gojaba nem possui representante no Brasil. "O 'e-commerce' pode ser feito de qualquer lugar que tenha eletricidade e conexão à internet", diz o relações-públicas da AbeBooks, Richard Davies, do Canadá.

Fonte: Folha de Sp

-> Infelizmente essa reportagem só vem mostrar a dura realidade que afeta os pequenos livreiros em todo o país, as gigantes da web destróem qualquer tipo de negócio livreiro.

Para se ter uma idéia, a coleção do Harry Potter custa em qualquer loja física em torno de R$ 150,00, no Submarino, a coleção sai por R$ 60,00 !!!!

E vou mostrar mais uma sacanagem das ponto.com + editoras, a coleção do Senhor dos Anéis que eu me matei pra comprar, está saindo por míseros R$ 28,00 os 3 volumes !!!!!!!!!!

Quer dizer, mata qualquer concorrência, porque as lojas físicas tem mais gastos que as virtuais, e se estiverem em shop. tem + 5% do faturamento que é repassado à administração, fica inviável se trabalhar apenas com livros, por isso hoje em dia você entra em uma livraria, tem tudo para se vender desde revistas até eletrodomésticos....

Quando eu era representante da Superpedido Distribuidora, a maior do país, visitava as livrarias do interior de Sp e baixada, e não foi poucas vezes que eu visitei uma loja e na outra semana ela estava fechada, e eu sei que são vários fatores que se somam à esse fracasso, uma má administração, compra errada de livros, marketing zero, ponto fraco, mas conversando com muitos livreiros, fica claro que as ponto.com eliminam os lucros e um leitor não muito fiel, elimina a possibilidade de se sair de casa para buscar um livro.

Eu trabalho em uma livraria aqui em BH que compra alguns produtos da Submarino.com para revender por um preço um pouco maior os livros, e infelizmente, eu tive que concordar com o proprietário, nem todos os clientes são usuários de internet ou se são nem todos utilizam-se da ferramenta da web pra compra de livros, então ao invés de vender o Harry Potter por R$ 39,90 ele vende por R$19,90.

E essa prática é feita por todos os pequenos e médios livreiros do Brasil inteiro, não tem como não fazer, a web ainda tem suas desvantagens, como o frete, a demora na entrega e a falta de contato humano.

Um bom atendimento em uma livraria rende ao livreiro um cliente fiel e até mesmo novos clientes, nos meus tempos de Livraria Cultura existiam clientes que entravam na loja, perguntavam por um vendedor específico e se ele não estivesse na loja o cliente não aceitava ser atendido por outro.

É por isso que a Cultura é padrão de atendimento em todo o país, tanto na loja física como na ponto.com, a qualidade na seleção de funcionários, o rigor nos testes, o treinamento de 30 dias antes do contato com o público, um bom salário ajudam a melhorar cada vez mais as vendas, e também a pressão pelo atendimento impecável, as punições caso haja algum erro por parte do funcionário no atendimento ou no envio do livro, são os fatores negativos que influenciam e pressionam os vendedores para se obter um ótimo atendimento.

Eu como amante de uma boa livraria não compro meus livros pela net, não censuro ninguém que os compre, mas prefiro o contato com o vendedor, sentir o cheiro do livro, folhear os livros, ler as orelhas, esse mundo mítico e maravilhoso de uma loja que comercializa conhecimento e diversão nenhuma ponto.com pode substituir.

Mas que as pequenas lojas estão fadadas ao desaparecimento, infelizmente é uma verdade difícil de engolir.

Marcello Lopes

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


Poeta, dramaturgo e jornalista francês nascido em Saint-Julien-Chapteuil, departamento do Haute-Loire, fundador, junto com o poeta Georges Chennevière, do unanimismo, movimento que associava a crença numa fraternidade universal ao conceito psicológico de consciência de grupo.

Filho de um professor, lançou (1905) o manifesto unanimista, proclamando os escritores a trabalharem, nos planos lírico e épico, em busca das emoções unânimes do homem contemporâneo. Entrou na École Normale Supérieure (1906), em Paris, onde estudou ciências naturais e filosofia.

Como poeta e escritor de peças teatrais adotou o pseudônimo, mais tarde legalizado, de Jules Romains, posteriormente destacou-se também como escritor em prosa. Refugiou-se nos Estados Unidos até o fim da guerra, durante a ocupação alemã da França (1940), quando voltou a Paris, cidade onde ficaria até sua morte.


Uma de suas obras mais populares foi a peça Knock, ou le triomphe de la médecine (1923), sátira que aborda, na tradição de Molière, o poder obtido pelos médicos sobre à credulidade humana.

Tornou-se membro da Academia Francesa (1946) e entre poemas, peças e romances, suas mais renomadas publicações foram La vie unanime (1908), Mort de quelqu'un (1911), Knock (1923), Les Hommes de bonne volonté (1932-1946), Éros de Paris (1932), Le Crime de Quinette (1932) e Verdun (1938).

Pesquisa e Texto: Marcello Lopes
Fotos : Google

Giorgio de Chirico



Conheci Giorgio de Chirico, também conhecido como Népo, lendo o livro Os Exilados de Montparnasse, e descobri que ele fazia parte de um movimento chamado Pintura metafísica, considerado um precursor do Surrealismo.

Grande amigo de Apollinaire, que o apresenta à Picasso, e o introduz nos meios vanguardistas e, em 1925, participa na primeira exposição surrealista.

