sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ano passado especulou-se que O Mosaico de Parsifal, livro de 1982 do escritor Robert Ludlum (1927-2001), serviria de base para o quarto filme de Jason Bourne.

Em fevereiro a Universal Pictures decidiu fazer de Mosaico um filme separado da franquia Bourne - e o longa ganha agora um diretor.

Ron Howard (Frost/Nixon, Anjos e Demônios) assume The Parsifal Mosaic, com roteiro adaptado por David Self.

Na trama, um agente secreto dos Estados Unidos se apaixona por uma espiã. Pouco antes de ela ser assassinada, porém, ele descobre que a mulher é uma agente dupla que trabalhava tanto para a CIA quanto para a KGB.

Quando ele se aposenta, descobre que ela pode estar viva - e parte para descobrir a verdade.

Parceiro de Howard na Imagine Entertainment, Brian Grazer será um dos produtores do filme. Enquanto isso, o quarto Bourne segue em desenvolvimento separadamente, com uma história não especificada.

Fonte: O Omelete


Diego Rodríguez de Silva Velázquez, filho de um fidalgo de origem portuguesa, foi batizado em Sevilha, Espanha, em 6 de junho de 1599.

Sua aptidão para a pintura se manifestou muito cedo e ele teve como mestres Francisco Herrera o Velho e, depois, Francisco Pacheco, de quem mais tarde se tornou genro.


A principal fonte de informações sobre os primeiros anos de sua carreira é a obra Arte de la pintura (Arte da pintura), que Pacheco publicou em 1649.


Velázquez iniciou sua carreira pelo naturalismo, sob a influência de Caravaggio e Pieter de Aertsen.

As obras de sua fase sevilhana são, sobretudo, naturezas-mortas e cenas de gênero -- "Velha fritando ovos" (1618; National Gallery, Edimburgo), "O aguadeiro de Sevilha" (1619; Museu Wellington, Londres).


O artista já se destacava então pela exploração do contorno e dos contrastes ilusionistas de luz e sombra. Nessa fase, Velázquez produziu também algumas composições de tema religioso, como as telas "Jesus em casa de Marta e Maria" (c. 1618; National Gallery, Londres) e "Adoração dos magos" (1619; Prado).


Em 1622, após a coroação de Filipe IV, Velázquez visitou Madri pela primeira vez, com o propósito de retratar o novo soberano. Embora já tivesse conquistado prestígio como retratista, só conseguiu seu objetivo no ano seguinte, quando foi nomeado, com o apoio do conde-duque de Olivares, seu protetor, para o cargo de pintor da corte madrilena.


Nas novas atribuições, desenvolveu ainda mais seu talento, com o estudo das coleções reais.

Em 1628, o famoso pintor flamengo Rubens visitou a Espanha e, estimulado por ele, Velázquez viajou à Itália para conhecer o trabalho dos mestres italianos.


De 1629 a 1631, Velázquez visitou os mais importantes centros culturais da Itália, descobriu o colorido da escola veneziana e copiou e estudou, entre outros, Ticiano, Tintoretto e Veronese.

A viagem intensificou o realismo de Velázquez, como demonstram duas de suas mais importantes composições, "A forja de Vulcano" (1630; Prado) e "A túnica ensangüentada de José levada a Jacó" (1630; El Escorial).


Por sua composição, ambas as telas revelam a influência de El Greco, pelo qual Velázquez nutria intensa admiração. Entre a produção dessa época destaca-se também "Crucifixão" (c. 1631; Prado); tipicamente espanhola, trata-se de uma composição sombria, que nada deve às representações italianas, e cujo realismo ultrapassa todas as convenções.


Obrigado a regressar à Espanha em 1631, por problemas de saúde, Velázquez retomou suas funções e deu início à fase mais produtiva de sua carreira, marcada não apenas pelos retratos de personagens da corte, mas também por trabalhos com temas históricos, mitológicos e religiosos.

Para a redecoração do palácio de Bom Retiro, realizou diversos retratos eqüestres de Felipe IV e sua única obra com tema histórico, "A rendição de Breda" (1634-1635; Prado). Também conhecida como "As lanças", a obra é considerada por grande parte dos críticos como a mais perfeitamente equilibrada do artista.


Datam dessa época as famosas séries de retratos do soberano, eqüestres e em vestimentas de caça, e de outros personagens da corte espanhola em poses informais, como o do "Príncipe Baltasar Carlos" (Prado), que se destaca pela espontaneidade.


Dentre as composições mais notáveis dessa fase sobressaem os retratos de anões e bufões, nos quais Velázquez demonstra grande discernimento psicológico e poder de caracterização na capacidade de realçar a dignidade dos modelos em contraste com sua deformidade, claramente exposta.


Em 1649, Velázquez empreendeu nova viagem à Itália, dessa vez em missão oficial, para adquirir pinturas e esculturas para a coleção real espanhola. Nesse período, o artista se encontrava no auge de sua forma e antes de regressar a Madri pintou três de suas obras mais conhecidas: o retrato do papa Inocêncio X (1650; Galleria Doria Pamphili, Roma), quase impressionista, notável pela severidade e que lhe valeu celebridade internacional, e suas únicas paisagens, duas vistas da Vila Medici, em Roma (Prado).


Únicos exemplares de paisagens puras em sua obra, marcadas pela liberdade de pincelada, as duas pequenas telas bastariam para justificar a posição de Velázquez como principal precursor do impressionismo. De volta a Madri em 1651, foi encarregado da decoração de todos os palácios reais, mas prosseguiu com seus trabalhos de pintura, embora em ritmo menos acelerado.


São dessa época os retratos da rainha D. Mariana (1652-1653; Prado) e da infanta D. Maria Teresa (1652-1653; Museu de História da Arte, Viena), que mais tarde se tornaria rainha da França. Por volta de 1655, pintou o primeiro quadro na história da arte dedicado ao trabalho, "As fiandeiras" (Prado), que teve suas proporções definidas com base na observação de Velázquez das composições do teto da capela Sistina.
Também nessa época o artista concluiu o que todos os críticos consideram sua obra-prima, a tela "As meninas" (c. 1656; Prado), composição de extrema complexidade que culmina a série dos quadros da corte. É a síntese de seu realismo e de seu idealismo, tanto no sentido das proporções ideais como no do espírito aristocrático.

A composição contrasta o grupo circular das figuras em cena e as linhas verticais que tendem para cima. Igual contraste se nota entre os fundos escuros e a luz que envolve as figuras.


A infanta Margarida Maria é o centro ideal da composição e em torno dela giram as outras figuras, inclusive o próprio Velázquez, auto-retratado.


A cena parece inesperada e espontânea -- a infanta e suas damas de honra o vêem pintar o rei e a rainha, vistos apenas refletidos num espelho ao fundo -- apesar da hierarquia calculada do conjunto, com o artista em discreto segundo plano.


Existem pouco mais de cem obras conhecidas de Velázquez. Como quase nunca assinava seus trabalhos, o artista teve atribuídas a ele muitas telas de outros pintores.


Embora suas obras chamem a atenção pela aparente naturalidade, não são fruto da simples observação, mas de uma elaboração intelectual, na busca de uma representação ideal do mundo em formas ideais.


Cercado de prestígio e honrarias, Velázquez morreu em Madri, em 6 de agosto de 1660.
Não, não te assustes; não fugiu o meu espírito;/ Vê em mim um crânio, o único que existe,/ Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,/ Tudo aquilo que flui jamais é triste."

Lord Byron é o autor destes "Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio", um dos poetas mais importantes do romantismo. Byron herdou seu título de nobreza de seu tio-avô William, em 1798.

Em 1801 foi estudar em Harrow, uma das mais tradicionais escolas inglesas e, em 1805, entrou para a Universidade de Cambridge.

Seu livro de estréia, "Ociosidade das Horas", foi mal recebido pela crítica da revista escocesa "Edinburgh Review". Byron respondeu por meio de um poema satírico intitulado "Bardos Ingleses e Críticos Escoceses".

Aos 21 anos, ingressou na Câmara dos Lords, no Parlamento inglês. Pouco depois, partiu para uma longa viagem pela Europa e pelo Oriente.

Em 1812, publicou sua primeira obra de sucesso, os cantos iniciais de "Peregrinação de Childe Harold". A obra teve sucessivas edições em inglês e foi traduzida para várias outras línguas.

Byron publicou a seguir, também com sucesso, outras obras, como "O Corsário" e "Lara", poemas de expressão oriental.

Em 1815 casou-se com Anne Milbanke, de quem se divorciaria no ano seguinte. A separação casou escândalo na sociedade da época, em que já circulavam rumores de incesto na relação de Byron com sua meia-irmã, Augusta Leigh.

No ano seguinte, Byron partiu para o exílio, de onde nunca mais retornaria.

Mudou-se para Veneza, onde passou a levar uma existência mundana e a freqüentar os salões da Condessa Albrizzi e de Benzoni.

Sua vida extravagante, repleta de aventuras, amantes e bebida, foi documentada em suas "Cartas". Neste período lançou o poema "Beppo, uma história veneziana", satirizando a sociedade da época.

Em 1819 escreveu o poema herói-cômico "Don Juan", que ficaria para sempre inacabado. Neste mesmo ano, uniu-se à Condessa Teresa Guiccioli, mudando-se com ela para Ravena.

