terça-feira, 30 de junho de 2009

Ataque mata 27 durante saída americana do Iraque

Pelo menos 27 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas nesta terça-feira, 30, na explosão de um carro-bomba em Kirkuk, no norte do Iraque, informaram autoridades locais.

A explosão ocorre em um dia no qual os iraquianos celebram a retirada das tropas americanas das zonas urbanas das principais cidades do país árabe.

No ataque, um carro repleto de explosivos foi estacionado perto de um movimentado mercado de Kirkuk, cidade onde há tensão étnica, disse o general de polícia Sarhat Qadir.

De acordo com ele, pelo menos 40 pessoas ficaram feridas no ataque. O atentado causou grande destruição em lojas e em postos de vendedores ambulantes. Após a explosão, as forças de segurança cercaram a área para facilitar a transferência das vítimas aos hospitais.

O atentado coincide com a finalização da retirada das tropas dos EUA dos centros urbanos iraquianos, que, a partir de agora, passarão para controle iraquiano, segundo o acordo de segurança assinado em dezembro do ano passado entre Washington e Bagdá.

A retirada está sendo comemorada pelos iraquianos e primeiro-ministro, Nouri Al-Maliki, declarou esta terça-feira um feriado, o Dia Nacional da Soberania. Na capital, Bagdá, foi organizada uma grande festa para marcar a véspera da retirada, na segunda-feira.

Autoridades americanas e iraquianas afirmam que a atual onda de violência - que deixou mais de 250 mortos na última semana - busca sabotar o progresso obtido pelo governo do Iraque no último ano, e acusam a rede terrorista Al-Qaeda de estar por trás dos atentados.

Hoje, os insurgentes contam com bem menos apoio do que durante o início da ocupação americana, em 2003, por causa do enorme número de iraquianos mortos em ataques de grupo rebeldes.

A remoção das forças americanas das cidades iraquianas faz parte de um plano mais amplo que culminará na total retirada das tropas dos EUA do Iraque até 2011.

Apesar da retirada das tropas americanas das cidades e centros urbanos, soldados americanos continuarão atuando junto às forças iraquianas, fora dos limites das cidades e prontos para intervir se forem chamados pelas forças iraquianas.

Comandantes das forças americanas afirmam que a segurança e a estabilidade estão melhorando no país, e que as forças iraquianas estão prontas para assumir as tarefas de segurança.

Porém, horas antes do início da retirada, à meia-noite, quatro soldados americanos foram mortos em combate. Segundo a BBC, os militares americanos informaram que os quatro soldados serviam em Bagdá, mas não deram mais detalhes. Eles morreram devido a "ferimentos relacionados a combate", de acordo com declaração oficial.

Cerca de 131 mil militares americanos estão no Iraque e a previsão é de que pelo menos 128 mil deles permaneçam no país até as eleições nacionais iraquianas, previstas para janeiro do ano que vem.

A retirada das cidades acontece dois anos após o grande aumento no número de tropas no país entre fevereiro e junho de 2007, quando o total de soldados americanos no Iraque chegou a 168 mil. Apesar da diminuição na violência, nos últimos meses houve novos ataques.

-> Essa é a herança que os americanos deixam nos países que invadem.

A política americana de distribuir a "democracia" para países que eles acreditam ser não-democráticos levam milhares de civis à uma situação desesperadora, a invasão do Iraque com a
desculpa de procurar bombas de destruição em massa, que nunca existiram e que os americanos já sabiam antes mesmo de desembarcar no país.

Os contratos com empresas petrolíferas estavam prontos antes mesmo de serem disparados os primeiros mísseis, e Deus sabe o quanto foi roubado daquele país.

Além do petróleo roubado, inúmeros manuscritos e livros de valor incalculável foram destruídos ou saqueados das bibliotecas públicas, bem como moedas, pinturas dos museus.

E agora com a mudança de comando, a herança do maldito Bush ( que ele queime no inferno) obrigou Obama e seus assessores a simplesmente deixar o problema nas mãos dos despreparados iraquianos com um problema imenso que não é só a reconstrução do país, mas como lidar com a rivalidade étnica de séculos entre diversas tribos no país.

Infelizmente o Iraque não tem um futuro muito promissor, já que assim que os americanos embarcarem rumo à América, o conflito irá apenas mudar de protagonistas.

E nenhum país aliado irá ter a decência de intervir.

Marcello Lopes

Nenhum comentário: