quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tony Bennett, aulas de japonês, Cecília Bartoli e Roberto Bolaño.....



Hoje é minha folga, e enquanto a chuva castiga a cidade, vou ouvindo Tony Bennett ou mais conhecido como Antonio Dominick Benedetto, em um cd espetacular, o som está alto, as paredes tremem enquanto Tony vai cantando I Left my heart in San Francisco, uma das melhores músicas dele e que eu amo, uma clara resposta à New York de Sinatra.

Fiquei pensando na rivalidade que foi criada e alimentada pela mídia entre esses dois ícones da música americana e mundial, Sinatra se valeu da amizade com a máfia no começo da carreira para deslanchar e Tony teve que subir o penhasco do sucesso sem ajuda nenhuma, somente com o seu talento.

Lights are low now, baby e Tony escolhe um time excelente de músicos que o acompanham durante seus shows e gravações fazendo sua música melhor ainda.

http://www.tonybennett.net

Hoje comecei de novo ( tinha feito e parado em Sp) as minhas aulas de Japonês, nada muito sério apenas para conhecer um novo idioma, já que eu sou fascinado pela cultura e disciplina oriental Orrayô gazaimas pra vocês !!!!!

O Japão sempre me fascinou pelos samurais, pelo código de honra e conduta que existia entre eles, e apesar de não concordar com o sepukku ( suicídio cometido pelos derrotados ou humilhados) entendo como deveria ser viver sem honra em uma época que você só tinha seus atos como prova de quem é você.

O maior samurai que se tem conhecimento é Musashi que foi uma lenda de seu tempo.



Ignorando as convenções, ele preferia uma espada de madeira e em seus anos de maturidade nunca lutou com uma arma autêntica.

Foi um mestre em aniquilar os inimigos usando recursos psicológicos que estudava exaustivamente antes dos combates. Musashi orientava seus estudos tão arduamente conquistados sobre as artes combatentes para metas espirituais de cunho
zen-budista.

Falando sobre música erudita, uma das minhas preferências, ouvi ontem na loja o novo cd da meio-soprano dedicado aos castrati, ou seja, cantores que sofriam mutilações nos testículos para que sua voz se conservasse aguda.

No século XVIII calcula-se que 4 mil meninos por ano eram castrados para servirem nos corais de igreja e nas óperas, porque nesse tempo as mulheres eram proibidas de cantar.

Esse tipo de cantor tiveram muita influência no mundo erudito, Handel escreveu o papel principal de Giulio Cesare para um castrado chamado Senesino, Nicola Porpora, professor do compositor Haydn foi instrutor dos castratis.

Como sempre no mercado brasileiro a edição de luxo não está disponível, ela vem com cd bônus e um livro com a biografia dos principais castrados.

Cecília escolheu o seu repertório com cuidado, trabalhando sua voz com sabedoria. O Álbum já vendeu mais de 500.000 cópias, corra e compre o seu !!!!

Roberto Bolaño me conquistou com um romance louco, Os Detetives Selvagens que conta a história de dois poetas que estão em busca de uma poeta que está desaparecida, e não segue uma narrativa linear.



Está dividido em três partes. A primeira e a última são as duas metades do diário do poeta estudante Juan Garcia Madero.
O miolo é formado por uma série de relatos, feitos para um narrador ausente, estendendo-se de 1976 a 1996.

Vinte anos de relatos pessoais sobre a odisséia de Ulisses Lima e Arturo Belano, poetas, traficantes e fundadores do movimento literário realismo visceral.

Bolaño nasceu em Santiago, Chile, em 1953, e morreu em Barcelona, Espanha, em 2003, por causa de complicações hepáticas, sem suicídio e sem alarde.

A leitura de Os Detetives Selvagens podemos supor que Bolaño ainda teria muito a dizer.

A chegada póstuma de seus livros ao Brasil se deu em 2004, quando a Companhia das Letras publicou Noturno do Chile , também traduzido por Eduardo Brandão. 

Marcello Lopes

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