Lá participou da conspiração fracassada dos carbonários, movimento nacionalista que procurava libertar a Grécia, e viajou para Cefalônia em 1823.

Lá combateu ao lado dos gregos contra os turcos, conseguindo financiamento para a guerra.

No início de 1824 foi para Missolonghi, acompanhado de um adolescente grego, Loukas, a quem dedicou seus últimos poemas.

Acometido de uma febre, acabou morrendo, aos 36 anos. Seus restos mortais foram transladados para a Abadia de Westminster, que recusou abrigar o poeta, devido à sua reputação de libertino e imoral.

Byron foi sepultado perto da Abadia de Newstead, onde estão seus ancestrais.


Essa é a camisa que será o 3º uniforme do Palmeiras.

Para mim é linda e deveria ser usada em diversas ocasiões, não como 3º alternativa.

Forza Palestra !!!!

A partir desta segunda, Mark Zuckerberg, criador e presidente do Facebook, inicia uma maratona de compromissos na cidade de São Paulo.

Em sua primeira visita ao País, ele irá falar com blogueiros, desenvolvedores e estudantes universitários.

O primeiro compromisso da agenda a qual o Link teve acesso é logo na segunda-feira. Mark irá se encontrar com blogueiros nacionais para um bate-papo.
O evento é fechado para participantes convidados.Já na terça, o executivo irá se encontar com alunos da Fundação Getúlio Vargas.

Novamente, o evento é fechado. Mas terá transmissão ao vivo pelo Facebook, e poderá ser assistida por qualquer internauta interessado.
Mark também participará na terça de um evento destinado à comunidade brasileira de desenvolvedores de aplicativos para Facebook.

Os participantes se cadastraram pelo Facebook. Durante o evento acontecerá um concurso, que premiará a melhor aplicação.

É a primeira vez que um concurso do gênero acontece no Brasil.

Começa às 17h e também deve ter transmissão ao vivo.


A ex-presidente das Filipinas Corazón Aquino morreu neste sábado (horário local) em um hospital de Manila.


Depois dos assassinatos em 1983, do carismático líder da oposição filipina Benigno Aquino, provavelmente a mando do presidente Ferdinando Marcos, sua viúva, Corazón Aquino, decidiu encabeçar a resistência contra o regime ditatorial.


Ela esteve à frente da oposição nas eleições de 1986, mas foi derrotada por Marcos, que governava desde 1965, em eleições denunciadas como fraudulentas.


Já como presidente das Filipinas, teve de fazer frente a várias tentativas de golpe organizadas por partidários de Marcos.


Os seus objetivos de pôr fim à miséria econômica e ao desemprego galopante falharam, o que a obrigou a renunciar à sua candidatura às eleições presidenciais de 1992.


Fidel Valdez Ramos sucedeu a ela no cargo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009



Eu sempre tive medo de palhaços, na minha infância nunca deixei eles se aproximarem o suficiente, por dois motivos :

- Na casa da minha avó materna existia um quadro de um palhaço tenebroso que "vigiava" aquele ponto da casa e eu nunca, nunca passava por aquele corredor sozinho.

- Quando mais velho assisti IT do mestre de terror Stephen King, e aí o medo virou quase uma fobia.

It é um dos maiores clássicos de Stephen King, e ganhará um longa-metragem de cinema.

A Warner Bros. está desenvolvendo a adaptação. Dave Kajganich (Invasores) adaptará o maciço romance de King, com mais de 1.000 páginas, sob a supervisão dos produtores Dan Lin, Roy Lee e Doug Davison.

A aterrorizante história já foi adaptada para a TV em 1990 como um telefilme seriado - lançado em vídeo no Brasil.

Na trama, um grupo de garotos volta para a sua cidade natal depois de crescidos para cumprir uma promessa: enfrentar o palhaço Pennywise, uma criatura disfarçada que está assassinando crianças e que matou um dos seus amigos.

A adaptação ainda não tem data de início prevista

segunda-feira, 27 de julho de 2009


O debate já existe há algum tempo.


A Lei do Preço Único, adotada em países europeus em 1888, está em pauta no Brasil desde 2000.


O assunto volta à tona com uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar Mista de Leitura nesta quinta-feira, 2/4, na qual se pretende analisar as vantagens e desvantagens da lei como instrumento de regulamentar a venda de livros no país.


As propostas de mudança pretendem fixar não só o valor dos livros, como também os descontos dados por todo o mercado editorial, inclusive pelos sites de venda.


Entidades a favor da lei afirmam que a concorrência entre livrarias é desleal, já que as grandes podem dar mais descontos. Isso porque as redes de livrarias compram geralmente quantidades maiores de livros e conseguem valores melhores pelo montante.


Além disso, elas têm a possibilidade de compensar as promoções na venda de outros títulos que têm maior saída, como os best-sellers. "O principal ponto que defendemos é a manutenção das livrarias, principalmente das de pequeno e médio porte.


Muitas fecham depois de muito pouco tempo por não conseguirem se manter no mercado, sobretudo por conta de uma concorrência agressiva, que vem tanto das grandes livrarias, que cedem muitos descontos, quanto de sites que fazem promoções praticamente impossíveis de concorrer", explica o presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Vitor Tavares.


A concorrência agressiva a que Tavares faz referência tende a acontecer de forma mais intensa com os títulos recém-lançados, já que os livros fresquinhos têm maior saída do que os que já estão há algum tempo na prateleira. A proposta de lei estipula o preço fixo apenas para lançamentos e por um período determinado de tempo.


"Os livros de catálogo não teriam os preços regulados e, portanto, poderiam ser vendidos com descontos", esclarece o presidente da ANL.


O Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL) e algumas entidades de defesa do consumidor, no entanto, enxergam a proposta como um retrocesso.


"O livre comércio do mercado de livros tem de ser respeitado, como em outras áreas da economia.


Se esse projeto de lei for aprovado, quem sai perdendo é o consumidor, que deixaria de ter oportunidades de desconto", diz Antonio Laskos, gerente executivo da SNEL.


Na opinião dos que são contra a medida, o único que sairia perdendo com a aprovação é o consumidor final, ou seja, o leitor.


Como qualquer empresa privada, as livrarias visam o lucro, e, por vezes, os descontos são uma forma de conquistar vendas.


"Quem consegue oferecer oportunidades melhores aos consumidores leva vantagem; é assim que funciona o mercado livre de regulamentações", afirma o gerente da SNEL.


"Quem motiva esta discussão em torno de um preço fixo para os livros são as pequenas livrarias, que não conseguem dar desconto, ou não dar na mesma proporção que concedem grandes livrarias ou sites.


A internet veio aquecer esta questão, principalmente porque está movimentando o mercado", completou.


-> O gerente da SNEL Antonio Laskos, nunca teve uma pequena livraria, então não sabe como é ter de pagar além do aluguel + despesas com funcionários, o frete ( fora de sp ) e ainda ter que brigar com gigantes como a Submarino, Americanas, Saraiva e Siciliano que tem em sua prática de dia-a-dia o dumping....


Dumping é uma prática comercial, geralmente desleal e injusta, que consiste em uma ou mais empresas de um país venderem seus produtos por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo para outro país (preço que geralmente se considera menor do que o que se cobra pelo produto dentro do país exportador), por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos.


E outras empresas que não praticam o dumping, mas que tem frete zero ou outro tipo de vantagem que as pequenas livrarias não conseguem cobrir.


Em meus dias de representante na Distribuidora Superpedido ( www.superpedido.com.br ) visitei inúmeras livrarias no interior de sp que eram amplamente prejudicadas pela falta de profissionalismo das .com e também das próprias editoras que aceitam esse tipo de prática.


Outra coisa que prejudicará o mercado livreiro é que se as pequenas livrarias sumirem ficaremos reféns das megas-livrarias com o seu atendimento deficiente e ambeinte impessoal, para se ter uma idéia da ganância dos empresários livreiros, o salário inicial da Livraria Cultura na minha época era de R$ 1.500,00 hoje em dia não passa de R$ 1.000,00 o que atrapalha e muito a qualidade do atendimento, aliás, o giro de funcionários nessa rede é muito alto.


Acho que o preço único é importante porque o livro é o mesmo em todas as livrarias, o que faz um cliente voltar é o atendimento, a importância dada pelo funcionário ao assunto tratado com o cliente, a sugestão de mais livros específicos, é importante o funcionário sabero nome do cliente assíduo de uma livraria, o que ele gosta, o que ele espera sobre os lançamentos.


Muitos colegas na Livraria Cultura mantinham um arquivo com os principais clientes e seus gostos específicos, e assim que um lançamento da área chegava na livraria, o cliente recebia um e-mail com informações do livro.


Infelizmente essa prática é quase inexistente em lojas do porte da Cultura.


E você, acredita que os livros devem ter um preço único ?


Mr. Eko de Lost deve ser o Pantera Negra da Marvel no cinema.


Adewale Akinnuoye-Agbaje, o Mr. Eko de Lost, pode viver no cinema o Pantera Negra das histórias da Marvel Comics.


Ele disse à MTV durante a Comic-Con que está negociando o papel."Ainda é o primeiro round, sabe?


Com sorte, eles vão assistir a G.I. Joe e ver meu potencial.