Sua pintura antecipa diversos elementos que viriam a figurar na pintura surrealista, como grandes espaços vazios, ambientes oníricos, vindos de uma necessidade de sonho, mistério e de grande carga erótica, própria do movimento surrealista.



E desde a criação desse movimento, a obra de De Chirico faz sucesso considerável, entre suas obras mais conhecidas estão O Regresso do Poeta, Retrato de Apollinaire, A Conquista do Filósofo e as Musas Inquietantes.

O encontro entre De Chirico e Carlo Cará em 1917, transforma-se no primeiro encontro com o termo pintura metafísica, De Chirico já estava muito próximo do estilo desde 1910 como se pode ver nas obras O enigma do Oráculo e A Torre).

A pintura metafísica de De Chirico, apresenta diversas características marcantes, mas a mais importante é a negação do presente, uma pintura que se dirige à uma outra realidade. Seus cenários projetados entre 1910 e 1915 já permitem visualizar um novo estilo, que se consolidará entre 1917 e 1920, os elementos utilizados nas composições, como colunas, torres constróem em paralelo espaços vazios e misteriosos....


Em obras que utilizam de figuras humanas, são meio-homens, meio-estátuas com um forte sentimento de solidão e silêncio, não sendo possível ver seus rostos, apenas sombras, projetadas pelas construções e composições.

Apesar de sua reputação como surrealista, De Chirico repudiou sua obras, e em 1925 mudou seu estilo para obras mais melancólicas e enigmáticas.

As influências de De Chirico para seus trabalhos encontram-se na filosofia de Nietzche, Shopenhauer e imagens do pintor suíço Arnold Bocklin, Max Klinger.

No Brasil, alguns críticos de arte localizaram influências da pintura metafísica em obras de Hugo Adami, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Candido Portinari.

Em sua fase metafísica, Iberê Camargo estuda com De Chirico.

Texto e Pesquisa : Marcello Lopes
Fotos: Google

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010



Cadernos de Infância são as memórias da poeta e romancista argentina Norah Lange, que nasceu em 1905 e faleceu em 1972, no livro ela narra sua vida e de sua família de origem norueguesa em Buenos Aires.

É o terceiro livro em prosa da autora, que já tinha lançado um livro de poesias chamado "La Calle de La tarde" com o prefácio de Jorge Luis Borges, que ela conheceu quando trabalhava nas revistas literárias Martin Fierro e Proa.

Sua família é grande, são 6 filhos e no livro ela ressalta bem a figura materna como sendo a principal fonte de carinho para os filhos, e nos sensibiliza suas descrições dos momentos de pobreza.

O livro vale a pena pelo talento de Norah em recriar lembranças alegres e tristes com o mesmo empenho, com a mesma coloração e dando à elas um toque comovente e lírico.

Biografia :

Participou ativamente das revistas Prisma, Proa e Martín Fierro.

Publicou os livros de poesia La calle de la tarde (1925), com prólogo assinado por Borges, Los días y las noches (1926) e El rumbo de la rosa (1930).

Seu primeiro romance, Voz de la vida, chegou às livrarias em 1927, seguido pelos volumes 45 días y 30 marineros (1933), Personas en la sala (1950) e Los dos retratos (1956).

Cadernos de infância ganhou o primeiro Prêmio Municipal de Buenos Aires e o segundo Prêmio Nacional de Literatura.

Em 1958, Norah Lange conquistou o grande Prêmio de Honra e a Medalha de Ouro da Sociedade Argentina de Escritores (SADE).

Resenha : Marcello Lopes
Biografia : Grupo Editorial Record

Exilados de Montparnasse


Paris.

A capital das luzes. A origem de uma série de grandes escritores, desde Rabelais até Georges Simenon e Muriel Barbery, e uma grande influência entre centenas de outros escritores.

Muitos vieram radicados de suas terras como Camus,Marguerite Duras, um traço marcante na literatura francesa é que ela é capaz de atravessar limites de sua fronteira e influenciar todo o Ocidente.

Sabendo da importância mundial da França no mundo das letras, comecei a ler um livro chamado Os Exilados de Montparnasse, de Jean-Paul Caracalla, lançado pela Ed.Record.

O livro conta a trajetória dos artistas estrangeiros (maioria ingleses e americanos) que escolheram Paris após a 1° Grande Guerra para viver e trabalhar.

Esses artistas se reuniam nos cafés La Closerie de Lilas, La Coupole, nas livrarias de Sylvia Beach (Shakespeare and Company), na de Adrienne Monnier (La Maison des Amis des Livres) ou no ateliê de Gertrude Stein.

Imaginem se pudéssemos voltar no tempo, e ao entrarmos no restaurante Chez Baty, veríamos Picasso, Roché e Marie Vassilieff jantando juntos, ou então tomar café na varanda do La Rotonde e esbarrar em Modigliani, Ortiz de Zárate e Jean Cocteau...

Ou ir ao teatro e assistir um balé dirigido por Jean Cocteau com a colaboração de Picasso, Erick Satie ?

Pois nesse livro, a atmosfera é essa, de se voltar no tempo e encontrar-se com os escritores que hoje são venerados e lidos em todo mundo, como James Joyce, Hemingway, Ezra Pound, T.S. Eliot, Fitzgerald, Edith Wharton, André Gide, Paul Valéry.

