segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Notícias do mundo livreiro

1) Fundador da editora de self-publishing comenta sobre sua visita a esses três países, atrasados com relação ao livro digital, mas com grande potencial de crescimento. 
Em seu blog, Mark Coker, fundador da Smashwords e colunista do PublishNews, comentou sobre sua vinda ao Brasil há algumas semanas e também sobre sua ida à Austrália e à Nova Zelândia. Ele disse que ao contrário dos Estados Unidos, onde os e-books já são responsáveis por 10% do mercado total de livros, nesses três países essa conta ainda fica em menos de 1%. “Esses mercados estão no mesmo lugar em que os Estados Unidos estavam há dois anos, mas estão prontos para ter crescimento similar ou ainda mais rápido”, escreve. Ele destacou que a chegada dos e-books na Austrália pode ser ainda melhor, já que o preço de capa de um livro impresso lá é 50% mais caro do que nos Estados Unidos.
2) Nos dias 24, 25 e 26 de janeiro, Nova York vai receber editores do mundo inteiro para a Digital Book World 2011 Conference + Expo, um excelente fórum de discussão e atualização sobre as mais recentes novidades do mercado mundial do livro digital. 
3) Em 2011, a LeYa não será mais a única presença lusitana no mercado editorial brasileiro. A Babel, dona de nove editoras e três livrarias em Portugal, acaba de anunciar que está abrindo uma editora no país com ambiciosa meta de lançar, já no primeiro ano, 100 títulos entre livros infantis, de culinária e de arte. Outra meta: vender não apenas em livrarias, mas também em bancas de jornal. Para isso, conta com a experiência do grupo Ongoing, proprietário, aqui, do Brasil Econômico, e seu parceiro neste novo negócio.

Outra empresa parceira é a Mobbit, deste mesmo grupo mas especializada em tecnologia e em desenvolvimento de produtos multimídia, que vai viabilizar a edição digital dos livros. A Mobbit já tem desenvolvido e-books para a editora e a ajudou, inclusive, a montar sua livraria hi-tech – a Babel São Sebastião, em Lisboa.

A Babel já tem dois executivos no escritório da Avenida Nações Unidas, em São Paulo – Rui Gomes Araújo e Nuno Barros. Em dezembro, deve chegar o diretor comercial, importado também de Portugal, e até o final do ano que vem entre 15 e 20 brasileiros vão integrar a equipe. São Paulo foi escolhida como sede, mas logo no segundo semestre o escritório carioca já deve estar operando.

“Não queremos cometer os mesmos erros das outras editoras portuguesas que tentaram vir ao Brasil; por isso seremos uma editora brasileira operando no Brasil”, disse Rui Gomes Araújo. Mesmo assim, o capital e o conselho editorial são portugueses. “Nosso objetivo não é simplesmente trazer o catálogo da Babel. Queremos produzir livros do Brasil para o Brasil”, disse Araújo. Isso sem perder de vista a experiência que tem na edição de livros infantis, de culinária e de arte. Portanto, esses serão os primeiros títulos a serem lançados e a diretoria já está cuidando da aquisição de direitos autorais. Depois, vai começar a pensar nos autores brasileiros.

Em fevereiro ou março, os livros devem começar a chegar às livrarias brasileiras. Por enquanto, a Babel funcionará em conjunto com a Ongoing e com a Mobbit, mas nada impede que empresas brasileiras entrem na dança. “Fomos procurados por operadores do mercado brasileiro, mas nesta primeira fase trabalharemos sobretudo com essas duas empresas”, disse. “Mas não vamos colocar de lado a ideia de eventualmente pensar no assunto”, completou. O executivo não fala em valores de investimento, mas garante que “a aposta foi bastante pesada”.

Fonte:Publishnews

Um comentário:

Kézia Lôbo disse...

Pior que é verdade o BRasil ainda não se familiarizou com o ebook!!! Haa mais vai dizer que não é melhor um livro impresso? XD
Adorei o Post