segunda-feira, 27 de abril de 2009

John Rabe

John Rabe foi um alemão que trabalhava na Siemens na China e usou sua filiação do partido nazista para tentar evitar o massacre de Nanquim junto aos japoneses.


Em 1937, ele era líder do Comitê Internacional da Área de Segurança de Nanquim e ajudou a salvar chineses ao abrigar cerca de 200 mil pessoas em uma área livre da ocupação japonesa.


Para quem não sabe o massacre de Nanquim foi um crime de guerra cometido pelos japoneses em 13 de Dezembro de 1937.


Durante a ocupação de Nanquim o exército japonês cometeu numerosas atrocidades, como estupros, saques, incêndios e a execução tanto de prisioneiros de guerra como de civis.


Embora as execuções tenham começado sob o pretexto de se eliminar soldados chineses disfarçados de civis, afirma-se que um grande número de inocentes foi identificado intencionalmente como combatentes inimigos e executados depois que o massacre ganhou força.


Inúmeras mulheres e crianças também foram mortas, à medida que os estupros e assassinatos se espalharam. John também abrigou centenas de refugiados em sua própria residência e atrapalhou as autoridades japonesas atrasando assim o massacre e dando à milhares de chineses a chance de escapar do conflito.


Ao voltar para a Alemanha tentou usar sua influência para evitar outros massacres mas foi preso pela Gestapo sendo solto após a invasão aliada e declarado denazificado ( do termo em alemão Entnazifizierung, é o termo que designa a iniciativa dos Aliados após a vitória sobre a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial e reforçada pelos Acordos de Potsdam, buscava a limpeza da sociedade, cultura, imprensa, justiça e política da Alemanha e da Áustria de toda influência nazista.) pelos aliados em Junho de 1946.


A história real de John foi o grande vencedor do Prêmio de Cinema Alemão nesta sexta-feira, ganhando 4 dos 15 prêmios: melhor filme, melhor ator, direção de arte e figurino.


O filme é uma produção alemã-chinesa, a direção é de Florian Gallenberger e tem o Steve Buscemi no elenco, sem previsão de lançamento aqui no Brasil.



Marcello Lopes

Fixer: The Taking of Ajmal Naqshbandi


Quanto vale a vida de um afegão ????


Essa é a pergunta que o documentário Fixer: The Taking of Ajmal Naqshbandi, procura responder.


O filme questiona o valor das vidas de acordo com sua nacionalidade, e mostra a vida de Ajmal que trabalhava no Afeganistão como fixer, ou seja, as pessoas locais que trabalham para jornalistas estrangeiros como tradutores e organizam entrevistas para eles.


O diretor americano decidiu fazer o documentário depois de entender a importância desse tipo de trabalho nas áreas de difícil acesso no Afeganistão enquanto rodava outro documentário sobre as tropas americanas.


Ajmal era o fixer da equipe de filmagem, e depois de sua morte o diretor decidiu fazer do afegão o seu personagem central.


Os "fixers" correm mais perigo do que os jornalistas estrangeiros nas zonas de conflito, por dois motivos, eles são considerados traidores pelo Taliban e não tem nenhum peso na hora de negociar a troca de prisioneiros.


E foi isso que aconteceu com Ajmal, quando ele foi preso junto com o jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo e o motorista também afegão Sayed Agha, após duas semanas no cativeiro e com a pressão do governo italiano, o jornalista foi solto depois de ser trocado por prisioneiros do grupo Taliban.


O filme mostra algumas cenas da decapitação de Ajmal e de Agha já que o governo afegão se recusou a negociar mais prisioneiros com o Taliban. Ajmal tinha 24 anos e era recém-casado.
Marcello Lopes

Livros Infantis


Reproduzo abaixo uma matéria muito legal da Folha on line sobre livros infantis.

Com ilustrações grandes, espaço para colorir, acompanhado de CD de música ou com páginas que servem como quebra-cabeças, o livro se tornou objeto de desejo das crianças.

Que tipo de livro é adequado a cada faixa etária :

1 a 2 anos



Texto: a criança se prende ao movimento e ao tom de voz, não ao conteúdo. As histórias devem ser rápidas e curtas.Ilustração: deve ter somente uma gravura em cada página.Materiais: livros de pano, madeira e plástico. É recomendado o uso de fantoches.


2 a 3 anos



Texto: histórias com enredo simples, contadas com muito ritmo e entonação.Ilustração: gravuras grandes e com poucos detalhes.Materiais: fantoches e música exercem fascínio.


3 a 6 anos


Texto: humor e mistério atraem o pré-leitor. O texto, curto, deve ser lido ou dramatizado.

Ilustração: predomínio da imagem com gravuras que tenham significado para a criança.

Materiais: dobraduras, massa de modelar e argila atraem para novas experimentações.


6 a 7 anos (fase de alfabetização)



Texto: temas com personagens inseridas na coletividade favorecem a socialização.

Ilustração: integrada ao texto para instigar o interesse.

Materiais: apoio de instrumentos musicais ou de outros objetos que produzam sons.

Fonte: Folha de Sp

Dia da Educação

Amanhã se comemora o dia da educação, e nada melhor que comemorá-lo com uma boa notícia, o ministério da Cultura estabeleceu como data máxima Julho para a implementação de pelo menos uma biblioteca em cada um dos 5.562 municípios.


Como todo sabemos a biblioteca tem um papel extraordinário no desenvolvimento e na formação de leitores. Não existe um único país do mundo que tenha conseguido chegar à condição de desenvolvido sem ter antes resolvido o seu problema de acesso à educação e aos livros.


Além dessa implementação, o governo irá modernizar as bibliotecas de mais de 400 municípios, o que é muito importante porque de cada 10 brasileiros apenas 1 frequenta esse universo, então as mudanças visam conquistar uma fatia da população que ainda não tem o hábito de buscar um livro na biblioteca ou que já frequentou mas não achou o livro que queria.


O importante na implementação é que a prefeitura do município precisa se adaptar para receber o kit biblioteca do Ministério da Cultura, é preciso criar a biblioteca por lei, estabelecer dotação orçamentária e quadro funcional para a manutenção do espaço, além de prever uma programação cultural para o local.


O ponto negativo é que existem muitos prefeitos que não querem ter uma biblioteca em sua cidade, porque eles não consideram importante, e a maioria dos municípios sem biblioteca são na região Norte e Nordeste, e é importante que a população se mobilize e pressione esses prefeitos para que atendam a determinação da Constituição brasileira que prevê como direito o acesso à Cultura.


Marcello Lopes

domingo, 26 de abril de 2009

Primórdios do Lost


Enquanto aguardo impacientemente um novo episódio da 5º temporada de Lost, folheio um livro muito querido para mim e que aos poucos foi me fazendo pensar em influências literárias nas séries de tv.


O livro em questão é A Invenção de Morel do escritor argentino Adolfo Bioy Casares, a história que é narrada em primeira pessoa por um fugitivo da justiça conta a história de sua busca por um esconderijo em uma ilha deserta (!!) que já fora habitada mas totalmente abandonada por conta de uma doença terrível.


Depois de um período sozinho, o fugitivo descobre outras pessoas no local, apesar de não ter visto ninguém chegar na ilha, percebe que seus movimentos são anacrônicos e o dia-a-dia dessas pessoas são todos iguais.


O fugitivo percebe também que a natureza está desequilibrada, com duas luas no céu, marés fora de época, verão antecipado, flores e animais que morrem e depois se tornam saudáveis novamente.


No início o fugitivo evita qualquer contato, mas acaba se apaixonando por uma mulher que não responde a seus chamados, mais tarde conclui que ninguém nota sua presença. Nesse desespero para se fazer notado, descobre o terrível segredo que a ilha guarda, juntamente com todas essas pessoas.


O livro é recheado com referências à América, as datas das construções ( 1924 que combina com 1492) e até comentários sobre a história venezuelana.


A ilha no livro figura como um pedaço de terra separado de todas as realidades da terra firme que dá margem ao surgimento de uma série de realidades imaginárias assim como a de Lost.


Para quem é fã de Lost, é um excelente exercício imaginar quais os pontos em comum entre essa história e a saga de Jack & Cia.


Marcello Lopes

quinta-feira, 23 de abril de 2009

PROJETO DE LEITURA


Após o post abaixo em que eu comentava que no Brasil ninguém se importava com o dia mundial do livro, recebi através do comentário a informação de um site muito legal que é http://www.projetosdeleitura.com.br/ de autoria do Laé de Souza.

O Laé de Souza é cronista, poeta, articulista, dramaturgo, palestrante, produtor cultural e autor de vários projetos de incentivo à leitura.

No site existem vários projetos, como a Caravana da Leitura que em parceria com as secretarias de educação distribuem gratuitamente livros para incentivar a leitura.

E em mais uma ação de incentivo à leitura do “Projetos de Leitura” será comemorado o Dia Mundial do Livro nas cidades paulistas de Guarujá, Santos, São Vicente e Itanhaém nos dias 27, 28, 29 e 30 de abril de 2008, respectivamente, das 9h30 às 17h.

Maiores informações no site.

Valeu pela dica Laé !!!

Marcello Lopes

Aniversário de morte de Cervantes.



Miguel de Cervantes Saavedra (Alcalá de Henares, 29 de Setembro de 1547 — Madrid, 23 de Abril de 1616), romancista, dramaturgo e poeta espanhol.

Autor da mais importante obra em castelhano, Don Quixote de La Mancha.

Cervantes revolucionou a literatura ao utilizar recursos como a ironia e o humor, embora a reputação de Cervantes se apoie quase que totalmente nas aventuras do cavaleiro das ilusões, Dom Quixote e seu fiel escudeiro, sua produção literária foi considerável.

Além do romance Dom Quixote, escrito em duas partes (1605-1615), escreveu Calatea (1585), Novelas exemplares (1613), Viagem ao Parnaso (1614) e Os trabalhos de Persiles e Segismunda (1617).

Hoje se comemora na Espanha o aniversário de morte do autor espanhol mais conhecido no mundo e também hoje é dia de São Jorge ( feriado na Espanha e no Rio de Janeiro).


Texto: Marcello Lopes

Ainda sobre o dia mundial do Livro

Apesar de ser o dia mundial do livro, não achei até esse momento em nenhum jornal na web menção ao livro.

Procurei nos jornais on line Folha de Sp, O Estadão, BBC Brasil, BBC Inglaterra, Corriere della Serra, Deutsche Welle e finalmente nos jornais americanos USA Today, Independent News e New York Times.

Mas nem tudo é tristeza, achei no site do jornal El Pais da Espanha, um site exclusivo para o dia do livro em espanhol, claro.

Dando destaque a escritores que dizem quais são seus livros favoritos, autores e recomendações de leitura.

http://www.elpais.com/especial/dia-del-libro

É realmente triste de se ver que não existe uma conscientização de que o livro é a principal fonte de conhecimento e de cultura que existe.

Nem mesmo a Livraria Cultura menciona o dia, nem em seu site e nem no blog, a Siciliano também deixou passar o dia preferindo apostar no dia das mães, as que fazem menção são a Submarino, Saraiva.

É realmente um problema cultural a nossa grande dificuldade de ler e de ter acesso à cultura nesse país, o governo lógico tem sua parcela de culpa, mas nossos pais também trazem na bagagem os vícios de uma geração que não tinha interesse e nem muito menos acesso ao mundo dos livros.

