segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Disney anunciou a compra, pelo equivalente a US$ 4 bilhões, da Marvel, a gigante dos quadrinhos que detém a propriedade intelectual de mais de 5 mil personagens, entre eles Wolverine, Homem de Ferro, Hulk, Homem-Aranha e dos X-Men.

Indiretamente, Steve Jobs, que é acionista da Disney, também será dono da Marvel, expandindo ainda mais sua influência na indústria do entretenimento.

Ainda não está certo como essa compra afeta o cinema, os quadrinhos e principalmente os games. As licenças da Marvel estão espalhadas por Activision, THQ e Sega. Inclusive, a Sega acabou de relançar o mítico Marvel Versus Capcom 2 na Xbox Live.

A Walt Disney Company tem um braço que está cada vez mais forte nos games, a Disney Interactive Studios. Se ela vai monopolizar as licenças, ainda não está claro, mas se isso acontecer, talvez nunca mais um game de luta do calibre de Marvel versus Capcom seja visto novamente.

Mas nem tudo está perdido. A Disney tem se mostrado visionária nas parcerias. Com a Square-Enix, ela fez Kingdom Hearts, misturando a mitologia dos personagens da Disney com o universo Final Fantasy, e o resultado foi excepcional.

Se as futuras parcerias forem nesse sentido, será bom para ambas as empresas e interessante para o consumidor.

Os lucros líquidos da Disney entre abril e junho chegaram a US$ 954 milhões (R$ 1,813 bilhão), 26% a menos do que o arrecadado no mesmo período no ano passado.

Tomara que não amenizem a violência dos quadrinhos da Marvel.

Felicidade


Felicidade cada um de nós tem a sua, não é ?
Essa sensação de contentamento que temos por algo ou por alguém vem do dia-a-dia, do aprendizado que recebemos ao lidarmos com os obstáculos da vida e logicamente se empenhando para vencê-los.
Acho que por isso que as pessoas que conseguem seus objetivos com facilidade ou de forma ilegal não sentem a satisfação de alcançar o sucesso e nem se sentem afortunados com a conquista, e se de alguma maneira se sentirem realizados, é de uma maneira doentia. Ser feliz para mim, tem a ver com a luta pela conquista, seja ela física ou espiritual, seja monetária ou sentimental.
Ser feliz ou estar feliz ? O primeiro traz a figura do bem-estar ( Sou feliz...) e a segunda é a emoção passageira ( Estou feliz)... Não há vida sem felicidade, assim como não há sem a tristeza, seu oposto e que equilibra a nossa vivência. É preciso atenção para não cruzar uma linha muito tênue que existe na vida, a moral.
O que pode nos alegrar, criar instantes de felicidade, pode trazer infelicidade para outros, e dependendo do caso por isso é preciso ter muito discernimento naquilo que fazemos aos outros.
A felicidade ajuda na transformação de desejos em vontade, ela serve como prêmio final, como um objetivo de vida por assim dizer, além dos prêmios materiais ou sentimentais, de acordo com cada caminho traçado. Felicidade vem acompanhada quase sempre de momentos de fracasso e de erros, transformando nossas vitórias muito mais saborosas.
As pessoas que apesar do dinheiro, da casa, carro e inúmeras vantagens e não se sentem felizes é por que vivem uma felicidade aparente, a sensação estéril de que são derrotados por si próprios talvez por não arriscarem mais, assumindo seus sentimentos e carências. Acredito que felicidade seja muito mais que um bem material, do que uma conta cheia de estrelas, aliás a minha do Itaú é cheia de estrelas, de tanto tomar porrada dos juros e do lis. . . .rsrsrsrs
A minha felicidade, está sendo construída aos poucos, no momento em que eu identifico os obstáculos e aceito as dores e muros que irão tentar me deter, no instante em que eu conheço a minha vocação, minha habilidade e busco através dela o objetivo final que é a felicidade.
Eu sei que a felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz, mas o que podemos fazer é buscar sempre mais momentos e sensações de felicidade.
A descoberta da minha real necessidade foi um momento de felicidade, e isso alterou completamente as minhas metas, hoje em dia, busco encontrar um caminho para alcançá-las, tento respeitar todos, aprendendo que nem todos pensam como eu e acima de tudo isso, reconhecer que eu sou humano, que eu tenho minhas falhas e limites, e isso faz parte da busca pela felicidade.
Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade." (Friedrich Nietzsche)
Marcello Lopes

sábado, 29 de agosto de 2009

PARABÉNS !!!!!!!


Hoje é aniversário da minha irmã Paula e dona dos blogs Quintal da Paula : http://quintaldapaula.blogspot.com/ um espaço de variedades, com dicas para se viver bem e fotos ..do quintal dela !!!

O outro é mais tentador ainda, é o Cozinha no Quintal http://cozinhadoquintal.blogspot.com/ que traz receitas feitas por ela em casa, diversas vezes degustadas pela nossa família. Hummmmmmm delícia....


Espero quem sabe aprender a cozinhar pra poder fazer as receitas pra namorada, amigos e quem sabe até pra Paula.


Parabéns Paula,


Te Amuuuuuuuuuuuuuuuuuu !!!!!!

Marvel 70 Anos

Eu cresci lendo as HQ´s da Marvel, chegando a ter a maior coleção de quadrinhos da rua e talvez do bairro inteiro, eram caixas e caixas de revistinhas contando a história de grandes heróis como Demolidor, X-Men, Homem-Aranha, Os Vingadores e Capitão América.

Eu deixava muitas vezes de estudar para ficar perdido entre as diversas batalhas que esses personagens se envolviam, e quando criança imaginava se existia pessoas como eles.

O tempo foi passando e eu cometi o pior dos pecados, vendi a grande maioria das minhas revistinhas por um preço irrisório, o motivo era banal, outra paixão despontava em mim, os cd´s...

Mudei para a Pompéia ( zona Oeste de Sp) e depois de muitos anos encontrei jogado no quintal 3 sacolas lotadas de HQ´s, inclusive o 1 exemplar de Conan totalmente em cores que foi lançado em 1984, se eu não me engano.


Bom, a felicidade foi enorme, e acendeu novamente a paixão pelas HQ`s e por esse mundo fantástico que os quadrinhos nos apresentam. Procurei em alguns sebos os números que faltavam a minha coleção, mas infelizmente eram muitos e nem sempre eu os achava com a saga completa.

Fiquei desiludido com isso, até que a febre do download me atacou, primeiro baixando cd´s ( não compro cd desde que eu saí da Livraria Cultura em 2003), depois baixando e-books , prefiro os livros tradicionais, pois gosto de marcar as passagens que mais me encantam e no e-book isso não acontece !!!

Achei um site muito bacana, feito de um modo profissional e acima de tudo, apaixonado que é o Rapadura Açucarada http://rapaduradoeudes.blogspot.com lá encontrei não só as HQ´s que eu tanto amava, mas filmes antigos, informações sobre séries dos anos 80, enfim tudo que fazia parte do meu mundo adolescente e ainda faz parte de alguns momentos na minha vida.

Após baixar gigas e gigas de HQ´s da Marvel, inclusive os que eu tinha em papel, comecei a ler entusiasticamente todos eles.
Algumas HQ´s que eu tenho, seja em computador ou no papel são testemunhas de uma época de ouro da Marvel tanto aqui no Brasil, como nos EUA. A criação do primeiro grupo do X-Men, a volta do Capitão América após ser descongelado pelos Vingadores, as teias aracnídeas voando pelos quadrinhos, grandes desenhistas que até hoje influenciam gerações inteiras de artistas.
Lembro de um vez, conversando com o meu cunhado, que é um puta desenhista e também aficionado por HQ´s que um dos maiores desenhistas para ele foi John Buscema ( http://pages.ca.inter.net/~owenandsusan ) e eu concordo, adoro seus desenhos do Conan e do Homem-Aranha.
Além de John, podemos citar aqui sem dúvidas, o trabalho de Jack Kirby criador do Capitão América, Arqueiro Verde e participações importantes na criação e conceito de outros heróis em parceria com Stan Lee, e Kirby é conhecido popularmente entre os criadores e fãs de histórias em quadrinhos como um dos maiores e mais influentes artistas do gênero.
Sua produção entrou para a história enquanto estimativas apontam que ele desenhou mais de 25,000 páginas, assim como tiras em jornais e esboços.

E a web se transformou em uma ferramenta muito útil aos amantes das HQ´s não só porque existem as facilidades de se baixar uma revistinha mas de encontrar e conhecer o trabalho de desenhistas brasileiros e estrangeiros que nem sempre são publicados pelas grandes editoras.
Um bom lugar para se começar a entender o significado dessa paixão é o blog Guia dos Quadrinhos, http://www.guiadosquadrinhos.com lá é possível encontrar as mais diversas publicações, informações sobre títulos, biografias de grandes desenhistas, escritores e acima de tudo, informações importantes e sérias na divulgação de trabalhos acadêmicos sobre histórias em quadrinhos, animação e todas as áreas ligadas ao universo dos gibis.

