quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Arte concreta




O termo arte concreta é usado por Theo van Doesburg (1883 - 1931), que participa do grupo e revista homônimos fundados em 1930, em Paris. No texto de introdução do primeiro número da revista Arte Concreta, pontua o que seria a base da pintura concreta: 

1º A arte é universal

2º A obra de arte deve ser inteiramente concebida e formada pelo espírito antes de sua execução.

3º O quadro deve ser inteiramente construído com elementos puramente plásticos, isto é, planos e cores. Um elemento pictural só significa a 'si próprio' e, conseqüentemente o quadro não tem outra significação que 'ele mesmo'

4º A construção do quadro, assim como seus elementos, deve ser simples e controlável visualmente;

5º A técnica deve ser mecânica, isto é, exata, antiimpressionista;

6º Esforço pela clareza absoluta". 

Portanto, a arte concreta tenta abandonar qualquer aspecto nacional ou regional e se afasta inteiramente da representação da natureza. E, negando as correntes artísticas subjetivistas e líricas, recusa o sensualismo e a arte como expressão de sentimentos. 

Sem implicar uma arte figurativa, a arte concreta nasce também como oposição à arte abstrata, que pode trazer vestígios simbólicos por causa de sua origem na abstração da representação do mundo. Linha, ponto, cor e plano não figuram nada e são o que há de mais concreto numa pintura.





Segundo Van Doesburg, um nu feminino, uma árvore ou uma natureza-morta pintados não são elementos concretos, mas abstrações. 

O que há de concreto numa pintura são os elementos formais. No entanto, Wassily Kandinsky (1866 - 1914) publica, em 1938, um artigo intitulado Arte Concreta para definir a pintura abstrata e não figurativa.

A arte concreta é herdeira das pesquisas do grupo De Stijl [O Estilo], 1917/1928, de Piet Mondrian (1872 - 1944) e Van Doesburg, que busca a pureza e o rigor formal na ordem harmônica do universo. 

Além disso, parte de ideais da Bauhaus, 1919-1933, nos quais a racionalidade deve estar presente em todos os âmbitos sociais e nas conquistas da arte democratizadas pela indústria.


O artista suíço Max Bill (1908 - 1994), nos anos 1950, com a Hochschule für Gestaltung - HfG [Escola Superior da Forma], em Ulm, Alemanha, tenta levar adiante esse projeto. Para Bill - um dos principais responsáveis pela divulgação da arte concreta na América Latina -, a matemática é o meio mais eficiente para o conhecimento da realidade objetiva e uma obra plástica deve ser ordenada pela geometria e pela clareza da forma. 




Em 1948, o argentino Tomás Maldonado (1922), que se torna professor da Escola Superior da Forma, faz contato com Bill. Antes disso, O Manifesto Invencionista publicado em 1946, na revista Arte Concreto-Invención, em Buenos Aires, reafirma o fim da arte como representação e ilusão, e diz ainda que "a estética científica substituirá a milenar estética especulativa e idealista".




Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a América Latina passa por um forte surto desenvolvimentista e industrial. No Brasil, são fundados o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e de São Paulo - MAM/SP, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp e a Bienal Internacional de São Paulo.




Em 1950, Max Bill realiza exposição no Masp e, no ano seguinte, sua escultura Unidade Tripartida ganha o  prêmio na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, o que influencia os caminhos da arte feita no país. Em 1952, o Grupo Ruptura, integrado por Anatol Wladyslaw (1913 - 2004), Lothar Charoux (1912 - 1987), Féjer (1923 - 1989), Geraldo de Barros (1923 - 1998), Leopold Haar (1910 - 1954), Luiz Sacilotto (1924 - 2003), liderado por Waldemar Cordeiro (1925 - 1973), realiza exposição no MAM/SP. 

O grupo redige manifesto em que diz que a arte é "um meio de conhecimento deduzível de conceitos", e reafirma seu conteúdo objetivo. 

A Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada em 1956/1957, reúne, além dos artistas do Grupo Ruptura, alunos de Ivan Serpa (1923 - 1973), que leciona pintura no MAM/RJ e de onde surge o Grupo Frente, formado por Décio Vieira (1922 - 1988), Rubem Ludolf (1932), César Oiticica (1939) e Hélio Oiticica (1937 - 1980). 

Participam também, entre outros, Lygia Pape (1927 - 2004), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) e Franz Weissmann (1911 - 2005). 

O crítico Mário Pedrosa (1900 - 1981) - que em 1949 escreve tese pioneira sobre a relação entre arte e psicologia da gestalt, que muito alimenta os artistas concretos - publica artigo sobre a exposição e observa a diferença entre paulistas, que seriam mais teóricos e dogmáticos, e cariocas, intuitivos e empíricos.

Em 1959, liderados por Ferreira Gullar (1930), os cariocas assinam o Manifesto Neoconcreto.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mulheres que fazem minha cabeça - parte 3



Tenho uma certa preferência por mulheres cantando, para mim nada mais poético que uma bela mulher com uma boa voz cantando jazz.

Pois é o que acontece com Sara Gazarek, ela vem sendo apontada pelos críticos como uma promessa na música.

Lançado em 2005, seu primeiro trabalho foi “Yours”, reconhecido pela crítica e pelos ouvintes foi parar no top 10 na Billboard Traditional Jazz, bem como bateu recordes de downloads, ficando no topo do iTunes. Em pesquisa feita pela revista JazzTimes, os leitores citaram seu nome como a 3° melhor cantora da nova safra do jazz.

Seus três álbuns foram produzidos por John Clayton que já tocou com Diana Krall e outras divas do Jazz, o que garante uma certa qualidade na escolha de repertório e na interpretação das músicas.

Não percam a chance de conhecê-la.

Marcello Lopes

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Minhas preferências - parte 2




Thelonious Monk foi um dos maiores pianistas de Jazz que a história produziu, um dos criadores do estilo bepop com suas composições com harmonias dissonantes e guinadas melódicas foi construindo diante de seu talento seu espaço na história do Jazz, sendo referência no jazz da segunda metade do século XX.

O bebop expandiu os horizontes da música, desafiando os limites harmônicos e rítmicos do jazz feito até o começo dos anos 40.

Mas mesmo esse estilo revolucionário teve dificuldade para lidar com a (aparentemente) estranha linguagem de Monk.

Seu comportamento contribuía para a imagem de que não passava de um maluco: era lacônico, recluso e usava os chapéus mais bizarros que conseguia encontrar. O público, mais ainda, custou a digerir sua música. Em 55, a gravadora Prestige chegou a vender seu passe, insatisfeita com a baixa vendagem de obras-primas como "Blue Monk" e "Thelonious Monk/Sonny Rollins".

Na verdade, os boppers achavam que todos os pianistas deviam copiar Bud Powell, que tinha adaptado para o instrumento as velozes acrobacias de Gillespie e Parker.

