quinta-feira, 29 de julho de 2010


É uma daquelas histórias que já entraram para o folclore da literatura universal: munido de uma bobina de telex com 40 metros, o escritor norte americano Jack Kerouac (1922-1969) escreveu em três semanas uma obra que eternizaria sua juventude para sempre: On the Road, publicado originalmente em 1957, atualizou o mito clássico da travessia para as estradas americanas.

E fez muito mais: escrito na cadência maliciosa do jazz, o livro foi o abre alas da geração beat, talvez o primeiro movimento jovem a sacudir as convenções do século 20, antes dos hippies.

Por meio de seu alter-ego Sal Paradise e do grande parceiro Dean Moriarty (na verdade, o outsider Neal Cassidy), Kerouac descortina os Estados Unidos e apresenta um país diferente daquele dos eufóricos anos do pós-guerra.

Povoado de marginais, drogados, jovens sem esperança e noites insones, a América de On the Road parece a versão em negativo daquele paraíso de aspiradores de pó e Cadillacs. O livro é um chamado à liberdade hoje e para todas as idades.

Resenha: LP&M

Um comentário:

Josiana Rezzardi disse...

Gosto muito de Jack Kerouac e particularmente desse livro! É tão cheio de sinceridade, né?

Stephen King também é meu mestre Marcello, sou louca por tudo que ele escreve! Me passa sua listinha de "must read" que de repente a gente até troca uma ideia sobre alguns títulos :D
Beijo