quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Minhas preferências . .. ..

Hoje abro uma série de textos onde falo um pouco das minhas preferências musicais, do mundo literário e do cinema.

São pequenas biografias e um texto de como eu descobri o artista.

O primeiro a ser comentado aqui é Louis Armstrong.



Esse mestre do Jazz começou a tocar aos 12 anos de idadeLouis Armstrong ou Satchmo, como ficou conhecido, começou a tocar aos 12 anos em uma banda amadora na casa de correção juvenil em New Orleans, onde estava por ter disparado uma arma para cima na passagem de ano novo.

Com 14 anos e já livre da prisão, trabalhava vendendo papéis velhos, carregando peso nas docas e vendendo carvão. Começou também a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississipi.

Na zona da prostituição da cidade, a Storyville, conheceu grandes nomes daquilo que viria a ser o jazz, como Sidney Bechet e Joe Lindsay. Quando a zona de má reputação foi fechada pela Marinha americana, todos eles se mudaram para Chicago à procura de emprego.


Em 1922, Satchmo entrou para a King Oliver's Creole Jazz Band, onde passou a ser ouvido por públicos maiores, em 1925, após apresentar-se com a banda de Fletcher Henderson em Nova York, voltou a Chicago e formou seu próprio grupo, o Louis Armstrong Hot Five, com o qual fez gravações consideradas até hoje clássicos, como "Chicago Dixieland".

Suas gravações estão entre as primeiras de artistas negros.

Em 1932, realizou a primeira de muitas excursões à Europa. Sua popularidade cresceu com o rádio, os filmes e mais tarde, com a televisão. A voz grave e um estilo inconfundível de cantar, emitindo às vezes sílabas sem sentido, em vez da letra da canção, como se a voz imitasse um instrumento, tornou-se sua marca registrada, tanto quanto o seu trompete.

O músico morreu dormindo em sua casa no Queens, em Nova York. Armstrong, porém, permanece como um dos mais famosos nomes do blues e do jazz de todos os tempos.

No começo da minha adolescência não gostava dele, achava-o irritante, minha irmã o adorava.

Mas aí veio o filme Bom Dia Vietnã com o Robin Williams, e a música serviu de introdução ao drama do conflito, então comecei a dar mais atenção ao sons e improvisações inteligentes de Louis.

Depois disso ainda tive a oportunidade de ouvi-lo com mais apuro no cd Ella and Louis, um álbum que é uma obra de arte, e aí se completou a redescoberta de um artista inigualável, que é considerado a verdadeira essência do Jazz.

Marcello Lopes

Um comentário:

Paula disse...

Ainda amo, brother, yeeess!!
bjs