Monk preferia continuar experimentando em direção ao futuro, dentro da nova linguagem, mas sem renegar a tradição do blues, do stride (de onde tirou os blocos de acordes) e do swing.

Firmou um estilo tão original que, embora seja hoje referência para todos os pianistas de jazz, ninguém consegue recriá-lo.


Em 1944, fez sua primeira gravação de estúdio com o quarteto de Coleman Hawkins. Hawkins foi um dos primeiros músicos a confiar no talento de Monk, tendo Monk retribuído o favor anos depois ao convidar Hawkins para uma sessão em 1957 com John Coltrane.

De 47 a 59, produziu seus maiores clássicos, solo ou acompanhado por Milt Jackson, Sonny Rollins, Art Blakey e John Coltrane, entre outros. "Monk's Music", "Brilliant Corners" e "Thelonious Monk with John Coltrane" estão entre os melhores discos dessa época.

Consagrado, fez várias excursões pela Europa nos anos 60. Em 71 e 72 integrou o grupo "all stars" Giant s of Jazz, que incluía Dizzy Gillespie, Art Blakey e Sonny Stitt
 Em 64, a revista Time exibiu Monk na capa. Antes dele, só dois jazzistas mereceram tal honraria.
Em meados da década, retirou-se de cena devido a problemas de saúde. Morreu em 17 de fevereiro de 1982.

http://www.monkinstitute.com/ - o site do Instituto de Jazz Thelonious Monk tem notícias sobre tributos, biografia e informações sobre as atividades da instituição. 

-> Conheci Monk na casa de um amigo pianista, mas não foram os seus álbuns dissonantes que me fizeram ficar ligado na sua música apesar de para os entendidos esses álbuns foram considerados obras-primas, eu gostei de um álbum sensacional com Coltrane que tocava grandes clássicos do Jazz, mais cool do que outros álbuns dele.

Foi o suficiente para que eu procurasse todos as gravações desse pianista, que talvez tenha sido mal-interpretado tanto pelo sua competência como pela sua doença.

Thelonious Monk sempre toca aqui em casa.




Marcello Lopes



FOTOGRAFIA


reconhecimento do valor cultural da fotografia é algo ainda relativamente novo no campo das expressões e das ciências humanas. Tratada muitas vezes como suporte, como estudo, ela se viu transformada nos últimos anos em protagonista e também matéria-prima do fazer e das discussões em relação à imagem contemporânea.

Neste ano, pudemos ver isso de forma prática e não apenas na literatura ou nos campos acadêmicos. Nos últimos 20 anos, tem sido foco de discussão e reapresentação ou ressignificação de sua própria ontologia. Isso fica evidente quando ela - que sempre fez parte dos acervos museológicos como ferramenta objetiva ou de informação da modernidade - passa a fazer parte das galerias, das feiras de arte, como expressão que não representa, mas apresenta conceitos e significados que vão além da superfície bidimensional.

Dessa forma, pudemos apreciar exposições que retomaram o que se considera a imagem clássica como a do mestre da fotografia francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004), reconhecido por suas imagens jornalísticas, mas que apresentadas como retrospectiva do autor - e pela sua própria edição - provaram muito mais a evolução de seu olhar, do seu pensamento imagético, do que propriamente uma narrativa de mundo.


O mesmo pode ser dito da exposição de retratos de fotojornalistas do Estado, que inaugurava a entrada da SP-Arte/Foto, evento que reuniu 17 galerias e mais de 300 imagens. 

Os retratos, editados pelo jornalista Antonio Gonçalves Filho, privilegiavam o olhar autoral de cada artista, ou, melhor dizendo, repórter-fotográfico, na citação clara de que pensar que fotojornalismo não tem estética é mais uma falácia em torno da pequena-grande história da fotografia. 

Outra mostra que trouxe à tona essa discussão é a de Walker Evans (1903-1975), conhecido por seu trabalho durante a depressão americana da década de 1930. 

Pensar a fotografia como objeto e não como ferramenta, obviamente não é novo, nem fruto do século 21. Considerada a expressão moderna por excelência, foi tomada de assalto pelos artistas vanguardistas, das primeiras décadas do século 20, que dela se apropriaram justamente por causa de sua funcionalidade, e aqui devemos destacar, com mais ênfase, dadaístas e surrealistas.


As questões hoje são outras, falar da funcionalidade da fotografia já se tornou uma não-questão. Mas outras problemáticas acabam surgindo como a da sociedade do entretenimento, na qual quase todas as imagens se destacam não pelo seu conteúdo, mas por uma estética vazia, que transforma imagens em espetáculo no que de pior tem esta palavra.

E embora tenhamos visto excelentes mostras neste ano, a quantidade de fotos em cada uma - 150, 200, 300 - demonstra uma vontade de assombrar sem nada acrescentar. Caso por exemplo da exposição de Vik Muniz, uma mostra midiática em que se confunde o fazer artístico com o fazer espetáculo.

Grandes produções, belos shows. Na contramão desse tipo de evento, no Itaú Cultural, a mostra A Invenção de Um Mundo, recorte do acervo da Maison Européenne de la Photographie, com curadoria de Eder Chiodetto e Jeal-Luc Monterosso, nos apresenta a imagem contemporânea pensada a partir da subjetividade de seu autor.


A escolha dos curadores, bastante definida e dirigida, nos exibe artistas que por parábolas e metáforas acabam por questionar essa falta de profundidade a que temos assistido repetidamente. Como se a fotografia, ou a imagem, se bastasse por si.

Seguindo essa linha da reflexão cognitiva e não do reflexo-espelho, tivemos as imagens de Robert Polidori, fotógrafo canadense trazido ao Brasil pelo Instituto Moreira Salles. 

E adota o grande formato como uma forma de evidenciar a passagem do tempo. Suas fotografias trazem as marcas do caos urbano causado pelo homem ou pela natureza.


Mas não foi só nas exposições que a fotografia foi protagonista neste ano. Na área editorial também houve belas publicações. Ainda pelo Instituto Moreira Salles, tivemos os belos livros de Maureen Bisilliat e Marcel Gautherot (1910-1996).

A Companhia das Letras publicou o Elogiemos os Homens Ilustres, uma matéria elaborada pelo jornalista James Rufus Agee e pelo fotógrafo Walker Evans. Outro ponto alto do ano para o segmento foram, sem dúvida, os festivais em Porto Alegre, Rio, São Paulo e Paraty, onde a discussão se fez presente nas várias entrevistas com autores de estéticas completamente diferenciadas.

Mas se tudo foi brilho neste ano para a fotografia aqui no Brasil, tivemos também duas perdas bastante relevantes.

Morrem Otto Stupakoff (1935-2009), o primeiro fotógrafo de moda brasileiro que fez vida e carreira nos Estados Unidos, mas havia retornado ao Brasil; e Mario Cravo Neto (1947-2009), um artista que sempre se destacou pela força de seu trabalho, retratando de forma bastante singular a cultura brasileira, em especial,
a baiana.

