quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Giorgio de Chirico



Conheci Giorgio de Chirico, também conhecido como Népo, lendo o livro Os Exilados de Montparnasse, e descobri que ele fazia parte de um movimento chamado Pintura metafísica, considerado um precursor do Surrealismo.

Grande amigo de Apollinaire, que o apresenta à Picasso, e o introduz nos meios vanguardistas e, em 1925, participa na primeira exposição surrealista.

Sua pintura antecipa diversos elementos que viriam a figurar na pintura surrealista, como grandes espaços vazios, ambientes oníricos, vindos de uma necessidade de sonho, mistério e de grande carga erótica, própria do movimento surrealista.



E desde a criação desse movimento, a obra de De Chirico faz sucesso considerável, entre suas obras mais conhecidas estão O Regresso do Poeta, Retrato de Apollinaire, A Conquista do Filósofo e as Musas Inquietantes.

O encontro entre De Chirico e Carlo Cará em 1917, transforma-se no primeiro encontro com o termo pintura metafísica, De Chirico já estava muito próximo do estilo desde 1910 como se pode ver nas obras O enigma do Oráculo e A Torre).

A pintura metafísica de De Chirico, apresenta diversas características marcantes, mas a mais importante é a negação do presente, uma pintura que se dirige à uma outra realidade. Seus cenários projetados entre 1910 e 1915 já permitem visualizar um novo estilo, que se consolidará entre 1917 e 1920, os elementos utilizados nas composições, como colunas, torres constróem em paralelo espaços vazios e misteriosos....


Em obras que utilizam de figuras humanas, são meio-homens, meio-estátuas com um forte sentimento de solidão e silêncio, não sendo possível ver seus rostos, apenas sombras, projetadas pelas construções e composições.

Apesar de sua reputação como surrealista, De Chirico repudiou sua obras, e em 1925 mudou seu estilo para obras mais melancólicas e enigmáticas.

As influências de De Chirico para seus trabalhos encontram-se na filosofia de Nietzche, Shopenhauer e imagens do pintor suíço Arnold Bocklin, Max Klinger.

No Brasil, alguns críticos de arte localizaram influências da pintura metafísica em obras de Hugo Adami, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Candido Portinari.

Em sua fase metafísica, Iberê Camargo estuda com De Chirico.

Texto e Pesquisa : Marcello Lopes
Fotos: Google

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