Em G.I. Joe Adewale vive o soldado Heavy Duty.


Nos quadrinhos, depois de ser educado nas melhores escolas européias e norte-americanas, T'Challa voltou para assumir a liderança da nação africana Wakanda.


Sob sua orientação, o pequeno país tornou-se uma das nações mais ricas e avançadas de todo o planeta.


Durante uma cerimônia de iniciação de seu povo, o Pantera Negra ingeriu uma erva mística - reservada aos reis -, que lhe conferiu poderes sobre-humanos, tais como sentidos aguçados, força, velocidade e resistência acima dos níveis normais.


É um exímio ginasta e acrobata, além de conhecer artes marcais africanas e ser um excelente rastreador.


-> Já era hora de termos um super-herói negro, não é?

domingo, 26 de julho de 2009

Que domingo !!!!



A seleção brasileira masculina de vôlei é oito vezes campeã da Liga Mundial.



Após uma campanha brilhante, com apenas uma derrota em 16 partidas, o Brasil venceu neste domingo a final emocionante contra os donos da casa em Belgrado, na Sérvia, por 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e 15/12.






Palmeiras goleou o Corinthians por 3 a 0, na tarde deste domingo em Presidente Prudente.


O resultado manteve o time alviverde em segundo lugar, agora com 28 pontos !!!


O Palmeiras completou seu sexto jogo seguido sem derrota para o arquirrival - são mais de mil dias de invencibilidade.


De quebra, igualou o feito obtido entre 1931 e 1934, quando também ficou seis partidas sem perder.


Obrigado gambás, fizeram meu domingo mais feliz !!!!


Marcello Lopes


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Os Cátaros


No início do século XII, a Igreja Católica presenciará a difusão da heresia dos cátaros (kataroi, puro em grego) ou albigenses (nome derivado da cidade de Albi, na qual vivia um certo números de heréticos) que se propagará no território do Languedoc, sul da França.


Os cátaros acreditavam que o homem na sua origem havia sido um ser espiritual e para adquirir consciência e liberdade, precisaria de um corpo material, sendo necessário várias reencarnações para se libertar.


Eram dualistas acreditavam na existência de dois deuses, um do bem (Deus) e outro do mal (Satã), que teria criado o mundo material e mal.


Não concebiam a idéia de inferno, pois no fim o deus do Bem triunfará sobre o deus do Mal e todos serão salvos. Praticavam a abstinência de certos alimentos como a carne e tudo o que proviesse da procriação.


Jejuavam antes do Natal, Páscoa e Pentecostes, não prestavam juramento, base das relações feudais na sociedade medieval, nem matavam qualquer espécie animal.


Os cátaros organizaram uma Igreja e seus membros estavam divididos em Crentes, Perfeitos e Bispos. As pessoas se tornavam Perfeitos (homens bons), pelo ritual do consolament ( esta cerimonia consistia na oração do pai nosso; reposição da veste, preta no início, depois azul, substituída por um cordão no tempo da perseguição. Tocava-se a cabeça do iniciante com o Evangelho de S. João , o ritual terminava com o beijo da paz), faziam voto de castidade, cabendo-lhes a guarda, a transmissão e a vivência da fé cátara.


Os Crentes participavam do ofício divino, escutando o sermão de um Perfeito, dividiam o pão entre si que não era considerado o corpo de Cristo.


Os Crentes podiam abandonar a comunidade quando quisessem, freqüentavam a Igreja Católica, eram casados e podiam ter filhos, contribuíam para a sobrevivência dos Perfeitos, recebiam o consolament nas vésperas de sua morte.


Desta forma, eles poderiam levar uma vida agradável, obtendo o perdão e sendo salvos.


Cada Igreja Cátara tinha um bispo, o primeiro se estabeleceu no Norte da França por volta de 1149.


O voto de pobreza ficou ameaçado pelo desenvolvimento de igrejas e bens materiais.


Em 1167, realizou-se o Concílio de Saint-Felix de Caraman, no Languedoc, presidido pelo bispo Nicetas de Constantinopla (hierarca bogomilo), que exortou os heréticos a adotar um dualismo absoluto, organizando os bispados do Ocidente.


Durante o período das perseguições as Igrejas Cátaras foram destruídas, os ofícios religiosos eram realizados em cavernas, florestas e casas de Crentes.


A doutrina cátara foi aceita por contrariar alguns dogmas cristãos, principalmente no que se refere a volta à pobreza e ao retorno do cristianismo primitivo.


Devido a propagação da heresia cátara a partir de 1140, a Igreja começa a tomar medidas para combatê-la, sendo que no início tentava converter os heréticos a fé católica por meio da pregação, não adotando medidas trágicas pois isto não harmonizava com a caridade pregada pelo cristianismo.


Propagação do catarismo pelo Sul da França

A maior parte das terras atingidas pela heresia pertencia á província de Narbona, somente a região de Albi estava ligada a província de Bourges. O Languedoc é anexado a França em 1229 pelo Tratado de Meaux.


O êxito da propagação da heresia nos bispados do Languedoc, pode ser explicado perla situação política da região, independente do reino da França, as altas autoridades eram os grandes senhores feudais, o conde de Toulouse e o visconde de Béziers, ambos simpatizantes da heresia cátara.


O arcebispo Berengário de Narbona, da família real de Aragão, descuidará dos assuntos espirituais em favor de questões políticas. A justiça só era executada mediante pagamento e o clero permitia que os padres trabalhassem.


Isto propiciou a difusão do catarismo, que clamava pela castidade absoluta, repelindo a autoridade papal, a culto às imagens e ao sacramento.


Censuravam os poderes públicos e o direito de julgar e ordenar. Possuíam um ideal de Igreja Santa, com um sacerdócio purificado, vivendo em pobreza evangélica.


O movimento cátaro foi desencadeado pelas pregações do monge Henrique, embora este não fosse cátaro, muitos fiéis após ouvir suas palavras deixaram de pagar os dízimos e de comparecer as igrejas, seus ensinamentos foram combatidos por Bernardo de Clairvaux (São Bernardo).


Henrique foi preso, porém , as maiores ameaças a Igreja se situavam em outras esferas. Os maiores aliados dos heréticos pareciam ser os cavaleiros, que os protegiam contra os ataques, da mesma forma agiam a maioria das casas nobres da região.


A transmissão da heresia fazia-se de uma domus (casa) a outra, através da palavra falada.


A palavra escrita era o meio mais elitista portanto de alcance reduzido. Esta heresia foi extirpada com dificuldade, devido as relações de poder.


As estruturas sociais e a cultura laica aceitavam as doutrinas propagadas pelos Perfeitos e os protegiam da repressão.


No início da repressão a Igreja lançava a excomunhão (pena espiritual que a Igreja aplicava ao pecado mortal da contumácia e da desobediência ao direito e ao juiz), como meio de induzir o poder secular a participar da perseguição e do combate aos hereges.


Recorrendo mais tarde ao uso da violência, instituindo o Tribunal da Inquisição.


Os cátaros foram acusados de abalarem a ordem social existente, e de aspirarem a destruição da sociedade medieval e da humanidade. Pois condenavam o casamento, que teria como objetivo a procriação, porém os crentes podiam casar e ter filhos.


Os padres não eram necessários, qualquer leigo poderia realizar um batismo. Acreditavam na existência de dois deuses (um do Bem, outro do Mal), sendo que a Igreja Católica era monoteísta.


Renunciavam aos bens materiais, pregando o retorno ao cristianismo primitivo, estas divergências levaram a Igreja Católica a combater os cátaros.


A repressão as heresias foi estabelecida através de concílios, o III Concílio de Latrão (1179), e o IV Concílio de Latrão (1215), pois ambos excomungaram os cátaros.


O III Concílio de Latrão, foi convocado pelo papa Alexandre III, tendo como objetivo principal por fim a dissidência dentro da Igreja e a briga entre o imperador Frederico I (Barbaroxa) e o papado.


O acordo firmado em Veneza (1177), finalizou o conflito que durou quase 20 anos. Este concílio surgiu após a morte do papa Adriano IV (1159), pois os cardeais haviam nomeado dois papas (Alexandre III e Victor IV).


O imperador Frederico I, apoiou o papa Victor IV, declarando guerra aos estados italianos e especialmente a Igreja Romana que desfrutava de grande autoridade. Alexandre III, acabou vencendo o conflito e convoca um concílio para estabelecer a conclusão da paz.


Além de resolver a dissidência entre o papado e o imperador, o concílio também reforçou a unidade e o poder da Igreja. O cânone 27 desse concílio excomunga os hereges chamados cátaros, patarinos e publicanos e faz um apelo aos príncipes para que defendam a fé cristã.


Os cátaros e seus seguidores estavam sob anátema, ninguém poderia ajudá-los ou abrigá-los em suas terras, pois alguns senhores feudais os protegiam. Se alguma pessoa morresse como herege não poderia ser recebido ou enterrado entre os cristãos, os bens dos hereges serão confiscados.


Porém os hereges que se arrependessem obteriam o perdão e a recompensa eterna, sendo concedido indulgências para quem colaborasse na descoberta de hereges. Os bispos e padres que não combaterem os hereges e seus erros, seriam punidos com a perda de seus cargos, até obterem o perdão.