Essas imagens que ilustram o post que escrevo fazem parte da celebração da Marvel e de inúmeros blogs e mídias especializadas em HQ´s comemorando os 70 anos de Marvel.
A idéia do blog Comics Should Be Good é escolher os 70 quadros mais memoráveis destas sete décadas publicados nos gibis da editora.
A lista feita pelo blog é pós-anos 60, quando a Marvel começou a fazer sucesso com a dupla Stan Lee e Jack Kirby desenhando e escrevendo sobre o Quarteto Fantástico, e não é surpresa nenhuma de que uma boa parte desses quadros sejam de Lee e Kirby.
Veja aqui http://goodcomics.comicbookresources.com os 70 quadros. O blog convida os leitores a fazer sua lista de Top 10 Quadros. (Em inglês)...
Os meus favoritos estão aqui.
Alguns quadros eu tenho em papel, outros eu tenho no pc, mas a emoção de encontrá-los é quase sempre pueril.
Espero que escolham os seus e aproveitem para relembrar memórias da adolescência e os bons momentos lendo uma HQ´s.
Em um outro momento, farei um post dedicado aos grandes desenhistas como Buscema e Kirby.
Demolidor

Visão






The "bad ass" Wolwerine !!!


Justiceiro x Elektra




Texto : Marcello Lopes

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Robert Glasper


Tenho ouvido muito jazz nas semanas que estou em casa, em um ócio sem criatividade, e sempre que posso ouço o pianista americano Robert Glasper, texano com forte influências da música black e hip hop, ele trabalhou com COMMON, Jay-Z, Erykah Badu and Meshell Ndegeocello e já tocou com Terence Blanchard.

Tem apenas 4 álbuns, sendo pra mim o melhor chama-se In My Element de 2007...

Seu estilo é bem menos agressivo do que Brad Mehldau.

Vale a pena ser descoberto !!!!


Marcello Lopes

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Calendário de estreias da temporada 2009/2010 de Séries

Todos meus amigos sabem que eu sou fã de séries de tv, atualmente estou baixando Two and a Half man, Leverage, Numb3rs e The Big Bang Theory....

E hoje cedo estava procurando informações de quando irá estrear as novas temporadas de House, Heroes e Lost, que são as outras séries que eu acompanho e tenho em meus arquivos, e li o ótimo trabalho do Davi Garcia do blog http://dudenews.blogspot.com que fez uma baita copilação de mais de 80 séries que são apresentadas em diversas redes de tv nos EUA, infelizmente aqui nessa merda de país, a tv a cabo tem no máximo 75 canais, se formos pensar em canais úteis o número diminui bastante e nos EUA, são 325 canais !!!!!!!!!!!!!

Fora que hoje em dia, TODOS os canais estão dublando os filmes !!!! Que merda é essa ???? Se eu quisesse assistir algo dublado, coloco na novela, é um absurdo isso que acontece, ontem á noite, na WARNER estava passando um filme....DUBLADO !!!! Na TNT, outro filme...DUBLADO e eu pago quase R$ 150,00 por mês pra ver filme dublado ????????? Ahhh nem....

Desabafo á parte, estou colocando o link do texto que o Davi fez para que vocês possam ler e escolher quais séries vocês vão seguir, baixar, ou assistir na tv a cabo ( aproveitem daqui a pouco eles começam dublar as séries...arghhh).

Marcello Lopes

http://dudenews.blogspot.com/2009/08/calendario-de-estreias-da-temporada.html

O último sobrevivente de uma dinastia política...



O senador Edward M. Kennedy morreu aos 77 anos na noite de terça-feira, 25, em sua casa depois de uma luta contra o câncer cerebral.

Em cerca de 50 anos no Senado, Ted serviu 10 presidentes, incluindo seu irmão John Fitzgerald Kennedy, assassinado em 1963, e do senador Robert Kennedy, morto por um tiro enquanto disputava a nomeação para a presidência na eleição de 1968. Em sua carreira política de quase meio século, Ted Kennedy foi uma voz dominante nas discussões sobre saúde pública, direitos civis, guerra e paz, entre outros assuntos.

Para o público dos EUA, porém, ele ficou mais conhecido como o último sobrevivente de uma família de políticos progressistas. Sua morte marca o crepúsculo de uma dinastia política e representa um baque para os democratas, que tentam responder ao pedido do presidente Barack Obama por uma grande reforma no sistema de saúde dos EUA.

Kennedy era um dos principais defensores da reforma da saúde, uma das marcas do governo Obama. O presidente disse nesta quarta-feira que estava de coração partido com a notícia da morte de Kennedy, que foi fundamental para sua vitoriosa campanha presidencial.

Com um discurso emocionado, lúcido e brilhante, Kennedy prometeu naquela ocasião estar presente quando Obama tomasse posse na Casa Branca, e assim fez, participando dos atos de posse, onde sofreu um ligeiro desmaio. Depois, Ted Kennedy foi à Casa Branca em abril, quando Barack Obama assinou uma lei com o nome do senador, um ferrenho defensor da igualdade.

Dois momentos de brilhantismo !!!

1) Foi em 1972 que Ted fez seu primeiro discurso no Senado contra Londres. Defendia os católicos irlandeses, republicanos - ele, um Kennedy, um católico de origem irlandesa, irmão de um presidente da primeira república moderna. Uma longa relação entre o senador e políticos norte-irlandeses teve início ali. Não perdia jamais a oportunidade de provocar: quando Margaret Thatcher aparecia nos EUA, Kennedy vestia gravata verde, símbolo irlandês.

Foi em 1994 que ele teve oportunidade de fazer a diferença. Gerry Adams, líder do partido Sinn Féin, ligado ao grupo terrorista IRA, queria viajar aos EUA. John Major, o conservador premiê britânico, era contra. Por tradição, a Casa Branca negaria o visto. Mas Kennedy foi ao telefone. Bill Clinton era um presidente jovem, com pouco tempo no poder, ainda hesitante na política internacional. Não foi na primeira conversa, nem na segunda - mas o velho político, já veterano, já chamado 'o leão do Senado', o convenceu. Adams foi aos EUA.

Demorou sete meses desde as conversas em Washington: o IRA anunciou o cessar-fogo. Não foram negociações simples, mas com o intermédio de Clinton, a paz veio. "Vejam quão longe vocês chegaram", disse em discurso aos nacionalistas da Irlanda em 1998. "Vocês são descendentes dos pioneiros que ajudaram a construir a América e, agora, são os pioneiros que construirão o futuro desta ilha." Presente no momento certo, foi seu olhar que percebeu a oportunidade para a negociação de uma paz que por tanto tempo pareceu impossível.

2) Os analistas tinham poucas dúvidas: Hillary Clinton seria a primeira presidente mulher dos Estados Unidos. O poder dos Clinton sobre a máquina do Partido Democrata garantiria sua vitória nas primárias e, dada a impopularidade de George W. Bush, o candidato republicano tinha poucas chances.

Aí Ted Kennedy fez diferente. Num momento chave, início da campanha, quando Barack Obama acusava fragilidade, anunciou seu apoio. Os irmãos, John e Bobby, haviam juntos promovido o fim do racismo legal nos EUA dos anos 1960. Agora, Kennedy transformava uma aposta naquela que seria sua última grande jogada política. Promover um homem negro para a presidência.

Uns sugeriram que era por defesa. Sem herdeiros claros, uma presidência Hillary representava que uma nova família assumiria o posto dos Kennedy na política americana. Ted dizia que não. Explicava que via em Obama, pela primeira vez desde aquele distante 1968 do assassinato, alguém com peso e talento para representar o discurso de seus irmãos. Talvez. Naquele momento, seu apoio pareceu aos eleitores um passar da tocha, um ciclo que se fechava. E Obama foi eleito presidente.

-> É inevitável notar o abismo que separa políticos como ele dos picaretas que infestam a política brasileira, é inevitável pensar no quão distante está a pocilga que temos aqui de um Senado digno.
Está provado !!!!




O Brasil não é um país. É uma extensão das terras lá do "Seu" Sarney e Cia....

É por isso que esse país não é levado à sério por nenhum outro país importante ( por favor, esqueça Namíbia, Chade e Bolívia, esses não contam pra nada !!). Esse país dito democrático tem 26 Estados e 1 Distrito Federal de repartições públicas, uma verdadeira máfia que existe em nosso ( nosso, pq eu tô infelizmente aqui !!) país.

Uma vez o jornalista Josias de Souza disse uma frase que pra mim ficou martelando na cabeça e que hoje é comprovado dia-a-dia : O Brasil é jornal de uma editoria só : a de polícia !!!!!

Faz 500 anos que fomos colonizados por putas e ladrões, mas pô passou tanto tempo assim e não limpou isso do nosso sangue ????? Não muda nada nos anos eleitorais, e sabem por que ??? Porque somos ( me incluo nessa..) fracos, covardes, chicken, yellow, não temos sangue (temos uma mistura de cerveja + pinga + plasma), aqui só se briga por duas coisas, futebol e samba !!!

Assistir tv hoje é uma imoralidade, uma pessoa honesta bisbilhotando todos os outros, pff...não pode isso!!!! E o pior é que as eleições estão pra acontecer, e me dói saber que um funcionário público de todos os níveis ( Federal, Municipal e Estadual) pode ficar de licença REMUNERADA por até 3 meses se se candidatar a algum cargo eletivo. ( Lei complementar 64 de 1990)

Isso quer dizer, que vamos pagá-lo por 3 meses pra depois pagarmos muito mais caso ele entrar por 4 anos !!!!!!! O Congresso poderia ( não quer, óbvio) criar uma lei suprimindo essa lei, aliás já foi feita uma tentativa ( fracassada, caro James...) de votação para proposta, mas....

Eu escrevi em alguns posts atrás que iria acabar em pizza, e que o sr.Collor ( não me deixem só) nunca iria acusar o sr.Sarney, porque coronel que é coronel, não joga pedra na própria espécie.

