quinta-feira, 25 de novembro de 2010

RUBICON - A série que morreu prematura


Fiquei sabendo hoje pelo site da emissora AMC que a série Rubicon seria cancelada já no fim de sua 1° temporada.

O me deixa triste por que a série é muito superior às outras séries que estão passando na tv hoje em dia, e digo isso em termos de qualidade e produção.

A série mostra Will Travers, um analista de uma empresa sem fins lucrativos na área política, uma firma que faz prognósticos de possíveis crises partindo da análise sócio-política de um país. Com uma inteligência acima do normal Will descobre uma estranha combinação de palavras cruzadas em diversos jornais de grande circulação, todas no mesmo dia, como se fosse um código de comunicação. 

Will leva sua descoberta ao chefe e ex-sogro David que depois de ser informado sobre a possível conspiração morre em um acidente de trem, deixando como herança à Will, sua posição na firma e uma moto.

A série é complexa, obriga o espectador a assistir atentamente por causa dos seus inúmeros detalhes e tem seus personagens muito bem construídos e complexos. 

Will é um homem amargurado pela morte da família no ataque às torres gêmeas, David por sua vez é um homem que tem verdadeira adoração por números e seus significados, tanto que não estaciona seu carro na vaga n° 13. 

A série é repleta de detalhes que aos poucos vamos desvendando, como o jogo de xadrez que Will guarda como recordação de David, a questão dos homens reunidos sempre em escritórios de portas fechadas, o significado de cada palavra cruzada, uma sequência de números encontrados por Will deixa a impressão no espectador de angústia e curiosidade.

Correndo paralelamente ao drama de Will, conhecemos também a personagem de Miranda Richardson, chamada Katherine Rhumor, esposa de um executivo que se mata ao receber um trevo de folhas, que parece ser o símbolo do grupo secreto que arma as conspirações ao longo da temporada. 

A trilha sonora é uma ferramenta útil para aumentar o grau de mistério que a série possui.

Infelizmente os executivos só vêem números e cifras, pois a série é tão bem estruturada que parece que estamos assistindo um filme, com fotografia competente e personagens sólidos.


Marcello Lopes

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