Jean-Paul não é um escritor, e sim um historiador que conhece muito bem a cidade onde mora, as informações são precisas e com a biografia desses grandes nomes da arte, cria-se um retrato vívido de uma época de efervência intelectual e liberdade exarcebada, livre das imposições morais que existiam nos EUA e na Inglaterra.

Uma dica é ler o livro com o Google disponível, assim quando o autor citar algum artista desconhecido, você pode fazer uma rápida pesquisa e ficar à par da vida e entender melhor o contexto que sua arte expressava.


Boa Leitura.

Texto: Marcello Lopes
Foto: Marcello Lopes
Capa do Livro : Editora Record

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010



Essa semana li em vários blogs sobre alguns textos copiados sem a informação da fonte ou da autorização do escritor, gerando assim um enorme desgaste e decepção.

Para entender leia :

http://nossosromances.blogspot.com/2010/02/blogagem-coletiva-nao-ao-plagio.html


O assunto é antigo, ainda mais na web que tudo e todos estão disponíveis o plágio é tão comum quanto a pornografia, mas isso não quer dizer que esteja certo.

O plágio integral ou não é crime intelectual e só engana os tolos, colar um texto que não seja seu diz muito sobre você mesmo e força o plagiador à um vício usual, porque ele sempre desejará a qualidade do primeiro plágio para manter sua "aparência".

Plágio, segundo o dicionário Aurélio, é "Assinar ou apresentar como seu (obra artística ou científica de outrem)". A origem etimológica da palavra ilustra o conceito que ela carrega: vem do grego (através do latim) 'plagios', que significa 'trapaceiro', 'obliquo'

Infelizmente, quem copia conta com a dificuldade de se identificar, muitas vezes, a origem legítima daquela obra. Portanto, podemos ter fracassados que são um sucesso e pessoas sem ética tidas como parâmetros de conduta.

Daí a importância de se rastrear e identificar o plágio, além de levá-lo às conseqüências legais cabíveis (lei nº 9.610, de 19.02.98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais, publicada no D.O.U. de 20.02.98, Seção I, pág. 3 por decreto do então presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO).

Fonte desse texto : http://www.microbiologia.vet.br/Plagio.htm

Eu cometi um plágio por desleixo, copiei um texto de um livro sobre vinhos e fiz um comentário embaixo com a minha opinião, mas esqueci de citar a fonte do texto original, tanto que após ser avisado por um leitor do meu blog, informei a fonte e escrevi um pedido de desculpas. Lamentável !!

Plágio é crime, com ou sem desleixo.....

Literatura Inglesa - II


William Blake nasceu em um período significativo da História, marcada pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglaterra.

A Literatura refletia o crescimento econômico e a prosperidade do país, estando no auge do período clássico, a era da razão.

Blake era um ávido leitor e não tinha uma educação formal, além da leitura era fascinado pelo desenho, gravura e pintura. Sua posição na camada social britânica o fazia enxergar as injustiças sociais, e a influência negativa do Estado e da Igreja.

Em 1782 casa-se com Catherine Boucher, ensinando-a a ler e a trabalhar com gravuras e pigmentos, e 1783 publica seu primeiro livro de poemas, graças à dois amigos que o financiaram.


Entre 1788 e 1789 trabalha em seu primeiro poema que mostra as tensões entre a interdependência da vida e da morte simbolicamente.
Em 1789 publica o primeiro volume de poemas ilustrados com gravuras chamado Canções da Inocência, cinco anos depois escreveria o segundo volume intitulado Canções da Experiência os dois volumes foram editados no começo separados, após algum tempo foram lançados como um só pela Ed. Crisálida, uma edição bilíngue com tradução de Leonardo Gonçalves.

O primeiro livro Canções da Inocência trata sobre a ausência da moral e a onipresença de Deus, bem como da Inocência.

O segundo livro Canções da Experiência fala sobre o contraste da moral repressora, da falta de moral e da hipocrisia religiosa.

Em 1788 publicou dois textos em prosa que expressa sua recusa ao autoritarismo Não há religião natural e Todas as religiões são uma só;

Em 1790 publicou seu trabalho em prosa mais famoso O Matrimônio do céu e inferno (com 2 edições, uma pela Ed.Iluminuras e uma pela Ed.Madras), são 27 gravuras que formulam a posição religiosa e política revolucionária da época : a negação da realidade da matéria, da punição eterna e da autoridade. É uma reinterpretação do cristianismo e uma recusa ao racionalismo da época sob influência do místico Emanuel Swedenborg.


Blake levou sua idéias tão longe que criou uma mitologia própria, cuja complexidade dificulta um pouco sua leitura, essa mitologia aparece nos chamados livros proféticos O Livro de Jó e As visões da filha de Álbion (1793).

Entre 1804 e 1820, Blake escreve Jerusalém : A emanação do gigante Álbion, sendo esse livro o mais complexo dos seus poemas.

O simbolismo de Blake é obscuro, fazendo-nos apreender apenas o mais simples, a divisão entre as forças da imaginação e a religião natural.

Não foi um poeta popular devido a sua linguagem incompreensível para seu tempo.


Marcello Lopes
Imagens: Google

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


Morreu o cantor Pena Branca da ex-dupla sertaneja Pena Branca & Xavantinho, vítima de enfarte, nesta segunda-feira, 9. Tinha 70 anos.

Pena Branca e Xavantinho ganharam, em 1990, o Prêmio Sharp de melhor música ("Casa de Barro", de Xavantinho e Moniz) e melhor disco ("Cantado do Mundo Afora").Em 1992, a dupla recebeu o prêmios Sharp e APCA.