Lembrei de algo sobre política interna essa semana, estão pressionando o exército para liberar o resto dos arquivos do Araguaia e com isso recuperar os restos mortais dos guerrilheiros, e punir os responsáveis, aí fiquei pensando em uma coisa, a sra.Dilma será julgada pelos seus atos, o Dirceu será levado á justiça pelas mortes dos soldados que ele matou, e o sr.Jesuíno, será levado á pagar pensão para as famílias que perderam os soldados na Ditadura ????

Uma coisa é ser justo, outra coisa é ser hipócrita e apedrejar o telhado dos outros. Nenhum dos lados foi inocente e dócil, era uma guerra e se houver punição, deve haver para os dois lados ou não ????

Mas o motivo do post não foi falar de ditadura, mesmo porque não foi tão foda como em outros países ( em todos os anos de ditadura morrreram "apenas" 4 mil, nossos hermanos pseudo-nazistas mataram 100 mil no mesmo período) e aqui nesse país sempre as coisas são esculhambadas, acho que por isso não temos serial killer, o povo não tem disciplina nenhuma imaginem um matador de loiras, um dia ele não sai pq tem jogo, na outra semana foi em um bar e era dia das morenas, enfim, uma zona !!!


Voltemos ao reino das maravilhas, o país onde tendo dinheiro tudo é permitido.

A crise que o "Seu" Sarney arrumou tem origem em vícios seculares no Brasil, que é o de confundir o patrimônio público com o patrimônio privado. E o Senado reflete bem isso" - Palavras do presidente da OAB que vai entrar com um processo contra os ladrões ( ops, senadores) para a devolução do dinheiro desviado ( Ahhhh tá bom.....), ele até chegou a sugerir publicamente a renúncia coletiva dos senadores.

Mas como viu que todos adoram trabalhar no plenário e ninguém quer sair, acredita que somente a casa parlamentar poderá resolver a crise, embora a atual legislatura já possa ser tachada de "perdida". Perdida ??? Duvido muito, todos eles sabem de onde tirar dinheiro para pagar os estudos na Espanha ou as passagens pra filha surfar na Austrália.


Enfim, é lamentável o que acontece e não vejo possibilidade de uma melhora no País, pq a corrupção não é só no PLanalto, é na polícia, na ruas, no Detran, nas repartições públicas, o que fazer ???? Eu nem imagino e vocês ?????


É seu LULA, quem te vê, quem te viu..... Só um pequeno lembrete de que a omissão é um pecado que se faz, não fazendo.


Marcello Lopes

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Homem Lento foi a primeira novela lançada por Coetzee desde que ele ganhou o Nobel de Literatura em 2003.


Não pode ser comparado ao Desonra, para mim o melhor livro publicado pelo o autor, Homem Lento é uma leitura indispensável para quem já viveu mais da metade da vida e que de uma maneira ou de outra, se viu confrontado com a perspectiva de chegar ao fim da jornada sem renovar as relações com as outras pessoas.


O uso de personagens das novelas anteriores reaparece nesse livro, a escritora australiana de origem irlandesa Elisabeth Costello, aqui ela é a mentora do personagem principal, um fotógrafo de sessentas anos que perdeu a perna em um acidente de bicicleta, na trama o fotógrafo não encontra conforto na relação familiar que se estabelece entre ele e sua enfermeira e o filho dela.


Porque o personagem é um homem solitário, independente e pouco propenso ao diálogo, criando assim um sentimento de inadequação à estrutura familiar.


O personagem é exilado em um planeta estranho, cuja a vida parece terminar com o fim da sua mobilidade, e nem mesmo a perspectiva de voltar a andar o anima.


Confinado e tratado pela enfermeira por quem mais tarde se apaixona e diante da possibilidade de assumir um filho que não é seu, o personagem ganha uma nova chance.


Marcello Lopes

TDAH


Pessoas com TDAH geralmente não gostam de como se sentem em seu íntimo. É difícil descrever exatamente o que eles não gostam em como se sentem, exceto dizer que se sentem entediados, desconectados, letárgicos, ou perdidos.


O que começa como uma leve sensação desagradável pode, em segundos, se transformar em uma verdadeira crise. Eles sentem que precisam fazer algo pra mudar como se sentem. Em momentos assim, eles estão “funcionando” em um nível além do controle racional.

É nesses momentos que eles podem tomar decisões impulsivas e auto-destrutivas. Eles começam uma discussão ou uma briga. Eles explodem em raiva. Eles criam uma crise do nada. O que eles não entendem – e a maior parte do mundo certamente não entende – é que esses atos inconseqüentes vêm de uma necessidade biológica de alterar seu estado interno.


Na dor, eles são compelidos a buscar alívio imediato. Ajuda se eles puderem desenvolver um conjunto de maneiras saudáveis e adaptáveis de mudar seu estado interno.Tradicionalmente, as pessoas olham para esse problema através da lente da moralidade, uma lente que já foi discutida previamente.


Pessoas que agem das maneiras acima citadas geralmente recebem um julgamento, não um diagnostico. Na melhor das hipóteses, as pessoas dizem que eles não têm suas prioridades bem estabelecidas. Na pior, são condenadas.Será que todas essas pessoas não compartilham um peculiar problema de química cerebral ? Especificamente, poderia ser que, baseadas em um padrão hereditário de neurotransmissores, receptores e moléculas de transporte, essas pessoas não fossem capazes de encontrar prazer em coisas corriqueiras como outras pessoas são?


Não será que, por causa de suas características genéticas, elas precisem buscar recursos extraordinários para se sentirem completamente vivas?Há cerca de uma década atrás, Kenneth Blum e outros pesquisadores sugeriram a existência de uma condição que eles nomearam Síndrome de Deficiência de Recompensa, ou SDR. Pessoas que sofriam de SDR eram incapazes de sentir prazer tão facilmente quanto os outros.


O gene envolvido no modelo deles (e atualmente outros genes foram incluídos) é o alelo A1 do receptor da dopamina D2. Pessoas que tem esse gene diferente são menos capazes de obter os benefícios prazerosos da dopamina. Dopamina é um dos mediadores químicos mais importantes do prazer. Toda atividade que lhe faz liberar dopamina tende a lhe fazer se sentir bem. Exercícios fazem isso, fazer amor também, e todo tipo de atividade criativa em que sua imaginação está totalmente envolvida. Também beber, apostar, correr riscos extremos, tomar sorvete e outros carboidratos, tomar várias drogas, e fumar.


Em outras palavras, como eu disse antes, existem maneiras boas e ruins de você liberar a dopamina.Pessoas com SDR são mais susceptíveis a se envolver excessivamente com as boas e as ruins, porque as maneiras moderadas não produzem tanto prazer quanto produzem nos outros. Um beijo e um abraço de bom dia ao saírem de casa não fazem por eles o que faz para outros. Eles precisam fazer mais do que os outros pra liberar a dopamina. E assim o fazem. Eles podem se exercitar mais que os outros, fazer amor mais vezes, ou se engajar em atividades criativas.


E também podem beber mais do que é saudável pra eles, ou apostar mais, ou comer mais, ou correr mais riscos, tudo porque eles precisam fazer mais para que consigam se sentir bem como os outros que conseguem com menos.Esse modelo simplifica bastante o circuito cerebral ligado ao prazer. Muito mais acontece para criar as sensações de alegria, bem-estar, satisfação ou estase do que uma simples liberação de dopamina.


O que é importante aqui não é a exata anatomia ou os caminhos bioquímicos envolvidos – nós ainda temos muitas décadas de pesquisa pela frente – mas o fato é que eles diferem de pessoa pra pessoa baseados na variabilidade genética.Em outras palavras, as pessoas diferem em sua capacidade para sentir prazer frente aos mesmos estímulos. Algumas pessoas sentem prazer mais facilmente do que outras. E como você encontra prazer na vida determina bastante seu sucesso e sua saúde.


Se você tem uma determinada configuração genética, você pode ser predisposto a desenvolver vícios, ou quase-vícios, não porque você é uma má pessoa, mas porque suas conexões neurológicas não o suprem com prazer em coisas corriqueiras como as de outras pessoas.Essa diferença genética geralmente aparece em pessoas com TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade/impulsividade). Essa é uma das razões porque os vícios são tão comuns em pessoas com TDAH. Mas também aparece frequentemente em pessoas altamente criativas em todas as áreas.


Há uma ligação interessante entre a facilidade para adquirir vícios e a criatividade.Eu estive ligado a pessoas da área literária minha vida inteira. Meus heróis durante a adolescência foram Dostoyevsky e Shakespeare. Eu me dediquei bastante à língua inglesa (o autor desse texto é norte-americano) na faculdade. Eu sempre gostei de escrever, muitos dos meus amigos mais próximos são escritores, editores, agentes, colunistas, ou outros trabalhadores nessa área. Sempre me intriguei com uma coisa que todos na área literária tem em comum. Eles tendem a ser altamente criativos, sagazes, irônicos, um tanto cínicos, e um tanto quanto deprimidos. Eles tendem a ingerir muito álcool, ou estão se recuperando de uma ressaca.


Também tendem a nutrir grandes sonhos, mas com o passar dos anos perdem a crença na capacidade de realizarem esses sonhos. E ainda são persistentes, trabalhando duro mesmo quando perdem a esperança de terem lucro com seus trabalhos.Também compartilham outras características. Eles têm olhos e ouvidos extraordinários para perceber o que é genuíno, verdadeiro. Eles pegam mínimos detalhes – um homem arrumando a meia enquanto fala, ou uma mulher lambendo os lábios antes de fazer uma crítica – que outros não percebem. Eles gostam de saber exatamente o que aconteceu, adoram fofocas.


