sábado, 7 de agosto de 2010

Batalha de Stalingrado



A maior batalha da 2° Guerra Mundial.

A batalha de Stalingrado, marcou o início do fim da guerra para os alemães,
no dia 2 de fevereiro de 1943 o último foco de resistência alemã se entregou aos soviéticos.

Entregues aos soldados vermelhos estava 24 generais, 2.500 oficiais e 90 mil soldados.

A Batalha de Stalingrado contou com a participação de 5 exércitos, 2 alemães, 2 romenos e 1 italiano, foram 32 divisões totalmente destruídas, 3 brgadas e mais de 1 milhão e meio de mortos.

Foram 3.500 tanques destruídos, 3 mil aviões e 75 mil viaturas perdidas, bem como 12 mil peças de artilharia e morteiros destruídos.

Com a derrota, os alemães não concluíram a conquista completa do Cáucaso e nem conseguiram se unir através do sul da antiga URSS com as tropas do marechal Rommel que haviam chegado ao Egito em 1942.


O plano incluía também o encontro das forças com os japoneses no Oceano Índico para ajudar na invasão da Índia.


O erro de estratégia alemão foi abrir uma guerra no front russo sem antes derrotar de forma completa os britânicos que estavam isolados na Europa e não contavam com o apoio americano, os nazistas já haviam conquistado a frente Ocidental ( Noruega até os Pirineus), incluindo a ocupação em Paris.

Hitler resolveu atacar a URSS para garantir o abastecimento de suas tropas com cereais da Ucrânia e o petróleo do Cáucaso.

Nos primeiros meses de invasão da frente oriental, os alemães obtiveram resultados espetaculares conquistando diversos países bálticos ajudados pelos aliados finlandeses, húngaros, romenos e italianos.

Após essa sucessão de vitórias, os alemães invadem Leningrado, a 2° maior cidade russa, depois tomam Minsk em menos de um mês, Smolensk cai em seguida, com um total de 600 mil prisioneiros.


No lado Sul, os alemães capturaram Kiev, depois Odessa, Vyasma.

Em todas essas batalhas o número de prisioneiros chegou a 1 milhão e 800 mil soviéticos.

Em dezembro forças nazistas chegam aos arredores da capital russa em pleno inverno, e enfrentaram a contra-ofensiva soviética com tropas russas descansadas e bem alimentadas.

A Batalha de Moscou se tornou o prenúncio do desastre alemão, quando os russos fizeram o ataque aos alemães, estes estavam despreparados para o rigoroso inverno russo, sua divisão panzer estava inoperante e suas linhas de apoio estavam muito afastadas da cidade.

A importância de Stalingrado é que a cidade era uma importante ponte de comunicações entre a parte européia da Rússia e a Ásia Central, por ali se estendiam estradas que uniam as regiões centrais do país com o Cáucaso onde se escoava todo o petróleo de Baku.

O escritor soviético Konstantin Simonov (1915-1979) deixou o seguinte relato sobre o cenário de Stalingrado: “todas as casas da cidade queimavam e durante a noite a fumaça delas se espalhava no horizonte. Dia e noite a terra era sacudida por milhares de bombas e pela barragem da artilharia.

Os destroços provocados pela explosão das bombas espalhavam-se pelas ruas e o ar achava-se tomado pelo silvo dos projéteis, mas em nenhum momento o bombardeio parava. Os que a cercavam tentavam transformar Stalingrado num inferno na terra. Mas era impossível ficar-se inativo – era preciso lutar, defender a cidade apesar do fogo, da fumaça e o do sangue. Esta era a única maneira que se poderia ficar vivo, era a única maneira que se tinha de viver.”


 
 
Entre 25 e 31 de julho, 32 navios e balsas foram afundados no rio.
 
A batalha começou sob pesado bombardeio da força aérea alemã a Stalingrado, com cerca de mil toneladas de bombas jogadas sobre a cidade e seus arredores,transformando-a quase em destroços, apesar de algumas estruturas de fábricas ainda sobreviverem e continuarem sua produção de guerra em turnos de 24 horas.
 