Os irmãos gravaram, em 1993, "Violas e Canções" (Velas), destacando-se "Viola Quebrada" (Mário de Andrade). Nesse ano, os shows da dupla chegaram até os Estados Unidos.

Lançaram ainda "Ribeirão encheu" (Velas), em 1995, com "Luar do sertão" (João Pernambuco e Catullo da Paixão Cearense), e "Pingo d'água" (Velas), em 1996, com "Tristeza do Jeca" (Angelino de Oliveira) e "Flor do Cafezal" (Luís Carlos Paraná).

Foi com essa dupla que me apaixonei pelo verdadeiro sertanejo, não essa bosta que existe hoje, e sim pelos cantores do mato, do interior, caipira mesmo, como Sérgio Reis, Rolando Boldrin, Tonico e Tinoco, Almir Sater, Renato Teixeira....

Deixo as palavras de Rolando Boldrin, um dos homens mais versados em caipirês que eu conheço:

- "Tive a felicidade de produzir o segundo disco de Pena Branca e Xavantinho, em 1981. Eles foram verdadeiros heróis da resistência caipira.

Inspirados naturalmente por Tonico e Tinoco, provaram que aquela era a verdadeira música caipira, não a que se faz atualmente, que não é nada. Eles inovaram ao gravar outros tipos de música, como Cio da Terra, e até composições de Ataulfo Alves, com aquele jeito purinho da música caipira"

Bom, depois dessas palavras só posso desejar muita paz, e que Jesus conforte seus entes que ficaram aqui, na certeza de que hoje, o plano espiritual tem a orquestra de violeiros completa.

P.S: Ele era mineiro de Uberlândia.

Marcello Lopes

Fonte: Estado de Sp
Fotos : Google

Pequeno Ditador



Hoje ao ler as notícias nacionais ( nunca faço isso, uma exceção) fiquei espantado com a selvageria que o nosso país se transformou nos últimos 500 anos....

E fiquei imaginando o que eu faria em algumas áreas da vida nacional se eu fosse presidente da república, é só uma divagação sem muita fidelidade à realidade ou aos direitos civis:

Políticos :

Ao tomar o poder, ordenarei a cassação de todos os senadores acusados de algum crime, seja ele na vara civil ou criminal. E todos os outros terão seus salários reduzidos para R$ 2.000,00 sem nenhuma outra ajuda de custo, ou seja, sem auxílio-paletó, auxílio-moradia, auxílio-passagens, e o expediente será como de qualquer pessoa normal, de seg à sex das 9 às 18 hs.

Faltas não justificadas serão descontadas do contra-cheque. O senadores, deputados, vereadores terão suas contas e de todos os seus familiares checadas a cada 2 dias, caso haja alguma irregularidade, o político será imediatamente afastado do cargo sem pagamento dos dias em que estiver sob suspeita.

Todos os políticos corruptos terão seus bens tomados pela justiça e leiloados para a devolução do dinheiro, e seus familiares ficarão sob investigação também.

Sistema Penal :

Os presos serão divididos em graus de periculosidade, e tratados cada qual a sua maneira, para os condenados por delitos leves, prisões com escolas, auxílio para recolocação, psicólogos, serviço comunitário é obrigatório, etc...

Para os de média periculosidade prisões com tratamento com psicólogos, escolas e serviço comunitário sob escolta armada ( limpar os bueiros, pintar escolas, manutenção de vias públicas). 

Para os de alta periculosidade, prisões de segurança máxima, com bloqueio  para celulares, sistema de carceragem 23hs dentro da cela, 1 hora de ar livre, sem direito à liberdade condicional ou indulto.

Adotarei a condenação de prisão perpétua para os casos graves.

Estupradores e pedófilos serão castrados e receberão penas de 20 anos à perpétua.

O prisioneiro esta em dívida com a sociedade por isso ele deixa ter seus direitos, à partir do meu mandato, não existirá mais as visitas íntimas, indulto de Natal e outras datas, em caso de rebelião e destruição do material carcerário ( camas, cozinha, telhados) os internos ficarão sem o mesmo até que se providencie a reforma ou reposição.

Transformarei todas as favelas do país em "guetos controlados" onde todos os moradores serão cadastrados ( digitais, dna, antecedentes) e receberão uma identificação (crachá com foto), assim para suprimir o tráfico de drogas sem circulação de pessoas não-cadastradas dentro da favela eventualmente o consumo e a distribuição diminuiria drasticamente.



Impostos :

Quanto mais rico, mais alto o valor do imposto, os bancos irão pagar altas taxas que serão revertidas para a saúde e educação, corporações estrangeiras também.

Educação :

Aumento de aulas de Português, História do Brasil e o ensino de Responsabilidade Social.

Salários mais altos para os professores, aumento da segurança em escolas com histórico de agressões, punições severa para os agressores.

Segurança :

Aumento do efetivo da Polícia Militar, melhor condições de trabalho, carros mais modernos e mais seguros, coletes à prova de bala para todos os policiais, armas mais modernas, compra de mais helicópteros para apoio.

Limpeza na Polícia Civil de todos os estados, punição para todos os acusados, e intercâmbio entre civil, militar e federal.

As tropas do exército ociosas em cidades do interior serão transferidas para as fronteiras do País, aumento de equipamento e de efetivo, cerca de 5.000 soldados patrulhando as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas.

