segunda-feira, 10 de maio de 2010


A atriz e cantora Lena Horne morreu neste domingo aos 92 anos no hospital Manhattan's New York-Presbyterian/Weill Cornell, informa o jornal "The New York Times".

Sua morte foi anunciada pelo seu genro Kevin Buckley. A saúde da atriz já estava debilitada há algum meses, segundo fontes disseram à revista People.

Lena Horne foi a primeira atriz negra a assinar um contrato com um grande estúdio de Holywood, o MGM, em 1942.

"Acho que o garoto que engraxava sapatos e eu éramos os únicos negros --exceto os faxineiros -- que trabalhavam com as estrelas", disse Horne em uma entrevista à rede de TV CNN. "Era muito solitário e eu não estava feliz".

Ainda à CNN, Hone disse que se sentia feliz por ter participado de filmes que, durante a 2ºGuerra Mundial, foram vistos por soldados negros e brancos, como 'Cabin in the Sky' e o 'Stormy Weather'.

Na MGM, Horne estrelou o musical 'Cabin in the Sky' (1943), no qual todos os atores eram negros. Porém, em vários outros musicais do estúdio, ela atuou somente como membro das "Big Bands" para que as cenas nas quais ela aparecesse pudessem ser cortadas nos estados mais racistas -- como nos filmes "I Dood It", "Thousands Cheer" and "Swing Fever" (1943); "Broadway Rhythm" (1944) e "Ziegfeld Follies" (1946).

Seu primeiro musical de sucesso na Broadway foi "Jamaica", em 1957.

Nos anos 60, Horne foi uma das celebridades mais visíveis nos movimentos de direitos civis, contra a segregação racial.

Em 2002, quando Hale Berry se tornou a primeira mulher negra a ganhar o Oscar, em seu discurso ela agradeceu a Horne. "Este momento é para Dorothy Dandridge, Lena Horne, Diahann Carroll. (...) É para cada mulher negra, sem nome nem rosto, que agora tem uma chance nesta noite. Porque esta porta foi aberta".

Fonte: Folha de Sp on line

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