Stalin havia impedido os civis de deixarem o lugar, sob a premissa de que sua presença ali encorajaria ainda mais as forças soviéticas a defenderem-na, sendo postos a ajudar cavando trincheiras e fortificações defensivas em todo o perímetro urbano.
 
Em 23 de agosto, um forte bombardeio aéreo causou um grande incêndio, matando milhares de civis e transformando Stalingrado numa paisagem de repleta de destroços e ruínas fumegantes. Noventa por cento do bairro de Voroshilovsky foi totalmente destruído.
 
A impotente força aérea soviética foi esmagada pela Luftwaffe, perdendo 201 aviões no período de uma semana no fim de agosto.
 
Apesar de reforços aéreos trazidos, as perdas continuaram grandes durante o mês de setembro, fazendo com que a força aérea alemã tivesse o domínio completo dos céus sobre Stalingrado e regiões próximas, durante as primeiras semanas de combate.
 
A defesa inicial da cidade ficou com um regimento de artilharia antiaérea, composto por jovens mulheres voluntárias, sem treinamento específico de tiro para alvos terrestres.
 
Apesar disto, e sem nenhum apoio de outras unidades soviéticas, suas atiradoras continuaram em seus postos disparando contra os tanques panzers.
 
O comando da divisão panzer que as enfrentou, comunicou que foi necessário eliminar uma a uma até que todas as baterias estivessem destruídas. Neste começo da batalha, os soviéticos se valeram de milícias de trabalhadores que não estivessem diretamente envolvidos na produção de guerra.
 
Por algum tempo, tanques continuaram a ser produzidos nas fábricas e a ser tripulados por operários. Eles eram transportados direto da fábrica para a frente de combate, muitas vezes sem pintura nem aparelho de mira do canhão.
 
 
No fim de agosto, o Grupo de Exércitos Sul havia finalmente atingido o Volga, ao norte de Stalingrado, seguido de outro avanço pelo rio até o sul da cidade.
 
No começo de setembro, os soviéticos podiam apenas reforçar e realimentar suas tropas dentro da cidade por perigosos caminhos ao longo do Volga, sob constante bombardeio aéreo e de artilharia terrestre alemã.
 
Em 5 de setembro, dois exércitos soviéticos organizaram um ataque maciço contra o Panzerkorps – as divisões blindadas nazistas, mas foram contidos pela Luftwaffe, que bombardeou a artilharia soviética de apoio ao ataque e as linhas defensivas. Dos 120 tanques usados na ofensiva, 30 foram perdidos nos bombardeios.
 
Nos dias seguintes, ataques de Stukas alemães ajudaram a destruir mais tanques russos da contra-ofensiva blindada soviética.
 
Na cidade em ruínas, dois exércitos russos estabeleceram suas linhas de defesa entre casas e fábricas destruídas, numa luta dura e desesperada.
 
A expectativa de vida de praças recém-chegados à batalha era de menos de 24 horas e a dos oficiais, três dias.
 
Em 27 de julho, Stalin havia baixado uma ordem geral, Nº 227, decretando que todos os comandantes locais que ordenassem uma retirada não-autorizada em sua área devessem ser levados imediatamente a um tribunal militar. O slogan soviético era: "Nem um passo atrás". Isto fez com que o avanço alemão para dentro de Stalingrado lhes custasse pesadas baixas.
 
A doutrina militar alemã era baseada no principio do combate com forças armadas combinadas e uma cooperação próxima e conjunta dos blindados, infantaria, engenharia, artilharia e bombardeio aéreo do solo inimigo. Para conter isto, os soviéticos adotaram a tática de simplesmente se colocar nas linhas de frente o mais próximo que fosse fisicamente possível, escapando o máximo que pudesse da artilharia e bombardeios aéreos, geralmente feitos às suas costas.
 
Isto fazia com que as tropas alemãs tivessem que avançar por seu próprio risco num combate corpo a corpo. Combates cruéis aconteciam em cada rua, sótão, fábrica ou porão de cada casa ou construção.
 