Neste concílio, também são excomungados no mesmo cânone os bandidos e mercenários que devastavam a província de Narbona, desrespeitando igrejas, maltratando crianças, viúvas e órfãos, como se fossem pagãos.


Mesmo que este concílio não tivesse a intenção da repressão armada contra os heréticos, estes são excomungados e deveriam receber o mesmo tratamento dispensado aos mercenários, pois ambos interferiam no poder da Igreja.


Contudo, as decisões tomadas durante este concílio não são aplicadas e os legados do papa não conseguem impedir os progressos do catarismo no Languedoc.


Com a queda de Jerusalém em 1187, que passou as mãos dos infiéis, a heresia no Languedoc foi um pouco esquecida. Contudo, quando Inocêncio III assume em 1198 o trono pontificial enviaria novos legados a província de Narbona, recomeçando a repressão.


Em 1215, realiza-se o IV Concílio de Latrão, presidido pelo papa Inocêncio III. Neste concílio, são anatematizados novamente todos os hereges, os condenados serão entregues as regras seculares, e confiscadas suas propriedades.


Os suspeitos de heresias a menos que provassem sua inocência através de uma defesa, serão anatematizados e evitados por todos até se justificarem, mas se estiverem sob excomunhão por um ano serão condenados como hereges.


Autoridades seculares deveriam combater a heresia, caso contrário poderiam ser excomungados pelo bispo da província e se não se justificassem no prazo de um ano, o problema passaria ao supremo pontífice, que poderá oferecer o território para ser administrado por católicos fiéis.


Os acusados de heresia não poderão tomar parte da vida pública, nem julgar ou herdar, nem eleger pessoas ou dar testemunhos em um tribunal de justiça.


Este concílio acabará confirmando o que já havia sido proposto no III Concílio de Latrão, tentara repreender os hereges, através da exclusão da sociedade, instigando seus membros a participarem da repressão em nome da fé cristã, a excomunhão seria o princípio de um processo que se tornaria violento.


Um processo que eliminará qualquer tentativa de fé que diferencie dos dogmas instituídos pela Igreja Católica.


Em 1206, chegaram ao Languedoc o bispo espanhol Diego de Osma, acompanhado pelo subprior Domingos de Guzman, estes pretendiam instruir as massas ignorantes no catolicismo através da pregação. Obtiveram alguns êxitos, porém o assassinato de Pierre de Casstelnau (legado do papa), em 1208, precipitou uma mudança na condução política da Igreja.


O conde Raimundo de Toulouse, era suspeito do assassinato, sendo excomungado pelo papa Inocêncio III, que escreveu ao rei da França, Filipe Augusto, para expulsar o acusado dos Estados do Languedoc, ordenando uma cruzada contra Raimundo VI.


O novo legado do papa, Amaury, anunciou a cruzada contra os cátaros e contra os senhores que os protegiam. Um exército mercenário comandado por Simão de Montfort, declarou guerra ao vice-condado de Trencavel, que estava sob proteção de Raimundo VI e Rogério de Trencavel. Raimundo VI, teve que se humilhar ante a Igreja, e acabou perdendo seus domínios.


Na primeira fase da cruzada, foram destruídas as cidades de Béziers (1209), onde 60.000 pessoas morreram.


Destruída a cidade, os cruzados, marcham papa Carcassone, onde Raimundo VI foi preso, acabando por morrer na prisão. Simão de Montfort, se apossa dos condados de Trencavel (Carcassone, Béziers), conquistando também Alzonne, Franjeaux, Castres, Mirepoix, Pamiera e Albi. Minerve, foi sitiada em 1210, sendo queimadas 140 pessoas.


A próxima conquista seria Corbiéres, chegando até a cidade de Puivert.


O conde de Toulouse, tinha como aliado o conde de Foix, o conde de Comminges e o visconde de Béarn. Em 1212, estabelece-se uma coligação entre Pedro de Aragão e Raimundo VI, Simão de Montfort derrotou-os na batalha de Muret (1213), onde Pedro acabou morrendo.


O IV Concílio de Latrão, confirmou as possessões de Montfort, além de propiciar a conciliação dos senhores do Sul com a Igreja, com o compromisso de perseguirem a heresia.


Em 1216, a Provença subleva-se e Montfort trava nova batalha contra os hereges. Com a morte de Inocêncio III, coube a Honório III, lançar uma nova cruzada. Raimundo VII, filho de Raimundo VI, obteve vitória sobre Montfort, na batalha de Beaucaire.


Simão morre em 1218, acabando também a cruzada, sem entretanto extinguir a heresia. Amaury, filho de Montfort, oferece as terras conquistadas por seu pai a Filipe Augusto, rei da França que as recusa, seu flho Luís VIII acabará aceitando as terras.


Porém, Raimundo VII, entra em luta com Amaury, para retomar o seu feudo no Languedoc. Em 1224, Luís VIII, liderando os barões do Norte, empreendeu uma nova cruzada que durou cerca de três anos alcançando muitas conquistas até chegar a Avignon, onde termina o cerco contra os hereges.


O resultado dessa disputa foi um acordo entre o rei da França e Raimundo VII, pelo qual a filha de Raimundo se casaria com um irmão do rei, consequentemente os domínios disputados passariam para a Coroa da França (tratado de Meaux, 1229).


Raimundo VII, teve que se submeter ao rei da França, sendo coagido a reconhecer a vontade da Igreja e atacar a heresia.


A partir de 1240, verifica-se novas revoltas no Midi. Numa revolta em Avignoret, alguns inquisidores são assassinados, como consequência a cidade foi conquistada, e retomada a cruzada.


Montségur, o grande reduto dos cátaros, é atacado e tomado de assalto em 1243. Durante o ataque os cátaros, conseguiram retirar seu "tesouro" do castelo e escondê-lo (alguns acreditam que se tratava de riquezas, outros que o tesouro eram livros ou então apenas alusão a sabedoria dos Perfeitos).


A queda de Montségur marca o fim da Igreja Cátara organizada. Alguns sobreviventes se refugiaram na Catalunha e na Itália. Uma outra fortaleza a de Quéribus, caíra em 1255.


Pierre Authié, adepto do catarismo, continua a divulgar a doutrina, sendo preso em 1310, quando se dirigia a Castelnaudary e condenado a morte na fogueira. Guillaume Bélibaste e Philippe d’Alayrac, ambos cátaros, fogem da prisão em Carcassone.


Philippe acaba sendo capturado e queimado. Bélibaste refugia-se em Mosella, nas montanhas de Valença, e acaba sendo traído por Arnaud Sicre (de família cátara), que tentava reconquistar os bens de sua família, espionando para a Inquisição.


O último ministro cátaro, fora queimado em Villerouge-Termenès, em Corbiéres, por ordem do arcebispo de Narbone, em 1321.


Instauração da Inquisição


A instauração da Inquisição, está ligado ao momento em que a Igreja se torna parte de um sistema institucionalizado de dominação feudal.


Com o triunfo do catolicismo no Baixo Império Romano, no século IV, a Igreja e o Estado se estabelecem com identidade de interesses, a heresia passa a identificar-se como crime político.


Entre os séculos V e IX, a Igreja foi consolidando sua hegemonia, impondo uma unidade ritual, buscando unir as diversidades religiosas.


Em 1216, institui-se a ordem mendicante dos pregadores de S. Domingos. Com o objetivo de não só pregar a fé católica, mas de agir em sua defesa.


Pouco depois, nasceria a idéia de um tribunal organizado no combate as dissidências religiosas. A heresia cátara fornece ao papado a oportunidade de transformar em realidade o seu poder político repressivo.


No ano de 1233, o papa Gregório IX, promulga duas bulas, nas quais decide mandar monges dominicanos aos locais onde havia focos heréticos.


E em 1252, uma bula do papa Inocêncio IV, completatá o processo de institucionalização da Inquisição como tribunal.


Durante os processos inquisitoriais, não era permitido a defesa legal, sendo proibido o apelo à sentença. A tortura seria aplicada não só aos acusados, mas também aos que os acorbetassem.


S. Agostinho, considerava a tortura um meio útil para devolver ao rebanho as ovelhas desgarradas, já que estas só causariam dano a sociedade.


O papa era o inquisidor-mor, lhe cabendo a incumbência de designar inquisidores.


Os inquisidores dominicanos, chegaram a França, em 1233, onde foi instalado o primeiro tribunal permanente da Inquisição.


As violências e perseguiçôes se salientaram entre os anos de 1277-1278, os inquisidores chegaram a ser repelidos em Béziers e Carcassone (1296), pelo povo e pelas autoridades municipais, havendo uma queda na simpatia popular da Inquisição.


O catarismo desaparecerá completamente do território francês, após ter sido extirpada de Montaillou, última aldeia francesa que ainda sustentava esta heresia no início do século XIV.


A Igreja Católica usou de vários meios para eliminar a heresia, no início tentou converter os hereges pela pregação dos monges, depois através da excomunhão dos pecadores, e finalmente o que obteve maior resultado a Inquisição.


As heresias acabaram por alertar a Igreja para seus problemas espirituais e de que seria necessário uma reforma, principalmente no que se refere a corrupção do clero.


Porém a maior crítica à Igreja da Idade Média, centrasse no abuso de seu poder, a opressão à liberdade religiosa, à liberdade de consciência, ao direito de escolher.


