terça-feira, 29 de setembro de 2009

Google e os livros em demanda. . . .


O anúncio do acordo entre o Google e a empresa On Demand Books vem gerando uma série de discussões nas últimas semanas. A primeira razão da polêmica é a abrangência da medida, que permite a impressão de 2 milhões de títulos que já são de domínio público dentro do acervo total de 10 milhões de obras que o gigante da internet tem digitalizadas.

O outro ponto que chama a atenção é o próprio funcionamento da impressora expressa, que permite ao usuário escolher a obra desejada e obtê-la impressa com capa dura em poucos minutos. Cada uma dessas máquinas custa cerca de US$ 100 mil.

Ainda há poucas unidades instaladas em livrarias e bibliotecas de cidades de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e Egito, mas a expectativa é de que o preço desses equipamentos caia à medida que a procura pelo serviço aumentar.

Mais informações sobre a empresa On Demand Books no endereço www.ondemandbooks.com em inglês.

Marcello Lopes

Pintores que eu gosto cap. 1



Edward Hopper nasceu em 22 de Julho de 1822, em Nyack/Nova Iorque. Filho de Garrett Henry Hopper e Elizabeth Griffiths Smith-Hopper. Em 1899 concluiu o curso liceal de ilustração numa Escola Superior de Publicidade em Nova Iorque.

Estudou na New York School of Art, primeiro ilustração, depois de pintura, foi aluno de Robert Henri e de Kenneth Hayes Miller entre 1900 e 1906. Viajou pela Europa com estada pela Inglaterra, Holanda, Alemanha e Bélgica, passando a maior parte do tempo em Paris.

Fixa-se definitivamente em Nova Iorque no ano de 1908. Trabalha primeiro como desenhista de anúncios publicitários e ilustrador; pinta apenas ocasionalmente, e só no Verão.

Sua primeira exposição realizou-se juntamente com outros alunos de Henri no Harmonic Club em Nova Iorque. Viaja pela segunda vez a Europa em 1909, passando a maior parte do tempo na França, sobretudo em Paris; e pela terceira vez no ano seguinte, onde visita a Espanha e novamente a França.


O seu quadro a óleo “Sailing” é exposto na Armory Show em 1913. Passa o verão de 1916 trabalhando em Monhegan, Maine. Expõe individualmente pela primeira vez em 1920 no Whitney Studio Club, com quadros a óleo de Paris.

Dois anos depois expõe caricaturas no Studio Club. Em 1923 as primeiras aquarelas, onde é condecorado com o Logan Prize, da Chicago Society of Etchers. Expõe em 1924 suas mais recentes aquarelas na Frank K. Rehn Gallery. Casa-se no mesmo ano com Josephine Verstille Nivison (Jo N. Hopper).

Passa o verão de 1926 no Maine. No mesmo ano expõe suas estampas e aquarelas no Saint Botolph Club, Boston. No ano seguinte expõe seus quadros a óleo, aquarela e estampas na Rehn Gallery. Nova exposição na Rehn Gallery em 1929; no fim do ano, participa da exposição Paintings by Nineteen Living Americans no Museum of Modern Art em Nova Iorque.

Primeira retrospectiva no Museum of Modern Art, Nova Iorque em 1933; compra terreno em South Truro, constrói ali uma casa de verão onde passará todos os Verões; faz longas viagens de carro pelo Canadá e pelo Maine.




No ano de 1934 expõe no Arts Club of Chicago e faz viagens de carro pelo Colorado. Utah, Nevada, Califórnia, Oregon e Wyoming. Um ano depois é condecorado com a Temple Gold Medal da Pennsylvania Academy of Fine Arts e com o First Purchase Prize in Waler Colour do Worcester Art Museum, Massachusetts.

É novamente condecorado em 1937 com o primeiro W.A. Clark Prize e com a Corcoran Gold Medal da Corcoran Gallery of Art, Washington. DC. Cinco anos depois é condecorado com o Ada S. Garrett Prize do Art Institute of Chicago. Em 1943 viaja de comboio ao México.