Ah ! As editoras são culpadas pelos valores cobrados no preço de capa, na forma como tratam os pequenos livreiros, em minhas viagens como representante da Superpedido é comum encontrar em uma cidade de médio porte, como Sorocaba, apenas algumas livrarias pequenas sobrevivendo como podem ou se especializando como é o caso da Livraria Conceito em Jundiaí que é 100% focada em biologia, e suas vendas 99 % são feita através da internet.

Um exemplo do descaso das editoras são os grandes descontos dados às empresas .com ( Saraiva, Siciliano, Cultura, Submarino, Americanas), chegando a quase 65 %.

Com esses descontos o pequeno livreiro em cidades pequenas fecha suas portas ou transforma seu espaço em um mercado de opções com papelaria, artigos para informática, brinquedos, xerox, fax e outros.

Sei que o volume de compra das .com são absurdos, mas não há nenhuma política de ajuda aos pequenos e médios livreiros, principalmente nas cidades do interior e sair do eixo sp-rj-mg é quase desolador.

Mesmo no sul, mais politizado e culturalmente ativo do que o sudeste a situação não é das melhores, pequenas livrarias fecham suas portas todos os dias, o índice de inadimplência é enorme.

Fui visitar a cidade de Goiânia e quase chorei, não sei se de raiva ou de dó.

A única livraria (no sentido de livraria mesmo) é a Leitura Mega do Shop.Goiânia, das 4 lojas da rede Nobel, apenas uma sobrevive, o mercado livreiro existe na forma de sebos no centro da cidade, um ao lado do outro em diversos quarteirões.

Por isso eu vibro cada vez que eu vejo uma pessoa lendo no metrô, ou leio uma notícia como a da estudante que já leu mais de 400 livros.

Existe uma tênue luz no final do colossal túnel e quem sabe em algumas décadas estaremos próximos do ideal.

Texto: Marcello Lopes

Unesco lança biblioteca mundial digital


Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (http://www.wdl.org/).

A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.

Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.

Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.

Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.

A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco.

O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.

O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano. "As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital.

"Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol", diz Billington.

Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.

O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.

Fonte: BBC Brasil

Breve história do livro



Hoje é dia mundial do livro.

O livro tem aproximadamente seis mil anos de história para ser contada.
O homem utilizou os mais diferentes tipos de materiais para registrar a sua passagem pelo planeta e difundir seus conhecimentos e experiências.

Os sumérios guardavam suas informações em tijolo de barro. Os indianos faziam seus livros em folhas de palmeiras. Os maias e os astecas, antes do descobrimento das Américas, escreviam os livros em um material macio existente entre a casca das árvores e a madeira.

Os romanos escreviam em tábuas de madeira cobertas com cera, os egípcios desenvolveram a tecnologia do papiro, uma planta encontrada às margens do rio Nilo, suas fibras unidas em tiras serviam como superfície resistente para a escrita hieróglifa.

Os rolos com os manuscritos chegavam a 20 metros de comprimento. O desenvolvimento do papiro deu-se em 2200 a.C e a palavra papiryrus, em latim, deu origem a palavra papel.

Nesse processo de evolução surgiu o pergaminho feito geralmente da pele de carneiro, que tornava os manuscritos enormes, e para cada livro era necessária a morte de vários animais.

O papel como conhecemos surgiu na China no início do século 2, através de um oficial da corte chinesa, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca.

A técnica baseava-se no cozimento de fibras do líber - casca interior de certas árvores e arbustos - estendidas por martelos de madeira até se formar uma fina camada de fibras.

Posteriormente, as fibras eram misturadas com água em uma caixa de madeira até se transformar numa pasta. Mas a invenção levou muito tempo até chegar ao Ocidente.

O papel é considerado o principal suporte para divulgação das informações e conhecimento humano.

Dados históricos mostram que o papel foi muito difundido entre os árabes, e que foram eles os responsáveis pela instalação da primeira fábrica de papel na cidade de Játiva, Espanha, em 1150 após a invasão da Península Ibérica.

No final da Idade Média, a importância do papel cresceu com a expansão do comércio europeu e tornou-se produto essencial para a administração pública e para a divulgação literária. Johann Gutenberg inventou o processo de impressão com caracteres móveis - a tipografia.

Nascido, em 1397, da cidade de Mogúncia, Alemanha, trabalhava na Casa da Moeda onde aprendeu a arte de trabalhos em metal.

Em 1428, Gutenberg parte para Estrasburgo, onde fez as primeiras tentativas de impressão.Segundo dados históricos, em 1442, foi impresso o primeiro exemplar em uma prensa. Em 1448 volta à sua cidade natal, e dá início a uma sociedade comercial com Johann Fust e fundam a 'Fábrica de Livros' - nome original Werk der Buchei.

Entre as produções está a conhecida Bíblia de Gutenberg de 42 linhas.A partir daí o mundo não seria mais o mesmo.

Do século 19 em diante aumenta a oferta de papel para impressão de livros e jornais, além das inovações tecnológicas no processo de fabricação.

O papel passa a ser feito de uma pasta de madeira, em 1845. Aliado à produção industrial de pasta mecânica e química de madeira - celulose - o papel deixa de ser artigo de luxo e torna-se mais barato.

As histórias, poesias, contos, cálculos matemáticos, idéias e ideais poderiam, a partir de agora, percorrer mares e terras e chegar ás mãos de povos que seus autores jamais imaginariam.

Mas desenvolver o hábito da leitura é um desafio a ser enfrentado.Fundada em 1946, a Câmara Brasileira do Livro é uma das iniciativas criadas com a missão de desenvolver a leitura no País e difundir a produção editorial brasileira.

A CBL, uma entidade sem fins lucrativos que reúne editores, livreiros e distribuidores, realizou em 2000 uma pesquisa em todo o País para avaliar a indústria do livro nacional.

Segundo a pesquisa, há no País cerca de 26 milhões de leitores, e 12 milhões de compradores são das classes B e C. Sendo que 60% têm mais de 30 anos, e 53% são moradores da Região Sudeste.