O movimento herético cátaro (séc. XII-XIV), é importante para se compreender os processos utilizados pela Igreja na repressão. A instauração da Inquisição que ocorre nesse período, perpetua-se até o século XIX.


Fonte: Heresia Perfeita
Ed. Record

Anima Mundi


Maior vitrine da animação no País, o Anima Mundi inicia hoje sua 17ª edição em São Paulo, depois da rodada carioca que, este ano, abrigou o Anima Forum, debates que têm ajudado a fortalecer o propósito de uma indústria brasileira do setor.


O Anima Mundi oferece várias sessões, incluindo uma mostra competitiva de longas. No ano passado, ela nem se realizou, por falta de bons filmes.


Este ano, a mostra está forte e competitiva com muitas animações do Canadá, dos EUA e do Japão.


Nesta edição, tem uma representação forte da França. Um dos convidados internacionais importantes é o francês Michel Ocelot, de Kiriku e a Feiticeira, que veio para o Papo Animado.


O estoniano Pritt Parn poderá ser uma descoberta gratificante (além de explicar por que a Estônia se transformou num dos maiores polos de animação do mundo).

E o norte-americano Amid Amidi traz os novos tempos da internet. Ele possui o mais respeitado blog internacional voltado exclusivamente à animação.


Marcia Latini apresentará um momento especial, resgatando a história dos irmãos Latini - pioneiros da técnica no País. A Disney, sinônimo de animação para o grande público, traz Renato dos Anjos e Leo Sánchez, que vêm mostrar como foi feito Bolt - O Supercão.


Serão 400 filmes de 40 países.


Algumas indicações de programas imperdíveis - Kudan, que tem um lado meio Matrix; Presto, da Pixar; The Werepig (O Porcosomem), sobre turistas norte-americanos que somem na Espanha; Hardcover & Paperback, o amor entre origamis; The Royal Nightmare, dos EUA, o pesadelo de um rei em seu castelo, em preto e branco, magnífico; e Our Wonderful Nature, de Tomer Eshed, que representa o cinema de estudantes.


Só para constar - Josué e o Pé de Macaxeira, de Diogo Viegas, foi a melhor animação brasileira pelo júri popular e o italiano Muto, de Blu, a melhor pelo júri oficial, no Rio.

Serviço de Informação.....


Realizar compras por telefone e, principalmente, pela internet, é uma prática comercial cada vez mais comum, pois reúne praticidade e o conforto.


Mas, para não acabar levando prejuízo, é preciso que o consumidor conheça um direito que a lei garante sempre que a compra for realizada fora de um estabelecimento comercial: desistir da compra em até sete dias, mesmo que não tenha motivo para tal.


O controlador de acesso Nilo Marcílio Pereira da Silva, de 42 anos, por exemplo, conseguiu utilizar esse direito. “Eu comprei uma televisão por meio de uma loja virtual. Acontece que o produto apresentou defeito no dia seguinte à entrega.


Como a empresa não tinha condições de consertá-la com a rapidez que eu necessitava, pedi o cancelamento da compra”, conta.


Como a empresa estava dificultando a devolução do dinheiro, ele teve de recorrer à coluna Advogado de Defesa, do JT, para ser atendido. “Não estavam cumprindo o prazo que haviam prometido.


Eu precisava desse dinheiro para comprar outra televisão que funcionasse”, diz.


Esse direito de desistir da compra no prazo de sete dias úteis, a contar da data da entrega do produto, está garantido no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor).


Isso acontece porque o consumidor não tem acesso ao produto na hora da compra e não tem meios, inclusive, de testá-lo. “Depois de comprar um batom, por exemplo, o consumidor pode perceber que não era da cor exata que tinha visto no catálogo de produtos”, explica Maíra Feltrin Alves, advogada do instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).


Esse direito tem validade não só para compras pela internet, mas sempre que o negócio é feito fora do estabelecimento comercial. “Serve para compras por telefone, catálogos e até aqueles vendedores que vão de casa em casa.


Além disso, o consumidor não precisa nem apresentar um motivo para a desistência”, completa Polyanna Carlos da Silva, advogada da Associação brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).


Fonte: blog Advogado de Defesa e de Defesa do Consumidor do Jornal da Tarde.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Em breve.....

Livraria dos EUA lança acervo de 700 mil títulos em formato digital !!!


A Barnes & Noble, maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos lançou, na segunda-feira (20), o que afirma ser a maior livraria eletrônica do planeta, com 700 mil títulos disponíveis --o que a coloca em vantagem, superando a rival do varejo on-line Amazon.

De acordo com o anúncio feito pela companhia, a Barnes & Noble oferece a seus clientes obras para a leitura em computadores e telefones celulares.

O mercado americano de vendas de livros eletrônicos é dominado atualmente pela Amazon, que afirma ter um catálogo com 300 mil obras.

http://www.barnesandnoble.com

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Uma estante repleta de livros costuma ser uma espécie de biografia velada do dono daqueles volumes todos.


Porque quem reúne livros coloca nas prateleiras também as fases da própria vida. Os livros da escola, da faculdade, do trabalho. Aqueles que foram presentes de amigos. Outros que você ganhou de um grande amor – ou até comprou para impressionar alguém.


Livros sobre quem você foi, quem você é e quem gostaria de ser (sim, há também aqueles que você jura que ainda vai ler...)


Uma biblioteca pode dizer mais sobre o dono que um livro sobre seu autor.


Um colecionador de livros exibe seu acervo com uma mistura de orgulho e pudor. Livros são troféus, porque cada título desejado, encontrado, lido e guardado é uma conquista.


Mas os itens de uma biblioteca pessoal são como o conteúdo da carteira, da bolsa, da geladeira – falam sobre você. Sobre a intimidade do seu pensamento, do seu imaginário.


Na Antiguidade, o político romano Marco Túlio Cícero escreveu que uma casa sem livros é como um corpo sem alma.


Faça o que puder no espaço de que você dispõe – o importante é manter os livros por perto, como parte do cotidiano. Uma biblioteca doméstica pode ser dispersa, dividida em estações estratégicas pela casa toda.


Mas, se tiver aí na sua casa um recinto disponível, melhor. Mais espaço para os livros que você já tem – e os que virão.


Um quarto comum pode ser transformado em biblioteca se tiver uma boa ventilação e desde que as prateleiras evitem o sol, mas isso pode ser evitado com cortinas e persianas, não é aconselhável colocar os livros em áreas úmidas da casa, como banheiros, cozinha e área de serviço.


Outra dica é que livro não se guarda na posição horizontal, o peso das páginas umas sobre as outras pode, com o tempo, alterar a composição química da tinta e do papel.


O mais importante, para bibliotecas de todos os tamanhos, é a organização. Há um lema na biblioteconomia que diz que, se você não consegue encontrar uma coisa, é como se ela não existisse. Quem tem um acervo grande pode cogitar contratar uma consultoria especializada – isso deve custar de 4 a 6 reais por livro.


Para muita gente, organizar a própria biblioteca pode ser um trabalho delicioso e, portanto, intransferível. Mesmo porque os critérios de organização de um acervo doméstico só precisam fazer sentido para o dono.


O ensaísta alemão Walter Benjamin escreveu um texto sobre a delicada relação do colecionador com seus livros, intitulado “Desempacotando minha Biblioteca”. Para ele, o destino mais importante de todo exemplar é o encontro com o colecionador – e com a coleção.


“Para o colecionador autêntico, a aquisição de um livro velho representa seu renascimento.”


Na tradução para o português, não fica muito claro se ele se refere aí ao renascimento do livro ou do colecionador. Não faz mal. Quem coleciona livros sabe que as duas interpretações fazem sentido.

Livro da Semana


Tudo começa com uma viagem rumo à montanha.


Quem a percorre é Hans Castorp, personagem principal desta obra-prima escrita pelo alemão Thomas Mann (1875-1955).


Hans, um jovem, vai à montanha visitar um amigo internado com turberculose. Lá, ao descobrir-se também doente, não volta à cidade por alguns bons anos.


É quando desliga-se do mundo de fora para mergulhar na introspecção. Amadurece idéias sobre a humanidade, as artes e o tempo, este último um dos temas mais emocionantes de A Montanha Mágica, escrito entre 1912 e 1924.


Prêmio Nobel de Literatura, Thomas Mann utiliza uma narrativa do gênero alemão chamado de bildungsroman, ou “romance de formação” – quando o protagonista é apresentado em todos os seus traços, sejam eles físico, moral, psicológico e social.


Provando por fim que nossas emoções, anseios e perguntas também se formulam através do meio e do tempo em que vivemos.

domingo, 19 de julho de 2009


Na sexta-feira, completaram-se 50 anos sem Billie Holiday, cantora referencial do jazz.


Ela morreu aos 44 anos, no dia 17 de julho de 1959.


Lady Day, como foi conhecida um dia, alternava em sua arte interpretativa muitas personas, paixões e sentimentos até conflitantes: rendição e desespero; altivez e convicção; força e vulnerabilidade.


Nascida Eleanora Fagan Gough em 7 de abril de 1915 (é o que dizia; sua certidão de nascimento nunca foi encontrada), ela ajudou a mudar definitivamente a arte do canto popular, deixando ao menos quatro performances inigualáveis - Lover Man, Don´t Explain, Strange Fruit e God Bless the Child, composição própria.