Dois anos mais tarde é eleito membro do National Institute of Arts and Letters.

Hopper foi um dos quatro representantes dos EUA na Bienal de Veneza de 1952, nomeados pela American Federation of Arts: no fim do ano, quarta viagem ao México que se prolonga até a primavera.



Recebe o título de Doctor of Fine Arts no Art Institute of Chicago e o de Doctor of Letters da Rutgers University no ano de 1953. Primeiro prêmio para aquarelas em 1954 do Butler Art Institute, Youngstown. Ohio. Torna-se, em 1955, membro da American Academy of Arts and Letters e faz sua quinta viagem ao México.

No ano seguinte ganha bolsa da Huntington Hartford Foundation. Em 1957 foi condecorado com o New York Board of Trade Salute to the Arts Award e com o Fourth International Hallmark Art Award.

Faz exposição individual em 1959 na Currier Gallery of Arts da Rhode Island School of Design e no Wadsworth Atheneum em Hartford, Connecticut. É condecorado um ano depois com o Art in America Annual Award. Em 1963 é condecorado com o St. Otholp Club Prize, Boston. No ano seguinte tem grande êxito no Whitney Museum of American Art, Nova Iorque, junto aos críticos e a outros artistas, incluindo os de vanguarda; condecorado com o M.V. Kohnstamm Prize for Painting do Art Institute of Chicago.


Pinta o seu último quadro, Dois Comediantes, em 1965. Um ano depois é condecorado com a Edward Mc-DoweIl Medal.

Foi representante dos EUA na Bienal de São Paulo em 1967, ao lado de representantes da American Scene e da Pop Art. Após uma permanência de várias semanas no hospital, morre em 15 de maio desse mesmo ano no seu estúdio em Nova Iorque. Pouco menos que um ano mais tarde, morre também Josephine Hopper.



Fonte: Edward Hopper Ed. Taschen

sexta-feira, 25 de setembro de 2009



Conhecido também por Júlio César de Mello e Souza, nascido em 1895 no Rio de Janeiro, filho de pais professores desde cedo mostrou aptidão para o mundo das letras e não para o mundo dos números.

Na época, a metodologia de ensino de matemática transformava as aulas em um eterno suplício, com exposições maçantes e professores sem nenhuma inovação.

Mas Júlio transformou o ensino matemático, trazendo materiais concretos para transmitir seus conhecimentos sobre álgebra e aritmética, tanto que até hoje sua didática, lúdica e criativa, é respeitada pelo meio acadêmico.




Ao longo de sua vida, Malba Tahan ou Júlio César, escreveu 69 livros de contos e 51 livros de matemática, o livro O Homem que calculava é o mais famoso e mais vendido deles, com 2 milhões de exemplares vendidos e traduzido para diversas línguas, o livro narra as aventuras do matemático persa Beremiz Samir e apresenta de forma romanceada quebra-cabeças, problemas matemáticos e curiosidades do mundo matemático.

O autor morreu em Recife em 1974.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parceria entre Penguin Books e Companhia das Letras trará ao Brasil clássicos a preços baixos


Uma notícia interessante do mercado editorial brasileiro, a partir do segundo semestre de 2010, uma nova linha de produção que promete levar às prateleiras nacionais edições cuidadosas de livros clássicos a preços entre R$ 15 e R$ 35.

A Companhia das Letras acaba de firmar um acordo exclusivo com o conglomerado editorial inglês Penguin Books para publicar no Brasil a maior e mais variada coleção de clássicos da atualidade. O anúncio foi feito esta quarta-feira na sede mundial da Penguin, em Nova York.

Com um catálogo de mais de 1.300 títulos, a Penguin fez História ao lançar, nos anos 1930, a década da Grande Depressão, livros clássicos em formato de bolso pelo "preço equivalente ao de um maço de cigarros", como gostava de repetir o seu fundador, Allen Lane.