Da população alfabetizada com mais de 14 anos, 30% leu pelo menos um livro nos últimos três meses. Ainda de acordo com os dados apurados, o grau de escolaridade mantém influência decisiva para a leitura.

O grupo de pessoas que mais compra livros no País possui nível médio de escolaridade.


A LEITURA

Plínio Martins Filho, presidente da Editora da USP e professor no curso de Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA), diz que o consumo de livros no Brasil só não é maior por uma questão de hábito.

"Uma das causas da falta de hábito é que a leitura tem que disputar espaço com outras formas de entretenimento. As grandes editoras do Brasil surgiram junto com o rádio e a televisão que, de alguma forma, são meios de lazer baratos e de fácil acesso."

Segundo ele, a distribuição e a divulgação de livros no Brasil são precárias. Não há verba para se fazer divulgação de livros pela televisão, que é uma mídia cara. E os jornais tratam como assunto de final de semana. "Um exemplo disso é que na França a venda de jornais aumenta no dia em que são publicadas resenhas.

No Brasil as resenhas são publicadas nos dias em que se vende mais jornais", afirma ele.

Fonte: Revista Espaço Aberto

terça-feira, 21 de abril de 2009

SUSAN BOYLES


Sabemos o quanto essa sociedade fútil e pobre de espírito força as pessoas a mudarem seus conceitos do que é certo e do que é errado, sabemos que a justiça nem sempre prevalece e ainda mais sentimos na pele o quanto somos discriminados se não seguimos essa ou outra tendência da moda ou da sociedade que impõe através de comerciais, novelas e principalmente reality shows, novelas...

Eu assisto American Idol desde sua primeira temporada, e sempre foi interessante ver e ouvir algumas pessoas que NUNCA teriam chance de brilhar sem o programa, pois bem, há uma versão britânica do programa que é apresentado também pelo Simon Cowell que mistura todos os tipos de habilidade, dança, canto, performance com bonecos.

Surge no programa SUSAN BOYLES, uma britânica de 48 anos, solteirona, moradora de uma cidade pequena da Escócia com um simples sonho, ser cantora.

Susan não é uma Gisele ou uma Adriana Lima, (ainda bem) porque senão ela não iria destruir literalmente os pré-conceitos das pessoas ( TODOS NÓS TEMOS !!!) que estavam na platéia.

Enquanto ela surge no palco, tímida, as pessoas da platéia começam a rir da sua aparência, desdenhando de suas habilidades mesmo antes dela cantar, os jurados sorriem como se fosse mais uma querendo aparecer, pois foi exatamente o que ela fez, apareceu e encantou todos com a mais pura voz.

Ela se apresentou cantando uma canção do musical Les Miserábles, da personagem Eponine, muito difícil de ser interpretada, e sua performance foi arrasadora.

Os jurados após a canção, envergonhados pedem desculpas e a aprovam (com justiça) para a segunda fase do programa.

Esse tipo de situação já aconteceu com Paul Potts, um inglês vendedor de celulares que todos menosprezaram e após sua performance (tão destruidora quanto de Susan) ele passou a fase seguinte e venceu o programa. Susan vem nos mostrar que os rótulos são fenômenos que distanciam.

Precisamos parar de usá-los !!! Feia, bonita, gorda, magra..o que é importante ????

Acho que a discussão por mais estética que pareça sempre irá terminar em Jesus, nosso maior exemplo, nasceu pobre, pregou para pobres, miseráveis, cegos, leprosos, foi crucificado em meio a 2 ladrões !!!

Será que somos melhores que Jesus ????

Assista o vídeo legendado, se emocione e pense que nunca a beleza irá se sobrepor sobre a pureza da alma. Para aprender e refletir !!

Obs: Enquanto escrevia esse texto, procurei na net o máximo de informações possíveis sobre Susan e descobri algo muito bom, um dos juízes, Mr. Pears após a sua apresentação a convidou para jantar em Londres ( onde será a 2º parte do programa) para pedir desculpas pelo modo como ele e os outros jurados agiram quando ela subiu ao palco em Glasgow.

Susan após sua apresentação foi entrevistada por Larry King ( Um dos mais prestigiados apresentadores americanos) e ganhou fãs famosos como Demi Moore e Jay Leno.

O link está abaixo e em inglês.

http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1171784/Now-Susan-Boyles-got-date--Piers.html

Ahhh, by the way, Susan tem uma entrevista dia 23 Maio CNN International...

Texto: Marcello Lopes


Vídeo : http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=iFSqD3BVxSA

segunda-feira, 20 de abril de 2009



Se você lembra da cena em que Cristian Bale sobe no telhado do campo de prisioneiros britânicos enquanto os aviões aliados bombardeam o local gritando :


- Cadillac in the sky !!!!


É porque realmente você gostou do filme como eu !!!


É a estréia de futuro Batman nas telas de cinema, justamente sendo dirigido por um monstro sagrado do cinema, Steven Spielberg.


O filme é de 1987, e conta a história Jim Graham (Christian Bale) que é um garoto de 11 anos de uma família inglesa que vive no Oriente.


Jim faz parte de uma pequena elite de britânicos que moravam na China (naquela época um pseudo-colônia inglesa) e de repente é separado de seus pais em virtude do país ser invadido pelo Japão.


Se vendo sozinho, o força a se defender e o obriga a crescer, tornando-se então um sobrevivente em um campo de concentração com rígidas regras.


A tentativa de filmar na China demorou vários meses por conta de negociações de Steven Spielberg com o governo chinês, o diretor só recebeu a autorização para as filmagens após as autoridades locais assistirem a vários filmes do diretor, que eram desconhecidos na China até aquela época.


O filme conta ainda com John Malkovich, Miranda Richardson, Joe Pantoliano e Ben Stiller.