Eles abominam hipocrisia e a percebem em um instante. Eles amam honestidade, e anseiam por uma conversa verdadeiramente sincera a cada dia.Como psiquiatra, eu fui levado a olhar esse tipo literário através da genética. Eu acredito que eles herdaram os genes que predispõem a SDR (síndrome de deficiência de recompensa), como também os genes que levam a destreza verbal, ao alto poder de observação, a um senso irônico altamente desenvolvido e a um toque de depressão. Devido à SDR, eles não encontram prazer na vida corriqueira.


Então buscam recursos extraordinários. Por exemplo, eles escrevem. Eles se submetem a essa severa disciplina para tentar melhorar a vida criando ordem, e até beleza, do caos. É um esforço extraordinário para conseguir uma simples descarga de dopaminas, endorfinas e alguns outros mediadores químicos do prazer. Eles conseguem uma suave sensação de prazer através de outras maneiras ligadas às “palavras”, como em uma conversa mais sagaz ou lendo uma parte de um texto que adoram.


Mas eles também se envolvem com bebidas e outras drogas em seus esforços para melhorar a vida cotidiana. Como Ogden Nash, um dos grandes exemplos desse tipo de personalidade, disse: “O doce é muito bom, mas o licor é mais rápido”. Ogden Nash não sabia que ambos doces e licores estimulam a liberação de dopamina.Eu vou além do que aprendi com meus amigos literários para incluir todas as pessoas criativas.


Eu os chamo de sonhadores. Qualquer que sejam os genes que predisponham à criatividade e a ser um sonhador, estes mesmos genes frequentemente aparecem em pessoas com dificuldade em encontrar prazer no comum – uma condição que chamamos SDR.Agora adicione TDAH ao quadro. O TDAH é abundante entre pessoas com ambos os genes, dos sonhadores e dos SDR’s (as pessoas com SDR são apelidadas de SDR’s).


É tão comum que um título que eu cheguei a considerar para esse livro foi Beautiful Dreamers: The Story of ADD (algo como Belos Sonhadores: A história do TDAH). Os sonhadores que tem SDR não incluem todos com TDAH, mas essa categoria constitui, sim, um interessante tipo de TDAH.Deixe-me explicar melhor como essa “coceira” que está no coração desse tipo de TDAH deriva tanto dos genes dos sonhadores como dos genes dos SDR’s.Primeiramente, quando você não consegue encontrar prazer facilmente como os outros, isso cria um incômodo dentro de você.


Você quer encontrar satisfação, mas não consegue. Então você busca recursos de maneiras bem alternativas. Algumas são saudáveis e úteis, outras são impróprias e prejudiciais.Segundo, se você é criativo por natureza, você vive com um outro incômodo. Você está sempre procurando novas maneiras de expressar sua criatividade: novos temas para livros se você é um escritor, novas melodias se é um músico, novas receitas se é um cozinheiro, novos roteiros se é um comediante, novas idéias se é um poeta, e assim vai, dependendo do que você faz.


Quando o primeiro sinal de uma nova idéia rompe em sua consciência ele causa excitação, mas também um estranho incômodo. Ele demanda atenção já que compete com suas outras idéias para se desenvolver e se expressar. Essas duas forças se combinam para criar uma sensação que anseia por resolução. Quando então você adiciona a essa combinação imprevisível os genes do TDAH, que reduz tanto o controle de impulsos como também a habilidade de filtrar novos estímulos, você pode entender porque o homem no começo do capítulo sente o desejo, do nada, de jogar sua bebida no rosto da pessoa com quem está conversando; ou a mulher precisa mesmo flertar pra se sentir viva.


É tudo uma questão de tentar – de certo modo – coçar uma remota, mas potente coceira impossível de ignorar.Quando você sentir esse incômodo começando – e isso pode acontecer centenas de vezes no dia – tome cuidado! Nesses momentos, você pode acabar escolhendo uma de duas saídas perigosas. Você pode começar a se remoer num estado depressivo. Isso geralmente dá início a atividades compulsivas e vícios, como sexo, drogas ou comportamento de risco.Ou pode guinar para a ação. Pode de fato jogar a bebida.


Ou tomar uma decisão que você sabe que não deveria. Ou pode ir pra cama com alguém que você na verdade não gostaria.Nenhuma dessas duas saídas termina bem.A melhor maneira de se livrar desse incômodo é se engajar em alguma atividade criativa. Brinque. Leve a pessoa com que você está conversando a uma conversa diferente. Talvez conte a ela que você acabou de ter a idéia de jogar a bebida no rosto dela. Diga isso de uma maneira não ofensiva, claro, mas não suprima sua necessidade de ser verdadeiro. Isso só faz a coceira aumentar.Ligue-se ao desconforto que está sentindo – à coceira – e tente deixar que ela lhe guie a um ponto onde você pode transformá-la – “coçá-la” – através de atividades criativas.


Criatividade é seu dom. Use-o. Deixe que o desconforto o guie, sentindo ele ao invés de tentar encobri-lo com alguma outra coisa. A maioria dos trabalhos criativos começa com um incômodo. Deixe o incômodo te guiar à descoberta da escultura escondida na pedra, ou à receita oculta entre os ingredientes, ou à conversa oculta entre duas pessoas em um coquetel.


Esse princípio faz sentido pra todo mundo, mas é especialmente importante para as pessoas com TDAH porque nelas o incômodo é muito forte, e suas habilidades de autocontrole podem ser bastante limitadas.Elas, aliás, nós precisamos planejar, construir toda uma estrutura e desenvolver hábitos. No topo da lista das prioridades para nós adultos com TDAH está casar com a pessoa certa e encontrar o emprego certo. Nos colocar em situações onde nossa criatividade seja valorizada e possa se expressar. Evitar situações que possam nos tentar aos vícios e dependências. Ficar longe de pessoas que incutem medos com depreciações e críticas destrutivas.


E, acima de tudo, cultivar conexões com coisas que façam emergir o que há de melhor na gente. Cultivar atividades para extravasar nossa energia criativa – com pessoas, atividades, peças musicais ou períodos de meditação – que estejam sempre disponíveis para nós, para que assim que sintamos a “coceira”, tenhamos alternativas saudáveis para os comportamentos desastrosos que podem arruinar nossas vidas.


Quando uso a palavra conexão ou atividades para extravasar a energia criativa me refiro a um método para que você possa transformar o incômodo da “coceira” na satisfação de uma boa “coçada”. Eu não estou falando que você tem que escrever um poema ou criar um trabalho artístico cada vez que você se sentir incomodado – apesar de que a maioria dos poemas e trabalhos artísticos foi, sim, realizada como reação a um incômodo desse tipo.

Eu quero dizer, simplesmente, que quando você sentir a “coceira” você deve tentar lidar com o incômodo, ao invés de reprimi-lo, e deixar ele te guiar através do labirinto. O labirinto pode ser um bate-papo que começa porque você está entediado (certamente um precursor da coceira!).


Ao invés de beber algo pra aliviar o tédio, converse atentamente com alguma pessoa. Você permite que o processo criativo lhe guie ao território desconhecido conhecido por conversa espontânea. Sendo quem você é, se você permanecer assim, são boas as chances de algo que começou como uma conversa tediosa se transformar em uma conversa interessante. A coceira vai ser transformada em prazer. Sua criatividade vai ter “coçado” pra você.


Existem outros métodos saudáveis de se aliviar essa coceira. Exercitar-se é um dos melhores. Claro, você não pode começar a fazer poli-chinelo em um coquetel (até poderia!), mas se estiver sozinho em seu escritório você pode. Meditação e orações também são ambos muito bons.


Texto baseado na tradução do capítulo ‘The itch at the core of ADD’ do livro “DELIVERED FROM DISTRACTION” (“CAUSADO PELA DISTRAÇÃO”) de Edward M. Hallowell e John J. Ratey. Ambos são psiquiatras norte-americanos envolvidos com a questão do TDAH há mais de 20 anos. Além de tratar de seus pacientes, os dois também têm o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade/impulsividade.


Esse texto eu copiei do excelente blog http://bulanabula.blogspot.com/ da Helen que gentilmente me autorizou a reprodução.
Esse é um telescópio de pouco mais de 91cm usado pelo astrônomo italiano Galileu Galilei, cujas descobertas revolucionaram a astronomia.

O telescópio de 400 anos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu para comprovar a teoria copernicana de que a Terra e outros planetas giram ao redor do Sol, e não o contrário.

2009 é o Ano Internacional da Astronomia, que marca o 400° aniversário das descobertas de Galileu. O telescópio de 1610 inclui uma inscrição em uma das extremidades onde Galileu registrou a capacidade de ampliação do instrumento de 20.

Nesse ano internacional será destacado nos principais museus do mundo a importância dos feitos e do impacto de Galileu sobre a ciência, a relação entre arte e ciência na Renascença da família Médici, a relação de Galileu com a Igreja e a relevância do astrônomo hoje.

Galileu registrou suas descobertas em um livro e dedicou ao duque de Médici Cosmo II, aumentando ainda mais o prestígio e a influência da família nas cortes da Europa.

Muitos dos instrumentos científicos que Galileu utilizava, mostram a intersecção entre arte e ciência, como defendido pela família Médici.

História

Costuma-se dizer que Hans Lippershey, um fabricante de lentes holandês,construiu em 1608 o primeiro instrumento para a observação de objetos à distância: o telescópio.