Otto teve bela exposição organizada pelo IMS e Mario Cravo Neto, a mostra Eternamente Agora: Um Tributo a Mario Cravo Neto, com curadoria de Paulo Herkenhoff e Christian Cravo.

Foi um ano de pensar a fotografia, de discutir as imagens sem impor barreiras ou fronteiras. 

Um ano que parece ser a preparação para uma nova década que se inicia não só no fazer, mas, acima de tudo, no pensar a fotografia.


O espaço conseguido parece ser irreversível. Cada vez mais ouviremos falar sobre ela. 

Texto: Simonetta Persichetti

sábado, 26 de dezembro de 2009

Centenário de Tolstói....


Em 20 de novembro de 2010, será comemorado o centenário da morte de Liev Nikolaiévitch Tolstói.

Em 1899, pouco mais de dez anos antes de morrer, Liev Tolstói (1828-1910) lançava seu último romance.

Em maio de 2010, ano em que a morte do escritor completa cem anos, o texto de "Ressurreição" vai aparecer pela primeira vez em português traduzido do russo, pelo escritor e tradutor Rubens Figueiredo, 53.

Na época em que "Ressurreição" foi lançado, Tolstói, já célebre, era mais conhecido pelas críticas sociais e religiosas do que propriamente como escritor de ficção, como lembra o professor de história em Oxford Orlando Figes em seu "Natasha's Dance" [a dança de Natacha, estudo que parte de uma coreografia do tolstoiano "Guerra e Paz" para examinar a construção cultural da Rússia].

A imagem que foi fixada nesses cem anos de Tolstói como uma figura moralista tem mudado provavelmente com o fortalecimento da própria noção de Tolstói como escritor antes de polemista.

"A falha na recepção de Tolstói não é do Brasil: nós a aprendemos das tradições críticas dos países mais ricos e dotados de mísseis e aviões bombardeiros. Trata-se de insistir na visão de um Tolstói doutrinador religioso, moralista, cuja carreira se divide em duas partes: uma do escritor e a outra do pregador", diz Rubens Figueiredo.

"É uma simplificação que deixa de lado o caráter mais marcante da obra de Tosltói: seu cunho questionador dos pressupostos da sociedade moderna _um questionamento de espírito polêmico e feito de um ângulo que, às vezes, se assemelha ao de um antropólogo."

Para o o cientista político Paulo Sergio Pinheiro, coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, que assina o texto da quarta capa de "Ressurreição", trata-se de "um dos maiores romances de todos os tempos, ao demonstrar a interdependência entre privilégio e violência, através de um preciso desvendamento das relações de poder na sociedade".

"Tolstói foi um grande ficcionista. Ele tem que ser apreciado como ficcionista. Há momentos em que o pregador aparece, mas são poucos", aponta o tradutor Bóris Schnaiderman, 92, que lança em maio lança sua "retradução" de "Khadji Murat" (Cosac Naify).

"Em 'Felicidade Conjugal' ele se entregou plenamente a essa capacidade de transmitir as nuances das vivências humanas", afirma. "Tolstói tinha uma habilidade extraordinária de compreender as fraquezas humanas.

[O cineasta Serguei] Eisensentein disse que 'Anna Kariênina' era de um moralismo feroz, e é verdade, é uma condenação do adultério. Ao mesmo tempo, tem uma compreensão, uma capacidade de transmitir as nuances, os sentimentos humanos, diante das quais essa finalidade inicial quase desaparece."

Primeira obra de Tolstói que Schnaiderman traduziu, "Khadji Murat" "saiu com o título de 'O Diabo Branco', pela Vecchi, em 1948", diz o professor aposentado pela USP, que refaz suas traduções.

O personagem-título é um tchetcheno que tem de decidir entre se aliar a russos para salvar a família sequestrada ou render-se a Imam Schamil (1797-1871), líder da resistência contra o Império Russo no século 19.

Para Schnaiderman, o texto merece mais atenção que a que tem recebido no Ocidente. "É um tema que nos toca hoje mais de perto. Tem havido mais atenção, Harold Bloom trata desse livro no seu 'Cânone Ocidental'."

Fonte : Folha de Sp

sábado, 19 de dezembro de 2009

Pensamento.




A ciência mais antiga do mundo é o estudo da mente humana, por séculos estudiosos se debruçam para estudar os limites do poder do cérebro.



Hoje estudiosos do mundo inteiro se voltam aos antigos para compreender o pensamento, a forma como era usado, textos antigos que falam sobre o poder mental são esmiuçados, os Vedas ( os quatro textos, escritos em sânscrito por volta de 1500 a.C., que formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo) descrevem o fluxo de energia mental, o Zohar (Zohar em hebraico זהר, "esplendor" é considerado como um dos trabalhos mais importantes da Cabalá, no misticismo judaico.) explora a natureza da mente-espírito, os textos xamanísticos falam de uma influência remota em termos de cura à distância, sem falar na Bíblia com seus textos tais como :

- " Devemos construir nosso templo sem ferramentas e sem ruído".

" Vóis sois o templo de Deus" - Coríntios 3:16




Todos na antiguidade sabiam do poder latente que existe em nós, os egípcios escolhiam seus sacerdotes após um intenso teste, onde todos os sentidos eram testados, e quando apenas um último candidato restasse, ele aprenderia os mistérios do antes e do depois, o que foi e o que será, em uma câmara preparada para esse ritual.

O poder da mente sempre foi o tesouro a ser descoberto pela ciência, até hoje os cientistas estudam os fenômenos que ocorrem em reuniões espíritas, como movimento de corpos inertes, ruídos, voz direta, curas fenomênicas, transportes, etc.

Certas comunicações dadas por Espíritos desencarnados através de aparelhos eletrônicos ( TCI ), onde alguns autores disseram não haver necessidade da presença da mediunidade, foram produzidas por ação de médiuns de efeitos físicos involuntários.

Esse tipo de médium era muito comum no advento do Espiritismo e foi muito útil na divulgação das idéias espíritas, chamando a atenção das pessoas para a realidade do fenômeno.




Nos exames de ressonância magnética feitos em iogues meditando, foi constatado que o cérebro através da glândula pineal produz uma substância parecida com a cera, essa secreção não se parece com nenhuma outra substância do corpo humano, e tem o efeito curativo, e só pode ser criada por uma mente em estado de profunda concentração.

Mateus 6:22 - "Quando teu olho for bom, todo o teu corpo terá luz." Esse conceito também é representado palo chacra ajna e pelo pontinho na testa dos hindus.



Os antigos já conheciam muitas das verdades científicas, como a cura pela imposição das mãos ( chamado hoje de REIKI pelos esotéricos, PASSE pelos espíritas).

Partículas reagem aos pensamentos, nossos pensamentos tem o poder de alterar o mundo, quer um exemplo, experimente fazer comida nervoso(a) o gosto da comida não irá agradá-lo(a).