O filme tem roteiro de Tom Stoppard, baseado no livro de J.G. Ballard que faleceu nesse domingo, o próprio passou 03 anos em um campo de prisioneiros na China.


Filme imperdível.


Texto: Marcello Lopes

J.G BALLARD FALECE NO DOMINGO


O escritor britânico J.G. Ballard morreu na manhã deste domingo, aos 78 anos, após ter passado muitos anos doente, segundo sua empresária, Margaret Hanbury.

Filho de um executivo britânico, James Graham Ballard nasceu em Xangai, na China, e cresceu na comunidade de expatriados da cidade.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando era adolescente, ele passou três anos em um acampamento administrado pelo Exército japonês.

A experiência foi relatada no livro semi-autobiográfico "O Império do Sol", transformado em um filme dirigido por Steven Spielberg, e que tornou Ballard conhecido mundialmente.

Entre seus 15 romances e dezenas de contos, está o polêmico "Crash: Estranhos Prazeres", que conta a história de um grupo de pessoas com fascinação sexual por acidentes de carro, e que foi levado às telas pelo também controverso diretor David Cronenberg em 1996.

Seu último romance foi "O Reino do Amanhã", de 2006.

sábado, 18 de abril de 2009

جبران خليل جبران



Da Música


Sentei-me ao pé daquela que meu coração ama, e ouvi suas palavras. Minha alma começou a vaguear pelos espaços infinitos onde o universo aparecia como um sonho, e o corpo como uma prisão acanhada.


A voz encantadora de minha Amada penetrou em meu coração.


Isto é música, amigos, pois eu a ouvi através dos suspiros daquela que amo, e pelas palavras balbuciadas por seus lábios.


Com os olhos de meus ouvidos, vi o coração de minha Amada.


Meus amigos: a Música é a linguagem dos espíritos. Sua melodia é como uma brisa saltitante que faz nossas cordas estremecerem de amor.


Quando os dedos suaves da música tocam à porta de nossos sentimentos, acordam lembranças que há muito jaziam escondidas nas profundezas do Passado.


Os acordes tristes da Música trazem-nos dolorosas recordações; e seus acordes suaves nos trazem alegres lembranças.


A sonoridade de suas cordas faz-nos chorar à partida de um ente querido ou nos faz sorrir diante da paz que Deus nos concedeu.


A alma da Música nasce do espírito e sua mensagem brota do Coração.


Quando Deus criou o Homem, deu-lhe a Música como uma linguagem diferente de todas as outras. Mesmo em seu primarismo, o homem primitivo curvou-se à glória da música; ela envolveu os corações dos reis e os elevou além de seus tronos.


Nossas almas são como flores tenras à mercê dos ventos do Destino. Elas tremulam à brisa da manhã e curvam as cabeças sob o orvalho cadente do céu.


A canção dos pássaros desperta o Homem de sua insensibilidade, e o convida a participar dos salmos de glória à Sabedoria Eterna, que criou a melodia de suas notas.


Tal música nos faz perguntar a nós mesmos o significado dos mistérios contidos nos velhos livros.


Quando os pássaros cantam, estarão chamando as flores nos campos, ou estão falando às árvores, ou apenas fazem eco ao murmúrio dos riachos? Pois o Homem, mesmo com seus conhecimentos, não consegue saber o que canta o pássaro, nem o que murmura o riacho, nem o que sussurram as ondas quando tocam as praias vagarosa e suavemente.


Mesmo com sua percepção, o homem não pode entender o que diz a chuva quando cai sobre as folhas das árvores, ou quando bate lentamente nos vidros das janelas.
Ele não pode saber o que a brisa segreda às flores nos campos.


Mas o coração do homem pode pressentir e entender o significado dessas melodias que tocam seus sentidos.


A Sabedoria Eterna sempre lhe fala numa linguagem misteriosa; a Alma e a Natureza conversam entre si, enquanto o Homem permanece mudo e confuso.


Mas o Homem já não chorou com esses sons ? E suas lágrimas não são, porventura, uma eloqüente demonstração?


Divina Música!

Filha da Alma e do Amor.

Cálice da amargura

E do Amor.

Sonho do coração humano,

Fruto da tristeza.

Flor da alegria, fragrância

E desabrochar dos sentimentos.

Linguagem dos amantes,

Confidenciadora de segredos.

Mãe das lágrimas do amor oculto.

Inspiradora de poetas, de compositores

E dos grandes realizadores.

Unidade de pensamento dentro dos fragmentos

Das palavras.

Criadora do amor que se origina da beleza.

Vinho do coração

Que exulta num mundo de sonhos.

Encorajadora dos guerreiros,

Fortalecedora das almas.

Oceano de perdão e mar de ternura.

Ó música.

Em tuas profundezas

Depositamos nossos corações e almas.

Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos

E a ouvir com os corações.


Pintura e Texto: Gibran Khalil Gibran

جبران خليل جبران



Gibran Khalil Gibran nasceu na cidade de Bicharry que fica a mil e quinhentos metros do nível do mar e 125 km de Beirute. A cidade é coberta pela sombra do cedro milenar e está localizada acima de um abismo que desce entre as ravinas do famoso vale Wadi Qadisha como se fosse uma escadaria suspensa nos galhos de álamos e salgueiros.

Até a descrição de sua cidade natal é povoada de poesia, nascido em 1883 em um Líbano ocupado pelos otomanos e esmagado pelos latifundiários ricos com seus cavalos de raça e palacetes, enquanto a população vivia em completo desespero.

Sua mãe Kemilah morou no Brasil em 1877 com o primeiro marido e tiveram um filho chamado Pedro mas com a morte de seu esposo, Kemilah retornou ao Líbano onde casou-se com Khalil e desse casamento nasceu o poeta.