Don´t Explain foi feita em parceria com Arthur Herzog.


Lady Day a endereçou a um ex-marido, Jimmy Monroe. Ele estava pulando a cerca com uma loira inglesa. Chegou com batom no rosto em casa. "É uma canção que eu não poderia cantar sem senti-la a cada minuto.


Ainda não consigo. Muitas grã-finas me disseram que desabam toda vez que ouvem a canção.


Acredito que se alguém merece crédito por ela é Jimmy. E os outros que continuam chegando em casa com marcas de batom no rosto."A mãe de Billie a teve com apenas 9 anos (o pai tinha 15 anos na época).


Aos 12 anos, ela perdeu a virgindade com um trompetista de uma big band, "no chão da sala de visitas de minha avó".


Aos 13 anos, já se prostituía, mas nunca clamou por inocência nessa iniciação no bas-fond. "Em questão de dias tive minha chance de me tornar uma call girl a US$ 20 por cliente, e a agarrei."


Em plena Depressão, então com 15 anos, Billie largou a vida de prostituta e foi viver com sua mãe no Harlem. Um dia, pedindo emprego pelos lados da Sétima Avenida, entrou na Rua 133 e num lugar chamado Pod´s and Jerry´s.


Disse que era dançarina e queria um emprego. O proprietário mandou-a dançar perto do pianista. "Comecei, e foi uma coisa deplorável", ela lembra.


Então, o sujeito perguntou: "Garota, você sabe cantar?" Ela respondeu: "Claro que sei cantar, mas de que adianta isso?". Ele insistiu, ela pediu ao pianista que tocasse Travelin´ All Alone.


A boate inteira ficou em silêncio.


Quando terminei, todo mundo estava chorando no copo de cerveja, e apanhei US$ 38 no chão". Sua estreia como cantora profissional foi em 27 de novembro de 1933, com a gravação de Your Mother?s Son-in-Law.


Já então integrava um pequeno grupo liderado por Benny Goodman. "Já me disseram que ninguém canta a palavra fome como eu. Ou a palavra amor .


Talvez seja porque eu me lembre do significado dessas palavras", ela "ditou" para seu ghost writer, William Dufty, amigo que a acompanhou até o fim (co-autor de sua autobiografia).


Sua vida cruzou com dezenas de pessoas interessantes, muitas completamente rendidas ao seu talento, e nem isso a afastou da miséria e da tragédia.


Por exemplo: uma vez ela pediu ajuda a um sujeito que tentava consertar o carro na beira da estrada, e ele a ajudou a consertar o seu.


Depois, saíram juntos e seu protetor nocauteou um cara numa boate que lhe tinha feito um gracejo racista. O "mecânico" era Clark Gable.


Durante sua primeira temporada como cantora na Califórnia, conheceu um cineasta que estava mergulhado na feitura de seu primeiro filme, Cidadão Kane.


Ninguém menos que Orson Welles.


Orson estava em Hollywood pela primeira vez, como eu.


Gostei dele, ele gostou de mim e do jazz.


O âncora Walter Cronkite, que durante muitos anos comandou o "CBS Evening News", morreu na sexta-feira aos 92 anos em Nova York.


Ícone do jornalismo americano, Cronkite foi também o responsável por informar os americanos sobre outros grandes fatos da história contemporânea, como a chegada do homem à Lua e a Guerra do Vietnã.


Também noticiou o assassinato do ativista dos direitos civis Martin Luther King, os distúrbios raciais e as manifestações contra a guerra, assim como o caso Watergate, que desencadeou na saída do poder do presidente Richard Nixon.


Os americanos lembram dele, sobretudo, como o âncora que se atreveu a interromper um popular programa de televisão e pedir aos gritos uma câmera para falar sobre o atentado contra Kennedy.


Nascido no estado do Missouri, Cronkite foi repórter de uma agência de notícias americana e depois correspondente de rádio durante a Segunda Guerra Mundial.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Trem-bala entre São Paulo e Rio custará R$ 34,6 bi; passagem sai a partir de R$ 150 !!!

O trem de alta velocidade que ligará São Paulo ao Rio custará R$ 34,6 bilhões, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

O valor ficou 63% acima do previsto no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que era de US$ 11 bilhões (o que equivale a aproximadamente R$ 21,23 bilhões).

A obra deverá ir a leilão até o fim do ano e será concluída em 2014.

A estimativa para a passagem entre São Paulo e Rio de Janeiro fora do horário de pico é de R$ 150 na classe econômica e R$ 200 na executiva e de R$ 200 na econômica e R$ 325 na executiva durante o horário de pico.

Os custos incluem construção da linha, aquisição de trens,desapropriação e medidas socioambientais e implantação de todos os sistemas necessários. Os maiores custos serão das obras civis, R$ 24,5 bilhões.

De acordo com o estudo, o trem-bala transportaria, em 2014, 6,4 milhões de passageiros por ano, contra 3,9 milhões do transporte aéreo, 960 mil de automóveis e 865 mil de ônibus. Atualmente, a demanda do transporte aéreo é de 4,4 milhões de passageiros por ano.

A estimativa é de que, em 2024, a demanda pelo trem de alta velocidade passe para 10,2 milhões de passageiros por ano e, em 2044, para 24,9 milhões por ano.

O trem terá um serviço expresso, que ligará as capitais São Paulo e Rio diretamente, em uma viagem de 1 hora e 33 minutos, saindo do Campo de Marte e chegando à Barão de Mauá.

Haverá também o serviço regional de longa distância, entre Campinas (SP) e Rio de Janeiro, com paradas no aeroporto internacional de Viracopos (SP), aeroporto internacional de Guarulhos (SP), Volta Redonda e Barra Mansa (RJ) e aeroporto internacional do Galeão (RJ).

Será oferecido ainda o serviço regional de curta distância, ligando Campinas a São José dos Campos, com paradas em São Paulo e aeroporto de Guarulhos.

Em 2014, a previsão de ter 42 trens operando sendo que serão três trens a cada 20 minutos no Serviço Expresso (por hora, por direção) no horário de pico e 1,5 trem a cada 40 minutos fora do horário de pico.

-> Quem sabe esse sai do papel !!!!

quinta-feira, 9 de julho de 2009



A editora Doubleday revelou a imagem da capa do novo livro de Dan Brown e também seus planos para a campanha de lançamento, marcado para 15 de setembro.


Em 2008, uma matéria do The Wall Street Journal dizia que o livro tinha o título provisório de The Solomon Key (A Chave de Salomão).


O diretor Ron Howard também comentou em fevereiro que o autor tinha um novo livro pronto.


Oficialmente batizado The Lost Symbol (O Símbolo Perdido), o livro é a terceira aventura de Robert Langdon, intepretado no cinema por Tom Hanks, depois de O Código Da Vinci e Anjos e Demônios.


Seguindo o estilo de Brown de colocar seus personagens correndo contra o tempo, a ação do livro acontece em um período de 12 horas.


A imagem da capa combina a silhueta do Capitólio, em Washington, e um selo impresso em cera em meio a símbolos, enquanto a capa da edição britânica tem novamente a silhueta de Washington sob a imagem de uma chave em chamas e os símbolos da maçonaria, confirmando o comentário do próprio autor de que a nova história teria os maçons como foco.


Em entrevista ao The New York Times, o editor de Brown, Jason Kaufman, comentou que o enredo revela um mundo de misticismo e sociedades secretas com uma surpresa anterior à criação dos Estados Unidos e em uma Washington que poucos reconhecerão. A imagem e o comentário reforçam as especulações de que o livro vai explorar o mesmo tema de A Lenda do Tesouro Perdido 2.


A Doubleday também revelou que vai utilizar sites com o Facebook e o Twitter para divulgar códigos, enigmas, mapas e outras informações ao longo dos próximos meses como parte da campanha de lançamento do novo livro.


The Lost Symbol terá uma edição inicial de 6,5 milhões de cópias

terça-feira, 7 de julho de 2009

Quando a vida se transforma em espetáculo

Os cerca de 20 mil fãs presentes no ginásio Staples Center, em Los Angeles, aplaudiram a entrada do caixão dourado com o corpo do cantor americano Michael Jackson no palco montado para a última homenagem pública ao artista.

Minutos depois, Mariah Carey e o também cantor Trey Lorenz abriram as apresentações musicais cantanto "I'll Be There", sucesso do grupo Jackson Five. "Sentimos saudades suas", disse a cantora ao se despedir.

Logo em seguida, a atriz Queen Latifah subiu ao palco para falar em "nome dos fãs de todo o mundo". Ao ler sua mensagem, arrancou aplausos do público ao afirmar que "Michael era a maior estrela naTerra".

O cantor Lionel Richie, que compôs com Michael a canção "We Are The World", foi o segundo a artista a se apresentar. Ele cantou a música "Jesus is Love".

Berry Gordy, fundador da gravadora Motown, que deu fama aos Jackson Five, fez o segundo discurso da homenagem. Ao lembrar o início da carreira de Michael, fez todos ficarem de pé ao se referir ao cantor como o "maior artista" de todos os tempos.

Após a exibição de um clipe com várias cenas de Michael, o próximo convidado a se apresentar foi o músico Stevie Wonder.