O conceito que desenvolveu era a utilização desse tubo com lentes para fins bélicos e não para observações do céu. A notícia da construção do tubo com lentes por Lippershey espalhou-se rapidamente e chegou até o astrônomo italiano Galileu Galilei, que, em 1609, apresentou várias versões do aparelho feitas por ele mesmo a partir de experimentações e polimento de vidro.

Galileu logo apontou o telescópio para o céu noturno, sendo considerado o primeiro homem a usar o telescópio para investigações astronômicas. O telescópio de Galileu também é conhecido por luneta. Galileu, utilizando seu instrumento ótico, descobriu diversos fenômenos celestes, entre os quais as manchas solares, as crateras e o relevo lunar, as fases de Vênus, os principais satélites de Júpiter, e a natureza da Via Láctea como a concentração de incontáveis estrelas, iniciando assim uma nova fase da observação astronômica na qual o telescópio passou a ser o principal instrumento, relegando ao esquecimento os melhores instrumentos astronômicos da antiguidade (astrolábios, quadrantes, sextantes, esferas armilares, etc.).

As descobertas de Galileu forneceram evidências muito fortes aos defensores do sistema heliocêntrico de Copérnico.

Pouco tempo depois de Galileu, Johannes Kepler descrevia a ótica das lentes (ver "Astronomiae Pars Optica" e "Dioptrice"), incluindo um novo tipo de telescópio astronômico com duas lentes convexas (um princípio muitas vezes referido como telescópio de Kepler).

Livro da Semana

Todos sabem ( pelo menos aqueles que acompanham desde o ínicio esse blog) que eu sou a favor da Palestina e a favor das minorias que lutam pela sua independência, sem obviamente o uso de terrorismo contra civis ( contra soldados, eu não me importo).

Joe Sacco viajou até a Palestina onde produziu uma série de reportagens-histórias, e algumas estão nesse livro em quadrinhos.


Suas histórias narram a humilhação do povo palestino nos bloqueios e o toque de recolher imposto pelo exército israelense, sempre com objetividade jornalística. O prefácio é do historiador Edward W. Said


Marcello Lopes

Personagem da Semana



Sempre gostei de filmes e histórias de crime e a perseguição do herói para desvendá-lo, comecei a ler os livros da Agatha Christie e depois passei a ler os livros do Simenon, sempre com seus detetives cheios de artimanha, e me lembrei de ter lido na SuperInteressante um texto sobre um criminoso francês que era chamado de o mestre dos disfarces, isso em 1800.


Sua vida inspiraram obras de autores clássicos, como Edgar Allan Poe, Balzac e Victor Hugo. O cinema não ficou de fora, em 2000 Gérard Depardieu fez o papel principal no filme chamado Vidocq, e na França fizeram ainda uma série de tv nos anos 60 e mais 4 telefilmes.


Eugène François Vidocq (1775-1857), foi ladrão, soldado, desertor, falsário, prisioneiro condenado a trabalhos forçados, rei das fugas, espião, chefe de uma brigada especial da polícia de Paris e fundador da primeira agência particular de informações.

Começou sua carreira no crime ao roubar o próprio pai, que tentou discipliná-lo alistando o rapaz no exército, que obviamente desertou pouco tempo depois. Depois de uma briga com um coronel, foi preso e lá conheceu um prisioneiro que foi encarcerado por roubar comida para alimentar sua família.

Esse encontro teve grande impacto em Vidocq e especialmente em sua noção de justiça e princípios morais. Ele conseguiu fugir da prisão e falsificou o documento que permitiu a liberação do prisioneiro. Entre 1800 e 1809 alternou períodos encarcerado e em fuga, após 6 anos de trabalhos forçados e fugas espetaculares, Vidocq aposentou-se da vida criminosa ajudando a polícia a encontrar um assassino na cidade de Lyon.


Com isso, a polícia o responsabilizou por uma brigada de anti-crime à frente de um pelotão de ex-condenados ( Será que foi daí que Hollywood se inspirou em Os 11 Condenados ??) prendendo 700 fugitivos em apenas um ano !!!!

Como eu disse, Vidocq era um mestre nos disfarces, em uma oportunidade fugiu da cadeia vestido de freir, além de nao hesitar em mudar seu aspecto para investigar os criminosos, abatendo-os com técnicas de boxe.

Em 1827, foi acusado de enriquecimento ilícito que o obrigou a sair da polícia (Será mesmo que o tigre muda suas listras ???) obrigando-o a abrir uma fábrica de papel, e com a nova função inventou um papel à prova de falsificações, uma fechadura inviolável ( mãe da Tetra-chave ?) e uma tinta indelével.

Publicou suas memórias em 1828 e na sequência, mais dois livros sobre o mundo do crime. Em 1836, fundou a primeira agência privada de informações, que oferecia serviços a comerciantes preocupados com a idoneidade dos clientes.

A polícia não gostou da concorrência e obteve na Justiça o fechamento da firma. Mas essa agência, aliada às inovações que implantou na brigada policial, serviriam de modelo para agências de inteligência e de detetives no mundo todo.

Vidocq deixou Paris em 1843 e morreu na Bélgica 14 anos depois.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Até hoje ???

Carrefour afasta funcionários de Osasco após agressão a cliente.



Após a denúncia de agressão por racismo, a rede de supermercados Carrefour decidiu afastar a empresa Nacional de Segurança Ltda., que prestava serviços em algumas lojas de São Paulo.

A rede também afastou o gerente da loja de Osasco, na Grande São Paulo, onde o vigia e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi confundido com um ladrão, suspeito de roubar seu próprio carro, um EcoSport, e agredido pelos seguranças.



Santana registrou boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial de Osasco. Na próxima semana, ele vai prestar depoimento no 9º DP, onde o inquérito está tramitando. Seu advogado, Dojival Vieira, vai entrar com uma ação de indenização por danos morais contra o Carrefour e contra o Estado. "Queremos que os cinco seguranças e os três policiais sejam identificados e responsabilizados.



Esses casos de racismo não podem mais acontecer num País onde a metade da população é negra ou parda.



Enquanto sua família fazia compras na loja, Santana, foi levado por cinco seguranças do supermercado até um quartinho, onde foi espancado por cerca de 20 minutos. "Fui humilhado e acusado como se fosse um criminoso. Quando eu dizia que o EcoSport era meu, eles riam e me batiam ainda mais. Pensei que fosse morrer", conta.



Os seguranças não vestiam uniformes nem usavam crachás. "Eles eram morenos, um pouco mais claros do que eu, mas não eram brancos. Quando eu tentava me explicar, um deles disse ?se você não calar a boca, neguinho, vou acabar com você?."



Quando os policiais militares chegaram ao local, eles também não acreditaram que Santana fosse dono do automóvel. "Eles riam e diziam : sua cara não nega, negão. Você deve ter, pelo menos, três passagens pela polícia."


Depois de insistir muito, eles foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir documentos, os PMs foram embora. Santana espera que o caso possa servir de exemplo para outras pessoas que sofrem racismo.


"Já ouvi piadas, comentários e ameaças, mas nunca tinha apanhado por ser negro. Decidi denunciar porque sofri uma grande injustiça", diz. "Na cabeça de algumas pessoas, só quem é branco e doutor pode ter um carro desses. Eu sou trabalhador. Trabalho dia e noite em dois empregos e com muito esforço estou pagando as prestações."


O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial.


Em setembro, a rede pagou multa em torno de R$ 15 mil pela discriminação de funcionários a duas transexuais. No mês passado, pagou multa de R$ 45 mil porque um segurança fez piada com um homossexual.


-> Além de tudo a rede Carrefour comete a idiotice de manter a empresa de segurança mesmo após pagarem cera de 60 mil em indenizações.


Torço para que a multa em cima do Supermercado seja acima dos 150 mil, não é possível que em um país como o nosso exista ainda um crime tão estúpido como o de racismo.

Como o agredido comentou, os seguranças eram "um pouco mais claros" do que ele.


É a falta de educação, e a impunidade nesse país que faz com que a ida ao supermecado seja transformada em uma descida ao inferno.


Biografias de escritores costumam ser um tanto chatas. A não ser no caso de inquietos como Jack London, Joseph Conrad ou Paulo Leminski, aventuras e agruras de um escritor se passam estritamente no plano psicológico.



Quanto a autobiografias, bem... é preciso sempre ficar atento à mitomania: afinal, são escritores, seres por natureza inconfiáveis. Mas exagero passa longe deste Milagres da Vida (tradução de Isa Mara Lando), livro que o inglês J.G. Ballard finalizou pouco antes de morrer de câncer de próstata, em 2008.''Com uma vida dessas, até eu escrevia'' é a frase que ecoa o tempo todo durante a leitura: Ballard experimentou fatos tão raros que simplesmente contá-los sem ênfase já os torna incríveis.



Ao final do livro, o leitor percebe uma curiosa sensação de flutuação, trazida pelo violento contraste entre a serenidade com que é narrada a biografia e o estranhamento que esta lhe causa - uma assombração que se traduz em obras de impacto como Crash.



O pai de Ballard era um industrial idealista, um químico intelectual que gostava de H.G. Wells e abriu uma filial de uma fábrica de estamparias em Xangai. Nascido na China, Ballard passou a infância em uma mansão britânica servida por meia dúzia de empregados chineses e um par de babás russas - uma família ocidental burguesa, exceção em uma metrópole vibrante, de 5 milhões de pessoas, em que somente 50 mil não eram chinesas, população majoritariamente miserável. ''Xangai me impressionava como um lugar mágico (...).



