quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E o Sol também se levanta









Marcello Lopes

Com o término da 1° Guerra Mundial, Paris ainda se reestruturava e Hemingway soube como ninguém narrar usando metáforas a perda da inocência, a falta de perspectiva que atingia à todos.

Usando como cenário para seu romance, Paris e Pamplona durante o Festival de San Firmin, o jornalista norte-americano Jacob Barnes é o narrador da história, repórter em Paris que voltou impotente da Guerra, se apaixona por uma mulher de personalidade fraca, fútil chamada Brett Ashley que se envolve com diversos outros homens.

A guerra é retratada na forma como os personagens se mostram capazes de lidar com a sociedade pós-guerra que começa a florescer na Europa.

O uso dos estereótipos é bastante claro quando comparamos os personagens ao grupo de amigos íntimos de Hemingway, o autor usou suas idiossincrasias para construir uma narrativa vibrante e ao mesmo tempo amarga dos anos loucos pós-guerra.

Estamos em Paris, década de 20, os artistas americanos fogem do puritanismo da América e com o dólar valorizado pela quedo do franco encontram em Paris o refúgio perfeito para extravasar seus desejos e sua criatividade.

Nessa foto na cidade de Pamplona estão Hemingway (de bigode), Harold Loeb, Lady Duff Twysden, Hadley, Don Stewart e Pat Guthrie, após terem assistido a uma tourada, esporte que Hemingway conheceu através de Gertrude Stein.

Esses cincos amigos se tornaram modelos para os personagens de Hemingway em seu livro O Sol também se Levanta.

O Sol Também se Levanta retrata bem essa época de loucura e criatividade que Paris significou para centenas de artistas, escritores, ingleses ou americanos. 

Um comentário:

Angélica Roz disse...

Parece ser bem legal! Gosto desse tipo de leitura. Abraços