sábado, 27 de junho de 2009

EUA cancelam reunião com premiê israelense em Paris

O governo de Israel anunciou o cancelamento de uma reunião marcada para esta quinta-feira em Paris entre o premiê Binyamin Netanyahu e o enviado especial do governo dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell.

De acordo com o jornal israelense "Yediot Aharonot", os EUA cancelaram a reunião em resposta à recusa de Netanyahu em paralisar a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Mas assessores do premiê afirmam que foi ele quem cancelou a reunião, pois quer que o ministro da Defesa, Ehud Barak, discuta questões importantes com Mitchell antes.

A tensão entre os dois governos aumentou nos últimos meses devido à recusa de Israel em congelar completamente a expansão destes assentamentos.

De acordo com a correspondente da BBC em Jerusalém Katya Adler, o governo americano disse a Israel que os acordos internacionais já fechados obrigam os israelenses a paralisar a construção de assentamentos.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, já disse várias vezes, inclusive em um encontro com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em Washington na semana passada, que Israel deve manter o que chama de "crescimento natural" dos assentamentos.

O governo israelense afirma que crianças têm direito a novas escolas e casais recém casados têm direito de comprar suas casas.

Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a construção nos assentamentos israelenses vai além disso e acrescentam que o aumento da população de colonos é consideravelmente maior do que a taxa de natalidade nestes locais.

Já os palestinos, segundo Adler, afirmam que Israel estaria "trapaceando".

Adler acrescenta que Netanyahu e Mitchell aparentemente chegaram a um impasse e a tentativa de Israel de conseguir acordo será feita na segunda-feira (30), quando o ministro da Defesa, Ehud Barak, vai a Washington.

-> É realmente incrível o quanto Israel não deseja fazer um esforço para conseguir paz no conflito, além de impedir ações humanitárias na faixa de Gaza ( reconstrução das casas, reforma sanitária), insiste em aumentar os assentamentos em uma clara provocação ao povo palestino.

Para quem não conhece a faixa de Gaza e a situação humilhante que os palestinos vivem, imaginem duas ruas paralelas, muito próximas uma da outra.

De um lado a rua é asfaltada, com água encanada, luz elétrica e todos os confortos possíveis, esse é o lado israelense, do outro lado a rua não tem asfalto, água somente nas cisternas, luz elétrica nem pensar.

E lembrem-se que essa terra NÃO é só dos israelenses !!!!

Até os americanos começam a se irritar com a teimosia judaica em não oferecer medidas e sugestões para apaziguar o conflito.

Eu espero e rezo para que os dirigentes israelenses larguem a lei mosaica e comecem a pensar em Jesus.

A guerra atinge os dois lados de uma maneira ou outra, importante é pensar o que os dirigentes dos dois lados esperam para o futuro.

Marcello Lopes

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