Criação de quartéis militares nos bairros mais violentos, polícia comunitária e aumento das rondas noturnas.

Diplomacia :

Retirada do embaixador e suspensão de qualquer comércio com Venezuela, Cuba, Bolívia, e embargos de qualquer tipo para os países que praticarem qualquer ação criminosa contra brasileiros sem consulta prévia ou sem seguir os protocolos de Haia.

Tornarei mais complicado a entrada de estrangeiros no País, seja de qual país for, adotando diversas restrições e regulamentos.

Assuntos Diversos (Fui lembrando) :

- Acusação de homicídio e perda da licença para médicos, enfermeiras e afins  que se recusarem a atender pacientes por falta de pagamento ou greve.

- Todos os times do País devem pagar suas dívidas com o município, caso contrário o Estado confiscará seus jogadores mais bem avaliados ou bens como estádio, C.T´s e os venderá para quitar a dívida.

- Todas as emissoras serão obrigadas por lei a transmitirem programas educativos e séries contando sobre o país, ou dando enfoque na Literatura Nacional.

- Todas as editoras no País serão obrigadas à ter pelo menos 10 % do seu catálogo de autores brasileiros, e promoverem concursos e festivais para o surgimento de novos autores.

- As companhias de tabaco serão proibidas no país.

- O calendário brasileiro terá apenas os feriados católicos e Natal, a suspensão do Carnaval por 4 anos, bem como a emenda de feriado estará proibida.

- Feriados como dia do Trabalho serão comemorados mas o expediente é normal.

- Maior aumento na ajuda aos Estados mais pobres como o Nordeste e Norte, criando maiores facilidades para esses lugares.

- Suspensão efetiva de qualquer ajuda financeira sem retorno, como bolsa-família, bolsa-sustenta-vagabundo-com-5 filhos.

- Torna-se à partir de hoje ilegal e terrorista qualquer membro do MST, pasível de prisão imediata.


- Aumento de orquestras, sinfônicas e bandas pelo Brasil com incentivos fiscais e verbas.

- A Obrigatoriedade de todo e qualquer aluno à leitura, no mínimo 3 livros por mês.

- Fim dos reality shows, os apresentadores Faustão, Gugu, milton Neves, Chico Lang ( corintiano malditooooo...rsrsrsrs) e similares serão banidos para Cuba, bem como o envio de pessoas simpatizantes do comunismo e da pobreza vermelha como Caetano, Chico, Lula, Dilma, entre outras celebridades pró-comunistas.....

- Fim das sub-músicas chamada Axé, Pagode, Sertanejo, Pop estilo Malhação, todos à partir de hoje serão proibidos de fazerem shows, tocarem em rádios...

- O fim do vestibular para as Faculdades Estaduais, Federais, à partir desse momento, todos os alunos de baixa renda que tiverem suas notas satisfatórias terão sua vaga garantida, os ricos terão direito à pequenas cotas.

- Maioridade para os homens de 15 anos, para serem julgados como adultos em caso de delitos e crimes, e para as meninas de 17 anos.

- Habilitação antes dos 21 anos proibida.

- Imprensa seja ela qual for, será obrigada a transmitir programas de cultura e conhecimento todos os dias.

Essa e mais diversas ações eu adotaria como presidente-ditador, mesmo sabendo que uma democracia jamais permitiria muitas ações descritas acima.

Marcello Lopes 
Presidente Supremo e Eterno da Nação Tupi-nanquim.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Fundação Bienal de São Paulo anunciou na manhã desta sexta-feira, 5, a primeira lista com 38 artistas, nacionais e estrangeiros, selecionados para participar da 29ª Bienal de São Paulo, marcada para ocorrer entre 21 de setembro e 12 de dezembro.

Sob o título "Há Sempre um Copo de Mar para um Homem Navegar", a exposição deste ano se centrará no tema da relação entre a Arte e a Política. A curadoria da mostra, coordenada pelos brasileiros Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, afirma que a mostra reunirá obras de cerca de 120 artistas em seu total. Os próximos nomes serão anunciados depois de abril.

Veja os 38 artistas selecionados e confirmados até o momento:

Brasil

  • Alice Miceli
  • Antonio Dias
  • Antonio Manuel
  • Artur Barrio (também representando Portugal)
  • Cildo Meireles
  • Efrain Almeida
  • Flávio de Carvalho
  • Hélio Oiticica
  • Lívio Tragtenberg
  • Luiz Zerbini
  • Lygia Pape
  • Marcelo Silveira
  • Miguel Rio Branco
  • Nuno Ramos
  • Paulo Bruscky
Polônia

  • Artur Zmijewski
Bélgica

  • Kendell Geers (também representando a África do Sul)
  • Francis Alÿs (também representando o México)
  • Chantal Akerman
  • David Claerbout
Lituânia

  • Deimantas Narkevicius
Alemanha

  • Harun Farocki
  • Isa Genzken
México

  • José Antonio Vega Macotela
China

  • Ai Weiwei
Albânia

  • Anri Sala
Portugal

  • Pedro Costa
Peru

  • Sandra Gamarra
Colômbia

  • Mateo Lopez
  • Miguel Angel Rojas
Inglaterra

  • Runa Islan (também representando Bangladesh)
  • Jeremy Deller
  • Steve McQueen
França

  • Sophie Ristelhueber
EUA

  • Emily Jacir (também representando a Palestina)
  • Allora & Calzadilla (também representando Cuba)
  • Jimmie Durham
  • Nan Goldin
Fonte: Estado de Sp

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Literatura Inglesa



John Donne nasceu em Londres no auge do período elisabetano, uma família de classe média. Muito bem educado, trabalhou na corte até ser preso por sequestrar a mulher que se tornaria sua esposa.

