terça-feira, 15 de junho de 2010

Literatura Inglesa - VI


Arthur Conan Doyle nasceu em Maio de 1859, e se tornou famoso por escrever mais de 60 histórias do detetive Sherlock Holmes.

Quando estava na faculdade de medicina, Conan teve um professor que o ensinou a importância da utilização da observação no momento do diagnóstico. Para exemplificar o ensino, o professor costumava pegar um estranho e deduzir qual era sua profissão e suas atividades recentes.

Sua fonte de inspiração literária foi marcada pelos textos de Walter Scott e Edgar Allan Poe.

Após sua formação médica, onde trabalhou em vários locais como médico, como um barco baleeiro, e como médico-aprendiz em uma pequena cidade, começou a escrever quando abriu seu consultório em Portsmouth, enquanto esperava os clientes.

Para Doyle a escrita era apenas um passatempo, e em uma desses momentos criou uma história de um detetive que usava o mesmo método que seu professor na faculdade para esclarecer os crimes, a narrativa cresceu e se transformou em Um Estudo em Vermelho em 1887, nascia então Sherlock Holmes.

Doyle tentou matar Sherlock em uma história para se concentrar em outros assuntos, mas sua popularidade já era tão grande que o público protestou com uma avalanche de cartas pedindo a volta do detetive, com isso o autor escreveu um novo conto onde explicava que Sherlock não tinha morrido e sim forjado sua morte por causa dos inimigos, depois disso seguiu-se o livro O Cão de Baskerville em 1902.

Depois desse lançamento, Holmes se tornou um mito literário servindo de modelo para outras criações literárias entre eles Hercule Poirot de Agatha Christie.

Não é só pela literatura que Doyle é conhecido, após a perda da esposa e de diversos familiares, inclusive 2 netos, o autor encontrou consolo no espiritismo e na sua prova de vida após a morte, tanto que escreveu um livro sobre o assunto chamado A Terra da Neblina.

No livro A História do Espiritualismo (1926), Doyle aclamou os fenômenos físicos e as materializações espirituais produzidas por Eusápia Paladino e Mina "Margery" Crandon. O seu trabalho sobre o tópico foi um dos motivos pelos quais a sua compilação de pequenas histórias As Aventuras de Sherlock Holmes, foi proibida na União Soviética em 1929 por suposto ocultismo. A proibição foi retirada mais tarde.

Por algum tempo, Doyle foi um amigo do mágico Harry Houdini, quem se tornaria um grande oponente do movimento espiritualista na década de 1920 após a morte de sua amada mãe.

Embora Houdini insistisse que os médiuns espiritualistas faziam truques de ilusionismo (e tentava revelar as fraudes por trás desses truques), Conan Doyle já estava convencido de que o próprio Houdini possuía poderes sobrenaturais, um ponto de vista expresso em O Limite do Desconhecido.

Aparentemente, Houdini não foi capaz de convencer Conan Doyle de que seus feitos eram simples ilusões, levando a uma amarga e pública quebra de relações entre os dois.

Texto: Marcello Lopes

P.S: Sobre o envolvimento de Doyle no espiritismo copiei esse pequeno texto do Wikipédia e achei outros textos interessantes que vocês podem ler aqui

Um comentário:

Luka disse...

Que diferente essa história !
Adorei o post.
Bjs
Luka.