Pensar é uma função que a natureza nos atribuiu. A mente nos torna humanos, mas é o maior poder que temos. O estado dos nossos pensamentos determinam nossa vida e a vida muda quando os pensamentos mudam.

Os pensamentos são como raios que partem da pessoa que pensa e vão para outras regiões,onde afetam outras pessoas.

Somos responsáveis pelo bem e pelo mal que eles proporcionam. Observe todos os dias o estado do seu pensamento e dos seus sentimentos.

Uma vez em um centro espírita, foi solicitado que as pessoas pensassem em rosas, todos na sala vibrando e mentalizando rosas, o resultado foi um cheiro indescritível de rosas....

Pensamentos plasmam o que desejamos, os mentores da casa disseram que os espíritos vêem os nossos pensamentos justamente por isso, por serem tão poderosos que deixam rastros durante a vida inteira.

Para os que não acreditam em espiritismo, existem diversos relatos de enfermeiras que foram expostas à seringas contendo sangue infectado com o vírus HIV e que não desenvolveram a doença, o livro O Segredo, ensina como pensar no que queremos e afirma que tudo que pensamos conseguimos.

Pessoas que foram diagnosticadas com câncer e que meses depois foram submetidas à novos exames e nada foi constatado, suas células estavam saudáveis.

Grupos de oração, o poder do pensamento humano cresce exponencialmente em proporção à quantidade de mentes que compartilham um mesmo pensamento.

Esse texto foi inspirado na leitura do novo livro de Dan Brown, os intelectuais de plantão podem torcer o nariz, mas seus livros sempre me ensinaram muito, como simbologia, religião, história, fatos que realmente aconteceram e que fazem parte do que somos hoje, querendo ou não.

Marcello Lopes

Mulheres que fazem minha cabeça.....parte 2




Susan Sontag foi escritora, crítica de arte e ativista que graduou-se na Universidade de Harvard e destacou-se por sua defesa dos direitos humanos.

Publicou vários livros, entre eles, A vontade radical, Assim vivemos agora, O Benfeitor, Contra a Interpretação e Na América, pelo qual recebeu um dos mais importantes prêmios do seu país, o National Book Award.

Publicou artigos em revistas como The New Yorker e The New York Review of Books e no jornal The New York Times.

Em um de seus últimos artigos, publicado em maio de 2004 no jornal The New York Times, Sontag afirmou que "a história recordará a Guerra do Iraque pelas fotografias e vídeos das torturas cometidas pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib".

Ela faleceu aos 71 anos de idade de Síndrome mielodisplásica seguida de uma Leucemia mielóide aguda em 28 de Dezembro de 2004.



Ela mesma se dizia, uma "fanática pela seriedade", cuja mente voraz e prosa provocante a tornaram uma das mais importantes intelectuais dos últimos 50 anos,se definia como "esteta afeiçoada" e "moralista obsessiva".

Seu maior impacto literário da escritora foi como ensaísta, Notes on Camp", um texto de 1964 que a estabeleceu como importante pensadora, popularizou a atitude "isso é tão ruim que parece até bom", a qual veio a ser aplicada a uma enorme variedade de coisas, de "Swan Lake" a estolas de plumas.

Em "Contra a Interpretação", a mais analítica das intelectuais dedicava sua análise à preocupação com a possibilidade de que o escrutínio crítico interferisse com o poder "mágico, encantatório", da arte.

Ela também escreveu obras influentes como "A Doença como Metáfora", na qual examinava a maneira pela qual a doença era romantizada e demonizada, ciclicamente, e "On Photography", na qual argumentava que as imagens muitas vezes distanciam o observador do tema que retratam.

Sontag lia escritores de todo o mundo, e à ela é atribuído o crédito por apresentar intelectuais europeus como Roland Barthes e Elias Canetti aos leitores norte-americanos. "Não conheço outra intelectual tão lúcida e com tamanha capacidade de ligar, conectar, relacionar", disse certa vez o romancista mexicano Carlos Fuentes. "Ela é única."

Diferente de muitos escritores norte-americanos, ela se envolveu profundamente em questões políticas, mesmo depois dos anos 60. Entre 1987 e 1989, Sontag presidiu à divisão norte-americana do Pen Club, uma aliança mundial de escritores.

Quando o aiatolá Khomeini pediu a morte de Salman Rushdie por suposta blasfêmia no romance "Os Versos Satânicos", ela ajudou a liderar os protestos da comunidade literária. 

Após a execução de três dissidentes cubanos, Sontag envolveu-se em uma polêmica com o escritor colombiano Gabriel García Márquez, a quem acusou de ser condescendente à repressão imposta pelo regime de Fidel Castro.

Sontag batalhava incessantemente pelos direitos humanos e, ao longo dos anos 90, visitou muitas vezes a região da Iugoslávia, pedindo ação internacional contra a guerra civil que se espalhava pelos Bálcãs. Em 1993, visitou Sarajevo, onde montou uma produção de "Esperando Godot", em plena guerra.

Filha de um negociante de peles, ela nasceu como Susan Rosenblatt, em Nova York, em 1933, e passou a infância no Arizona e em Los Angeles.

A mãe era alcoólatra; o pai morreu quando ela tinha cinco anos. Mais tarde, sua mãe se casou com um oficial do exército, o capitão Nathan Sontag. Susan Sontag lembrava sua infância como "uma grande sentença de prisão".

Ela completou sua educação básica com três anos de antecedência, formando-se no segundo grau aos 15 anos; o diretor da escola disse que ela estava perdendo tempo lá. Sua mãe, enquanto isso, advertiu que, se não parasse de ler, jamais se casaria.

Na Universidade de Chicago, ela assistiu a uma palestra de Philip Rieff, psicólogo social e historiador. Casaram-se dez dias mais tarde. Sontag tinha 17 anos, ele 28. "Era um homem apaixonado erudito e puro", disse ela mais tarde sobre o marido.

Na metade dos anos 60, o casal se divorciara (tiveram um filho, David, nascido em 1952), e Sontag se tornou uma das luzes na cena literária de Nova York. Ela era conhecida por seus ensaios, mas também escrevia ficção, ainda que inicialmente sem grande sucesso. "Death Kit" e "The Benefactor" eram, romances experimentais que pouca gente teve paciência de ler até o fim.

"Infelizmente, a inteligência de Sontag continua a ser maior que o seu talento", escreveu Gore Vidal em 1967, ao resenhar "Death Kit". "Mas assim que se livrar da literatura, ela terá o poder de realizá-la, e não há muitos escritores norte-americanos sobre quem se possa dizer o mesmo".

A ficção de Sontag se tornou mais acessível. Ela escreveu um elogiado conto sobre a Aids, "The Way We Live Now" (A maneira pela qual vivemos agora), e um romance de sucesso, "O Amante do Vulcão", sobre o almirante Nelson e Lady Hamilton, sua amante.