O projeto era vender autores como Ernest Hemingway, André Maurois ou Agatha Christie num formato popular e num circuito que extravasava em muito o das livrarias tradicionais, levando livros a bancas de jornais, tabacarias e estações de trem.

Em apenas um ano, o padrão gráfico da Penguin tornava-se internacionalmente conhecido, graças à venda de três milhões de exemplares.

Agora, 75 anos depois, o acordo com a Companhia das Letras traz para o mercado brasileiro um gigante editorial, presente em 60 países, com mais de 50 selos de publicação, sem contar a participação no mercado jornalístico, já que o grupo Penguin faz parte de um dos maiores conglomerados internacionais de mídia, proprietário do jornal britânico "Financial Times".

O Brasil é um mercado emergente com grande potencial de crescimento, sobretudo na direção de livros com preços populares e com objetivos educacionais. Queremos chegar aos estudantes com um conteúdo de qualidade e um formato atraente - diz John Makison, presidente mundial da Penguin.

A coleção de clássicos da editora já circula em chinês e coreano. A edição de títulos em português amplia a busca de parcerias em economias emergentes, a exemplo das que foram feitas na China e na Índia.

O selo vai começar com 12 títulos, sendo os primeiros "O príncipe", de Maquiavel; "Memórias de um sargento de milícias", de Manuel Antônio de Almeida; "Essencial", volume de histórias de Jorge Amado; e um livro de pesquisa histórica, "O Brasil Holandês", de Evaldo Cabral de Mello.

Todos os títulos de ficção e os clássicos de filosofia ou história vão ter preparação editorial sob supervisão de um especialista universitário.




Os livros brasileiros têm preços mais caros, se comparados ao mercado internacional, porque as nossas tiragens são muito pequenas. As tiragens desta coleção começam com quatro mil exemplares, e estaremos trabalhando em escolas para tornar a distribuição acessível aos estudantes - diz Luiz Schwarcz, diretor da Companhia.
A parceria vai ter mão dupla: a Penguin planeja lançar uma coleção de novos autores africanos, muitos de língua portuguesa, e a Companhia das Letras vai ajudar na tradução dos títulos e na produção de notas e prefácios. Além disso, a Penguin vai lançar em breve uma tradução de "Os sertões", de Euclides da Cunha.

Pensamos numa parceria que possa ser proveitosa para ambos: queremos aprender com a experiência editorial da Companhia das Letras e gostaríamos de passar para os brasileiros alguns dos recursos editoriais que têm sido úteis em mercados como os EUA e o Reino Unido. Pretendemos inclusive, no futuro, estender esta parceria ao e-book, à medida que este mercado for crescendo no Brasil - afirma Makinson.

sábado, 19 de setembro de 2009

Egberto Gismonti, álbum duplo é lançado no mercado europeu !!!

Em coprodução com a Carmo de Egberto Gismonti, a ECM de Munique acaba de lançar, por enquanto apenas no mercado europeu, um ambicioso álbum duplo, o primeiro com material inédito, em 14 anos, para a gravadora alemã. Num deles está a suíte em sete movimentos Sertões Veredas - Tributo à Miscigenação, para orquestra de cordas, com cerca de 70 minutos, gravada em agosto de 2006 no Teatro Amadeo Roldán, em Havana, pela Camerata Romeu, integrada por 16 instrumentistas mulheres, regidas por Zenaida Romeu. No segundo CD, gravado em abril e maio de 2007 no Rio, Egberto compõe um duo ao lado do filho Alexandre; eles improvisam sobre dez criações gismontianas já bastante conhecidas, como Palhaço, Dança dos Escravos e Saudações.