Apesar da situação financeira difícil da família, Gibran foi enviado para a escola da cidade, como a região era da seita maronita era obrigatório o estudo do assírio, mas Gibran teve sorte de ter como professores padres italianos carmelitas que o apresentaram às obras de Michelangelo e Leonardo Da Vinci, mais tarde eles seriam sua maior influência.

Anos mais tarde, quando seu pai caiu em desgraça com o governante da cidade e sua família fugiu para os EUA onde se instalaram no bairro chinês em Boston onde existia uma grande colônia libanesa.

Na cidade Gibran conheceu Fred Holand Day que se tornou padrinho artístico do poeta, apresentando diversos artistas e intelectuais inclusive para a poetisa Josefina que passou a ajudá-lo comprando suas telas.

Gibran voltou ao Líbano para aperfeiçoar seus estudos em árabe, indo estudar no famoso colégio El Hikmat, sendo auxiliado e inspirado pelo padre Hadad que indicava inúmeros livros para que Gibran ampliasse seus conhecimentos. O poeta permaneceu no Líbano por 4 anos.

De novo em Boston, sua mãe e seu irmão morrem em 1903.

Gibran escreve poemas e meditações para Al-Muhajer (O Emigrante), jornal árabe publicado em Boston, seu estilo novo, cheio de música, imagens e símbolos, atrai-lhe a atenção do mundo árabe.

Uma exposição de seus primeiros quadros desperta o interesse de uma diretora de escola americana, Mary Haskell, que lhe oferece custear seus estudos artísticos em Paris, vai estudar na Académie Julien, trabalhando freneticamente, frequentando museus, exposições, bibliotecas.

Conhece Auguste Rodin, nesse período uma de suas telas é escolhida para a Exposição das Belas-Artes de 1910. Em 1910 volta a Boston e, no mesmo ano, muda-se para NY, Mariana, sua irmã, permanece em Boston. Em Nova York, Gibran reúne em volta de si diversos escritores libaneses e sírios que, embora estabelecidos nos Estados Unidos, escrevem em árabe com idênticos anseios de renovação.

O grupo forma uma academia literária que se intitula Ar-Rabita Al-Kalamia (A Liga Literária), e que muito contribuiu para o renascimento das letras árabes. Seus porta-vozes foram, sucessivamente, duas revistas árabes editadas em Nova York:

Al-Funun (As Artes) e As-Saieh (O Errante).

Entre 1905 e 1920 Gibran escreve quase que exclusivamente em árabe e publica sete livros nessa língua:


  • 1905 A Música
  • 1906 As Ninfas do Vale
  • 1908 Espíritos Rebeldes
  • 1912 Asas Partidas
  • 1914 Uma Lágrima e um Sorriso
  • 1919 A Procissão
  • 1920 Temporais.
(Após sua morte, será publicado um oitavo livro, sob o título de Curiosidades e Belezas, composto de artigos e histórias já aparecidas em outros livros e de algumas páginas inéditas).

Entre 1918 e 1931, Gibran deixa de escrever em árabe e dedica-se ao inglês, no qual produz também oito livros:
  • 1918 O Louco
  • 1920 O Precursor
  • 1923 O Profeta
  • 1927 Areia e Espuma
  • 1928 Jesus, o Filho do Homem
  • 1931 Os Deuses da Terra
Após sua morte serão publicados mais dois: 1932 O Errante / 1933 O Jardim do Profeta.

Todos os livros em inglês de Gibran foram lançados por Alfred A. Knopf, dinâmico editor norte-americano com inclinação para descobrir e lançar novos talentos. Ao mesmo tempo em que escreve, Gibran se dedica a desenhar e pintar. Sua arte, inspirada pelo mesmo idealismo que lhe inspirou os livros, distingue-se pela beleza e a pureza das formas.

Todos os seus livros em inglês foram por ele ilustrados com desenhos evocativos e místicos, de interpretação às vezes difícil, mas de profunda inspiração. Seus quadros foram expostos várias vezes com êxito em Boston e Nova York. Seus desenhos de personalidades históricas são também célebres.

Em 10 de abril de 1931 Gibran morre no Hospital São Vicente, em Nova York, no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente.


Uma curiosidade :


O título do livro Uma Lágrima e Um sorriso foi uma frase dita pelo seu primeiro amor.

Com 18 anos Gibran conheceu Hala El Daher e os dois se apaixonaram à primeira vista, mas não puderam se casar por serem de famílias de níveis sócio-econômicos distintos, mas durante a despedida Hala vendo Gibran triste por não poder desposá-la disse : " Não se entristeça, a vida é assim, uma lágrima, um sorriso".


Depois da proibição se encontraram diversas vezes escondidos e antes de Gibran voltar aos EUA, juraram amor eterno e que nunca se casariam, e assim cumpriram a promessa, Gibran morreu aos 48 anos, solteiro e Hala faleceu em 1955.


Em seu funeral no Líbano, uma mulher vestida de preto, com o rosto pálido e olhos cheios de lágrimas ajoelhou-se e beijou o ataúde.


Era Hala, que passou o dia velando o caixão e foi reconhecida pela irmã de Gibran, Mariana.


Texto : Marcello Lopes

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Israel não deseja paz com palestinos



Lendo as últimas notícias dos jornais nacionais e internacionais, me deparei com a seguinte pergunta :


- Israel quer ou não a paz no Oriente Médio ???


E eu chego a pensar que definitivamente não existe essa idéia na cabeça do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e outros altos funcionários do governo que também se opõem à ideia de um estado Palestino.


Os americanos liderados por Barack Obama vêem a criação do estado Palestino como uma forma de coibir a violência dos grupos "terroristas" e encaram esse assunto como questão de interesse nacional.


Eu concordo com os americanos, e não sou a favor da atuação dos grupos de resistência chamados de "terroristas" pelos judeus, acho que o mais importante hoje é a criação desse estado e a construção do muro que divide as nações, porque se não conseguem viver juntos então pelo menos separando-os quem sabe minimiza-se as agressões.


