terça-feira, 20 de julho de 2010

Resistência - Anônimos e sua coragem



Lendo sobre alguns lançamentos literários, fiquei sabendo sobre mais um livro sobre o massacre dos judeus na 2° Guerra, dessa vez na França e mais precisamente no episódio Velódrome d'Hiver quando 12 mil cidadãos franceses de origem judaica foram presos por dias sem água e sem comida no estádio onde se organizava o tour de France de ciclismo para depois serem deportados.

Já comentei que sou contra as incursões israelenses em território palestino, sou contra a política exterior americana que pra mim é pra lá de hipócrita, já disse milhares de vezes que um dia todo esse ódio dos israelenses e americanos contra os povos que não pensam como eles, nos empurrará para um novo conflito mundial, e culpa será jogada nos árabes que como sempre são rotulados de terroristas, e óbvio que sou contra qualquer ação contra os países que apóiam o Estado Palestino, nada mais que um direito do povo árabe de também ter o seu país.

Mas não quero falar sobre os israelenses e seus conflitos, quero falar de homens e mulheres comuns que se transformaram em heróis, anônimos ou ilustres, por causa do conflito mundial.

Pessoas que se uniram à grupos de resistência, como os da resistência francesa em pleno território ocupado, como os maquis no território rural e montanhoso francês e especialmente na Bretanha e sul da França e que contavam com um efetivo de cerca de 100.000 homens.

Homens e mulheres que antes viviam uma vida simples transformaram-se em guerrilheiros e sabotadores quase da noite pro dia, a resistência italiana é uma das mais conhecidas pela sua férrea defesa contra os soldados do eixo, eram conhecidos como partigiani e calcula-se que tenham participado da luta armada dessa resistência mais de 300.000 pessoas - das quais, cerca de 35.000 eram mulheres.

A Resistência Belga, chamado de Exército Secreto, contava com cerca de 45.000 homens.


Resistência soviética

Na Polônia além dos civis, cerca de 90.000 soldados poloneses haviam recuado para a cidade, vindos do oeste e do norte. As tropas não haviam se abalado com as derrotas sofridas e estavam prontas para defender Varsóvia até o final.

Na Iugoslávia, os soldados nazistas sofreram com um ferrenho contra-ataque organizado por um marechal comunista de forte personalidade e mente estratégica, conhecido pela alcunha de Tito. Em julho de 1941, ele organizou a resistência e liderou um grupo de guerrilheiros, os partisans, ou NLA (em português, Exército de Libertação Nacional).

O início do movimento de resistência na Iugoslávia à invasão alemã foi o chamado do marechal Tito às armas com o inflamado slogan “Morte ao fascismo, liberdade para o povo!”.

Começaram reconquistando pequenas partes de território por vez. O movimento se multiplicou como um vírus, minando simultaneamente as forças inimigas em diversos pontos.

A causa foi abraçada também por não-comunistas, dando força à resistência.

Em março de 1945, com a ajuda soviética, Tito conseguiu o que nenhum país do Eixo imaginava: ganhou a guerra contra os alemães. Mesmo com a perda de cerca de 10% (1,7 milhão de pessoas) da população iugoslava, o exército germânico saiu humilhado dos Bálcãs.

Infantaria Polonesa

Resistência na própria Alemanha foi marcada pelo grupo chamado Rosa Branca movimento anti-nazista que nasceu da iniciativa de seis amigos de Munique. Cinco eram estudantes: Alexander Schmorell, Hans e Sophie Scholl, Willi Graf, Christoph Probst; e um era professor universitário: Kurt Huber.

Eles foram guilhotinados pela Gestapo em 22 de Janeiro de 1943 depois de Sophie ser presa com panfletos antinazistas.

Seus panfletos tinham trechos do apocalipse e frases antinazistas e eram deixados nas caixas de correio. Em julho de 1943, milhões de cópias do último panfleto da resistência, contrabandeados para o Reino Unido, foram lançadas sobre a Alemanha pelos aviões dos Aliados. Os membros da Rosa Branca, especialmente Sophie, tornaram-se ícones na Alemanha do pós-guerra.

Os membros da Rosa Branca, principalmente Sophie Scholl, são ainda hoje respeitados e muitos lugares na Alemanha têm ruas com os seus nomes, em memória dos estudantes que tentaram, de forma heróica, por fim à crueldade e à enorme indiferença existente no país naqueles tempos.



A Resistência Soviética teve inúmeros conflitos contra os nazistas, mas o que mais se destaca é a Batalha de Stalingrado, um conflito que durou quase seis meses, e foi seguramente o mais sangrento desta guerra.

A Batalha foi de fundamental importância na virada dos soviéticos sobre os alemães, cerca de dois milhões de soldados alemães foram mobilizados rumo à cidade de Moscou, e apenas cinco mil conseguiram retornar para a Alemanha.

Resistência Albanesa soldados e guerrilheiros comandados pelo líder Enver Hoxha  libertaram Tirana das mãos alemãs em Setembro de 1944.

Apesar da Argentina no período da Guerra estar dominada pela ditadura, 4500 argentinos lutaram ao lado de britânicos, sul-africanos e canadenses.

Soldados Australianos

Os Australianos lutaram principalmente na área do Pacífico e no Sudeste Asiático com mais de um milhão de homens.

O xeque do Barein declarou guerra à Alemanha em 10 de setembro de 1939. 

Soldados do Bahrein incluindo a 1° Cavalaria liderada pelo general Benjamin Segal e a 2° Infantaria liderada pelo general Aaron Landberg lutaram ao lado dos britânicos no Oriente Médio.

Nesse conflito foram perdidas 73 milhões de vidas entre soldados e civis dos dois lados.

As inúmeras histórias de coragem e de determinação serão sempre lembradas por mim como uma época onde pessoas comuns se transformaram em homens e mulheres notáveis.


Russas na frente de batalha


Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

P.S: Em breve falarei com orgulho da participação do Brasil na 2° Guerra e da vergonha dos países neutros.

2 comentários:

Paula disse...

Lindo! 73 milhões e os judeus acham que só eles foram massacrados!!

Tem muita coisa no Quintal, pegue o que quiser, vc pode tb visitar o site da ANVFEB, Associação Nacional dos Veteranos da FEB, cuja maior voz nos deixou no ano passado, Raul Graciani, homem com quem conversei várias vezes, de uma gentileza ímpar, filho de febiano, orgulhoso defendor da nossa memória nacional tão ultrajada, que agora deve estar lá do lado de lá junto a todos os valoreos pracinhas brasileiros.

Um beijo grande.

Paula disse...

Ops, Raul Graciani, pai pracinha da Feb. Roberto Graciani, da ANVFEB.

Falha nossa.