sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Guerra Civil Espanhola



A Guerra Civil Espanhola estourou em 1936. Tanto Mussolini como Hitler enviaram soldados e armamentos para ajudar as forças de Francisco Franco, que tentavam derrubar o governo republicano.

A URSS e voluntários de diversos países, EUA inclusive, ajudaram os legalistas espanhóis. Franco depôs o governo espanhol e, em 1939, estabeleceu uma ditadura semelhante à existente na Alemanha e na Itália.

Alguns historiadores referem-se à guerra na Espanha como o campo de provas da Segunda Guerra Mundial, pois nela os alemães, os italianos e os soviéticos testaram armamentos e táticas militares.

A Espanha foi convulsionada pela guerra civil que deixou meio milhão de mortos. Concluída há 70 anos, a luta dos republicanos contra os nacionalistas do general Franco.


Aproximadamente 60 mil pessoas, de 53 diferentes nacionalidades, se alistaram nas Brigadas Internacionais, um grupo de apoio aos defensores da República. Os brigadistas perderam a luta para Franco, que tinha mais homens e armas, mas tornaram-se exemplo de sacrifício por uma causa.

Um grupo de 15 brasileiros esteve lá. Vários deles tiveram participação marcante.

Esses soldados eram jovens que, em 1935, haviam participado da Intentona Comunista, a mal sucedida tentativa de golpe contra o governo Getúlio Vargas. Em 1937, eles foram para a Espanha. Saíram de diferentes locais, com destinos variados.



Em 1938, quando os brigadistas foram desmobilizados, começou uma nova aventura para os brasileiros. Vários ficaram em campos de concentração na Argélia e na França. Os que voltaram para casa foram presos. Com o tempo, suas experiências ficaram esquecidas.

Hoje todos os veterenos estão mortos e apenas dois deles, Apolônio de Carvalho e José Gay da Cunha, escreveram memórias, os livros Vale a Pena Sonhar e Um Brasileiro na Guerra da Espanha.

Vindos de todos os lugares, os brigadistas atuaram na base do improviso, apesar do apoio da União Soviética, os armamentos usados pelas Brigadas eram ultrapassados. Muitos soldados usavam canhões da Primeira Guerra Mundial.


Em geral, os voluntários eram operários. Mas os artistas fizeram a fama do grupo. O escritor George Orwell, por exemplo, foi ferido no pescoço.

Em 1996, o governo espanhol cumpriu uma promessa feita 60 anos antes: todos os brigadistas ainda vivos receberam cidadania espanhola. Foi o caso de quatro brasileiros.

Brigadistas que falavam idiomas parecidos lutavam juntos. Vários brasileiros foram incorporados ao Batalhão Garibaldi, formado por italianos e espanhóis.

Nacionalistas

  • 600 mil homens
  • 600 aeronaves
Republicanos

  • 450 mil homens
  • 350 aeronaves
Brigadas Internacionais

  • 60 mil pessoas
  • 53 nacionalidades
Em julho de 1938, as forças republicanas fizeram uma travessia surpresa em um trecho do Ebro, o mais volumoso rio espanhol. Durante os 100 dias seguintes, o Exército de Franco perdeu 30 mil homens, mas conseguiu matar 60 mil inimigos.

Terminava assim, em tragédia, a última grande ofensiva das Brigadas Internacionais. Considerada por muitos historiadores como o conflito mais decisivo da Guerra Civil Espanhola, a batalha do Ebro contou com a participação de dez brasileiros.

Nesse dia, o tenente pernambucano David Capistrano usou uma metralhadora para imobilizar os inimigos tempo suficiente para que seus homens batessem em retirada. Outra batalha que ficou marcada pela participação decisiva de um brasileiro foi a de Piedras de Aolo, quando o tenente gaúcho Hermenegildo de Assis Brasil lançou mais de 100 granadas de mão para repelir quatro assaltos consecutivos.

Entre os compatriotas promovidos, destaque para Apolônio de Carvalho, que começou como capitão, alcançou a patente de coronel e chegou a comandar batalhões. Dois brasileiros morreram na Espanha.

Um deles foi o piloto Eneas Jorge de Andrade. O outro, Alberto Besouchet, é uma possível vítima de fogo amigo. Pouco depois de chegar à Espanha, no primeiro semestre de 1937, ele desapareceu em Barcelona, durante um confronto entre dois grupos de brigadistas. Há suspeitas de que ele tenha sido fuzilado. "A morte do tenente ocorreu em condições ignoradas", afirma Paulo Roberto de Almeida, diplomata e pesquisador do assunto.

Fonte: Revista História
Fotos: Google

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