Mas uma coisa é fato, os judeus não aceitam a criação do estado palestino porque os árabes não reconhecem o Estado Israelense, o que na verdade é bem aceitável uma vez que os judeus roubaram territórios dos árabes na guerra.


O que me irrita é a hipocrisia judaica, porque os israelenses não lembram que eles sofreram as mesmas proibições e ataques dos ingleses na época que Israel era apenas uma colônia inglesa ?


Os grupos de resistência israelenses atacavam as tropas inglesas da mesma maneira como os palestinos fazem hoje com menor potência óbvio, e eram retaliados da mesma forma, os ingleses derrubavam diversas casas dos colonos israelenses para tentar coibir os ataques.


A lição foi muito bem aprendida, e até hoje isso é usado contra os palestinos.


O que ninguém conta é que centenas de soldados israelenses estão fazendo terapia depois do último conflito porque testemunharam ou participaram de atrocidades contra os civis palestinos,
centenas de crianças foram mortas e seus corpos apresentavam várias perfurações de bala.


Os assassinatos de líderes árabes em todo o mundo, inclusive no Brasil, a desproporção nos ataques em resposta aos homens-bomba ou aos sequestros, matar 1.000 pessoas no Líbano por conta de um soldado.


E felizmente foram derrotados no Líbano, coisa que a imprensa totalmente parcial não informa, que após os bombardeios a cidade os soldados israelenses tiveram baixas altíssimas devido a resistência libanesa.


Hoje em dia todos os mísseis são teleguiados por computadores avançados e satélites, e mesmo assim Israel diz que bombardear um hospital de crianças da ONU foi um acidente ????


Quem é ingênuo que acredite !!!


Há quem pense que eu sou nazista ou até mesmo anti-semita, não sou, sou contrário a todo o ataque covarde desferido contra inocentes ( mulheres, crianças e civis), tanto palestinos quanto israelenses, e tenho nojo dos meios de comunicação que trabalham a serviço dos israelenses e americanos somente noticiando seus mortos e feridos em ataques ditos terroristas.


Texto: Marcello Lopes

Voltaire e a imprensa

O conceito de que a imprensa é o quarto poder é do escritor e orador irlandês Edmund Burke (1729-1797), já que ele imaginou a responsabilidade da imprensa de exercer uma forte influência sobre as votações do primeiro poder (o Legislativo), sobre as ações do segundo (o Executivo) e sobre as decisões do terceiro (o Judiciário).


Nem sempre foi assim, até o início do século XIX, poucos jornais ultrapassavam a condição de meros boletins e os fatos importantes sejam eles reais ou fictícios eram publicados em folhetos mais ou menos anônimos de acordo com o interesse de seus autores.


A democratização da informação é um fato relativamente novo, na verdade uma revolução sóciocultural que dominou o mundo.


Uma das figuras mais importantes dessa revolução é sem dúvida Voltaire, nenhum outro soube tão bem utilizar a imprensa como instrumento de educação popular em seu combate contra a ignorância, a intolerância e a superstição.


Ao longo de décadas ele produziu milhares de textos, de tragédias a filosofia, de poemas aos compêndios de história.


Voltaire tinha uma visão bastante diferente de hoje em dia sobre a missão de um jornal propriamente dito, podemos conhecer essa visão através do livro Conselhos a um jornalista da Ed. Martins Fontes.


Escrito em 1737, tem como subtítulo " Sobre a filosofia, a história, o teatro, os poemas, as miscelânias de literatura, as anedotas literárias, as línguas e o estilo" e apresentam como sugestões de Voltaire ao homem que deseja fundar um jornal que "agrade ao nosso século e á posteridade" e quando eu o li, percebi a perspectiva de Voltaire não era centrada no presente e sim em um futuro, já que seu modelo de jornal se parecia mais com as revistas que hoje em dia encontramos em uma banca.


Com uma vasta coleção de resenhas críticas abrangendo todos os temas imagináveis para o século XVIII, óbvio.


Hoje em dia, muitas vezes os jornais fornecem informações e temas que mais tarde constituirão livros, no caso de Voltaire, funciona ao contrário, os livros dão material á reflexões jornalísticas.


Seu principal conselho era a de imparcialidade sem omissão.


Voltaire era uma máquina de guerra que considerava qualquer manifestação da tolice humana uma afronta pessoal, assim suas resenhas literárias são textos que ultrapassam as obras que lhes deram origem.


Através de uma crítica aguda, poderosa e cheia de ironia ele abatia os egos dos homens que se achavam donos da verdade e apontava falhas, lacunas de suas criações que ele mesmo se encarregava de sanar.


Apesar de hoje sejam raros os jornais que pode tornar acessível a uma ampla camada da população um tipo de informação cultural mais sólida, e a concorrência que os jornais enfrentam como veículo de informação, os caminhos apontados por Voltaire ainda estão abertos e isolados dos modismos e da superficialidade que vigoram hoje em dia em muitos canais de informação.


Mas o grande milagre, porém, é que, entre acertos e erros, nossa imprensa tem sido autora de feitos gloriosos.


Não fosse o Visconde de Taunay, a trágica Retirada da Laguna teria sido apenas um relato confinado a anais militares; não fosse o engenheiro militar Euclides da Cunha cobrir para O Estado de S.Paulo a campanha de Canudos, estaríamos privados de uma monumental reportagem.


Ainda hoje é possível resgatar a cada dia textos de boa qualidade espalhados em milhares de publicações, mas ainda obra de uma minoria que demonstra ter a prática de ler antes de escrever.


Sei que vários jornalistas não lêem sequer o jornal onde trabalham, o que, aliás, é repetido nas universidades, onde professores não lêem o que escreveram seus colegas.


O resumo dos conselhos de Voltaire é ao meu ver, que antes de escrever, é preciso ler, pesquisar, pensar.


