sábado, 26 de junho de 2010

Georges Braque


Georges Braque (1882-1963), pintor francês, seu pai negociava com a pintura e a decoração e, por sua vez, era um consagrado pintor aficionado. Georges introduziu-se na tradição familiar graças a seu próprio pai, convertendo-se, à vez, em aprendiz de decorador: tinha que imitar o mármore, a superfície da madeira e as superfícies douradas; iniciou-se também como rotulista.

A aprendizagem técnica lhe fez entrar adulto na escola de Belas Artes do Havre e posteriormente no ateliê do pintor Lécin Bonnat,um bom retratista de personagens famosos. Contudo, a influência decisiva que Paris exerceu sobre ele foi através das salas do Louvre dedicadas à escultura egípcia e grega primitiva; influência à qual temos que acrescentar a de Renoir com sua Moulin da Galette,pintura que admirou e saboreou até saciar-se.

Atraído por Matisse e por seu movimento,se uniu ao Fauvismo durante dois anos (1905/7). A posterior admiração por Cézanne e o deslumbramento causado pelo autor das Les demoiselles d' Avigon,com quem tinha estabelecido uma sólida amizade, o conduzem para a experiência cubista.


De 1910 a 1912, realizou as obras que hoje são conhecidas como cubismo analítico. Um exemplo desse estilo é Violino e jarro (1910). Em seguida fez experiências com colagem até 1914, quando começou a I Guerra Mundial.

A I Guerra Mundial separou a ambos artistas.

Mobilizado, Braque recebeu uma séria ferida na cabeça que o deixou cego, embora lentamente conseguiu recuperar a vista. Recebeu a Cruz de Guerra e da Legião de Honra. Concluído o conflito, continuou sua amizade com Picasso, mas não seu vínculo artístico.

Braque seguiu o seu próprio caminho, que com o passar do tempo o levou a freqüentar Varengeville, uma localidade na Normandia francesa cuja fria luminosidade parecia adaptar-se muito bem a seu próprio temperamento.

Desta forma, em suas produções posteriores aparecem paisagens e temas normandos.

Morreu com oitenta e um anos.


Fotos: Google

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