terça-feira, 4 de maio de 2010

Semana passada apesar da correria da Bienal terminei de ler mais um livro, A Máquina de Xadrez de Robert Löhr, um dos mais celebrados nomes da nova literatura alemã.

O Livro narra em forma de ficção a maior farsa do séc.17, o barão Kempelen cria uma "máquina" de jogar xadrez e que seria imbatível, o barão e sua máquina rodaram a Europa fazendo dinheiro e fama, tanto que seu nome chegou ao Estados Unidos e o outro autor  escreveria sobre eles, Edgar Allan Poe fez um ensaio no qual especulava sobre o funcionamento da máquina de xadrez.

Em todas as apresentações o barão Kempelen abria a máquina para os espectadores demonstrando que ela não escondia um manipulador, mas não passava de um truque, o jogador ficava em outra área com fundo falso, no livro a máquina é guiada por um anão que tinha havia sido preso e condenado à prisão por trapaça em jogos.

A leitura é agradável,os lances de xadrez não são explicados à exaustão,uma boa leitura que mistura perseguições,crimes e sexo protagonizados por figuras que realmente existiram.

Von Kempelen morreu em 1804, aos 70 anos, sem admitir a falsidade de sua obra – o que só foi feito mais tarde pelo francês Jacques-François Mouret, um dos jogadores que costumavam participar do embuste. Desmascarado, o turco virou cinzas no incêndio que, em meados do século XIX, tomou conta do museu que o abrigava, na Filadélfia.

Marcello Lopes
Foto: Google

2 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Show, Marcello!
gosto muito de suas dicas: anoto tudo no meu caderninho...Quero ler todas as suas indicações.
obrigada!
Um abraço

Marliborges disse...

Legal Marcello, se a leitura for boa assim como é a história, acho que vale a pena mesmo. Lembrei da "A Cidade e as Serras" do Eça de Queiroz, que havia uma máquina de abotoar os botões da camisa, hehe, tinha máquina pra tudo, um barato. De repente, sou bem capaz de ler a tal máq de xadrez!!!! Valeu a dica. Bjssssssss