Em 2000, seu romance "Na América", sobre Helena Modjeska, uma atriz polonesa do século 19, foi um fracasso comercial, e recebeu críticas pelo uso não creditado de fontes, tanto de trabalhos de ficção quanto trabalhos de não-ficção. Ainda assim Sontag conquistou com ele o National Book Award.

Entre outras obras, Sontag também criou os filmes "Duet of Cannibals" e "Brother Carl", e escreveu uma peça, "Alice in Bed", com base na vida de Alice James, a adoentada irmã de Henry e William James. Sontag fez uma ponta, como ela mesma, em "Zelig", o falso documentário dirigido por Woody Allen.

Em 1999, escreveu um ensaio para "Women", compilação de retratos da fotógrafa Annie Leibovitz, sua companheira por muitos anos. Sontag não era adepta da fala ponderada.

Escrevendo sobre a Guerra do Vietnã, ela afirmou que "a raça branca é o câncer da história humana".


Poucos dias depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro, ela criticou a política externa dos Estados Unidos e fez elogios aos terroristas."Onde está o reconhecimento de que não se tratava de um ataque "covarde" à "civilização", "liberdade", "humanidade" ou ao "mundo livre", mas de um ataque à única superpotência mundial, empreendido como conseqüência de alianças e ações específicas dos Estados Unidos?", escreveu ela na revista "New Yorker". "Quanto à questão da coragem (uma virtude moralmente neutra), diga-se o que quiser sobre os perpetradores do massacre de terça-feira, eles não eram covardes."

Mulheres que fazem minha cabeça.....parte 1



Essa é Kara Dioguardi, mais conhecida aqui no Brasil por ser jurada do American Idol, mas ela é muito mais do que isso.

Cantora de qualidade ( assistam o vídeo dela no link abaixo), produtora de estrelas como Miley Cyrus, Colbie Caillat, suas músicas foram interpretadas por cantoras do porte de Kelly Clarkson, Celine Dion, Carrie Underwood, Pink, Katy Perry, Tom Jones e Santana.



Esse é um dos motivos que eu assisto American Idol no canal Sony.

A história dessa foto acima é engraçada, uma aspirante à American Idol foi fazer o teste de biquini, e depois de cantar, Kara corrigiu o tom que a aspirante estava cantando, a aspirante respondeu que Kara não tinha se saído melhor que ela, o que gerou em todos os outros jurados uma crise de risos e gritos, Kara aguardou pacientemente até o final da temporada onde em uma apresentação surpresa, acabou com essa cantora que havia sido eliminada na quarta fase.

Ahh o biquini era surpresa para todos !!!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

História da Beleza



Sempre tive admiração por pessoas que sabem discorrer sobre inúmeros assuntos sempre de forma genial, Umberto Eco é uma dessas pessoas.

O autor italiano titular da cadeira de semiótica e diretor da escola Superior de Ciências Humanas da Universidade de Bolonha, colabora em diversos meios de comunicação do mundo inteiro, jornais, revistas e textos na web.

É mais conhecido pelo livro O Nome da Rosa, mas além dessa obra espetacular, ele é conhecido pelos ensaios específicos que fez em Semiótica com o Tratado Geral de Semiótica, filosofia com os ensaios Obra Aberta e a Estrutura Ausente.

Mas é sobre esse livro que eu quero hoje falar, A História da Beleza é um compêndio de 17 capítulos onde o autor discorre que beleza dos monstros pode ser tão estimulante como os seios da Vênus de Bronzino.

O livro já é uma bíblia, uma referência sobre o assunto mas uma bíblia que não se fecha em dogmas.

Eco passeia sobre o belo sem procurar defini-lo, mostrando que a beleza não existe apenas na ordem e na aparente harmonia, mas também no que é caótico, perturbador, surpreendente.

Uma clara declaração de amor ás obras que a pintura e arquitetura nos deixaram, com explicações sobre o papel da luz e da cor na Idade Média já justificam o livro.




É um prodígio de síntese, capaz de levar ao leigo informações fundamentais sobre a hostilidade medieval à esfumatura, truque maior do barrocos príncipes das trevas.

Eco também compara pinturas clássicas de reis ao retrato de Kennedy e interpretações de Adônis, com sua vasta cabeleira, ao ator James Dean e ao cantor Jimi Hendrix. E o que ele parece querer mostrar é que existem mil possibilidades de visão de um mesmo símbolo.




A beleza não pode ser engessada num único padrão, porque cada época e cultura têm seu código estético. luz de Vermeer pode ser tão bonita quanto o urinol de Duchamp.

E também não há melhor nem pior entre Chopin e um concerto polifônico, Chaplin e Eiseinstein, teatro grego ou experimental.

Belo mesmo, ensina Eco, é estar sempre aberto a se maravilhar.

Boa Leitura.

Marcello Lopes

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Gênio

Uma enquete com 217 pilotos e ex-pilotos da Fórmula 1 elegeu o brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial, como o melhor competidor que já passou pela categoria.

A votação foi organizada pela revista inglesa Autosport, e publicada na edição desta semana.



Senna morreu aos 34 anos, no GP de San Marino de 1994, com 41 vitórias e 65 poles na carreira.

Mesmo tendo inferioridade nas estatísticas, ele superou o alemão Michael Schumacher, que ficou em segundo lugar com seus sete títulos, 91 vitórias e 68 poles.

A terceira colocação na lista da Autosport ficou com o argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial e maior nome da primeira década da categoria. O francês Alain Prost ficou em quarto, seguido por Jim Clark, Jackie Stewart e Niki Lauda.

O inglês Stirling Moss, quatro vezes vice-campeão nos anos 50, foi o oitavo colocado, e o melhor entre os que não conquistaram Mundiais.

Entre os atuais pilotos da categoria, Fernando Alonso ficou em nono, Lewis Hamilton ficou em 17.º, Sebastian Vettel foi o 26.º e o campeão de 2009 Jenson Button terminou em 30.º lugar.



O Brasil, além de Senna, teve o bicampeão Emerson Fittipaldi em 12.º e Nelson Piquet na 13.ª colocação.

A Autosport pediu a cada um dos 217 votantes que fizessem uma lista de dez pilotos, e atribuiu pontos no sistema 10-9-8-7-6-5-4-3-2-1.

A relação dos 40 pilotos com mais pontos, divulgada pela revista, revela surpresas como a inclusão do alemão Stefan Bellof, que disputou os Mundiais de 1984 a 1985 pela Tyrrell, sem jamais subir ao pódio. Campeões mundiais como Damon Hill e Jacques Villeneuve ficaram fora do grupo.



Aí eu pergunto :

Cadê o Barrichello ???????? 

Fonte: Folha de Sp

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Minhas preferências . .. ..

Hoje abro uma série de textos onde falo um pouco das minhas preferências musicais, do mundo literário e do cinema.

São pequenas biografias e um texto de como eu descobri o artista.

O primeiro a ser comentado aqui é Louis Armstrong.



