segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Até hoje ???

Carrefour afasta funcionários de Osasco após agressão a cliente.



Após a denúncia de agressão por racismo, a rede de supermercados Carrefour decidiu afastar a empresa Nacional de Segurança Ltda., que prestava serviços em algumas lojas de São Paulo.

A rede também afastou o gerente da loja de Osasco, na Grande São Paulo, onde o vigia e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi confundido com um ladrão, suspeito de roubar seu próprio carro, um EcoSport, e agredido pelos seguranças.



Santana registrou boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial de Osasco. Na próxima semana, ele vai prestar depoimento no 9º DP, onde o inquérito está tramitando. Seu advogado, Dojival Vieira, vai entrar com uma ação de indenização por danos morais contra o Carrefour e contra o Estado. "Queremos que os cinco seguranças e os três policiais sejam identificados e responsabilizados.



Esses casos de racismo não podem mais acontecer num País onde a metade da população é negra ou parda.



Enquanto sua família fazia compras na loja, Santana, foi levado por cinco seguranças do supermercado até um quartinho, onde foi espancado por cerca de 20 minutos. "Fui humilhado e acusado como se fosse um criminoso. Quando eu dizia que o EcoSport era meu, eles riam e me batiam ainda mais. Pensei que fosse morrer", conta.



Os seguranças não vestiam uniformes nem usavam crachás. "Eles eram morenos, um pouco mais claros do que eu, mas não eram brancos. Quando eu tentava me explicar, um deles disse ?se você não calar a boca, neguinho, vou acabar com você?."



Quando os policiais militares chegaram ao local, eles também não acreditaram que Santana fosse dono do automóvel. "Eles riam e diziam : sua cara não nega, negão. Você deve ter, pelo menos, três passagens pela polícia."


Depois de insistir muito, eles foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir documentos, os PMs foram embora. Santana espera que o caso possa servir de exemplo para outras pessoas que sofrem racismo.


"Já ouvi piadas, comentários e ameaças, mas nunca tinha apanhado por ser negro. Decidi denunciar porque sofri uma grande injustiça", diz. "Na cabeça de algumas pessoas, só quem é branco e doutor pode ter um carro desses. Eu sou trabalhador. Trabalho dia e noite em dois empregos e com muito esforço estou pagando as prestações."


O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial.


Em setembro, a rede pagou multa em torno de R$ 15 mil pela discriminação de funcionários a duas transexuais. No mês passado, pagou multa de R$ 45 mil porque um segurança fez piada com um homossexual.


-> Além de tudo a rede Carrefour comete a idiotice de manter a empresa de segurança mesmo após pagarem cera de 60 mil em indenizações.


Torço para que a multa em cima do Supermercado seja acima dos 150 mil, não é possível que em um país como o nosso exista ainda um crime tão estúpido como o de racismo.

Como o agredido comentou, os seguranças eram "um pouco mais claros" do que ele.


É a falta de educação, e a impunidade nesse país que faz com que a ida ao supermecado seja transformada em uma descida ao inferno.

2 comentários:

Paula disse...

concordo em gênero, número e grau.

* Luciana * disse...

Não posso acreditar que isso tenha acontecido! Por que os seguranças não pediram então que o dono do Ecosport comprovasse que o carro era dele, ANTES de começarem a agredí-lo??? Eu queria ver a cara dos policiais quando o cara provou que ele estava certo. Mas nada pode pagar o constrangimento e os danos físicos e morais pelos quais a vítima dessa violência toda passou. Indenização nenhuma pode pagar isso!
Que absurdo! É justamente o que você falou: "Esses casos de racismo não podem mais acontecer num País onde a metade da população é negra ou parda".

Revoltante...