Creio que grande parte da minha ficção é uma tentativa de evocar essas coisas todas, por outro meio que não a memória.''Entre tantas cenas memoráveis, Ballard descreve a sensação de irrealidade que o tomou quando foi, com o pai, pedalar até um cassino - um nada prosaico passeio, afinal, a cidade havia sido recém-tomada pelos japoneses.



Quando chegaram, viram o cassino completamente dilapidado, e o outrora glorioso fausto ocidental se convertera em lixo: nisso Ballard intuía ''a sensação de que a própria realidade era um cenário que podia ser desmontado a qualquer momento e que, por mais magnífico que parecesse, podia ser varrido a qualquer momento e atirado na lata de lixo do passado'', simbolismo que será determinante em sua ficção.



Então o Japão declarou guerra à China, e a boa vida na mansão foi subitamente deletada. A família Ballard foi levada a um campo de refugiados ocidentais, Lunghia, e ali permaneceu até o fim da guerra; nos últimos meses, a fome, a morte e a doença eram constantes nessa prisão. Apesar disso, Ballard se refere aos anos como interno como uma época feliz: ''Do que mais gostava era que qualquer pessoa, de qualquer idade, podia conversar com qualquer um.''



Ao contrário da infância burguesa resguardada pelos passeios no Packard familiar e raras incursões de bicicleta pela esquisita realidade da ''mais pervertida das cidades'', no campo de Lunghia o menino se sentiu absolutamente livre.



Por esse motivo, em seu romance O Império do Sol, ele preferiu internar o pequeno James sozinho no campo de refugiados, vivendo longe dos pais. Assim se sentia: humilhados pela inutilidade social com que a guerra havia os rebaixado - o pai mal conseguia uma porção de chá preto para a esposa, que, deprimida, não saía da janela, e chegou a ver o filho se alimentando de larvas -, os pais de Ballard deixaram que o garoto se virasse como quisesse, travando contato com bandidos, militares, garotas e excluídos em geral: ''Toda uma gama de adultos que a minha vida anterior em Xangai mantinha longe de mim.''


Curiosamente, ao contrário do romance - esplendidamente adaptado por Spielberg, com Christian ''Batman'' Bale como protagonista -, Ballard nunca esteve tão próximo dos pais como quando viveu em um miserável quarto.


Corta para 20 anos depois, quando Ballard se converteu em um verdadeiro ''pai'' - com a morte da primeira esposa, é forçado a cuidar dos três filhos, os tais ''milagres da vida'' do título. Ao contrário da mansão na China, Ballard viveu em sua casa de subúrbio em Shepperton até o fim da vida, cuidando de tudo praticamente sozinho, sem babás ou parentes para lhe dar mão.


Uma experiência natural nos anos 2000, mas ainda rara na Inglaterra dos 60 e a meiga ''fofura'' com que o escritor fala dos filhos pode impressionar um leitor que espere do narrador das perversidades sexuais de Crash uma personalidade bizarra.


Ballard era um sujeito careta, pouco afeito a aventuras, viagens, drogas psicodélicas ou mesmo álcool, caseiro, que logo engatou um segundo e longo casamento. Talvez o contraste entre as singulares infância e adolescência e uma rotina regrada expliquem a limpidez com que o escritor descreve o horror do futuro suburbanamente vazio de O Reino do Amanhã.


Antes dessa vivência ''normal'', contudo, Ballard teve um vislumbre de outra vida possível: foi piloto da Royal Air Force. O menino apaixonado pelos camicases que sobrevoavam Xangai (no filme de Spielberg, uma das sequencias mais belas é a do jovem James fantasiando voar num Zero) se tornou de fato piloto de caça. Por pouco tempo: para preencher o tédio do treinamento no desolado Canadá, Ballard viciou-se na leitura de revistas de ficção científica.


Nessas desprezadas narrativas, ele intuiu estar um campo inexplorado pela ficção contemporânea adulta, ''uma forma de ficção que realmente tratava do tempo presente, e com frequência era tão elíptica e ambígua como a ficção de Kafka. (...) Ninguém num romance de Virginia Woolf jamais encheu o tanque do carro. (...)


A chamada ''ficção séria'' só tratava dela própria (...), e era a sociedade de consumo que poderia fazer um passeio a outro Auschwitz ou outra Hiroshima que a ficção científica estava explorando''.Ballard preferiu então focar no ''espaço interior'' da ficção científica.

Com A Exposição de Atrocidades (coleção de contos de 1966, sem tradução no Brasil), Ballard atinge esse espaço entre os horrores da guerra passada e os horrores do cotidiano futuro.



Mais tarde, realiza uma polêmica exposição de carros acidentados, por onde desfilam modelos nuas, ''um teste psicológico disfarçado de arte''.


Logo em seguida, escreverá Crash, que o coloca como um dos autores mais importantes da ficção inglesa do século 20. O resto é história - muitas, impossíveis de condensar em uma mera resenha, mas que Ballard resumiu em um livro agradavelmente perturbador.


Ronaldo Bressane é jornalista e escritor


Milagres da Vida

J.G. Ballard

Companhia das Letras

248 págs.

R$ 47













Agora....

Só daqui a 5 anos.....

Miss....



Para mim, uma grande injustiça o que fazem com as brasileiras nesse concurso.

Em 2007, o Brasil foi literalmente surrupiado, quando uma japonesa sem graça ganhou o concurso ( nada contra as japonesas, aliás aqui em sp tem pelo menos umas 15000 mais bonitas do aquela que ganhou).

Esse ano, mais uma vez a representante brasileira não conseguiu ficar entre as finalistas.

Apesar do concurso não ter nenhuma validade útil ao Universo, é uma pena.

Marcello Lopes

domingo, 23 de agosto de 2009

Literatura digital

A literatura definitivamente já navega na era digital - depois do megassucesso O Código Da Vinci, o escritor americano Dan Brown anunciou que seu próximo romance, The Lost Symbol, será lançado no dia 15 de setembro tanto na versão impressa como na eletrônica, no formato e-book.

Com isso, a primeira edição será de 5 milhões de exemplares. Já a canadense Margaret Atwood divertiu-se ao participar de uma experiência inusitada, no ano passado: autografar um livro a distância. Para isso, utilizou um novo aparelho, LongPen, no qual ela escreveu com uma caneta especial, stylus, que transmitiu por internet sua assinatura.
Detalhe: Margaret estava em Toronto, no Canadá, e o livro autografado em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Uma brincadeira, é verdade, mas que pode funcionar como metáfora das inúmeras possibilidades oferecidas à literatura pelas novas tecnologias.

O futuro multimídia do mundo dos livros sacode o mercado, que já discute como ficará a página impressa. Afinal, só neste ano surgiram vídeos online dramatizados, histórias desenvolvidas no Twitter, sites que abrigam diversos escritores e suas tramas variadas, além de novos dispositivos de leitura como os da Amazon, Samsung, Fujitsu e também da Sony, que formou parceria com o Google para obras que estão em domínio público e não contam mais com a proteção dos direitos autorais.

A corrida tecnológica, aliás, começou com a indústria responsável pelos novos formatos de leitura, os já conhecidos e-books. Além daquelas empresas, a Netronix, de Taiwan, promete para o fim do ano modelos com telas sensíveis a toques. Também a holandesa Polymer Vision planeja um leitor eletrônico portátil com tela que pode ser enrolada. ''São formas do século 20 que, num sentido prático, foram ativadas pelo computador e permitem ao leitor avançar mediante uma interface, em vez de virar as páginas ou ouvir alguém lendo'', comenta Nick Montfort, professor de mídia digital do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e autor de ficção interativa.

Com o surgimento dos equipamentos eletrônicos, que já provocam uma reconsideração sobre o tipo de experiência que os livros ainda poderão trazer, o mercado se mobiliza, inclusive no Brasil. ''Todos, editores e autores, devemos descobrir nosso novo papel em meio aos avanços tecnológicos'', comenta Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL). ''E logo'', arremata. A pressa se justifica: as editoras nacionais comemoraram, há duas semanas, o anúncio de crescimento em 9,7% em 2008 (a arrecadação atingiu R$ 3,3 bilhões ante R$ 3,01 bilhões de 2007), segundo pesquisa anual sobre Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP.

Mas os empresários daqui não foram afetados pela mesma dor crônica que atacou outros segmentos, provocada pela crise econômica global. ''E a situação em 2010 pode não ser tão confortável'', alerta Leda Maria Paulani, coordenadora da pesquisa.

Por conta disso foi criada, na CBL, a Comissão do Livro Digital, com o objetivo de mapear o mercado, estabelecer convergências e antecipar problemas com direitos autorais e questões de toda a ordem com o governo - tributárias, por exemplo. Divididos em três grupos, os membros vêm se reunindo desde o início de agosto e, no dia 6 de outubro, deverão apresentar seus relatórios finais. ''Queremos deixar o terreno preparado para os avanços digitais'', comenta Rosely Boschini.

Na verdade, o processo já é desenvolvido em território nacional. Chama-se Mix Leitor D o primeiro leitor eletrônico de livros com tecnologia de software totalmente brasileira e patente requerida no segmento de e-readers. Depois de um ano de pesquisas, o aparelho foi criado pela Mix Tecnologia, empresa do polo digital do Recife, e pela Carpe Diem Edições e Produções, editora de livros e produtora da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto).