"Não gostaria de estar vivo para ver este momento", disse o cantor e pianista, que interpretou "Never Dreamed You'd Leave in Summer".

Já os ídolos do Los Angeles Lakers Kobe Bryant e Magic Johnson ressaltaram o espírito humanista de Michael e as causas beneficentes a que ele se dedicava.

Num dos momentos mais emocionantes da cerimônia, Jermaine, um dos irmãos do artista, cantou "Smile". A música, de Charles Chaplin, chegou a ganhar uma versão de Michael para a coletânea "HIStory: Past, Present and Future - Book I" (1995).

A atriz Broke Shields, o guitarrista John Mayer, o rapper Usher e a atriz e cantora Jennifer Hudson foram outros artistas que subiram ao palco montado no Staples Center.

A homenagem pública ao cantor teve início hoje, às 10h10 (14h10 de Brasília).

O evento começou com as palavras do artista Smokey Robinson, que leu uma série de mensagens destinadas à família Jackson, uma delas da cantora Diana Ross e outra do líder sul-africano Nelson Mandela.

O caixão com o corpo do cantor americano Michael Jackson chegou ao local minutos antes do início da funeral público, às 9h50 (13h50 de Brasília).

O traslado do corpo foi feito num carro fúnebre. Durante todo o trajeto, o veículo foi escoltado pela Polícia.

Além dos policiais, uma comitiva de mais 29 veículos acompanhou o caixão nos 20 quilômetros entre o cemitério Forest Lawn, em Hollywood Hills, e o ginásio onde mais de 17 mil fãs se despedem do músico. Para evitar incidentes durante o traslado, várias ruas da cidade foram fechadas ao tráfego.

A quadra onde o time de basquete Los Angeles Lakers costuma disputar seus jogos da NBA (liga nacional de basquete) foi inteiramente coberta.

Sobre ela, foi montado um palco azul. Várias coroas de flores também foram espalhadas no local.

-> Enquanto almoçava assistia algumas imagens da homenagem feita ao cantor Michael Jackson, e só ficava pensando sobre Debord que explicava que o espetáculo é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real.

E é exatamente o que aconteceu hoje, 20 mil pessoas consumindo e emanando emoções que faltam em suas vidas, o velório virou um pequeno negócio, centenas de pessoas leiloando seus convites pelo maior preço, o pai de Michael como sempre querendo aparecer às custas do filho, mesmo já falecido.

Infelizmente nesses momentos não há menção de nenhuma prece, nada que possa realmente confortar o que mais importa nessa hora, a alma.

Marcello Lopes.

sábado, 4 de julho de 2009

Controlar trilhões resolverá tudo?

Um leitor habitual dos textos aqui produzidos pelo autor destas linhas considera-os "elucidativos", embora às vezes "amargos" - o que julga compreensível, pela gravidade das questões expostas. É possível que seja assim - ainda que não se tenha a intenção -, diante do quadro inquietante das mudanças climáticas e do consumo de recursos naturais além da capacidade de reposição da nossa biosfera.

Uma dessas questões ainda há poucos dias levou o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan a reiterar no Fórum Humanitário Global que os políticos das nações ricas "enfrentarão a indignação e a ira da opinião pública se falharem no enfrentamento do desafio do clima". O atual secretário-geral, Ban Ki-moon, na mesma semana, advertiu que o número de "refugiados ambientais" poderá chegar a 200 milhões em 2050.

Eles já são 24 milhões. E uma das causas é a progressiva desertificação de terras (consumo excessivo de recursos naturais é um dos caminhos). Em 40 anos, um terço das terras de cultivo será abandonado. Mesmo no Brasil já há 180 mil km2 em processo de desertificação, principalmente no semiárido nordestino, onde vivem 18 milhões de pessoas.

No mundo, são 250 milhões de pessoas afetadas pela desertificação, diz a respectiva convenção mundial (Rádio ONU, 22/6). Segundo a FAO, a Organização para a Alimentação e a Agricultura, da ONU, "com 1% dos recursos dados aos bancos na atual crise (mais de US$ 4 trilhões) se resolveria o problema da fome no planeta" (Agência Estado, 20/6), que agora já atinge mais de 1 bilhão de pessoas, embora haja alimentos suficientes no mundo.

Mas não é disso que tratam as atuais tentativas de encaminhar soluções para a crise financeira. Há exceções, claro, como a da comissão nomeada pelo presidente Sarkozy, da França, e liderada pelos Prêmios Nobel Amartya Sen e Joseph Stiglitz, que já produziu um relatório preliminar em que tenta definir novos caminhos, superando a insuficiência dos atuais critérios econômico-financeiros para avaliar e referendar soluções.

Nestes, de modo geral, as discussões centram-se quase exclusivamente no ângulo financeiro, ainda mais lembrando que o mercado de "derivativos" no mundo movimenta US$ 592 trilhões (Estado, 23/6) - ou seja, mais de 40 vezes o produto bruto anual dos EUA, ou quase 400 vezes o PIB brasileiro. Só em bancos suíços estão depositados cerca de US$ 7 trilhões.

Um dos exemplos mais recentes das limitações (Estado, 23/6) é a exposição feita no Senado norte-americano pelo presidente da Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities, argumentando com a necessidade de que esse mercado de "derivativos" seja mais regulamentado, que suas transações passem por câmaras de compensação, que haja lei federal tornando obrigatório o registro das negociações.

Porque desde 2000 esse mercado - que inclui, entre muitos outros itens, as negociações com contratos futuros de produtos como grãos e carnes - está desregulamentado. Isso permite, junto com outros caminhos, que se negociem dezenas de vezes no mesmo ano - multiplicando artificialmente seu valor - as safras de determinados produtos.

Ou seja, um mercado desligado da realidade concreta gera ganhos e lucros que estimulam um consumo geral além da possibilidade real de reposição dos recursos naturais - e essa é uma das crises que "ameaçam a sobrevivência da espécie humana", segundo Kofi Annan. O plano anunciado pelo presidente Obama prevê muitas coisas, como a possibilidade de intervenção governamental no mercado financeiro, inclusive para assumir o controle e impedir a quebra de grandes companhias; a exigência de mais capital para empresas; a criação de uma agência financeira para proteger o consumidor - entre outros pontos.

Mas parece continuar distante da questão central: o "descolamento" do mercado financeiro em relação à realidade concreta e suas possibilidades. A preocupação financeira reforça-se com os últimos números do PIB - queda de 4,5% na zona do euro, 3% nos EUA, 6,8% no Japão, 2,2% na América Latina e Caribe. No mundo, queda de 2,9% prevista para este ano; no Brasil, 1,1% segundo o Banco Mundial. E para socorrer os dramas aí embutidos, a Europa já destinou 21% do seu PIB para o setor financeiro; a Grã-Bretanha, 69%; a Irlanda, 200%; a Suécia, 50%; os EUA, 18% (Estado, 16/6).

No Brasil não há muitos números, a não ser a liberação pelo Banco Central de R$ 100 bilhões dos depósitos compulsórios dos bancos (que, segundo as empresas, não aumentaram o crédito disponível - foram em sua quase totalidade para aplicações em títulos governamentais). Artigo do economista Amir Khair, da FGV, publicado por este jornal (22/6), também levanta questões na mesma direção, ao lembrar que o spread cobrado pelos bancos no Brasil "é o maior do mundo", 11 vezes maior que a média nos países "desenvolvidos".

Tudo isso, mais uma vez, remete à questão de o Brasil não conceber e defender nos fóruns mundiais uma estratégia fundamentada na posição privilegiada que desfruta em termos de recursos e serviços naturais - que são, concretamente (e não os recursos financeiros), o fator escasso no mundo. E que é preciso sempre repetir: temos território continental, quase 13% do fluxo hídrico planetário, entre 15% e 20% da biodiversidade do mundo, possibilidade de matriz energética "limpa" e renovável (decisiva para o clima), com hidreletricidade, energia eólica e solar, das marés, das biomassas.

E nosso mercado interno, principalmente o de baixa e média renda, provou na recente crise que é capaz de assegurar também uma posição mais equilibrada que a dos países industrializados.

Mas não podemos esquecer que temos ainda pelo menos 30% da população abaixo da linha da pobreza. Que consumimos recursos naturais além da disponibilidade média mundial.

E que somos um dos maiores emissores de gases poluentes no mundo. Está na hora de repensar tudo.

Washington Novaes é jornalista

wlrnovaes@uol.com.br

E no país do futebol....

Há 50 anos, a brasileira Maria Esther Bueno se tornava um dos grandes nomes do esporte mundial. Em 4 de julho de 1959, a tenista venceu a norte-americana Darlene Hard por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/3, e conquistou pela primeira vez na carreira o charmoso torneio de Wimbledon, na Inglaterra.



Com apenas 21 anos, ela encerrou uma hegemonia dos Estados Unidos que já durava 21 anos no Grand Slam (entre 1938 e 1958 apenas norte-americanas conquistaram a competição).



Até hoje, é a única sul-americana a triunfar em Wimbledon - voltaria a levantar a taça na grama inglesa em 1960 e 1964.



Na ocasião, 'Estherzinha', como era conhecida na época, foi recebida no Rio de Janeiro (capital do Brasil em 1959) pelo então presidente Juscelino Kubitschek.



