quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Literatura Inglesa - II


William Blake nasceu em um período significativo da História, marcada pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglaterra.

A Literatura refletia o crescimento econômico e a prosperidade do país, estando no auge do período clássico, a era da razão.

Blake era um ávido leitor e não tinha uma educação formal, além da leitura era fascinado pelo desenho, gravura e pintura. Sua posição na camada social britânica o fazia enxergar as injustiças sociais, e a influência negativa do Estado e da Igreja.

Em 1782 casa-se com Catherine Boucher, ensinando-a a ler e a trabalhar com gravuras e pigmentos, e 1783 publica seu primeiro livro de poemas, graças à dois amigos que o financiaram.


Entre 1788 e 1789 trabalha em seu primeiro poema que mostra as tensões entre a interdependência da vida e da morte simbolicamente.
Em 1789 publica o primeiro volume de poemas ilustrados com gravuras chamado Canções da Inocência, cinco anos depois escreveria o segundo volume intitulado Canções da Experiência os dois volumes foram editados no começo separados, após algum tempo foram lançados como um só pela Ed. Crisálida, uma edição bilíngue com tradução de Leonardo Gonçalves.

O primeiro livro Canções da Inocência trata sobre a ausência da moral e a onipresença de Deus, bem como da Inocência.

O segundo livro Canções da Experiência fala sobre o contraste da moral repressora, da falta de moral e da hipocrisia religiosa.

Em 1788 publicou dois textos em prosa que expressa sua recusa ao autoritarismo Não há religião natural e Todas as religiões são uma só;

Em 1790 publicou seu trabalho em prosa mais famoso O Matrimônio do céu e inferno (com 2 edições, uma pela Ed.Iluminuras e uma pela Ed.Madras), são 27 gravuras que formulam a posição religiosa e política revolucionária da época : a negação da realidade da matéria, da punição eterna e da autoridade. É uma reinterpretação do cristianismo e uma recusa ao racionalismo da época sob influência do místico Emanuel Swedenborg.


Blake levou sua idéias tão longe que criou uma mitologia própria, cuja complexidade dificulta um pouco sua leitura, essa mitologia aparece nos chamados livros proféticos O Livro de Jó e As visões da filha de Álbion (1793).

Entre 1804 e 1820, Blake escreve Jerusalém : A emanação do gigante Álbion, sendo esse livro o mais complexo dos seus poemas.

O simbolismo de Blake é obscuro, fazendo-nos apreender apenas o mais simples, a divisão entre as forças da imaginação e a religião natural.

Não foi um poeta popular devido a sua linguagem incompreensível para seu tempo.


Marcello Lopes
Imagens: Google

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