terça-feira, 25 de agosto de 2009

Personagem da Semana



Sempre gostei de filmes e histórias de crime e a perseguição do herói para desvendá-lo, comecei a ler os livros da Agatha Christie e depois passei a ler os livros do Simenon, sempre com seus detetives cheios de artimanha, e me lembrei de ter lido na SuperInteressante um texto sobre um criminoso francês que era chamado de o mestre dos disfarces, isso em 1800.


Sua vida inspiraram obras de autores clássicos, como Edgar Allan Poe, Balzac e Victor Hugo. O cinema não ficou de fora, em 2000 Gérard Depardieu fez o papel principal no filme chamado Vidocq, e na França fizeram ainda uma série de tv nos anos 60 e mais 4 telefilmes.


Eugène François Vidocq (1775-1857), foi ladrão, soldado, desertor, falsário, prisioneiro condenado a trabalhos forçados, rei das fugas, espião, chefe de uma brigada especial da polícia de Paris e fundador da primeira agência particular de informações.

Começou sua carreira no crime ao roubar o próprio pai, que tentou discipliná-lo alistando o rapaz no exército, que obviamente desertou pouco tempo depois. Depois de uma briga com um coronel, foi preso e lá conheceu um prisioneiro que foi encarcerado por roubar comida para alimentar sua família.

Esse encontro teve grande impacto em Vidocq e especialmente em sua noção de justiça e princípios morais. Ele conseguiu fugir da prisão e falsificou o documento que permitiu a liberação do prisioneiro. Entre 1800 e 1809 alternou períodos encarcerado e em fuga, após 6 anos de trabalhos forçados e fugas espetaculares, Vidocq aposentou-se da vida criminosa ajudando a polícia a encontrar um assassino na cidade de Lyon.


Com isso, a polícia o responsabilizou por uma brigada de anti-crime à frente de um pelotão de ex-condenados ( Será que foi daí que Hollywood se inspirou em Os 11 Condenados ??) prendendo 700 fugitivos em apenas um ano !!!!

Como eu disse, Vidocq era um mestre nos disfarces, em uma oportunidade fugiu da cadeia vestido de freir, além de nao hesitar em mudar seu aspecto para investigar os criminosos, abatendo-os com técnicas de boxe.

Em 1827, foi acusado de enriquecimento ilícito que o obrigou a sair da polícia (Será mesmo que o tigre muda suas listras ???) obrigando-o a abrir uma fábrica de papel, e com a nova função inventou um papel à prova de falsificações, uma fechadura inviolável ( mãe da Tetra-chave ?) e uma tinta indelével.

Publicou suas memórias em 1828 e na sequência, mais dois livros sobre o mundo do crime. Em 1836, fundou a primeira agência privada de informações, que oferecia serviços a comerciantes preocupados com a idoneidade dos clientes.

A polícia não gostou da concorrência e obteve na Justiça o fechamento da firma. Mas essa agência, aliada às inovações que implantou na brigada policial, serviriam de modelo para agências de inteligência e de detetives no mundo todo.

Vidocq deixou Paris em 1843 e morreu na Bélgica 14 anos depois.

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