quarta-feira, 7 de julho de 2010

Entrevista com Henrique Rodrigues



Hoje eu publico a minha entrevista com o escritor brasileiro Henrique Rodrigues, autor dos livros Como se não houvesse amanhã e Musa Diluída.

O autor nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1975. Formou-se em Letras pela UERJ, fez pós em Jornalismo Cultural, também na Uerj, e mestrado em Literatura na PUC-Rio, onde é doutorando em Literatura. Trabalha com projetos de incentivo à leitura e circulação de manifestações literárias, especialmente com jovens e professores.

É coautor do livro Quatro estações: o trevo (independente, 1999) e participou das antologias Prosas cariocas: uma nova cartografia do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2004) e Dicionário amoroso da Língua Portuguesa (Casa da Palavra, 2009).

Autor de Versos para um Rio Antigo (infantil, Pinakotheke, 2007), Machado de Assis: o Rio de Janeiro de seus personagens (juvenil, Pinakotheke, 2008), O segredo da gravata mágica e O segredo da bolsa mágica (infantil, ambos pela Memória Visual, 2009).


Tudo que Leio - O que achou da Bienal do Livro de Bh, em comparação à de Sp e do Rio de Janeiro ?

Henrique - Bem, são eventos de portes diferentes e notei que a de BH ainda não se tornou um evento abraçado pela cidade, pois não teve um acompanhamento de mídia como acontece aqui no Rio, e com isso não deve ter dado tanto público espontâneo. A curadoria da Guiomar foi muito boa, e a programação foi bem montada. A visita escolar deve ter sido muito boa para os estudantes, especialmente os da rede pública. Minha participação foi bem legal, a Arena Jovem estava lotada e as perguntas da plateia foram bem inteligentes e articuladas. Que venha a próxima.

Tudo que Leio - Quais foram as suas influências literárias na poesia e na ficção ?

Henrique - Na poesia: Vinicius de Moraes, Bandeira, Drummond, autores cujos poemas decorei - com o sentido original de 'guardar no coração'. Na ficção e escrita como um todo, acho que poucos me dispararam tanto quanto Millôr Fernandes, um dos nossos maiores gênios.

Tudo que Leio - O que te motiva a escrever hoje em dia ?

Henrique - Eu não sei fazer muita coisa. Contas, por exemplo. Mas gosto de lidar com a palavra em todas as suas experimentações e poder fazer isso ciente de que é a minha vocação é um privilégio. Atualmente, estou encantado em trabalhar com crianças e jovens. Tenho obtido respostas muito boas desse público.

Tudo que Leio - Me fale mais sobre os projetos sobre incentivo à leitura que você trabalha.

Henrique - Eu trabalhei por sete anos no Sesc Nacional, coordenando projetos de leitura. Ano passado me aventurei na Secretaria de Educação do Estado do Rio, como superintendente pedagógico, com a intenção de melhorar a leitura na rede pública de ensino. Devo realizar um circuito de leitura em algumas escolas da rede no segundo semestre. Tenho visitado escolas semanalmente para fazer leituras e oficinas de criação de textos. Outros projetos estão a caminho.

Tudo que Leio - Qual o seu conselho para quem busca publicar sua obra seja ela ficção ou poesia ?

Henrique - A primeira coisa é ter paciência. Os caminhos se abrem para quem se dedica. Eu levei 12 anos entre querer ser escritor e publicar meu primeiro livro. É preciso ler muito, escrever um tanto, ter humildade diante da palavra e trocar leituras com outros. A internet permite isso hoje. Uma boa são os concursos literários, pois a obra é avaliada por uma comissão e caminhos podem ser abertos.


Texto e fotos: Marcello Lopes

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