Sua poesia se destaca pela manipulação perfeita das prerrogativas do seiscentismo inglês, dividindo-se ora em um tom metafísico-religioso, considerado a melhor pelo críticos, ora em um cunho erótico.

Os primeiros poemas de Donne mostravam um brilhante conhecimento da sociedade inglesa, em conjunto com uma crítica sutil de seus problemas. Suas sátiras baseavam-se em tópicos elisabetanos, tais como corrupção no sistema legal, poetas medíocres, e pomposos homens da corte, sobressaindo devido a sua sofisticação intelectual e extraordinária figura de retórica.

Suas imagens de doença, vômito, estrume e peste o ajudaram na criação de um forte mundo satírico, povoado por todos os idiotas e velhacos da Inglaterra. Sua terceira sátira, entretanto, fala sobre a problemática da verdadeira religião, um assunto de grande importância para Donne.

Eu-lírico se move entre a religiosidade exasperada, a reflexão metafísica e o choque entre o objeto terreno e a força divina, em uma comparação mais superficial é possível ver semelhanças entre sua poesia e a de Gregório de Matos.

" A morte de cada homem diminui-me, porque sou parte da humanidade. Portanto, nunca procure saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti." - John Donne

Toda a literatura nesse período é empenhada em trabalhar determinadas ferramentas tradicionais para a promoção de certos ideais, no caso de John, é a Igreja Anglicana.

O poeta se converteu ao anglicanismo em 1615 tornando-se pregador e os críticos literários comparam seus sermões com o do Padre Vieira.

Donne tornou-se capelão no final de 1615, professor de teologia na Lincoln's Inn em 1616, e recebeu o título de Doutor em teologia pela Universidade de Cambridge em 1618, bem-sucedido assume uma paróquia importante em Londres, onde passa o resto da vida.

Não há muitas publicações de John Donne em português, existe uma publicação bilíngue Sonetos de Meditação pela Editora Philobiblion e custa R$ 15,00 com a tradução de Afonso Feliz de Souza.

Quanto aos sermões não há publicação nem no Brasil e nem em Portugal.


Marcello Lopes

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


Melanie Klein nasceu Melanie Reizes, nome de família de seu pai. Adotou o Klein só aos 21 anos, após o casamento com Arthur Klein. Ela veio ao mundo em Viena, no dia 30 de março de 1882, em uma família de origem hebraica bastante humilde, embora dotada de certo nível cultural.

Era a quarta e última filha do casal Moriz (médico e dentista) e Libussa (dona de casa e proprietária de um pequeno comércio). Dois de seus irmãos, aos quais era especialmente ligada, morreram precocemente: sua irmã Sidonie, aos sete anos, quando Melanie contava apenas quatro, e seu querido irmão Emanuel, quando ela chegava aos vinte. Os temas da perda e da melancolia insinuaram-se bem cedo em sua existência e marcariam profundamente seu pensamento teórico. Mais adiante, a morte acidental de seu filho veio, ao que tudo indica, dar um impulso e uma direção ainda mais importantes em suas teorizações.

Tudo indica que Melanie Klein sofreu muito com as mortes de seus irmãos, especialmente Emanuel, que foi para ela uma espécie de mentor intelectual. Pouco tempo depois desta perda, ela se casaria com um dos amigos do irmão, o engenheiro químico Arthur Klein, de quem estava noiva desde os 17 anos. Ao lado de Emanuel, ou por seu intermédio, Melanie entrara em contato com o riquíssimo mundo cultural, artístico e filosófico da Viena da virada de século; e desde os 14 anos acalentara o sonho de se tornar médica.

Tudo isso foi impedido pelo casamento e nascimento de seus três filhos: Mellita, em 1904, Hans, em 1907, e Erich, em 1914, quando seu casamento já ia mal e Melanie Klein começava a buscar novos horizontes. No entanto, nunca cursou uma universidade: é a única dos grandes criadores da psicanálise que jamais teve uma vida acadêmica de base. Nem médica, como a maioria, nem psicóloga nem socióloga, antropóloga ou lingüista (como foram alguns analistas de renome no seu tempo), ela foi sempre uma pesquisadora autodidata - talvez por isso mesmo absolutamente original, embora um tanto inepta na comunicação escrita de suas idéias.

Após o casamento, o casal Klein deixa Viena e reside em diversas cidades do Império Austro-Húngaro, até chegar a Budapeste, na Hungria, em 1910. Durante esses primeiros anos, Melanie Klein teve dificuldades de cuidar de seus dois primeiros filhos e entrou em estados de profundo desânimo e desespero, o que a aproximou do tratamento psicanalítico. Para ela, a psicanálise, antes de ser uma profissão ou um interesse intelectual, foi uma experiência de crescimento e cura pessoal.

O ano de 1914 trouxe acontecimentos importantes. No âmbito mundial, estourava a Primeira Grande Guerra. No plano privado, morria Libussa, a mãe de Melanie, muito amada e muito invejada - seja por sua força e capacidade de apoio, quando tomava conta dos netos (durante os afastamentos de Melanie por razões de saúde e/ou depressão), seja por sua tendência à intrusão na vida das filhas.