Podem parecer óbvios ou insólitos muitos de seus conselhos, mas uma coisa é inquestionável: é livro essencial à formação de jornalistas, dentro ou fora dos circuitos escolares, dispensados ou não do diploma universitário.


Texto: Marcello Lopes

Só para os seus olhos

Quem nunca foi ao Louvre ( eu sou um deles !! ) ou foi e saiu culpado por que não viu nem metade, existe um consolo, no site http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp apresenta uma coleção de passeios virtuais ( 60 ao todo), talvez a maior oferecida por um museu on-line.


A primeira que eu vi nesse site foi o link coleções : imagens de antiguidades ( egípcias - gregas - romanas - islâmicas), pinturas européias, objetos de arte que podem ser buscados por país, escola, período, gênero, e além de tudo isso as imagens podem ser ampliadas, e remetem o visitante a textos descritivos e biografias dos artistas ( infelizmente em francês).


Em outra seção do site, a seção de biblioteca com inúmeros documentos e informações de exposições como a da Biblioteca da Universidade de Estrasburgo que foi até o começo de janeiro/09.


Ou podemos ver uma exposição de Henri Riviére intitulada "Entre o impressionismo e o Nipônico".


Realmente vale a pena passear por lá !!


Texto : Marcello Lopes

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Brad Mehldau



Ontem estava baixando alguns cd´s no E-mule ( Há anos que eu não compro cd´s) e me deparei com alguns álbuns do Brad Mehldau.
Para quem não conhece ainda esse pianista de jazz que começou a tocar aos 6 e estudou piano e composição na famosa Berklee College of Music e na New School for Jazz & Contemporary Music, saiba que ele tem uma forte formação erudita ( visto no álbum Love Sublime com composições no estilo de Schumann e Schubert), além de uma versatilidade incrível que o levou a ser convidado enquanto estudava na New School for Social Research, pelo baterista Jimmy Cobb para integrar sua banda.
Mehldau tocou por dois anos com Joshua Redman, e depois com Charlie Haden, Lee Konitz, e gravou com Wayne Shorter, John Scofield e Charles Lloyd, antes de formar seu próprio trio em 1995.
Mas voltando aos álbuns, são eles Metheny-Mehldau um cd fantástico com o duo guitarra-piano, com composições próprias de Mehldau e Metheny.
Nas 10 faixas existe espaço para os dois músicos exercitarem bastante seus improvisos, destaque para as faixas Summer Day e Make Peace.
Na faixa Ring of Life a participação especial dos componentes do trio de Mehldau dando um clima mais jazzístico ao álbum.
E o outro já comentado por mim é o Love Sublime, que ao meu ver reúne as coisas que eu mais adoro na vida, música e literatura, nesse álbum Brad escolheu sete poemas de O Livro das Horas do poeta Rainer Maria Rilke e com eles compôs um ciclo á maneira das antigas lieders - as chamadas canções cultas que tiveram seu auge no século 19 com Schumann e Schubert.
Nessa tarefa se juntou a cantora lírica René Fleming que apresentou ao pianista o livro de poemas de Louise Bogan chamado The Blue Estuaries, de onde ele retirou mais três poemas para musicar.
Mehldau estudou os poemas, recitando-os em voz alta para aplicar na música os ritmos da fala natural.
O resultado é um álbum belíssimo com melodias sinuosas acompanhadas pelo timbre perfeito de René.
Abaixo deixo a discografia de Brad Mehldau para quem quiser procurar ouvir e se encantar com o talento desse pianista, que chegou a ser comparado com Bill Evans pela crítica especializada.
Discografia

- 1994 When I Fall in Love
- 1995 Introducing Brad Mehldau
- 1997 The Art of the Trio, Vol. 1
- 1998 The Art of the Trio, Vol. 2: Live at the Village Vanguard
- 1998 The Art of the Trio, Vol. 3:
- 1999 Elegiac Cycle
- 1999 The Art of the Trio, Vol. 4: Back at the Vanguard
- 2001 Art of the Trio, Vol. 5: Progression
- 2002 Largo
- 2004 Anything Goes
- 2004 Live in Tokyo
- 2005 Day Is Done
- 2005 Love Sublime
- 2006 House On Hill
- 2006 Metheny Mehldau
Texto: Marcello Lopes

O Museu de Arqueologia e Etnologia da USP está oferecendo diversos programas para os professores levarem seus alunos, inclusive treinamento para que eles conheçam melhor a exposição e possam assim ensinar seus alunos.


Existe também a orientação para os professores conhecerem e utilizarem kit pedagógico de objetos arqueológicos e etnográficos.


Este material pedagógico consta de objetos arqueológicos e etnográficos, painéis sobre a produção de alguns destes objetos e textos teóricos contextalizando os objetos.


Após a participação nesta atividade o professor poderá levar emprestado para suas escolas este material didático, por quinze dias.


Posteriormente, o professor que o utilizar é convidado a apresentar o trabalho que realizou com seus alunos para seus pares, em data previamente marcada.


Os professores irão conhecer e utilizar a Valise Pedagógica “Origens do Homem”. Este material pedagógico trata do tema do trabalho do arqueólogo (inclusive com demonstrações a respeito de uma escavação arqueológica) e do processo de hominização ocorrido na Pré-História.


Por meio de gavetas com propostas lúdicas, contém também réplicas de crânios e ferramentas dos antigos homens pré-históricos. Esta atividade é oferecida semestralmente.


Após a participação, os professores levam emprestado para as suas escolas este material didático, por quinze dias.


Esse tipo de iniciativa é importante para educar tanto os professores como os alunos, infelizmente nem sempre os alunos estão empenhados em aprender.


Estou tentando me informar se esses cursos são apenas para os professores ou pode ser feito por outras pessoas, eu informo depois.


Texto: Marcello Lopes