Embora seja elevada a qualidade musical do duo, é natural que as atenções se voltem para a inédita suíte orquestral. Pela primeira vez, creio, ouvimos apenas o Gismonti compositor (o fabuloso violonista e pianista descansa). E numa obra de fôlego, que dá espaço ao fabuloso compositor. Não foi acidental a repetição do mesmo adjetivo. Remete ao escritor cubano Alejo Carpentier, amigo de Villa-Lobos e autor de obras-primas como Os Passos Perdidos, de 1953, romance fundador do nacionalismo musical latino-americano. E também de Concerto Barroco, de 25 anos depois, onde se lê o seguinte: "A Grande História alimenta-se de fábulas, não se esqueça disso (...) Eles perderam o sentido do fabuloso. Eles chamam fabuloso tudo que é remoto, irracional, situado no passado (...) Não compreendem que o fabuloso situa-se no futuro."

É o mito contra o discurso. Este é o maravilhoso universo de Egberto Gismonti hoje, a caminho dos 62 anos, que completará em 5 de dezembro. É a plena maturidade de um dos mais fabulosos criadores musicais brasileiros contemporâneos. Isso fica claro na leitura do texto escrito por Lilian Dias a partir de bate-papos com ele. Comentando o quinto movimento da suíte, Egberto diz: "Inicia-se com uma alusão ao som da roda da carroça (o atrito do eixo de aço enferrujado contra a madeira da roda) que se escuta no filme de Nelson Pereira dos Santos Vidas Secas." Pois o narrador de Carpentier em Os Passos Perdidos, um compositor nova-iorquino que se embrenha na Amazônia com a amante, diz querer justamente isso: "Encontrar o diapasão das rãs, a tonalidade aguda do grilo, o ritmo de uma carroça cujos eixos chiam"; ele se encanta com "os caminhos de um primitivismo verdadeiro" e capta que aí devem estar "as buscas mais válidas de certos compositores de época atual". Ali, acrescenta, o compositor deve assumir a "tarefa de Adão dando nome às coisas". Afinal, valem para Gismonti as palavras que Carpentier usou para descrever o Villa: "A formidável voz da América, seus ritmos selvagens, melodias primitivas e contrastes estridentes que evocam a infância da humanidade."

A primeira audição de Sertões Veredas provoca a estranha sensação de estarmos diante de uma obra do Villa-Lobos inédita e recém-descoberta. Se vivo, Villa escreveria assim. Mas Sertões Veredas não é saudosista nem nacionalista como eram os seguidores do Villa, na primeira metade do século 20. Gismonti, afinal, complementa nesta obra-prima um notável itinerário criador da vida inteira. Ele partiu da pequena Carmo, passou e firmou-se no Rio de Janeiro, estudou com Nadia Boulanger e Jean Barraqué em Paris. E parece ter ouvido o conselho que Mademoiselle Boulanger deu ao argentino Astor Piazzolla, para voltar-se às raízes musicais de seu país. Impôs-se mundialmente em 1977, desde seu primeiro disco para a ECM, Dança das Cabeças, com Naná Vasconcelos. Viajou por todas as latitudes, gravou em todos os lugares, tocou com todo mundo.

E agora, com esta suíte, desembarca, como um Ulisses do século 21, no porto seguro do Brasil (que, aliás, ele jamais deixou de lado; ao contrário, Villa e as marcas brasileiras sempre foram decisivos em sua vasta produção instrumental). Ele a construiu em sete partes, mas a audição sugere que a suíte mesmo, organicamente, tece um universo fechado nos seis primeiros números. Até porque a coda final da sexta Vereda retoma o primeiro tema da primeira. A sétima é apenas uma colagem de duas músicas conhecidas.