Por fim, em 1914, já com 32 anos, dá-se o encontro de Melanie Klein com a psicanálise: ela lê um texto de Freud sobre os sonhos e começa a sua primeira análise com Sándor Ferenczi (1873-1933), o grande discípulo húngaro de Freud, buscando livrar-se da depressão. Pouco depois, quando o filho caçula Erich começava a apresentar alguns sinais de inibição intelectual (dificuldade de aprendizagem generalizada), ela daria início a uma intervenção analítica com ele, guiada pelas teorias psicanalíticas. Erich nasceu no mesmo ano em que nascia a psicanálise na vida de Melanie Klein e foi seu primeiro "paciente". Anos mais tarde, a morte acidental de outro filho, na década de 1930, ensejaria a redação do primeiro dos trabalhos mais influentes da autora, dedicado à compreensão dos estados depressivos e maníacos.

Em 1918, Melanie Klein participa do 5º Congresso Internacional de Psicanálise, sediado em Budapeste, e escuta Freud ler um texto sobre os avanços da terapia psicanalítica. No ano seguinte, ela escreve e apresenta seu primeiro texto, baseado no tratamento de Erich, e ingressa na Sociedade Psicanalítica de Budapeste.

Em 1921, muda-se para Berlim, um centro de atividade e formação psicanalítica quase tão importante quanto Viena. Na Alemanha, em 1922 - com 40 anos de idade -, Melanie Klein ingressa como membro- associado na Sociedade Psicanalítica de Berlim e, em 1924, começa uma segunda análise com Karl Abraham (1887-1925), outro dos mais destacados discípulos de Freud.

Já em 1925, ela é convidada a dar algumas palestras em Londres, para onde se mudará no ano seguinte. Essa mudança respondia aos convites dos analistas ingleses - muito impressionados pelo pensamento ousa do e pela singularidade da jovem senhora Klein, que co meça a se converter em personagem - e também ao sentimento de orfandade de Melanie, após a morte inesperada e precoce de Karl Abraham, no final do ano anterior. Sem seu analista e protetor, ela ficava exposta às críticas de membros mais conservadores da Sociedade às suas idéias relativas ao atendimento de crianças, completamente novas e originais, e divergindo do que pensavam Freud e sua filha Anna, que também se dedicava à extensão da psicanálise ao atendimento de crianças.

Em 1927, Melanie Klein torna-se membro da Sociedade Psicanalítica Britânica. A partir de então sua ascensão é fulminante. Os primeiros pacientes infantis eram filhos de colegas que nela já depositavam muita confiança, apesar do caráter revolucionário do que propunha. Havia, de fato, uma oposição radical entre sua proposta para a análise de crianças, que deveria ser o mais próxima possível da análise de adultos, e o modelo defendido por Anna Freud, muito mais conservadora nesse aspecto. Para ela, a psicanálise com crianças se aproximava mais de um trabalho de feição pedagógica e preventiva, enquanto para Klein o atendimento mesmo de crianças muito pequenas exigia modificações técnicas, mas não diferia do tratamento psicanalítico de adultos em seus objetivos e metas.

Em 1932, Melanie Klein publica seu primeiro livro, A Psicanálise de Crianças, que expõe os fundamentos técnicos da análise infantil mediante o brincar, e aborda as ansiedades precoces e seus efeitos no desenvolvimento: em excesso, as ansiedades bloqueiam o desenvolvimento emocional e cognitivo, mas sua ausência também é contraproducente. Como desenvolver a capacidade da criança acolher, experimentar, enfrentar e dominar suas ansiedades de modo a tornar-se apta à vida, à aprendizagem e à criação? É a questões como essas que o livro procura trazer respostas.

No âmbito familiar, a década de 1930 traria duas grandes dores: a morte de seu filho Hans, em 1934, ao escalar uma montanha, e as agressões da filha Mellita, que se tornara analista e ingressara na Sociedade Britânica. A morte de Hans afetou-a profundamente. Foi na elaboração desta perda que Melanie Klein escreveu o seu primeiro texto realmente ousado e totalmente inovador: "Uma Contribuição Para a Psicogênese dos Estados Maníaco-Depressivos" (1935), em que o tema da perda e da melancolia ingressava no campo de sua teorização. No outro front, suas relações com a filha Mellita iam de mal a pior e jamais puderam ser recuperadas.

Freud e Anna Freud não apreciavam as propostas kleinianas. A partir da década de 1940 - depois que os Freud se refugiaram do nazismo em Londres - formam- se dois blocos na Sociedade Britânica: de um lado,os adeptos de Melanie Klein, que aos poucos vai-se tornando uma figura carismática, verdadeira chefe-de-escola; do outro, os adeptos do freudismo clássico e os "inimigos de Melanie", como sua filha. É bom que se diga que muitos analistas importantes da Sociedade Britânica procuraram se manter eqüidistantes e equilibrados, mas o período foi marcado pela polarização.

Tal controvérsia ficará mais intensa a partir do texto de 1935. Durante toda a década de 1940, outros textos de Klein e de seu grupo de seguidores (em sua maioria, analistas mulheres) alimentam a polêmica. O "grupo kleiniano" tinha à frente Suzan Isaacs, Paula Heimann e Joan Rivière; a própria Melanie Klein exerce desde então seu domínio com mão de ferro. A partir desta época, à pessoa da psicanalista sobrepõe-se de fato a personagem "Melanie Klein", representando uma linha evolutiva do pensamento psicanalítico e uma posição institucional.