Esse mestre do Jazz começou a tocar aos 12 anos de idadeLouis Armstrong ou Satchmo, como ficou conhecido, começou a tocar aos 12 anos em uma banda amadora na casa de correção juvenil em New Orleans, onde estava por ter disparado uma arma para cima na passagem de ano novo.

Com 14 anos e já livre da prisão, trabalhava vendendo papéis velhos, carregando peso nas docas e vendendo carvão. Começou também a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississipi.

Na zona da prostituição da cidade, a Storyville, conheceu grandes nomes daquilo que viria a ser o jazz, como Sidney Bechet e Joe Lindsay. Quando a zona de má reputação foi fechada pela Marinha americana, todos eles se mudaram para Chicago à procura de emprego.


Em 1922, Satchmo entrou para a King Oliver's Creole Jazz Band, onde passou a ser ouvido por públicos maiores, em 1925, após apresentar-se com a banda de Fletcher Henderson em Nova York, voltou a Chicago e formou seu próprio grupo, o Louis Armstrong Hot Five, com o qual fez gravações consideradas até hoje clássicos, como "Chicago Dixieland".

Suas gravações estão entre as primeiras de artistas negros.

Em 1932, realizou a primeira de muitas excursões à Europa. Sua popularidade cresceu com o rádio, os filmes e mais tarde, com a televisão. A voz grave e um estilo inconfundível de cantar, emitindo às vezes sílabas sem sentido, em vez da letra da canção, como se a voz imitasse um instrumento, tornou-se sua marca registrada, tanto quanto o seu trompete.

O músico morreu dormindo em sua casa no Queens, em Nova York. Armstrong, porém, permanece como um dos mais famosos nomes do blues e do jazz de todos os tempos.

No começo da minha adolescência não gostava dele, achava-o irritante, minha irmã o adorava.

Mas aí veio o filme Bom Dia Vietnã com o Robin Williams, e a música serviu de introdução ao drama do conflito, então comecei a dar mais atenção ao sons e improvisações inteligentes de Louis.

Depois disso ainda tive a oportunidade de ouvi-lo com mais apuro no cd Ella and Louis, um álbum que é uma obra de arte, e aí se completou a redescoberta de um artista inigualável, que é considerado a verdadeira essência do Jazz.

Marcello Lopes

Tony Bennett, aulas de japonês, Cecília Bartoli e Roberto Bolaño.....



Hoje é minha folga, e enquanto a chuva castiga a cidade, vou ouvindo Tony Bennett ou mais conhecido como Antonio Dominick Benedetto, em um cd espetacular, o som está alto, as paredes tremem enquanto Tony vai cantando I Left my heart in San Francisco, uma das melhores músicas dele e que eu amo, uma clara resposta à New York de Sinatra.

Fiquei pensando na rivalidade que foi criada e alimentada pela mídia entre esses dois ícones da música americana e mundial, Sinatra se valeu da amizade com a máfia no começo da carreira para deslanchar e Tony teve que subir o penhasco do sucesso sem ajuda nenhuma, somente com o seu talento.

Lights are low now, baby e Tony escolhe um time excelente de músicos que o acompanham durante seus shows e gravações fazendo sua música melhor ainda.

http://www.tonybennett.net

Hoje comecei de novo ( tinha feito e parado em Sp) as minhas aulas de Japonês, nada muito sério apenas para conhecer um novo idioma, já que eu sou fascinado pela cultura e disciplina oriental Orrayô gazaimas pra vocês !!!!!

O Japão sempre me fascinou pelos samurais, pelo código de honra e conduta que existia entre eles, e apesar de não concordar com o sepukku ( suicídio cometido pelos derrotados ou humilhados) entendo como deveria ser viver sem honra em uma época que você só tinha seus atos como prova de quem é você.

O maior samurai que se tem conhecimento é Musashi que foi uma lenda de seu tempo.



Ignorando as convenções, ele preferia uma espada de madeira e em seus anos de maturidade nunca lutou com uma arma autêntica.

Foi um mestre em aniquilar os inimigos usando recursos psicológicos que estudava exaustivamente antes dos combates. Musashi orientava seus estudos tão arduamente conquistados sobre as artes combatentes para metas espirituais de cunho
zen-budista.

Falando sobre música erudita, uma das minhas preferências, ouvi ontem na loja o novo cd da meio-soprano dedicado aos castrati, ou seja, cantores que sofriam mutilações nos testículos para que sua voz se conservasse aguda.

No século XVIII calcula-se que 4 mil meninos por ano eram castrados para servirem nos corais de igreja e nas óperas, porque nesse tempo as mulheres eram proibidas de cantar.

Esse tipo de cantor tiveram muita influência no mundo erudito, Handel escreveu o papel principal de Giulio Cesare para um castrado chamado Senesino, Nicola Porpora, professor do compositor Haydn foi instrutor dos castratis.

Como sempre no mercado brasileiro a edição de luxo não está disponível, ela vem com cd bônus e um livro com a biografia dos principais castrados.

Cecília escolheu o seu repertório com cuidado, trabalhando sua voz com sabedoria. O Álbum já vendeu mais de 500.000 cópias, corra e compre o seu !!!!

Roberto Bolaño me conquistou com um romance louco, Os Detetives Selvagens que conta a história de dois poetas que estão em busca de uma poeta que está desaparecida, e não segue uma narrativa linear.



Está dividido em três partes. A primeira e a última são as duas metades do diário do poeta estudante Juan Garcia Madero.
O miolo é formado por uma série de relatos, feitos para um narrador ausente, estendendo-se de 1976 a 1996.

Vinte anos de relatos pessoais sobre a odisséia de Ulisses Lima e Arturo Belano, poetas, traficantes e fundadores do movimento literário realismo visceral.

Bolaño nasceu em Santiago, Chile, em 1953, e morreu em Barcelona, Espanha, em 2003, por causa de complicações hepáticas, sem suicídio e sem alarde.

A leitura de Os Detetives Selvagens podemos supor que Bolaño ainda teria muito a dizer.

A chegada póstuma de seus livros ao Brasil se deu em 2004, quando a Companhia das Letras publicou Noturno do Chile , também traduzido por Eduardo Brandão. 

Marcello Lopes

Caetano, bobagens e uma resposta...

Meus amigos sabem que eu não suporto Caetano Veloso, nem cantando nem muito menos abrindo a boca pra discutir coisas que fogem do seu conhecimento, e infelizmente em um momento Magda, o baiano abriu a boca pra falar merda...como sempre.