É uma "viagem musical pelo Brasil", como ele mesmo diz. Mas não uma viagem convencional ou linear. Cruzando tempo e espaço, somando Villa-Lobos (ouça o terceiro movimento a partir dos 5’: é puro Villa) a Bach (uma fuga, que começa em 5’17, evoca Bach; Gismonti diz que ele representa "o limite máximo de reverência à fé, a algo invisível, mas que se torna um guia para toda vida"). Mas, inevitável, uma escola de samba em versão refinada para orquestra de cordas soa aos 6’25 da terceira Vereda. A quinta Vereda abre com uma pitada de minimalismo à brasileira. Gismonti adota o procedimento típico do minimalista norte-americano Steve Reich, que consiste em retardar as execuções de dois ou mais instrumentos, ou grupo de instrumento, de uma mesma melodia, porém sobrepondo-as. Além disso, há muito uníssono das cordas, como adorava fazer o Villa, assim como uso e abuso da sincopa característica do choro, de novo bebendo no Villa. Mas não se trata de mera imitação, e sim da busca mitológica do fabuloso, como dizia Carpentier, "o fabuloso que remete ao futuro".

Os comentários de Gismonti são precisos e remetem a exemplos musicais cujas partituras são reproduzidas no folheto do disco. Uma das Veredas mais comoventes é a terceira, que reproduz sua primeira viagem ao Xingu.

O primeiro movimento mostra "a intimidade da consonância e da dissonância ou as coisas mais banais e mais complexas convivendo cotidianamente", diz Egberto. Em seguida, ele tenta retratar o "desespero de se saber no Brasil, em sua própria casa, sem compreender o que está se passando".

Mas o terceiro movimento - parece, porque não vi as partituras, que cada Vereda é construída sobre três movimentos distintos - mostra que "surge a compreensão de que basta ter olhos e ouvidos para aceitar o outro como ele é, e não como queremos que ele seja".

Neste caso, dá até para evocar os conhecidíssimos versos "O Brazil não conhece o Brasil/ o Brasil nunca foi ao Brazil" de Aldir Blanc para a música Querelas do Brasil, composta nos anos 80 por Maurício Tapajós. Pois Egberto Gismonti finalmente apresenta estes dois Bras(z)is.

Com uma música de elevadíssima qualidade, interpretada de modo excepcional pelas mulheres integrantes da Camerata Romeu de Havana. Por isso ele é fabuloso. E fabuloso, no reino mítico, como dizia Carpentier, é adjetivo que sempre "remete ao futuro".

João Marcos Coelho, especial para o Tudo que Vejo

Flash Foward



Assisti aos 18 minutos iniciais da série FlashFoward e fiquei ensandecido com a idéia do seriado, a história tem como base um evento sem explicação que faz com que todos os habitantes da Terra fiquem inconscientes por 2 minutos e 17 segundos. Durante este período, as pessoas vêem cenas de seu futuro. O caos se espalha, já que muitos viram cenas desagradáveis e estão dispostos a tudo para impedir que esse futuro aconteça.

O centro da história é o agente do FBI Mark Benford (Joseph Fiennes). Em seu futuro ele vê que foi abandonado pela esposa, que voltou a beber e que seu parceiro foi assassinado.

Benford também se vê caçado por um grupo de agentes mascarados. Logo o agente descobre que todas as visões mostram o mesmo dia, 29 de abril de 2010. Para tentar desvendar o motivo do blecaute mundial, a equipe de Benford começa a reunir um mosaico de visões diversas.

A ABC aprovou a produção de 13 episódios, que devem estrear entre setembro e outubro. Flash Foward será exibido às quintas-feiras, às 20h.

A torcida agora é que essa série não cometa os mesmos erros de LOST e HEROES, com muitas histórias paralelas e reviravoltas a todo instante.




Marcello Lopes

Assista o vídeo no site O Omelete

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Ansiedade é uma merda !!!!

A ansiedade é uma sensação derivada de momentos de preocupação, tensão e apreensão, sentida como antecipação a problemas. Quando esta sensação é experimentada em momentos estressantes, em que as pessoas se vêem frente a situações difíceis e decisões importantes, é considerada normal.

Mas quando a minha ansiedade se apresenta de forma exagerada, com preocupações excessivas aí o negócio começa a ficar pesado, dizem que isso pode ocorrer durante anos com pequenos períodos de melhora.

