quinta-feira, 19 de novembro de 2009


Nunca fui muito de ler obras nacionais, mas ultimamente tenho estudado o assunto por conta de um curso que estou bolando para ministrar aos funcionários da rede de Livrarias que eu trabalho.

Aos poucos estou descobrindo escritores que em minha ignorância nunca ouvi falar, mas que foram importantes para a história da literatura brasileira.

Autores como Alberto de Oliveira, nascido no Rio de Janeiro, em abril de 1857.

Seus primeiros estudos foram realizados em escola pública. Formou-se em Farmácia em 1884, freqüentou o curso de Medicina, no qual conheceu Olavo Bilac, porém, ambos abandonaram a faculdade. Alberto de Oliveira seguiu sua carreira de farmacêutico e casou-se, em 1889, com Maria da Glória Moreira, com quem teve um filho.

Seu primeiro livro “Canções Românticas” é um compilado de poesias, publicado em 1878, com propriedades ainda românticas, porém, com indícios de temática parnasiana. O Parnasianismo esteve intrínseco em suas obras a partir das novas publicações, o que o levou a ser considerado o mestre desta estética literária. O estilo parnasiano regozijava-se na estrutura descritiva e na exaltação da forma rígida oriunda da Antiguidade Clássica no culto da “arte pela arte”.

Exerceu cargos públicos e é um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Tinha amizade com Raimundo Correia e Olavo Bilac e forma com eles a tríade brasileira do Parnasianismo. Foi colaborador de diversos jornais no Rio de Janeiro: A Semana, Correio da Manhã, Tribuna de Petrópolis, Diário do Rio de Janeiro.

O marco do reflexo das características parnasianas na obra de Alberto de Oliveira está no seu segundo livro “Meridionais”, publicado em 1884. A partir dessa obra a temática parnasiana está cada vez mais nítida em seus outros livros, como “Sonetos e Poemas” (1885).

O autor faleceu aos 19 de janeiro de 1937, em Niterói (RJ).

Abaixo um trecho do soneto “Vaso grego” em que há a nítida exaltação da forma e da métrica rígida.

“Depois... Mas o lavor da taça admira,


Toca-a, e, do ouvido aproximando-a às bordas


Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,

Ignota voz, qual se da antiga lira


Fosse a encantada música das cordas,


Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.”

Obras: Poesia: Canções românticas (1878), Meridionais (1884), Sonetos e poemas (1885), Versos e rimas (1895).

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