Dessa vez abriu a boca pra falar mal dos linguistas profissionais, e como eu não tinha achado no exato momento da polêmica deixei de comentar aqui, mas ao ler uma matéria no blog do Sérgio, achei a resposta de Marcos Bagno professor, linguista e escritor, professor do Departamento de Linguística da Universidade de Brasília, Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela USP, tradutor, autor do livro A Língua de Eulália, com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados que reproduzo na íntegra aqui :


" Caetano Veloso é um dos mais brilhantes letristas, compositores e cantores da nossa música popular. Mas ele não se satisfaz com isso. Também quer ser sociólogo, antropólogo, filósofo, historiador, ensaísta, cineasta, teólogo, crítico literário... Recentemente, decidiu falar de lingüística. Com a petulância dos mal-informados e a arrogância das celebridades, acredita que por ter lido Saussure em meados do século passado está autorizado a dissertar sobre e, principalmente, contra os lingüistas profissionais. Vá estudar, Caetano: a ciência da linguagem já passou por muitas revoluções epistemológicas desde 1916. Ou não se meta a falar do que não sabe, dizendo que sabe.

Não tenho como debater todas as bobagens que ele escreveu e que as caetanetes se apressaram, gotejantes, em elogiar. Me restrinjo à defesa que ele faz dos falsos gramáticos que invadiram a mídia brasileira na última década e meia.

O problema que os lingüistas apontam no trabalho dessas pessoas é que elas apregoam um estereótipo tosco, rígido, estreito e, finalmente, mentiroso de "língua certa" que não corresponde aos usos reais e efetivos nem sequer das nossas elites urbanas mais letradas. Formas lingüísticas usadas há mais de um século e consagradas na obra dos nossos melhores escritores são sistematicamente combatidas por esses gramaticóides como "erros", "desvios" e "impropriedades". Opções que aparecem na própria escrita poética de Caetano são veementemente condenadas por eles. Ou não? "Deixa eu cantar pro meu corpo ficar Odara", por exemplo...

Os lingüistas não são populistas nem demagogos. Essa é a acusação tacanha de quem só lê pela metade o que nós escrevemos, se é que lê. Defender as variedades lingüísticas das camadas desprestigiadas não significa dizer que esses cidadãos não devem ter acesso a um grau mais elevado de letramento (não sabe o que é letramento? vá estudar!).

Todos os lingüistas que conheço (e conheço muitos) lutam pelo pleno acesso dos cidadãos às formas prestigiadas de falar e de escrever. Acontece que essas formas prestigiadas reais não são o modelo estúpido e jurássico de "português correto" que os falsos gramáticos tentam inculcar em suas manifestações na mídia. Há um abismo profundo entre a verdadeira norma culta brasileira, falada e escrita pelas nossas camadas privilegiadas, e a "norma oculta" que os gramaticóides defendem.

É contra isso que os lingüistas se batem. Os brasileiros urbanos letrados falam e escrevem uma língua que não é reconhecida como legítima, porque no nosso imaginário lingüístico vigora um ideal de correção inspirado em usos literários lusitanos de meados do século XIX. Se você não fala como Eça de Queirós escreveu, está tudo errado! Até quando, meu pai Oxóssi?

Infelizmente, quando o assunto é língua, até mesmo as pessoas mais inteligentes se deixam engambelar por aquilo que os estudiosos de língua inglesa chamam de "folk linguistics", um conjunto de mitos, superstições e inverdades sobre a língua e a linguagem que se entranharam na cultura ocidental e que resistem a toda contestação racional, baseada na pesquisa científica e nos dados da realidade."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009




O canal Syfy e a produtora E1 Entertainment estão desenvolvendo uma série de suspense baseada no livro de Stephen King "The Colorado Kid". A adaptação chegará às telinhas com o título Haven e já tem 13 episódios comprados pela emissora.

A história se passa numa sinistra cidadezinha do Estado do Maine onde pessoas amaldiçoadas vivem tranquilamente em exílio.
No entanto, as maldições começam a voltar e cabe à agente do FBI Audrey Parker investigar os mistérios da cidade e manter as forças sobrenaturais sob controle.

O episódio piloto está sendo escrito por Sam Ernst e Jim Dunn. Atores ou diretor ainda não foram escalados.

Scott Shepherd, Lloyd Segan e Shawn Piller cuidam da produção-executiva. O trio foi responsável por trazer as telinhas A Hora da Zona Morta, também de Stephen King, que durou seis temporadas.

Tirei do site O Omelete

domingo, 6 de dezembro de 2009

Outro conto....



A história de uma prostituta chamada Elisabeth Rousset, apelidada de Bola de Sebo ( na época as gordinhas dominavam o imaginário masculino e esse apelido era considerado carinhoso) e um grupo de habitantes da cidade de Rouen invadida pelos alemães e decidem fugir para o porto de Havre.

Durante a viagem, todos os outros habitantes ( três casais burgueses, duas freiras, um rapaz do povo) desprezam a presença da prostituta, com a viagem longa todos sentem fome, mas apenas ela tem comida, gentilmente ela compartilha com todos os alimentos necessários e com isso, o preconceito inicial cede às maiores necessidades.

Ao pararem em um albergue, são impedidos de sair para viajar por um oficial alemão que impõe uma condição ao grupo, dormir com a prostituta para que sejam liberados. No início ela recusa, por ele ser um soldado inimigo e o ato seria considerado antiético por uma partidária de Napoleão.

Com a insistência dos outros companheiros de viagem, ela finalmente cede, e eles podem seguir a viagem. No entanto, a prostituta volta a ser ignorada apesar do sacrifício que fez por aqueles que imaginava ter-se aproximado, o conto se encerra com Elisabeth chorando.

O conto é cheio de ironia em suas páginas, os personagens representam parcelas da sociedade francesa.

O autor é Guy de Maupassant, um dos precursores do conto moderno, começou na literatura influenciado por Gustave Flaubert ( Madame Bovary). Esse conto foi publicado em 1880 em uma coletânea de vários autores patrocinada por Émile Zola, onde alcançou sucesso imediato.

O autor teve uma vida conturbada pela sífilis e pelos remédios que tomava para tentar se curar e que causavam delírios, paranóias e alucinações, em 1882 foi internado no sanatório onde manifestou sinais de loucura, morrendo no ano seguinte aos 43 anos.

Sua obra foi produzida na época de maior efervescência cultural em Paris, onde o escritor circulava nos salões aristocráticos e burgueses.

Para Ler :

125 Contos de Guy Maupassant
Org. Noemi Moritz Kon
Tradução : Almicar Bettega
Preço : R$ 55
822 págs
Cia das Letras

Marcello Lopes

Robin Williams, Dra.Morte e Bispos...



Tenho lido e ouvido falar muito sobre as declarações do ator Robin Williams sobre a escolha da sede para Olimpíada em 2016, onde ele comenta no programa do apresentador David Letterman que sua cidade natal, Chicago enviou aos comitê Oprah e Michelle Obama enquanto o Rio havia enviado 50 strippers e meio quilo de pó.

O prefeito e mais uma centena de pessoas se ofenderam com isso e ameaçam processar o ator, para mim uma reação tremendamente exagerada por vários motivos, entre eles :

1) O Rio de Janeiro é uma favela com zona sul, dominada pelos traficantes e políticos corruptos.

