sexta-feira, 18 de março de 2011

Medéia


Sei que nem todos se interessam em ler uma tragédia grega.

Lembro-me de ler essa peça por causa do alto teor de violência e da forma como Medeia se vinga de Jasão.

Nesse mito de Eurípides (c. 480-406 a.C.) narra a vingança de Medeia contra Jasão, depois que ele a rejeita para se casar com a princesa de Corinto.

Medeia se sente abandonada, humilhada depois de tudo que fez para ajudar Jasão a vencer a batalha e se lamenta todos os dias, nem a visão de seus filhos a anima e culpa principalmente a princesa de Corinto pela sua desgraça.

O plano é tramado no sofrimento e no abandono, Medeia chama Jasão para uma conversa, e o convence que ela está arrependida pelas coisas que disse e pede para seus filhos poderem ficar com o pai, morando no castelo real. O que Jasão concorda feliz.

Medeia manda por seus filhos presentes para a princesa, um véu e um diadema, que estão envenenados e matam não apenas a princesa que os colocou, mas também o rei de Corinto que tenta salvá-la.

Jasão corre para a casa de Medeia a procura de seus filhos, porém chega tarde demais. Ao chegar em sua antiga casa, Jasão encontra seus filhos mortos, pelas mãos de sua própria mãe, e Medeia já fugindo pelo ar, em um carro guiado por serpentes aladas que foi dado a ela por seu avô o deus Hélios.

Não poderia ter havido vingança maior do que tirar do homem sua descendência.

Encenada pela primeira vez em 431 a.C.

O autor traduz como poucos a psicologia humana e em especial a feminina, transformando Medeia em uma das personagens mais marcantes da literatura,
e o texto eternamente inspirador em diferentes épocas, de Chaucer à Lars von Trier, até mesmo Chico Buarque com a peça Gota D´água.



Um dos três grandes autores trágicos gregos, ao lado de Ésquilo e Sófocles, Eurípides nasceu por volta de 480 a.C. na ilha de Salamina, filho de um proprietário de terras.

Das 93 peças que tradicionalmente lhe são atribuídas, chegaram até nós dezoito, oito das quais datadas com precisão: Alceste (438 a.C.), Medeia (431 a.C.), Hipólito (428 a.C.), As troianas (415 a.C.), Helena (412 a.C.), Orestes (408 a.C.), Ifigênia em Áulis e As bacantes (405 a.C.).

Suas últimas peças, Ifigênia em Áulis, Alcméon em Corinto e As bacantes, compostas na Macedônia, foram representadas postumamente em Atenas.

Texto: Marcello Lopes
Biografia e Foto: Google

2 comentários:

Hérida Ruyz disse...

Oi Marcelo!
Eu conheço a história de Medeia, mas jamais leria a peça. kkkk
Acredito que a narrativa seja rebuscada demais e enfadonha.
Parabéns pela disposição e resenha.
BJs

Laura disse...

É excelente, e bem verdadeira.
As mulheres são vingativas,
é quase uma lei natural.