A minha ansiedade se mostra de diferentes formas como dificuldade para relaxar, sensação de que estou no limite do nervosismo, uma tendência a cansar-me com facilidade e diversas vezes ocorre uma dificuldade de concentração e freqüentes esquecimentos.

Tenho tido uma irritabilidade maior em face às coisas cotidianas e simples, e para piorar mais a situação eu tenho uma leve tendência a engordar frente ao stress diário, mesmo sabendo que compulsão é um ato ou pensamento ritualizado para satisfazer uma obsessão e, portanto, a minha ansiedade está relacionada à sensação de precisar executar inúmeras vezes a mesma atitude, como comer, por exemplo.

Quem sabe com um pouco de exercício e de trabalho eu não supere isso !!!
A Sony comprou "Flash Forward", uma das séries mais aguardadas da estação nos EUA e vendida como o novo "Lost", que estreia no Brasil em fevereiro.

A história do seriado parte de um "blecaute" coletivo: todo o planeta desmaia durante dois minutos e 17 segundos em 24 de dezembro de 2009, dia em que a série estreia nos Estados Unidos. Nesse intervalo, a maioria tem flashes de suas vidas em 29 de abril de 2010. As pessoas então vivem o dilema de aceitar o destino ou tentar alterá-lo.

A série se baseia no romance de ficção-científica homônimo de Robert J. Sawyer.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Salomon Kane é o tipo de filme que me agrada apesar da história batida, homem que luta em diversas batalhas, se cansa de tanta matança e decidi viver uma vida de paz e calmaria, conhece a mocinha e imagina que possa passar uma vida de homem comum, mas os vilões atacam e sequestram a mocinha, fazendo que nosso herói se torne novamente uma maáquina de matar.

Salomon Kane tem como trunfo ser parte de histórias escritas pelas mãos de Robert E. Howard, nada mais nada menos, que o criador de CONAN !!!!!

Estréia no circuito em 2010.

Adeus....

É uma pena a morte de Patrick Swayze ontem em Los Angeles.

Infelizmente o câncer levou a melhor em cima do ser humano, mas Patrick mostrou à todos uma força de vontade excepcional, fazendo o tratamento e trabalhando ao mesmo tempo.

Infelizmente os bons morrem antes.

domingo, 13 de setembro de 2009

+ Exposição em Sampa


O SESC Pinheiros apresenta uma exposição com fotos de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), o meu fotógrafo preferido !!!

Mais de 130 imagens dele poderão ser vistas a partir de quinta, 17, a exposição também traz retratos de amigos do fotógrafo (como o escritor Truman Capote) e registros de fatos mundiais, feitos por ele à frente de sua agência Magnum, fundada em 1947.


Imperdível !!!!!

Exposição CCBB



Para quem está em sampa e gosta de exposições não pode perder a exposição Virada Russa, que apresenta 100 obras de 52 artistas entre telas, cartazes, esculturas, desenhos gráficos e louças do Museu de São Petersburgo, além de dois vídeos.

Kandínski, Chagall e Maliévitch, são os principais representantes da vanguarda russa, que cobre as 3 primeiras décadas do século 20.


A exposição ocupa todo o prédio do CCBB. No terceiro andar, estão as obras da ‘pré-vanguarda’, influenciadas pelo simbolismo russo. No segundo piso, experimentos do auge da vanguarda.


CCBB
R.Álvares Penteado, 112 Centro
Até dia 15/11
GRÁTIS

quinta-feira, 10 de setembro de 2009



Cornwell é um dos meus autores preferidos, e amanhã, às 19h30 ele participa do lançamento do seu novo livro Azincourt , romance que traz uma nova visão sobre a batalha lembrada por William Shakespeare em "Henrique 5°", e que saiu recentemente no Brasil pela editora Record (R$ 49,90, 448 págs.) e já está nas listas de mais vendidos.

