sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago



Não li todas as suas obras, mas sempre que possível lia seu blog, e lembro de uma das suas inúmeras polêmicas onde Saramago comparou a situação nos territórios palestinos com o campo de concentração nazista de Auschwitz.

Lógico que os israelenses opressores não gostaram, mas a verdade dói não ?

Saramago pautou sua vida de forma radical e lírica, o único autor de língua portuguesa a ganhar um Nobel, tinha uma visão comunista e ácida da vida,
se envolveu em discussões com o governo português, italiano, com a Igreja.

Muitas coisas que Saramago falou foram apenas besteiras como no caso de Nossa Senhora e algumas verdades como em relação aos territórios palestinos ou a Igreja Católica, mas se podemos contestar suas opiniões, o mesmo não  podemos fazer em relação à qualidade dos seus textos como História do Cerco de Lisboa ou Memorial do Convento e Intermitências da Morte, os meus preferidos.

  • O Ano da Morte de Ricardo Reis (1988)
  • A Jangada de Pedra (1988)
  • História do Cerco de Lisboa (1989)
  • O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)
  • Manual de Pintura e Caligrafia (1992)
  • In Nomine Dei (1993)
  • Objecto Quase (1994)
  • Ensaio sobre a Cegueira (1995)
  • A Bagagem do Viajante (1996)
  • Memorial do Convento (1996)
  • Cadernos de Lanzarote (1997)
  • Todos os Nomes (1997)
  • Viagem a Portugal (1997)
  • Que Farei com Este Livro? (1998)
  • O Conto da Ilha Desconhecida (1998)
  • Cadernos de Lanzarote II (1999)
  • A Caverna (2000)
  • A Maior Flor do Mundo (2001)
  • O Homem Duplicado (2002)
  • Ensaio sobre a Lucidez (2004)
  • As Intermitências da Morte (2005)
  • Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido (2005)
  • A Jangada de Pedra (2006, edição de bolso)
  • As Pequenas Memórias (2006)
  • A Viagem do Elefante (2008)
  • O Caderno (2009)
  • Caim (2009)
Todos os livros foram publicados pela Ed. Cia das Letras

Texto: Marcello Lopes
Lista de Publicações: Folha de Sp
Foto: Google

3 comentários:

Edison Junior disse...

Saramago deixará saudades. Gosto muito de seu modo de escrever. Para quem não está acostumado e não faz um pingo de esforço, a tendência é largar o livro o começo, mas quando se pega o ritmo da narrativa e acostuma-se ao estilo, é uma delícia.

Sérgio Filho disse...

O último dos grandes da Língua portuguesa.

ED CAVALCANTE disse...

Li pouco o Saramago, confesso, mas o tenho como um gigante da literatura Lusa. Acredito que sua origem humilde e sua veia jornalística contribuiram muito para a sua forma de esccrever. Meu preferido: "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".