Com 20 Grand Slams no currículo (sete em simples e 13 nas duplas), Maria Esther Bueno é até hoje o nome mais importante do tênis feminino do Brasil.



Ela também faturou quatro vezes o Aberto dos Estados Unidos.



A brasileira foi declarada campeã mundial nos anos de 1959, 1960, 1964 e 1966.



Após uma série de lesões, teve que encerrar a carreira em 1974, aos 35 anos.





-> Ninguém lembra disso !!!


Se Maria Esther tivesse nascido em outro país como por exemplo EUA, Inglaterra que valoriza seus heróis e ídolos, certamente eles já teriam erguido um monumento para ela, como aqui só se valoriza POLITÍCOS CORRUPTOS, PUTA E JOGADOR DE FUTEBOL...


só nos resta lembrar e PARABENIZAR ESTA GRANDE ESPORTISTA BRASILEIRA ESQUECIDA NO TEMPO !!!!


Marcello Lopes


Persépolis, a história em quadrinhos de Marjane Sartrapi adaptada ao cinema, ganhou versão atualizada na internet http://www.spreadpersepolis.com/ para "tentar dizer ao mundo" o que aconteceu no Irã após as eleições que deram a vitória a Mahmoud Ahmadinejad.

Indícios de fraude marcaram o resultado do pleito e as ruas do país foram tomadas por protestos, prisões e mortes.

À época, a própria Marjane declarou que a reeleição de Ahmadinejad era um "golpe de Estado".

Mas, por trás da ideia de Persépolis 2.0, estão dois jovens de origem iraniana.


Sina e Payman moram na Ásia e, como muitos iranianos exilados, não conseguiram ficar indiferentes ao que estava acontecendo em seu país.


Sina, em entrevista por e-mail ao Estadão afirmou que eles escolheram a HQ de Marjane porque os eventos que a autora descreve (e mais especificamente a Revolução iraniana de 1979) são muito similares ao que está acontecendo hoje no país. "Nos dois casos há milhões de iranianos protestando contra injustiça e repressão".


Fonte: Estadão


Eu não leio a seção de Política, por dois motivos :

1) Sou um cara totalmente apolítico.

2) Porque sou um cara totalmente pessimista.

Acredito que nosso país precisa de um choque muito grande para mudar a política, para mudar a consciência popular, uma guerra, uma guerra civil, algo que mude drasticamente o modo do brasileiro pensar.

Não adianta fazermos propaganda para não votar em certos ( a maioria...) políticos, quando no Norte e Nordeste a população mais carente de educação e de informação ainda vota no sr.Lula, nos Sarneys e ACM´s da vida.

A política é reflexo do povo, que ainda vive sob a égide da lei de Gérson, o policial que não ganha o suficiente e precisa alimentar a família, o delegado que cobra para apagar os registros de uma prisão, o político que cobra para liberar verbas, o funcionário público que faz greve e mesmo voltando dela ainda não trabalha direito.

E a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou nesta sexta-feira, 3, que o governo concederá um reajuste ainda neste ano ao benefício do Bolsa-Família, programa de transferência de renda que atende mais de 11 milhões de famílias...

Mais dinheiro para sustentar o Norte e Nordeste, fazendo que famílias saiam de sp e voltem para o seus lugares de origem para receber o benefício sem trabalhar !!!!!!!!!

Atualizar o bolsa-familia ela vai, mas atualizar a aposentadoria daqueles que contribuiram toda a vida nao vai.

E ainda alguém duvida que esta é uma decisao eleitoreira ?

Se o numero de aposentados fosse superior ao numero de beneficiados pelo bolsa-familia, o governo (seja ele qual for) ira atualizar a aposentadoria em detrimento do bolsa-familia.

O objetivo de uma empresa é o lucro; o do assalariado aumentar seu salário e benefícios; e o do (partido do) governo manter-se no poder com olho nos votos. Simples assim.

E quantas vezes o seu salário aumentou esse ano ?? E nos anos anteriores ???

Outro exemplo. a luz aumentou sua alíquota em 7.5 %, então para que fazer economia ???? Você economiza em casa, e eles aumentam o valor...dá na mesma !!!!

Sabem quem pagará essa conta ?

Claro, o trabalhador obtuso que acha que o Lula está do lado deles.

Está mesmo! Está vigiando para que ninguém saia da linha. Escravos do estado. Determinam o que é bom para todos...

Abram as portas para a concorrência total em todos os setores e quero ver se não teremos melhores e mais baratos serviços.

Pobre povo sem juízo que acredita nas mentiras dessa corja. O sistema de energia não aguenta mais, o país não cresce e não é por causa da crise.

Enfim, posso listar 100000 de absurdos perpetrados pelos políticos que o povo brasileiro irá apenas reclamar nos botecos, táxis, pontos de ônibus e nada vai mudar....

Infelizmente, os argentinos são melhores que nós nesse ponto, saem para bater lata na praça em frente a casa rosada, brigam e fazem greve por motivos justos....

Gente, são mais de 500 anos de putaria, roubo e escândalos.

E a Copa vem aí, prepare-se para pagá-la.

Marcello Lopes

Um absurdo....



Ok... Eu sempre falo dos ataques israelenses contra o povo palestino, mas isso é demais !!!!!!!!

A foto me envergonha profundamente, não basta a criança crescer em uma região desprovida de esperanças, sem paz, com a morte espreitando a cada esquina e ainda é fantasiada de homem-bomba !!!!!!!!!!!!

Absurdo isso.

Com que moral os palestinos podem reclamar dos israelenses depois de fotos como essas serem divulgadas na net ???

Óbvio que os ataques são desproporcionais, mas se você fosse israelense e visse uma foto dessas, não atacaria ???

Não justifica, mas é complicado....

Marcello Lopes

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Livro da Semana



Publicado originalmente em 1968 este livro tem sua origem no capítulo 62 de 'O jogo da amarelinha', obra-prima de Cortázar.

Neste romance, ele se aprofunda em questões sobre a relação entre nossas ações e a realidade e sobre as estranhas leis que regem as coincidências e as causalidades.

Aleksandr Sierguêievitch Púchkin



De família aristocrática, frequentou a sociedade czarista como oficial da Guarda Imperial.

Influenciado pelas idéias liberais vindas da França, participou de uma fracassada conspiração, sendo deportado para o Cáucaso onde começou a escrever a sua obra e sob severa vigilância dos censores estatais e impedido tanto de viajar quanto de publicar, ele escreve sua mais famosa peça, Boris Godunov.

A literatura russa do século 19 deve muito a Púchkin, seu estilo de prosa influenciou Turguêniev, Dostoiévski e Tolstói.

Púchkin foi pioneiro no uso da língua coloquial em seus poemas e peças, criando um estilo narrativo - mistura de drama, romance e sátira - como poeta, fazia uso de expressões e lendas populares, marcando os seus versos com a riqueza e diversidade do idioma russo.

Foi amigo de Gogol, e com um projeto de desenvolvimento de uma literatura autenticamente russa, Púchkin lega algumas idéias como a da peça teatral O inspetor geral.

Gogol pediu uma comédia ao amigo, e Púchkin passou horas detalhando uma história como a "fábula fiscal" do Inspetor Geral.

Quando Gogol pediu um drama denso, Pushkin detalhou a ele um golpe de alguns senhores feudais russos que visava a obter recursos do Governo, para "investimentos", apresentando documentos de escravos já falecidos como se ainda vivos fossem.

Tal idéia foi desenvolvida na grande obra de Gogol Almas Mortas, inacabada.

Algumas de suas obras:




  • Ruslan & Ludmila (1820)




  • A saga de Gabriel (1821)




  • O prisioneiro do Cáucaso (1821)




  • A fonte de Bahçesaray (poema) (1822)




  • Os ciganos (1827)




  • Poltava (1829)




  • Pequenas tragédias (que inclui O convidado de pedra, Mozart e Salieri, O Cavalheiro avaro e Festa durante a peste) (1830)




  • Boris Godunov (drama) (escrito em 1825, publicado em 1831)




  • O conto do abade e seu servo Balda (poema) (1830)




  • Contos do defunto Iván Petróvich Belkin (prosa) (1831)




  • Conto do Czar Saltán (poema) (1831)




  • Eugenio Onieguin (novela em verso) (1825-1832)




  • Conto da princesa morta e os sete cavalheiros (poema) (1833)




  • O ginete de bronze (poema) (1833)




  • A dama de espadas (1833)




  • O galinho dourado (poema) (1834)




  • Conto do pescador e o peixe (poema) (1835)




  • O dono da estação




  • A história do motim de Pugachev (prosa, não ficção) (1834)




  • A filha do capitão (prosa) novela histórica romântica de Pugachovshchina, vida e época de Pugachov. (1836)




  • Kirdzhali (Kircali) (novela curta)




  • De visita outra vez (poema)




  • História do vilarejo de Goriujina (inacabada)




  • Cenas de tempos cavalheirescos




  • Noites egípcias (poema)




  • Para A.P. Kern (poema)




  • Os irmãos do ladrão (teatro)




  • O negro de Pedro o Grande (novela)




  • O conde Nulin




  • Noite de inverno

21 de Setembro


Anotem essa data porque a quarta temporada de Heroes estréia com um episódio de duas horas de duração !!!!!!!