Apesar da contundência dos debates, é notável o fato de que Melanie Klein e seu grupo permanecem na Sociedade Britânica de Psicanálise e na Associação Internacional de Psicanálise (IPA), não sendo expulsos - como viria a acontecer com Lacan na década seguinte - nem abrindo uma dissidência contra Freud, como haviam feito Adler e Jung anteriormente.

Na segunda metade da década de 1940, Melanie Klein lança mais um texto impactante, uma nova radicalização de seu pensamento teórico: "Notas Sobre os Mecanismos Esquizóides", e no início da década seguinte o grupo kleiniano publica Desenvolvimentos em Psicanálise, com artigos de Melanie Klein, Joan Rivière, Suzan Isaacs e Paula Heimann, produzidos no contexto das Controvérsias Freud-Klein, e que reúne e aprofunda as divergências entre a teoria kleiniana e a freudiana, dando um maior acabamento ao "sistema kleiniano". Desde então, o kleinismo se converte em uma "escola" de pensamento psicanalítico, o que lhe dá grande força institucional e criativa, mas também um impulso na direção do dogmatismo e da auto-referência.

Na verdade, a emergência do kleinismo inaugura a "era das escolas": passaram a existir freudianos (ligados a Anna Freud e aos autores da Ego Psychology, vienenses emigrados para os Estados Unidos, como H. Hartmann), kleinianos e "independentes" (os analistas britânicos não alinhados às duas posições anteriores); mais tarde, surgirão os lacanianos (freudianos a seu modo), os bionianos, os psicanalistas da Self Psychology, como H. Kohut, os intersubjetivos etc. Cada grupo passa a se referir quase só à literatura científica dos que pensam e atuam de forma idêntica ou muito semelhante, excluindo os demais. Três décadas do movimento psicanalítico estiveram sob a égide da "era das escolas" e da dispersão teórica inaugurada pelo kleinismo. Hoje, esta divisão tende a ser superada e o pensamento kleiniano, entre outros, está muito mais integrado ao conjunto da psicanálise contemporânea.

No entanto, enquanto a era das escolas estava em seu apogeu, o kleinismo foi sempre muito atuante, e ainda hoje autores estritamente kleinianos continuam em atividade e publicando. Em 1955, saía uma nova coletânea dos pensadores alinhados com a teoria kleiniana - New Directions in Psycho-Analysis (Novas Direções em Psicanálise) -, incluindo, ao lado de textos de Klein, ca pítulos de autoria de Bion, Money-Kyrle, Elliot Jacques e Herbert Rosenfeld, com artigos de duas novas colaboradoras: Marion Millner e Hanna Segal, esta última uma das mais lúcidas e equilibradas kleinianas, que segue produzindo até os dias de hoje. A obra tem uma parte clínica e outra dedicada à interpretação psicanalítica da vida institucional, da ética e da estética: seu conjunto revela a força e a abrangência das teorizações kleinianas e seu poder de inspiração para novos pensadores.

Finalmente, em 1957, seria publicado o último livro de Melanie Klein com grandes novidades teóricas: Inveja e Gratidão, um livro pequeno em tamanho, mas denso, mostrando as duas disposições afetivas básicas do ser humano, amor e ódio, desde os primeiros anos e ao longo de toda a existência.

Um texto mais antigo, de sua autoria, será logo em seguida editado: Narrativa da Análise de uma Criança, no qual Melanie Klein esteve trabalhando até poucos dias antes de morrer, em 1960. Trata-se do relato, passo a passo, de seu trabalho clínico com um paciente de 10 anos, apresentando graves comprometimentos psíquicos e relacionais, a quem ela atendera intensivamente durante quatro meses. Todas as sessões tinham sido anotadas e discutidas em seus aspectos clínicos e teóricos. A análise fora conduzida no início dos anos 40, durante a guerra, quando analista e paciente se achavam refugiados em uma pequena cidade próxima de Londres, para fugir dos bombardeios.

Durante os anos seguintes, Melanie Klein foi relendo e comentando em notas de rodapé as 93 sessões transcritas, em um grande exemplo de seriedade e honestidade intelectual. No livro, o seu trabalho clínico de duas décadas antes é exposto, revisto e analisado com base em tudo que ela fora descobrindo e elaborando teoricamente nos vinte anos seguintes. É um exemplo excepcional da analista em atividade e evidencia como nunca o processo reflexivo e produtivo de Melanie Klein. 

Folha Explica - Melanie Klein

Autor: Luís Claudio Figueiredo e Elisa Maria de Ulhôa Cintra

Ed.Publifolha - Páginas: 112 - Quanto: R$ 18,90

Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou no site da Livraria da Folha

Julian Beever



Julian Beever é um artista inglês de Chalk art (Arte com giz) que cria desenhos tridimensionais utilizando giz como material.

É um trabalho que se utiliza da técnica de projeção conhecida como anamorfose. Esta técnica cria uma ilusão de ótica 3D quando a imagem é vista a partir de determinado ângulo. Ele trabalha para várias empresas como freelancer, criando murais em campanhas promocionais. Frequentemente é chamado de Pavement Picasso.


Os desenhos são minuciosamente projetados, milimetricamente executados. Pura matemática. Em média, o artista leva cerca de três dias para completar uma obra.

Já visitou vários países, tais como: Reino Unido, Bélgica, França, Países Baixos, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Brasil e Portugal.





















Marcello Lopes