segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Criando novos leitores e possíveis escritores


Em uma matéria no jornal Estadão, a repórter Luciana Alvarez mostra o trabalho de alunos e professores em sala de aula que estão se transformando em livros e conquistando as prateleiras das livrarias. 

É o caso dos alunos do colégio Regina Mundi na zona sul de Sp, que lançaram seu livro chamado Matemática nas Profissões na Livraria Cultura, um projeto que nasceu das aulas de matemática e que graças ao esforço e reconhecimento dos professores se transformou um instrumento de cultura para outras pessoas, e exemplo de que educação quando bem direcionada faz a diferença na qualidade de vida e de cidadania.

O Livro da Maria-Fedida, produzido pelos estudantes do 1.° ano do ensino fundamental de 2008 do Colégio São Domingos, surgiu de uma idéia proposta pelos próprios alunos.Foram as 21 crianças que pesquisaram, escolheram que informações entrariam e fizeram os desenhos que ilustram a obra.

Depois dessa experiência, as professoras Eloise Janczur Guazzelli e Wilma de Brito Camargo lançaram um outro livro infantil, o Ponto de Vista, produzido a partir de desenhos dos alunos nas aulas de artes. A obra incentiva o leitor a também ser produtor de arte.

Uma das pioneiras em transformar o trabalho escolar em obra vendida nas livrarias foi a professora Theodora Maria de Almeida, com o Quem Canta Seus Males Espanta, de 1998. O livro já está na 31.ª edição.

Modelo de sucesso. Em alguns colégios, a experiência dá tão certo que a escola resolve repetir o modelo nos anos seguintes. Pela segunda vez neste ano, alunos do 5.° ano do Colégio Santo Américo produziram um livro. O projeto da disciplina de língua portuguesa de 2009 - escrever em formato de cordel a história do clássico Odisseia - fez sucesso e teve tanta qualidade que virou um livro.

Na escola Humboldt, o programa Poemas e Aquarelas vem sendo replicado desde 2004 por alunos do 7.º ano, cada vez com um novo tema. "É um trabalho interdisciplinar, que envolve português e artes, mas também pode incluir geografia, ciências, história", diz a coordenadora Ivani Gatta. 

Seria muito interessante se as escolas da rede pública tivessem incentivo para realizar os mesmos projetos, com a participação do Governo e da CBL, seria algo viável.

Trazer a produção do livro para as crianças e jovens estimula não só a leitura, mas a auto-estima desses alunos, amplia seus conhecimentos de forma concreta e lhes dá o real conhecimento de como fazer, produzir e editar um livro no Brasil é difícil. 

Comentários: Marcello Lopes
Fonte: Estado de Sp - Luciana Alvarez

Um comentário:

Renata disse...

Acho que devemos sempre incentivar a leitura..aqui em casa o que não falta são livros...vários...de todos os tipos e tamanhos..meus filhos vive rodeados por eles.
Agora o que adorei mesmo foi essa estante...quero uma..
bjs