Os alemães brincavam amargamente com isso, ao dizerem que capturavam uma cozinha, mas ainda lutavam na sala de estar. A estação de trem de Stalingrado mudou de mãos quatorze vezes em seis horas de combates.
 
A luta na proeminente colina Mamayev Kurgan, que se ergue sobre a cidade, era particularmente sem piedade. A posição mudava de mãos diversas vezes.
 
Durante um contra-ataque soviético, eles perderam uma divisão inteira de 10 mil homens num único dia, a 13ª Divisão de Guardas de Rifle, que matou um número aproximado de inimigos alemães.
 
 
Em 1944, durante o começo da restauração da cidade, dois corpos foram encontrados na colina, um alemão e um soviético, que, aparentemente haviam matado um ao outro simultaneamente a golpes de baioneta no peito e que haviam sido sepultados por tiros de artilharia na colina.
 
Quando os alemães finalmente tomaram a posição, apenas quarenta corpos soviéticos foram encontrados, apensar do número muito maior de combatentes estimado por eles, devido a ferocidade e a demora do combate, que perdurou por semanas. Todos os grãos estocados foram queimados pelos soviéticos quando se retiraram.
 
Em outra parte da cidade, um pelotão de soldados sob o comando do sargento Yakov Pavlov, transformou um edifício de apartamentos numa fortaleza impenetrável. O prédio, mais tarde conhecido como a "Casa de Pavlov" dominava uma praça no centro da cidade.
 
Seus soldados a cercaram com minas, montaram metralhadoras nas janelas e selaram as janelas no porão para melhor comunicação.
 
Eles não tiveram substituição nem reforços por dois meses e agüentaram a posição até o fim do conflito. Muito tempo depois, o general Chuikov brincava que talvez mais alemães tenham morrido tentando capturar a Casa de Pavlov que tentando tomar Paris.
 
Após cada onda de ataques, durante todo o segundo mês da batalha, os russos tinham que sair do prédio e chutar e empurrar as pilhas de corpos dos alemães mortos, de maneira a que a linha de tiro para a praça das metralhadoras e armas antitanques ficasse livre. Após a batalha, o sargento Pavlov recebeu a medalha e o título de Herói da União Soviética, maior condecoração militar da URSS, por sua bravura e heroísmo.
 
Sem possibilidade de vitória rápida à vista, os alemães começaram a transferir artilharia pesada para a cidade, incluindo o gigantesco canhão de 800 mm, transportado por estrada de ferro.
 
Os alemães, entretanto, não fizeram grandes esforços para mandar tropas através do Volga, permitindo aos soviéticos instalar um grande número de baterias de artilharia ao longo do rio, que continuava a bombardear as posições alemãs. Os russos, na cidade, usavam as ruínas resultantes destes bombardeios como posições de defesa. Os panzers se tornavam inúteis no meio de montes de destroços que chegavam a formavam pilhas de oito metros de altura e eram varridos pela artilharia antitanque inimiga.
 
Franco-atiradores soviéticos fizeram história na Batalha de Stalingrado, ao usarem as ruínas para infligir pesadas baixas entre as tropas alemãs. O mais bem sucedido e famoso deles – que viria a ter suas façanhas contadas em livros e filmes – foi Vasily Zaitsev.
 
 
Zaitsev teve creditadas 242 mortes confirmadas durante a batalha e um total geral de mais de 300. Ele fixava uma mira Mosin-Nagant a um rifle antitanque de 20mm, que facilmente penetrava os capacetes dos alemães, causando dezenas de mortes por tiros certeiros na cabeça.
 
 
A história de Zaitsev foi contada no filme Círculo de Fogo ou Enemy at the Gates com Jude Law, Joseph Fiennes.
 
Texto e pesquisa: Marcello Lopes/Wikipédia
Fotos: Google

Um comentário:

rypes.rtp disse...

"levamos no rabo em mexer com russos,hein!?" dizia hitler á napoleao la no inferno..