Na versão de Cornwell, o monarca que combateu junto aos soldados na histórica campanha de invasão à França, e que protagonizou a peça de Shakespeare, fica em segundo plano, o autor escreveu seu livro do ponto de vista dos arqueiros, peça fundamental na vitória inglesa sobre os franceses.

A história da batalha foi relatada por homens que estiveram lá, dois do lado inglês e três do lado francês. Eles deram seus depoimentos logo depois do combate, eram testemunhas".

Esses relatos dão conta de que os ingleses lançaram milhares e milhares de flechas na tentativa de conter os franceses, e que essa manobra foi fundamental. Mas acabaram numa briga de mão, com machados e martelos, em meio a lama e chuva, porque as flechas não estavam matando gente o suficiente.

Cornwell, que hoje vive nos EUA, diz que foi preciso "tentar esquecer Shakespeare" para escrever sua versão. "Essa é talvez a batalha mais famosa de todas as que envolvem a Inglaterra, ela já era famosa mesmo antes da peça.

Você lê tudo sobre a guerra, tudo, e então tem de usar a imaginação para tentar experimentar como deve ter sido estar lá. Mas nunca ninguém tinha escrito um romance sobre ela. O que há são relatos históricos. É uma batalha que muita gente conhece, mas poucos sabem o que de fato aconteceu", diz.
Além de ter entrado na concorrida lista de mais vendidos do "New York Times", o livro foi elogiado por jornais como o inglês "Telegraph". "Se Bernard Cornwell nasceu para escrever um livro, foi este", escreveu um crítico do jornal. "Ninguém mais poderia pegar 'Henrique 5°' de Shakespeare, despi-lo de sua retórica e dizer a verdade nua e cria sobre a batalha de Agincourt, que viu um massacre numa escala de chocar a cristandade."

Cornwell ficou famoso por séries best-seller como "As Crônicas de Artur" e "A Busca do Graal", nas quais alia aprofundada pesquisa histórica e ficção. "Azincourt" segue a mesma fórmula.

Inclui, por exemplo, nomes reais de arqueiros, como o do protagonista Nicholas Hook. "Há uma lista com o nome dos homens que estavam na batalha. Escolhi aqueles de que gostei e criei a partir disso. Hook existiu, com esse nome, mas é essa, especificamente, a única informação histórica sobre ele."

domingo, 6 de setembro de 2009


A Fox disparou uma campanha de marketing para atrair o público para a nova temporada de House. O interessante é que a ideia foi do próprio astro da série, Hugh Laurie, que partiu da frase "cobras na bengala" para propor o símbolo da campanha para o departamento de marketing do estúdio.

O desenho, que brinca com o símbolo da medicina, começou a surgir sem qualquer explicação em junho em desenhos feitos com giz em várias cidades, em camisetas enviadas anonimamente para endereços selecionados e em um endereço na web. Milhares de adesivos com o desenho também foram distribuídos em 35 cidades.

Além do criador estrelado, a campanha inova porque a atividade é geralmente reservada para novas séries, e não para sucessos estabelecidos. A grade 2009-2010 do horário nobre dos EUA vai incluir, no entanto, três novas séries médicas - Three Rivers e Miami Trauma na CBS, e Mercy na NBC -, o que deve ter estimulado a reafirmação da marca House.

A segunda fase da campanha adicionou ao desenho criado por Laurie uma contagem regressiva e anúncios de cinco segundos exibidos em toda a programação da Fox, com a exceção justamente dos intervalos de House. A Fox agora vai colocar uma ambulância antiga passeando por Los Angeles com o desenho e detalhes da estreia, que acontece nos Estados Unidos no dia 21 de setembro.

Esse pôster é oficial da nova temporada.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Amanhã começa um novo capítulo em minha vida.

E tem o feriado para colocar as coisas em suspense também !!!!

Volto em breve. Bom feriado à todos.

Marcello Lopes

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Insegurança


Mudar de vida, jogar tudo (tudo?) pro alto e ir na direção oposta daquela que as pessoas imaginam.