2) Morre-se mais pessoas em conflitos nas favelas do que em todos os conflitos armados na atualidade.

3) A droga domina o Rio de Janeiro

4) Todo estrangeiro que vem pro Rio é assediado por garotas de programa.

5) Um cartaz da Riotur promovendo a cidade do Rio tem a foto de uma mulata com a bunda de fora.

Não preciso mais dizer que esse tipo de atitude é um prato cheio aos americanos, que nos  vêem como selvagens e nosso país como uma grande zona onde prazeres e vícios são sempre permitidos. O governo ao invés de se ofender, deveria tratar isso como prioridade e até 2016 transformar o Rio de Janeiro em uma cidade exemplar, com o mínimo de conflito e baixa porcentagem de crimes.





Essa na foto é para mim a dra.Morte no Brasil, ela é a anestesiologista Neide Mota Machado, acusada de fazer mais de 10 mil abortos ao longo de 20 anos de profissão, e foi encontrada morta em seu carro no dia 29. Para mim já vai tarde, a polícia ainda investiga se foi suicídio ou assassinato.
Eu se sou o investigador desse caso, nem levantaria da cama, porque se ela se matou receberá em dobro todo o mal que causou, e se foi assassinada, já está nas mãos da falange do mal sendo castigada.



A palhaçada no Brasil ainda é o melhor remédio contra o stress, o casal de bispos (?) Sonia e Estevam foram condenados à 4 anos de prisão, fato muito comemorado por mim, mas nesse meio-tempo a grana deve ter rolado solta nos bastidores e a pena foi revertida para serviços à comunidade ( piada de mal gosto) e multa de R$ 287 mil reais, pagamento de 150 mil cada um para entidades beneficientes. Uma palhaçada não é ????

Primeiro porque eles deveriam ficar presos como qualquer pessoa que tenta evadir do país com dinheiro não declarado, segundo porque essa multa vai sair dos bolsos dos fiés que acreditam estar comprando seu pedaço de céu com esse dinheiro, e terceiro, porque esse dinheiro para entidades nada mais nada menos vai pra entidades que são administradas pelo casal. Grande castigo !!!!

Depois falam dos EUA, lá eles ficaram presos em uma penitenciária por 140 dias, depois mais 5 meses de prisão domiciliar e não podem voltar ao país., aqui é essa putaria mesmo.

Tudo continua na mesma.....

Marcello Lopes

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pandora. . .e a sua caixa.



A caixa de Pandora é um mito grego no qual a existência da mulher e dos vários males do mundo são explicados. Tudo começa quando Zeus, o deus de todos os deuses, resolveu arquitetar um plano para se voltar contra a ousadia de Prometeu – que entregara aos homens a capacidade de controlar o fogo. Para tanto, Zeus decide criar uma mulher repleta de dotes oferecidos pelos deuses e a oferece a Epimeteu, irmão de Prometeu.

Antes disso, Prometeu recusou a jovem Pandora de Zeus temendo que ela fizesse parte de algum plano de vingança da divindade roubada. Ao aceitar Pandora, Epimeteu também ganhou uma caixa onde estavam contidos vários males físicos e espirituais que poderiam acometer o mundo. Desconhecedor do conteúdo, ele foi somente alertado de que aquela caixa não poderia ser aberta em nenhuma hipótese. Com isso, o artefato era mantido em segurança, no fundo de sua morada, cercado por duas gralhas barulhentas.

Aproveitando de sua beleza, Pandora convenceu o marido a se livrar das gralhas que lhe causavam espanto. Após atender ao pedido da esposa, Epimeteu manteve relações com ela e caiu em um sono profundo. Nesse instante, não suportando a própria curiosidade, Pandora abriu a caixa proibida para espiar o seu conteúdo. Naquele momento, ela acabou libertando várias doenças e sentimentos que atormentariam a existência do homem no mundo. Zeus assim concluía o seu plano de vingança contra Prometeu.

Logo percebendo o erro que cometera, Pandora se apressou em fechar a caixa. Com isso, ela conseguiu preservar o único dom positivo que fora depositado naquele recipiente: a esperança. Dessa forma, o mito da Caixa de Pandora explica como o homem é capaz de manter-se perseverante mesmo quando as situações se mostram bastante adversas.

Marcello Lopes

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MUCHA...

Atendendo uma cliente norueguesa na livraria conheci um artista que me chamou muito a atenção e que infelizmente não tinha nenhuma informação sobre ele até aquele momento.



É Alfons Maria Mucha ilustrador e design gráfico tcheco e um dos principais nomes do movimento Art Noveau.

Entre 1880 e 1920, ele também se utilizou da fotografia como meio de estudo para suas ilustrações e com a sensibilidade visual criou um trabalho consistente também na fotografia.



Em abril de 1913, Mucha viaja para a Rússia com a intenção de coletar material para sua pintura da proclamação do Tzar Alexander II, que faria parte de sua série de Épicos Eslavos. Mucha se impressionou com o que chamou de Relíquia de Sociedade Medieval co-existindo em "pleno" século XX !



Mucha em seu escritório

Grande parte das fotografias perderam-se, restando muito pouco, mas nem por isso, menos consistente, esta notável reportagem social.

Mucha sempre foi um patriota de seu país natal a República Tcheca e considerou o seu sucesso um triunfo para o povo tcheco, tanto quanto para si mesmo.

Em 1909 ele foi contratado para pintar uma série de murais para o prefeito de Praga. Ele também começou a planejar o "The Slav Epic" - uma série de grandes pinturas narrando acontecimentos importantes do país eslavo.



Um financiamento foi fornecido por Charles Crane, um milionário de Chicago. Mucha esperava para concluir a tarefa em cinco ou seis anos, mas em vez disso, gastou 18 anos de sua vida.

Vinte maciças telas foram criadas e apresentadas na cidade de Praga, em 1928.

Cobrindo a história dos povos eslavos da pré-história ao século XIX, representavam para Mucha as esperanças e sonhos da sua terra natal. Em 1919 os primeiras onze telas foram concluídas e expostas em Praga, e nos EUA onde receberam críticas favoráveis.

Na Feira Mundial de Paris em 1900 Mucha desenhou na Bósnia-Herzegovina Pavilion. Ele fez uma parceria com o ourives Georges Fouquet na criação de jóias com base em seus projetos. O bronze Natureza é a partir deste período de tempo.

Ele também publicou Documentos Decoratifs que foi a sua tentativa de passar suas teorias artísticas para a próxima geração. O resto da vida Mucha foi gasto quase como um anacronismo. Seu trabalho ainda estava bonito e popular, ele só não era mais "novo" - um crime hediondo, aos olhos dos críticos. Quando os alemães invadiram a Tchecoslováquia, ele ainda era influente o suficiente para ser uma das primeiras pessoas que prenderam. Ele voltou para casa depois de uma sessão de interrogatório da Gestapo e morreu pouco depois, em 14 de julho de 1939.

Traduzido do Inglês por Marcello Lopes