domingo, 11 de julho de 2010

Juan Rulfo


Concisão, a única palavra que define o autor mexicano Juan Rulfo e sua obra, não só pelo estilo literário de forte unidade temática mas como por seus personagens áridos, pobres em sentimentos devido à situação paupérrima em que vivem, mas sua narrativa tem um modo inovador e furta-se ao realismo dominante da época.

Rulfo escreve sobre os camponeses que perderam a esperança e os bens com a Revolução Mexicana onde ele cria uma cidade imaginária chamada Comala e insere em seu texto referências à Jalisco e a Revolução.

A população de Comala anda sombriamente pela cidade, fantasmas que precisam apenas de uma pequena oração para libertá-los e o personagem principal Juan procura desesperadamente o pai, com isso o autor cria uma história sem meias palavras onde prevalece o diálogo entre os personagens, transformando a narrativa em uma história concentrada em escrever como se fala.


É uma fantasia à trabalho de coisas reais.

Juan Rulfo estreou como escritor em 1942, obteve sucesso com a publicação do conto "Deram-nos a Terra", que depois integrou o livro e único romance do autor chamado "O Planalto em Chamas".

Seu segundo livro é considerado sua obra-prima, "Pedro Páramo" considerado pela crítica como símbolo do passado e presente do México, abordando temas como morte, violência, degradação humana e culpa.

Em seus textos é possível encontrar análises sobre a condição humana na zona rural mexicana, sua obra apesar de árida como o ambiente que descreve é sempre lembrada como destaque no gênero realismo fantástico.

Marcello Lopes

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