Essa é a sensação que eu tenho dos dias que estou vivendo, mudança de casa, de cidade, a perda da zona de conforto, a falta de uma referência me faz me sentir totalmente inseguro. Mas sei que essa insegurança é disparada por vários fatores, mas o maior deles é o apego.

O apego é o causador de sensações totalmente díspares dentro de mim, uma parte diz que eu devo enfrentar o desafio de uma cidade estranha, porque pode ser uma experiência enriquecedora, mas a outra parte, me diz em letras garrafais que eu devo ficar, que eu não devo me expor aos conflitos e nem muito menos á dor.

A insegurança transforma o indivíduo em uma pessoa que não produz nada, que espera que os outros façam as coisas por ele, pois não tem capacidade de fazê-las, a insegurança reduz a pessoa no decorrer da vida em um dependente e como os viciados, ele faz com que o indivíduo não se sinta, não se permita conhecer e saber suas habilidades e seus limites, abandonando-se totalmente.

Esse sentimento me faz perder uma oportunidade de vivenciar o momento presente, de crescer e de me sentir capacitado e acima de tudo isso, me cega para o meu próprio potencial que possa existir. Por isso tomei uma decisão absurdamente assustadora, vou continuar os meus planos, vou continuar a jornada que planejei por alguns dias, dei o primeiro passo ( ele é sempre o mais difícil, não é ?) e entendi que a insegurança que eu sinto ao pensar na mudança não é inteligente e nem mesmo saudável.

Resovi que eu quero me libertar desse sentimento colocando-me a disposição de mim mesmo, colocando as coisas em prioridades, pensando em minha existência física, doutrinando meus pensamentos e apaziguando minhas emoções. Tarefa nada fácil a que me proponho porque existem fatores familiares que me obrigam a investir em acreditar em meu potencial, preciso criar situações que eu possa aprender com elas e assim crescer substancialmente.

Dizem que eu estou arriscando tudo que eu tenho. Mas eu penso nisso e nada, absolutamente nada vêm em minha cabeça que possa traduzir esse "tudo". Durante anos eu fui submisso ao medo, á insegurança, essa mesma que tolhe a coragem e me cega de pavor. Acredito que muitos dos que lerem isso se sentiram reconhecidos, por que de uma maneira ou de outra, sempre somos derrotados por nós mesmos.

E além de travar uma batalha contra a insegurança, devo lutar contra a ansiedade. Dizem que a insegurança e a ansiedade só aparecem quando há uma grande dose de medo ou de culpa. Bom, eu tenho medo de uma série de coisas, físicas ou não, e sim existe a insegurança devido á educação familiar que tive, de que eu tenho que fazer tudo da maneira correta, mas qual é a MINHA maneira correta ???

Sem querer encher o saco com esse papo pseudo-psicológico, mas o fato é que eu não posso mais olhar pra trás e me amendrontar, já passei por situações bem mais assustadoras que essa, assistir alguém morrer de verdade em sua frente é uma dessas situações à que me refiro, ser traído por quem eu mais confiava é outra, enfim. . .

Sair dessa é só questão de querer, é uma escolha minha, treinando aos poucos a minha fé e a perseverança de que tudo tem um porquê. Randy Pausch é aquele professor universitário que ao saber que morreria de câncer, resolveu ministrar inúmeras palestras, e a última dessas palestras é líder de audiência no Youtube, eu assisti algumas palestras dele, via http://www.youtube.com/watch?v=ji5_MqicxSo  e ele tem duas frases que viraram mantras para mim :

  • Os muros estão ali por uma razão, eles não estão lá para nos impedir de conseguir aquilo que queremos, estão ali para nos dar uma chance de nos mostrar o quanto queremos algo.
  • Experiência é o que você aprende enquanto busca atingir uma meta.
Dito isso, é só esperar sexta-feira para começarmos uma nova jornada.

Abraços.

Marcello Lopes