Segundo os fabricantes, os primeiros modelos deverão ser comercializados a partir de junho de 2010 e o destaque será uma ferramenta educacional que proporá perguntas sobre o assunto que estiver piscando na tela. Também será possível baixar livros disponíveis na rede, em repositórios abertos - como o site Domínio Público.Com o desenvolvimento das ferramentas a todo vapor, resta a questão sobre a produção propriamente dita de literatura - ou, para usar um termo mais adequado a estes tempos, do ''conteúdo''.

Diversos escritores já se aventuram em formatos diferentes. Possivelmente, em breve teremos um novo Pen Club: o Pen Drive Club. No início do mês, por exemplo, a escritora e editora Heloisa Buarque de Holanda lançou o site Enter - Antologia Digital (www.oinstituto.org.br/enter), que reúne o trabalho textual e audiovisual de 37 escritores, como Marcelino Freire e João Paulo Cuenca. Lá, além da leitura, também é possível visualizar o autor em ação.

Criativa, uma comunidade de poetas americanos criou o chamado spoem, forma de construção poética a partir de restos de e-mails, o conhecido spam. O resultado lembra mensagens poéticas cifradas, como mostra o site www.spoem.com. Segundo seus seguidores, spoem pode ser considerado evolução do sistema de elaboração de poesia criado por William Burroughs, o cut up (cortar). ''Trata-se de um exercício não de criatividade, mas de treino do olhar para algo inesperado'', diz o texto de abertura do site.

No Brasil, vingaram experiências como o SD8, em que o carioca Claudio Soares adaptou seu livro Santos-Dumont Número 8 (Digerati) para o Twitter. Não traz a versão integral, mas trechos que permitem uma personalização da leitura.

Nem todos, porém, aprovam inovações. O inglês Andrew Keen, por exemplo, virá para a Bienal do Livro do Rio, em setembro, para promover o livro O Culto do Amador (Jorge Zahar), no qual prega que a internet piora a qualidade da informação e ameaça a cultura.

Para ele, a distinção entre especialista e amador torna-se cada vez mais ambígua na rede mundial.Já a CK-12 Foundation, organização sem fins lucrativos, busca estabelecer padrões para e-books usados por estudantes até 12 anos.

Um de seus projetos, a ferramenta FlexBooks, cria livros didáticos eletrônicos que podem receber modificações tanto de professores como de alunos. O debate - e as oportunidades - estão abertos.

Ubiratan Brasil

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Comida. . . .Pequenos prazeres, grandes problemas

Quem não salivou ao ver essas fotos, que jogue o primeiro tomate !!

O apetite é um instinto, precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos da água e do ar e dormir. É tão poderoso que as pessoas esfomeadas ( eu me incluo nessa categoria) não conseguem pensar em nada além de comida.

Mas o ato de comer se transformou em algo mais significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Se transformou em um espetáculo visual, sensorial em todos os sentidos.

Os romanos faziam banquetes que duravam dias, os reis disputavam os grandes cozinheiros no tapa, terminei de ler um livro sobre um grande cozinheiro chamado Carême, intitulado o cozinheiro dos Reis ( irei escrever sobre ele em breve).

Comer se transformou em um ato emocional, trazendo conforto, tranquilidade e muitas vezes, culpa, influenciando nosso humor e disposição ( lembrou daquele almoço de domingo que te derruba,né ? ).

Nossa sociedade se mobiliza em torno da comida, a cultura de um país se define por sua gastronomia. Perceba que a produção, distribuição e venda de comida sempre foi a principal atividade econômica da humanidade, quem nunca ouviu falar que trabalhar com comida dá dinheiro ????
Li em alguns livros de História, que a relação das pessoas com a comida era bem mais diretana Pré-História, não havia lavouras nem mercados.

Para comer, era preciso caçar animais e coletar plantas, raízes e frutas, além disso as intempéries das estações obrigavam os homens a migrar a cada mudança climática. Com a criação da agricultura e a domesticação de animais os homens conseguem se estabelecer.

A tarefa de se alimentar passou a exigir menos tempo, e os períodos de escassez ensinaram a conservar os alimentos, salgando-os, defumando-os e secando-os.

Mas foi nos últimos 1000 anos que ocorreram as mudanças mais expressivas com a evolução tecnológica e científica tornando os alimentos mais variados e disponíveis. As grandes navegações do séc. 14 traziam os temperos, especiarias e mais tarde, o açúcar.

Os avanços dos últimos 200 anos e sua aplicação à alimentação foram essenciais ao desenvolvimento da civilização moderna, a conservação dos alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabando assim com a escassez e permitindo entre outras coisas, o surgimento de grandes cidades.

Hoje há alimentos para todos, exceto quando se coloca a questão econômica, aí existe a fome que dizima o continente africano.

Cientistas dizem que nosso sistema biológico conspira para nos engordar ( vi isso em uma revista !!!!), estimulando o consumo de calorias, enquanto o mecanismo para inibir o apetite é bem menos potente, ou seja, somos programados para acumular e armazenar energia na forma de gordura durante os períodos de abundância ( No meu caso, toda a minha vida !!!!).

Essa hipótese já foi comprovada por estudos científicos, logo vou deixar a minha culpa de lado e comer, já que a culpa não é minha e sim da programação do meu corpo. . . .kkkkkkk

Mas infelizmente esse não é o único responsável pelo acúmulo de gordura em nosso corpinho de coxinha, quando comemos nossa comida preferida o nível de dopamina e serotinina aumentam e isso nos dá uma sensação absurda de prazer parecida com o consumo de drogas pesadas como cocaína e heroína.

Não é à toa que somos viciamos nas comidas que amamos !!! ( Pizza, McDonald´s, massas).


Infelizmente existem estudos que comprovam a nossa tendência a comer mais diante de porções maiores, independentemente da fome, ou seja, obsessão por comida é o mal dos nossos tempos.

E existem vários fatores que aumentam essa obsessão, como tristeza, frustrações e ansiedade que acabam sendo compensados com maiores porções de comida, já que os alimentos aliviam o estresse.

Em 1975, o Brasil tinha 2 casos de subnutrição para cada caso de obesidade, em 1996 a situação se inverteu, no mundo são quase 1 bilhão de obesos, mais de 15% da população está muito acima do peso.

Isso não seria grave se a obesidade não viesse acompanhada de diabetes, problemas cardíacos, câncer e problemas psicológicos como depressão.

E a indútria alimentícia não nos ajuda em nada, para se ter uma idéia a batata do McDonald´s em 1961 tinha 210 calorias, hoje em dia ela tem 610 !!!!!! Quem viu o documentário Super Size Me, sabe do problema que é comer no McDonald´s !!!!!

Eu sei também, mas estou há 2 meses sem comer lá !!! ( Um passo de cada vez. . . .rsrsrs).


Não há solução simples para o problema de obesidade ou de compulsão à comida, cada um precisa encontrar ( com ajuda ou sem) a receita de alimentação e exercício que lhe proporcione um equilíbrio aceitável entre prazer e saúde.

Para tanto, precisamos entender nossas limitações e saber abrir mão dos pequenos prazeres, e acima de tudo isso, aceitar que não há fórmula mágica e soluções milagrosas.

Para mim, o que falta é a disciplina para administrar a abundância de comida que existe em casa, e na casa de amigos.

Quem sabe aprendo antes de ter um piripaque !!!!!

Marcello Lopes

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

García Lorca


Ontem não consegui fazer a homenagem que eu gostaria à García Lorca, poeta espanhol que foi morto pelos facistas durante a Guerra Civil Espanhola.


Fiquei sabendo há pouco tempo que ele era primo em segundo grau da minha bisavó que fugiu da Espanha escondida em um barril de azeitonas.


García Lorca embora gostasse imensamente de viajar, nunca cortou os vínculos com sua terra natal, a "sua" Granada, de onde sempre sentia saudades quando estava longe. Lorca apreciava o passado glorioso da cidade.


Acima de tudo fascinava o poeta o período dos mouros, que deixaram na cidade a Alhambra, uma das edificações mais preciosas da história da arquitetura. "Ele se considerava um herdeiro de Boabdil, um dos últimos governantes mouros da cidade", diz Luís García Montero, o mais conhecido poeta e professor de Literatura de Granada hoje.


Apesar disso, a relação de Lorca com a cidade era ambígua. "Ele se sentia muito bem aqui, onde morava sua família. Naquela época Granada era um centro cultural muito importante, mas Lorca temia também os defeitos da cidade", diz García Montero. Lorca desprezava a classe alta reacionária de Granada.


Em julho de 1936, na última entrevista que concedeu, publicada pelo jornal El Sol, ele dizia que na cidade vivia "a pior burguesia de toda a Espanha". Essa declaração causou a ira dos fascistas locais, uma vez que Lorca já era então odiado por seu entusiasmo pela república e por seu homossexualismo.


A própria família do escritor era uma das mais ricas de Granada. Federico nasceu no dia 5 de junho de 1898 em Fuentevaqueros, um povoado na planície fértil aos pés da Serra Nevada, nas proximidades de Granada. Seu pai era um latifundiário.


No entanto, a família não era adepta dos costumes da classe abastada da época, que se comportava como verdadeiros senhores feudais. Os Lorca eram liberais e avessos à Igreja. A irmã de Federico, Concepción, se casou com o prefeito socialista Manuel Fernandéz Montesino, que foi mais tarde também executado pelos fascistas.


Lorca recebeu uma formação educacional exemplar. Ainda pequeno, já era notável sua aptidão para as artes. Ele era um orador eloqüente, além de demonstrar habilidades para a pintura e a música. Depois de iniciar seus estudos de Direito, Filosofia e Letras em Granada, ele se mudou para Madri.


No lendário alojamento de estudantes – a Residencia de Estudiantes – conheceu os artistas mais importantes de seu tempo. Fez amizade com Salvador Dalí, Manuel de Falla e Rafael Alberti, com o poeta Antonio Machado, com Pablo Picasso e muitos outros.


Lorca pertence à chamada "geração dos poetas de 1927" (Aleixandre, Cernuda, Guillén, Salinas, Unamuno), que popularizou a lírica espanhola em todo o mundo. Em Madri, escreveu suas primeiras grandes obras literárias.


Em 1928, publicou o Romanceiro Cigano, seu trabalho de maior sucesso. Nos anos seguintes, Lorca passaria a ser conhecido como renovador do drama no país com a publicação de Mariana Pineda (1928), Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1933-1936).


Em 1929, fez uma viagem aos Estados Unidos, onde escreveu O Poeta de Nova York, um livro muito apreciado. No entanto, não se sentindo à vontade na metrópole agitada e barulhenta, opta por uma vida mais retirada em Cuba no ano de 1930, retornando a seguir à sua terra natal.


A Espanha, naquele momento, vivenciava uma ruptura política. No dia 14 de abril de 1931, era proclamada a Segunda República.


Lorca defendia os ideais republicanos. Como diretor, viajou com o teatro ambulante La Barraca pelo interior do país, a fim de levar cultura e informação para o povo.


Sem ser filiado a qualquer partido, tinha amigos entre as duas correntes políticas da Espanha em meados dos anos 1930. E se posicionava claramente contra as relações feudais comuns na Granada da primeira metade do século 20.


Lorca assumia, acima de tudo, a defesa das mulheres. Com suas peças em prol da autoafirmação feminina, tocava no zeitgeist. Suas obras são dominadas por personagens femininas, que se voltam contra a moral vigente e são capazes de morrer por seus ideais.


A morte está presente em toda a sua obra. As últimas frases em A Casa de Bernarda Alba parecem o prenúncio sinistro da tragédia que estava por vir: "Nenhum lamento. É preciso olhar a morte de frente. Lágrimas, só quando você estiver sozinho! Todos nós mergulhamos num mar de lágrimas. Silêncio. Silêncio".


Federico García Lorca foi fuzilado por fascistas no dia 19 de agosto de 1936, numa estrada nas proximidades de Viznar.


Carlton Cuse e Damon Lindelof, produtores da série "Lost", disseram na feira Comic-Con, a maior convenção de histórias em quadrinhos dos Estados Unidos, que os grandes mistérios do programa serão resolvidos durante a sexta e última temporada.


"Sim, tudo o que importa será respondido", afirmou Lindelof aos milhares de fãs que foram ao Centro de Convenções de San Diego, aos quais assegurou que a mitologia e os mistérios da série encontrarão sua explicação.


"Na primeira temporada, os personagens corriam pela floresta e as coisas eram intensas e surpreendentes", explicou Cuse. "Agora temos uma maneira de voltar a fazer isso na última temporada", disse.


Ele admitiu que guarda sob chave o roteiro no qual está escrito o final da série, o que demonstraria que a história estava planejada desde o começo, e não seria escrita ao longo das temporadas, como diziam alguns críticos.


"O ponto alto da história da série foi quando pudemos anunciar o final da mesma", afirmou Lindelof, em referência ao último episódio do programa, que vai ao ar em maio de 2010.


No entanto, os dois decidiram não dar muita informação sobre a sexta temporada, mas admitiram que reaparecerão personagens que só estavam na primeira.


"As viagens no tempo são coisa do passado, vamos fazer algo diferente", disse Lindelof, acompanhado por Jorge Garcia e Michael Emerson, Hugo e Ben na ficção, para explicar as últimas 18 horas da série.


Fonte : Folha On Line

Internet vai ao passado e futuro da série "Lost"

Um programa de TV da década de 80 ajuda a explicar o que é a organização secreta Iniciativa Dharma --que construiu casas modernas na ilha de "Lost".

"Mysteries of Universe" (mistérios do universo) é uma série de miniepisódios que vai ao ar pelo site da ABC e simula um documentário algo sensacionalista que trata de "vida fora da terra, monstros, culturas antigas", entre outras coisas. Se monstros e culturas antigas são temas claros para os fãs de "Lost", alienígenas... talvez seja preciso se preparar para eles.


Já no primeiro capítulo on-line insinua-se uma relação entre "sociedades secretas infiltradas em cada canto" do nosso mundo e inteligência extraterrestre.


O segundo compara claramente o uniforme da Dharma com o dos possíveis trabalhadores da Área 51 --uma base militar no deserto de Nevada que guardaria restos de discos voadores, um lugar caro a "Arquivo X". O ponto de partida para o falso documentário são as consequências do aparecimento de um uniforme da sociedade secreta de "Lost" em uma loja próxima à Área 51.


O passado de personagens marginais, como Phil, o guarda de segurança que trabalha com Sawyer na quinta temporada, também foi visitado, deixando mais claro como era o recrutamento para ir à ilha.


Nos dois capítulos já transmitidos também há falas do narrador que remetem a diálogos. Ao todo, serão cinco capítulos. O terceiro irá ao ar em 8 de setembro; o último está planejado para novembro.


Esse episódios depois serão reunidos e ampliados nos extras da caixa de DVDs da quinta temporada.


Por enquanto, servem para alimentar a atenção dos fãs. Blogs como o brasileiro "Dude, We Are Lost" (http://www.dudewearelost.blogspot.com/) colocam os episódios no YouTube e discutem cada detalhe.


Outra forma de atrair os entusiastas da série são os jogos de realidade alternativa, ou ARGs, em inglês. Eles misturam sites e pistas na internet com eventos reais.


Um deles começou na Comic Con, evento de cultura pop que aconteceu no final de julho nos EUA. Lá, o comediante Paul Scheer entregou um bizarro quadro aos produtores de "Lost".


O quadro remetia a uma página (damoncarltonandapolarbear.com), que começa a exibir outras pinturas relacionadas à série.


A partir do site, no último domingo, foi organizada uma festa real em Los Angeles, num bar cheio de referências a "Lost". Sterling Beaumon, que interpreta o Ben adolescente, apareceu por lá.


Scheer é responsável pelo maior "spoiler" (vazamento de informações inéditas) até agora da nova temporada.


Em vídeo em que supostamente invade a sede da ABC, rouba papéis com o título do primeiro episódio: "LA X". LAX, sem espaço, é o aeroporto onde o voo 815 deveria ter pousado, se não tivesse caído na ilha.


Fonte: Folha de São Paulo por Gustavo Villas Boas

Bienal do Rio



O colaborador da "New Yorker" David Grann, autor do livro-reportagem "A Cidade Perdida de Z" (que vai virar filme com Brad Pitt), o irlandês Joseph O'Neill, fenômeno de vendas após seu romance "Terras Baixas" ser elogiado por Barack Obama, o israelense David Grossman e a indiana Thrity Umrigar estão entre os nomes confirmados para a 14ª Bienal Internacional do Livro do Rio, de 10 a 20 de setembro.


A Bienal do Rio é um dos maiores eventos literários do país --a expectativa é receber 600 mil visitantes. A programação anunciada nesta quarta-feira (19) inclui o ex-correspondente do "New York Times" Larry Rohter e o historiador britânico Andrew Keen, que vai na contramão da maior parte dos pensadores do ciberespaço ao defender que a web 2.0 está matando a cultura.


A exemplo das últimas edições, o evento também aposta em autores best-sellers, como Bernard Cornwell (autor de "As Crônicas de Artur") e Meg Cabot ("O Diário da Princesa").


"A Bienal tem perfil diferente da Flip, quer aproximar o escritor do grande público. Mas teremos autores cult, como O'Neill", diz o crítico literário Ítalo Moriconi, curador dos espaços do auditório e do Café Literário. "É claro que a seleção depende muito do mercado, já que envolve o que será lançado no país, mas tem o mérito de incluir nomes de prestígio ainda pouco conhecidos aqui."


A edição celebra os EUA, país de 12 dos 18 estrangeiros. Além de Grann, Rohter, Cabot e Umrigar (naturalizada americana), destacam-se David Wroblewski ("A História de Edgar Sawtelle", cujos direitos foram comprados por Tom Hanks) e o jovem quadrinista Dash Shaw.


Dentre os mais de cem brasileiros, Moriconi ressalta alguns encontros de gerações, como o do colunista da Folha Ferreira Gullar com Eucanaã Ferraz, um dos principais novos poetas do país.


Reinaldo Moraes, autor de um dos mais elogiados lançamentos nacionais do ano, "Pornopopeia", conversará com Marcelo Rubens Paiva e Marcelo Mirisola. Outras mesas terão os colunistas da Folha Carlos Heitor Cony, Moacyr Scliar e Ruy Castro.


O investimento na programação é de R$ 1,7 milhão --30% a mais que na última edição. Quase um terço desse valor foi para o espaço infanto-juvenil, que terá mais destaque.


Dentre as novidades, Roberto Feith, diretor-presidente da Objetiva e organizador da programação cultural, chama a atenção para o Livro em Cena.


O espaço, com curadoria do ator Paulo José, terá Marília Pêra, Paulo Betti e outros lendo textos de grandes nomes da literatura brasileira.


Também pela primeira vez haverá um espaço dedicado às mulheres, com Betty Milan e a colunista da Folha Danuza Leão, entre outras. E uma mostra lembrará José Olympio, editor pioneiro que publicou Gilberto Freyre.